sábado, 19 de novembro de 2011

SECT Telebrás e Iplan Rio celebram convênio no CONIP RIO 2011

O convênio permitirá o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento de redes.

SECT - 19/11/2011

A Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia, a TELEBRÁS e o IPLAN RIO firmaram ontem (18/11) um convênio de cooperação técnica para o desenvolvimento de infraestrutura na área de telecomunicações para a Cidade do Rio de Janeiro.

O convênio permitirá o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento de redes, em especial, aqueles relacionados ao atendimento das demandas de conexão que a cidade do Rio de Janeiro terá ao sediar competições e eventos internacionais .

A assinatura do convênio aconteceu durante o 17º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública – CONIP 2011, no Centro de Convenções Sul América, na Avenida Paulo Frontin, 1, Cidade Nova.
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IplanRio firma parceria com a Telebrás para a implantação de uma rede mais rápida

Portal da Pref. Munic. do RJ - 14/07/2011

A Empresa Municipal de Informática (IplanRio) firmou convênio com a Telebrás para a implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem como objetivo fomentar e difundir o uso e o fornecimento de bens de tecnologias de informação e comunicação.

Este acordo foi firmado ontem, dia 13, em Brasília, e contou com a presença do diretor-presidente da IplanRio, Ricardo de Oliveira, do diretor de Tecnologia, Ricardo Sigaud, do presidente da Telebrás, Caio Bonilha, e do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Em maio, a IplanRio já havia fechado um Convênio de Cooperação com a Telebrás para possibilitar o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento de redes, em especial, aqueles relacionados ao atendimento das demandas de conexão que a cidade do Rio de Janeiro terá ao sediar competições e eventos internacionais, como a Rio+20 e os Jogos Olímpicos de 2016. Neste momento, está em fase de detalhamento e captação de recursos, a implantação de uma nova Rede de Fibra Ótica na Prefeitura do Rio.

A IplaRio é responsável por prover serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aos órgãos municipais do Rio de Janeiro com responsabilidade ambiental, garantindo-lhes segurança, qualidade e disponibilidade.
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PARCERIA COM A TELEBRÁS POSSIBILITARÁ A IMPLANTAÇÃO DE UMA REDE ULTRARRÁPIDA PARA A PREFEITURA

Convênio de Cooperação assinado entre a IplanRio e a Telebrás permitirá o desenvolvimento de projetos de rede urbana para o atendimento de demandas de conexão e, também, para acesso à internet.

Rio Prefeitura/IplanRio - 14/07/2011

O Diretor-Presidente da IplanRio, Ricardo de Oliveira e o Diretor de Tecnologia, Ricardo Sigaud participaram ontem, 13 de julho, de cerimônia em Brasília com a presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo e o Presidemte da Telebrás, Caio Bonilha, para a implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) no Rio de Janeiro, programa que tem como objetivo fomentar e difundir o uso e o fornecimento de bens e serviços de tecnologias de informação e comunicação.

A Empresa Municipal de Informática – IplanRio, firmou no mês de maio um Convênio de Cooperação com a Telebrás que possibilitará o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento de redes, em especial, aqueles relacionados ao atendimento das demandas de conexão que a cidade do Rio de Janeiro terá ao sediar competições e eventos internacionais. É o caso da Copa das Confederações e, 2013, o Rio +20 em 2012 e os Jogos Olímpicos em 2016.

Neste momento está em fase de detalhamento e captação de recursos, a implantação de uma nova Rede de Fibra Ótica na Prefeitura.

A IPLANRIO é responsável por prover serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aos órgãos municipais do Rio de Janeiro com responsabilidade ambiental, garantindo-lhes segurança, qualidade e disponibilidade.
Tablets para 170 mil estudantes

Iniciativa inédita nas escolas públicas do País terá investimento de R$ 170 milhões. Entrega dos computadores será entre março e julho para o ensino médio

Equipamentos que permitem acesso à internet e às redes sociais serão entregues até julho aos alunos dos 2º e 3º anos

JC Online - 19/11/2011

Cerca de 170 mil alunos de 2º e 3º anos do ensino médio das escolas estaduais vão receber, no próximo ano letivo, um tablet, computador portátil que permite acesso à internet e às redes sociais. A iniciativa é inédita nas escolas públicas do País. A entrega dos equipamentos acontecerá entre os meses de março e julho e representará um investimento da ordem de R$ 170 milhões. Hoje, o governo do Estado publica no Diário Oficial o edital de licitação para a compra dos tablets.

O Programa Aluno Conectado foi lançado ontem pelo governador Eduardo Campos, em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas. A princípio, os equipamentos serão concedidos aos estudantes em regime de empréstimo, enquanto estiverem matriculados no ensino médio estadual. Aqueles, entretanto, que alcançarem a aprovação no 3º ano do ensino médio não vão precisar devolver os tablets. Eles receberão, ao final do curso, um termo de doação do equipamento.

“Estamos trabalhando para estabelecer um outro padrão de educação e de acesso à informação. Para muitos alunos, esse será o primeiro computador da família. O uso da tecnologia é fundamental não só para estimular a aprendizagem em sala de aula, mas para preparar melhor o aluno para os desafios profissionais”, afirmou o governador.

Os computadores terão especificações de segurança para inibir a ação de assaltantes. Eles terão um chip de localização e poderão ser desconfigurados e inutilizados, em caso de roubo. Além dos livros escolares em formato digital, os tablets também contarão com softwares educativos. O governador ressaltou que o uso do equipamento também terá um reflexo importante na redução da evasão escolar. “É um incentivo a mais para o estudante permanecer na sala de aula.”

Curso técnico
Ontem, o governo do Estado lançou também o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), uma iniciativa do governo federal, em parceria com a Secretaria de Educação, Senai, Senac e Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Serão oferecidas 6.897 vagas para 85 cursos de qualificação, em 24 municípios pernambucanos.

Poderão se inscrever no programa alunos dos 2º e 3º anos do ensino médio, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do projeto Travessia. A pré-matrícula começa na próxima segunda-feira e segue até sexta (25), em uma das 100 escolas estaduais cadastradas no programa. Após esse período, serão selecionados os primeiros inscritos, de acordo com total de vagas oferecidas para cada curso.

A matrícula definitiva acontecerá de 28 de novembro a 2 de dezembro nas instituições que ministrarão os cursos: Senai, Senac e IFPE. Os interessados devem levar CPF, carteira de identidade, duas fotos 3X4, comprovante de residência e documento comprobatório de que faz parte do público-alvo do Pronatec (comprovante de matrícula na rede estadual de ensino). O início das aulas está previsto para 5 de dezembro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

[Na Anatel] Sangue novo, ideias tradicionais

Band - Mariana Mazza - 18/11/2011

Depois de um ano com sua composição desfalcada, o Conselho Diretor da Anatel voltou hoje a ter cinco conselheiros com a posse de Marcelo Bechara e Rodrigo Zerbone. A dupla posse foi realizada na sede da Anatel e atraiu mais gente do que o evento que selou a promoção de João Rezende à presidência da agência. Além da presença de executivos das empresas de telecomunicações e ex-conselheiros da Anatel, o evento contou com a participação de muitos representantes de empresas de radiodifusão e do sistema de defesa da concorrência.

