terça-feira, 21 de agosto de 2012

Suspensão das postagens

Insight - Laboratório de Ideias - 21/08/2012

Prezados leitores,

Um dos mais importantes objetivos deste blog era o de colaborar para a reativação da Telebras e, consequentemente, para que o Programa Nacional de Banda Larga - PNBL fosse planejado, organizado e executado por uma empresa genuinamente brasileira, de modo que os seus frutos fossem direcionados única e exclusivamente para os brasileiros.

A empresa foi reativada em maio de 2010. Hoje, tanto ela como o PNBL são uma realidade mais do que concreta no País. Em breve, seus cerca de 30 mil quilômetros de rede principal estarão completamente iluminados e em operação, contribuindo para levar banda larga barata para quatro mil municípios brasileiros.

Em breve, também, a Telebrás estará operando o único satélite geoestacionário brasileiro e dois novos cabos submarinos internacionais, gerenciando o core da rede de comunicações da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, fornecendo banda larga para a imensa gama de órgãos públicos, universidade e instituições escolares e de pesquisa, além de se constituir no operador nacional da TV Digital e na empresa-líder do grande Anel Ótico Sul-Americano.

A alta tecnologia de sua rede e equipamentos, que já inclui o IPV6, e o preço acessível que pratica, fará com que provedores e outras empresas privadas de telecomunicações passem a usar seus serviços paulatinamente, na medida em que for sendo conhecida e reconhecida como a mais promissora e confiável empresa brasileira de telecomunicações.

Assim, após dois anos e oito meses de pesquisas, análises e postagens diárias, acreditamos ter cumprido o objetivo a que nos propusemos, já que, a partir de agora, nossa modesta contribuição não parece ser mais necessária.

Resta-nos, pois, agradecer a todos quantos aqui estiveram nos visitando e lendo as postagens, com a esperança que elas tenham sido realmente úteis.

O blog não será terminado, mas apenas suspenso. Se não voltar à ativa novamente, pelo menos permanecerá como uma excepcional fonte de consulta histórica sobre o assunto.

Muito obrigado!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Minicom garante que Telebras terá quanto dinheiro precisar

Convergência Digital :: 13/08/2012

Ajustes nas perspectivas de investimento da Telebras já levaram a uma redução no Orçamento previsto para 2013. Inicialmente, a estatal previa contar com R$ 1,1 bilhão do Tesouro Nacional mas, na semana passada, reuniões reajustaram o valor para pouco mais de R$ 800 milhões.

“A presidenta mandou dar dinheiro à Telebras. Ela falou para mim o seguinte, quando fomos discutir a questão das operadoras. Ela disse: veja tudo o que precisa, vou pedir para o Guido marcar uma reunião e veja o que é preciso na Telebras. Eu disse que já tínhamos um pedido, mas ia conversar com o Caio para ver o que teria realmente condições de fazer, porque este ano já estão atrasados os investimentos”, revela o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na entrevista exclusiva concedida à CDTV, do Convergência Digital.

Por conta desse atraso, os valores foram revistos. Chamei o Caio [Bonilha, presidente da Telebras]. Era R$ 1,1 bilhão e caiu para cerca de R$ 800 milhões para o Orçamento de 2013. E para este ano mandei ver que limite precisa, e são outros R$ 200 milhões. Falei para não pedirmos dinheiro para depois não usar. Fizeram reunião com a Casa Civil e acertaram entre R$ 840 milhões, R$ 850 milhões”, explica o ministro.

Segundo Paulo Bernardo, porém, há sinais de que a Telebras está conseguindo avanços em um ponto que já foi tratado como essencial para garantir sustentabilidade econômica à estatal, mas acabou de lado: o uso da empresa no fornecimento de redes a diferentes órgãos do governo federal sem a necessidade de licitações.

Era essa, pelo menos, a intenção dos redatores do Decreto 7.175, que em seu artigo 4o lista as atribuições que caberiam à Telebras no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga. Além de constituir a rede pública de fibras ópticas que são a base do plano, a empresa também deveria “implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal”.

Na época, ainda no governo Lula, prevaleceu o entendimento de que a tarefa tinha sustentação jurídica. No governo Dilma, porém, essa ênfase foi perdida. “O problema maior é jurídico mesmo”, sustenta Paulo Bernardo. Nos bastidores discute-se, no entanto, que houve resistência de potenciais concorrentes dentro da administração, como o Serpro.

É nesse campo que o panorama estaria melhorando. Segundo o ministro, a Telebras “está conversando agora com Dataprev e Serpro. Parece que estão chegando a um bom termo na negociação para fazer fornecimento, que vão começar a comprar serviços. E está conversando com os Correios para ser um backup de rede nacional. Então, está fazendo. Está fazendo um bom trabalho com a RNP, que vai conectar todas universidades. Nesse caso, vamos atender as universidades e outras demandas”.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Bernardo quer subsidiar banda larga para 12% da população

Tele.Síntese - 10/08/2010

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista ao Tele.Síntese, detalha a proposta de  universalizar a banda larga, que  não está vinculada à concessão de licenças no regime público. "Essa não é nossa ideia”, afirma.“Nossa intenção é incluir obrigações nas licitações para avançar no provimento. E o Estado dará subsídio, como é feito hoje no setor de energia”, afirmou. E o ministro não vê dificuldades em conseguir a liberação de recursos do Tesouro Nacional para esta política. “Há um aumento efetivo do poder aquisitivo, estamos eliminando a pobreza. As pessoas extremamente pobres, hoje, são 12% da população. É preciso ter uma política  para essas pessoas".

Em outra frente, Bernardo já negocia com o Ministério da Fazenda a liberação de uma parte dos recursos do Fistel, conforme autorizou a MP 563 aprovada pelo Senado esta semana, para multiplicar a construção de backbones e backhauls em regiões de pouca atratividade econômica. “O Fistel arrecada um dinheirão por ano. Ficou acertado que, desde que se mantenha a arrecadação, o seu excedente será usado para projetos estratégicos”, afirmou Bernardo. A condição para as operadoras se credenciarem ao dinheiro deverá ser a construção de redes  neutras, abertas  todos. “O compartilhamento terá que ser feito", insiste.

Tele.Síntese - O que mudou em relação a faixa de 700 MHz? Há pouco tempo, o sr. dizia que essa questão só poderia ser tratada em 2016.
Paulo Bernardo – Nossa posição é a seguinte: a faixa vai ser desocupada em 2016 e só estará plenamente disponível a partir dessa data. Mas é perfeitamente possível antecipar um planejamento e tomar decisões antes, com base nesse cronograma. Nos convencemos de que é preciso tomar uma decisão.

Tele.Síntese – Não está lenta digitalização da TV?
Bernardo - O processo de digitalização da TV está andando bem. Acho que em julho do ano passado só três emissoras tinham conseguido a autorização. Agora, 90% dos pedidos já estão autorizados. Com relação a retransmissoras, nós temos uma realidade bem diferente:  temos um número enorme, cerca de três mil, instituídas e  mantidas por prefeituras.
E vamos falar a verdade:  as redes não têm interesse em instalar uma retransmissora em uma pequena comunidade. Comercialmente não vale a pena. Acho que isso pode virar um problema social enorme. Diria que um problema político também. As pessoas gostam de ver televisão, é uma fonte de informação e de lazer. Precisamos pensar como resolver a questão dessas retransmissoras. E aí, falando claramente, nós temos que identificar formas de financiamento.

Tele.Síntese- O senhor entende que, ao vender a faixa de 700 MHz para a banda larga, vai arranjar uma forma de financiar a transição?
Bernardo - Esta foi uma das possibilidades  apresentadas para nós. Pensar que o governo vai colocar dinheiro para fazer isso, não é muito realista.

Tele.Síntese – Mas o senhor já anunciou que fará o leilão no ano que vem, não é?
Bernardo- Não, calma. Jornalista prevê as coisas. Eu falei que se nós tivermos condições de tomar a decisão neste semestre, acho que  em 12 meses, no máximo, nós temos condições de licitar. Não vai ser feito de afogadilho, mas com tranquilidade. Então, nesse caso, pode acontecer no ano que vem.

Tele.Síntese – A ocupação da faixa fica para 2016 ou poderia ser ocupada logo, nas cidades onde está livre?
Bernardo - Esse estudo vai nos dar os elementos sobre o que podemos fazer. É possível fazer uma licitação condicionando a ocupação da faixa à digitalização, mas em muitas cidades a faixa não está ocupada. Isso vai gerar uma boa vontade das teles ajudar no processo.

Tele.Síntese – E a reação dos radiodifusores?  Argumentam que no futuro pode vir um mega canal de TV que iria precisar desta frequência.
Bernardo – Não temos hoje demanda para fazer licitação de frequência para TV no formato atual. Essa hipermega- super TV pode ser perfeitamente atendida por outras tecnologias, como cabo, ou fibra óptica. Chamamos os radiodifusores das três entidades – Abert, Abratel e Abra – e falamos que temos interesse em intensificar o uso do espectro para banda larga, nós queremos universalizar a internet no país e uma das possibilidades seria usar a frequência de 700 MHz.

Tele.Síntese – Mas o senhor já disse que vai usar a faixa para a banda larga..
Bernardo- Nós dissemos que vamos utilizar espectro para universalizar a banda larga no país.

Tele.Síntese – E a transição dos canais públicos para a TV digital?
 Bernardo - Nós temos que deixar um espaço para colocar os canais públicos e temos que resolver a questão da rádio AM.

