sábado, 24 de dezembro de 2011

Cruzeiro do Sul acerta a compra do Prosper

Negócio tira pressão do Prosper, que estava fora das regras do Banco Central

Agência Estado - 24/12/2011

SÃO PAULO - O Banco Cruzeiro do Sul fechou nesta sexta-feira, 23, a compra do Banco Prosper. O contrato foi assinado por volta das 10h30 e a Prosper Corretora ficou fora da operação, segundo uma fonte próxima das negociações. A operação, antecipada pela colunista Sonia Racy em seu blog, deve ser anunciada oficialmente durante o fim de semana ou na segunda-feira.

O Prosper estava descapitalizado. O índice de Basileia do banco estava, em agosto, em 8%, abaixo do mínimo de 11% exigido pelo Banco Central (BC), de acordo com os dados mais recentes disponíveis no site da autoridade monetária.

O Índice de Basileia relaciona a quantidade de capital que um banco precisa ter e o montante de empréstimos que pode realizar. No Brasil, para cada R$ 1, a instituição financeira pode conceder até R$ 9 em crédito.

Na situação em que se encontrava, o Prosper praticamente não conseguia mais operar, visto que a função primordial de um banco é dar crédito (recebe dinheiro de um lado, ou seja, faz a captação, e o repassa para os tomadores).

O Estado apurou que, por causa dessa situação delicada, o Prosper procurou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), criado em 1995 com objetivo de proteger os depósitos dos correntistas brasileiros em caso de quebra de algum banco.

O FGC indicou aos controladores do Prosper o Cruzeiro do Sul, que tinha interesse em se expandir no mercado por meio de aquisições. Apesar de ter patrocinado a aproximação, o FGC não colocou dinheiro no negócio.

Nos últimos anos, o FGC assumiu um novo papel no sistema financeiro, uma espécie de linha auxiliar do BC na resolução de problemas envolvendo a solvência de instituições. Foi o FGC, por exemplo, que cobriu grande parte do rombo de R$ 4,3 bilhões do banco Panamericano. Essa atuação tem provocado críticas no mercado, inclusive de executivos de grandes bancos.

A atuação do banco Prosper é forte no mercado de câmbio e em operações de crédito para empresas. A instituição tem R$ 550 milhões de ativos e teve prejuízo de R$ 20,4 milhões neste ano, até agosto.

O Prosper, controlado pelo grupo Peixoto de Castro, foi criado como uma corretora em 1983. Em 1990, foi transformado em banco múltiplo. Em 2005, foi criada a gestora de recursos da instituição.

Consignado

O Cruzeiro do Sul tem como foco principal o crédito consignado e tem ativos de R$ 10 bilhões. O banco tem Índice de Basileia de 13,7% e carteira total de empréstimos de R$ 8 bilhões. Pertence à família Índio da Costa que, assim como os controladores do Prosper, também é do Rio. O balanço do banco do terceiro trimestre, que apontou lucro de R$ 116,5 milhões no acumulado do ano, está sendo contestado pela auditoria (KPMG).

A corretora do Prosper segue como operação independente. Em 2008, o executivo Armênio dos Santos Gaspar Neto, ex-presidente da Fator Corretora, comprou 50% da Prosper Corretora e passou a tocá-la.

Procurados, o Cruzeiro do Sul e o Prosper não se pronunciaram sobre o assunto.

Para Lembrar

Os bancos de pequeno e médio porte vêm enfrentando dificuldades no Brasil desde o agravamento da crise global, em setembro de 2008, quando o banco de investimento americano Lehman Brothers quebrou. A partir dali, essas instituições passaram a ter dificuldades para se capitalizar. A situação se agravou após a descoberta da fraude contábil de R$ 4,3 bilhões no Panamericano, que pertencia a Silvio Santos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Banco Cruzeiro do Sul - maior acionista privado da Telebras - pode estar comprando o Banco Prosper

Insight - Laboratório de Ideias - 23/12/2011

Segundo publicou a jornalista Sônia Racy em sua coluna no Estadão online de hoje, "Depois de muito vai e vem e múltiplas negociações, o Banco Cruzeiro do Sul deve anunciar hoje, véspera de Natal, a compra do Banco Prosper. Sem ajuda do Fundo Garantidor de Crédito."