A carreira dos dois novos conselheiros explica as aparições fora do tradicional. Bechara tem grande proximidade com as empresas de radiodifusão, relação cultivada na época em que ficou à frente da área jurídica do Ministério das Comunicações e da organização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Zerbone trabalhou no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) antes de entrar na Anatel. O presidente do Cade, Fernando Furlan, fez questão de comparecer na posse do ex=pupilo.

Os discursos de ambos foram focados em agradecimentos aos colegas e amigos. Nada de promessas de atuação em questões específicas do setor durante a cerimônia. Após a posse, o foco das entrevistas foi a reforma, defendida pelos dois novos conselheiros, do sistema de fiscalização e sanção da Anatel.

Mas vendo dois jovens ascenderem ao comando da Anatel - Bechara tem 32 anos e Zerbone, 30 anos = é inevitável a expectativa de que visões novas sejam trazidas para o setor de telecomunicações. Se bem que, às vezes, a defesa da tradição do modelo de telecomunicações acaba sendo melhor do que algumas ideias inovadoras que circulam por ai.

Em uma conversa com Zerbone após sua sabatina no Senado Federal, realizada no início do mês, fiquei surpresa com as posições do novo conselheiro sobre o espinhoso assunto dos bens reversíveis. Ao contrário do que eu imaginava, Zerbone não parece concordar com a "modernização" do controle dos bens, defendida por quase todos dentro da Anatel, especialmente pelo novo presidente da autarquia. O conselheiro defendeu que a Anatel enfrente a questão, ao invés de procurar subterfúgios para não controlar esse patrimônio e, em suas palavras, a "função pública" desses bens. "É fundamental que a Anatel não fuja do tema por medo de enfrentá-lo", resumiu.

Zerbone defendeu que, independentemente da visão escolhida pela agência - se patrimonialista ou estratégica - é preciso se debruçar na criação de um sistema que garanta um controle ágil dos bens. "Se houve alguma irregularidade e, pelo visto, houve, isso vai ter que ser regularizado. Não dá para fugir do que se fez", afirmou, fazendo referência aos relatórios de fiscalização produzidos pela própria Anatel que mostram a venda dos bens pelas teles sem o aval da agência.

O novo conselheiro não se declarou nem pró nem contra o controle patrimonialista dos bens - "Particularmente, não gosto dessas classificações" -, mas demonstrou um certo receio com as iniciativas de exterminar o conceito de bens reversíveis, defendido por várias pessoas do setor e que já até foi materializado em um projeto de lei de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA). Para ele, só seria possível acabar com esse conceito "se for criado outro método para garantir a continuidade dos serviços de telefonia". E qual seria esse outro método? Zerbone confessou que não sabe como algo assim poderia ser feito. "Teria que se rediscutir todo o modelo das telecomunicações", avaliou.

Os aspectos ponderados pelo novo conselheiro são muito importantes para a discussão dos bens reversíveis. E é positivo que Zerbone tenha uma visão mais tradicionalista ao avaliar o assunto. Nesse setor, nos acostumamos a achar que tudo que é moderno é bom, mas nem sempre é assim. A questão da garantia da continuidade é fundamental. É um dos pilares do modelo de telecomunicações. E é por isso que existe a figura da reversibilidade, como bem lembrou Zerbone.

Em tempos onde a "modernização" virou palavra de ordem dentro das telecomunicações, é sempre bom lembrar do que queríamos quando privatizamos a Telebrás: que a oferta de telefone fosse universal, contínua e com preço justo. Não me parece que permitir que as concessionárias assumissem milhares de bens comprados com dinheiro público e necessários para a oferta do serviço fizessem parte do plano. Quem sabe o mais jovem conselheiro da Anatel possa dar essa aulinha de história para a agência reguladora.
A internet das coisas vem aí?

No futuro, qualquer coisa poderá ter uma presença on-line, gerando dados que poderiam ser usados de formas inimagináveis.

IDGNow - 18/11/2011

O calcanhar da chuteira foi um dos primeiros exemplos da Internet das Coisas, mas Andrew Duncan não sabia disso na época. "Minha namorada foi capaz de me ver na tela do computador quando fiz uma caminhada de cinco quilômetros", lembra Duncan, um consultor de tecnologia de Los Angeles, que participava de uma caminhada para angariar fundos para combate ao Alzheimer, em novembro de 2010.

Seu sapato, equipado com GPS, é da GTX Corp e custa 299 dólares, com uma assinatura mensal wireless. Esse é um exemplo amplamente previso da Internet das Coisas, em que qualquer coisa com inteligência (incluindo máquinas, estradas e edifícios) terá uma presença on-line, gerando dados que poderiam ser usados de formas inimagináveis atualmente. Observadores da indústria discordam apenas que estamos longe disso e ficção científica melhor retrata o que está vindo.

"Qualquer coisa inteligente teria uma presença on-line", diz o analista da ABI Research, Sam Lucero.

O Chief Futurist da Cisco, Dave Evans, concorda. Ele prevê 50 bilhões de aparelhos conectados até 2020, e as redes sociais para conectá-los. "Nos próximos anos, qualquer coisa que tenha um interruptor on-off estará na rede", diz ele. "Prevejo que ocorrerá em praticamente todos os setores e fluxos da vida."

E essa grande onda já começou...

"Há várias indústrias em que a Internet das Coisas está acontecendo", diz Steve Hilton, de uma consultoria sediada em Londres, Analysis Mason. Está acontecendo nas áreas de energia e utilities, automóveis e transporte, e segurança e vigilância. Há um "pouquinho na saúde", acrescenta. Se você incluir o leitor de e-books como o Kindle, que já está acontecendo no campo do consumidor.

Ainda não estão acontecendo, diz ele, na linha branca de eletrodomésticos. "Os vendedores querem, mas eu não acho que vai ser um grande mercado", diz Hilton. "Se custa um extra de 150 dólares, você compraria? Nesse caso, a tecnologia está à frente da demanda do mercado."

A vice-presidente da IBM Research, Katharine Frase, pergunta o que os modelos de negócio poderiam desenvolver para a máquina de lavar roupa, o termostato e o aquecedor de água serem geridos em conjunto, por qualquer consumidor. "Nós vemos uma disposição das pessoas em compartilhar informações entre si se vão receber algo de volta. Se houver algum benefício, como se souber que posso reduzir a conta de energia quando eu estou tomando banho, então pode ser OK".

"Os investimentos estão sendo feitos agora", acrescenta o gerente de produtos da Microsoft Windows Embedded, Kevin Dallas, que se recusou a dar exemplos específicos. "Estamos vendo isso em todas as indústrias, e vamos começar a ver os resultados nos próximos dois a três anos."

