sábado, 8 de outubro de 2011

Conexão entre o campo e a rede

Projeto em fazenda de Cachoeira do Sul ensina trabalhadores, familiares e vizinhos da propriedade a usarem o computador

Zero Hora - 09/10/2011

Pela estrada de chão batido, Rosimeri da Silva, 35 anos, percorre oito quilômetros de carroça todas as quintas-feiras para participar de aulas de informática na Fazenda Irapuá, em Cachoeira do Sul.

Carrega com ela as filhas Dânara, 14 anos, e Vanessa, oito anos, e estaciona perto da cerca da Escola de Informática Luiz e Lísia Amin.

É ali que o trio aprende a lidar com o computador – das lides do campo Rosimeri já é uma mestre. Digitar um texto, trocar as cores das fontes, navegar na internet e copiar a foto de um site agora são tarefas simples como cuidar da horta ou fazer pão. Mas já foram um desafio para a agricultura e dona de casa. Antes da inauguração da escola, ela e muitos de seus 39 colegas nunca tinham tocado em um mouse.

– As crianças têm aula de informática na escola, mas e a gente, mais velha? Com 35 anos, eu nunca tinha chegado perto de computador – conta, enquanto edita o título do seu exercício usando o editor de textos.

Conexão até a escola é por fibra óptica
A oportunidade surgiu quando o dono da fazenda, Willy Haas Filho, executivo da Rede Globo (diretor-geral de Comercialização) nascido em Cachoeira, criou o projeto de inclusão digital e abriu a escola, gratuita, para trabalhadores, familiares e moradores das redondezas.

– Um amigo fez algo semelhante em sua fazenda de café, em Minas Gerais, e assim surgiu a ideia. Ele atende só crianças. Eu achei importante expandir para os adultos – relembra Willy, que começou a investir na pecuária há 15 anos, arrendando terras em São Sepé, até que, em 2000, comprou uma propriedade em Cachoeira do Sul, onde cria touros e matrizes das raças hereford e braford.

Para tirar o projeto do papel, foram necessários a construção da casa que abriga a sala de aula e a instalação de cerca de 30 quilômetros de cabos de fibra óptica que levam a internet da cidade até a fazenda. A solução veio com parcerias firmadas pelo fazendeiro com empresas privadas. A Cooperativa de Eletrificação Centro Jacuí (Celetro) cedeu a passagem dos cabos por seus postes, enquanto a empresa de telefonia Oi possibilitou a instalação da rede, conta Willy.

Aulas também para a vizinhança
A possibilidade de ter aulas de informática sem sair do campo atraiu moradores distantes 50 quilômetros da Fazenda Irapuá, como o casal de produtores rurais Ruy de Loreto, 71 anos, e Marilusa Baptista de Loreto, 65 anos. Depois de iniciarem as aulas, começaram a usar o computador de casa – antes um eletrônico praticamente sem uso – para reduzir os quilômetros que os separam dos filhos.

– Tínhamos computador e usávamos só para jogar Paciência. Agora, serve para conversar com os filhos, que moram em Porto Alegre e Aracaju (SE) – conta Loreto.

Marilusa complementa:

– Procuramos aulas na cidade, mas tem muita gurizada, e a maioria sabe mais. Aqui, aprendemos no nosso ritmo.

Para reunir na mesma turma pessoas de diferentes idades e conhecimentos, a professora Cristiane Radünz tem uma solução que considera simples:

– Respeito o ritmo de aprendizado de cada um. Todos têm condições de aprender e melhorar, basta um pouco de dedicação.

Prima do idealizador do projeto, Cristiane conta que se interessou pela iniciativa mesmo sendo professora de artes, e atua como voluntária. É na escola que encontra Marli Domingues, 47 anos, funcionária da fazenda.

– Nunca tinha usado o computador. Minha filha tem um em casa, mas eu só ficava olhando. Agora, até disputamos para usar o PC de casa – brinca Marli.

O programa da escola prevê o uso do sistema operacional, o pacote Office, digitação e internet. Como conhecimento extra, os alunos aprimoram a língua portuguesa.

– A aula funciona como uma ferramenta para melhorar a escrita. Escolho textos com boas mensagens e, durante o processo de digitação, faço com que prestem atenção ao revisar e corrigir – explica a professora.

Com os resultados positivos, Willy pensa nos próximos passos e procura parcerias para, no futuro, implantar na Fazenda Irapuá também outros cursos:

– A ideia é trazer uma nova forma de ver o mundo. Não adianta dar dinheiro. Tem que dar educação.

luane.magalhaes@gruporbs.com.br
Nova classe média já gasta mais com serviços do que com bens de consumo

Estadão - 08/10/2011


A nova classe média já gasta mais com serviços do que com bens de consumo, revela estudo do instituto Data Popular. De cada R$ 100 desembolsados hoje, R$ 65,20 são com serviços e R$ 34,80 com produtos. Há 9 anos, as proporções entre gastos com serviços e bens de consumo estavam equilibradas. Eram de 49,5% e 50,5%, respectivamente.










Novos gastos. Francisco e Anabel, com os três filhos: TV a cabo, internet e celular

O aumento do gasto com serviços da classe C, que é mais da metade (54%) da população do País, dificulta a tarefa do Banco Central de trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%. É que os serviços não podem ser importados para conter a alta de preços. Além disso, seus preços são influenciados pelo salário mínimo, que tem reajuste programado de 14% para o ano que vem.

"É a primeira vez que o gasto com serviços da classe C supera o desembolso com a compra de produtos", afirma Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo. Nos extremos da pirâmide social, no entanto, o estudo mostra que o perfil de consumo se manteve. Isto é, a alta renda continua gastando mais com serviços como proporção das despesas totais e a baixa renda, com produtos.

O trabalho considera como classe C as famílias com renda média familiar de R$ 2.295. As projeções do perfil de gastos da classe C para este ano foram feitas com base no cruzamento de dados da Pesquisa de Orçamento Familiar e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. O estudo separa as despesas das famílias em bens e serviços num horizonte mais amplo, que inclui não só serviços livres, mas administrados, como energia elétrica, por exemplo.

Comida
Um recorte revelado pelo estudo é que a classe C desembolsa hoje mais com serviços considerados opcionais segundo os critérios do trabalho, como despesas com cabeleireiro, manicure, sapateiro, lavanderia, entre outros, do que com alimentos, que é um gasto obrigatório. Nesse caso, a proporção de gastos com esses serviços opcionais (22,6%) chega a ser quase o dobro do desembolso com a comida na casa da classe C (11,8%).

Entre os serviços com maior crescimento nos últimos cinco anos nos gastos da classe C estão manutenção do lar (211,23%), mensalidade escolar (181,23%) e viagens (158,25%). Meirelles diz que, ao equipar a casa com mais eletrônicos, a classe C gasta mais com serviços de energia.

Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, pondera que a valorização do real ajudou a mudar o perfil de consumo da classe C ao reduzir o preço dos bens transacionáveis. Mas ele ressalta que a classe C gasta mais com serviços porque também se beneficia do processo. É que o setor de serviços é o grande empregador da classe C. "A cabeleireira consegue hoje fazer turismo no Nordeste porque o penteado ficou mais caro. É um processo autofágico."

Preço dos serviços
Nos últimos cinco anos, a inflação dos serviços tem ficado acima da inflação total, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 12 meses até setembro, a inflação dos serviços subiu 9,84% e o IPCA acumula alta de 7,31%.

"Neste ano e no próximo não deverá ser diferente", diz o economista da consultoria Tendências Thiago Curado, lembrando o elevado nível de indexação, na casa de 40%, que persiste na economia, sustentado especialmente pelo salário mínimo. Para um IPCA projetado pela consultoria de 6,6% em 2011 e de 6% em 2012, ele estima que os preços dos serviços devem subir 8,5% a cada ano.

A dificuldade de reduzir a inflação de serviços se deve ao aumento da própria procura por serviços, mantida em boa parte pela nova classe média, que mudou a estrutura social do País. "Entre 2003 e 2011, cerca de 40 milhões de pessoas terão ingressado na classe média", calcula o coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri.

Com mais emprego e renda no bolso, proporcionada pelo próprio setor de serviços, essa população emergente ampliou sua lista de despesas, que anteriormente estava concentrada em produtos. Com isso, ajuda a manter a demanda aquecida por serviços. "O carrinho do supermercado tem limite. Os serviços, não", observa o sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles, que tirou uma fotografia do perfil de consumo da classe C.

