sábado, 26 de novembro de 2011

Novo canal de entretenimento

Acesso à internet pela TV revoluciona a relação entre o telespectador e o aparelho

Zero Hora - 27/11/2011

A chegada das TVs que acessam à internet deixa ainda mais fácil algo que o usuário mais ligado em tecnologia já faz: montar a própria grade de programação. Na tela grande, é possível assistir a filmes de locadoras online, rodar vídeos no YouTube, acessar redes sociais e ler notícias. Tudo sem sair do sofá.

É o que descobriu o casal Mariana Klein e Manoel Rodrigues, que monta os conteúdos a que planeja assistir. Assinantes de TV a cabo, donos de um blu-ray e de um laptop, alternam na tela da TV canais pagos, filmes e séries buscados na internet.

– O que a gente mais gosta é de usar o YouTube. O acervo de filmes nos aplicativos ainda é pequeno – explica a administradora de empresas, que também gosta de acessar o Twitter pela tela grande.

Outros serviços mudaram de lugar com a chegada da TV inteligente à sala de casa, como o uso do aplicativo de previsão do tempo no início da manhã e o Google Maps antes de sair de casa. Ainda que agora tudo possa estar na mesma tela, outros hábitos são novos em frente a TV: mesmo sozinho, a experiência de assistir aos programas é compartilhada, e os telespectadores são cada cada vez mais multitarefas.

– Em frente à TV se dá check-in na rede social de séries, checa-se o IMDB para ver o que comentaram sobre o filme. Além disso, tem o Twitter, que tornou as mulheres comentaristas de futebol, e os homens, de novela – avalia Luli Radfahrer, professor de comunicação digital da Universidade de São Paulo (USP).

A experiência multitelas – com TV, smartphone, tablet e laptop – é tão forte que os óculos 3D alteram menos a experiência de assistir à TV, porque tornam o momento em frente à tela mais imersivo.

O advogado Marco Antônio Campos, dono de uma TV 3D há seis meses, conta que comprou o aparelho para assistir a filmes e algumas transmissões esportivas com melhor perfeição de imagem. Em vez de compartilhar a experiência de TV, como ocorre com quem assiste à programação conectado a redes sociais, o momento no sofá é mais solitário.

– Óculos te isolam mais do que a experiência de assistir à TV normal – acredita.

Enquanto o 3D busca soluções que dispensem os óculos e a smart TV tenta encontrar uma interface mais amigável, usuários como o designer gráfico Sylvio Pinheiro procuram alternativas em outros eletrônicos para montar a própria programação. Dono de uma tela fina, conectou o aparelho a um media center (dispositivo que liga o laptop com a TV pelo wi-fi), desistiu da TV por assinatura e procura os programas preferidos no YouTube.

– Minha experiência de TV continua a mesma, e fica mais fácil gerenciar o que quero – avalia Pinheiro.

Outro aficionado por tecnologia, o publicitário Saul Duque acredita que a smart TV é mais um dos componentes para customizar o consumo de conteúdos e alia a sua tela aos outros dispositivos:

– Esses dias, estava lendo o jornal e vi que iria passar um documentário que gostaria de ver, mas na sexta-feira à noite, quando não estaria em casa. Por meio do meu iPad, usei o aplicativo da TV por assinatura para programar a gravação. Quando voltei para casa, estava lá, para assistir quando eu quisesse.

Para André Pase, professor de comunicação digital da PUCRS, há uma mudança de posicionamento do telespectador. A TV sempre foi sintonizada no canal para ver o que ele estava oferecendo. Agora, o usuário vai atrás do que quer ver.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Conexão global

O governo federal e as empresas privadas têm de correr contra o tempo para deixar pronta a infraestrutura de telecomunicações para a Copa do Mundo de 2014.

IstoÉ Dinheiro - 25/11/2011

A pernambucana Amanda Lopes assistiu ao vivo à estreia do Brasil na Copa do Mundo, no estádio de Ellis Park, em Johannesburgo, na África do Sul, em 15 de junho de 2010. Naquele jogo suado e difícil, em que a seleção de Dunga ganhou por 2 a 1 da Coreia do Norte, as preocupações da brasileira estavam muito além do gramado. Como funcionária da sueca Ericsson, responsável pelo funcionamento da rede de uma das operadoras de telefonia do evento, a MTN, ela não podia pisar na bola. “Tivemos de lidar com problemas inéditos”, diz Amanda. Para se ter ideia do desafio, somente na abertura da Copa e no jogo inaugural entre África do Sul e México, cerca de 90% dos torcedores presentes enviaram fotos, vídeos e mensagens por seus celulares. Os números mostram a complexidade da operação: só a quantidade de torpedos processados pela MTN durante aqueles 30 dias chegou a 590 milhões.

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Sem "caladão": Tecnologia 4G nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014
pode ser a solução para evitar o colapso das comunicações durante os jogos

Em função de sua experiência em grandes acontecimentos esportivos, Amanda foi recrutada por sua empresa para trabalhar na Copa do Mundo em 2014 no Brasil. “O cenário aqui é bem diferente do da África do Sul”, afirma. “No País, a área de cobertura é muito maior e a infraestrutura é proporcionalmente menor.” Para quem tem bons ouvidos, a avaliação de Amanda soa como um alerta. “A infraestrutura de telecomunicação tornou-se tão importante nos dias de hoje quanto a de engenharia civil”, diz Rafael Fanchini, gerente-executivo de consultoria da Ernst & Young Terco, responsável pelo estudo “Brasil Sustentável: Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo 2014”, realizado em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com Fanchini, é provável que haja uma demanda explosiva na telefonia celular. “O tráfego poderá aumentar até 60 vezes, em relação aos padrões atuais.”

A solução para um possível gargalo no tráfego de dados e de voz – o chamado “caladão” – durante o evento pode estar na tecnologia 4G (quarta geração). Ela deve substituir as redes 3G atuais, com algumas vantagens. A principal delas: a velocidade de transmissão de dados, que pode chegar a 100 Mbps, dez vezes mais do que a 3G. Para comparar essa rapidez: com essa taxa seria possível ver até 20 vídeos simultaneamente. O problema é que até agora muito pouco foi feito para que o Brasil tenha redes 4G em operação. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai leiloar as faixas de frequência para essa tecnologia em abril de 2012.

“Uma das exigências será que as operadoras que ganharem instalem redes 4G nas cidades-sedes da Copa e também até naquelas que contarão com os jogos da Copa das Confederações, que acontece em 2013”, afirma João Rezende, presidente da Anatel. Algumas empresas de telefonia, no entanto, não estão de acordo com as regras do leilão, como a faixa de frequência que será leiloada. O desacordo pode levar a contestações e atrasar o já apertado cronograma da agência reguladora de telecomunicações. “Há risco de tudo sair muito em cima do evento, sem a possibilidade de se fazer os testes necessários”, diz Erasmo Rojas, diretor da 4G Americas, associação focada na tecnologia de quarta geração da telefonia celular.
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Sky inicia a operação de banda larga em TD-LTE em Brasília

Teletime - 25/11/2011


A Sky já tem aproximadamente 30 clientes do serviço de banda larga com a tecnologia TD-LTE em Brasília. A companhia está telefonando para os clientes de TV por assinatura e oferecendo o novo serviço. Segundo apurou este noticiário, o objetivo dessa primeira oferta é testar o comportamento com a tecnologia. O serviço, contudo, ainda não está disponível comercialmente, o que deve acontecer até o final do ano. A fase inicial de cobertura compreende toda a região do Plano Piloto, na Capital Federal.

