quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

É hora de planejar 2012

AdNews - 28/12/2011


O ano de 2011 foi marcado por grandes crises econômicas, principalmente na Europa, com a queda de governos ditatoriais, corrupção, greves e manifestações em busca de democracia. No Brasil, a crise econômica mundial não teve grandes impactos, porém tivemos muitas reviravoltas na política do novo governo de Dilma Rousseff, como a “faxina ministerial” que observamos nos últimos meses. Neste ano, os brasileiros sentiram que o País deve passar por um processo de reestruturação, principalmente na política, para crescer, desenvolver e concorrer fortemente frente aos demais players globais.

No setor de Tecnologia da Informação (TI), especificamente, um novo cenário está formado e os investimentos em tecnologia já ganham espaço. O segmento foi marcado por otimismo, com anúncios de abertura de novas indústrias e empresas que se instalam em território nacional, grandes investimentos e promessas, como o início da produção de iPhones e tablets no País, a expansão das redes de telefonia móveis e a popularização da Internet banda larga, com o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Estes últimos devem ser prioridade do setor até 2013 para a cobertura e transmissão das informações, a nível global, dos mega-eventos que ocorrerão no País.

Neste ano, o setor de TI foi contemplado também com o anúncio do conjunto de medidas que constitui a nova Política de Desenvolvimento Produtivo, popularmente chamada de política industrial, para o período de 2011 a 2014, e lançada pelo Governo Federal sob a marca de Brasil Maior (que remete a um “Brasil Grande”).

A nova política industrial trouxe importantes avanços e muitos pontos de atenção. Um dos aspectos principais é a desoneração da folha de pagamento para segmentos específicos, incluindo o setor de TI. No pacote anunciado pelo governo, as empresas do segmento deixarão de recolher 20% sobre a folha de pagamento e passarão a recolher 2,5% sobre o valor total de faturamento. A desoneração ajudou a aumentar o número de contratações CLT e a diminuir a informalidade.

No que se refere às áreas de pesquisas, inovação e desenvolvimento para o setor, foi divulgado um aumento dos recursos direcionados à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve repassar à entidade R$ 2 bilhões para ampliação do financiamento à inovação.

Para 2012, observamos que as empresas de serviços de TI tendem a crescer e aumentar os investimentos em modernização. Os grandes eventos mundiais, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que ocorrerão em 2014 e 2016, respectivamente, incentivam o crescimento e desenvolvimento do setor.

As empresas, por sua vez, devem ficar atentas às oportunidades de expansão para maior competitividade no mercado. Para este ano, estão previstas mais parcerias empresariais, fusões e aquisições, como a recente compra da LCD Sony pela Samsung. Essas estratégias de negócios têm evidenciado uma forte demanda do mercado em busca de inovação, com novos serviços e produtos. Neste cenário, as micro, pequenas e médias empresas devem aproveitar a oportunidade para apresentarem soluções e ferramentas diferenciadas. Este processo deve ser contínuo e com investimentos específicos, contribuindo para o fortalecimento e crescimento do mercado brasileiro.

Definitivamente, o ano de 2012 será de alta movimentação, refletindo um Brasil que, segundo projeções de especialistas do Centro para Pesquisa Econômico e Negócios (CEBR), já é a sexta maior economia do mundo, superando grandes mercados mundiais, como a Reino Unido e Itália. Mas nos dias de hoje não basta “estar” grande, o País deve estar preparado para o crescimento e desenvolvimento desejado. Assim, esperamos que o desempenho dos setores econômicos esteja alinhado com as expectativas positivas que se desenham e que no próximo ano se enfrentem os gargalos de infraestrutura que restringem o crescimento do País.

*Por Marcos Sakamoto, presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Assespro-SP)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cruzeiro do Sul pagará compra do Prosper em dinheiro

A compra de 88,7% do capital do Prosper sairá por R$ 55 milhões
O negócio vem à tona enquanto padrões de transparência e lucros menores minam a confiança dos bancos brasileiros de médio porte

Exame - 27/12/2011

São Paulo - O Cruzeiro do Sul pagará em dinheiro a compra do Banco Prosper e o aumento de capital da instituição, descartando qualquer oferta de título ou dívida.