Dallas prevê vários possíveis cenários de futuro próximo com base na Internet das Coisas:

Como membro de um programa de fidelidade, você envia sua lista de compras a uma loja. Recebe uma tag RFID na chegada, e os sinais digitais de exibição em rede da loja vão direcioná-lo pelos corredores, de item para item, para encontrar o que você precisa. Sua geladeira monitora o seu conteúdo e faz sugestões para reabastecimento (refrigeradores com conectividade já estão no mercado, incluindo um da Samsung, mas para Hilton, atualmente não há demanda de mercado)

Seu carro prevendo para onde vai e com sugestões se você perguntar qual posto de gasolina mais próximo, utilizando os dados da nuvem. (Toyota e Microsoft já estão construindo serviços como esses.) Seu carro, adicionalmente, monitora suas funções internas e oferece conselhos de manutenção, como o OnStar, uma facilidade de diagnóstico remoto que já é oferecida pela General Motors e, agora, por fabricantes de outros carros. Seu carro pode ter uma caixa-preta de dados que podem ser submetidos à sua companhia de seguros, em um esforço para obter taxas reduzidas, assumindo que os dados constituem evidência de uma condução segura. Um número de empresas de seguro do carro já oferece políticas de uso de dados coletados por um instrumento montado no carro. Seu carro pode enviar-lhe um aviso, se o adolescente estiver dirigindo numa determinada velocidade, ou por meio de um especificado "geo-fence", como pode agora ser feito com certos dispositivos.

"Depois de três ou quatro anos, irá além de varejo, e depois de dez anos toda a nossa vida será diferente do que podemos imaginar agora", prevê o estrategista da Compass Intelligence, uma empresa de consultoria em Scottsdale, Arizona, Kneko Burney."Em dez anos, não vai ser estranho ter um fone de ouvido de telefone celular embutido no próprio ouvido."

Na China, o premiê Wen Jiabao fez da Internet das Coisas uma meta nacional, observa o professor do MIT, Edmund W. Schuster, que trabalha no Auto ID Center da universidade. "Os chineses veem como parte fundamental de uma sociedade harmoniosa, especialmente aquilo que tornaria mais fácil coordenar os serviços nas cidades densamente povoadas", diz Schuster. Além disso, o governo municipal de Wuxi, um subúrbio de Xangai, anunciou a intenção de construir um parque temático baseado em Internet das coisas.

Origem no M2M

A Internet das coisas começou há cerca de 15 anos com a ideia das tecnologias machine-to-machine (M2M) para monitorar ativos remotos. A maioria acabou extinta com as redes proprietárias, explica Alex Brisbourne, chefe do Kore Telematics, um provedor de serviços sem fio. A mudança para a Internet das Coisas iniciou em 2001, "quando começamos a ter os IP (Internet Protocol) oferecidos por meio de redes de telefonia celular", lembra ele.

"A Internet das Coisas é um termo mais novo, mas significa o mesmo que M2M", concorda o analista da Research Beecham, Bill Ingle. "As operadoras têm se interessado em M2M nos últimos dois anos como outra fonte de receitas, quando o mercado de voz começou a saturar."

Lucero, da ABI Research, acrescenta que há uma sobreposição considerável entre a Internet das Coisas, M2M, RFID, medidores inteligentes, redes de sensores diversos e sistemas de controle industrial e automação residencial.

A tecnologia

Um grande catalizador será disseminação do IPv6, que tem o potencial de oferecer endereços de Internet suficientes para cada átomo na face da terra, observa Evans.

"Não há barreiras técnicas", concorda Burney. O fator limitante é o custo dos microcomponentes, a largura de banda das redes sem fio, as estratégias de negócios e a capacidade dos humanos de absorver tanta informação, acrescenta.

Os laboratórios da HP Labs estão atualmente desenvolvendo sensores de nanotecnologia para Internet das Coisas, diz o cientista sênior da HP e diretor do Grupo de Pesquisa em Nanotecnologia de laboratórios da empresa, Stan Williams. Até agora, seu laboratório desenvolveu um dispositivo baseado em MEMS para vibração, detecção e movimento, que pode sentir a vibração em três eixos. A HP está trabalhando também com sensores para sabor e cheiro baseados em laser. Ambos ocupam cerca de um milímetro quadrado, o que significa que sua produção pode ser muito barata.

No próximo ano, os laboratórios da HP estarão montando seu primeiro grande projeto usando tecnologia da Internet das Coisas, um projeto de imagem sísmica para a Shell Oil, dando transparência para os 20 quilômetros da crosta da Terra por uma área de 10 quilômetros quadrados. "Nós vamos fazer o mesmo para a Terra, como já foi feito com as imagens dentro dos seres humanos", diz Williams.

Mas, uma vez que a Internet das Coisas se generalizar, o volume de dados que será gerado será milhares de vezes maior que o atual, então a tecnologia de processamento "terá de ser milhares de vezes mais capaz", acrescenta Williams. "Isso é possível? Sim".

Os processadores podem ser capazes mas, " quando vamos ficar sem largura de banda?", pergunta Katharine, da IBM. Para evitar isso, as informações deveram ser, de alguma forma, filtradas. A IBM está trabalhando em processamento de fluxo (para discernir sinais de ruído, utilizando análise rudimentar), e está fazendo outros trabalhos para que a atual largura de banda seja eficaz. O objetivo, diz Katharine, é "torná-la mais acessível para implementar dispositivos."

Enquanto isso, os dispositivos ligado à Internet das Coisas precisará de novas interfaces de usuário, que deve ser intuitivo, observa Burney. A tecnologia básica, as interfaces e até mesmo os procedimentos para inicializar novos dispositivos envolverão novas especializações que exigirão extensa parceria com a indústria, prevê.

Privacidade e segurança

Sejam quais forem os desafios e vantagens da Internet das coisas, os usuários querem que seus dados permaneçam privados. E ainda não há resposta sobre como isso pode ser assegurado.

"Nós não chegamos lá ainda", afirma Schuster, do MIT , em relação ao ambiente de segurança necessário.

"Você poderia invadir seu medidor de energia e chegar até à usina de energia nuclear do outro lado da linha?", pergunta Brisbourne. "Para ser totalmente honesto, há projetos em nível federal, onde há gente tentando fazer exatamente isso e descobrir para onde realmente levam os buracos de segurança."

Já existe uma força-tarefa na Comissão Europeia para estudar questões de privacidade em relação à Internet das Coisas, diz Dan Caprio, que trabalhou na Comissão Federal de Comércio que atualmente é um consultor estratégico do escritório de advocacia em Washington McKenna Long & Aldridge LLP. No ano passado, a Comissão Europeia o nomeou especialista em Internet das Coisas.

"Há uma suposição, tanto na Europa quanto nos EUA, que teremos uma Internet das coisas", diz ele, acrescentando que se espera que a força-tarefa da CE faça suas recomendações em 2012 ou 2013.

Nos EUA, segundo Caprio, a abordagem que concentra na proteção de informações sensíveis relativas às crianças, informações de saúde e informações financeiras.

"Os europeus têm um monte de regulamentos, mas poucas ações para serem executadas", observa ele. "Nós (nos EUA) não têm os regulamentos de base, mas temos uma protecção eficaz contra as práticas enganosas."

Nos EUA, os anunciantes podem achar especialmente atraente encontrar dados recolhidos pela Internet das coisas, nota Burney. Levará de três a cinco anos para descobrir o que é legalmente prudente, mas "eu acho que o resultado se assemelhará a um lista do que não se pode fazer, com os usuários tendo o controle sobre os dados de si mesmos que eles querem compartilhar", diz.

Mas com um sistema inteligente contextualizado, posicionado corretamente, com a informação certa, no momento certo do anunciante certo ", será quase um prazer ser anunciado", prevê. "As pessoas podem vir a gostar de propagandas, desde que elas tenham valor."