A operadora utiliza a faixa de 2,5 GHz e a opção pela tecnologia TD-LTE, praticamente inédita no mundo, se deve às possibilidade de ganho de escala trazidas pelos mercados chinês e indiano, onde o TD-LTE deverá ser amplamente utilizado para a quarta geração da telefonia móvel. Trata-se de uma variação do LTE utilizado por operadoras móveis, mas adaptado para operação em faixas de espectro não pareados, como é o caso da Sky.
Dilma: investimento em tecnologia e inovação fortalecerão o país

Segundo a presidente, com a crise que atinge a Europa, o Brasil está diante de oportunidades que devem ser aproveitada

Agência Brasil / Exame - 25/11/2011


A presidente Dilma Rousseff defendeu hoje (25) mais investimento em conhecimento, tecnologia e inovação como forma de fortalecer o país para enfrentar os desdobramentos da crise econômica que atualmente atinge a Europa e pode se estender pelos próximos anos. Segundo Dilma, com a crise, o Brasil está diante de oportunidades que devem ser aproveitadas.

“Estamos num momento muito delicado internacionalmente", disse a presidente. Ela ressaltou que a Europa pode passar "um tempo expressivo" enfrentando essa crise, que não acaba em um ano, nem em dois. "Temos de ter consciência disso e também de que os Estados Unidos não estão numa situação muito favorável". Ao mesmo tempo, é preciso saber a crise é oportunidade, e o Brasil está hoje diante de várias oportunidades, destacou Dilma ao participar da inauguração das novas instalações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into).

O país não pode se atemorizar, nem parar de produzir ou de consumir, afirmou a presidente. “Temos que avançar e isso significa melhorar a qualidade do serviço público no Brasil, garantir que o setor privado continue investindo, que a população continue consumindo, mas, sobretudo, temos de avançar nos passos que modificarão o Brasil. Um deles é, sem sombra de dúvida, apostar na inovação. Acredito que um dos saltos para o Brasil é inovação, ciência e tecnologia.

No discurso, Dilma falou também sobre demandas da Petrobras. Segundo ela, o que o governo pretende é que sejam fabricados no Brasil todo os produtos que a empresa vai demandar nos próximos anos. “A Petrobras vai comprar 67 sondas, cada uma ao custo aproximado de R$ 1 bilhão. Temos uma demanda muito forte, que explica por que hoje, mesmo com a crise internacional, temos uma das menores taxas de desemprego, de 5,8%, quando, por exemplo, a Espanha tem taxa de 45% entre seus jovens e média de 22%”, ressaltou.

“A possibilidade de [o Brasil] chegar a ser a quinta potência [mundial] está cada dia mais claro que está logo ali, mas queremos ser um país sem pobreza, de classe média e com serviços de qualidade”, enfatizou.
Na era da mobilidade, aplicativos reinam e voz fica irrelevante

Convergência Digital :: 25/11/2011

Os celulares avançam cada vez mais junto aos consumidores. De acordo com estudo "Opportunity Calling: The Future of Mobile Communications-Take Two", produzido pela Oracle, com 3 mil consumidores em todo mundo. A pesquisa apura que 43% dos usuários de telefones celulares já substituíram suas câmeras, 34% deixaram o MP3 Player e 24% não usam mais GPS.

No ano passado, essa mesma pesquisa apontava que essa migração aconteceria apenas em 2015. O levantamento constata ainda a explosão de dados - 69% dos usuários globais têm smartphones, sendo que 47% passaram a usar um volume maior de dados. Prova disso é que a a área de aplicativos teve um crescimento explosivo.

De acordo com a pesquisa, 55% dos entrevistados baixaram um aplicativo gratuito e 25% pagaram por um software para o celular. Além disso, a demanda por aplicativos está se expandindo dos celulares para outros dispositivos móveis, especialmente, para os tablets: 57% dos participantes do estudo já têm um tablet ou planejam adquirir um nos próximos 12 meses, embora essa tecnologia ainda esteja sendo adotada gradativamente.

Não por acaso, de acordo com a IDC, nos últimos três anos cerca de 300 mil aplicativos móveis foram baixados mais de 10,9 bilhões de vezes. O crescimento na adoção de dispositivos móveis, no entanto, não reduziu a preocupação com segurança. Mesmo utilizando mais funções de seus celulares, 68% dos entrevistados disseram não confiar ou não ter certeza quanto à segurança das informações transmitidas ou armazenadas em seus aparelhos.

Explosão de dados exige mudanças

Apesar disso, mais consumidores continuam utilizando seus celulares nos processos de compra: 30% fazem comparações de preços de produtos usando o celular, ao passo que 24% consultam opiniões de clientes e 14% escanearam um código QR (código de barras em 2D) de um anúncio ou artigo. No entanto, quando se trata de comprar pelo telefone, 84% dos entrevistados preferem fazer suas compras nas lojas.

O ponto claro desta pesquisa é que os smartphones estão se tornando o equipamento mais importante dos usuários”, afirma Arturo Pereira, diretor de marketing e desenvolvimento de negócios da unidade de comunicação da Oracle para a América Latina. Alguns exemplos: o estudo indica que 84% dos entrevistados disseram que seus provedores de serviços móveis fazem um bom trabalho.

Mas 54% afirmam que estes provedores não conseguem lhes fornecer as ferramentas necessárias para que eles gerenciem o uso mensal que fazem do serviço. Em relação aos planos, apenas 8% têm planos de dados familiares, e 31% estariam interessados em adquirir um. Outro ponto: embora pareçam satisfeitos, 74% dos usuários disseram que trocariam de provedor, se o concorrente oferecesse preços melhores.

Pereira lembra que a tendência de crescimento no uso de mobilidade vai exigir mudanças em várias frentes. Os provedores de serviços precisarão se adaptar às necessidades deste novo cliente, que não usa mais apenas voz e SMS. "Com mais e mais equipamentos e serviços sendo agregados à rede, os provedores precisam se preparar para crescer e competir em um ambiente mais complexo. Eles precisarão continuar trabalhando para garantir redes e sistemas de back-end escaláveis, seguros e abertos aos desenvolvedores”, prevê.

Do ponto de vista das corporações, o cuidado não deve ser menor, uma vez que as expectativas dos usuários em relação aos serviços móveis em breve se estenderão também aos aplicativos corporativos. “É importante conhecermos o mercado de mobilidade, uma vez que nossa experiência demonstra que 50% das adoções de soluções corporativas começam com os clientes”, completa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Expedição WDC ABRANET visita Nova Xavantina nesta sexta-feira



Água Boa News - 24/11/2011

Realidade da internet brasileira será conhecida nas 100 cidades que a Expedição visitará

Desde 26 de outubro, começou a ser traçada uma radiografia da realidade da internet brasileira. A Expedição WDC/Abranet começou sua jornada onde serão percorridos 25 mil km para visitar 100 cidades em todas as regiões do país, umas que serão beneficiadas com a implantação do PNBL através da Telebrás, e outras que são as cidades que mais crescem no país.

