Teletime - 24/01/2012
O novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, dá sinais de que colocará em marcha seu plano de fortalecimento institucional do Programa Aeroespacial Brasileiro. Perguntando se agora no posto de ministro ele faria uma nova tentativa de fundir a AEB com o Inpe, o ministro disse: "ministro não tenta. Faz!".
Em agosto do ano passado, Raupp que ocupava a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), propôs a fusão ao ex-ministro Aloízio Mercadante. A proposta, entretanto, não avançou porque sofreu forte oposição do então presidente do Inpe, Gilberto Câmara.
Apesar da afirmativa categórica, o ministro depois explicou que estava "brincando". "Vamos dar o encaminhamento a uma relação mais formalizada entre Inpe e AEB", disse, sem dar detalhes. A explicação talvez tenha sido suscinta demais para os planos do novo ministro em relação a àrea satelital, que prevê uma reforma muito mais ampla na estrutra organizacional dos órgãos que compõem a área.
Em audiência pública realizada em dezembro na Câmara dos Deputados, Raupp, ainda na AEB, explicou aos deputados que pretende criar o Conselho Nacional de Política Espacial, órgão centralizador das políticas públicas da área. Esse órgão seria composto por representantes dos ministérios cuja atividade está relacionada ao uso de satélites e seria subordinado diretamente à Presidência da República.
Abaixo do Conselho estaria a AEB que seria a principal executora das políticas definidas pelo Conselho. Em um terceiro nível, como braços tecnológicos e também executores de políticas públicas específicas, estariam o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) – que hoje é vinculado ao Ministério da Defesa. Além desses órgãos, a AEB poderia delegar a execução de projetos a empresas privadas (como já foi feito com a joint-venture da Telebras com a Embraer para o SGB) e universidades. Para que as mudanças se concretizem, o Executivo precisaria enviar um projeto de lei a Congresso Nacional ou implementá-las através de um decreto.
Discurso
Aconteceu nesta terça, 24, no Palácio do Planalto a cerimônia de posse de Marco Antônio Raupp no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de Aloízio Mercadante no Ministério da Educação. Mais tarde no MCTI houve a cerimônia de transmissão de cargo de Mercadante para Raupp. Em seu discurso, o novo ministro mencionou a parceria da Telebrás com a Embraer para a integração do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). "Ao invés de simplesmente comprarmos o novo satélite no exterior, queremos capacitar a indústria nacional. Daí surgiu a ideia de criação de uma empresa mista da Telebrás com a Embraer. O primeiro será lançado em 2014 e o segundo em 2019, quando haverá tempo para a participação mais ampliada da nossa indústria", afirmou Raupp.
Raupp assume MCTI prometendo maior aproximação entre ciência e setor produtivo
Agência Brasil - 24/01/2012
Brasília – O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, assumiu a pasta hoje (24) prometendo aumentar a colaboração entre a geração de conhecimento no meio científico e o desenvolvimento de pesquisa nas empresas privadas. “Uma das necessidades que se impõem é a construção de um modelo que faça a aliança entre o conhecimento científico e a economia”, disse.
O tom do discurso de 18 páginas lido na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília, soa afinado com as políticas em andamento no governo para aumentar a pesquisa e a inovação tecnológica, como ocorre com os programas Ciência sem Fronteiras e Brasil Maior, lançados no primeiro ano do governo Dilma Rousseff com a participação do antecessor Aloizio Mercadante, a quem Raupp prometeu “dar continuidade ao trabalho”.
O Brasil é um dos 13 países com maior produção científica (ranking baseado na produção de artigos científicos publicados em revistas especializadas), mas ocupa o 47º lugar em inovação, pesquisa e desenvolvimento. Além disso, em comparação aos países que mais desenvolvem tecnologia, o Brasil tem a menor participação empresarial nos investimentos para a geração de processos e equipamentos inovadores.
No Brasil, o Estado, incluindo a Petrobras, é o principal agente investidor em pesquisa e desenvolvimento (total de 1,2% do Produto Interno Bruto). Para estimular a participação do capital privado na inovação, Raupp promete aumentar as parcerias público-privadas como é o caso da Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial (Embrapi), criada por Mercadante em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A expectativa é que a “Embrapa da indústria” comece a funcionar no próximo mês, colocando à disposição das empresas laboratórios de tecnologia como o do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado à Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e centros de alto desempenho do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Raupp, que deixou a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), elaborou no ano passado uma política espacial contando com a parceria da Telebras com a Embraer para construção do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Segundo o novo ministro a criação dessas parcerias é estratégica. “O desenvolvimento não acontece espontaneamente. É preciso criar estruturas específicas para que seja cumprido o papel econômico e social da ciência brasileira”.
Durante a solenidade de assinatura do termo de posse no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff orientou que seja mantido o “casamento” entre o MCTI e o Ministério da Educação (para onde foi Mercadante), que mantêm em conjunto o Programa Brasil sem Fronteiras.