A família do porteiro Francisco Lourenço Filho, de 44 anos, é o retrato fiel da nova classe média. Dez anos atrás, os gastos com alimentação dentro de casa representavam metade das despesas que ele e a mulher Anabel Sulpino de Andrade Lourenço, empregada doméstica, de 37 anos, tinham com os três filhos, Camila, Francisco Ramon e Gustavo. Atualmente, os desembolsos com alimentos respondem por 30% das despesas mensais. Nos últimos anos, a lista de gastos da família engordou junto com a renda. Serviços de internet, TV a cabo e celular e até gastos com almoço fora aos domingos não faziam parte da rotina da família.

"Hoje não fico sem internet", diz Lourenço, que usa o computador para falar com os parentes na Paraíba, ver notícias de Souza, sua cidade natal, e aprender violão em um curso gratuito disponível na rede mundial de computadores. Já os filhos não abrem mão da TV a cabo e a mulher, do telefone celular. "Celular é um serviço obrigatório", diz Anabel. Ela considera esse um gasto que lhe proporciona conforto, assim como as duas viagens de avião, no lugar do ônibus, que fez nos últimos anos para visitar os pais no Nordeste. De vez em quando, ela conta que opta pelo táxi quando sai com toda a família.

A operadora de telemarketing, Elaine Cristina Alves da Silva, solteira, com 29 anos, também considera o telefone celular um serviço obrigatório. "Não dá para ficar sem, virou rotina", afirma.

Além do celular, os gastos com internet e as idas à lanchonete com a mãe e a irmã duas vezes por mês são serviços incorporados à lista de despesas. Dez anos atrás, metade da renda dela e da mãe, que era bem menor, era gasta com alimentos. Hoje essa fatia gira em torno de 30%.

Corte
Apesar de entusiasmada com o conforto que o consumo de serviço pode proporcionar, a nova classe média está atenta às altas de preços. A família Lourenço, por exemplo, reduziu de quatro para duas vezes por mês as idas ao restaurante.

Em 12 meses, até setembro, comer fora de casa ficou 8,54% mais caro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Mercado da FGV. No mesmo período, a inflação cheia, medida pelo mesmo indicador, foi de 7,11%.

ENTREVISTA - Silvia Matos, Economista do Ibre/FGV

‘Inflação de serviços é mais Resistente’

A economista Silvia Matos, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, diz que a alta dos serviços dificulta a queda da inflação. A seguir trechos da entrevista.

Qual é o dilema da inflação?

É que ela está alta e com forte contribuição de fatores permanentes. Fiz um estudo econométrico que compara a inflação do período de choque das commodities, entre junho e setembro de 2008, com o período mais recente, entre setembro de 2010 e setembro de 2011. No primeiro período, 80% da inflação foi explicada por fatores permanentes. Hoje essa fatia está em 95%. A contribuição de fatores transitórios para a alta da inflação tem sido menor no choque atual do que foi no passado. Naquele período o que pesou na inflação foram as commodities. Agora é mais complicado, pois a inflação tem mais rigidez.
O que explica essa rigidez?

Um dos fatores é a inflação de serviços. Todo mundo sabe que os serviços são mais persistentes. Além disso, boa parte dos serviços são indexados formal ou informalmente. O que está dificultando a nossa vida é que, depois da crise, a inflação de serviços só tem subido. Isso reflete uma mudança estrutural do padrão de consumo. É uma nova classe média que pode consumir serviços num setor em que há pouca competição e escassez de mão de obra, o que eleva custos. Há um aumento muito forte da demanda e a oferta não acompanha. Por isso, o preço sobe.
Governo e setor de telecom vão qualificar 22 mil profissionais

IT Careers - Convergência Digital - 07/10/2011

O Ministério do Trabalho, em parceria com o setor de telecomunicações, qualificará 22 mil pessoas para trabalhar na instalação, manutenção e reparo de redes de serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura. Nesta sexta-feira, 07/10, a Comissão de Concertação aprovou e formalizou ao Ministério o projeto de financiamento dos cursos de capacitação, que ocorrerá no âmbito do Plano Setorial de Qualificação Profissional (Planseq).

Pela proposta apresentada pela Federação Brasileira de Telecomunicações (FEBRATEL) e aprovada por uma comissão tripartite - formada por representantes do governo, trabalhadores e empresas - os cursos beneficiarão trabalhadores do Distrito Federal e de nove Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ideia é capacitar profissionais para atender a demanda pelos serviços de banda larga e pelos megaeventos - copa do mundo e Olimpíadas 2016. Também terá impacto com a abertura às prestadoras de serviços de telecomunicações dos Serviços de Comunicação Audiovisual de Acesso Condicionado, recém-criados pela Lei 12.485/11, que alterou as regras de TV a cabo. O projeto tem orçamento de R$ 40 milhões e prevê 5.200 horas de qualificação.

O Planseq utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e faz parte do Plano Nacional de Qualificação, de responsabilidade do Ministério do Trabalho. Hoje, as prestadoras de serviços de telecomunicações no Brasil empregam 436 mil trabalhadores diretos, tendo dobrado o número de postos de trabalho desde a privatização do setor, em 1998.

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (FENATTEL), Gilberto Dourado, disse que a qualificação de 22 mil trabalhadores é uma grande conquista. “É muito importante para o nosso setor, que carece de qualificação de mão-de-obra”, afirmou, ressaltando a expectativa de criação de milhares de postos de trabalho, especialmente nos Estados em que o projeto será implantado. Segundo ele, são grandes as possibilidades de esse projeto ser ampliado para alcançar outros 20 mil trabalhadores.
Projeto complexo e múltiplos interesses são desafios do satélite geoestacionário brasileiro

Teletime - 07/10/2011

O projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro ainda está envolto em uma grande quantidade de sigilo e pouco se pode dizer com segurança sobre a formatação final do programa. Dependendo do interlocutor, a informação que se tem é que ou o projeto está em fase bastante adiantada, ou ainda bastante incompleto. Não há certeza sequer se o primeiro satélite, previsto para 2014 (mas que tem como data mais realista, livre de pressões políticas, 2016) será apenas um, pois é real a possibilidade de que sejam dois satélites menores.

O que adiciona uma grande quantidade de complexidade ao projeto é a característica híbrida do projeto, que se destina tanto ao uso militar, com a banda X, quanto à aplicação civil de atender ao Plano Nacional de Banda Larga.

Da parte militar o que se sabe, segundo informações que foram passadas pelo general Celso José Tiago, do Ministério da Defesa, durante apresentação no Congresso Latino-americano de Satélites, realizado pela Converge Comunicações e pela TELETIME nesta sexta, 7, é que o projeto visa atender ao Plano Nacional de Defesa e à Estratégia Nacional de Defesa, instituídos pelo governo em 2009 e que é naturalmente complexo por envolver o monitoramento de uma gigantesca área de fronteira que cobre 27% do território nacional (como comparação, isso é o dobro da área de fronteira dos EUA), a Amazônia, o espaço aéreo brasileiro e, sobretudo, as fronteiras marítimas. Ou seja, o satélite terá que atender a complexos planos de monitoramento e defesa que envolvem Exército, Marinha e Aeronática.

Segundo o general Tiago, a formatação dos planos e necessidades do Exército já está mais adiantada, mas ainda falta finalizar os planos da Aeronáutica e Marinha. Tudo isso passará ainda pelo acompanhamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e deve envolver necessariamente o total controle operacional e tecnológico por parte de brasileiros, a transferência de tecnologias a empresas brasileiras e ainda se enquadrar em um projeto maior que envolve satélites menores de monitoramento e vigilância, localização e ainda atender à capacidade de comunicação que cubra as missões brasileiras no exterior, incluindo regiões como Mediterrâneo e Oriente Médio.

Segundo o coronel Marcelo Franchitto, do Instituto de Aeronáutica e Espaço, que também participou dos debates, toda essa capacidade precisa estar disponível de forma integrada, o que adiciona um componente de dificuldade adicional.

Backhaul

Da parte de telecomunicações civil para atender o PNBL, o que se sabe é que será um satélite em banda ka destinado basicamente a backhaul para acesso banda larga. Esse propósito simplifica um pouco o projeto, pois não há a necessidade de projetar o satélite com muitas células, já que ele não se destinaria ao atendimento do consumidor final. Isso torna o satélite mais leve e barato, mas de qualquer maneira a operação em banda ka tem desafios adicionais em relação à atenuação atmosférica, o que é algo crítico em regiões como a Amazônica, onde estão boa parte das cidades em que o Plano Nacional de Banda Larga não conseguirá chegar por meio de fibra óptica.