Tele.Síntese – A universalização da banda larga? Será um serviço privado ou pode ser público?
Bernardo – Não estamos pensando em fazer a universalização em regime público, essa não é nossa intenção. Até porque teria que ter uma licitação específica para construir uma rede de infraestrutura específica para isso. Essa não é nossa ideia.

Tele.Síntese- Qual é a ideia, então?
Bernardo – Nossa intenção é licitar e incluir obrigações que vão nos permitir avançar muito no provimento do acesso. Se isso não for resolvido, o Estado dará subsídio, como o que é feito hoje no setor de energia. O governo brasileiro optou por fazer mais de dois milhões e meio de ligações de energia no programa Luz para Todos.

Tele.Síntese – O senhor vai  convencer a área econômica? Por que  recursos do setor são fundamentais para isso.
Bernardo – Temos que convencer.  Vamos chegar a 2014 com 70% dos domicílios conectados com a internet. Este ano, acho que vai passar de 50%. É perfeitamente possível lançar um plano de universalização com preços baixos, com atendimento abrangente em estados, territórios.

Tele.Síntese – Mas vai subsidiar as empresas ou os usuários?
Bernardo– Os usuários, lógico.  Há um aumento do poder aquisitivo, estamos eliminando pobreza. Hoje as pessoas extremamente pobres estão na faixa de 12% da população. Precisamos de uma política para essas pessoas.

Tele.Síntese – O senhor mira a população de baixa renda, mas tem uma população intermediária, a classe C, que vai continuar com a internet de 1Mega. Como fica essa parcela?
Bernardo – Não acredite nisso. Em 2014 a internet de 1 Mega vai ser considerada insuficiente do ponto de vista de velocidade e os preços que estão aí vão ser considerados excessivamente caros pela população. Vai ter concorrência. Acho, com toda sinceridade, que em 2014 10 Mbps vai ser commoditie.
Veio o governador de Rondônia, Confúcio Moura, e eu levei o maior susto. Ele sentou aqui e falou que construíram fibra óptica em vários municípios do estado, já fizeram em Porto Velho, Ariquemes, Guajara-Mirim e mais outras cidades e só precisa conectar isso, precisa de tráfego.

Tele.Síntese – Mas  se o governo não fizer com que as grandes concessionárias – Embratel, Telefônica e Oi – se mexam no caminho da oferta de mais velocidade, com construção de mais redes, a Telebras e pequenos provedores não vão conseguir avançar.
Bernardo – Eu sei e vou fazer. Quando a Telebras começou a vender internet no mercado de atacado, as grandes empresas diminuíram o preço. Tem espaço para redução de preço. E mais, as grandes vão construir infraestrutura por que nós vamos exigir.

Tele.Síntese – Como?
Bernardo– Primeiro, porque estamos dando um monte de benefícios  para fazer rede, e nós vamos exigir qualidade no atendimento.

Tele.Síntese – O senhor não acha que falta aquela discussão da concessão versus investimentos em rede? Esse debate está esgotado?
Bernardo- Não, tem ainda muita coisa para discutir.

Tele.Síntese – O grupo Telefônica tem defendido que o governo precisa sinalizar sobre a necessidade de investir em redes novas e, para isso, dizer de que forma vão fazer isso.
Bernardo – Nós não temos ainda um formato para tratar isso, mas nós não somos refratários a essa discussão. Achamos que é perfeitamente possível  a Anatel fazer a mudança do modelo.

Tele.Síntese – O senhor acha que ainda dá tempo de fazer isso neste governo?
Bernardo – Se a gente decidir, se faz rápido.  Mas vai ter que aprovar no Congresso.

Tele.Síntese – O diagnóstico do senhor qual é? O problema é custo, o problema é receita, é competição ou é regulação?
Bernardo – Eu acho que o principal problema é infraestrutura. A presidenta já me perguntou sobre isso. Se a gente fizer infraestrutura eles vão fazer oferta, vão baixar os preços, porque querem retornar o  investimento, e o mercado está sedento.
E vou falar mais, há um volume de multas que a Anatel está discutindo para fazer um TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Acredito que pode ser trocado por investimentos, não sou contra. Mas vai ter que negociar com o Ministério Público, com o TCU e não pode ser investimentos que as empresas já iam fazer.

Tele.Síntese – O que o senhor espera do PGMC? Abrir  as redes, mais competição?
Bernardo – Isso. Fazer o compartilhamento, garantir que as empresas menores tenham passagem assegurada com remuneração módica para os detentores de infraestrutura.

Tele.Síntese – O senhor não acha que desbalanceia os investimentos das incumbents?
Bernardo – Não, acho que são receitas adicionais. Hoje, não dão passagem não têm receita, mas se venderem passagem vão ganhar um dinheiro a mais.

Tele.Síntese – Acho que as incumbents vão à justiça contra o regulamento da EILD. O senhor não acha isso também?
Bernardo Já falei  para as empresas em várias ocasiões: ponham menos foco nos advogados e mais nos engenheiros, nos gestores. Não dá para tudo ir para a justiça. O que é isso?
Um grupo esteve aqui dizendo que as operadoras não querem compartilhar torres, antenas. É uma burrice, porque as cidades têm uma resistência enorme em autorizar novas torres, em muitos casos justificados, em outros não. Além disso, se repartir a torre, cai até  um quarto do preço. Não podemos pensar que cada um vai poder fazer uma rede num continente chamado Brasil. Vamos ter que compartilhar.

Tele.Síntese – O senhor acha que a solução da Anatel para o fim da paralisação das vendas do celular foi boa?
Bernardo – Está bem encaminhado. Não tínhamos ilusão de que em 15 dias íamos resolver o problema de telecomunicações no Brasil, de qualidade, de atendimento e infraestrutura. Acho que deu um freio de arrumação e estabeleceu um patamar de diálogo entre a Anatel e as empresas. As empresas sabem que vão ter na Anatel uma fiscalizadora mais presente, mais dura, sem ser inimiga.

Tele.Síntese – Ministro, qual o primeiro projeto estratégico a ser beneficiado com o dinheiro do Fistel, aprovado na MP 563?
Bernardo– O Fistel arrecada um dinheirão por ano. A MP estabelece que, desde que se mantenha a arrecadação, o excedente de arrecadação será usado para projetos estratégicos.

Tele.SínteseQuem vai fazer esses investimentos? A Telebras?
Bernardo– Nós podemos até chamar as empresas e dizer que queremos que façam uma rede na Bahia, por exemplo, e todo mundo usa, inclusive a Telebras. Não tem como fugir disso não, esse compartilhamento vai ter que ser feito. Queremos ganhar espaço para multiplicar backbone em regiões onde não há interesse econômico.

Tele.Síntese- A redução do Fistel para outros  tipos de serviços está afastada?
Bernardo- Já reduzimos. Está na MP a redução para serviços de máquina a máquina, roteador, para internet rural, que foi zerada.

Tele.Síntese – Ministro, em relação ao ICMS, só nove estados aderiram à redução do imposto para a banda larga?
Bernardo– Nós vamos ter que voltar a ir atrás dos estados. Mas a presidenta está negociando a redução para a energia. Então, deixa resolver esse assunto, depois nós vamos atrás deles.

Tele.SínteseO conselho de administração da Telebras aprovou pedido de orçamento de R$ 1 bilhão para 2013, será que consegue?
Bernardo A presidenta  disse que vai dar orçamento, mas eu preciso saber do Caio (Bonilha, presidente da Telebras) se vai conseguir gastar. Eu vou pedir R$ 1 bilhão e vai gastar só R$ 500 milhões, é mais racional pedir R$ 600 milhões e usar tudo.

Tele.SínteseA Telebras tem muitas dificuldades. No Amazonas, por exemplo, não consegue comprar...
Bernardo – É a questão do Sinap – Sistema Nacional de Preços –  do TCU, que unifica os preços. É irreal. O preço em São Paulo ou em Brasília não é igual ao preço da Amazônia, isso está na cara. Estamos tentando convencer o TCU, que pediu um ano para resolver o assunto, e a imprensa de lá fica batendo.

Tele.SínteseO senhor está satisfeito com o papel da Telebras, de fornecedora de rede no atacado?
Bernardo A Telebras se concentrou em fazer o backbone nacional neutro, vender para todo o mundo, além de construir  satélite e cabos submarinos. É uma infraestrutura que precisamos.  A Telebras tem um papel importante, e onde está indo, está baixando o preço.

Tele.SínteseAs teles reclamam muito de a Telebras prestar serviços para o governo. O senhor acha que ela pode fazer isso?
Bernardo – Acho que ela pode prestar serviço no atacado também

Tele.Síntese- Por contratos diretos?
Bernardo - Há muita dúvida sobre essa questão, se pode ou não entrar sem licitação. Ela pode prestar serviço, mas em que condições é mais complicado. Mas se ela entrar numa licitação, com certeza vai ajudar a baixar preço.

Tele.Síntese – E o MVNO dos Correios, vai sair?
Bernardo – Vai sair. Tem operadora de celular oferecendo, mas é um projeto caro e quer que fique só com ela. Tenho dúvidas se pode. Talvez o melhor seja fazer com todas e escolher as regiões em que cada uma vai ceder a infraestrutura.

Tele.Síntese – Como  o sr. vê  o papel do governo na Oi? Está satisfeito com esse papel?
Bernardo – Nós não participamos da empresa. O BNDES mais os fundos de pensão são quem participam do capital. Nós já conversamos com o pessoal da Oi inúmeras vezes e manifestamos a nossa opinião, não como acionistas, porque não posso falar por eles, quem fala pela União é o BNDES. Mas achamos que a empresa tem uma posição muito difícil, atuando em uma região imensa, num país continental. Por outro lado, também é uma vantagem, porque tem uma presença nacional, tem rede e acho que pode ocupar melhor essa posição.

