sexta-feira, 23 de setembro de 2011

SKY anuncia rede 4G para outubro

Tecnoblog - 23/09/2011


Faz poucos dias que a presidente Dilma Rousseff anunciou a presença de redes 4G no Brasil antes da Copa do Mundo. Pois bem: aproveitando os subsídios, a SKY correu atrás e irá montar sua rede de quarta geração. Para isso, fechou um acordo com a Telebrás, que será a fornecedora do link para o início da operação.

Seja lá o que isso quer dizer, a internet também vai ser "isso".

A primeira cidade da América Latina que irá receber cobertura 4G é Brasília. O serviço tem previsão de ser lançado ainda em outubro. O fato de Brasília ser a primeira cidade a receber cobertura é que, em 2008, a Sky adquiriu a empresa ITSA, que operava em MMDS no Distrito Federal.

Uma das razões para a compra era conseguir essa licença (cobiçada na época) para a atuação em serviços WiMAX. Como a tecnologia fracassou e o LTE utiliza a mesma frequência de operação, a Sky poderá usar a licença já adquirida para atuar em 4G. Só que essa licença não é válida em todo o território nacional, então seria a única forma de lançar o serviço sem ter que aguardar os leilões de espectro.

O gerente geral de infraestrutura da operadora afirmou ao Convergência Digital que, devido ao PNBL, a Telebrás possui uma rede com enorme área de atuação, e esse foi um dos fatores que irão viabilizar o lançamento do serviço. Entretanto, a parceria com a Telebrás não tem nada a ver com o Plano Nacional de Banda Larga — embora eu acredite que futuramente isso possa mudar, por causa da massificação de TV por assinatura paraas classes C, D e E.

Acredito que a Sky está tentando correr contra o tempo: a GVT TV foi anunciada e será comercializada em breve. Oferecer internet é forma de conseguir melhorar seu serviço e conter os clientes, senão, migrações em massa ocorrerão para a operadora da felicidade.
Projeto de satélite, a ser lançado em 2014, chega a Dilma na próxima semana

Convergência Digital :: 23/09/2011

O projeto de um satélite geoestacionário brasileiro deve ser apresentado à presidenta Dilma Rousseff na próxima semana e, caso aprovado e mantido o cronograma, a expectativa é de que o lançamento se dê em 2014. A proposta envolve os ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia e Comunicações, além da Agência Espacial (AEB) e da Telebrás.

Pelo menos as grandes linhas da proposta foram finalizadas nesta sexta-feira, 23/9, em reunião entre os ministros Aloizio Mercadante e Paulo Bernardo, além dos presidentes da AEB, Marco Antônio Raupp, e da Telebrás, Caio Bonilha. “Vamos levar o projeto à presidenta na próxima semana”, disse o ministro das Comunicações, ao fim do encontro.

A proposta não é nova – um relatório inicial da AEB foi apresentado ainda em 2004 – e tem como objetivo principal dar autonomia ao país nas comunicações das Forças Armadas e no controle de tráfego aéreo. Adicionalmente, o satélite deverá incluir equipamentos meteorológicos além de permitir uso comercial de telecomunicações.

Atualmente, o Brasil não tem nenhum satélite sujeito a controle direto – tanto as comunicações de Defesa quanto o sistema de previsão climática é adquirido de empresas privadas – notadamente a StarOne. Pelo menos um primeiro satélite conta com recursos de R$ 715 milhões previstos no Plano Plurianual 2012-2015.

O projeto, no entanto, prevê pelo menos um segundo satélite geoestacionário – originalmente, a proposta era de três deles. O primeiro deverá ser licitado e sofrer alguns ajustes de equipamentos. “Para o segundo talvez já possamos contar com alguma produção nacional”, afirma Paulo Bernardo.

Haverá transponders para distintas aplicações em bandas X, C, L e Ku – como navegação, comunicações militares e comerciais, sendo que é nesta última que se insere especialmente o papel da Telebrás. Segundo estimativas do Ministério da Defesa, pelo menos 1,8 mil comunidades isoladas poderão, com o satélite, receber acesso à internet.


Governo fecha proposta de satélite geoestacionário brasileiro


Teletime - 23/09/2011

O governo concluiu a proposta de lançamento de um satélite geoestacionário nacional em reunião realizada nesta sexta, 23, no Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação. A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Os recursos para o projeto serão da ordem de R$ 716 milhões, conforme previsto no Plano Plurianual que em agosto foi enviado para votação do Congresso.

Participaram da reunião o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, o secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza, o ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloízio Mercadante, além de Paulo Bernardo e do diretor do departamento de banda larga do Minicom, Arthur Coimbra. "Acreditamos que possamos levar o projeto à presidenta na próxima semana", disse Bernardo na saída do encontro. Mantido o cronograma com o qual trabalha o Minicom o lançamento acontece em 2014.

O satéilte nacional é uma demanda antiga, principalmente das Forças Armadas, que hoje contrata serviços satelitais de empresas privadas. O satélite brasilerio também teria capacidade de ajudar no controle do tráfego áereo e alguma capacidade disponível para uso comercial a ser gerida pela Telebrás.

Reformulação
O governo estuda ainda uma reformulação no Programa Espacial Brasileiro. A proposta, que teria sido levada ao ministro Aloizio Mercadante pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, prevê a fusão da AEB com o Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e, assim, a criação de um novo órgão para comandar o programa. Tal reformulação, contudo, ainda não está fechada dentro do governo.