Automóveis, edifícios, medicina, entretenimento e até mesmo publicidade - parece que a Internet das Coisas acabará por tocar quase todos os aspectos da vida. O resultado final poderia ser tão inimaginável hoje como a rede de energia elétrica moderna teria sido para Benjamin Franklin.
Caio Bonilha permanece na Telebrás, afirma Paulo Bernardo

Teletime - 17/11/2011

O ministro Paulo Bernardo aproveitou a posse dos dois novos conselheiros da Anatel nesta quinta, 17, para desmentir os rumores sobre a saída de Caio Bonilha do comando da Telebrás. Incomodado com o assunto, Bernardo classificou as matérias sobre o assunto como mentirosas e sem credibilidade. Ele explicou, contudo, porque o Minicom até agora não negou formalmente a saída do executivo. “Por que eu tenho que negar uma coisa que nós não afirmamos? Fui perguntado pela nossa assessoria e disse: ‘é mentira. Isso não tem o menor cabimento’”, afirmou Bernardo.

SGB

Sobre a participação da Oi no Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), o ministro mais uma vez negou que haja conversas para incluir a Oi na sociedade da Telebrás com a Embraer. Tampouco a operadora teria pedido uma audiência para tratar do assunto. No entanto, ele não descarta que a empresa possa participar do projeto no futuro.

Desoneração

Por fim, o ministro negou que a medida de desoneração tributária para a construção de redes de banda larga esteja demorando. “Não está demorando, ela está na Casa Civil dependendo de um despacho da presidenta”, disse ele.
Bernardo afirma que satélite pode sair sem novos sócios

Ministro reafirma que não recebeu proposta da Oi para participar do projeto

Tele.Síntese - 17/11/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que não está descartada a participação de um novo sócio no projeto do satélite geoestacionário brasileiro, mas sustenta que não há obrigatoriedade de uma nova parceria. Ele voltou a afirmar que, até o momento, desconhece proposta da Oi de participar do programa e adiantou que a operadora não pediu audiência para tratar do assunto.

Bernardo disse que a discussão para construção do projeto está limitada entre a Telebras e a Embraer, empresa que tem condições de fazer a integração do satélite. “A Embraer já tem capacidade para montar aeronaves e criou recentemente uma divisão de satélite”, disse. A previsão é de que o lançamento ocorra no início de 2014.

- Acho que vamos ter que comprar as partes do satélite e montar aqui e, tanto quanto possível, transferir para a empresa integradora a tecnologia que está envolvida nisso. Então a Embraer passaria a ser detentora da tecnologia para montar o satélite, até porque temos na fila mais um para 2018, que pretendemos que tenha um grau maior de nacionalização”, completou.

Desoneração

Bernardo, que participou nesta quinta-feira (17) da posse dos novos conselheiros da Anatel, disse que não há atraso na Medida Provisória da desoneração para construção de redes. “O texto está na Casa Civil aguardando para ser assinado”, disse.

O ministro acredita que os benefícios poderão ser aplicados ainda este ano, uma vez que a regulamentação é simples e deve sair rapidamente após a edição da MP. A previsão é de que sejam investidos R$ 70 bilhões nos cinco anos de duração da desoneração.

Sobre os novos conselheiros da Anatel, Bernardo disse que com o quorum completo, a agência terá condições de atender as demandas de regulação com mais celeridade. Marcelo Bechara e Rodrigo Zerbone assumiram os cargos de conselheiros da Anatel prometendo contribuir para o aprimoramento da regulação em telecomunicações no Brasil.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Estudo: Banda larga móvel ajuda a aumentar produtividade

Teletime - 17/11/2011

Uma pesquisa realizada pelo Ericsson ConsumerLab – divisão de pesquisas de comportamento de consumo em serviços de comunicação da fabricante sueca de produtos de telecomunicações – revela que 60% dos usuários com perfil profissional e acesso à banda larga móvel afirmam que a tecnologia contribui para o aumento da produtividade em assuntos empresariais. O objetivo do estudo é analisar como a banda larga móvel é usada em favor do ambiente de trabalho.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira 17, mostra que 40% dos usuários com perfil profissional utilizam o acesso móvel em laptops. Entre os motivos citados por eles para estarem sempre conectados estão: controle, envolvimento, capacidade de se mostrar eficientes e independência. Além disso, 72% dos usuários dizem que mobilidade é essencial para se manterem conectados durante todo o período de trabalho. Outros 92% acreditam que é importante ter acesso à banda larga móvel em qualquer lugar.

No caso específico do Brasil, a possibilidade de realizar videochamadas e assistir TV no celular são os fatores que despertam maior interesse dos brasileiros no uso de banda larga móvel. "Há expectativas de crescimento na demanda por banda larga móvel comparada com internet fixa aqui no Brasil, uma vez que cerca de 40% dos usuários mapeados disseram fazer uso da banda larga móvel para ver e-mails e mais de 50% para acesso a internet. Quanto ao nível de intenção para aquisição de pacotes banda larga móvel, os brasileiros podem ser comparados a usuários da Espanha e Japão", diz Luciana Gontijo, responsável pelo Ericsson ConsumerLab na América Latina.

O estudo ressaltou ainda dois tipos de benefícios obtidos através do uso de banda larga móvel: benefícios práticos e os relacionados com a imagem. Os práticos incluem estar sempre acessível e capaz de atingir os outros, bem como ter acesso a informações relevantes, tais como documentos pessoais. Os usuários também podem obter respostas rápidas a suas perguntas, o que é importante para quem trabalha, por exemplo, na área de vendas. Já os benefícios de imagem são de outro tipo: a banda larga móvel ajuda a construir a imagem de um profissional sempre alerta e disponível.

O estudo contou com a ajuda de 1,9 mil usuários de banda larga móvel com perfil profissional em 12 países, entre eles Áustria, Austrália, Alemanha, Brasil, Singapura, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Foram avaliados os acessos feitos por meio de laptops, smartphones e tablets.
Gargalo da Internet na América Latina exige intervenção regulatória

Convergência Digital :: 17/11/2011

Um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers do Brasil, divulgado nesta quarta-feira, 16/11, sustenta que a expansão do tráfego de dados pela Internet será sensivelmente mais intenso na América Latina do que no mundo como um todo: de 2010 a 2015, a estimativa de crescimento médio anual global do tráfego de dados é de 32% ao ano, mas na região ela pode chegar a 48%.

Naturalmente, esse crescimento será especialmente impulsionado pelo uso de aplicativos com vídeo – o aumento previsto é de 65% no mesmo período nos países latinoamericanos. “O Skype, por exemplo, registra que as chamadas com vídeo representam mais de 40% do total de chamadas realizadas entre usuários do aplicativo.”

Um outro estudo, do IDC, indica que o volume de informações digitais criadas e replicadas em todo o mundo atingirá 1,8 zettabytes (ou 1,8 trilhão de gigabytes) em 2011, o que representa um aumento de nove vezes em apenas cinco anos. Em 2015, a previsão é de que essa gigantesca coleção de dados atinja 7,9 zettabytes e que um quinto dela seja armazenado ou processado na nuvem.

Paralelamente, a PwC acredita que a infraestrutura de banda larga existente se mostra insuficiente para atender ao crescimento explosivo da demanda, que apresenta ordem de magnitude muito superior ao da expansão das redes. E, nesse sentido, defende mudanças regulatórias que incentivem a ampliação da infraestrutura.