Caso confirmada, o fato evidencia a boa saúde financeira da instituição bancária da família Índio da Costa, desmentindo notícias que estaria enfrentando dificuldades devido à crise européia.

O Cruzeiro do Sul - através do fundo de investimento Tamisa, do qual é o único cotista - é o maior investidor privado da Telebras, possuindo mais de 20% das ações preferênciais e mais de 6,6% das ordinárias (com direito a voto).
Em Questão - SECOM - 23/12/2011

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MCTI e Telebras assinam acordo para a implantação de cidades digitais

Telebras - 22/12/2011

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, (MCTI) Aloísio Mercadante, assinaram nesta quarta-feira (21.12) um acordo de cooperação técnica para a implantação de cidades digitais no país. A ideia é dispor de um grupo de trabalho permanente capaz de manter o modelo das cidades digitais sempre atualizado tecnologicamente.

A Telebras será responsável por assessorar o MCTI na especificação técnica e na estimativa de custos de implantação dos projetos de infraestrutura, bem como vai apoiar tecnicamente nos processos de seleção de propostas de projetos de cidades digitais. A Telebras também vai disponibilizar a ata de registro de preços dos equipamentos contratados para a implantação da rede nacional de telecomunicações.

A coordenação das iniciativas para a implantação de projetos de Infraestrutura para Cidades Digitais estará sob responsabilidade do MCTI que fará o chamamento público ou outros procedimentos para a seleção dos projetos, de acordo com os critérios técnicos especificados pela Telebras.

O Ministério vai acompanhar e fiscalizar a execução de convênios para a implantação de projetos de Infraestrutura para Cidade Digital, na última milha, financiados com seus recursos. Também vai indicar editais para a contratação de empresas, mediante Registro de Preços, para a aquisição de equipamentos, materiais e serviços previstos nos projetos apoiados pelo MCTI.
Nos EUA, Brasil é acusado de protecionismo

Valor - 22/12/2011

A indústria americana de tecnologia da informação mandou carta ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), orgão do governo responsável pelas negociações comerciais internacionais, reclamando da exigência brasileira de conteúdo nacional para equipamentos fornecidos dentro do Plano Nacional de Banda Larga.

"A nova política industrial brasileira inclui dispositivos que colocam em desvantagem os competidores estrangeiros", afirmou John Neuffer, vice-presidente para políticas globais do Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação (ITI, na sigla em inglês). "Há também a crescente preocupação com demandas para transferência de tecnologia."

No plano de banda larga, cujo objetivo é levar internet rápida a 40 milhões de domicílios até 2014, o governo concedeu benefícios tributários para a compra de equipamentos produzidos domesticamente. Mas as empresas devem usar tecnologia nacional ou atender as especificações do chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que determina o grau mínimo de conteúdo nacional para um produto ser elegível para incentivos fiscais. O regime especial de tributação concederá cerca de US$ 4 bilhões em isenções até 2016 e irá gerar, segundo o governo, US$ 20 bilhões em investimentos.

Neuffer afirma "entender" o desejo do governo brasileiro em desenvolver sua indústria local de TI, mas cobra a adoção de uma política que trate "empresas brasileiras e estrangeiras de forma justa e igualitária".

A associação americana entregou a carta atendendo a uma consulta pública do USTR para a elaboração de um relatório anual sobre o cumprimento de acordos internacionais na área de telecomunicações. Na mesma carta, são apresentadas outras queixas contra o Brasil e outros países, como a Argentina e a China. O USTR é independente para acatar ou ignorar as reclamações. O documento serve de guia para as negociações comerciais americanas.

A nova política industrial brasileira, lançada em agosto, vem recebendo críticas de organismos internacionais. A Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube que reúne as economias mais avançadas do mundo, disse que o melhor caminho seria evitar o protecionismo e adotar medidas que ampliem a competividade da indústria, como redução da carga tributária.

A ITI faz lobby em Washington em assuntos de interesse da indústria de tecnologia da informação. Entre seus filiados estão algumas das maiores empresas do setor do mundo, como a Apple, a Accenture, a Cisco, o Google, a Nokia, a Panasonic e a HP, entre outras.