O trecho 1 da Expedição será realizado no Centro-Oeste e passará por 25 cidades, nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A largada foi em Brasília e seguiu rumo a Santo Antônio do Descoberto, primeira cidade atendida pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). As demais cidades a serem visitadas pela Expedição na região centro-oeste serão: Alexânia (GO), Anápolis (GO), Goiânia (GO), Rio verde (GO), Jataí (GO), Barra dos Garças (MT), Nova Xavantina (MT), São Felix do Araguaia (MT), São José do Xingu (MT), Peixoto de Azevedo (MT), Colíder (MT), Sinop (MT), Sorriso (MT), Nobres (MT), Cuiabá (MT), Chapada dos Guimarães (MT), Jaciara (MT), Rondonópolis (MT), Coxim (MS), Campo Grande (MS), Bonito (MS), Rio Brilhante (MT)e finalizará em Presidente Prudente (SP)...

Nessas visitas, a WDC e seus patrocinadores pretendem mobilizar a comunidade local, os empresários, as autoridades e a mídia para que entendam a importância de se ter o acesso Banda-Larga de qualidade e os benefícios para a população desse serviço...

“Essas visitas não pretendem ser apenas técnicas, queremos ver in-loco a realidade, vamos tirar uma radiografia da internet e também saber como está o sentimento da segurança nessas cidades, ao final teremos muita informação para compartilhar com o governo, patrocinadores, mídia em geral, e assim contribuir para melhoria da infraestrutura do país, “ comenta Vanderlei Rigatieri, diretor geral da WDC e que acompanhará 100% da expedição .

Carro da Expedição: laboratório móvel
O carro da Expedição WDC/Abranet é um verdadeiro laboratório-móvel. É nele que estão todos os equipamentos que serão responsáveis pelos testes e que documentarão o dia a dia da Expedição. Os equipamentos presentes no carro são:
Sistema de CFTV-IP - A pick-up está equipada com 4 câmeras Sony de alta definição (HD) com visão panorâmica da área externa frontal, traseira e interior da cabine e 1 (com visão de Piloto e co-piloto) com suporte ao protocolo SIP da Grandstream, sendo possível comunicação bi-direcional de áudio. O Servidor é apropriado para veículo (vibração) com software de gerenciamento NUUO, que possibilita a gravação da imagem e áudio das câmeras.

Sistema de análise de espectro - A Pick-up está equipada com 2 rádios que farão anáise de espectro. São rádios do modelo Bullet da Ubiquit, um em frequência 2.4ghz e outro em 5.8ghz. Com esses rádios é possível identificar sinais de rede, criando um índice de quantos provedores atuam nas cidades e qual a qualidade dos sinais disponíveis.

Rede local - O carro está equipado com uma rede local gerenciada por uma RB-493G Mikrotik, interligando todos os dispositivos, desde o sistema de CFTV-IP passando pelos rádios de analise de Espectro ao sistema de wi-fi.

Acesso a internet - A rede local conta com um roteador capaz de prover acesso a internet via 3G, dessa forma, toda a rede terá acesso a internet, inclusive disponibilizada através de wi-fi para seus ocupantes.

Análise de 3G - com a disponibilidade de um roteador com suporte a 3G, será feita análise de sinal 3G das principais operadoras do Brasil (Vivo, Claro, Tim e OI).

Plataforma online
A Expedição conta uma plataforma de comunicação on line www.expedicaowdc.com.br que atualizará o mercado, patrocinadores, seguidores. O Facebook foi escolhido para receber o hotsite da Expedição e todos os outros canais convergirão para ele. Será uma plataforma integrada para facilitar a interação com os fãs da Expedição.

Patrocinadores e apoio
A EXPEDIÇÃO é uma realização da distribuidora WDC Networks e tem como patrocinadores as empresas: Abranet, Telebrás, Radwin, Sony, Samsung, Fiber Home, Ubiquiti, Pelco, NUUO, Radiomaxbr, Grandstream. Apoio da: CDNBR, Neger Telecom, Trópico Comunicação, STD:Ó Editoração Eletrônica, Globalmap e Travel Plus.

Bernardo apresentará projeto de anel ótico a Ministros de Comunicações da America do Sul

MiniCom - 24/11/2011

O Ministro das Comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, apresentará aos colegas da América do Sul, durante reunião dos ministros de Comunicação dos países da UNASUL, que ocorrerá no próximo dia 29.11, na Sala Santiago Dantas, no Itamaraty, o Projeto de Anel Ótico para interconexão dos países da região.

O Anel poderá reduzir os custos das transmissões de dados entre os países e, portanto, diminuir o preço final dos serviços de internet às comunidades sul-americanas. Os Ministros que estarão presentes concordam inteiramente com a necessidade de expandir, nos próximos anos, as interligações entre os países da região e as saídas internacionais por meio de cabos submarinos.

Já estão confirmados os ministros de Transportes e Telecomunicações do Chile, Pedro Pablo Errázuris; o Ministro de Tecnologias da Informação e Comunicação da Colômbia, Diego Molano Veja; o Ministro de Telecomunicações e Sociedade de Informação do Equador, Jaime Guerrero Ruiz; o Secretário de Comunicações do Paraguai, Augusto dos Santos; o Vice-Ministro de Transporte e Comunicações do Peru, Raul Perez Reyes e o Ministro de Indústria, Energia e Minas do Uruguai, Roberto Kreimerman.

A Reunião de Ministros de Comunicação dos países da Unasul terá uma Sessão de Abertura, aberta à imprensa, onde falarão o ministro de Comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, o Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Antônio Patriota e a Secretária-Geral da Unasul, Embaixadora Maria Emma Mejía. Ao final do Encontro, o ministro Paulo Bernardo e a Secretária da UNASUL, Maria Mejía, concederão entrevista à imprensa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PNBL deve chegar a 4 milhões de domicílios da Região Sul em 2012

MiniCom - 23/11/2011

Cerca de 4 milhões de domicílios em 142 municípios da Região Sul devem ser atendidos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) até 2012. Essas e outras informações sobre a execução do PNBL na Região serão apresentadas pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, que participa nesta quinta-feira (24.11) do I-Business 2011, em Curitiba.

O evento é realizado pela Associação Nacional das Empresas de Soluções de Internet e Telecomunicações e reunirá provedores de internet e empresários da área de Tecnologia da Informação. Bonilha participará, às 16h30, de um debate sobre o PNBL, bem como da mesa de cerimônia de abertura, às 9h, que contará com a participação de autoridades como o governador do Paraná, Beto Richa, e o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.