A questão da posição orbital também é crítica, pois disso depende uma cobertura mais ou menos eficiente da fronteira marítima. Hoje, fala-se no mercado que o primeiro satélite geoestacionário brasileiro poderia ocupar ou a posição 48W ou a posição 75W, mas outras estão também sendo avaliada. Se o satélite fosse apenas destinado à defesa, certamente não haveria questionamento em relação à consignação gratuita desta posição, mas algumas empresas privadas questionam como a Anatel tratará a questão considerando a participação da Telebrás no projeto.

Segundo dados da Agência Espacial Brasileira, este primeiro satélite de comunicação a ser lançado até 2014 será de porte superior a 2 toneladas, o que é um pouco acima da capacidade do foguete lançador Cyclone 4, que está sendo projetado e construído pela Alcântara Cyclone Space, empresa bi-nacional Brasil/Ucrânia. O Cyclone 4 tem capacidade para satélites de até 1,7 toneladas. Mas segundo Sergiy Guchenkov, diretor da bi-nacional, com o orçamento previsto pelo Brasil (cerca de R$ 710 milhões), é possível construir dois satélites menores que atenderão perfeitamente a capacidade militar e civil do SGB e que ainda poderiam ser lançados no Cyclone 4, o que garantiria ao Brasil a possibilidade de absorver plenamente inclusive a tecnologia de lançamento e asseguraria um backup caso seja necessário.

Transferência tecnológica

O desafio de transferência de tecnologia é um dos grandes problemas do projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro. Ao mesmo tempo em que as Forças Armadas colocam a necessidade de transferência desta tecnologia para empresas nacionais como uma parte fundamental do projeto, é uma posição praticamente consensual de que para o primeiro satélite, a ser lançado em 2014, terá muito pouco de sua tecnologia transferida para o Brasil, mas há ainda a expectativa de que pelo menos parte dela seja absorvida pelo integrador nacional, diz o General Tiago.

Laurent Mourre, gerente geral da Thales para o Brasil, a transferência de tecnologia é sempre uma questão que passa por um aspecto político de quem detém a tecnologia, uma questão orçamentária, uma componente de tempo e a capacidade de absorção de quem contrata. A Thales é uma empresa francesa que construiu boa parte dos satélites geoestacionários em operação hoje. Segundo Mourre, da parte do governo francês, não existe nenhuma restrição para que a tecnologia francesa seja transferida ao Brasil. "Isso está claro no projeto do submarino nuclear ou na venda dos caças para a Aeronáutica" , mas ele ressalta que a componente de tempo é complicada para que haja transferência de tecnologia já nesse primeiro satélite geoestacionário a ser lançado em 2014.

Tudo isso passará pela empresa integradora, que será a responsável pela contratação das diferentes partes e acompanhará a montagem e os testes com o satélite. Especula-se que a Embraer seja a empresa mais próxima de assumir o papel de integradora, mas não há consenso dentro do governo sobre isso (o nome da empresa não foi citado nos debates). A outra opção seria a Mectron, ligada ao grupo Odebrecht e que já hoje desenvolve equipamentos de defesa como mísseis e foguetes militares, mas essa opção é considerada mais adequada para integrar satélites menores para outros propósitos.

Anatel pode licitar novas posições ainda em 2012

A Anatel estima que no próximo ano já será possível realizar uma nova licitação para posições orbitais brasileiras. Para a agência, o sucesso das últimas licitações, sobretudo na licitação realizada este ano, mostra que o mercado está aquecido e que precisa de mais capacidade satelital. Segundo João Carlos Albernaz, gerente geral de satélites da Anatel, que falou nesta sexta, 7, no Congresso Latino-americano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações e pela TELETIME, a disposição da agência é começar a trabalhar no próximo edital tão logo a mais recente licitação, de setembro, esteja concluída. "Acredito que as próximas licitações virão mais rapidamente porque o modelo está bem consolidado", disse. Em relação aos preços que seriam cobrados, ele acredita que mesmo com elevados ágios pagos na última licitação, que arrecadou 1.500% além dos preços mínimos, a área técnica da Anatel proporá manter as regras e valores atuais. "Mas isso é algo que ainda depende do TCU e do Conselho Diretor da agência", disse.

Crescimento astronômico

Ele fez também um balanço do processo de aberturado mercado de satélites no Brasil, e lembrou que se em 1998 havia quatro satélites brasileiros e quatro estrangeiros operando no Brasil, hoje são oito nacionais e 32 estrangeiros, ressaltando que nacionais são aqueles com posição orbital brasileira e operados a partir do território nacional.

Essa expansão trouxe ainda um salto de mais de quatro vezes na capacidade instalada, contando apenas os satélites nacionais. Em 1998, a capacidade era de 5.022 MHz e em 2011, com a licitação realizada, foi a 22.506 MHz, fora mais 2.500 MHz em banda Ka. Hoje a capacidade brasileira é de 42,9% da disponível para operação no Brasil.

Albernaz destacou que o processo de licitação de posições orbitais brasileiras é fundamental para que o Brasil mantenha junto à UIT o controle sobre estas posições, e um primeiro passo para que o País tenha capacidade tecnológica. "Se quisermos ter uma capacidade tecnológica, precisamos dar um passo de cada vez, começando com satélites menores", disse, ao comentar as expectativas sobre o programa de satélites brasileiros.

Interferências

Ele lembrou ainda que recentemente apareceu o problema da interferência com as recepções de banda C e suas estações terrenas com as transmissões de WiMAX na faixa de 3,5 GHz. "O problema existe e precisamos buscar as soluções. Há um esforço das empresas nesse sentido e isso é muito importante", disse, referindo-se ao estudo da Abrasat sobre o tema.

Ele lembrou que a banda Ku também sofre com rádios de ligação entre ERBs que operam na faixa de 11 GHz. "Já na banda Ka, ainda não apareceram problemas identificados, mas isso deve acontecer, porque boa parte do espectro de descida é compartilhado com serviços em terra", alertou Albernaz. Ele disse que a Anatel e o mercado têm que se esforçar para encontrar soluções para esses problemas de interferência, pois se de um lado existe uma crescente demanda por espectro móvel, por outro também é crescente a necessidade de capacidade de satélites.

Hughes Networks diz que seu business plan inclui oferta de banda larga por satélite

A última licitação de satélites realizada pela Anatel trouxe como grande novidade uma oferta de cerca de US$ 90 milhões feita pela Hughes Networks por uma única posição orbital em 45W. A explicação para este lance, disse Délio Morais, presidente da empresa no Brasil, torna-se simples quando se observa as possibilidades do satélite que está sendo planejado. A Hughes, provavelmente, vai entrar na oferta direta ao consumidor de serviços de banda larga, admite o executivo. "Parte da nossa charada foi desvendada. Meu business não é apenas para a oferta de capacidade satelital. A Hughes já foi, no passado, uma empresa desse mesmo tipo que apenas vende capacidade. Mas hoje, os satélites que temos são para o nosso uso", diz Délio Morais, lembrando que inclusive um satélite com capacidade de 100 Gbps que será lançado pela Hughes para o mercado norte-americano será inteiramente utilizado pela empresa na oferta de serviços ao consumidor. Ele evitou, contudo, dar qualquer detalhe sobre a capacidade do satélite brasileiro alegando que essa informação ainda é parte do processo de licitação, que não está concluída. Em fato relevante publicado um dia após à vitória, a Hughes disse apenas que o satélite teria banda Ka.

Morais não comentou (e também não desmentiu) a possibilidade de uso do satélite da Hughes para uso em um DTH próprio no Brasil. A Hughes é controlada pela Echostar, que por sua vez tem o magnada Charles Ergen como controlador. Ergen também é acionista controlador da Dish, principal competidora em DTH da DirecTV nos EUA. "Banda Ka é o nome do jogo. O drive é que agora há uma maneira rentável e efetiva de atender ao mercado consumidor pessoa física", disse.