Na carta ao USTR, a associação reclama ainda das "altas tarifas de importação" incidentes sobre produtos de comunicação, incluindo 16% cobrados na importação de telefones celulares. "Existem tarifas domésticas discriminatórias, com desvantagem para produtos estrangeiros em relação a produtos fabricados domesticamente", afirma Neuffer.

Uma outra entidade, a Associação da Indústria de Telecomunicações (TIA, na sigla em inglês", encaminhou queixa ao USTR contra a Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) pela exigência de testes no Brasil para a certificação de equipamentos, incluindo aparelhos celulares.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Telebras atende Eduardo Braga e elabora plano para aumentar Banda Larga no Amazonas

Amazonas Notícias - 21/12/2011

Pelo menos 20 municípios do Amazonas serão incluídos no plano de expansão do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) na região Norte já no próximo ano. A informação foi confirmada pelo presidente do órgão, Caio Bonilha, em reunião com o senador Eduardo Braga (PMDB) na tarde desta quarta-feira (21). No encontro, que também teve a participação da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e do deputado federal Silas Câmara (PSD), ficou acordado que a Telebras apresentará até o mês de fevereiro de 2012 o detalhamento sobre quais municípios devem ser atendidos.

“Apenas 2% dos terminais de internet banda larga fixa estão na Região Norte. Então, o que estamos elaborando é praticamente um plano emergencial para aumentar esse atendimento. A reunião com a bancada do Amazonas foi muito importante porque os parlamentares conhecem a infraestrutura que existe lá para melhor atendimento, o que adianta muito o nosso trabalho”, disse Bonilha.

O cronograma da expansão do Plano Nacional de Banda Larga nas regiões Norte e Centro-Oeste foi apresentado no último dia 14 pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que anunciou o investimento de R$ 62,5 milhões no setor. Segundo o cronograma, para o ano de 2012 apenas a cidade Manaus seria beneficiada com aumento da oferta de banda larga de alta velocidade a baixo custo.

A expansão para a capital será feita por meio da rede de fibra ótica de empresas privadas de telefonia. Também há planejamento para instalar redes de fibra ótica por meio do gasoduto Coari-Manaus e, posteriormente, por meio do Linhão de Tucuruí, previsto para chegar ao Amazonas até o ano de 2014. Na reunião, os parlamentares amazonenses sugeriram a oferta de internet banda larga para os municípios por onde passar a rede de fibra ótica que levará o serviço até a capital. Também pleitearam a ampliação imediata do serviço para os municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Manaus.

O senador Eduardo Braga explicou que a expectativa acordada com a Telebras é beneficiar, até o ano de 2014, o mínimo de 34 municípios com fibra ótica por meio do Plano Nacional de Banda Larga. O serviço deve atender escolas públicas, hospitais, delegacias e a população em geral com acesso a internet mais veloz e mais barata.

“O que nós mostramos hoje ao presidente e aos técnicos da Telebras é que a engenharia para ampliar essa oferta já em 2012 é absolutamente possível. Não estamos tentando criar nenhuma dificuldade que seja intransponível. O que queremos é assegurar aos brasileiros que vivem no Amazonas o direito de ter acesso a uma infraestrutura moderna, que muda por completo a vida das pessoas, que vai melhorar a saúde, a educação, a competitividade e o acesso aos mercados de produtos sustentáveis da Amazônia”, disse.

Recursos no PPA

O senador Eduardo Braga informou que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCT), da qual é presidente, aprovou emenda no Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 que destina R$ 2 bilhões para o Plano Nacional de Banda Larga na Região Norte. Além desses recursos, também foram incluídos no PPA outros R$ 600 milhões para investimento na instalação de satélite geoestacionário sobre a região Amazônica. Ambos os programas serão gerenciados pela Telebras.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Congresso aprova Plano Plurianual 2012-2015

Emendas aceitas pelo relator, senador Walter Pinheiro (PT-BA), acrescentaram R$ 102 bilhões à proposta inicial. Ações sociais foram contempladas pelo substitutivo aprovado.

O texto aprovado no Plenário acrescenta R$ 102 bilhões à redação original.