“Os regulamentos atuais se baseiam na realidade do mercado e da tecnologia dos anos 90, quando não havia o objetivo de fomentar a inovação, mas sim de preencher a lacuna da demanda reprimida”, sustenta a consultoria. E embora tenha sido produzido pelo escritório brasileiro da PwC, a principal defesa é das políticas adotadas na Europa.

Isso significa a promoção de participação estatal naqueles locais onde as empresas privadas não têm interesse – aquelas “mal servidas por redes de banda larga”. Mesmo em locais onde existe uma única operadora em atuação, a consultoria sugere “análises mais detalhadas” antes de algum tipo de intervenção estatal.

Nessa linha, também resiste ao uso de instrumentos como a desagregação de redes, ou unbundling, citando que tal política, quando adotada nos Estados Unidos, não teve sucesso. “As operadoras locais sentiram-se desestimuladas a investir na modernização de suas próprias redes e no desenvolvimento de novas tecnologias.”

Por outro lado, a PwC defende que devam ser adotadas medidas regulatórias que promovam a gestão eficiente do espectro e a neutralidade tecnológica, ou seja, que diferentes tecnologias de banda larga possam atuar na oferta de voz, vídeo e dados. No Brasil, a Anatel resiste, por exemplo, a permitir que provedores de Internet façam competição às teles no mercado de voz.

Além disso, algumas políticas também defendidas pela consultoria até já foram esboçadas no Brasil, mas ainda não se materializaram. É o caso de atrelar a construção de dutos em obras de engenharia em geral, ou mesmo o aproveitamento de infraestruturas existentes, como as redes de gás, para expansão da banda larga.
Em seminário da AGERT sobre comunicação na Copa de 2014, Alvarez diz que Telebras executará a infraestrutura

Insight - Laboratório de Ideias - 17/11/2011

A Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) promoveu hoje, das 14 às 17h, na sede da entidade, o "Seminário Comunicação Copa 2014 - O Brasil anfitrião da imprensa Mundial".

O objetivo foi apresentar, através de depoimentos de diretores de equipes jornalísticas esportivas e comunicadores de rádio e televisão com experiência na cobertura de várias Copas do Mundo, pontos essenciais para que o Brasil atenda as demandas da imprensa mundial na Copa de 2014 de forma profissional e com excelência.

César Alvarez, Secretário-Geral do MiniCom, falou das demandas necessárias no setor de comunicações para a Copa de 2014 e dos problemas que podem surgir nessa área, dizendo ainda que novos aplicativos a serem desenvolvidos deverão ser elementos de ligação e de interação.

O Secretário afirmou que caberá ao seu Ministério garantir a disponibilidade de infraestrutura a ser contratada pela FIFA e que a Telebras será a empresa responsável pela execução do projeto.
Produtos importados não terão desoneração do PIS/Cofins das telecomunicações

Tele.Síntese - 17/11/2011

A desoneração do PIS/Cofins das telecomunicações só vai valer para os produtos que tenham o PPB (Processo Produtivo Básico) ou que tenham tecnologia nacional. “Os equipamentos importados, sejam quais forem, estarão fora da isenção fiscal”, afirma fonte do Ministério das Comunicações. Esta condição estará explicitada na regulamentação a ser publicada após a aprovação da Medida Provisória pelo Congresso Nacional.

Esta votação que só vai ocorrer em 2012, visto que a MP ainda não saiu da Casa Civil da Presidência da República e o recesso parlamentar se aproxima. Na regulamentação, ficará expresso o percentual de redução de imposto (a isenção total é de 9,25%) que será concedido para os produtos com PPB e aqueles com tecnologia nacional. Os produtos com tecnologia nacional e com PPB serão os únicos com a isenção plena, de 9,25%.

Ainda não está decidido como será feita a partilha , mas depois de definido o percentual de redução para o PPB e para tecnologia nacional, ela será aplicada para todos os tipos de equipamentos. “A decisão será transparente para todos”, afirma o interlocutor. Como hipótese, os produtos fabricados no Brasil poderão ter redução de 7% do Pis/Cofins e os com tecnologia nacional a isenção completa.

No caso dos serviços (a desoneração se aplicará também para as obras de engenharia, instalação, etc.), a redução dos impostos federais será integral e sem contrapartidas. Neste caso, o MiniCom quer que as operadores voltem a contratar esta mão-de-obra, que está migrando para o segmento de construção civil, bem mais aquecido.

Já está decidido também que o MiniCom (a quem cabe aprovar os projetos, antes deles serem apresentados à Receita Federal para a desoneração tributária) só irá assegurar a desoneração dos impostos para os projetos aprovados até junho de 2013. A execução das obras poderá se estender até o final de 2016, (o que significa que a desoneração fiscal ocorrerá até lá, ao volume estimado de R$ 1,2 bilhão por ano), desde que tenha sido aprovada pelo Minicom até 2013.

Os projetos, explica a fonte, desde que voltados para banda larga, poderão ser de todos os portes, tanto para as redes fixas como para as móveis ( a partir da tecnologia 3G). Mas haverá exigências de contrapartidas para os grandes empreendimentos. A expectativa do governo é que este programa tributário estimule a antecipação de até 25% dos investimentos das empresas privadas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Telebras: afinal, o balanço apresentou lucro ou prejuízo?

Insight - Laboratório de Ideias - 16/11/2011

Após divulgadas as Informações Trimestrais (ITR) da Telebras na última sexta-feira (11), hoje as edições online de diversos jornais, revistas e boletins especializados em telecomunicações divulgaram manchetes contraditórias a respeito.

"Com reversão de plano de demissões, Telebras lucra R$ 25,2 milhões" é a manchete do Valor Econômico.

Já a Agência Reuters difundiu notícia com a manchete: "Telebrás tem prejuízo de R$ 30,2 milhões de janeiro a setembro".

Boletim Teletime: "Telebrás registra prejuízo de R$ 30,2 milhões no terceiro trimestre".

Boletim Tele.Síntese: "Telebras registra prejuízo de R$ 30,2 milhões no trimestre".

Enfim, esclarecendo o assunto, as manchetes do Valor e da Reuters estão corretas, pois a estatal passou de um prejuízo de R$ 55,4 milhões no 2º trimestre (seis meses) para outro de R$ 30,2 milhões no 3º (nove meses), ou seja, a diminuição do prejuízo foi motivada por um lucro de R$ 25,2 milhões nesse último período.

Já as manchetes dos dois boletins de telecomunicações, embora não estejam incorretas (sob o ângulo do português), podem induzir o leitor a acreditar que o prejuízo foi trimestral, quando, na verdade, dizem respeito ao período de nove meses.

No corpo da matéria, a única fonte que traz todas as informações é o jornal Valor Econômico, já que cita o lucro no 3º trimestre e o prejuízo em nove meses. As demais são incompletas, citando apenas esse prejuízo, sem comentar sobre o lucro.
PCs triplicam em 10 anos, mas 61,7% dos lares brasileiros não têm computador

Convergência Digital :: 16/11/2011


O número de residências com computadores no Brasil triplicou em dez anos, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o instituto, o percentual de domicílios brasileiros com computador saltou de 10,6%, em 2000, para 38,3% em 2010. O IBGE afirma que o computador teve o maior crescimento de presença nos domicílios entre os bens duráveis.