Délio Morais também disse que outros fatores contribuíram para os lances dados pela Hughes no leilão, como a concorrência agressiva com a Sky e o interesse da StarOne pelas mesmas posições. "Precismaos lembrar que havia sete empresas preparadas para disputar as posições orbitais e que não havia margem para o terceiro colocado", disse, referindo-se ao sistema da licitação em que o terceiro colocado não tinha a chance de entrar no repique de preços.

Délio Morais participou, ao lado de outros executivos da indústria, do Seminário Latino-Americano de Satélites, realizado nesta sexta, 7 no Rio de Janeiro. O seminário teve a organização da TELETIME e da Converge Comunicações.
Brasil recebe US$ 500 bilhões em dois anos

Indústria de transformação volta a ganhar destaque no país com aportes vultosos de empresas da área de telecomunicações como a Telefônica

Brasil Econômico - 07/10/2011

O volume de novos investimentos anunciados no Brasil segue a rota ascendente iniciada a partir do segundo semestre de 2009, após a superação do país da crise econômica de 2008. O montante de recursos anunciados no primeiro semestre deste ano para ser aplicado na cadeia produtiva do país já alcança US$ 165,6 bilhões, o que significa mais da metade (61,6%) do total de investimentos anunciados em 2010, segundo dados compilados pela Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). Nos últimos dois anos, o total dos investimentos anunciados no país acumulou US$ 495,6 bilhões, sendo que o recorde da série desde 2004 foi alcançado no ano passado de US$ 268,8 bilhões.

"Isto é resultado do desaquecimento das economias europeias e dos Estados Unidos, que forçou as multinacionais a aproveitarem o aquecimento do mercado consumidor brasileiro", afirma o coordenador-geral do Renai, Eduardo Celino.

Não é à toa que o destaque deste ano voltou para a indústria de transformação, não apenas por conta das oportunidades do pré-sal, mas pelo novo poder de consumo do país.

Segundo os dados do Renai, de janeiro a junho deste ano, a indústria de transformação somou 33% do volume total a ser investido no país por empresas nacionais e estrangeiras. O destaque ficou por conta da entrada da multinacional taiuanesa Foxconn, que fabrica produtos da Apple, e anunciou em abril deste ano a intenção de investir US$ 12 bilhões em fábrica no Brasil. Ao lado dela está a espanhola Telefônica que irá aplicar US$ 14,6 bilhões no setor de telecomunicações.

"Esses investimentos fizeram a diferença para que a indústria de transformação voltasse a assumir a liderança no ranking dos setores com mais investimentos, ainda que os dados sejam preliminares", ressalta Celino.

O maior investimento anunciado até aqui, no entanto, foi oficializado neste mês pela companhia inglesa British Gas Group, que atua desde a exploração de petróleo até a entrega do gás natural para consumo. A multinacional investirá US$ 30 bilhões no Rio, de olho na costa do pré-sal. E ainda assim, o investimento da BG Group, grande parte focado no extrativismo, não foi capaz de superar o da indústria de transformação.

No ano passado, os recursos para o setor, com destaque para os feitos pela Vale, levaram a indústria extrativa a responder por 42% do total de investimento anunciado no período, o que somou US$ 114 bilhões. "Este resultado foi motivado pelo aumento dos preços internacionais das commodities, como o minério de ferro e os produtos agrícolas, o que ainda se mantém neste ano", explica Celino.

A indústria de extração, pelos dados preliminares deste ano, responde por 22% do total de recursos anunciados para investimentos no primeiro semestre, mas o percentual foi alcançado com apenas 8 projetos que somaram US$ 36,5 bilhões. No caso do setor de transformação, os 204 anúncios de investimentos no primeiro semestre somaram US$ 55 bilhões.

Os dados da Renai mostram o setor de papel e celulose como um dos que mais sofreram na transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para o da presidente Dilma Rousseff. O subsetor, parte da indústria de transformação, teve apenas um anúncio de investimento de US$ 250 milhões no país neste ano. Um cenário bem diferente para uma atividade que somou US$ 13,3 bilhões de investimentos em 2009 e US$ 9,7 bilhões no ano passado, perdendo apenas para a metalurgia no setor de transformação.

Segundo Celino, as restrições em relação a compra de terras por estrangeiros e a insegurança jurídica em torno do recrudescimento da legislação afugentaram as empresas.

Por outro lado, as telecomunicações foram as que mais avançaram em termos de aportes dentro da área de transformação, saltando de um volume de investimentos de US$ 1 bilhão, em 2009, para US$ 17 bilhões neste ano, especialmente por conta do processo de democratização do acesso no Norte e o Nordeste.

O setor de logística e comunicações é o terceiro mais dinâmico do país, segundo aferição da Renai. Ao longo do primeiro semestre deste ano, foram feitos 38 anúncios de investimentos , somando recursos da ordem de US$ 31,4 bilhões.

Este movimento está em linha com a crise das economias europeias e dos Estados Unidos, que forçou as multinacionais a buscarem novas opções como o mercado consumidor brasileiro Eduardo Celino Coordenador geral do Renai

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

São Carlos terá rede óptica de alta velocidade

Instituições acadêmicas serão interligadas

iPNews - 07/10/2011

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) inaugura na segunda-feira (10) a Rede Metropolitana de São Carlos (Rede Sanca), no Teatro Universitário Florestan Fernandes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ela é parte da iniciativa de Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização responsável pela Internet acadêmica nacional (“rede Ipê”).

De acordo com Regina de Araújo, coordenadora do Comitê Gestor da Rede Sanca e docente do Departamento de Computação da UFSCar, a Rede potencializa novas iniciativas e aplicações que podem impulsionar o desenvolvimento da cidade de São Carlos e região. Com a rede de alta velocidade, instituições parceiras podem colaborar em projetos nas áreas da saúde, educação, segurança, vigilância tecnológica etc. "A Rede Sanca deverá ser também um recurso facilitador para projetos de interligação da cidade de São Carlos à rede nacional de telecomunicações".

A Rede Sanca é a primeira de alta velocidade a ser inaugurada como parte do Programa de Expansão da Redecomep, que visa à capilarização do backbone acadêmico nacional para cidades do interior dos estados. Utilizando tecnologia óptica, a Rede Metropolitana de São Carlos tem 27 km de extensão e interliga sete instituições em velocidade de 1 Gbps, com a possibilidade de ampliar esta capacidade futuramente. A Rede Sanca contou com a parceria da Prefeitura Municipal de São Carlos e da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que disponibilizaram a infra-estrutura para a passagem dos cabos ópticos.

A Redecomep é uma iniciativa do MCTI custeada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que prevê a instalação de redes de alta velocidade integrando as principais instituições de ensino e pesquisa em 27 cidades brasileiras. Todas as redes metropolitanas serão interligadas à “rede Ipê”, que conecta cerca de 500 Instituições de Ensino Superior (IES) e centros de pesquisa em todo o país, atendendo hoje mais de um milhão de usuários.

Interligadas por uma rede óptica, as instituições participantes da Rede Sanca podem trocar informações com agilidade e utilizar aplicações avançadas de comunicação, o que possibilita a ampliação das atividades de cooperação científica.

A Rede Sanca será gerida pelo consórcio formado, pelas instituições: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Universidade de São Paulo (USP); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Instrumentação; Embrapa Pecuária Sudeste; Hospital Escola; Fundação Parque de Alta Tecnologia de São Carlos (ParqTec); Centro Universitário Central Paulista (Unicep); Centro Municipal de Especialidades (CEME); Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (IPEM), além de outras instituições em processo de interligação.

Programa de Expansão da Redecomep
A implantação das redes ópticas já permite a obtenção de resultados positivos para as IES e centros de pesquisa conectados pelas Redes Metropolitanas em operação. Entre os benefícios estão a redução do valor pago pela conexão à Internet, o aumento da velocidade de acesso e o estímulo a projetos colaborativos com a participação de pesquisadores de diversos pontos do país.

A demanda por conectividade no interior do Brasil e os resultados positivos alcançados até agora estimulam a expansão do projeto Redecomep. Até o momento, já estão em operação vinte e duas redes em capitais brasileiras, com conexões de 1 Gigabit por segundo entre seus participantes. Velocidade que, nos próximos vinte anos, poderá ser ampliada de forma virtualmente ilimitada. A grande vantagem deste modelo é a possibilidade de utilização de serviços avançados de comunicação e colaboração com custos reduzidos.
Sardenberg é comunicado que está fora. Nomes de Bechara e Zerboni já estão no Palácio do Planalto

Tele.Síntese - 07/10/2011

A sucessão na Anatel vai ter seu desfecho na próxima semana. Ontem, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, foi formalmente comunicado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que não será reconduzido para mais um mandato. Sardenberg toca sua agenda como presidente até o último dia. Hoje está em Belém em reunião com representantes das forças militares e na próxima terça participa de audiência pública em Manaus.