Segundo o presidente da Telebras, dos 639 provedores licenciados na Região, 60% já manifestaram em aderir ao Programa. A demanda de banda nestas localidades atinge cerca de 20 Gb. Bonilha ressaltou que a parceria com a Eletrosul será fundamental para o atendimento destas localidades já que permitirá o compartilhamento de redes. O termo de cooperação entre ambas as empresas foi assinado no último dia 11 de novembro.

A expectativa é atender 91,25% dos municípios da Região Sul até 2017, viabilizando o atendimento de 95,48% da população com conexões do PNBL. Em todo o Brasil, a meta é chegar a 4.424 cidades (78,22%) para conectar com internet banda larga 90,25% da população do país.
Nova classe C dita os rumos da internet brasileira

46% da classe C têm acesso à internet, e 50% o faz via banda larga

Exame - 23/11/2011

São Paulo - Acontece em São Paulo a quinta edição do MediaOn, seminário sobre jornalismo online. Nesta quarta-feira, um dos paineis reuniu Renato Meirelles, diretor do Data Popular, Rodrigo Flores, diretor de conteúdo UOL, Alex Banks, diretor-executivo do Brasil e vice-presidente da comScore para America Latina, e Marcelo Coutinho, diretor de Inteligência de Mercado para América Latina do Terra, que mediou o encontro.

A conversa girou em torno do advento da chamada "nova classe C" brasileira, que já corresponde a quase 54% da população e movimenta R$ 1,03 trilhão por ano. "Com certeza é isso que impulsiona a internet", opinou Meirelles.

A web do Brasil, de acordo com dados divulgados por Banks, é a oitava no mundo em número total de visitantes únicos, com 45,2 milhões. Em questão de procura por notícias e informações, o país só perde para os Estados Unidos, pois 99,2% dos brasileiros estão atrás disso quando se conectam.

Com a relação entre ascensão das classes mais pobres para o patamar de "média" e a quantidade de pessoas que navegam, ficou a pergunta: o que deve-se mudar para atender a essa demanda?

Segundo Meirelles, 46% da classe C têm acesso à internet, e 50% o faz via banda larga. Essas pessoas, disse, também são mais otimistas do que as demais, portanto, estão sempre em busca de algo que lhes dê crescimento, nem que isso se dê via "jeitinho brasileiro". "Enquanto uma pessoa das classes A e B paga R$ 100 na sua banda larga, duas antenas de Wi-Fi atendem à COHAB inteira, pagando 'cincão' cada", explicou.

O executivo culpa o próprio mercado formal, que ainda não conseguiu dar conta da nova demanda. "A classe C paga por tudo o que ela acha relevante", disse, "e ela está acostumada a achar meios gratuitos para tudo o que ela acha relevante.


Um dos principais entraves enfrentados por aqui é a velocidade da internet, já que as operadoras de telefonia são obrigadas a entregar somente 10% da banda contratada. "Isso tem nome: é picaretagem", criticou Meirelles. É por essa razão, afirma, que o consumidor vive procurando alternativas, mas, na sua opinião, o crescimento social deve ajudar a combater o problema.

Conteúdo focado

Não é mais a demografia que dita o mercado, é o comportamento. As notícias, por exemplo, são focadas na massa da população, que cada vez mais é ocupada pela classe média. Apesar de parecer incoerente, foi exatamente por isso que o UOL não mudou seu conteúdo, ele só foi adaptado.

"O UOL não produz conteúdo específico para a classe C, produz também para a classe C", explicou Flores. De casa, o portal é visitado por 69,9% dos internautas brasileiros, e o novo perfil não alterou em nada a ordem dos conteúdos mais acessados: bate-papo, esportes, televisão, celebridades, jogos, e-mail, notícias e rádio.

Para chegar a essa nova audiência, o portal apenas passou a investir mais nos assuntos de interesse geral. "Antigamente, a gente não podia colocar na primeira capa [do UOL] o que tivesse saído na Folha de S.Paulo porque quem acessava internet já tinha lido o jornal", contou.

Quando quer falar diretamente com a classe média, o UOL o faz por meio do BOL, que possui exatamente o mesmo conteúdo, mas com uma edição diferenciada, focada no jornalismo de serviço e de entretenimento.

No portal principal, não existe "popularização", contou o executivo, apenas um esforço para "facilitar a comunicação"

Conteúdo próprio

"Não há um programa de auditório que não tenha o 'top 10' da web", comentou Meirelles, "é a classe C pautando a TV aberta." Isso acontece porque as pessoas agora têm equipamentos eletrônicos e, também, conexão - seja em casa, no trabalho, na lan house ou via celular.

Houve uma explosão de blogueiros no Brasil, segundo Banks, um dos pontos fortes da web nacional. É mais gente disputando espaço com os grandes veículos, mas Flores disse que o UOL não pensa assim.

"Nunca vemos blogs como concorrentes, até porque eles repercutem conteúdo nosso ou viram pauta", disse. O portal, inclusive, não teme baixas na audiência e vê com bons olhos o conteúdo patrocinado, desde que não paute a Redação.
Decisão da CVM pode fazer Telebras antecipar conversão de ações

Insight - Laboratório de Ideias - 23/11/2011


Em 03 de agosto de 2010, a imprensa especializada noticiou que o governo havia traçado um plano ambicioso para a Telebras: levá-la ao Novo Mercado de ações da Bovespa. Segundo a matéria, o então presidente da estatal, Rogério Santanna afirmou que "A perspectiva que o governo trabalha é a de dar muita transparência a essa gestão, caminhando para o Novo Mercado".

O plano do governo e da Telebras era de longo prazo e, em até dois anos, passaria por quatro fases:
- diminuição do volume de ações em circulação, aglutinando-as em blocos maiores;
- criação de um Conselho de Administração com dois representantes da sociedade civil com notório saber na área e dois representantes dos acionistas minoritários;
- completamento dos quadros diretivos e gerenciais da empresa com profissionais reconhecidos pelo mercado, aproveitando a reestruturação da companhia para criar departamentos e processos de trabalho já focados nas boas práticas de governança;
- conversão das ações preferenciais em ordinárias.

Em janeiro de 2011, a primeira fase foi completada através do grupamento das ações na razão de dez mil por uma. Com isso, os 1,097 trilhão de papéis em circulação na Bovespa transformaram-se nos cerca de 109,7 milhões de hoje.

Durante seu processo de estruturação, a estatal elegeu dois conselheiros representantes da sociedade civil e de reconhecida expertise na área, bem como dois que representam os acionistas minoritários de cada classe de ação;

De 2010 para cá, a empresa praticamente completou seus quadros diretivos e gerenciais. Um dos últimos ajustes ocorreu no dia 22 de novembro último, quando a Telebras anunciou a substituição de seu diretor técnico, Antônio Carlos Alff, pelo engenheiro elétrico Vilmar José Pereira da Silva. Com isso, seus departamentos e processos já estão praticamente preparados para trabalhar com foco nas boas práticas da governança corporativa.