Agência Câmara - 20/12/2011

O Plenário do Congresso aprovou, nesta terça-feira, o substitutivo da Comissão Mista de Orçamento ao projeto do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015. O texto acrescenta R$ 102 bilhões em emendas à redação original, que prevê gastos de R$ 5,4 trilhões nos próximos quatro anos. A matéria, aprovada com adendos do relator, senador Walter Pinheiro (PT-BA), será enviada à sanção presidencial.

Segundo o relator, como esse plano é um instrumento de planejamento, o Parlamento deve lidar com ele sob esse parâmetro. “Elaboramos um PPA que não é só do governo ou da oposição, mas é do Brasil. Ele terá programas temáticos, com grandes empreendimentos detalhados”, afirmou.

Nos quatro anos, está previsto R$ 1 bilhão a mais para aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A Telebrás terá outros R$ 2 bilhões a mais para gerenciar o Plano Nacional de Banda Larga. Já o programa de combate ao crack terá mais R$ 400 milhões. O setor do turismo contará com cerca de R$ 500 milhões a mais que o previsto originalmente.

Para os aeroportos, o PPA reserva R$ 3,2 bilhões no período 2012-2015. Na educação superior, para ampliação e adequação – inclusive de hospitais universitários – o texto estima R$ 2,6 bilhões. O transporte ferroviário terá R$ 8 bilhões.

Walter Pinheiro ressaltou que o Congresso receberá anualmente relatório de acompanhamento da execução do PPA, que poderá ser analisado não só pela Comissão Mista de Orçamento como pelas comissões permanentes das duas Casas.

Já o deputado Claudio Cajado (DEM-BA) avaliou que o PPA prevê metas para o setor público e para o setor privado dentro dos programas listados no plano, o que poderia provocar algum “mascaramento” sobre o que o governo efetivamente cumpriu nessas metas. “Poderá ser difícil saber se determinadas metas foram atingidas mais graças à economia como um todo do que por esforço do governo”, afirmou.

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Metas
As prioridades do governo expressas no PPA estão centradas nas ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Plano Brasil sem Miséria. Entre as principais ações que deverão ser executadas no período estão a construção de 2 milhões de casas com o programa Minha Casa, Minha Vida; a inclusão de 495 mil domicílios rurais no Programa Luz para Todos; a construção e adequação de 14,7 mil quilômetros de rodovias e 4,5 mil de ferrovias; e a expansão da internet banda larga para 40 milhões de domicílios.

O PPA também oferece uma visão da macroeconomia nos próximos anos. Segundo o projeto, o Produto Interno Bruto (PIB) chegará a R$ 6,1 trilhões em 2015, contra R$ 4,1 trilhões neste ano. Em 2015, o salário mínimo será de R$ 817,97, contra os atuais R$ 545. A receita primária líquida se mantém estável, na casa dos 20% do PIB, o mesmo acontecendo com o superavit primário (1,6% ao ano para o governo central).
Governo está trabalhando para levar internet banda larga a todos os municípios, diz presidenta

Conversa com a Presidenta - 20/12/2011

O governo federal está trabalhando a todo vapor para levar internet em banda larga a todos os municípios até 2014, informou a presidenta Dilma Rousseff na coluna Conversa com a Presidenta, publicada hoje (20). Segundo ela, a meta é elevar para 60% o total de casas com acesso rápido à rede mundial de computadores. Hoje, apenas 27% dos domicílios têm internet.

Com o Programa Nacional de Banda Larga e a participação da Telebras, vamos levar as conexões de internet para áreas mais afastadas, para as cidades do interior do Brasil, incluindo a Amazônia, onde as empresas de telefonia ainda não oferecem o serviço”, disse a presidenta ao agricultor Erno Walter Schmidt, de Navegantes (SC).

Ela explicou ainda que o governo já reduziu à metade o preço médio das assinaturas, que antes era de R$ 70 e agora está em R$ 35, para uma velocidade de um megabit por segundo. Além disso, a Anatel fará um novo leilão para permitir que todas as áreas rurais do Brasil contem com serviços de telefonia e conexão à internet.
Fundo inglês 3i investe R$ 100 mi no Brasil

Aporte, primeiro realizado pela gestora de private equity no país, será na provedora de TV a cabo Blue Interactive

Brasil Econômico - 20/12/2011

De olho nas oportunidades no mercado brasileiro, a gestora inglesa de private equity 3i anunciou seu primeiro investimento no Brasil. A escolhida foi a Blue Interactive Group, empresa brasileira provedora de serviços de TV a cabo e banda larga, que receberá aporte de R$ 100 milhões.