Conforme havia antecipado o Tele.Síntese, os dois nomes escolhidos pelo governo Dilma Rousseff para compor a diretoria da Anatel serão dois jovens advogados: Marcelo Bechara, atual procurador geral da Anatel; e Rodrigo Zerbone, consultor Jurídico do Ministério das Comunicações.

Para a presidência, assume o ex-chefe de gabinte de Paulo Bernardo, João Baptista Rezende. Os nomes dos dois futuros conselheiros já estão no Palácio do Planalto e deverão ser enviados pela presidente Dilma Rousseff para a aprovação do Senado Federal na próxima terça-feira. O mandato de Sardenberg acaba no dia 5 de novembro, quando também se completa um ano que está vaga a outra cadeira do conselho
Rede do Governo do ES e da Telebras estarão integradas em 2012

Governo do Esperíto Santo - 07/10/2011

Romero Mendonça/Secom-ES

O governador Renato Casagrande disse que é prioritário integrar redes do Estado e da Telebras

A rede de fibra óptica do Governo do Estado e da Telebras serão integradas no primeiro semestre do próximo ano. A meta faz parte do Programa Nacional de Banda Larga (PNB) e foi definida nesta sexta-feira (07), em reunião realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. Participaram o governador Renato Casagrande, o presidente da empresa federal, Caio Bonilha, secretários de Estado, procuradores do Estado e diretores do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest).

A integração será viabilizada com a cessão de fibras ópticas da Petrobras para a Telebras, na região que vai do município de Duque de Caxias (RJ) até Eunápólis (BA), abrangendo todo o território do Espírito Santo. De acordo com Caio Bonilha, o contrato entre as duas empresas federais para o uso das fibras deverá ser assinado neste mês.

Com a situação definida junto à Petrobras, esperamos fazer com que os equipamentos necessários para a implantação da Rede da Telebrás na área cedida estejam funcionando adequadamente num prazo de 90 dias.”, acrescenta Bonilha. Inicialmente, a Rede da Telebras vai estar interconectada à Rede Metro ES/Metrovix, que já atende a 35 órgãos estaduais com fibra óptica em Vitória.

O governador Renato Casagrande disse que é prioritário fazer com que a integração entre as redes do Estado e da Telebras seja efetivada de forma rápida e eficiente. “Precisamos ter um plano de trabalho junto à Telebras para levarmos banda larga com um preço acessível para os capixabas”, enfatiza.

Decreto e Metro-GVIX

Casagrande também pediu, junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE), a elaboração de um decreto que estabeleça a implantação de dutos para a inserção de fibra óptica em todas as obras viárias do Governo do Estado. À tarde, o presidente da Telebras esteve na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) para conhecer o projeto da Rede Metro-GVIX.

Essa estrutura vai integrar, com fibra óptica, órgãos estaduais e municipais em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana. Está previsto um investimento de R$ 25 milhões para a implantação da Rede Metro-GVIX, cujo processo licitatório deve começar neste ano. A intenção é que a Telebras também participe dessa ação, que irá melhorar os serviços públicos na Grande Vitória.

“Futuramente, poderemos estender o projeto de acesso à internet com alta velocidade e baixo custo para todo o Estado. A nossa prioridade é fazer com que o território capixaba esteja totalmente conectado por fibras ópticas”, explicou Anilton Salles Garcia, presidente da Fapes.

MiniCom divulga lista de cidades atendidas pelas teles no PNBL

Tele.Síntese - 07/10/2011


O Ministério das Comunicações divulgou nesta sexta-feira (7) a relação de cidades atendidas pelas concessionárias com oferta de acesso à internet, nos moldes do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A conexão tem velocidade de 1 Mbps, ao valor mensal de R$ 35.

Nesta primeira etapa, foram contemplados 344 municípios em 18 estados brasileiros. A internet popular está sendo vendida pelas empresas Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel em suas respectivas áreas de atuação. O acordo firmado entre governo e teles prevê que até 2014 todos os municípios brasileiros deverão contar com oferta de internet em alta velocidade.

A lista deverá ser atualizada a cada semestre, a partir de informações fornecidas pelas próprias concessionárias.


Acordo com concessionárias

MiniCom

TERMOS DE COMPROMISSO

Abaixo estão os termos de compromisso com a finalidade de aderir aos objetivos do Plano Nacional de Banda Larga, celebrados entre o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações e empresas de telefonia (em formato pdf).

Termo de Compromisso - CTBC

Termo de Compromisso - Sercomtel

Termo de Compromisso - Telefônica

Termo de Compromisso - Oi, Anexo I, Anexo II, Anexo III

MUNICÍPIOS ATENDIDOS (atualização em 07/10/2011)

As concessionárias de telefonia fixa (Oi, Telefonica, Algar Telecom e Sercomtel) que firmaram um acordo com o Ministério das Comunicações com o objetivo de contribuir para a popularização da internet no Brasil começaram, neste mês de outubro, a oferecer o serviço nos moldes do Programa Nacional de Banda Larga. Ou seja, conexões de 1 megabit por segundo por R$ 35. No total, 344 municípios, em 18 Estados brasileiros, já estão sendo beneficiados. Confira a relação.

Dados por Unidade Federativa


Rio Grande do Sul Santa Catarina Paraná São Paulo Mato Grosso do Sul Mato Grosso Rondônia Acre Minas Gerais Distrito Federal Goiás Rio de Janeiro Espírito Santo Bahia Sergipe Alagoas Pernambuco Paraíba Rio Grande do Norte Ceará Piauí Maranhão Tocantins Amapá Pará Roraima Amazonas

Acre-AC | Alagoas-AL | Amapá-AP | Amazonas-AM | Bahia-BA | Ceará-CE | Distrito Federal-DF | Goiás-GO | Espírito Santo-ES | Maranhão-MA | Mato Grosso-MT | Mato Grosso do Sul-MS | Minas Gerais-MG | Pará-PA | Paraiba-PB | Paraná-PR | Pernambuco-PE | Piauí-PI | Rio de Janeiro-RJ | Rio Grande do Norte-RN | Rio Grande do Sul-RS | Rondônia-RO | Roraima-RR | São Paulo-SP | Santa Catarina-SC | Sergipe-SE | Tocantins-TO

Tim amplia para 300 cidades oferta do PNBL

itWeb - 07/10/2011


A Tim aumentou para 300 cidades brasileiras a abrangência da oferta criada para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que inicialmente iria contemplar quatro municípios até o fim deste ano (dois em Goiás e dois no Distrito Federal). De acordo com a empresa, a intenção é acelerar a inclusão digital pela rede móvel no Brasil por meio do lançamento, na quinta-feira (06/10), sua oferta popular de conexão ilimitada à web, o Liberty Web Light.

Com o plano pós-pago, os usuários terão conexão ilimitada à internet em desktops e notebooks, via minimodem, a uma velocidade de até 1 Mbps por R$ 35 mensais e sem fidelização. A oferta segue as diretrizes estabelecidas pelo PNBL, sem cobrança de excedentes, além de disponibilizar consumo de 500 MB, sem qualquer bloqueio após a utilização total do plano.

O plano pode ser adquirido em qualquer loja Tim ou nas redes de parceiros comerciais em todo Brasil. O minimodem é vendido a R$ 108 e pode ser parcelado em 12 vezes sem juros nos cartões de crédito. Além de Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás; e Samambaia e Recanto das Emas, no Distrito Federal, previstas inicialmente para lançamento da oferta no acordo com a Telebrás, o Liberty Web Light estará disponível em todas as cidades com cobertura 3G da operadora.
Teles contra Telebrás nos órgãos públicos

Baguete - 07/10/2011

O SindiTelebrasil criticou a possível entrada da Telebrás como concorrente no prestação serviços de telecomunicações à órgãos públicos. A principal crítica é o fato de a empresa poder atuar sem licitação.

Em nota, os representantes da iniciativa privada disseram que “o SindiTelebrasil recebeu com grande preocupação a notícia”. No mesmo documento, a entidade diz repudiar tal possibilidade “e reitera seu posicionamento a favor da livre competição e de regras isonômicas para todos os agentes do mercado”.