Evento
A estratégia do governo para o projeto do satélite nacional e sua integração com o Plano Nacional de Banda Larga são tema do Congresso Latino Americano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações e pela revista TELETIME nos dias 6 e 7 de outubro, no Rio de Janeiro. Estão confirmados no evento representantes do Ministério das Comunicações (Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações), Anatel (Jarbas Valente, conselheiro) e representantes das Forças Armadas, além dos principais executivos das operadoras de satélite que operam no Brasil. Mais informações pelo site www.convergecom.com.br/eventos ou pelo telefone 0800 77 15 028.
Produtos da Telebras vão muito além do PNBL

Insight - Laboratório de Ideias - 23/09/2011

O recente instrumento firmado entre a Telebras e a Sky - primeiro contrato com uma operadora de TV por assinatura para o fornecimento de banda larga, possibilitando a oferta pioneira de Internet móvel de 4ª Geração (4G) no Brasil - surpreendeu, não só o mercado financeiro, como também boa parte dos experts na área de telecomunicações.

Isso se deu pelo fato de muitos acreditarem, até então, que a estatal se dedicaria somente a promover a inclusão digital dos brasileiros e a fomentar o desenvolvimento do Pais através da expansão da banda larga, atuando apenas como empresa líder do Programa Nacional de Banda Larga.

Na verdade, a empresa possui uma cesta de grandes produtos, onde o Internet PNBL Telebras é apenas um deles. Conheça também os demais:





 Circuito Dedicado Ponto-a-Ponto

Produto que disponibiliza circuitos dedicados digitais ponto a ponto para formação de redes próprias de telecomunicações. Trata-se de um conexão clear channel ou transparente a protocolos. As empresas utilizam este produto para interligar filiais, fornecedores e clientes na área de cobertura da TELEBRAS, contando com o que há de mais seguro e moderno em telecomunicações.

 Velocidades

- de 2M até 1Gbps * Velocidades acima deste valor serão disponibilizadas sob consulta

 Benefícios
  • Transparência a protocolos de comunicação
  • Infraestrutura terrestre de telecomunicações, com total privacidade e alto grau de qualidade no serviço entregue
  • Valor do Mbps mais competitivo
  • Custos operacionais reduzidos
  • Garantia efetiva de banda contratada e baixo retardo de transmissão
  • Transmissão de voz, dados e imagem
  • Uso irrestrito do serviço na configuração e capacidade contratadas, independentemente do volume trafegado, a um custo fixo mensal
  • Garantia de segurança e integridade das informações transmitidas
  • Uso de aplicações críticas suportadas por uma alta disponibilidade do serviço

 Internet Alta Velocidade TELEBRAS

Produto de acesso à internet em alta velocidade que provê conexão exclusiva e dedicada destinado a médias e grandes empresas que buscam agilidade no acesso às informações.

 Velocidades

- acima de 2Mbps.

 Benefícios
  • Suporte a altos fluxos de tráfego proporcionando conexões de excelente performance e rapidez
  • Internet de alta confiabilidade e disponibilidade
  • 100% da banda garantida com velocidades de upload e download iguais
  • Permite ampliações escalonadas de acordo com o volume de tráfego
  • Valor do Mbps mais competitivo

 VPN/MPLS TELEBRAS

Produto que permite interligar a rede corporativa da sua empresa a pontos geograficamente distantes, como outros escritórios ou filiais, permitindo acesso a qualquer lugar do país . Nesta rede a empresa pode transmitir voz, dados e imagens com alto desempenho, privacidade e baixo custo, independente da distância entre os pontos.

 Velocidades

- acima de 2Mbps.

 Benefícios
  • Garantia de 100% da banda contratada
  • Permite que os diversos pontos da Empresa se comuniquem entre si por telefone sem pagar ligações locais e interurbanas
  • Oferece maior relação custo x benefício, pois não depende do volume de tráfego e não apresenta degrau tarifário
  • Proporciona escalabilidade por meio de uma ampliação mais fácil da rede, com menor custo e menos propensa a erros
  • Suporta todos os tipos de tráfego como aplicações em voz, vídeo e dados com classificação, identificação, policiamento e priorização de tráfego
  • A rede disponibiliza privacidade por ser completamente isolada e protegida de outras redes e de ataques externos

 Internet PNBL TELEBRAS

Produto de conexão à Internet em banda larga, disponibilizado pela TELEBRAS, para prestadores de serviços de telecomunicações com SCM, no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga – PNBL.

 Velocidades

- a partir de 1 Mbps.

 Benefícios
  • Banda de Internet dedicada e exclusiva aos pontos de Governo
  • Altas taxas de transmissão e disponibilidade no acesso
  • Conexão segura, dedicada e exclusiva
  • Permite ampliações escalonadas de acordo com o volume de tráfego
Telebrás em alta

Correio Braziliense - 23/09/2011

Um dia depois do anúncio de um acordo com a Sky para oferecer infraestrutura a ser usada na oferta de serviço de internet móvel 4G, as ações preferenciais da Telebrás dispararam, com elevação de 9,8%, enquanto o Ibovespa fechou o dia com queda de 4,8%. As ações ordinárias da estatal — aquelas que dão direito a voto — também fecharam em alta: 1,6%.