Os dados constam dos Resultados Preliminares do Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2010, divulgados nesta quarta-feira, 16/11. O levantamento mostra que quase 22 milhões de domicílios tinham computador em 2010 computador, sendo 80% deles com acesso à internet.

O Distrito Federal é a unidade da Federação com o maior número de domicílios com computador: 63% do total. Em segundo lugar vem São Paulo (53%), seguido por Santa Catarina (50%) e Rio de Janeiro (49%). Maranhão (13%) e Piauí (15%) são os Estados com menos computador nas residências.

Entre todos os bens duráveis, apenas a presença do rádio caiu, de 87,9%, em 2000, para 81,4%, em 2010. O IBGE também aponta que, em 2010, 47,1% das residências tinham apenas telefone celular. O número de domicílios apenas com telefone fixo é muito menor: 4,7%. Segundo o levantamento, 36,1% dos domicílios tinham, em 2010, tanto telefone fixo quanto celular. O questionário do IBGE foi aplicado em 11% do total de domicílios do País (6.192.332, em números absolutos).
Telebrás festeja lucros no terceiro trimestre de 2011

A empresa brasileira Telebrás festeja o terceiro trimestre de 2011, pois fechou com lucro líquido de R$ 25,2 milhões

Oficina da Net - 16/11/2011

A empresa brasileira Telebrás festeja o terceiro trimestre de 2011, pois fechou com lucro líquido de R$ 25,2 milhões, diminuindo um prejuízo líquido acumulado para R$ 30,2 milhões. Já no mesmo período do ano passado, que compreende os meses de Julho a Setembro, a estatal registrou um prejuízo líquido de R$ 1,9 milhão.

Sem atividades operacionais desde sua privatização, a Telebrás recomeça suas atividades com a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Sem faturamento neste ano, pois está equilibrando seu déficit, o resultado líquido melhorou muito em virtude à reversão do Programa de Indenização por Serviços Prestados (plano de demissões incentivadas), ao qual o programa gerou um lucro de R$ 29,9 milhões para a companhia neste terceiro trimestre.

Com a implantação do PNBL, muito funcionários que foram cedidos a ANATEL após a privatização da Telebrás estão retornando a empresa. Sendo assim, a estatal conseguiu fechar suas contas no terceiro trimestre de 2011 com um patrimônio líquido de R$ 197,4 milhões, mas vale lembrar que a companhia só fechou suas contas no positivo, graças a um adiantamento recebido pela União.
Com reversão de plano de demissões, Telebras lucra R$ 25,2 milhões

Valor OnLine - 16/11/2011

SÃO PAULO - A Telebras registrou lucro líquido de R$ 25,2 milhões no terceiro trimestre, reduzindo para R$ 30,2 milhões o prejuízo líquido acumulado no ano. Entre julho e setembro de 2010, a estatal teve perda líquida de R$ 1,9 milhão.

Com a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a companhia está recomeçando suas atividades operacionais, paralisadas desde a privatização. Por isso, a estatal não tem faturamento.

O resultado líquido melhorou principalmente devido à reversão do Programa de Indenização por Serviços Prestados (Pisp) - um plano de demissões incentivadas. A reversão gerou receita de R$ 29,9 milhões para a Telebras no terceiro trimestre deste ano.

Esse item mais que compensou o aumentou das despesas com pessoal, que passou de R$ 1,8 milhão no terceiro trimestre de 2010 para R$ 8,4 milhões no mesmo período deste ano. Parte dos funcionários que a Telebras cedeu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) após a privatização retornou à empresa por causa do PNBL.

A estatal fechou o terceiro trimestre com um patrimônio líquido de R$ 197,4 milhões. Porém, o número só é positivo porque a Telebras registra em suas contas um adiantamento da União para futuros aumentos de capital. A companhia tem prejuízos acumulados de R$ 479,3 milhões e contabiliza em seu passivo provisões no valor de R$ 245,9 milhões relacionadas a processos judiciais.

(Talita Moreira | Valor)
Ministros de Comunicação da América do Sul se reunirão em Brasília

MiniCom - 16/11/2011

Os Ministros de Comunicação dos países membros da União das Nações Sul-Americanas – UNASUL, se reunirão pela primeira vez para discutir a interconexão de banda larga entre os países da América do Sul. Será em Brasília, no próximo dia 29 de novembro, a partir de sugestão apresentada pelo Ministro brasileiro, Paulo Bernardo, durante o Fórum de Investimentos Brasil-Colômbia, ocorrido em agosto deste ano, em Bogotá.

A reunião de Ministros de Comunicação antecederá a reunião do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento – COSIPLAN que ocorrerá no dia seguinte, 30 de novembro. O COSIPLAN se reúne periodicamente para discutir projetos de integração da infraestrutura física regional que integram o Plano de Ação Estratégico – PAE para a região.

Os Ministros de Comunicação da região apóiam a inclusão no PAE de diretriz para o fomento e uso intensivo de Tecnologias de Informação e Comunicação, bem como de projetos que promovam a integração da infraestrutura de comunicações para permitir a expansão e o uso da banda larga na região.

Os Ministros deverão assinar documento em que declaram considerar que o acesso ao sistema de internet em banda larga é instrumento com comprovado potencial de promover o crescimento econômico, inclusivo e democrático dos países da América do Sul. Além disso, o documento a ser assinado afirma a necessidade de expandir, nos próximos anos, as interligações entre os países sul-americanos, considerando que os investimentos em telecomunicações para massificar o uso da internet, impulsionam a geração de emprego e renda, direta e indiretamente.

O Ministro das Comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, tem declarado que o alto custo das ligações realizadas em roaming internacional dificulta o aumento do uso dos smartphones durante as viagens internacionais. Além disso, destacou recentemente a proposta de um projeto de construção conjunta de um Anel Ótico Sul-Americano para aumentar a conexão entre os países da região e reduzir os custos de transmissão de dados, hoje muito elevados para quem viaja ao exterior.

Dados mostram que o componente com maior incidência sobre os custos de conexão é o tráfego por interconexão internacional, o que representa cerca de 40% dos custos. A baixa interconexão entre os países sul-americanos aumenta os custos das rotas internacionais e afeta a comunicação entre os países vizinhos.

Outros dados apresentados recentemente pelo professor Raul Katz, da Universidade de Columbia (EUA) mostram que para cada aumento de 10 pontos percentuais na penetração da banda larga, há aumento de 0,037 ponto percentual do PIB do país. Se for considerado o crescimento da banda larga associado à inclusão digital da população, pode haver um crescimento de até 0,5 ponto percentual no PIB, segundo dados mostrados pelo especialista.

Espera-se que os Ministros de Comunicações presentes à reunião de Brasília criem um Grupo de Trabalho sobre Banda Larga na América do Sul e constituam um Foro de Discussão anual sobre a interconexão por meio de um anel ótico regional.
Dataprev: Acordo com Telebras garantirá qualidade de rede no interior

Convergência Digital :: 16/11/2011

O Presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, diz que acordo com a Telebras garantirá uma cobertura de rede de telecomunicações mais eficiente no interior do país. Segundo ele, o INSS é obrigado a esperar pela capilarização das redes privadas para poder instalar novos postos de atendimento no interior, áreas mais carentes de serviços públicos.