Segundo Raupp, um dos conselhos do ministro Mercadante é não levar apenas demanda de despesas para o Palácio do Planalto, mas projetos que estejam bem elaborados e resistam desde a fase de “espancamento” na primeira sabatina feita pela presidenta até a discussão sobre “a nona casa decimal” do Orçamento.
Em agosto do ano passado, Raupp que ocupava a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), propôs a fusão ao ex-ministro Aloízio Mercadante. A proposta, entretanto, não avançou porque sofreu forte oposição do então presidente do Inpe, Gilberto Câmara.
Apesar da afirmativa categórica, o ministro depois explicou que estava "brincando". "Vamos dar o encaminhamento a uma relação mais formalizada entre Inpe e AEB", disse, sem dar detalhes. A explicação talvez tenha sido suscinta demais para os planos do novo ministro em relação a àrea satelital, que prevê uma reforma muito mais ampla na estrutra organizacional dos órgãos que compõem a área.
Em audiência pública realizada em dezembro na Câmara dos Deputados, Raupp, ainda na AEB, explicou aos deputados que pretende criar o Conselho Nacional de Política Espacial, órgão centralizador das políticas públicas da área. Esse órgão seria composto por representantes dos ministérios cuja atividade está relacionada ao uso de satélites e seria subordinado diretamente à Presidência da República.
Abaixo do Conselho estaria a AEB que seria a principal executora das políticas definidas pelo Conselho. Em um terceiro nível, como braços tecnológicos e também executores de políticas públicas específicas, estariam o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) – que hoje é vinculado ao Ministério da Defesa. Além desses órgãos, a AEB poderia delegar a execução de projetos a empresas privadas (como já foi feito com a joint-venture da Telebras com a Embraer para o SGB) e universidades. Para que as mudanças se concretizem, o Executivo precisaria enviar um projeto de lei a Congresso Nacional ou implementá-las através de um decreto.
Discurso
Aconteceu nesta terça, 24, no Palácio do Planalto a cerimônia de posse de Marco Antônio Raupp no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de Aloízio Mercadante no Ministério da Educação. Mais tarde no MCTI houve a cerimônia de transmissão de cargo de Mercadante para Raupp. Em seu discurso, o novo ministro mencionou a parceria da Telebrás com a Embraer para a integração do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). "Ao invés de simplesmente comprarmos o novo satélite no exterior, queremos capacitar a indústria nacional. Daí surgiu a ideia de criação de uma empresa mista da Telebrás com a Embraer. O primeiro será lançado em 2014 e o segundo em 2019, quando haverá tempo para a participação mais ampliada da nossa indústria", afirmou Raupp.
Raupp assume MCTI prometendo maior aproximação entre ciência e setor produtivo
Agência Brasil - 24/01/2012
Brasília – O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, assumiu a pasta hoje (24) prometendo aumentar a colaboração entre a geração de conhecimento no meio científico e o desenvolvimento de pesquisa nas empresas privadas. “Uma das necessidades que se impõem é a construção de um modelo que faça a aliança entre o conhecimento científico e a economia”, disse.
O tom do discurso de 18 páginas lido na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília, soa afinado com as políticas em andamento no governo para aumentar a pesquisa e a inovação tecnológica, como ocorre com os programas Ciência sem Fronteiras e Brasil Maior, lançados no primeiro ano do governo Dilma Rousseff com a participação do antecessor Aloizio Mercadante, a quem Raupp prometeu “dar continuidade ao trabalho”.
O Brasil é um dos 13 países com maior produção científica (ranking baseado na produção de artigos científicos publicados em revistas especializadas), mas ocupa o 47º lugar em inovação, pesquisa e desenvolvimento. Além disso, em comparação aos países que mais desenvolvem tecnologia, o Brasil tem a menor participação empresarial nos investimentos para a geração de processos e equipamentos inovadores.
No Brasil, o Estado, incluindo a Petrobras, é o principal agente investidor em pesquisa e desenvolvimento (total de 1,2% do Produto Interno Bruto). Para estimular a participação do capital privado na inovação, Raupp promete aumentar as parcerias público-privadas como é o caso da Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial (Embrapi), criada por Mercadante em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A expectativa é que a “Embrapa da indústria” comece a funcionar no próximo mês, colocando à disposição das empresas laboratórios de tecnologia como o do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado à Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e centros de alto desempenho do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Raupp, que deixou a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), elaborou no ano passado uma política espacial contando com a parceria da Telebras com a Embraer para construção do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Segundo o novo ministro a criação dessas parcerias é estratégica. “O desenvolvimento não acontece espontaneamente. É preciso criar estruturas específicas para que seja cumprido o papel econômico e social da ciência brasileira”.
Durante a solenidade de assinatura do termo de posse no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff orientou que seja mantido o “casamento” entre o MCTI e o Ministério da Educação (para onde foi Mercadante), que mantêm em conjunto o Programa Brasil sem Fronteiras.
Segundo Raupp, um dos conselhos do ministro Mercadante é não levar apenas demanda de despesas para o Palácio do Planalto, mas projetos que estejam bem elaborados e resistam desde a fase de “espancamento” na primeira sabatina feita pela presidenta até a discussão sobre “a nona casa decimal” do Orçamento.
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