A subida dos papéis da empresa reflete ainda os avanços do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que promete levar internet de alta velocidade a 40 milhões de domicílios até 2015.
Telebras visa sustentabilidade e busca fontes de financiamento externo

Insight - Laboratório de Ideias - 23/09/2011

Em seminário promovido pela Campanha "Banda Larga é um Direito Seu", realizado no dia 22/09/2011 em Brasília, Caio Bonilha, Presidente da Telebras, detalhou o perfil atual da empresa e as ações que ela está realizando para se transformar no vetor que, na liderança do Programa Nacional de Banda Larga, promoverá a inclusão digital dos brasileiros e fomentará o desenvolvimento do Pais através da expansão da banda larga.

Além disso, comentou também sobre planos e estratégias empresariais da estatal que, se concretizados, poderão elevá-la ao patamar das grandes empresas brasileiras em um futuro próximo.

Uma das novidades trazidas por Bonilha, ao comentar sobre a necessidade de a empresa ter "sustentabilidade", é o fato de ela estar buscando "várias fontes de financiamentos externos, para não ficar só dependendo da capitalização do governo" (aos 19:54 min. do vídeo).

Outra, é sua posição contrária à banda larga ser prestada em regime público, por este vir a sufocar os pequenos provedores.

Bonilha adiantou também que há várias parcerias em curso e em perspectiva, com empresas públicas e privadas, sendo esta uma das principais estratégias para viabilizar o PNBL e disseminar a banda larga.

Ao referir-se ao importante e pioneiro contrato firmado com a Sky, quando venceu outras empresas na disputa para a prestação de serviços fora do âmbito do PNBL, o presidente da Telebras afirmou que sua empresa é bastante competitiva e poderá oferecer serviços de qualidade e preços atraentes, tanto a outras empresas privadas como às grandes estatais.

Veja o vídeo editado com as participações de Caio Bonilha:



Telebras registra mudança na marca, reforça o caixa e melhora relação com investidores

Insight - Laboratório de Ideias - 23/09/2011

Em reunião havida na tarde de 22 de setembro, o Conselho de Administração da Telebras aprovou o registro da marca sem o acento agudo, reservando-se o direito, no entanto, de usar ambas até posterior decisão.

A deliberação de maior impacto, entretanto, foi a de extinguir o Programa de Indenização de Serviços Prestados-PISP, o que deverá redundar na reversão de valores provisionados no montante de 38 milhões de reais, que irão reforçar o caixa da empresa.

Atendendo constantes reivindicações dos acionistas minoritários - realizadas diretamente através do conselheiro representante dos preferencialistas e também de emails, cartas e telefonemas à direção da empresa - o Diretor de Relações com Investidores, Bolivar Tarragó Moura Neto, prestou informações ao Conselho sobre a política de divulgação de informações. A partir de agora, a tendência da Telebras é manter o procedimento estreiado através do Comunicado enviado em 21/09, que tanto agradou aos investidores, difundindo oficialmente as principais realizações da empresa e todas as demais informações de interesse do Mercado.

Leia abaixo a ata da reunião.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PNBL chega a 92 cidades do Ceará em outubro

Telebras - 22/09/2011

Uma parceria entre a Telebras e a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) viabilizará a conexão à Internet de 92 cidades do estado a partir do próximo mês. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22.09) pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, durante debate sobre o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e perspectivas para a universalização do serviço realizado na Universidade de Brasília.

A parceria foi firmada no último dia 31 de agosto e envolve 2,5 mil quilômetros de fibras da Etice instaladas no Cinturão Digital do estado, bem como fibras ópticas que estão nas linhas de alta tensão da Chesf. Segundo Bonilha, nesta semana ocorreu a interligação da rede de ambas as empresas e está em definição qual delas fará a comercialização junto aos provedores de internet que atuam nas 92 cidades contempladas. Para o presidente da Etice, Fernando Carvalho, a iniciativa evita a duplicação de esforços e possibilita ampliar o acesso à banda larga de qualidade no estado.

Durante o debate, o presidente da Telebras destacou o papel dos pequenos provedores de internet que são principais parceiros responsáveis pela conexão dos usuários finais atendidos pelo PNBL. Ele lembrou que apesar de ocupar apenas 10% do mercado, o segmento emprega, direta ou indiretamente, entre 120 e 130 mil pessoas no país. “Os pequenos provedores são os que desenvolvem a banda larga na franja das grandes cidades e no interior do país”, disse.

Ele lembrou na ocasião que os pequenos provedores seriam os primeiros prejudicados caso o serviço de banda larga fosse transformado em regime público: “Eles não teriam como cumprir com as regras de universalização e acabariam desaparecendo”, enfatizou. De acordo com Bonilha, o regime público não garante a universalização do serviço já que a telefonia fixa, que se enquadra nesta condição, possui apenas 40 milhões de assinantes. Já a telefonia celular, que funciona em regime privado, possui mais de 200 milhões de usuários.

Também participaram do debate com o presidente da Telebras, na Universidade de Brasília, o secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão; o representante da sociedade civil no Conselho Consultivo da Anatel e membro do Instituto Telecom, Marcello Miranda; o vice-presidente da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura e professor da UFRJ, Marcos Dantas; e a diretora geral do Coletivo Digital, Beatriz Tibiriçá.

Ceará prepara decreto que zera taxa de direito de passagem


Teletime - 22/09/2011


O Ceará é o primeiro estado do Brasil que pretende abrir mão da receita com a autorização para o direito de passagem de diferentes redes pelos seus domínios. Empresas de diferentes setores, como energia, telecom, saneamento etc. devem pagar para construir sobre áreas de domínio do estado como as rodovias.