Para minimizar a questão, a Dataprev assinou acordos operacionais com a Telebras. Esse acerto também permitirá minimizar riscos, uma vez que a rede da estatal governamental, servirá para contingenciamnto. Assumpção concedeu entrevista à CDTV do portal Convergência Digital sobre esse assunto.

Telebras acerta com RNP uso de redes metropolitanas de fibras

Convergência Digital :: 16/11/2011

A Telebras costura com a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) um acordo que dará ao Plano Nacional de Banda Larga capilaridade em todas as capitais do país. É, basicamente, um acerto de “troca de fibras”, onde a estatal entra com o backbone nacional e poderá utilizar a Redecomep, ou seja, redes de alta velocidade nas regiões metropolitanas servidas por Pontos de Presença da RNP.

Até aqui, as Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep) já estão implantadas em 21 capitais. As outras seis – Rio de Janeiro-RJ, Belo Horizonte-MG, Maceió-AL, Teresina-PI, Porto Velho-RO e Palmas-TO – estão em estágios diferentes da construção da infraestrutura.

Trata-se, portanto, de um acordo que dará ao PNBL o que ele até aqui só possui em casos isolados: capilaridade nas cidades, o que por enquanto dependia de investimentos próprios ou da disponibilidade de redes já implantadas por provedores ou associações de provedores de acesso.

Alguns acertos foram encaminhados nesse sentido, especialmente no Ceará, onde um termo de ajuste com a Etice – a empresa estadual de TI – para a troca de capacidades dará à Telebras acesso às 82 cidades cearenses beneficiadas pelo Cinturão Digital construído pelo governo.

Contratos

Paralelamente, a Telebras firmou mais um acordo de troca de capacidades, agora com a Eletrosul, o que na prática antecipa a disponibilidade do backbone na Região Sul do país – partindo de Assis-SP e chegando até Gravataí-RS, já na área metropolitana de Porto Alegre.

“É um acordo semelhante ao que fizemos com a Eletronorte e esperamos ativar até dezembro”, afirma o presidente da Telebras, Caio Boniha. Com a Eletronorte, o acerto prevê uso das fibras da elétrica a partir de Itumbiara-GO até Porto Velho-RO e Rio Branco-AC.

Outro braço da rede vai sendo implantado entre Brasília e Fortaleza-CE, mas é no trecho que parte da capital na direção do sul de Goiás que até agora se concentram os seis contratos já firmados pela estatal com provedores. Mas esse número deve se multiplicar em breve.

A Telebras já começou a firmar contratos futuros com provedores. Por enquanto, há pelo menos 18 deles na fila que prevêem a entrega da capacidade até abril do próximo ano – em média, de 50 Mbps. Além disso, a disponibilidade de redes na Região Sul significa a chegada do PNBL em áreas de maior demanda.
Telebrás reduz prejuízo nos nove meses

Baguete - 16/11/2011

A Telebrás teve prejuízo de R$ 30,2 milhões de janeiro a setembro, contra perda de R$ 12,4 milhões no mesmo período de 2010 – uma redução de 58,94% no prejuízo, na comparação com os nove primeiros meses de 2010.

Segundo a estatal, o resultado é consequência do aumento da folha de pagamento e encargos sociais, "em decorrência do retorno de pessoal próprio cedido pela Telebrás e da contratação de pessoal" e demais despesas administrativas.

A Telebrás encerrou setembro com patrimônio líquido de R$ 197,7 milhões, decorrente sobretudo da entrada de novos recursos pela União para futuro aumento de capital.

Passada a fase de implementação e contratações para o PNBL, a Telebrás pode começar a lucrar, com o início da oferta dos pacotes das operadoras.

A empresa foi reativada pelo governo federal para liderar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem por objetivo massificar o acesso rápido à Internet no Brasil. No PNBL, a Telebrás se responsabiliza pelos backbones, tendo como clientes as operadoras de telecom.

Até agora, os municípios contemplados com ofertas de 1 Mbps por R$ 35 ao mês estão concentrados, na sua maioria, em São Paulo, segundo listagem divulgada pelo Ministério das Comunicações.

Lucro em 2012
Segundo o diretor administrativo, financeiro e de relações com investidores da Telebrás, Bolivar Moura Neto, a estatal espera lucro a partir da segunda metade de 2012. Os planos para gerar receita envolvem, principalmente, a venda de capacidade de rede para operadoras de telefonia e provedores de Internet dentro do PNBL. Existe, contudo, a possibilidade de a companhia atuar fora do PNBL vendendo essa capacidade, o que pode resultar em mais oportunidades.

“Já retomamos o ritmo de investimento na nossa rede e nossa área comercial começou a dar resultado”, afirmou o diretor, em setembro. Ele citou, ainda, a parceria para oferecer Internet banda larga móvel de quarta geração em conjunto com a operadora de TV por assinatura SKY, um acordo fora do PNBL.
Bernardo nega saída de Bonilha da Telebras

Ministro disse que os boatos sobre a eminente substituição “não procedem”

Tele.Síntese - 16/11/2011


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou, nesta quarta-feira (16), a troca de comando da Telebras. Segundo ele “Não procedem” os rumores de substituição de o atual titular, Caio Bonilha, pelo secretário de Telecomunicações do MiniCom, Maximiliano Martinhão, na presidência da estatal.

Na sexta-feira, notícias publicadas em sites informavam que a saída de Bonilha era eminente, em função de seu veto à participação da Oi no projeto do satélite geoestacionário brasileiro.
Telebras antecipa em um ano rede do PNBL no Sul

Acordo com a Eletrosul também facilitará construção de anel de integração com países vizinhos

Tele.Síntese - 16/11/2011


A Telebras assinou acordo de cooperação com a Eletrosul, subsidiária da Eletrobras, para implantação da rede do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que atenderá a região Sul do país. O termo prevê integração de infraestruturas de telecomunicações entre as duas empresas para antecipar em um ano o prazo de atendimento da região.


Segundo a Telebras, o anel Sul da rede sairá de Campinas, em São Paulo, e irá até Gravataí, no Rio Grande do Sul, passando pelo interior do Paraná, Santa Catarina e voltará pelo litoral, passando por Florianópolis e Curitiba, até fechar com o ponto de partida, no interior paulista. A previsão é de que serão atendidos 400 municípios.

O backbone principal do anel Sul usará a estrutura da Eletrosul e Petrobras. As linhas da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul) e Sulgás (Companhia de Gás do Rio Grande do Sul) complementarão o atendimento. A participação da Eletrosul também será essencial na implantação do anel de integração entre países vizinhos que têm uma estratégia comum em termos de tráfego de internet.

De acordo com a Telebras, o trecho interiorano do anel Sul será entregue no primeiro trimestre de 2012. Já o trecho do litoral será concluído no segundo semestre do ano que vem.
Telebras: a questão do Valor Patrimonial

Insight - Laboratório de Ideias - 15/11/2011

O Valor Patrimonial da Ação (VPA) é o resultado da divisão entre o patrimônio líquido e o número de ações da empresa. Este cálculo revela a relação existente entre os bens da companhia e o valor de sua ação em bolsa de valores.