Esse montante está dentro do plano da 3i de investir em cinco empresas em 2 ou 3 anos, entre US$ 30 milhões e US$ 100 milhões, cada uma, conforme anunciou em novembro.

Hoje, as companhias anunciaram um acordo vinculante para a aquisição de participação minoritária na Blue.

Marcelo Di Lorenzo, diretor executivo e sócio da 3i Brasil, não quis revelar o percentual de participação na companhia, mas garantiu que é bem significativo.

"Posso afirmar que é entre 20% e 50% de participação", afirma.

Após avaliar mais de 200 oportunidades para investimento desde abril de 2011, a 3i encontrou na provedora de TV a cabo as características que buscava.

"A Blue foi escolhida primeiro pela qualidade de gestão e, segundo, por estar inserida em um mercado que passa por transformações importantes e que consequentemente será beneficiada", justifica o diretor executivo da 3i Brasil.

Outro quesito justificado pelo fundo britânico é a busca da Blue por oportunidades em cidades onde há demanda reprimida por serviços digitais de qualidade, o que mostra segundo o fundo inglês, estratégia clara de melhorar os negócios. "A Blue tem alto potencial de crescimento no setor", diz Di Lorenzo. Como exemplo, o executivo destacou que a TV a cabo está presente em 150 cidades brasileiras, aproximadamente, num universo de cerca de 5,5 mil municípios.

Neste sentido, "o capital tem uso bem determinado, que será destinado à construção de rede, entrada em novas cidades onde não existam companhias operando e a compra de pequenas operações", destaca Di Lorenzo.

Sobre a possibilidade de novos aportes na companhia, a 3i afirmou que no momento isso não é considerado, mas se houver necessidade será realizado.

Destino

Sobre o futuro da Blue — após o fundo se retirar do capital da empresa — o diretor-executivo da 3i Brasil ponderou que ainda é cedo para este assunto, sem revelar se o destino será a venda, fusão ou abertura de capital.

"No momento certo todas as estratégias existentes serão avaliadas, ainda é muito cedo para falar como vamos sair do investimento, tudo vai depender do momento".

O aporte da 3i na Blue é tão significativo para a companhia brasileira que permitirá um crescimento significativo no faturamento.

"Sem esse investimento, nós absolutamente continuaríamos com crescimento orgânico normal, que atinge dois dígitos, em torno de 18% e 20% a cada ano.

Então a expansão da empresa já é agressiva, mas com o aporte daremos um salto", relata Sílvia de Jesus, presidente da Blue.

A companhia espera dobrar o número de cidades em que opera até 2013, para 30. Atualmente está presente em 15, distribuídas em 9 estados, Esse crescimento permitirá, segundo a presidente da Blue, elevar o faturamento para algo em torno de R$ 200 milhões em 2013, hoje o resultado supera os R$ 100 milhões.

A companhia contará ainda com a vasta experiência de Richard Alden, que se tornará presidente do Conselho de Administração.

Ele atuou como presidente da ONO, uma das operadoras líderes da TV a cabo na Espanha.

"Alden acompanhou a empresa do zero e ajudou no crescimento expressivo da ONO. Ele passou por essa experiência em um mercado parecido e com isso vai contribuir a nível de conselho com a Blue", garante o diretor- executivo da 3i.

Quanto a atuação da gestora em outras companhias brasileiras, Di Lorenzo diz esperar que nos próximos doze meses feche com mais uma ou duas companhia.

"O Brasil tem uma macroeconomia bem estável e com potencial de crescimento bem interessante, aliado ao fato do grande número de empresas de médio porte", destaca o diretor-executivo justificando a decisão de empresas brasileiras.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MiniCom abre consulta pública para programa Cidades Digitais PDF

Projeto inicial contemplará 80 municípios

IPNews - 19/12/2011


O Ministério das Comunicações abriu nesta sexta-feira (16) consulta pública para o projeto Cidades Digitais. A proposta foi apresentada pela Secretaria de Inclusão Digital ao ministro Paulo Bernardo, que aprovou o projeto básico. A consulta pública fica aberta a contribuições até 10 de janeiro, e pode ser acessada no site consultapublica.mc.gov.br.