A administração pública rende contratos milionários ao setor. Empresas como Intelig e Embratel – ambas afiliadas do SindiTelebrasil – fecharam contratos, nesse ano, com órgãos do governo federal e o Exército. No caso da Intelig, o contrato foi de R$ 5 milhões para a rede dos jogos Militares.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PNBL revoluciona banda larga em Boa Vista-RR

Insight - Laboratório de Ideias - 07/10/2011

Nada é tão eloquente quanto um testemunho sincero, gratuito e prestado espontaneamente.

Desde fevereiro deste ano, o leitor Tuan Tavares, residente na cidade de Boa Vista-RR, escreve para este blog, reclamando da péssima conexão de internet disponível em sua cidade. Segundo ele, no Estado só a capital dispunha de banda larga, mas não em todos os bairros. Mesmo assim, a Oi disponibilizava 1 Mbps nominal, quando o real nunca passou de 114 Kbps.

No entanto, no dia 06 de outubro, Tuan enviou o seguinte email ao blog, cujo texto dispensa explicações:

E aí Leonardo!

Rapaz, nem te conto, consegui 10 mbps com a Oi ontem!

Moro num bairro próximo do centro e pelo que vi, com relatos de colegas que moram em outros bairros, a Oi resolveu abrir as porteiras para quase todos os bairos da capital, Boa Vista.

Eu percebi também que surgiram novas empresas especializadas em banda larga. Tem uma que até aparece na TV, uma tal de Play!, e estão oferecendo até 2 megas.

Tá uma loucura isso aqui, qualquer pessoa consegue a velocidade que quiser!

Acompanho seu blog religiosamente desde Fevereiro, mas não esperava que o PNBL fosse refletir tanto em Roraima em tão pouco tempo, em apenas 6 dias depois da abertura do plano do PNBL.

Estou espantado! A Oi está com muito medo de perder a clientela por causa das empresas pequenas daqui, e graças a isso consegui meus 10 megas, finalmente!

Quis compartilhar este momento único aqui em Roraima com você, porque sei como você se preocupa com este lado, tão deficitário de conhecimento e inclusão digital, e também porque tem relação direta com os trabalhos realizados pela Telebras.

Espero que Roraima, com a verdadeira banda larga chegando, possa mostrar para o Brasil quanto seremos capazes de surpreendê-los na economia, cultura e educação.
Valeu!

Para governo, indústria de satélites deveria fazer esforço para aderir ao PNBL

Teletime - 06/10/2011


Para o governo, o uso da capacidade satelital será essencial para atender cerca de 1,28 mil municípios que não serão atendidos pela infraestrutura física da Telebrás de banda larga. "O satélite tem uma capilaridade única e é resistente a catástrofes", lembrou Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, em palestra durante o Congresso Latinoamericano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações e pela revista TELETIME esta semana, no Rio de Janeiro.

"O satélite deverá atender 24,4 milhões de pessoas em áreas remotas e não aglomeradas. E chegará a 1,283 municípios tendo o satélite como backhaul. Enquanto a rede não chegar, vai por satélite, com envolvimento de empresas públicas e empresas privadas", disse, ao explicar as razões de o governo estar incluindo uma parte de comunicação no programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Martinhão lembrou que hoje já existem, inclusive, projetos comerciais de atendimento a áreas remotas com banda larga via satélite montados pela iniciativa privada, mas que o governo tem uma grande necessidade de estar presente com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) em todo o Brasil, e que por isso ter um satélite próprio, em conjunto com o segmento da defesa, faz todo sentido. O orçamento para o primeiro satélite, no valor de R$ 713 milhões, já está previsto no Plano Pluri Anual (PPA) e no orçamento de 2012.

A opção do governo foi então a de aproveitar o desenvolvimento de um satélite geoestacionário para projetos de defesa em banda X e incluir nesse projeto capacidade para transmissão de dados comercial, apenas em banda Ka. "Abrimos mão de ter bandas Ku e C justamente para não nos colocarmos como competidores das empresas que já operam", disse Paulo Kaap, gerente de tecnologia da Telebrás, ressaltando que a Telebrás será a operadora dessa capacidade satelital, mas que não pretende competir em outros serviços que não sejam a oferta de capacidade de dados para regiões carentes de infraestrutura. "É importante lembrar que a Telebrás não oferecerá acesso via satélite a ninguém, a não ser que não haja mais ninguém interessado", disse Martinhão.

Para o secretário de telecomunicações, as empresas de satélite, se quiserem, podem inclusive aderir ao PNBL e assumirem o compromisso de oferta de capacidade a R$ 35 por 1 Mbps, como estão fazendo as empresas de celular.

"O problema é que com a tecnologia de satélite, nessa velocidade, é impossível oferecer acesso a R$ 35", disse Russel Ribeiro, VP comercial da Gilat na América Latina.

Paulo Kaap provocou, lembrando que as operadoras de satélite têm margens muito altas e que para chegar nesses valores, é preciso trabalhar com margens menores. "No nosso caso, a oferta tem uma margem mínima, mas é viável economicamente", disse, ressaltando que o investimento na capacidade satelital não está nessa conta, já que esse é um investimento estratégico do País.

Maximiliano Martinhão também lembrou que a iniciativa privada viabilizou no Brasil uma oferta de TV via satélite que atende hoje mais de 20 milhões de pessoas gratuitamente. "Existem formas de fazer essa inclusão", concluiu.

Para Paulo Kaap, um dos desafios que terão que ser vencidos diz respeito ao cronograma, já que o satélite geoestacionário tem prazos longos de projeto, produção, preparação para o lançamento e testes antes de entrar em operação. O governo quer estar com o satélite operante até 2014. "O prazo é muito apertado, mas ainda é possível. Parte do projeto já está bastante avançada porque o trabalho não vem de hoje. Além disso, já fizemos uma RFI confidencial para algumas empresas fornecedoras e a contratação de algumas partes do satélite deve ser feita ainda este ano", disse Kaap, lembrando que a indústria nacional será fortemente convidada a participar, "se não obrigada", brincou.


Empresas querem que governo mantenha portas abertas para parcerias na oferta de serviços satelitais


A recente oficialização do projeto de lançamento de um satélite geoestacionário brasileiro (SGB) sob o comando dos órgãos de defesa e da Telebrás provocou no setor de satélites um misto de apreensão e um sentimento de oportunidade.

Não é de hoje que o mercado de satélites está aquecido no Brasil, com forte demanda por capacidade, sobretudo em função dos serviços de vídeo (distribuição de TV digital e DTH). Mas a sinalização do governo de que o SGB atenderá ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) aguçou nas empresas a oportunidade por esse mercado. Foi isso que se viu no Congresso Latinoamericano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações esta semana no Rio de Janeiro, com apoio da Revista TELETIME.

O setor satelital diz estar pronto a contribuir e quer que o governo adote um modelo de parceria, estimulando a oferta da capacidade por parte de empresas privadas. Para Otávio Prates, presidente do Sindisat (sindicato das empresas de satélite), o projeto do governo de ter um satélite geoestacionário só mostra a relevância do setor e a importância da tecnologia. Mas é importante lembrar que o Brasil é um dos mercados mais abertos de satélite no mundo, com empresas privadas nacionais e estrangeiras, e que nunca deixou de atender às necessidades brasileiras". Segundo ele, preocupações com segurança e salvaguardas são importantes, mas existem formas de garantir isso em parceria com a iniciativa privada, como fazem EUA e Reino Unido."

Para Manoel Almeida, presidente da Abrasat (associação das empresas), as demandas do mercado sempre foram atendidas. "Acho que esse projeto deveria ser uma parceria de apoio do governo para subsidiar inicialmente terminais, com redução de impostos, sobretudo de ICMS. Depois de dado o impulso, o mercado se viabiliza, precisa só dessa ajuda inicial."

Para Mauro Wajnberg, da SSPI (sociedade internacional de profissionais de satélites), o momento vivido pela indústria de satélites é único. "Que que mais me chamou a atenção na última licitação promovida pela Anatel para posições orbitais não foi o valor pago pelas posições, mas a quantidade de empresas que estavam interessadas. Havia sete empresas prontas para entrar na disputa, muitas delas pela primeira vez". Segundo ele, o mercado de satélites deve crescer cerca de 3% ao ano até 2020 no mundo, "mas no Brasil esse crescimento será muito maior".