Na segunda-feira, o Cruzeiro do Sul anunciou a compra de 88,7 por cento do capital do Prosper por 55 milhões de reais.

O presidente-executivo do Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Indio da Costa, disse nesta terça-feira em teleconferência que o capital do Prosper será aumentado em ao menos 100 milhões de reais.

Indio da Costa, membro da família que controla o Cruzeiro do Sul, disse que o capital adicional vai ajudar o banco sediado no Rio de Janeiro a atender às exigências regulatórias de níveis de solvência. O negócio não incluiu a corretora da Prosper, ressaltou o banqueiro.

A aquisição, que precisa da aprovação do Banco Central, enquadra-se na "estratégia de nosso banco, que é crescer no mercado de financiamento ao consumidor e a empresas de médio porte", disse Indio da Costa. "Vemos muitas sinergias", disse ele.

O negócio vem à tona enquanto padrões de transparência e lucros menores minam a confiança dos bancos brasileiros de médio porte. Instituições financeiras de médio porte, que sofreram com altos custos de captação e maior inadimplência nos empréstimos neste ano, também estão sendo questionadas sobre a sustentabilidade dos modelos de negócio.

Financeiras de médio porte foram profundamente prejudicadas pelas medidas do BC no final de 2010 e início de 2011 para diminuir a concessão de créditos nos segmentos automotivo, consignado e ao consumidor.

Na semana passada, o BC decidiu diminuir essa dificuldade de financiamento para o segmento com uma série de medidas que incentivam os maiores financiadores a comprar carteiras de empréstimos de bancos menores.
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Cruzeiro do Sul terá R$ 75 mi em créditos tributários do Prosper

Valor - 27/12/2011

Com a aquisição do banco Prosper, o Cruzeiro do Sul poderá tirar proveito de cerca de R$ 75 milhões em créditos tributários, segundo Luis Octavio Indio da Costa, presidente da instituição compradora.

Isso decorre do fato de o Prosper ter um prejuízo acumulado de R$ 190 milhões. Segundo o executivo, esse volume em créditos tributários poderá ser utilizado a partir do momento em que o Prosper for capitalizado --o que permitirá ao banco voltar a operar.

Pelos cálculos preliminares de Indio da Costa, o Prosper precisará de uma injeção de R$ 100 milhões. "Esse dinheiro sairá do caixa do Cruzeiro do Sul", afirmou o presidente do banco durante teleconferência com analistas e jornalistas.

Além do interesse nos descontos tributários, Indio da Costa disse que o Cruzeiro do Sul também quer tirar proveito da carteira de clientes de câmbio do Prosper e de um fundo de direitos creditórios que o banco possui. Ontem, o Cruzeiro do Sul anunciou a compra de 88,7% do Prosper por R$ 55 milhões.
Banda larga deve puxar o crescimento do setor de telecomunicações em 2012

InfoMoney - 27/12/2011


SÃO PAULO - As perspectivas para o setor de telecomunicações permanecem positivas para 2012, em função do desempenho da economia nacional e da crescente demanda por banda larga fixa e móvel no País, ao menos é o que apostam os analistas de mercado. Para se ter uma ideia, o acesso à banda larga avançou 68% no período de doze meses, atingindo 55,4 milhões de acessos à internet rápida em novembro deste ano.

Segundo levantamento da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), somente a banda larga móvel deu um salto de 103% na comparação com 2010. A expectativa das teles e do governo brasileiro é que o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) ajude a impulsionar essa oferta no próximo ano, já que os usuários esperam planos a preços mais acessíveis e conexões de qualidade. O projeto do governo caminhou a passos lentos neste ano e sofreu uma mudança estratégica, com o Estado delegando o papel principal para a iniciativa privada, que será responsável por levar o serviço ao usuário final.

Além disto, a aprovação do PLC 116, que abriu o mercado de TV por assinatura para as empresas de telecomunicações, deve contribuir para acelerar a convergência de serviços. As operadoras de telecomunicações poderão integrar as ofertas de pacotes combinados e aumentar o escopo de clientes potenciais, especialmente nas classes A e B.