Em princípio, faltaria apenas a conversão das ações PN em ON, e nesse ponto é que havia um difícil obstáculo a ser superado. Vale recordar que o §1º do artigo 136 da Lei das S.A. dispõe que "a eficácia dessa deliberação depende de prévia aprovação, ou de ratificação, por titulares de mais da metade da classe de ações preferenciais interessadas, reunidos em assembléia especial convocada pelos administradores e instalada com as formalidades desta Lei". Com esta restrição, é relevante notar que a grande pulverização dos 21 milhões de ações PN da empresa tornava muito difícil supor a possibilidade de se reunir nos dias de hoje, em assembléia especial, os representantes de 10,5 milhões de ações.

Embora o Fundo Tamisa (Banco Cruzeiro do Sul) já detenha mais de 15% das ações preferenciais - que estão sendo adquiridas através de agressiva estratégia desencadeada a partir do final de 2010 - ainda assim ficaria difícil reunir os demais 35% necessários para realizar a assembleia especial requerida, haja vista a grande pulverização dos papeis entre os investidores.

No entanto, já há uma luz no final do túnel. A empresa Mundial S.A. anunciou na quinta-feira passada (17) ter conseguido a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para reduzir a participação mínima necessária de acionistas na assembleia que irá decidir sobre a conversão das ações preferenciais em ordinárias, uma das etapas que possibilita a migração da empresa para o Novo Mercado. Desde que cumpridas algumas exigências, o órgão regulador permitiu à Mundial diminuir o quórum para 25% dos preferencialistas.

Este fato novo pode fazer toda a diferença para Telebras, caso pretenda realizar o mesmo tipo de assembleia especial no curto prazo. Bastaria somar os mais de 15% de ações PN detidas pelo Fundo Tamisa com os totais em posse de alguns grandes investidores ou grupos organizados de acionistas, e já seria atingido o percentual mínimo de 25%.

Porém - e sempre há um "porém" - ainda resta uma questão a equacionar: a inexplicável diferença de valores entre as ações ON e PN, com aquelas sendo negociadas por quase o triplo do valor destas. De acordo com os padrões da CVM, esta absurda diferença inviabilizaria totalmente qualquer iniciativa da empresa em fazer a conversão, já que uma das classes de acionistas seria sensivelmente prejudicada, qualquer que fosse a fórmula proposta.

Assim, é possível esperar desdobramentos interessantes para o futuro próximo, no que diz respeito às ações da Telebras, já que o fato novo poderá impactar de maneira inesperada na estratégia da empresa e na dos grandes players que movimentam diariamente suas ações na bolsa de valores.
Internet ajuda na arrecadação [de impostos]

JC Online - 23/11/2011

Uma das ações de sucesso da Secretaria de Finanças é a disponibilização de alguns serviços pela internet. Em seu terceiro ano de funcionamento, a nota fiscal eletrônica (NFS-e) já é responsável por 52% da arrecadação do Imposto Sobre Serviço, no Recife, e já ultrapassou a emissão de 50 milhões de notas.

A medida em que a população vai conhecendo o método online de emitir suas notas fiscais, o número de cadastros aumenta. Segundo informações da secretaria, já são mais de 10,3 mil contribuintes autorizados a emitir a NFS-e. “As empresas com faturamento bruto anual a partir de R$ 240 mil são obrigadas a usar a NFS-e. Mas, desse total de contribuintes, 30% aderiram ao serviço, de forma voluntária, pela facilidade de ser tudo eletrônico e por não ter custos de confecção do talão de notas”, afirmou o diretor de administração tributária da Prefeitura do Recife, Antônio Gomes.

Além de facilitar a vida dos prestadores de serviços, a instituição da NFS-e beneficia também os seus clientes. Os tomadores de serviços que pedem a emissão da nota de forma eletrônica têm como retorno uma redução de até 50% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “A prefeitura devolve até 30% do imposto pago em forma de créditos para abater no IPTU”, disse o diretor.

Para o fisco municipal, a vantagem da popularização da NFS-e é porque essa modalidade facilita o monitoramento e a fiscalização, em tempo real, da contribuição do imposto. “Isso facilita a nossa relação com os contribuintes”, afirmou Gomes.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Telebrás negocia com Odebrecht participação no projeto de cabos submarinos

Ideia é que o projeto esteja concluído até a Copa de 2014 e que possa servir de alternativa aos cabos operados por empresas privadas

Exame - 22/11/2011

São Paulo - A Telebrás negocia com a Odebrecht Defesa a participação da empreiteira no projeto sul-americano de construção de cabos submarinos que ligarão a região aos EUA e Europa. O presidente da companhia, Roberto Simões, esteve reunido nesta segunda, 21, com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

Na chegada ao ministério, Simões disse que a participação da companhia ainda é muito embrionária e, por esse, motivo não existem detalhes que possam se divulgados no momento. Mais cedo, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, confirmou a negociação com a Odebrecht, mas ressaltou que ainda não existe nada fechado. Bonilha participou de reunião com o ministro Paulo Bernardo e com o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar.

Segundo Bonilha, diferentemento do projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) – em que a Telebrás se associará à Embraer através de uma joint-venture – no caso dos cabos submarinos trata-se de um projeto comercial e, por isso, não há restrição para a entrada de sócios no projeto. "Como projeto comercial ele é mais abrangente. Estamos estudando parcerias que possam ajudar a construtir os cabos", disse ele.

A ideia é que o projeto esteja concluído até a Copa de 2014 e que possa servir de alternativa aos cabos operados por empresas privadas com preços mais baixos na conexão IP internacional. Segundo Bonilha, a própria Telebrás seria um dos principais clientes desses cabos.

Satélites

O ministro Paulo Bernardo também se reuniu com o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, para tratar do Satélite Geoestacionário Brasileiro. A parceria com a Telebrás significa a entrada da companhia no mercado de satélites. Aguiar afirma que a experiência da Embraer na construção de aeronaves permite que a empresa faça a integração de sistemas satelitais, já que, segundo ele, muitos sistemas são "duais".

Caio Bonilha, da Telebrás, disse que "neste momento" não há a intenção de permitir a entrada de outros sócios na joint-venture para a integração do satélite. Questionado sobre a participação da Oi na operação do satélite, o executivo descartou a hipótese. Segundo ele, por se tratar de um projeto estratégico, já que parte da carga útil será destinada à Defesa, a operação ficará a cargo da Telebrás.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cabo submarino da Telebrás prevê terminações nos EUA, Europa e África

Teletime - 21/11/2011


Ainda são poucos os detalhes conhecidos sobre o projeto de cabo submarino que está sendo desenvolvido pela Telebrás e que pode ser feito em parceria com a Odebrecht, segundo informações passadas pelo presidente da estatal, Caio Bonilha, em reunião nesta segunda, dia 21, com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

Um dos aspectos importantes já anunciados pelo próprio ministro Paulo Bernardo é que o projeto pode ter participação de outros governos latino-americanos. Uma decisão sobre isso poderá inclusive ser tomada durante a reunião da Unasul, dia 29, em que ministros da América do Sul terão esse como um dos temas.

Sabe-se que o projeto inicial do cabo prevê um trecho ligando São Paulo e Rio de Janeiro à Argentina, uma conexão entre o Sudeste e Fortaleza e a saída internacional de Fortaleza para a América do Norte, passando pelo Caribe, e duas ramificações: uma conectando o Brasil diretamente à Europa, passando por Cabo Verde, e uma direta, chegando provavelmente em Angola, na África.