O decreto elimina essa cobrança com uma condição: a empresa deverá construir um duto para compartilhamento futuro com outros interessados. De acordo com Fernando Carvalho, presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), esse sistema representa uma economia de 25% no custo do lançamento de uma fibra, uma vez que elimina a necessidade de uma nova obra civil para cada cabo que se deseja passar.

O decreto já passou por audiências públicas e deverá ser publicado em breve. Segundo ele, a prefeitura de Fortaleza deverá também adotar medida semelhante. A Etice é a uma empresa pública que controla um anel de fibra óptica no Estado e presta serviço para a administração pública. A companhia está preparando uma licitação com 18 lotes que vão de 60 Mbps a 1 Gbps para os provedores de Internet do Ceará. Segundo Carvalho, o edital deverá sair até o fim de outubro.

Telebrás

A empresa assinou contrato com a Telebrás, que vai elevar a capacidade da sua rede de 10 Gbps para 20 Gbps em cada um dos dois pares de fibras acessas da companhia. O acordo também permite que a Telebrás forneça conexão aos provedores de 92 municípios por que passa a rede da Etice. “Nossos objetivos são os mesmos e as nossas redes se complementam”, afirma Carvalho.

Sky fecha acordo com a Telebrás

O Estado de S.Paulo - 22/09/2011

Depois de quase um ano de espera, a Sky, obteve autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ofertar banda larga móvel de quarta geração (4G) e fechou um contrato para usar a rede da Telebrás para prestar o serviço em Brasília. O embate entre a empresa e a agência reguladora, porém, ainda não acabou.

Insatisfeita com o preço de R$ 9 milhões fixado pela Anatel para uso do espectro de 50 MHz na faixa de 2,5 GHz para explorar o serviço por 15 anos, a Sky entrou com uma ação na Justiça. O preço inicial cobrado pela Anatel era de cerca de R$ 20 milhões para uso do espectro para oferta de banda larga, telefonia fixa e telefonia móvel, mas depois da alegação da Sky de que a faixa seria usada apenas para banda larga, o valor foi reduzido. A empresa pleiteia, porém, pagar apenas R$ 9 mil pelo uso do espectro, valor que foi fixado recentemente pela agência para novas outorgas de TV a cabo.

O conselheiro da Anatel João Rezende disse que, ao expedir a outorga, o Conselho Diretor da agência acatou os cálculos trazidos pela área técnica. "É um preço adequado, tomando por base o plano de negócios da empresa e a perspectiva de crescimento do mercado", afirmou.

Potencial
O Estado apurou que a Sky pretende prestar banda larga para 160 mil clientes em Brasília no prazo de cinco anos. Tomando por base o preço de R$ 35 fixado pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o faturamento anual da operadora com o serviço seria de R$ 67,2 milhões. Mas, como a proposta da empresa é ofertar banda larga com velocidades superior a 4 megabits por segundo, o preço médio cobrado seria de R$ 60, o faturamento anual subiria para R$ 115,2 milhões.

Por meio de nota divulgada ontem, a Sky afirma que será a primeira empresa do País a oferecer internet móvel de quarta geração (4G). O serviço, porém, deve funcionar apenas por meio de modems para computadores e não diretamente em celulares, visto que a companhia ainda não tem licença para operar telefonia móvel.

O acordo com a Telebrás prevê o uso das redes da estatal para interconexão e tráfego de dados, mas não faz parte do PNBL.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Telebrás comunica ao Mercado o contrato que firmou com a Sky

Telebras - 21/09/2011


Sky fecha acordo com Telebras para oferecer banda larga

Valor - 21/09/2011

SÃO PAULO – A operadora de TV por assinatura Sky assinou hoje acordo para contratar capacidade de banda larga da Telebras, com o objetivo de oferecer acesso à internet móvel a seus clientes. A estatal vai fornecer à Sky, de forma progressiva, um link com capacidade de até 5 gigabytes. O valor do contrato não foi revelado.

Com o acordo, a Sky planeja estrear, no fim de outubro, a oferta de banda larga em Brasília. Segundo comunicado enviado pela Telebras, a expectativa da operadora é expandir o serviço a outros municípios a partir de 2012.

Há anos, a Sky tem planos de oferecer banda larga móvel por meio do padrão conhecido pela sigla WiMax, de quarta geração (4G). Para isso, em 2008, adquiriu a Itsa – empresa de TV paga que utiliza como tecnologia o MMDS, sistema de radiofrequências que permite o acesso à internet sem fio.

Seremos a primeira empresa a oferecer essa tecnologia de acesso à internet na América Latina”, afirmou o vice-presidente de relações institucionais da Sky, Adir de Souza Matos, no comunicado divulgado pela Telebras. Procurada pelo Valor, a Sky informou que não daria mais informações sobre o assunto.

Por enquanto, as possibilidades da Sky de expandir o serviço são limitadas. As licenças de MMDS da Sky são da faixa de 2,5 gigahertz (GHz) – que será quase toda licitada pela Anatel, em 2012, para as operadoras de telefonia móvel interessadas em prestar serviços de quarta geração.

A Sky poderá ficar nessa faixa, mas terá de pagar pela licença para oferecer internet (e não apenas TV por assinatura) nessas frequências. Porém, o preço ainda não foi definido pela Anatel.