Vale destacar ainda a nova regulamentação para os serviços de televisão paga deve acelerar os investimentos em redes de fibra ótica, pois essas redes poderão ser utilizadas para a exploração de múltiplos serviços pelas empresas de telecomunicações.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cruzeiro do Sul adquire Banco Prosper por RS 55 milhões

São Paulo, 26 dez (EFE) - O banco brasileiro Cruzeiro do Sul anunciou nesta segunda-feira a compra de 88,7% do capital do Banco Prosper por R$ 55 milhões.

Em comunicado enviado ao mercado, o Cruzeiro do Sul indicou que a aprovação do negócio ainda depende da decisão do Banco Central.

A instituição brasileira concentra sua atuação no mercado de crédito a funcionários públicos e privados, aposentados e pensionistas mediante desconto direto nos rendimentos, com ativos de R$ 10,2 bilhões.

O Banco Prosper, por sua vez, tem cerca de R$ 130 milhões em créditos e atua no segmento de crédito pessoal e também como operador no mercado de câmbio. Os ativos da instituição, até junho, eram de R$ 500 milhões.

O Cruzeiro do Sul indicou que com a aquisição pretende ampliar sua representatividade no mercado de crédito pessoal e para pequenas empresas, além de poder atuar no sistema cambial.
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Cruzeiro do Sul anuncia compra do banco Prosper por R$ 55 milhões

Valor - 26/12/2011

SÃO PAULO - O banco Cruzeiro do Sul anunciou a compra de 88,7% do banco Prosper por R$ 55 milhões, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Cruzeiro do Sul tem como foco operações de crédito consignado, com uma carteira de cerca de R$ 8 bilhões. O Prosper, com cerca de R$ 130 milhões em créditos, atua com empréstimos com desconto em folha e para empresas e tem autorização para operar no mercado de câmbio.

“A operação está inserida na estratégia do banco Cruzeiro do Sul de participar ativamente do processo de consolidação do setor, ampliando sua participação no segmento de credito pessoal consignado, e ampliando sua atuação em outras áreas do mercado financeiro nacional, além de agregar valor pelo ganho de eficiência nas unidades e fortalecendo sua posição no mercado brasileiro”, informou o banco.

A operação ainda depende da aprovação do Banco Central.
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Banco Cruzeiro do Sul anuncia compra do Banco Prosper


Negócio depende de aprovação do BC; Prosper atua em SP, RJ e Salvador.
Valor da operação é de R$ 55 milhões.

G1 - 26/12/2011

O Banco Cruzeiro do Sul anunciou nesta segunda-feira (26), por meio de fato relevante, que fechou acordo para a compra de 88,7% do capital do Banco Prosper por R$ 55 milhões.

O Cruzeiro do Sul tem como foco operações de crédito consignado, com uma carteira de cerca de R$ 8 bilhões. O Prosper, com cerca de R$ 130 milhões em créditos, atua com empréstimos com desconto em folha e para empresas e tem autorização para operar no mercado de câmbio.

"(O Cruzeiro do Sul) vem pelo presente comunicar ao mercado que celebrou, nesta data, Contrato de Compra e Venda de Ações para aquisição de 88,7194% do capital social do Banco Prosper S.A., pelo valor de R$55 milhões", anunciou o Cruzeiro do Sul.

De acordo com o anúncio, a operação está inserida na estratégia do Banco Cruzeiro do Sul de participar ativamente do processo de consolidação do setor, "ampliando sua participação no segmento de credito pessoal consignado, e ampliando sua atuação em outras áreas do mercado financeiro nacional, além de agregar valor pelo ganho de eficiência nas unidades e fortalecendo sua posição no mercado brasileiro".

O Prosper, fundado em 1991, é um banco múltiplo com presença em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A instituição atua com carteira comercial, de crédito, financiamento e investimento, e possui autorização para operar no mercado de câmbio.

Ainda conforme o banco, a operação agrega "valor pelo ganho de eficiência nas unidades" e pelo fortalecimento de sua "posição no mercado brasileiro". O Prosper tinha em junho ativos totais de perto de R$ 500 milhões.

O Cruzeiro do Sul, por sua vez, tinha R$ 10,2 bilhões em ativos no meio do ano e atua principalmente no mercado de crédito pessoal com desconto em folha de pagamento para funcionários públicos e pensionistas do INSS.

Atua também no segmento de crédito para empresas de pequeno e médio porte (middle market), oferecendo crédito de curto prazo, usualmente atrelado a recebíveis.