Para Russel Ribeiro, vice-presidente comercial da Gilat para a América Latina, a iniciativa estatal no segmento de satélites tem problemas. "No Brasil, a gente tenta reinventar a roda, mas não devia. O Brasil e a América Latina têm feito um grande esforço para suprir o gap digital. Só em Gesac há 27 mil pontos só com Gilat. Mas há 30 milhões de pessoas que não têm nem como ter acesso à Internet. A conta para essas pessoas não fecha sem reduzir imposto e dar subsídios. A questão hoje é a pressa: vamos esperar três anos, até o satélite brasileiro estar pronto, para atender a estas pessoas?", questiona o executivo. "O governo compra bem e poderia usar essa capacidade para alavancar a indústria", concluiu.
Vice-prefeito discute Ijuí Digital com presidente da Telebrás

Prefeitura de Ijuí - 06/10/2011

O vice-prefeito Ubirajara Teixeira está em Brasília desde esta quarta-feira, 5, quando esteve reunido com o presidente da Telebrás Caio Bonilha para tratar do Programa Ijuí Digital, mais especificamente a expansão da banda larga em Ijuí e região. Estiveram presentes também os deputados Federais Elvino Bohn Gass e Marcon, ambos do PT do RS.

O vice-prefeito convidou Bonilha para participar de uma audiência pública em Ijuí. “Ficou ajustada a realização de um encontro em Ijuí, em data a ser definida, para reunir os municípios da região e as cooperativas de eletrificação rural”, afirma.

Segundo o vice-prefeito, o objetivo da audiência é informar as possibilidades e o funcionamento do plano nacional de expansão de banda larga aos municípios de todo o País.
Investimentos em rede de suporte de telecom para a Copa chegarão a R$ 2 bi, prevê Cisco

Tele.Síntese - 06/10/2011

Os investimentos com as redes de suporte de telecomunicações nas 12 cidades-sede e nas cidades sub-sedes da Copa do Mundo de 2014 deverão variar entre R$ 1 a R$ 2 bilhões, estima o diretor de Novos Negócios da Cisco, Rodrigo Uchôa.

Segundo ele, estes valores preveem apenas a expansão da infraestrutura de transmissão das operadoras de telecomunicações, o back officce e a expansão da rede IP. Algumas projeções, que estimam investimentos de até R$ 6 bilhões, incluem gastos com centrais de celular e outros equipamentos de tecnologia da informação, observa. O executivo participa do 10 Wireless Mundi, promovido pela Momento Editorial.

Segundo o executivo, os valores finais de investimentos ainda não foram fechados porque o planejamento deste segundo ciclo ainda não foi concluído. Embora o governo tenha a meta de concluir esta segunda etapa até o final deste ano, Uchôa acha que ela vai se prolongar para 2012, pois as discussões ainda estão no início.

Mas a sua aposta é que, a exemplo do que está ocorrendo em Londres para as Olimpíadas do próximo ano, as operadoras de celular e as prefeituras brasileiras construirão grandes redes WiFi para conviver com as redes de 3G e de 4G do celular. "O WiFi hoje é muito mais robusto, com antenas inteligentes e gestão de espectro e está sendo visto como uma tecnologia fundamental para desafogar o tráfego das redes de celular", afirmou Uchôa.

Ele lembra que, para 2014, está-se projetando o aumento de 22 vezes do tráfego de dados e 66% dele será em vídeo. "O cliente estará engajado, irá querer enviar suas emoções. E o problema é que as telecomunicações são boas de downstrean e muito ruim de upstream", concluiu.
Casagrande se reúne com presidente da Telebras para discutir ações do Plano Nacional de Banda Larga no ES

Folha Vitória - 06/10/2011

O governador Renato Casagrande e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, vão se reunir, nesta sexta-feira (07), para definir as novas atividades relacionadas à implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) no Espírito Santo. O encontro terá início às 8 horas, no Palácio Anchieta em Vitória.

A partir das 10 horas, Caio Bonilha vai à sede do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest), onde vai se reunir com os diretores do órgão e conhecer as instalações Data Center do Estado. O objetivo é verificar se a infraestrutura tecnológica da autarquia estadual tem capacidade de hospedar, com bastante segurança, os equipamentos da Telebrás, o que vai permitir ao Instituto participar ativamente do processo de descentralização da empresa federal.

O presidente da Telebras participará, às 14 horas, da reunião do Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Vitória (Comdevit). No evento, haverá a apresentação do projeto da Rede Metro-GVIX, que vai integrar, com fibra óptica, os órgãos municipais das prefeituras de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana.

Para a implantação da Metro-GVIX está previsto um investimento de R$ 25 milhões. A intenção é que a Telebras também participe desse projeto que irá melhorar os serviços públicos na Grande Vitória. Também será apresentado o projeto Rede.ES, uma ação futura para integrar todo o Estado e os municípios por meio de fibra óptica.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Decreto pode assegurar que Telebras preste serviço de rede a órgão público sem licitação

Tele.Síntese - 05/10/2011

O texto está em discussão na Casa Civil sob o comando da Advocacia-Geral da União

Já está em discussão na Casa Civil o texto de um decreto que permitirá à Telebras prestar serviços para os órgãos da administração pública, sem passar por licitação. Depois de exaustivo exame do decreto que criou o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que já previa a estatal como fornecedora dos serviços de redes aos órgãos públicos, o governo concluiu que a dispensa de licitação deve sair por meio de decreto, aproveitando uma das exceções previstas na lei 8.666/93.

O debate está sendo coordenado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e a demora é pela escolha do argumento mais forte, para evitar contestações judiciais. Além disso, há um trabalho de convencimento dentro do próprio governo, já que existe uma corrente contrária a que se dê exclusividade à estatal para prestação do serviço.

Caso saia o decreto, a estatal substituirá os contratos de rede dos órgãos públicos com operadoras privadas, que estão vencendo. Para a Telebras, essa possibilidade é vital para incrementar as finanças da companhia.
Grupo Algar e Telebras discutem parceria

Telebras - 05/10/2011

Os dirigentes do Grupo Algar se reuniram com o presidente da Telebras, Caio Bonilha, para tratar das possibilidades de parceria e de compartilhamento de infraestrutura entre ambas as empresas. O encontro ocorreu nesta terça-feira (04.10) na sede da estatal, em Brasília, e contou com a participação do fundador do Grupo e presidente do Conselho de Administração, Luiz Alberto Garcia.

Segundo o CEO do Grupo, Luiz Alexandre Garcia, a Algar Telecom dispõe de mais vinte mil quilômetros de rede com fibras ópticas e cerca de dois milhões de clientes de serviços como telefonia fixa, celular, internet banda larga, comunicação de dados, TV a cabo, entre outros. A sua área de atuação envolve o Triângulo Mineiro, bem como municípios de São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

“Estamos buscando sinergia para impulsionar o Programa Nacional de Banda Larga que tem um importante papel na promoção da inclusão digital, bem como levar os nossos serviços a novas áreas geográficas”, assinalou o CEO da Algar. O presidente da Telebras destacou que o compartilhamento de infraestrutura é uma das estratégias da empresa para ampliar o seu alcance e que, com esta finalidade, já foram firmadas parcerias com outras empresas, em diversos estados.
Telebras quer mais 25 funcionários para "projetos especiais"

Insight - Laboratório de Ideias - 05/10/2011

Em Ata da 355ª reunião de seu Conselho de Administração, a Telebras informa sua intenção de propor ao DEST/MPOG um acréscimo de 25 funções no quantitativo do quadro de funções gratificadas para atender "projetos especiais".

Supõe-se que sejam funcionários de nível médio e superior com as qualificações exigidas para os novos desafios que a empresa enfrentará, como: satélites, cabos submarinos, super banda larga e, provavelmente, a TV Digital Pública.
Fundo Tamisa aumenta novamente participação acionária na Telebrás

Insight - Laboratório de Ideias - 05/10/2011

O Tamisa Fundo de Investimentos Multimercado comunicou à Telebras que passou a deter a participação de 13% das ações preferenciais da estatal. A participação representa um total de 2.730.600 ações preferenciais da companhia (clique na imagem para visualizar o Comunicado)

O Tamisa declarou também que, em relação às ações ordinárias da empresa, passou a deter um montante de 5.860.080 papéis, representando 6,61% do total de ações do tipo ON.