Tele.Síntese – Mas o sr. não imaginava que a empresa, enquanto operadora com forma paraestatal, tivesse atuação diferente, com melhor atendimento, por exemplo?
Bernardo – Acho que a empresa podia claramente ocupar mais espaços. É concessionária em quase todo o Brasil, e acho que tem que ter capacidade de investir e capturar esse mercado, captar clientes.

Tele.Síntese – Daqui a pouco abre vaga no conselho diretor da Anatel e a conselheira Emilia se lançou candidata à reeleição, o senhor já se decidiu?
 Bernardo– Não decidi nada. Isso é em novembro. Não acho que temos que ficar correndo atrás disso não. Nós temos muita coisa para fazer lá na Anatel.

Tele.Síntese – A legislação das antenas  vai intervir nas cidades?
Bernardo – Não vamos intervir, não temos poderes para isso. A Constituição garante que os municípios têm direito de legislar sobre plano diretor, condições urbanas. Só existem 250 cidades com legislação, o que significa que se nós fizermos uma lei, os municípios que não têm podem acatar.

Tele.Síntese – Os municípios que têm legislação são os maiores, como São Paulo, Porto Alegre.
Bernardo– Claro. Mas a partir do momento que se resolve o problema na maioria das cidades, será possível fazer uma aproximação com as outras cidades.

Tele.Síntese – Qual a alternativa para a Copa das Confederações?
Bernardo - Vamos resolver. Conversamos com o Ministério dos Esportes e colocamos na agenda deles o atendimento da demanda das telecomunicações.

Tele.Síntese – O senhor viu a encrenca que deu em Londres, o Twitter não estava funcionando, atrapalhou as transmissões das TVs O senhor não teme isso aqui? O Brasil vai ser melhor que Londres?
Bernardo - A presidenta já falou que vai ser melhor. Acho que foi bom para diminuir o nosso espírito de viralata. Nós temos que ter avião no horário, aeroporto bom, telecomunicações boa para o povo brasileira, a Copa dura só um mês. Mas temos que ir a Londres e olhar o que foi feito, com humildade pedir dicas para eles. Lá deu problema de segurança, deu problema no trânsito, deu problema de telecomunicações, para a gente fazer melhor.

Tele.Síntese – Ministro, com a aprovação da MP, qual o smartphone que vai receber isenção?
Bernardo – Vai ter uma limitação de preço de até R$ 1 mil. Daqui a um ano, o smartphone de rico pode ficar abaixo desse preço de R$ 1 mil. Já vieram aqui CCE, Positivo e outras empresas. Irão fabricar celular com tela sensível, com sistema Android e vai custar em torno de R$ 400. Depois o preço vai cair.

Tele.Síntese – O senhor quer um celular com a marca nacional?
Bernardo – A política do governo não exige que os equipamentos sejam desenvolvidos 100% aqui. Exige que tenha 10% de desenvolvimento no Brasil, e 50% de fabricação no país. Várias empresas, como Qualcomm, Cisco, IBM estão estabelecendo centros de pesquisa e desenvolvimento aqui, fazendo integração para fabricação, o que vai melhorar o grau de nacionalização. Como a tecnologia é global, vai continuar vindo de fora. No ano passado o  déficit na área de tecnologia foi de 17 bilhões de dólares, se a gente não fizer nada só vai aumentar.

Tele.Síntese – A principal causa do déficit é o chip,  e quase ninguém faz chip no mundo.
Bernardo – Então vamos fabricar as outras coisas. Existe uma grande discussão  sobre uma companhia brasileira de semicondutores. Eu acho que vai sair.

Tele.Síntese – Como fazer para estimular a construção de fibras?
Bernardo – Não podemos achar que vamos fazer fibra óptica no país inteiro. Os backbone e os backhaul terão que ser, mais os rádios são imprescindíveis porque as distâncias são muito grandes.

Tele.Síntese – O senhor não está dando pouca dimensão para a fibra?
Bernardo– A política de desoneração vai estimular a fazer rede de alta performance, de fibra óptica.

Tele.Síntese – E o compartilhamento nas obras de infraestrutura pública, os dutos nas estradas, por exemplo, como anda?
Bernardo – Estamos fechando o nosso decreto. Eu até falei com a Gleisi (ministra-chefe da Casa Civil), e pedi para ela chamar uma reunião, para começar a fechar posições. Várias áreas vão ter que participar: Dnit, Aneel, Ministério de Minas e Energia. Todos vão ter que fazer o duto e cobrar pelo direito de passagem. O preço será resolvido pelo mercado, mas se der confusão vai ser arbitrado pela Anatel.

Tele.Síntese – E o aluguel de postes?
Bernardo – Está tudo no decreto. Já conversei com o ministro Lobão (de Minas e Energia), falei com a presidenta, mas ainda não resolvi se é a Anatel que vai definir preço.  Não adianta onerar um setor para desonerar outro, tem que equilibrar preço.  Não pode é cobrar 10 reais de uma empresa e 1,50 de outra. Qual é a lógica? É na base da amizade? Da carteirada? O preço tem que ser isonômico.
Governo federal desonera R$ 18 bilhões em impostos para as teles

Observatório do Direito à Comunicação - 09.08.2012

Nesta terça-feira (7), o Senado aprovou um projeto de lei (PLV 18/2012) que, entre outras medidas, cria o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga (RePNBL) para implantação de redes de telecomunicações. De acordo com o texto aprovado, as empresas que investirem em projetos de implantação, ampliação ou modernização de redes que suportam acesso à internet em banda larga podem deixar de recolher impostos (IPI, PIS/PASEP e Cofins), o que deve gerar um impacto financeiro de R$ 18 bilhões aos cofres públicos. O projeto é decorrente de uma Medida Provisória (MP) do governo.

Segundo o diretor de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações (Minicom), José Gustavo Gontijo, a medida é um complemento ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e foi editada pelo governo para acelerar os investimentos no setor, tendo em vista os objetivos de massificação do acesso à internet banda larga previstos no Plano. “A gente percebia que as empresas vinham investindo entre 17 e 20 bilhões de reais por ano, juntas, e a nossa ideia é que elas invistam mais. Está sendo um montante considerável, mas ainda não é suficiente para a banda larga chegar a todas as pessoas que precisam”, admite Gontijo.

O regime especial de tributação prevê a suspensão no recolhimento de impostos - como o PIS, Cofins e IPI - para os casos de aquisição de equipamentos nacionais e contratação das obras de implantação das redes, inclusive materiais de construção. “É desoneração tributária com janelas de tempo para a submissão de projetos. As empresas têm que se preparar e puxar os investimentos para antes. Elas terão até o meio de 2013 para submeter projetos e até 2016 para a construção de redes”, explica. Gontijo acrescenta que, na regulamentação da MP, que será por meio de Decreto e Portaria do Minicom, também podem ser estabelecidos prazos intermediários para a conclusão da construção de alguns tipos de redes.

A regulamentação também deve prever maior isenção de tributos para projetos considerados estratégicos pelo governo, como atendimento à área rural. Entretanto, o governo não deve estabelecer como obrigatório o investimento em áreas do país ainda pouco atendidas com a banda larga, como parte da região Norte e interior do Nordeste. “O benefício é voluntário, a empresa pode usufruir ou não. Mas a gente acha que naturalmente elas vão buscar investir onde elas não haviam investido antes, porque vai ficar mais barato investir”, acredita o diretor do Minicom.

Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Veridiana Alimonti, este é um dos grandes problemas da medida provisória, pois o governo concede um benefício, mas não coloca uma exigência à altura dessa vantagem. “Na nossa concepção não deveria ser esse o caminho do poder público. Defendemos a prestação do serviço em regime público para que o governo possa exigir metas de universalização das empresas e também a obrigação, diante da outorga do próprio serviço, de ele ser prestado em todo o país com qualidade”, argumenta a advogada.

Segundo Alimonti, com a prestação do serviço em regime privado o Estado acaba tendo que encontrar formas alternativas de incentivar as empresas a investirem. “Se o governo desonera o imposto, deve exigir contrapartidas. Mas, ao que parece, nem será tão exigente assim. Por isso, ele erra uma vez ao não mudar o regime e erra uma segunda vez ao não estabelecer exigências à altura das vantagens que a empresa está ganhando com a desoneração”, critica.

A isenção de impostos é reivindicação antiga dos empresários do setor. Ainda assim, o SINDITELEBRASIL (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal) acredita que a medida é insuficiente para atingir as metas do PNBL. “Está todo mundo bem sensibilizado para o aumento de investimento em algumas áreas do país, só que para isso acontecer, outras medidas têm que ser implementadas além desta”, diz o diretor de Comissões do sindicato patronal, Carlos Duprat.

O diretor entende que a desoneração deve se estender aos impostos estaduais para que a haja efetiva ampliação dos serviços de banda larga, sobretudo para a região Norte. “É bem-vinda a atitude, mas hoje os principais impostos são estaduais, e essa medida não altera isso em nada, pois são impostos federais”, defende Duprat.

Duprat admite que a iniciativa privada não será capaz de massificar a banda larga no país. “A realidade é que se você deixar pelo mercado, o investimento vai ser feito onde as pessoas conseguem pagar e onde vai ser mais barato investir. Tem que haver algum tipo de incentivo para o investimento em áreas não tão rentáveis e existem algumas estratégias nessa linha que são bastante complexas e que nós temos discutido com o governo. O governo está bastante sensível, só que elas ainda não estão materializadas”, diz.