A definição é importante para a Sky, que atualmente não consegue oferecer banda larga a seus assinantes. A companhia presta serviços de TV por assinatura em todo o país por meio de satélite (DTH), que não dá acesso à internet.
Contrato entre Telebras e SKY inaugura a oferta de 4G no Brasil

Telebras - 21/09/2011

A Telebras assinou nesta quarta-feira (21.09) o primeiro contrato com uma operadora de TV por assinatura para o fornecimento de banda larga. A parceria vai inaugurar o oferecimento da Internet móvel de 4ª Geração (4G) no Brasil. O documento foi assinado, em Brasília, pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais da SKY, Adir de Souza Matos, e pelo gerente geral de Infra Estrutura da operadora, Jefferson Wanderley.

A primeira cidade atendida será Brasília, ainda este ano, e estará disponível aos clientes interessados. A expansão para outras cidades do país deve ocorrer a partir de 2012. De acordo com os representantes da operadora presentes na assinatura, a Internet móvel 4G será até dez vezes mais rápida que a antecessora 3G. “Seremos a primeira empresa a oferecer esta tecnologia de acesso à Internet na América Latina”, declarou Matos.

Segundo ele, a parceria foi importante para viabilizar o lançamento deste serviço já que a Telebras oferece preços competitivos aliados à capilaridade da sua rede que será implantada em todo o território nacional para o atendimento ao PNBL.

“O projeto da SKY vem ao encontro das metas da presidenta Dilma Rousseff e do ministro das Comunicações Paulo Bernardo de implantação da tecnologia 4G no Brasil”, salientou Bonilha, destacando a satisfação da Telebras em participar desta iniciativa.

O contrato com a Telebras prevê o fornecimento progressivo de até 5 gigabites de banda de Internet e não está inserido no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A Telebras tem até 30 dias para entregar o sinal à SKY. A operadora tem previsão para fazer no final de outubro o lançamento deste serviço para a capital federal.

Sem o 4G, Brasil não massificará banda larga

Convergência Digital - Cobertura Futurecom 2011 - 14/09/2011


Sem o 4G, o Brasil não terá como massificar a oferta de banda larga. Esta posição é defendida pelo presidente da Alcatel-Lucent, Jonio Foigel. Em entrevista à CDTV, do Convergência Digital, o executivo comemora ainda a sanção do PL 116, que permite a oferta do IPTV pelas teles. Fabricante anuncia ainda trials com o LTE em 2012 no Brasil.

"Não vejo como massificar a banda larga sem o 4G. A verdade é que o 3G chegou atrasado no Brasil. Mas temos que seguir o cronograma para podermos ficar à frente do calendário mundial", observa Foigel.

A Alcatel-Lucent acredita que o 4G será um diferencial no seu processo de recuperar a liderança no fornecimento de infraestrutura de telecom. A fabricante aposta suas fichas no LightRadio, uma ERB extremamente compacta e que favorece a redução dos custos com construção civil e de energia.

A primeira versão comercial do LightRadio sairá no primeiro trimestre de 2012, mas ela será de LTE puro. No Brasil, acredita Foigel, as operadoras vão buscar a solução LTE compatível com 2G e 3G, que só estará disponível no segundo trimestre do ano que vem.

Na parte de transmissão, a Alcatel-Lucent anuncia a realização de dois trials no país com rede de 100 Giga. Hoje, as redes têm 10 Giga. "A transmissão é a base da oferta dos serviços multimídia e as operadoras estão investindo nesta base", destaca. Sobre o ano de 2011 no mercado de telecom brasileiro, Foigel disse que 'poderia ser melhor', especialmente, porque houve uma forte reestruturação nas principais teles do país, a partir de fusões e aquisições, mas segundo ele 2012 promete ser bem melhor. Assista à entrevista de Jonio Foigel à CDTV, do Convergência Digital.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sky fecha acordo com Telebrás, mas não vai aderir ao PNBL

Teletime - 20/09/2011


A operadora de TV por assinatura Sky assina nesta quarta, 21, um acordo com a Telebrás para uso do backhaul da estatal na oferta do serviço de banda larga em Brasília. A expectativa é que a operadora lance no próximo mês o serviço, usando a faixa de 2,5 GHz do MMDS para o acesso.

Contudo, segundo o presidente da Sky, Luiz Eduardo (Bap) Baptista, a operadora de DTH não está aderindo ao PNBL e nem vai oferecer banda larga ao preço de R$ 35. "Escolhemos a Telebrás porque eles nos ofereceram uma oferta competitiva e profissional, mas infelizmente não dá para fazer o serviço a R$ 35 com os custos que me foram impostos pela Anatel", disse Bap a este noticiário. Ele se refere ao fato de a Anatel ter cobrado valores considerados elevados pelo uso da faixa de 2,5 GHz para o serviço de SCM e para o próprio serviço de MMDS. "A agência, ao estabelecer esses valores, tirou a minha oportunidade de um novo entrante ter uma oferta que force uma redução de preços das empresas estabelecidas", diz.

Ele não dá detalhes de como será a banda larga da Sky em Brasília, nem sobre quais os diferenciais para ter uma oferta que brigue com a GVT, Net e Oi, que já estão na cidade. "Teremos uma oferta interessante aos nossos clientes, mas se fizer a R$ 35, meu retorno é negativo. Eu não tenho recursos públicos, nem apoio do BNDES, então a minha decisão tem que ser empresarial".

Ele confirma apenas que a Sky deve ser das primeiras operadoras do mundo a oferecer a banda larga na tecnologia de TD-LTE. "Escolhemos essa tecnologia porque é para onde o mundo, sobretudo a China, está indo, então a escala é garantida no longo prazo", diz. Sobre a possibilidade de oferecer no futuro mobilidade na faixa de 2,5 GHz, ele diz apenas que é um desejo, mas que se a Anatel cobrar R$ 100 milhões por isso em Brasília, os beneficiados serão apenas as operadoras móveis que já estão no mercado, porque a competição fica inviável.