As negociações com os países africanos estão avançadas, e a experiência da Odebrecht em diferentes mercados africanos pode ajudar, eventualmente até em uma negociação para que o Brasil conseguisse uma saída para a Ásia.

O orçamento da Telebrás prevê, para os próximos anos, cerca de 40% do custo de construção do cabo. O restante teria que vir de parceiros. Estima-se em R$ 2,5 bilhões o projeto. Sabe-se que o objetivo da estatal é se tornar uma operadora tier 1, com capacidade de conexão direta aos principais pontos de troca de troca de tráfego sem precisar passar por intermediários. E o custo estimado pela Telebrás como razoável é de US$ 15 por Mbps na saída de Fortaleza, o que é menos da metade do preço cobrado hoje pelas operadoras de cabo submarino presentes no mercado. A capacidade final do cabo está estimada em cerca de 32 Tbps, começando em 2 Tbps.

No começo deste ano, a Oi negociava com a Angola Telecom um projeto de cabo submarino orçado em cerca de US$ 200 milhões interligando Brasil à África.
Odebrecht quer sociedade com Telebras em cabo submarino

Convergência Digital :: 21/11/2011

A Odebrecht está negociando com a Telebras uma possível participação no projeto de implantação de novos cabos submarinos. Nesse caso, entraria com parte do capital da empresa a ser criada – liderada pela estatal – para as novas saídas de Internet em direção aos Estados Unidos e Europa.

“Estamos conversando sobre uma possível participação da Odebrecht no projeto do cabo”, disse o presidente da Telebras, Caio Bonilha, após reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta segunda-feira, 21/11.

A ideia do projeto é garantir valores menores que os que os atuais nas conexões internacionais e beneficiaria não só o Brasil, mas outros vizinhos sulamericanos. “Nosso objetivo é termos preços mais baixos nas conexões IP”, afirmou Bonilha.

O projeto do cabo submarino está associado à interligação de redes sulamericanas o que, em essência, garantirá demanda para as novas conexões internacionais. Por isso, além da Odebrecht, outras parcerias podem se dar com empresas de outros países da região.

Isso porque há interesse de algumas delas de também entrarem no capital dessa nova empresa, responsável pela implantação e operação dos cabos submarinos. A parceria pode ser estendida, inclusive, à Angola Telecom, uma vez que os africanos foram pioneiras na discussão de uma ligação que beneficiasse Brasil e África.

Por outro lado, alguns dos países vizinhos demonstraram, até agora, que entrarão no projeto somente com a demanda pelo transporte de dados. Pelo menos foi essa a posição sinalizada pelo Chile, há um mês, durante reuniões com brasileiros.

Além desses arranjos, é provável que a Telebras precise montar uma empresa nos Estados Unidos para superar as limitações legais que exigem empresas norteamericanas na implantação de cabos submarinos naquele país.

Telebrás negocia com Odebrecht participação no projeto de cabos submarinos


Teletime - 21/11/2011

A Telebrás negocia com a Odebrecht Defesa a participação da empreiteira no projeto sul-americano de construção de cabos submarinos que ligarão a região aos EUA e Europa. O presidente da companhia, Roberto Simões, esteve reunido nesta segunda, 21, com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

Na chegada ao ministério, Simões disse que a participação da companhia ainda é muito embrionária e, por esse, motivo não existem detalhes que possam se divulgados no momento. Mais cedo, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, confirmou a negociação com a Odebrecht, mas ressaltou que ainda não existe nada fechado. Bonilha participou de reunião com o ministro Paulo Bernardo e com o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar.

Segundo Bonilha, diferentemento do projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) – em que a Telebrás se associará à Embraer através de uma joint-venture – no caso dos cabos submarinos trata-se de um projeto comercial e, por isso, não há restrição para a entrada de sócios no projeto. "Como projeto comercial ele é mais abrangente. Estamos estudando parcerias que possam ajudar a construtir os cabos", disse ele.

A ideia é que o projeto esteja concluído até a Copa de 2014 e que possa servir de alternativa aos cabos operados por empresas privadas com preços mais baixos na conexão IP internacional. Segundo Bonilha, a própria Telebrás seria um dos principais clientes desses cabos.

Satélites

O ministro Paulo Bernardo também se reuniu com o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, para tratar do Satélite Geoestacionário Brasileiro. A parceria com a Telebrás significa a entrada da companhia no mercado de satélites. Aguiar afirma que a experiência da Embraer na construção de aeronaves permite que a empresa faça a integração de sistemas satelitais, já que, segundo ele, muitos sistemas são "duais".

Caio Bonilha, da Telebrás, disse que "neste momento" não há a intenção de permitir a entrada de outros sócios na joint-venture para a integração do satélite. Questionado sobre a participação da Oi na operação do satélite, o executivo descartou a hipótese. Segundo ele, por se tratar de um projeto estratégico, já que parte da carga útil será destinada à Defesa, a operação ficará a cargo da Telebrás.

Odebrecht quer ser parceira da Telebras no satélite e cabo submarino

Tele.Síntese - 21/11/2011

O ministro Paulo Bernardo recebeu hoje também o presidente da Embraer, cuja joint-venture estará pronta este ano.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, conversou nesta segunda-feira (21) com os presidentes da Embraer Defesa, Luiz Aguiar, e da Odebrecht Defesa, Roberto Simões, sobre o projeto do satélite geoestacionário brasileiro. A expectativa de que o projeto da joint-venture entre a Embraer e a Telebras, para integração do satélite, esteja pronto até o início de dezembro.

Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, que também participou da reunião, a parceria com a empresa de aeronaves vale somente para a integração do satélite. Ele ressaltou que outros sócios poderão participar do empreendimento, mas apenas empresas de engenharia, o que eliminaria a possibilidade de entrada da Oi no projeto.

Bonilha disse, porém, que a operação do satélite ficará a cargo da Telebras. Assim como a operação dos cabos submarinos entre o Brasil e Estados Unidos e Europa, que também devem estar concluídos até 2014, antes da realização da Copa do Mundo de Futebol.

Para a construção dos cabos, a estatal está em tratativas com a Odebrecht Defesa, que deve apresentar um plano de negócios para permitir a entrada de outros parceiros. “As conversas, entretanto, estão embrionárias”, disse Simões.

O interesse da Odebrecht é também de participar do projeto do satélite. Segundo Simões, a empresa adquiriu o controle acionário da Mectron, que já é fornecedora de componentes de satélites no Brasil. “Nossa intenção é de fornecer esses componentes para o governo brasileiro”, disse.
Para Embraer, ação com Telebras é entrada no mercado de satélites

Convergência Digital :: 21/11/2011

A Embraer vai aproveitar a transferência de tecnologia no projeto conjunto do satélite geoestacionário, tocado pela Telebras, no campo aeronáutico em que já atua e com vistas a também entrar nesse novo mercado, específico dos satélites.

O presidente da Embraer Defesa, Luiz Carlos Aguiar, que fez nesta segunda-feira, 21/11, uma visita de cortesia ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a parceria com a Telebras está praticamente consolidada.