Recurso público em patrimônio privado

A advogada do Idec critica o privilégio que o poder público tem dado às teles, investindo um alto montante de recursos públicos na construção de redes que serão patrimônio privado das empresas de telecomunicações. “Você está pegando os recursos públicos – porque são advindos de desoneração, iriam entrar nos cofres públicos e estão deixando de entrar – para a empresa investir em redes que vão ficar com ela. Na prestação de serviço em regime privado os bens não são reversíveis, ou seja, as redes não voltam para o Estado se a empresa deixar de prestar o serviço”, opina Veridiana.

“O Estado não só desonera impostos, mas também concorda em ter um poder regulatório menor. Por isso fica negociando sempre para exigir uma ampliação do serviço. Isso também é privilegiar a iniciativa privada: mesmo que seja um serviço eminentemente prestado por empresas privadas, ele é um serviço público e o Estado deveria garantir os instrumentos necessários para exigir das empresas o que é necessário”, pontua.

Alternativas ao investimento na iniciativa privada

Uma alternativa para ampliar e baratear o serviço da banda larga no país que não vem sendo utilizada pelo governo, segundo Veridiana Alimonti, é o investimento na Telebrás. “A Telebrás não pretende prestar o serviço a usuários finais, mas ela poderia fomentar preços mais acessíveis a outros prestadores, em diversos lugares. Com mais infraestrutura no atacado, ela pode vender o link para outros prestadores. E, inclusive, onde tem interesse comercial”, defende
.

Segundo o Idec, essa transferência de recursos para as empresas é a síntese da lógica que o governo federal vem adotando para ampliar a banda larga. “O que ocorre é simplesmente a negociação do que as empresas se colocam na condição de fazer. E isso é muito menos do que o Estado se planejar e programar o que ele quer que as empresas façam”, afirma

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Empresas que já possuem o link da Telebras

Hurricane Electric Internet Services - 09/08/2012

Segunda a Hurricane Electric Internet Services, as seguintes empresas já possuem link Telebras. O update é de hoje:

Rank   Description   IPv6   Peer   
1 Global Village Telecom
Brazil

AS18881
2 Tim Celular S.A.
Brazil
X AS26615
3 Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Brazil
X AS1916
4 SADNET - CONNECTION MULTIMÍDIA
Brazil

AS262531
5 ARANET COMUNICAÇÃO LTDA
Brazil
X AS262462
6 ITSA INTERCONTINENTAL TECOMUNICACOES LTDA
Brazil

AS11338
7 JATIMNET TELECOM
Brazil
X AS52963
8 NIQTURBO PIMENTEL E MOREIRA LTDA
Brazil

AS262517
9 NTC Norte Tecnologia em Comunicações
Brazil

AS262753
10 CLICK NET BRASIL INFORMATICA E TELECOMUNICACOES LT
Brazil
X AS262989
11 IBL Banda Larga Internet Informatica LTDA
Brazil

AS263026
12 LOGTEL TELECOMUNICACOES E INFORMATICA LTDA ME
Brazil
X AS53195
13 Axtelecom Telecomunicações Ltda ME
Brazil

AS28654

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mudanças na direção da Telebras

Convergência Digital :: 07/08/2012

A Telebras formalizou nesta terça-feira, 7/8, mudanças em duas de suas diretorias, resultado dos pedidos de demissão dos diretores comercial, Rogério Catunda Boros e técnico-operacional, Vilmar José Pereira da Silva.

Os cargos serão ocupados, interinamente, pelo próprio presidente da estatal, Caio Bonilha, no caso da diretoria comercial, e pelo gerente de Tecnologia e Inovação Paulo Kapp, no caso da diretoria técnico-operacional.

Os dois agora ex-diretores informaram as intenções de desligamento, respectivamente, na quarta e quinta-feira da semana passada. Eles alegaram motivos profissionais – Boros terá uma nova colocação em São Paulo, pelo que pediu dispensa do período de quarentena – e pessoais: Silva voltará a ficar próximo da família, em Porto Alegre-RS.

Sobre as mudanças, a Telebras divulgou a seguinte nota:

“O Conselho de Administração da Telebras designou hoje (07.08) o presidente da empresa, Caio Bonilha, para assumir cumulativa e interinamente a Diretoria Comercial, e Paulo Kapp para, interinamente, responder pela Diretoria Técnico-Operacional.

A definição se deu em virtude dos pedidos de demissão de Rogério Boros e Vilmar José Pereira da Silva, dos cargos de diretor Comercial e diretor Técnico-Operacional, respectivamente.

“Acreditamos que essa situação é provisória e, em breve, teremos os dois novos diretores trabalhando com suas equipes à pleno vapor, pois há muito a fazer para continuar expandindo a rede da Telebras, de forma a atender os compromissos do PNBL”, afirmou Bonilha.”
FGC vai buscar blindagem na venda do Cruzeiro

Hoje o cenário mais trabalhado pelo FGC é a venda da instituição

Valor - 07/08/2012

O processo de venda do banco Cruzeiro do Sul se dará por meio de um processo organizado, em uma espécie de leilão. Diferentemente de todas as operações já costuradas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até agora, a venda do Cruzeiro vai se dar se forma mais transparente, com a divulgação das regras do jogo.

Segundo o Valor apurou, o FGC publicará um edital com os pré-requisitos que os interessados devem cumprir para assumir o banco. Entre as exigências estará a necessidade de experiência no setor bancário. As ações do candidato à compra do Cruzeiro do Sul também não podem ter sido colocadas em garantia por seus controladores em outras operações.

Ao deixar as regras do jogo transparentes, o FGC busca se proteger de eventual responsabilização por problemas futuros em um banco que se encontra em Regime de Administração Especial Temporária (Raet), decretado pelo Banco Central depois da descoberta de indícios de fraude. No assento do conselho de administração do FGC estão hoje executivos dos maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.

No dia 14, o Cruzeiro do Sul divulgará seu balanço com um rombo que deve ficar próximo a R$ 2,5 bilhões. As "inconsistências contábeis" somam cerca de R$ 1,5 bilhão, enquanto o restante se deve a provisões e a patrimônio superestimado. Os números vão englobar as operações do banco de abril até 4 de junho, data da intervenção.

A liquidação do banco ainda não está 100% descartada, mas hoje o cenário mais trabalhado pelo FGC é a venda da instituição. Neste momento, o fundo trabalha nos detalhes do edital de venda.

Desde a crise de 2008, o FGC vem atuando como principal fonte de "funding" para instituições financeiras de pequeno e médio portes. Com a descoberta de um rombo de R$ 4,3 bilhões no PanAmericano, o fundo assumiu um novo papel, financiando também a venda de bancos com problemas. O PanAmericano foi vendido ao BTG Pactual; o Schahin, ao BMG; e o Matone ao Original (antigo JBS).

Por causa dessa nova função, o FGC vai ganhar até o ano que vem uma outra configuração. De acordo com o novo estatuto, a entidade terá um conselho de administração com todos os seus integrantes não ligados a bancos. A profissionalização busca evitar problemas de conflito de interesse que os conselheiros enfrentam na hora de aprovar capitalizações.

Desde o início da intervenção, em 4 de junho, as ações do Cruzeiro do Sul se desvalorizaram 77,7%. Ontem estavam cotadas a R$ 1,69, o que dá ao banco um valor de mercado de R$ 228,7 milhões.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Telebrás e SKY renovam contrato para fornecimento de banda larga

Parceria está auxiliando a operadora a implementar sua rede de internet sem fio

R7 - 06/08/2012

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, assinou na última sexta-feira (3 de agosto) a renovação e ampliação do contrato de fornecimento de banda larga à SKY. A parceria está auxiliando a operadora a implementar sua rede de internet sem fio. O documento foi assinado entre as partes, em Brasília, e terá a duração de dois anos.

No primeiro contrato, assinado entre as empresas em setembro de 2011, a parceria visava inaugurar o fornecimento de Internet Móvel 4G. Na ocasião, a operadora de TV por assinatura salientou que seria a primeira empresa a oferecer esse serviço na América Latina.

O lançamento do serviço estava previsto para outubro do mesmo ano, atendendo toda a cidade de Brasília. A implantação da internet 4G pela SKY aconteceu, então, em dezembro de 2011, sendo um marco para tecnologia de rede sem fio.

sábado, 4 de agosto de 2012


Telebras e prefeitura de Fortaleza firmam acordo para construção de Centro de Dados internacional

Telebras - 04/08/2012

A Telebras e a prefeitura de Fortaleza assinaram um acordo hoje (04.07), na presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para iniciar o processo de construção do primeiro Centro de Dados internacional com energia limpa, eólica e solar, do país, em Fortaleza, onde também serão ancorados quatro dos cinco cabos ópticos submarinos, interligando Brasil, Estados Unidos, Europa, Mercosul e África Subsaariana.

Serão investidos aproximadamente R$ 60 milhões em infraestrutura e equipamentos, oportunizando a geração de cerca de 300 empregos diretos e indiretos.

O objetivo é baratear os custos de internet para os usuários de todo o país, ao diminuir o tráfego internacional de dados. A capital cearense é considerada um local estratégico devido à sua posição geográfica, distante cerca de 6.500 quilômetros dos principais centros de dados do Atlântico.