Já a relação preço/valor patrimonial (P/VPA) é o quociente da divisão do preço da ação por seu valor patrimonial. Esse parâmetro indica quantas vezes o mercado está "pagando" pelo valor patrimonial da ação.

Teoricamente, uma ação com preço e VPA de igual valor, estaria em sua cotação justa (igual a 1), nem cara nem barata. Acima de "1" estaria "cara" e, abaixo, "barata". Mas este é apenas um entre os vários indicadores fundamentalistas que se usa para analisar uma ação, já que seu uso deve considerar as perspectivas da empresa e o setor onde ela se insere, além de outras questões macro e microeconômicas.

No que se refere às empresas de tecnologia e àquelas que, embora pertençam a outros setores, possuem excelentes perspectivas futuras, há uma diferenciação na avaliação do mercado. Ao projetar ganhos futuros nestas empresas, os investidores tendem a precificá-las acima da média dos preços de outros tipos de empresas, devido ao respectivo potencial e qualidade inovadora. Consequentemente, a relação P/VPA tende a fugir da justa normalidade (valor igual a 1), alcançando patamares bastante altos, de 10 vezes ou bem mais.

Embora o VPA e a relação P/VPA devam ser analisados com cuidado e nunca como fator preponderante de decisão, o fato de uma empresa ter um VPA positivo indica que, no caso extremo de sua liquidação, o detentor de suas ações poderia receber, no mínimo, aquele valor por cada uma delas (ou lote).

Essa era a estratégia inicial do Banco Cruzeiro do Sul quando comprou uma grande quantidade de ações da Telebras - a maior parte em 1997 e 1998, tendo como foco a liquidação da empresa. As ações eram negociadas a R$ 0,01 ou pouco mais o lote de mil papéis, enquanto o valor patrimonial era de R$ 0,14 o lote de mil, conforme afirmou Luis Octavio Índio da Costa, vice-presidente do banco, ao jornal Valor Econômico, em 23/02/2010. No total, o executivo calculou que o banco desembolsou menos de R$ 3 milhões com as operações naquela época. Embora não tenha acontecido o planejado, o BCS lucrou mais de 100 milhões de reais com as vendas posteriores.

Com as informações trimestrais (ITR) recém divulgadas, foi verificado que, no balanço de nove meses, a Telebras está com um VPA de R$ 1,80, o primeiro valor positivo desde 2005. Assim, a relação P/VPA estaria, pela cotação de 14/11, em 6,94. Evidentemente, o mercado acionário tende a ver com "bons olhos" a empresa que evolui de um VPA negativo para um positivo, pois o fato, via de regra, indica uma saudável melhora na sua vida financeira.

Apenas para fins de comparação, lista-se abaixo algumas empresas, dos mais diversos setores, que estão com a relação P/VPA em valores superiores aos da Telebras:
- Lopes Brasil: 28,72
- Lojas Americanas PN: 24,12
- HRT Petróleo: 19,62
- Natura: 18,47
- Tarpon Inv: 17,09
- Cetip: 16,06
- Redecard: 14,21
- Cia Hering: 13,90
- B2W Varejo: 9,33
- CCR: 8,14
- Totvs: 7,79
- Odontoprev: 7,36
- Localiza: 7,33
- Ambev PN: 7,28
- Lojas Renner: 7,27
- DASA: 7,17
- Lojas Marisa: 7,15

Em síntese, quando se considera que a Telebras praticamente "está renascendo das cinzas", é a empresa líder de um programa prioritário do Governo (PNBL) e está inserida dentro de um dos setores (tecnologia) com maior potencial de crescimento e de inovação no futuro próximo ou distante, é possível concluir que sua relação P/PVA de 6,84 não foge ao padrão de outras empresas em condições similares de expectativas. Devido ao potencial vislumbrado para a estatal, é lícito estimar que esse indicador ainda possua uma margem considerável de crescimento.
Cidade da Copa será inteligente

Um dos mais avançados da América Latina, projeto de São Lourenço da Mata dará exemplo de gestão e autossustentabilidade

JC Online - 16/11/2011

Na próxima década, acontecerá uma revolução nas cidades do mundo, incluindo as brasileiras. Tecnologias de coleta de dados como chips, radares e localizadores gerarão terabytes e mais terabytes de dados sobre o fluxo de pessoas, veículos e necessidades das metrópoles. Somando-se softwares de análise e internet universal, em breve será possível entender e controlar todos os aspectos da urbe com um clique. São as cidades inteligentes, que já começaram a surgir nos cantos mais desenvolvidos do mundo e que agora estão brotando no Brasil a partir de Pernambuco.

Segundo a consultoria americana ABI Research, o investimento em cidades inteligentes no mundo deve quintuplicar em cinco anos, atingindo US$ 39,5 bilhões em 2016. Segundo o gerente de cidades inteligentes da ABI, Joshua Flood, um dos principais projetos do gênero na América Latina, ao lado do Rio de Janeiro, é a Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata. “Ela está chamando atenção por unir áreas residenciais, comerciais, de entretenimento e centros de pesquisa em um ambiente autossustentável e cheio de aplicações de energia inteligente, governo eletrônico e infraestrutura”, conta.

De acordo com Flood, os custos de implantação de estruturas inteligentes em municípios começa em R$ 1,8 bilhão. A criação da Cidade da Copa, no entanto, terá custo final de R$ 3 bilhões até 2025, segundo o diretor presidente da Arena Pernambuco, Marcos Leça. “A fase inicial custará R$ 800 milhões e estará pronta até 2014. Mas o projeto é muito maior”, destaca. Ele diz que o entorno do estádio será um bairro inteligente com capacidade para uma população de cem mil pessoas, sendo 15 mil residentes.

“O Grande Recife é o segundo maior adensamento populacional do Brasil e não tem mais para onde crescer ao Norte e ao Sul. Pesquisamos experiências na Coreia, líder em cidades inteligentes no mundo, e vimos até onde este conceito pode chegar”, comenta Leça.

O diretor conta que o bairro será dividido em áreas temáticas gerenciadas por uma central de comando e controle única. “Teremos sistemas para otimização da água e da energia, além de câmeras para monitoramento e controle do trânsito. Os ônibus, por exemplo, serão rastreados por GPS, o que permitirá controlar seu horário de circulação”, descreve Leça. “A Cidade da Copa terá cobertura total de fibra ótica. Isso porque pensamos no futuro. No dia em que precisarmos ligar um sistema de telepresença entre a nossa universidade e algum centro acadêmico do exterior, não precisaremos quebrar nada. Basta plugar e fazer”, diz.

Em atividade

No Rio de Janeiro, o conceito de cidade inteligente já é realidade. A capital fluminense desde o ano passado possui uma central de controle digital que monitora e opera vários aspectos da cidade. Os dados meteorológicos, de trânsito e segurança são usados para controlar e prevenir acidentes, desastres e crimes. O projeto foi instalado em parceria com a IBM.

No Recife, o processo ainda está no início. Um dos exemplos mais avançados é o programa Zona Azul Eletrônica, desenvolvido pela Serttel. Em funcionamento no Bairro do Recife, ele permite que o motorista adquira e ative cartões de Zona Azul pelo celular. A Serttel também criou a solução da Faixa Verde, na região do Paiva. Lá, através de um chip no carro, o motorista tem passagem automática pelo pedágio, cujo valor é debitado do cartão de crédito.