O projeto prevê que cada município beneficiado disponibilize internet livre e gratuita em locais públicos, como praças e rodoviárias. Para isso a cidade deve oferecer serviços de governo eletrônico, como marcação de consultas em hospitais públicos ou iniciativas da área educacional.

A ideia é que o projeto seja integrado a serviços de outros órgãos de governo. A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento trabalha no desenvolvimento de aplicativos de saúde, educação, finanças e tributação para as cidades que aderirem ao programa.

O projeto deve ser implantado inicialmente em 80 municípios, como experiência piloto. “A prefeitura precisa manifestar interesse em se tornar uma cidade digital e encaminhar um projeto ao Ministério das Comunicações”, diz a secretária de Inclusão Digital, Lygia Pupatto. “Por isso, após receber as sugestões da sociedade, vamos abrir uma chamada pública para selecionar propostas dos governos municipais.”

A seleção das cidades será feita de acordo com critérios estabelecidos no programa. Municípios das regiões Norte e Nordeste terão prioridade, assim como cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), população de até 50 mil habitantes e localidades que estiverem a até 50 quilômetros do backbone (espinha dorsal da rede de fibras ópticas) da Telebras. A expectativa é selecionar os primeiros 80 projetos de prefeituras em abril de 2012.

O MinCom deve escolher, por meio de registro de preços, empresas para fornecer material, instalar equipamentos e dar suporte técnico às prefeituras. A ideia é que as cidades tenham um anel de fibra óptica que interligue pontos de acesso governamentais a pontos de conexão públicos. A proposta de orçamento para 2012 prevê R$ 40 milhões para a infraestrutura inicial do projeto.

O Governo Federal também vai capacitar servidores municipais para lidar com as tecnologias da informação. Ao elaborar o projeto, a equipe técnica do MiniCom constatou que cerca de 70% das prefeituras brasileiras não têm funcionários treinados na área. Os governos municipais que quiserem ampliar o modelo básico do projeto Cidades Digitais poderão buscar apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Ministério das Comunicações vai estudar, também, outras possíveis parcerias que possam atuar como novas fontes de financiamentos.
Telebras prevê banda larga por R$ 17 em até dois anos

Info - 19/12/2011

São Paulo - A Telebras prevê dobrar seu anel de fibra óptica que circunda várias cidades brasileiras e fomentar a competição entre provedores e teles para criar planos de banda larga de até R$ 17 ao longo dos próximos dois anos.

Os esforços fazem parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que teve início em agosto de 2011, quando a cidade de Santo Antônio do Descoberto, um pequeno município de Goiás, estreou o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Os santo-antonienses donos de computadores, portanto, podiam a partir daquele momento ao pequeno provedor Sadnet e contratar uma conexão web de 1 Mbps por apenas R$ 35 por mês.

Antes, por uma conexão de internet com velocidade inferior, as pessoas desembolsavam mais de R$ 100 mensais. Mas por que o preço caíra tanto de uma hora para a outra? A resposta estava na nova infraestrutura de telecomunicações que chegava à cidade graças ao PNBL. Com ela, a Sadnet podia usar um link de 100 Mbps do governo, reduzir os preços dos serviços para os clientes e concorrer com as caras conexões das teles que atendem à região.

Fora Santo Antônio do Descoberto, outros quase 500 municípios (de 23 Estados brasileiros) já estão conectados à rede do PNBL, um anel de fibra ótica que tem, neste momento, cerca de 19 mil quilômetros pelo país. Nestes locais, além de pequenos provedores, operadoras como Oi, Telefonica, Algar Telecom e Sercomtel, oferecem serviços de banda larga popular, sempre abaixo dos R$ 35 acordados com o governo.

Os provedores e teles que desejam usar a infraestrutura da Telebras devem comprometer-se, em troca, a cobrar no máximo R$ 35 pela conexão. Em alguns casos, quando os Governos Estaduais aceitam abrir mão do ICMS para fomentar a banda larga em seus Estados, o valor máximo permitido cai para R$ 29,90.