“O investimento que a Telebras está fazendo nesse Centro de Dados é fundamental para impulsionar o desenvolvimento do país, ao permitirmos uma conexão mais rápida e barata à população. Estamos nos tornando um dos grandes players na área de telecomunicações”, afirmou o presidente da empresa, Caio Bonilha.

O Centro está sendo projetado para utilizar as energias solar e eólica, de forma a reduzir custos que representam 45%.

Outro item em discussão durante a assinatura foi a doação de um terreno de nove mil metros quadrados pela prefeitura à Telebras para a instalação do Centro de Dados, no que recebeu o apoio da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Telebras e o governo do Mato Grosso assinam termo de cooperação para o PNBL

MiniCom - 02/08/2012

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, e o vice-governador do Estado do Mato Grosso, Francisco Daltro, assinaram nesta terça-feira (1º) um termo de cooperação técnica para dar continuidade à expansão do backbone da empresa, o que proporcionará acesso ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a integração à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), além de prover infraestrutura de telecomunicações para a Copa do Mundo de 2014.

Com a chegada ao Estado, a empresa também fornecerá conexão de alta velocidade às instituições da rede privativa de órgãos do Governo Federal e do Estado matogrossense, como secretarias, escolas e postos de saúde.

“É fundamental essa parceria com o Mato Grosso, pois já temos demanda de provedores regionais para atender o PNBL”, afirmou Bonilha, seguido por Daltro, que ressaltou a iniciativa: “para nós é importantíssimo expandir a rede de comunicação, tendo em vista o crescimento do estado”, afirmou.

Também estiveram presentes o secretário do Estado para a Copa 2014, Maurício Souza, e o diretor Técnico-Operacional, Vilmar Pereira, que destacou o trabalho desenvolvido por Mato Grosso: “Eles são exemplo, pois elaboraram um plano de ação para criar infraestrutura de atendimento às demandas da Copa que já está à pleno vapor”, afirmou.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Provedores serão o canal da Telebras no mercado corporativo

Convergência Digital :: 31/07/2012

Ao participar do 4º encontro da Abrint, na capital paulista, nesta segunda-feira, 30/07, o presidente da Telebras, caio Bonilha, deixou claro que a empresa não tem a intenção de disputar mercado com os provedores. "Queremos vender para vocês". Com relação à entrada da estatal no mercado empresarial, Bonilha deixou claro: São os provedores que vão levar o produto aos distritos industriais.

"Vamos definir os provedores que vão prover o serviço que está desenhado pela Telebras - e que prevê conexões de 15 Mbps, com garantia de pelo menos 20% da velocidade contratada - com preços atrativos. Mas os provedores terão de ter um porte para assegurar em contrato a qualidade do serviço. Sem isso, não há como levar produto para esse segmento empresarial", explicou Caio Bonilha ao Convergência Digital.

A formatação do produto corporativo surgiu depois de demanda apresentada pela Federação das Indústrias de São Paulo e Rio de Janeiro - que reclamam da ausência de infraestrutura nas áreas de produção industrial. O serviço será destinado a atender cerca de 260 mil indústrias, instaladas em 147 municípios, a maior parte deles - 83 - na região Sudeste e Sul (13) mas há também oferta no Nordeste - 17 - Centro-Oeste - 9 e no Norte-7.

"A nossa ideia é selecionar os provedores para serem os canais desse serviço. Eles contratam a infraestrutura e disponibilizam o produto ao mercado. Nós, repito, seremos apenas infraestrura", enfatizou Bonilha. A ideia da Telebras é lançar o serviço no segundo semestre.

A expansão da infraestrutura da estatal, no entanto, agora, causa preocupação. A meta de chegar a 250 cidades em 2012 corre sério risco de não acontecer em função das greves dos servidores públicos federais.

Isso porque a Telebras depende das concessionárias e das Universidades, uma vez que boa parte da infraestrutura será compartilhada. "Vamos fazer todo o esforço possível para cumprir nossa meta. Não há falta de recursos, mas temos que entender como vai ficar o quadro da greve dos servidores", disse o presidente da Telebras.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Padtec leva R$ 68 milhões da Telebrás

Baguete - 30/07/2012

A Telebrás fechou um acordo de R$ 68 milhões com a Padtec para fornecimento de equipamentos de transmissão ótica visando a construção de uma rede de alta velocidade.

Empresa controlada indiretamente pela Ideiasnet, a Padtec entra no fornecimento de infraestrutura para interligar as 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014. Nessa rede trafegará a transmissão de conteúdos de voz e vídeo.

“Com a assinatura desse contrato, a Telebras concretiza seu apoio à indústria brasileira, ao compor o seu backbone com produtos nacionais”, opina Vilmar Pereira, diretor técnico-operacional da estatal.

Este é o segundo projeto da Padtec com a empresa brasileira reativada para operar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Em novembro de 2010, a Padtec venceu leilão da Telebrás para fornecimento do primeiro lote de equipamentos para o PNBL.

A companhia, que ganhou a disputa há dois anos com o maior lance demonstrado – R$ 68,9 milhões, beneficiada pela preferência à indústria nacional garantida na Medida Provisória 495 – acabou diminuindo o preço para R$ 63 milhões na ocasião, garantindo o pregão.

“A implementação de 2011 da primeira etapa do PNBL fortaleceu a colaboração com a Telebras”, disse Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec.

BACKBONE
O novo contrato celebrado inicia a integração das principais cidades brasileiras ao backbone previsto para alcançar uma extensão de 30 mil quilômetros e interligar mais de 4.000 municípios.

Empresa brasileira voltada ao desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de comunicações ópticas de alta capacidade, a Padtec está situada na cidade de Campinas. Hoje a companhia conta com negócios e representantes na América Latina – onde tem escritórios regionais na Argentina, Peru, México –, França e Israel, América do Norte, África, Europa e Ásia. Além da Ideasnet, a empresa tem como acionista a CpQD.

Segundo o último dado divulgado, de 2009, o faturamento da Padtec é de R$ 130 milhões ano ano, com participação de mercado em 30%. Se os números se mantiverem, o contrato com a Telebras podem responder por até metade da movimentação da companhia.

GAÚCHAS TAMBÉM NO PÁREO
Na última leva de contratos com a Telebras não foi só a Padtec que se deu bem. Duas gaúchas – Datacom e Digitel – também firmaram contratos para fornecimento de equipamentos à estatal, com foco no PNBL.

No caso da Datacom, a disputa garantiria até R$ 110 milhões para a empresa gaúcha em equipamentos e serviços de borda da rede IP. Já a Digitel – que recentemente inaugurou sua fábrica nova em Eldorado – a cifra poderia chegar a R$ 211,7 milhões
Telebrás fecha acordo com Padtec para construção de rede


Reuters - 30/07/2012

A Telebrás fechou um acordo de 68 milhões de reais para fornecimento de equipamentos de transmissão ótica visando a construção de uma rede de alta velocidade.

O contrato com a Padtec, empresa controlada indiretamente pela Ideiasnet, visa avançar com o projeto de interligar as 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014 com a infraestrutura necessária para transmissão de conteúdos de voz e vídeo, segundo comunicado nesta segunda-feira.

Este é o segundo projeto da Padtec com a estatal brasileira reativada para operar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), segundo a nota.

domingo, 29 de julho de 2012

Redes de 4G devem ser compartilhadas

Governo vai exigir compartilhamento da infraestrutura das teles para tentar evitar colapso que levou à suspensão das vendas de chips

O Estado de S.Paulo - 29/07/2012

As operadoras terão de compartilhar a infraestrutura de sustentação da rede que será construída para o funcionamento da quarta geração (4G) de telefonia no País a partir do próximo ano. Para evitar a repetição dos problemas atuais que levaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a suspender a venda de novos chips de 3G das piores companhias em cada Estado, o governo vai exigir que a nova tecnologia passe por estruturas compartilhadas desde o início da implantação.

As discussões sobre o compartilhamento no 4G estão sendo feitas entre o Ministério das Comunicações e as operadoras, e a ideia é fazer um anúncio em conjunto da decisão até a assinatura das licenças de exploração da frequência de 2,5 gigahertz (GHz) que foram leiloadas em junho. Segundo o presidente da Anatel, João Rezende, os contratos com Vivo, Claro, TIM e Oi para a quarta geração devem ser assinados em até 40 dias.

Atualmente, cada empresa tem suas próprias bases, torres, dutos e antenas, o que aumenta os custos do setor e reduz a eficiência do sistema. Por isso, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, promete levar à presidente Dilma Rousseff, até o fim de agosto, a minuta de decreto que forçará as companhias do setor a dar passagem às outras dentro de suas infraestruturas.

"A empresa que tem a maior rede em uma área é obrigada a ceder o acesso às outras. O princípio é simples: não podemos ficar construindo estruturas paralelas", disse Bernardo na semana passada, ao comentar as medidas da Anatel de suspensão de vendas. "É uma burrice não compartilhar", pressionou.

Competição
Em outra frente de atuação, a Anatel deve aprovar ainda este semestre o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) que determina que as maiores companhias do setor de telecomunicações - incluindo internet fixa e TV por assinatura - vendam capacidade de rede e acesso à chamada última milha (trecho final do sistema que chega aos usuários) às outras empresas por preços equilibrados.

Para o governo, aliadas à desoneração dos tributos federais para a construção das redes, as medidas de compartilhamento vão fazer com que os investimentos do setor a se acelerem de vez. "O plano está próximo de ser votado e é importante que as redes 4G já sejam construídas nesse modelo. Precisamos entrar na quarta geração com o pé direito e as restrições municipais para a instalação de antenas podem ser muito amenizadas com isso", afirmou João Rezende.