O próprio presidente da estatal, Caio Bonilha, que também participou da reunião, acredita que a nova empresa estará efetivamente formada até dezembro. A joint venture será responsável pela integração do satélite geoestacionário a ser lançado em 2014.

Os dois executivos sustentaram que nessa empresa conjunta, a participação será exclusiva da Telebras e da Embraer. “Essa empresa é o prime contractor contrado pela Telebras para fazer a integração do satélite, é essencialmente engenharia”, afirmou Bonilha.

A eventual participação de outros grupos – como a Oi, por exemplo –, se existir, seria na operação do satélite. A Telebras, porém, nega que essa participação acontecerá, até porque contraria o objetivo estratégico de manter o controle estatal sobre o projeto.
Investimento em telecomunicações para Copa deve chegar a R$ 60 bi

Planejamento da infraestrutura esbarra em definição pela Fifa de locais-chave para Mundial de 2014

Globo - 21/11/2011

O governo brasileiro estima que o investimento em telecomunicações até a Copa do Mundo de 2014 chegue a R$ 60 bilhões.

A grande maioria dos recursos será de empresas privadas, mas R$ 3,2 bilhões sairão de cofres públicos, divididos entre o Plano Nacional de Banda Larga e investimentos específicos para a Copa. A previsão é que a Telebras - empresa estatal - vá investir R$ 200 milhões na construção da infraestrutura necessária para que as rede de banda larga chegue aos pontos finais considerados fundamentais para a realização do Mundial, como estádios, centros de mídias e hoteis onde ficarão hospedadas as seleções e a equipe da Fifa
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Os números foram divulgados na reunião da chamada Câmara Temática de Infraestrutura, que reúne representantes do governo federal e das cidades-sede. A câmara é uma das nove existentes, que tratam ainda de assuntos como sustentabilidade, transparência, estádios e segurança pública na preparação para o Mundial.

O orçamento de R$ 200 milhões é, por hora, uma estimativa. Isso porque a Fifa ainda não passou ao governo uma lista definitiva desses locais. Segundo o gerente de projetos do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, José Gontijo, o governo brasileiro tem conversado com a entidade para tentar acelerar essa definição, que ainda passa por negociações comerciais. Alguns locais, no entanto, só serão definidos ao fim de 2013, como os centros de treinamento.

- Eu chego com a minha rede a Brasília, por exemplo, mas para que endereço eu tenho que ir? A Fifa tem que me dizer isso para eu fazer da melhor forma possível. A gente enviou uma correspondência à Fifa para solicitar essa informação, e eles disseram que vão fazer um cronograma de entrega de locais porque esses pontos estão sendo negociados. É tudo uma negociação comercial da Fifa com esses entes, mas ao mesmo tempo o governo precisa saber para fazer esse planejamento.

O gerente de grandes clientes da Telebras, Arthur Dayrell, também ressaltou o problema, e disse até que a demora na definição destes pontos de interesse pode prejudicar a qualidade da estrutura a ser fornecida. Em alguns casos, inclusive, o serviço de banda larga pode não ser fornecido por fibra ótica, mas por rádio.

- É uma briga constante, no bom sentido, em cobrar e exigir esses endereços, até sob pena de não atingirmos o nível exigido pela Fifa.

Outro problema encontrado até agora é na definição das responsabilidades de cada parte na infraestrutura. Para isso, o governo quer fazer, assim como já ocorre nas questões de mobilidade urbana, estádios e aeroportos, uma matriz de responsabilidades específica para telecomunicações. A relação com as sedes, entretanto, pode não ser tão tranquila. Durante a reunião da Câmara Temática, alguns representantes reclamaram da falta de clareza sobre a atuação do governo federal no setor e da separação mais exata das tarefas. Por outro lado, questionados por uma representante da Telebras, apenas três dos representantes das sedes presentes afirmaram ter lido o host agreement, documento que trata dos compromissos feitos pelas sedes em relação à Fifa. Um deles chegou a afirmar que "nunca havia sequer ouvido falar" do documento.

Internet 4G

A despeito dos problemas, o governo prevê que a internet 4G - muito mais rápida do que a banda larga atualmente disponível no Brasil, mas já oferecida na Europa e nos Estados Unidos - estará disponível nas 12 sedes já na Copa das Confederações. Isso porque a Anatel tem até abril do próximo ano para licitar a faixa de radiofrequência necessária à oferta do serviço, e o edital prevê que as empresas que vencerem a concorrência terão o prazo de um ano para que o serviço esteja à disposição nas sedes dos jogos.
Para Intel, Brasil teria 56 milhões de novos internautas com banda larga pré-paga 

Convergência Digital :: 21/11/2011 

Enquanto começa a admitir que o WiMAX fracassou no Brasil, a Intel prepara uma nova estratégia para incentivar a massificação da banda larga. 

Para a fabricante, em um país onde a telefonia é majoritariamente pré-paga, não há porque não se fazer o mesmo com as conexões 3G. “A banda larga pré-paga já é sucesso em outros países e deveria ser adotada no Brasil, que tem nesse modelo de negócios a maior parte dos celulares”, diz o presidente da Intel no país, Fernando Martins. 

Em agosto, em entrevista exclusiva para o Convergência Digital, John Davies, diretor geral do programa Intel World Ahead, antecipou a decisão da fabricante em fomentar a massificação da banda larga por meio do modelo pré-pago. O executivo, inclusive, teve uma audiência com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Também se mostrou disposto a negociar com as operadoras de telecom e a fomentar, por meio de ações de marketing, apoio financeiro para a decolagem do projeto. 

Paralelamente, a fabricante já admite que vai suportar o LTE no Brasil e que, por aqui, “falhou com o WiMAX”, como explicou Martins. “Defenderemos a tecnologia que tiver”, disse ele. O movimento pela internet pré-paga faz sentido para uma empresa que calcula triplicar o faturamento no Brasil – e que vive essencialmente dos chips e desenvolvimentos para computadores. “As pessoas buscam o computador para acessar a Internet, mas no Brasil a banda larga é um problema, uma barreira à adoção de tecnologia”, diz o diretor de expansão de mercado da Intel, Fabio Tagnin. Modelos de Internet pré-paga foram adotados na Índia, Indonésia, Sri Lanka, Quênia e Vietnã. “Em alguns países, como o Sri Lanka, o pré-pago fez dobrar o número de usuários em um ano”, diz Tagnin. 