Idealizado no governo Lula, o PNBL tem o objetivo de chegar a 4,5 mil cidades. Mas ele não servirá apenas para isso. A ideia do governo, com o programa, é montar uma infraestrutura de internet rápida para atender a demanda de conexões que o país terá em 2014, ano de Copa do Mundo.

Até lá, a Telebrás (a estatal foi escolhida para comandar o projeto) pretende deixar a atual infraestrutura de fibra ótica (com 19 mil quilômetros) com mais de 30 mil quilômetros. Essa rede deverá suportar órgãos públicos e mais de 30 milhões de acessos de banda larga fixos. (Hoje, o país tem 17 milhões de computadores com acesso à internet rápida).

Poucos funcionários

Para atingir tal objetivo, a Telebras terá dois anos. O presidente da empresa, Caio Bonilha, disse que a companhia cumprirá o cronograma estabelecido. “Em meados do ano que vem, estaremos com os 31 mil quilômetros de fibra instalados”, disse a INFO.

No ano que vem, 4 milhões de domicílios em 142 municípios da Região Sul também serão atendidos pelo PNBL. “Trabalhamos com força máxima no trecho São Paulo - Campinas - Porto Alegre. E estamos percorrendo todo o interior de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, disse Bonilha. “Mesmo sem data de lançamento do programa, dos 639 provedores de internet licenciados na Região Sul, mais da metade se disse interessado no programa”, disse.

A região norte também será atendida, diz Bonilha. A Telebras vai atender cerca de 2 milhões de casas de 51 cidades da região norte. Na semana passada, o Ministério das Comunicações que repassará cerca de R$ 62,5 milhões para a Telebras acelerar os projetos do PNBL nos estados do norte brasileiro.

Segundo Bonilha, a Telebras “patinou” um pouco com os projetos neste ano por causa do baixo número de funcionários disponíveis (cerca de 200). A equipe, explica Bonilha, cuida de 75 projetos pelo país inteiro, desde negociações com operadoras e provedores até a fiscalização dos projetos.

“Como o volume de trabalho é grande, a gente tenta ser o mais produtivo possível. Mas não posso negar que a carência de mais especialistas impactam nos processos de expansão do PNBL”, explicou.

Banda larga mais barata

Em 2010, quando o PNBL estava sendo estruturado, as operadoras reclamaram com o governo. Basicamente, elas consideravam que a rede – e a reativação da Telebras – pudessem prejudicar o mercado.

Essa impressão, diz Bonilha, é passado. O executivo explica que as operadoras agora colaboram com o projeto porque entenderam que a rede de fibra ótica também pode ser usada por elas. “As teles entenderam que somos neutros e que não vamos cobrar mais delas só porque são maiores e têm mais usuários”, diz.

Em um comunicado, a Oi, uma das operadoras que aderiram ao programa do governo e que já oferece pacotes do PNBL em centenas de municípios, disse que vai expandir a oferta para toda sua rede.

Bonilha crê que se o mercado comprar o projeto – e governos federais e estaduais criarem mecanismos de isenções tanto para o serviço quanto para o desenvolvimento e instalação de novas redes – o preço da banda larga no Brasil vai cair quase pela metade.

Se isso acontecer, em dois anos, a população de Santo Antônio do Descoberto pagará por uma conexão banda larga com um 1 Mbps cerca de R$ 17.
Cabo submarino vai ligar Brasil e Angola

Valor - 19/12/2011

A Telebrás e a Angola Cables anunciaram, na sexta-feira, um acordo para implementar um cabo submarino de 6 mil km ligando Fortaleza a Luanda, em Angola. O valor do projeto e o formato da sociedade entre as duas companhias não foram revelados.

Segundo comunicado da Telebrás, o acordo foi assinado pelo presidente da estatal brasileira, Caio Bonilha, e um representante da Angola Cables. A ideia é que o cabo submarino comece a operar no primeiro semestre de 2014. Está prevista para março do ano que vem a contratação da empresa responsável pela construção.

A Telebrás estima que a infraestrutura reduzirá em 80% o custo de saída de internet do Brasil e de outros países da América do Sul para a Ásia e a África. Hoje, esse tráfego tem de passar pelos Estados Unidos e pela Europa.

Em novembro, a Telebrás também firmou acordo com a Embraer para desenvolver um satélite para a União.
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