Mas o presidente da Anatel avalia que as operadoras precisam adotar uma nova filosofia de cooperação para que as iniciativas possam dar o resultado esperado - racionalização no uso da infraestrutura e, consequentemente, melhoria da qualidade dos serviços. "As empresas ainda não tem essa visão. Elas podem e devem competir no varejo, mas é importante que aprendam a trabalhar conjuntamente na infraestrutura", concluiu.

Durante as rodadas de negociações em Brasília sobre o 3G na semana passada, o vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, classificou como "fundamental" o compartilhamento de redes para o desenvolvimento do setor, mas pediu regras claras e precisas que deem segurança às empresas. O presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse que a companhia já tem iniciativas de compartilhamento e pretende ampliá-las com o respaldo do governo.

A Vivo disse que analisará o assunto assim que for consultada pelo governo. A Oi informou que ainda não foi procurada pelo governo, mas que enxerga como positivas as iniciativas de fomento ao compartilhamento.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Padtec vai participar de rede da Telebras

Valor Econômico - 27/07/2012

A brasileira Padtec, fabricante de equipamentos de telecomunicações, foi escolhida pela Telebras para fornecer os equipamentos de transmissão óptica para a construção de uma rede de alta velocidade voltada ao atendimento dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos.

A rede começará a ser implantada em agosto e o valor do contrato é de R$ 68 milhões
. A proposta do projeto é interligar, a princípio, as 12 cidades que serão sedes da Copa do Mundo de 2014, com a infraestrutura necessária para a transmissão de conteúdos de voz e vídeo.

"Mais do que essas capitais, a rede nasce para dar vazão a todo o tráfego que esses eventos vão gerar, principalmente de conteúdos de vídeo, com demanda partindo de diferentes regiões, tanto no Brasil como no exterior", afirmou Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, ao Valor.

Segundo o executivo, a nova estrutura será integrada à rede principal que vem sendo construída pela Telebras e cuja meta é alcançar uma extensão de 30 mil quilômetros até 2014, interligando mais de 4 mil cidades brasileiras.

Esse não é o primeiro projeto da Padtec com a Telebras, que vem priorizando a contratação de fornecedores brasileiros em seus projetos. No fim de 2010, a fabricante venceu a disputa no leilão de fornecimento de equipamentos para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) com um lance de R$ 68 milhões, que posteriormente foi reduzido para R$ 63 milhões. Na época, o processo recebeu críticas de concorrentes, como a chinesa ZTE, que apresentou uma proposta de menor valor.

No mês passado, a Telebras assinou acordo com o governo do Amazonas para projetos de integração das redes de fibra óptica no Estado, também para o PNBL.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Telebras e Padtec assinam contrato para construção de rede em eventos


Valor - 26/07/2012

A brasileira Padtec, fabricante de equipamentos de telecomunicações, foi a empresa escolhida pela Telebras para fornecer os equipamentos de transmissão óptica para a construção de uma rede de alta velocidade voltada ao atendimento dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos. A rede começará a ser implantada em agosto. O valor do contrato é de R$ 68 milhões.

A proposta do projeto é interligar, a princípio, as 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014, com a infraestrutura necessária para a transmissão de conteúdos de voz e vídeo. “Mais do que [atender a] essas capitais, a rede nasce para dar vazão a todo o tráfego que esses eventos irão gerar, principalmente de conteúdos de vídeo, com demanda partindo de diferentes regiões, tanto no Brasil como no exterior”, afirmou Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, ao Valor.

Segundo o executivo, a nova estrutura será integrada à rede principal (backbone) que vem sendo construída pela Telebras e cuja meta é alcançar uma extensão de 30 mil quilômetros até 2014, interligando cerca de quatro mil cidades brasileiras.

Esse não é o primeiro projeto da Padtec com a Telebras, que vem priorizando a contratação de fornecedores brasileiros em seus projetos. No fim de 2010, a fabricante venceu a disputa no leilão de fornecimento de equipamentos para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) com um lance de R$ 68 milhões, que, posteriormente, foi reduzido para R$ 63 milhões. Na época, o processo recebeu críticas de outros concorrentes, como a chinesa ZTE, que apresentou uma proposta de menor valor.
Consórcios para construção de cabos submarinos saem em agosto

Presidente da Telebras diz que modelagem das parcerias pode seguir os princípios da SPE


Tele.Síntese - 25/07/2012

Até o final de agosto a Telebras fecha as composições dos consórcios para a construção dos cinco cabos submarinos. A informação foi dada nesta quarta-feira (25) pelo presidente da estatal, Caio Bonilha, após reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre o andamento do projeto.

Pelo projeto, avaliado em R$ 1,8 bilhão, serão construídos cinco cabos óticos submarinos, totalizando 24 mil quilômetros e com início de operação previsto para 2014. O primeiro trecho e o mais importante prevê conectar o Brasil aos Estados Unidos, a partir de Fortaleza (CE). O segundo liga Fortaleza (CE) a Angola. Nesse trecho, de cerca de 6 mil km, o principal parceiro é a Angola Cables e ele pode ser, posteriormente, estendido para os países do Bric.

O terceiro cabo sai também de Fortaleza para Rio de Janeiro e São Paulo. O quarto, sai de São Paulo e de lá para Uruguai e Argentina (posteriormente), com vistas à integração do Anel Sul-americano. O quinto trecho é o que liga Fortaleza a Portugal, na Europa, ainda em consolidação.

Segundo Bonilha, serão constituídos consórcios diferentes para cada cabo, até por divergências de interesse, e a modelagem pode decidir pela implantação de Sociedade de Propósito Específico (SPE). O presidente da Telebras disse que as empresas associadas somente serão conhecidas quando da divulgação dos consórcios, em função de cláusula de confidencialidade. “Tivemos contato com muitas, mas isso não significa que todas elas vão fazer parte do negócio”, ressaltou.

Bonilha disse que a consulta pública sobre o termo de referência de Construção de infraestrutura de Cabos Ópticos Submarinos e Estações de Aterragem, encerrada dia 5 deste mês, trouxe muitas contribuições, a maioria delas de correção e aperfeiçoamento ao projeto, sem grandes alterações da proposta inicial. Após a indicação dos consórcios, serão iniciados os processos de contratação das obras.

Suspensão de vendas de chips
Sobre a suspensão da venda de chips pela TIM, Oi e Claro, estabelecida pela Anatel em função da má qualidade do serviço, presidente da Telebras disse que a estatal colocou sua rede à disposição das operadoras punidas. “Estanmos prontos para ajudar a melhorar a qualidade do serviço móvel”, disse Bonilha. Ele afirmou que está em contato com as empresas, mas nada de concreto foi estabelecido.

Pela punição, que entrou em vigor nesta segunda-feira (23), a TIM não pode vender novas linhas ou ativar serviços em 18 estados e no Distrito Federal. A Oi teve suspenção de comercialização de chips em cinco estados e a Claro, em três. A retomada das vendas depende de aprovação, pela agência, de plano de ação suficiente para assegurar a qualidade do serviço.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Alvarez: "a Telebras trabalha velozmente para ampliar a infraestrutura e vender rede às operadoras que não dispõem."

MiniCom - 17/07/2012

Brasília, 17/07/2012 - O ministro interino das Comunicações, Cezar Alvarez, em conversa com jornalistas na sede do MiniCom, em Brasília, disse que a solução para superar o descompasso entre a demanda e a oferta de serviços de telecomunicações no Brasil é acelerar a construção de redes de infraestrutura. Alvarez deu esta declaração a propósito da suspensão da venda de novos pacotes de telefonia em Porto Alegre, determinada pelo Procon.

Segundo Alvarez, "o crescimento da demanda é maior que o tempo de maturação dos investimentos", mas as empresas têm que se esforçar e entregar o que foi pago". Destacou que "o brasileiro vem consumindo cada vez mais serviços de telecomunicações e a infraestrutura "está no limite de sua capacidade instalada".

Para ajudar, o governo vem fazendo a sua parte, afirmou, com medidas como o Regime Tributário Especial do Programa Nacional de Banda Larga, incluído na MP 563, aprovada ontem pela Câmara dos Deputados, que desonera a construção de redes de fibra óptica. Falou ainda das medidas para o compartilhamento de redes e acrescentou que a Telebras trabalha velozmente para ampliar a infraestrutura e vender rede às operadoras que não dispõem.

Cezar Alvarez lembrou outras ações de desoneração tributária tomadas pelo governo federal, como a inclusão de tablets e modems na Lei do Bem, que levaram a um crescimento grande dos acessos à internet que não está sendo acompanhado na mesma velocidade pelos investimentos. E as razões são muitas, disse, destacando a legislação das antenas, questões ambientais e urbanas e o tempo de maturação dos investimentos.

O ministro interino chamou a atenção para a entrada em vigor do regulamento de qualidade em outubro deste ano, "uma determinação expressa da presidenta Dilma Rousseff", reforçou, que exigirá ainda mais investimentos para a oferta de serviços de telecomunicações no Brasil.
Telebras é uma das parceiras na 6ª edição do REDES


Network Eventos - 24/07/2012

As inscrições já estão abertas para a 6ª edição do REDES, uma realização da Network Eventos, em parceria com o Banco do Brasil, Caixa, Dataprev, Serpro e a Telebras.

O evento, que acontecerá no dia 27 de setembro, na Finatec (Brasília/DF), tem como objetivo levantar questões, debater casos de sucesso, modelos de negócios e novas tecnologias.