Segundo o comunicado enviado à Telebras e repassado por esta à BM&FBovespa nesta data, o fundo efetuou a aquisição com o intuito de realizar operações financeiras, e não alterar sua composição do controle ou estrutura administrativa da empresa.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Setor Elétrico e Petrobras são parceiros estratégicos da Telebras

Telebras - 04/10/2011

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, participou nesta terça-feira da mesa de abertura do 12° Seminário Nacional de Telecomunicações (APTEL 2011) que ocorre até o dia 06 de outubro, em Brasília. Ele salientou na ocasião a relevância do setor elétrico e da Petrobras para a execução do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

“A colaboração dessas empresas tem sido essencial para a implementação do PNBL”, afirmou o executivo. A Telebras firmou acordo com as empresas do Grupo Eletrobras e com a Petrobras para a cessão onerosa de uso das fibras ópticas que estão sendo utilizadas para a implantação da rede de telecomunicações. Também estabeleceu cooperação com a Eletronorte para que a Telebras chegue mais rapidamente a estados da Região Norte.

Bonilha lembrou na ocasião que a Telebras passou a integrar recentemente a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel). A entidade reúne empresas dos setores de energia elétrica, petróleo, gás, ferrovias, rodovias, saneamento, entre outros.

Além do presidente da Telebras, a mesa de abertura do Seminário também contou a presença do presidente da APTEL, Pedro Luiz de Oliveira Jatobá; do secretário nacional de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão; do presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca Leite; e do superintendente de Serviços Privados da Anatel, Dirceu Baraviera.

Também participaram o presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko; o gerente geral de Administração e Desenvolvimento de Soluções de Telecomunicações da Petrobras, Firmiano Ramos Perlingeiro; e o superintendente da Eletronorte, Abadá Carlos Magno de Sá.
Ministério da Defesa e Telebras comandarão satélite nacional

Tele.Síntese - 04/10/2011


O presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse nesta terça-feira (4) que ainda não está nada definido em relação à construção e transferência tecnológica do satélite geoestacionário brasileiro, mas acredita que as diretrizes terão que ser tomadas em 30 dias, no mais tardar. “A única coisa que já está certa é que a operação do satélite ficará a cargo da Telebras e do Ministério da Defesa porque é uma questão estratégia”, disse.

Bonilha disse que a criação de uma empresa específica para o projeto do satélite em parceria com a iniciativa privada é uma das possibilidades que estão sendo estudadas. Ele admite que para a construção do equipamento pode ser que o governo não tenha a maioria do capital. “Isto vai depender do interesse estratégico e da conveniência”, disse.

O presidente da Telebras confirmou o interesse de grupos privados no negócio, como o Schahin e Odebrecht, mas disse que a forma como será escolhido o parceiro é também atribuição do grupo de estudo, criado na semana passada.

O primeiro satélite, com lançamento previsto para 2014, será dedicado principalmente a telecomunicações civis, basicamente para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), além de 20% da capacidade destinada às Forças Armadas, cerca de três a quatro transponder na banda X. O valor total, inclusive com lançamento, é de R$ 716 milhões. O segundo lançamento está previsto para 2018.

Os satélites vão operar na banda Ka para o atendimento de redes de governo e iniciativas de inclusão digital, bem como na banda X, que será de uso exclusivo das Forças Armadas. Isso permitirá, por exemplo, ampliar o número de municípios que serão atendidos pelo PNBL até 2014, hoje estimados em 4.283.

O grupo de trabalho é formado por representantes da Telebras, da Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Ministério da Defesa.
Sebrae aposta nas lan houses para estimular empreendedores

Agora MS - 04/10/2011

Duzentos e noventa e cinco lan houses espalhadas em diferentes localidades atuam como Pontos de Acessos Sebrae pela internet. Os estabelecimentos são responsáveis pela formalização de mais de dois mil empreendedores individuais desde 2010. Essas microempresas foram habilitadas por um programa de treinamento em gestão empresarial em formato de social game, o Desafio Lan Sebrae. A meta da instituição é chegar a 400 pontos de acesso até dezembro de 2012.

O Desafio Lan Sebrae está inserido no projeto Rede de Atendimento, Informação e Orientação (Raio), iniciado em 2010. Trata-se de um espaço em que os donos de lan houses compartilham dicas, vivências, problemas e soluções. “O projeto é uma ação que apoia a aproximação dessas expectativas e promove pactos de geração de negócios e desenvolvimento, envolvendo empresas e instituições em um diálogo contínuo e sustentável com as lan”, destaca Viviane Vilela, coordenadora da Raio, que reúne hoje 2.584 usuários.

Viviane observa que o projeto propiciou o aumento do número de empresas formalizadas, tanto nesse tipo de empreendimento quanto em outros negócios. Também houve melhoria nos processos de gestão do negócio por meio dos cursos à distância do Sebrae. Autorizadas pela instituição, as lan houses podem oferecer um novo tipo de serviço: cursos de capacitação profissional on-line para formalização de microempresas. O projeto tem duas motivações: promover a sustentabilidade das lan houses e aproveitar esses estabelecimentos para facilitar o acesso da população aos serviços e produtos do Sebrae.

Para se tornar um Ponto de Acesso Sebrae pela Internet é preciso atender requisitos como formalização e seguir um código de ética. Empenhado em atender a esses critérios, o empresário paulistano Marco Antonio Silva, 39 anos, encerrou cinco anos de informalidade. “Formalizei minha empresa e hoje ajudo outros a mudarem. O projeto Raio mudou minha mentalidade. Percebi que posso ser um ponto de vários serviços”, afirma.

Cenário
O Brasil tem pouco mais de 107 mil lan houses e é por meio dessas microempresas que 32 milhões de brasileiros acessaram a internet neste ano. O número corresponde a 45% do total de acessos do país, conforme estudo da Pleno CDE - consultoria especializada nas classes C, D e E - em parceria com o Comitê para Democratização da Informática (CDI Lan).

O estudo mostra ainda que 90% das lan houses são informais, geram até três empregos (Análise Bozz & Company, da Microsoft) e são associadas a casas de jogos, pontos de venda de drogas e pedofilia. Para Luiz Fernando Marrey Moncau, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas (FGV), o aumento do uso residencial de internet pode afastar algumas pessoas dos centros públicos de acesso. “Para manter a clientela, as lan houses precisarão reinventar seus modelos de negócio, investir no relacionamento com o cliente, nos serviços de café e de escritório”, avalia.

Lilian Maria Tansani é proprietária da Lancyber, em Hortolândia, São Paulo, inaugurada em 2010. Ela buscou o Sebrae porque queria oferecer algo novo e aprender mais sobre o segmento. A empresa é um dos pontos de atendimento do Sebrae. Para Lilian, o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL) do governo federal não intimida seu negócio. “Se o custo da banda larga cai para o usuário, também cai para o empresário. Hoje minha lan house não depende apenas do acesso à internet”, conta.

Segundo ela, seu empreendimento ganhou credibilidade após conquistar o selo de ponto Sebrae, que chamou a atenção da CPFL Total, grupo de empresas que gera, distribui e comercializa energia. O grupo propôs à Lilian que seu estabelecimento virasse seu credenciado.

Classificação
Até pouco tempo não havia a denominação para lan house na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae). A atividade enquadrava-se como casa de jogo ou casa de bingo. Hoje, o empreendedor pode escolher entre quatro Cnae diferentes: Proprietário de Sala de Acesso a Internet; Cyber Café com Predominância de Serviço de Bar; Ensino de Cursos de Treinamento Profissional, Gerencial com Acesso à Internet; Tecnologias de Informação e Comunicação e Acesso à Internet.

O novo olhar da sociedade para as lan houses é visto por Luiz Fernando Moncau, da FGV, como a maior conquista. Hoje já se reconhece que elas são espaços importantes para a inclusão digital. “A próxima fase é transformar essa percepção positiva em ação efetiva dos governos para as lan houses, removendo os entraves legais, implementando políticas públicas que permitam ao governo alcançar o cidadão e capacitando o usuário de internet”, ressalta.

No entendimento de Viviane Vilela, do Sebrae, o maior desafio é a aprovação do Projeto de Lei nº 4.361/2004, que tramita no Congresso. A principal mudança que a nova legislação propõe é a alteração do nome lan house para Centros de Inclusão Digital (CID). A lei define o CID como espaço de interesse social para universalização do acesso à rede mundial de computadores.