Sem adiamento

Luis Eduardo Baptista critica o novo discurso adotado por algumas operadoras móveis em relação ao leilão da faixa de 2,5 GHz de que deveria ser adiado para que se priorize uma definição da faixa de 700 MHz, considerada mais rentável. "Há três anos, quando as teles diziam que nós não podíamos usar a faixa de 2,5 GHz porque ia faltar espectro para a banda larga móvel, eu dizia que essa era uma manobra apenas para fechar o mercado. Não deu outra. Elas conseguiram deixar os operadores competitivos fora da faixa de 2,5 GHz e agora querem adiar o leilão para não ter que investir". Para o presidente da Sky, a Anatel deveria, com base nas declarações das teles, cobrar uma satisfação. "Afinal, a agência comprou o discurso da urgência e decidiu em cima disso. E agora, como é que fica?", pergunta. "Para mim, o melhor seria a agência ter se preocupado não com um discurso catastrofista, mas com a promoção da competição e da concorrência em condições isonômicas".
Telebras fará novo edital de licitação para infraestrutura na região Norte

Governo espera lançar edital em outubro; processo anterior havia sido cancelado pelo TCU em agosto

Tele.Síntese - 20/09/2011


A Telebras anunciou nesta terça-feira (20) que realizará um novo leilão eletrônico para a aquisição de infraestrutura para os Pontos de Presença (POPs) da rede nacional de telecomunicação que atenderá o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) na região Norte. Segundo afirmou o presidente da estatal, Caio Bonilha, em audiência pública na Câmara dos Deputados, a expectativa é de que o edital seja publicado até o mês que vem.

A Ata para registro de preços para a infraestrutura do Anel Norte havia sido cancelada em agosto, após a empresa vencedora do pregão se recusar a renegociar os preços de acordo com as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU). À época, foram aprovados os acordos para os Anéis Sudeste, Nordeste e Sul, totalizando R$ 367,7 milhões.

A consulta pública sobre a proposta do edital de licitação estará disponível no portal da Telebras até a próxima quinta-feira (22), e qualquer interessado pode encaminhar sugestões ao documento.
Uso de redes digitais é essencial para governos mais transparentes

Correio do Brasil - 20/9/2011


Foi lançada oficialmente hoje, em Nova York, a Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP), uma iniciativa internacional que pretende difundir e incentivar globalmente práticas governamentais como transparência orçamentária, acesso público à informação e participação social.

A presidenta Dilma Rousseff participou do evento, ao lado do presidente Barack Obama, além dos chefes de Estado do Reino Unido, África do Sul, Filipinas, Indonésia, México e Noruega. Esses oito países integram o Comitê Diretor da OGP, juntamente com nove organizações não governamentais, entre elas o brasileiro Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Brasil e EUA copresidem a Parceria.

Leia abaixo o discurso da presidenta Dilma Rousseff:

Senhoras e senhores,

É com grande alegria que participo, na condição de copresidenta, do lançamento oficial da Parceria para o Governo Aberto. Trata-se de um importante instrumento para o fortalecimento das nossas democracias. Congratulo-me com o presidente Obama por haver levantado esse tema, de forma muito oportuna, na última reunião da Assembleia Geral da ONU.

O uso das redes digitais é essencial para a promoção de governos mais transparentes e acessíveis aos cidadãos, para a melhoria dos serviços públicos de Educação, Saúde, Segurança e Meio Ambiente. Essas redes são um importante instrumento para o nosso objetivo de fortalecimento da Democracia.

O meu país, o Brasil, endossa a Declaração de Princípios sobre o Governo Aberto e apresenta também seu plano de ação nacional. Avançamos muito em nosso compromisso com a transparência, a qualidade e a abertura da gestão pública. A ideia do Governo Aberto no Brasil está associada à redemocratização do país nos anos 70.

Não se trata apenas de permitir o acesso individual à execução do orçamento do Estado ou o acompanhamento da lisura e da racionalidade da ação dos agentes públicos. Trata-se também de assegurar a prestação de contas, a fiscalização e a participação dos cidadãos, criando uma relação de mão dupla permanente entre o governo e a sociedade.

Nos últimos anos, ampliou-se o espaço de diálogo na gestão da Coisa Pública no Brasil, graças à implantação da consulta participativa. Desde 2003, o governo brasileiro realizou 70 conferências nacionais temáticas, nas mais diversas áreas, envolvendo interação com cinco milhões de pessoas, em cinco mil municípios. Evidentemente, a grande mudança social hoje vivida por meu país não seria possível sem o engajamento da própria sociedade brasileira.

Recorremos às consultas públicas para a preparação de planos e programas de governo, entre os quais o Plano Plurianual 2012/2015 e as propostas brasileiras para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que o Brasil terá a honra de sediar.

Encontra-se em discussão no Congresso Nacional um projeto de lei destinado a regulamentar o acesso às informações públicas, com regras transparentes e prazos menores para o sigilo de documentos.

Graças ao elevado grau de transparência em que se opera, é possível identificar e corrigir, com eficiência cada vez maior, os problemas de gestão, quando ocorrem. Contamos com o Ministério Público… Contamos com um Ministério: a Controladoria-Geral da União, dedicado a promover a transparência e a prevenir e combater a corrupção. Temos ainda a atuação autônoma da Procuradoria-Geral da República e da Inteligência da Polícia Federal. Conta-se também com a posição vigilante da imprensa brasileira, não submetida a qualquer constrangimento governamental. As ações do governo nessa matéria são firmes e permanentes.

