quinta-feira, 12 de abril de 2012

Em abril de 2013, seis cidades brasileiras terão a banda larga turbinada da 4G móvel

Tele.Síntese - 12/04/2012

O conselho diretor da Anatel aprovou hoje as regras gerais do edital de licitação das faixas de 450 MHz/2,5 GHz, que irão permitir a oferta de telefonia e dados às áreas rurais brasileiras e o ingresso da banda larga 4G na telefonia celular. Com esta licitação, as empresas que comprarem as cinco faixas à venda terão que estar com a rede 4G (que dá 100 Mega na velocidade de conexão) pronta em abril de 2013 em todas as cidades-sedes da Copa das Confederações. São as cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador; nas cidades-sedes e subsedes da Copa e em todas as capitais e com mais de 500 mil habitantes em maio de 2014. O leilão deve ocorrer na primeira quinzena de junho.

Até dezembro de 2015, a 4G estará chegando nas cidades com até 200 mil habitantes e em dezembro2016, em cidades com até 100 mil habitantes. O aviso de licitação deverá ser publicado entre os dias 25 e 26 de abril, pois ainda falta a Anatel fechar com o Tribunal de Contas da União o preço mínimo.

Nos municípios entre 30 mil a 100 mil habitantes, terá que haver pelo menos uma prestadora de 2,5 GHz. E nas cidades menores, com menos de 30 mil habitantes, a banda larga terá que chegar (em 3G) em 24% dos municípios que ainda não tem o serviço de comunicação de dados passarão a contar com no mínimo a velocidade da terceira geração.

O que é a LTE?

O principal diferencial da tecnologia LTE (Long Term Evolution) é a rede de dados. Em testes de laboratório esta rede pode alcançar 300 Mbps em downstream e 75 Mbps em upstream. Entretanto, a velocidade real de navegação beira aos 100 Mbps de download e 50 Mbps de upload. Outra diferença é sobre a quantidade de usuários pendurados na rede: 5 MHz de espectro permitem até 200 acessos simultâneos — praticamente o dobro das redes atuais.

O presidente da Anatel, João Rezende, acredita que a licitação será um sucesso, tendo em vista as condições econômicas do Brasil. "Estaremos à frente de vários países", afirmou.

A modelagem do edital já publicada pela imprensa fica praticamente inalterada. Serão duas faixas de 20+ 20 MHz (W e X) e três faixas de 10+10MHz (V1 e V2 e P). Mas as quatro faixas nobres W,V1,V2 e X terão licenças nacionais, mesmo as faixas fatiadas, sobre as quais inicialmente se pensava em vendê-las por área de registro (as 67 áreas do DDD). As bandas U (em TDD Time Division Duplex) e P (em FDD de 10+10MHz cujas fatias nas principais cidades brasileiras estão em poder das operadoras de MMDS) serão vendidas em 67 blocos. Segundo o relator do edital, conselheiro Marcelo Bechara, a venda desses lotes poderá permitir a participação de grupos regionais na oferta da banda larga fixa ou móvel.

Se a banda que for usada para a telefonia rural (450 Mhz) não for vendida primeiro, ela fica atrelada faixa do celular. E aí as empresas que comprarem a 4G terão, entre os demais compromissos de abrangência, permitir a oferta de acessos rurais em 450 MHz.

Os operadores de MMDS que quiserem ir ao leilão terão duas opções: ou renunciam imediatamente às faixas em 2,5 GHz que possuem (e cujo prazo de validade é de apenas 8 anos) para comprar frequências por 30 anos; ou avisam que vão renunciar, mas entregam a faixa ao novo dono ou de volta à Anatel em 18 meses. Na segunda opção, as empresas terão que vender a sua banda preferencialmente para outra empresa que ocupa uma faixa de sua fronteira.

Há ainda compromissos de abrangência para a telefonia rural, que prevê o atendimento de 100% dos municípios brasileiros em dezembro de 2015.

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