Em geral, os consumidores compram cartões que dão direito a uma certa quantidade de tráfego, exatamente como na telefonia pré-paga – e sem o compromisso de uma assinatura mensal. Aí estaria o sucesso, segundo a Intel, pois a banda larga pré-paga funcionou como instrumento para que o custo mensal com Internet ficasse em US$ 10. “Na Indonésia, a US$ 10 por mês o número de usuários cresceu em 37 milhões. No Brasil, esse mesmo parâmetro permitiria incluir 56 milhões a mais de pessoas”, calcula o diretor da Intel. A fabricante reconhece, no entanto, que há resistências das operadoras. Por exemplo, há dúvidas sobre como seria coberto o custo do modem móvel sem uma assinatura mensal.
Sedução digital

Eletroeletrônicos estão no topo das preferências. Algumas pessoas trocam de modelo antes de pagá-lo

Correio Braziliense - 21/11/2011

Cada vez mais acessíveis à classe C, os produtos eletrônicos seduzem diariamente milhões de consumidores no Brasil, alcançando a condição de verdadeiros fetiches entre os mais jovens. É o caso do professor de educação física Pedro Jardim, 20 anos, que nem sequer terminou de pagar as prestações do celular e já pensa em usar o 13º salário para trocá-lo neste Natal. Nos últimos dois anos, ele levou para casa notebook, smartphone e GPS. A última aquisição foi um tablet.

"Estava muito barato e resolvi comprar, até por uma questão de praticidade. É mais leve e fácil de carregar para qualquer lugar", justifica Jardim, morador de Taguatinga. Na sua avaliação, o consumidor se deixa levar por modismos. "Se há um lançamento, por exemplo, e os outros compram, também acabo ficando com vontade de ter." O professor, porém, se define como um comprador exigente. "Prefiro pagar mais caro e levar um produto de qualidade, pois artigos eletrônicos não duram muito tempo. Comprei um aparelho no início do ano e ele já está dando problemas."

Seu esforço é para obter uma melhor relação custo-benefício. "Se o mesmo produto tem desconto em sites de compra coletiva ou no próprio revendedor, não penso duas vezes em ficar com o mais barato", afirma. De toda forma, ele lembra que a larga oferta de crédito aproxima o brasileiro da tecnologia. "Hoje em dia, até com o nome sujo conseguimos dinheiro em qualquer banco e são muitas as facilidades oferecidas pelas lojas, que dividem o valor em até 12 vezes", resume.

O economista Ricardo Rocha, da Fundação Vanzolini, observa que há dados curiosos na forma como a classe C apresenta suas demandas ao comércio, seguindo uma escala de necessidades aparentemente contraditória. "Pesquisas recentes mostram que os bens adquiridos pela empregada doméstica para equipar seu lar são os mesmos ou até superiores aos de sua patroa. Isso ocorre porque os consumidores emergentes adentram numa seara de sonho reprimido", detalha. O professor ainda faz uma brincadeira. "Para aqueles que torcem o nariz, aviso: a classe C está, sim, no Facebook."

Rocha acredita que públicos agora amadurecidos na experiência de consumir estão dando um passo na ambição de "tatear o mundo dos ricos" sem fazer as contas do preço pago no fim. Ele não tem dúvida de que o Natal deste ano será melhor do que o imaginado pelo próprio comércio.

domingo, 20 de novembro de 2011

TV paga está mais acessível

Concorrência reduz preço dos pacotes e torna mais popular um serviço que há pouco tempo era só para ricos

JC Online - 20/11/2011

Uma conjunção de fatores positivos deixa a TV por assinatura cada vez mais acessível às famílias. Em dois anos, o número de pernambucanos dispostos a pagar mensalidades para ter uma alternativa à TV aberta dobrou. Passou de 98 mil em 2009 para 200 mil assinantes no segundo trimestre deste ano. E o ritmo do crescimento só tende a aumentar.

As regras mudaram e deixaram o mercado mais competitivo, atraente para empresas de outros setores, como as de telefonia. Elas veem neste segmento um novo e rentável negócio. Para o cliente, a movimentação reduziu os preços. Os valores médios dos pacotes básicos (leia arte abaixo) caíram 11% de 2009 para cá. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Embratel é um exemplo da mudança no mercado. Originária do ramo da telefonia, oferece hoje o pacote mais competitivo do setor. Por R$ 39,90 entrega, promocionalmente por seis meses, um mix de 81 canais de televisão (depois deste período o valor sobe para R$ 49,90). Outra companhia que representa bem a fase de mudanças é a Sim TV. Proveniente da TV a cabo, a operadora oferta banda larga de 1 mega e 26 canais de televisão por R$ 49,90. “Mas sem pegadinha”, diz o presidente nacional da Sim TV, Carlos Alberto Becker, se referindo às promoções temporárias da concorrência, que segundo ele “exigem fidelidade por 12 meses”.

Na briga pelos consumidores, as empresas não miram apenas a TV. Como todas operaram com telefonia e internet, o objetivo é unificar pacotes e conquistar toda a família. Diante de tanta oferta, antes de escolher sua operadora, leia os contratos, tire dúvidas e, se sentir lesado, nunca deixe de reclamar.

Estratégia é incluir web, TV e telefone no pacote

Em meio à concorrência acirrada entre as empresas, há o interesse comercial de unir vários produtos em um só. Com isso, tenta-se contemplar toda a família Além do clima de rivalidade, melhoria de renda e redução de preços, há um outro componente na estratégia das empresas: aguçar a curiosidade das pessoas. E estão conseguindo.

“Gostamos de ver filmes e canais esportivos. Um dos fatores que nos fez assinar uma televisão foi o preço. Antes ficava pesado no orçamento. Hoje dá pra pagar sem problemas”, comenta o policial civil Gilberto Nascimento de Moura, ao lado da esposa, Gesilda. Eles passaram a pagar para assistir televisão há menos de um ano.

Uma das grandes novidades do setor no Brasil é que empresas de capital estrangeiro poderão investir em companhias de TV a cabo, participação proibida até a aprovação do Projeto de Lei 116 pelo Congresso este ano e já sancionado pela presidente Dilma Roussef.

Na prática, as empresas serão estimulas a investir nos cabos de fibra ótica, por onde vão passar os pacotes de televisão, os dados de internet banda larga e os serviços de voz de telefonia. As empresas terão mais liberdade de oferecer pacotes de múltiplos serviços. Não haverá mais distinção entre empresa de telefonia, de banda larga ou TV a cabo.

Mas mesmo antes da mudança de regras, o setor já vem experimentando um aquecimento na competição. Por mais de 10 anos a Anatel não deu licenças para novas empresas de TV a cabo. Havia uma demanda reprimida e a solução encontrada pelo mercado foi investir na tecnologia DTH (do inglês direto para casa). Nela, o sinal é distribuído via satélite. O grande ícone deste setor é a DirecTV, que adquiriu a marca Sky e, curiosamente, deixou de usar a própria marca. É esta a tecnologia usada pelas anteninhas circulares que vemos em casas e prédios. Nos últimos dois anos, as empresas de DTH passaram de 37,2% do mercado para mais de 52%, dominando um mercado que antes era majoritariamente distribuído por cabo.

“Houve forte crescimento do DTH, principalmente puxado pela Embratel. A Sky veio junto. Isso aconteceu principalmente nas áreas onde a TV a cabo não é forte. De 9 meses para cá, mais de 50% dos acessos de TV passou do cabo para a tecnologia DTH”, resume Eduardo Tude, diretor do Teleco, site especializado no mercado de telecomunicações. Para ele, a ampliação da tecnologia da anteninha foi o principal fator de crescimento do mercado de TV paga no Brasil, o que trouxe os preços para baixo.