Fui muito clara desde o discurso de posse, em janeiro, quando afirmei que meu governo não terá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito.

Senhoras e senhores,

A internet e as redes sociais vêm desempenhando um papel cada vez mais importante para a mobilização cívica na vida política. Vimos o poder dessas ferramentas no despertar democrático dos países do norte da África e do Oriente Médio sacudidos pela primavera árabe. Para colocar a tecnologia a serviço da transformação social, o Brasil está aperfeiçoando as ferramentas de governo eletrônico, difundindo o uso de padrões abertos e interoperáveis, e desenvolvendo uma infraestrutura nacional de dados abertos.

Inovamos na utilização de plataformas digitais colaborativas para a elaboração de projetos de lei. O nosso Portal da Transparência é hoje o símbolo dos avanços brasileiros na relação do governo com a cidadania. Por seu intermédio divulgamos na internet diariamente todos os gastos do governo. O próximo passo será disponibilizar essas informações como dados abertos, permitindo seu livre uso em diferentes análises e cruzamentos.

Estamos implementando, como um dos projetos prioritários do meu governo, o Programa Nacional de Banda Larga, que solucionará o principal gargalo da inclusão digital e do governo aberto, a insuficiência e o alto custo do acesso à internet. Com isso, o governo aberto no Brasil vai se colocar ao alcance de todos os segmentos sociais no amplo território nacional do país.

Senhoras e senhores,

O governo aberto não é apenas transparência e combate à corrupção. É cidadania, participação popular e melhor prestação de serviços públicos, que colocam a inovação a serviço dessas políticas de Educação, de Saúde e de Segurança. Trata-se, portanto, de um projeto de modernização democrática para o século XXI, e o meu país tem muito interesse pelo tema e acredito que temos como contribuir.

Com muita satisfação, confirmo e convido a todos porque o Brasil será sede do próximo encontro da parceria com o governo aberto em março de 2012. Estou certa de que, até lá, teremos mais países e atores engajados na iniciativa, prestando a sua valiosa colaboração.

Muito obrigada.

Dilma defende internet no fortalecimento da democracia

Durante cerimônia em Nova York, presidenta aponta que conexão a banda larga pode ser importante para promover governos mais transparentes e serviços mais eficientes

Rede Brasil Atual - 20/09/2011


São Paulo – A presidenta da República, Dilma Rousseff, enfatizou nesta terça-feira (20) em Nova York a importância da internet na promoção da democracia. “O uso das redes digitais é essencial para a promoção de governos mais transparentes e acessíveis aos cidadãos”, afirmou. Ela participou de cerimônia na qual se firmou parceria com os Estados Unidos na área de governos abertos.

Após encontro com o presidente norte-americano, Barack Obama, Dilma pontuou que o Brasil avançou muito, desde 2003, no compromisso com a qualidade da gestão pública. “Essas redes são importantes instrumentos para a melhoria dos serviços públicos em saúde, educação, segurança e meio ambiente”, disse.

Ela apontou, como exemplo, o Portal da Transparência do governo brasileiro. Por meio da página na internet, cidadãos podem ter acesso aos gastos do governo federal e às parcerias firmadas com estados e municípios.

O Governo Aberto, que será co-presidido por Dilma e por Obama, terá a participação de 46 países que se comprometem a adotar ferramentas que promovam gestões mais transparentes e com participação dos cidadãos.

“Trata-se de um projeto de modernização democrática para o século XXI. Meu país tem muito interesse pelo tema”, pontuou a presidenta, que acredita que a chamada “Primavera Árabe”, marcada por manifestações que levaram à queda de governos autoritários, é um exemplo de como a internet pode ajudar a fortalecer a democracia.

Ela citou ainda a promoção de conferências setoriais ao longo da gestão Lula como uma demonstração de que os brasileiros, hoje, têm mais canais abertos com o Estado. Ao longo dos oito anos anteriores, foram mais de 70 eventos do tipo, que resultaram na formulação de algumas políticas públicas.

Dilma entende que essa mudança no relacionamento entre governo e cidadãos só é possível por conta do forte engajamento da sociedade, que passou a ter espaço para participar da formulação de políticas públicas. “Trata-se de assegurar a prestação de contas, a fiscalização e a participação dos cidadãos, criando uma relação de mão dupla permanente entre o governo e a sociedade.”

A presidenta comentou ainda que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) será importante para enfrentar a exclusão digital no país.
Brasil desarrollará y lanzará en 2014 satélite militar y civil

Pueblo en Línea - 20/09/2011 (agência chinesa de notícias)

Brasil pretende desarrollar en el país y lanzar antes de 2014 un satélite geoestacionario con aplicaciones tanto militares como civiles, dijo el día 19 el ministro brasileño de Comunicaciones, Paulo Bernardo, en declaraciones citadas por la estatal Agencia Brasil.

El proyecto prevé el desarrollo de varios satélites con tecnología nacional, el primero de los cuales, con un porcentaje mínimo de componentes nacionales, será lanzado antes del 2014, según el ministro.

Los siguientes aparatos serán totalmente desarrollados y producidos en el país.

Bernardo reveló que el proyecto será presentado la próxima semana a la presidenta brasileña, Dilma Rousseff, tras haber sido discutido la semana pasada por los titulares de los ministerios de Comunicaciones, Defensa y Ciencia y Tecnología.