Estão confirmadas, entre outras autoridades, as presenças de Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev, Caio Bonilha, presidente da Telebras e Marcos Mazoni, presidente do Serpro.

Neste ano serão abordados temas importantes como Redes compartilhadas de atendimento, Sistemas e Redes de Telefonia, Redes de Acesso, Redes de dados e cabeamento, Redes Móveis, Convergência de Redes, Redes em Nuvem,Tendências de Segurança da Informação, Mobile Computing, Near Field Communications (NFC), Aplicações móveis na área bancária, Data Center compartilhado.

Servidores públicos podem realizar sua inscrição gratuitamente. Mais de 150 inscrições já foram realizadas, não perca tempo e faça a sua clicando aqui.

Telebras promove workshop sobre “Plano de Desenvolvimento de Produtos”


Telebras - 24/07/2012

A Telebras realiza até sexta-feira (27.07) o Workshop Plano de Desenvolvimento de Produtos com o objetivo de buscar sintonia entre as necessidades da empresa e o desenvolvimento de produtos previstos pelos fabricantes.

Empresas como Digitel, Padtec, Intelbras, Datacom, Furukawa, WXBR, Prysmian, Stemac, Cianet, Telcon, Asga, Taghos, CP Eletrônica e Parks estão dispondo de duas horas cada para uma apresentação institucional e para mostrar os planos de desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Dentre os convidados do Governo Federal a participarem do evento estão o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Dataprev, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Infraero, Ministério das Comunicações, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Polícia Federal.
Telebras negocia venda de capacidade para a TIM

Estatal quer ajudar no esforço de melhoria da qualidade dos serviços

Tele.Síntese - 19/07/2012

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse nesta quinta-feira (19) que a rede de transporte da estatal está disponível para as operadoras que queiram contratar capacidade da empresa para "desafogar" o tráfego no backhaul. "Um dos grandes problemas que as operadoras de celulares têm é o backhaul, que é a interligação entre a estação básica e a central de controles da operadora. É nisso que a gente quer entrar e pode auxiliar nesse esforço de melhora da qualidade dos serviços das operadoras", disse Bonilha, que participou de um evento na Firjan.

O comentário, feito um dia depois de a Anatel anunciar a punição às operadoras TIM, Oi e Claro, gerou notícias desencontradas no mercado, de que a Telebras ajudaria as operadoras em suas redes 3G. Fonte da estatal esclareceu ao Tele.Síntese que a empresa já vem negociando a venda de capacidade no modelo VPN (Rede Privada Virtual) com a TIM desde o início do ano e que o processo já está em fase de homologação.

Bonilha também disse que, além de trabalhar com previsão de orçamento de R$ 1 bilhão em 2013 - conforme adiantado pelo Tele.Síntese - o valor deve se repetir no orçamento de 2014.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Governo estuda lei de emergência para minimizar caos na telefonia

IPNews - 19/07/2012

Compartilhamento de torres e regulação da instalação de antenas são alvos.

O ministro interino das Comunicações, Cezar Alvarez, disse que o governo federal está disposto a preparar uma legislação de emergência para o compartilhamento de torres e de infraestrutura entre operadoras de celular e acelerar a criação de uma lei geral para a instalação de antenas no país.

“A nossa contribuição será total, o que podemos fazer estamos fazendo, mas as empresas têm que fazer a sua parte. Hoje, a bola está com elas”, disse à Agência Brasil.

Para Alvarez, a medida anunciada pela Anatel de suspender a venda de novas linhas de celular e internet das operadoras TIM, Claro e Oi é extrema mas necessária. O governo espera que, antes mesmo do prazo de 30 dias estipulado pela Anatel, as empresas apresentem ações para melhorar os serviços.

“Pelo que eu observei hoje, nas redes sociais, os consumidores estão apreensivos, mas estão exultantes, porque sabem que, para o serviço voltar, vai ter que voltar melhor”.
Patrulhamento nas fronteiras contará com novos terminais para comunicação via satélite

Farol Comunitário - 23/07/2012

Novos terminais táticos para comunicações militares via satélite serão utilizados nas operações de patrulhamento das fronteiras brasileiras. A “estreia" desses equipamentos, entregues recentemente ao Ministério da Defesa (MD), deverá acontecer na próxima edição da Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras.

Transportáveis e com recursos avançados de transmissão, os terminais ampliam a capacidade de comunicação das Forças Armadas em operações militares. “Com esses equipamentos, é possível ter acesso a telefone, internet, videoconferências, trocas de dados e acessos a sistemas remotos nos locais mais longínquos”, afirma o coronel reformado Edwin Pinheiro da Costa, chefe da Seção de Telemática do MD.

Ao todo, 31 novas estações do tipo “Fly Away” foram incorporadas ao Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) do Ministério da Defesa, a um custo unitário de US$ 157 mil. Os equipamentos foram fornecidos pela companhia espanhola Indra, encarregada de colocar em funcionamento tanto os terminais (navais e terrestres), quanto o sistema de gestão da rede.

A principal vantagem dessas estações é seu desdobramento rápido, garantindo facilidade para serem transportadas e instaladas. Cada estação tem antena de 1,8 m, pesa em torno de 400 kg e pode ser montada em menos de 20 minutos. O sistema tem capacidade de transmissão de dados de quatro megabytes por segundo (4Mbps).

“Trata-se de um equipamento muito flexível”, garante o coronel Edwin Pinheiro. “Contamos hoje com 13 desses terminais instalados em navios da Marinha, o que possibilita a comunicação por satélite mesmo quando as embarcações estão se deslocando em alto-mar”, completa.

Segundo ele, o sistema tem sido largamente utilizado no Brasil e também no exterior, inclusive pelas forças de paz brasileiras que atuam no Haiti, onde estão instaladas três unidades.

Satélite próprio
Com o novo lote fornecido pela Indra, as Forças Armadas brasileiras passam a dispor de um total de 87 termináveis transportáveis. Pela falta de um satélite próprio brasileiro, no entanto, menos da metade deles pode ser usada simultaneamente, inibindo maior possibilidade de cobertura do território nacional.

Hoje, o segmento espacial do SISCOMIS está baseado no aluguel de uma faixa exclusiva (Banda “X”) dos satélites C1 e C2 da companhia Star One, subsidiária da Embratel, de capital externo. De acordo com o chefe da Seção de Telemática do Ministério da Defesa, a perspectiva de lançamento, para 2014, de um satélite geoestacionário brasileiro deverá mudar esse cenário, passando o governo brasileiro a ter total controle do satélite.

“Quando o governo brasileiro tiver o controle operacional e tecnológico do satélite a ser criado pela Telebrás, poderá ampliar sensivelmente a potência utilizável e possibilidade de cobertura desses equipamentos, inclusive com feixe deslocável, aumentando a flexibilidade do sistema”, prevê o coronel Edwin.

“Poderemos utilizar todos os nossos terminais transportáveis simultaneamente, além de terminais de pequeno porte, como os do tipo manpack e de submarinos, o que possibilitará maior controle e independência de nossas comunicações militares”, conclui.
O falso elixir milagroso da privatização das teles

*Helena Sthephanowitz


Rede Brasil Atual - 23/07/2012

Se um camelô vender na praça um elixir da juventude garantindo que faz rejuvenescer 20 anos, acabará sendo preso por fraude. Se uma indústria de alimentos vender embalagem de um quilo de feijão contendo 900 gramas, será multada e a lei prevê até prisão para os donos da empresa.

A partir de hoje (23) – finalmente! – vigora a determinação da Anatel que proibiu temporariamente a venda de chips das empresas de telefonia celular, porque a rede não está dimensionada para atender o número de aparelhos vendidos. Estas empresas que venderam de propósito mais linhas do que suas redes comportam não são muito diferentes do fabricante que vende 900 gramas como se fosse um quilo, nem do camelô que vende elixir da juventude. Não estão entregando a mercadoria que deveriam.

E foi esse modelo de privatização que o tucanato deixou de legado, colocando o planejamento destes serviços públicos essenciais na mão invisível do mercado. À Anatel cabe multar ou proibir a venda, mas só fica sabendo depois que o serviço fica tão ruim que atinge uma massa crítica de usuários reclamando.

Até há pouco tempo a punição vinha sendo multas sobre as empresas. Mas parece que só pagar a multa compensava, perto do lucro que ganhavam ao saturar a rede, sem investir no mesmo ritmo do crescimento de usuários. A proibição da venda deve ser mais eficiente como punição, pois atinge o faturamento da empresa e sinaliza para o consumidor que está vendendo porcaria de serviço.

De qualquer forma essa situação, somada ao alto custo da ligação (sobretudo do celular pré-pago usado pelas pessoas de baixa renda), derruba a versão tucana de que a privatização das teles tenha sido um sucesso.

Como mostrou Aloysio Biondi em seu livro "O Brasil privatizado", a privatização deu prejuízo, pois o governo FHC investiu nas empresas mais dinheiro para "saneá-las" antes de privatizar do que arrecadou no leilão. Há uma falácia quanto ao alegado investimento privado trazido para o setor, pois grande parte não passa de fluxo de caixa gerado pelas tarifas, portando é dinheiro do usuário que paga a conta e não do investidor estrangeiro.

Pelo contrário, o que tem se notado é uma notável remessa de lucros para cobrir crises nas matrizes estrangeiras, sem reinvestir aqui. A queda de preços na habilitação da linha e dos aparelhos se deveu ao barateamento mundial da tecnologia e ao aumento de tarifas como a assinatura básica, e não à privatização em si.

A restrição da oferta em telefonia fixa já estava sendo resolvida com o saneamento do sistema Telebras antes de ser privatizada. E agora consolidou-se um mercado da má qualidade como padrão que todas as empresas seguem, atuando em forma de cartel, e que agora está tendo de ser reenquadrado pelo governo e pela Anatel.

O fato é que o antigo sistema Telebras nunca deveria ter sido privatizado. Era altamente lucrativo, mas já havia telefonia celular privada concorrendo com as estatais. Outras empresas de telefonia fixa privada poderiam entrar no mercado concorrendo com a Telebras. Mas a estatal deveria se manter como referência de qualidade mínima e de tarifas a custos acessíveis.

Desde 2010 o governo federal reativou a Telebras e está construindo uma grande rede nacional de fibra ótica para suprir banda larga no atacado, onde provedores podem explorar o varejo, levando o sinal até os domicílios. Até 2014, segundo as projeções oficiais, boa parte desta rede estará pronta, e a Telebras deverá ganhar musculatura. Como onde passam dados de internet passa voz digital, se as atuais operadoras não melhorarem muito e rápido, haverá forte pressão popular para a Telebras voltar a oferecer também telefonia. Aí sim o cidadão terá alternativa de qualidade e preço.

sábado, 21 de julho de 2012

Himilcon Carvalho será o diretor de tecnologia da Visiona

Teletime - 20/07/2012

A Visiona, nome dado à empresa constituída pela joint venture entre Embraer e Telebrás para conduzir o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC, deve ganhar em breve o seu diretor de tecnologia. Será o engenheiro Himilcon de Castro Carvalho, diretor de Política Espacial e de Investimentos Estratégicos da AEB, a Agência Espacial Brasileira. 

A Visiona será a responsável pela integração do satélite e por absorver a tecnologia das empresas contratadas para a contrução da plataforma satelital. A expectativa é que a primeira RFP de contratação do satélite saia até meados de agosto. O nome de Himilcon já está na Casa Civil aguardando a aprovação do governo.

No final de junho foram criados o Comitê Diretor e o Grupo Executivo que conduzirão, pelo governo, o trabalho de especificação do projeto e aprovação das propostas.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Telebras anuncia banda larga para pequenas e médias empresas

Valor Econômico - 19/07/2012

RIO - A estatal Telebras anunciou nesta quinta-feira lançamento de plano de fornecimento de Internet banda larga específico para pequenas e médias empresas de 147 municípios brasileiros. A empresa discutirá nas próximas semanas com cerca de 800 provedores o fornecimento de um plano de 15 megabytes a preço inferior ao oferecido pelo mercado, de acordo com cálculos da estatal.

O objetivo, de acordo com a Telebras, é fazer com que o setor privado acompanhe redução de preços, como ocorreu no caso do Plano Nacional de Banda Larga, que tinha como alvo os clientes pessoa física. Os municípios que serão contemplados no lançamento são “precariamente” atendidos pelo setor privado, de acordo com análise da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Estudo da Firjan sobre o tema aponta que “o serviço oferecido no país ao setor empresarial é caro, lento e pouco abrangente em termos geográficos”. A estatal não listou os municípios onde prestará o serviço, apenas afirmou que mais de 80 estão em São Paulo.

O plano anunciado nesta quinta-feira é fruto de uma proposta apresentada pela Firjan ao Ministério das Comunicações em março do ano passado, na qual sugeriu que o Plano Nacional de Banda Larga contemplasse o Pacote Empresarial Essencial, específico para empresas.

Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, o projeto anunciado hoje atingirá um universo de 260 mil empresas, especialmente no eixo Rio-São Paulo, representando 50% do setor empresarial brasileiro.

“Vamos dar sequência a esse trabalho de levar a banda larga ao setor produtivo. A presidente Dilma Rousseff considera essencial o apoio da Telebras, como responsável pela infraestrutura do sistema de telecomunicações”, declarou.

A previsão é que em 2012 a Telebras invista R$ 400 milhões em ampliação de rede de infraestrutura, número que deve chegar a R$ 1 bilhão em 2013. No ano passado, a empresa investiu R$ 80 milhões.

“Esse aumento dos investimentos vai ao encontro do objetivo do governo federal de acelerar economia brasileira”, declarou Bonilha.
Telebrás lança banda larga corporativa


Estatal vai investir R$ 400 milhões em infraestrutura este ano e R$ 1 bi em 2013

O Globo - 20/07/2012

A Telebrás anunciou ontem um plano de internet banda larga de alta velocidade para atender pequenas e médias empresas em 147 municípios do país. Na próxima semana, a estatal começa a negociar a oferta do serviço com os provedores de internet aptos a atender o consumidor final. O pacote atende proposta apresentada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ao Ministério das Comunicações e tem potencial para beneficiar 260 mil indústrias instaladas nas cidades mapeadas.

De acordo com o presidente da estatal de telefonia, Caio Bonilha, o lançamento é mais um esforço do governo federal em alavancar o setor produtivo e, assim, elevar o patamar de crescimento da economia em 2012. O plano de investimento da Telebrás em todo o ano passado foi de R$ 80 milhões, bem abaixo dos R$ 400 milhões previstos para este ano. Em 2013, os investimentos da empresa devem atingir a cifra de R$ 1 bilhão.

- Com certeza esta é mais uma ação do governo para estimular o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). A presidente Dilma Rousseff considera essencial o apoio da Telebrás, que é a responsável pela infraestrutura do sistema de telecomunicações - disse Bonilha.

Custo do serviço ainda não está definido


O pacote vai dar prioridade ao atendimento a polos de concentração industrial, apontados em levantamento entregue a Bonilha pelo presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. O produto permitirá que pequenas e médias empresas tenham acesso a internet banga larga com velocidade de 15 megabits por segundo de tráfego para download. O custo do serviço será definido após as reuniões entre a Telebrás e os provedores, mas a expectativa é que fiquem abaixo do valor de mercado.

O esforço da estatal para melhorar a infraestrutura de telecomunicações também vai beneficiar usuários das operadoras de telefonia, incluindo as que foram punidas pela Anatel. De acordo com Bonilha, a empresa negocia a oferta de um produto que vai melhorar a capacidade de tráfego das operadoras 3G e 4G. Uma delas já teria manifestado o interesse no serviço.

- As operadoras poderão usar a rede de fibra óptica da Telebrás para incrementar sua capacidade. Podemos ajudar a melhorar a qualidade do serviço.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Firjan e Telebras anunciam plano de internet banda larga para empresas

Monitor Mercantil - 19/07/2012

O presidente do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, se reuniram nesta quinta-feira para anunciar a criação de um produto específico de internet banda larga de alta velocidade para o setor corporativo, tendo como prioridade o atendimento a pólos de concentração industrial.

Em março do ano passado, a Firjan apresentou um conjunto de propostas ao ministério das Comunicações, sugerindo que o Plano Nacional de Banda Larga contemplasse o Pacote Empresarial Essencial, direcionado para empresas. Com velocidade de 15 megabits por segundo (15 Mbps) de tráfego para download, com garantia de banda mínima de 20% em relação à velocidade de download contratada, o plano terá preços competitivos internacionais, com isenção de ICMS, para os municípios de alta concentração industrial no país.O mapeamento desses municípios, produzido em parceria com a Fiesp, considerou pelo menos duas, das três características a seguir: mais de 700 indústrias de micro, pequeno ou médio porte; mais de três grandes indústrias; ou valor adicionado bruto da indústria acima de R$ 1 bilhão.

- O encontro de hoje marca o resultado desse trabalho. Entrego ao presidente da Telebras a lista do mapeamento de pólos industriais do Rio e de São Paulo, com 147 municípios que abrigam mais de 260 mil indústrias, 51% do total nacional - afirma Eduardo Eugenio.

Para a Telebras, oferecer esse serviço era assunto prioritário.

- O Governo Federal entende que proporcionar estrutura para o setor produtivo é de extrema importância. Por isso, o lançamento de um produto de internet de alta velocidade para o setor industrial estava nas nossas prioridades - enfatizou Caio Bonilha.

A empresa de telecomunicação vai disponibilizar o serviço ainda este ano.

- É um produto que não existe no mercado, será oferecido para todo o Brasil e terá preços acessíveis, que vamos estudar com os provedores de internet - completa o presidente da Telebras.

A definição do pacote foi baseada em análises sobre a necessidade de banda larga para a utilização de aplicativos disponíveis no mercado mundial, como os relacionados a vídeo conferência e comércio eletrônico. O acesso à internet com eficiência permite às empresas usufruir de tecnologias que incrementem produtividade e garantam competitividade, com suporte a sistemas corporativos e de comunicação.

Elaborado pelas Firjan também no ano passado, o estudo "Quanto custa o acesso à internet para as empresas no Brasil?" identificou que o serviço oferecido no país ao setor empresarial é caro, lento e pouco abrangente em termos geográficos.

Na comparação internacional dos preços para pacotes com velocidades de 1 Mbps, o Brasil é o sétimo mais caro do mundo, com um custo médio de US$ 42,80 (equivalente a R$ 70,85), bem acima de Alemanha (US$ 9,3), México (US$ 16,5) e Colômbia (US$ 16,7) e ainda maior que Suíça (US$ 36) e EUA (US$ 40).

O estudo revelou ainda surpreendente variação de preços entre as 27 unidades da federação do país, evidenciando a urgente necessidade de investir em infra-estrutura física para equalizar as diferenças e melhorar a qualidade do serviço prestado.