Las aplicaciones militares del satélite geoestacionario serán administradas por el Ministerio de la Defensa en tanto que las civiles podrán ser concedidas a Telebras, la antigua estatal de telecomunicaciones que había sido privatizada y cuyos activos sobrantes fueron reestructurados para atender proyectos estratégicos de comunicación del Gobierno.

La intención del Ministerio de Defensa de lanzar un satélite para interconectar los sistemas de defensa en todo el territorio y poder vigilar el espacio aéreo y territorial del país ya había sido mencionada en junio pasado por el entonces ministro de Defensa, Nelson Jobim, en una comparecencia en el Congreso.

Jobim aseguró entonces que las Fuerzas Armadas brasileñas necesitan alquilarle actualmente canales de un satélite de propiedad de una empresa privada de capital mexicano para garantizar sus comunicaciones en todo el territorio.

El ministro alegó que la empresa mexicana se tarda hasta 36 horas en atender una petición de las Fuerzas Armadas para enviar una imagen de satélite y Brasil no tiene condiciones técnicas de saber si terceros tuvieron acceso a esa imagen o a sus comunicaciones.

El satélite nacional permitirá que el Comando de las Fuerzas Armadas tenga comunicación directa con los batallones en la frontera, con los aviones en el espacio aéreo y con los submarinos en aguas territoriales.

El Ministerio de Defensa calcula que Brasil necesitará cerca de 700 millones de reales (unos 390 millones de dólares) para construir el satélite, lanzarlo, operarlo desde tierra y contratarle el respectivo seguro.

Representantes del gobierno brasileño ya han conversado con sus pares de Francia y con empresas privadas francesas sobre posibles asociaciones para la transferencia de tecnología y el desarrollo de satélites.(Xinhua)
Paulo Bernardo: "Internet vai bombar no curtíssimo prazo"

Ministro das Comunicações diz, em vídeo ao iG, que governo quer substituir livros didáticos por tablets nas escolas públicas

No curtíssimo prazo, a internet vai bombar.” A declaração é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista exclusiva em vídeo para o iG.

iG Brasília - 20/09/2011


Há um compromisso das operadoras de telefonia dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para que, a partir de 1º. de outubro, elas ofereçam acesso a internet de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35 em centenas de cidades, diz o ministro. “Isso vai abrir um crescimento extraordinário.”

O ministro destaca na entrevista o projeto do governo de adotar gradualmente tablets nas escolas, em substituição aos livros didáticos, e a previsão de licitar os celulares de quarta geração (4G) em breve, previstos para funcionar na Copa de 2014.

Bernardo prevê, ainda, grande crescimento na oferta de TV por assinatura e consequente queda de preço, depois que o mercado foi aberto para as empresas de telefonia e provedores de internet, no mês passado. “O consumidor vai ganhar.”

O ministro não evita comentar temas espinhosos que passam pela sua pasta, como o debate no Congresso para elaboração de um marco regulatório para a internet no Brasil e a regulação da mídia eletrônica – ambos necessários, segundo Paulo Bernardo.

Com relação à greve nos Correios, estatal ligada ao Ministério das Comunicações, o ministro diz que os trabalhadores e sindicatos estão “completamente equivocados” e avalia que a empresa perde mercado para as concorrentes privadas de logística.

Sobre impostos no setor de telecomunicações, o ministro antecipa um pacote de desonerações que vai reduzir em cerca de 10% os investimentos no setor e aponta a perspectiva de acordo com todos os Estados e o Distrito Federal para isentar de ICMS a banda larga popular.

O ministro fala ao iG sobre as diferenças entre os perfis de Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro do Planejamento, e de Dilma Rousseff, e comenta, ainda, a nomeação de sua esposa, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), para a chefia da Casa Civil. “Detratores dizem que eu era mandado em casa e agora sou mandado no governo, mas isso é uma calúnia”.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cidades-sede da Copa devem ter telefonia com tecnologia 4G dentro de dois anos

Proposta do satélite geoestacionário brasileiro deve ser levada à presidenta Dilma Rousseff na próxima semana


Agência Brasil - 19/09/2011 - 18h59

Brasília – O edital do leilão da faixa de frequência de 2,5 giga-hertz, que poderá ser usado para a telefonia celular de quarta geração (4G), vai estabelecer um prazo de 12 meses a partir da assinatura do contrato para que o serviço comece a ser oferecido nas cidades que serão sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Como a previsão é de que o leilão seja realizado até abril do ano que vem, o serviço deve estar disponível a partir de 2013, segundo previsão do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Ele garantiu que, mesmo com o protesto de algumas empresas de telefonia, que pedem que o leilão seja realizado mais tarde, a licitação deve ocorrer até 30 de abril de 2012, como está previsto no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU 3). Para o ministro, quem não participar da disputa, vai perder espaço no mercado.

“Acho que as empresas, embora estejam queixosas e reclamonas, vão se preparar e vão entrar. Agora, vamos colocar um espectro que vai servir para um serviço que é mais avançado do que tem hoje e acho que quem não entrar vai perder espaço de mercado”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

Outro projeto do governo para 2014 é o lançamento de um satélite geoestacionário brasileiro, que deverá atender tanto às demandas da área de telecomunicações quanto às da Defesa. A intenção é que o primeiro satélite tenha um percentual de produção nacional e os próximos sejam produzidos totalmente no Brasil.

Na última sexta-feira (16), Bernardo se reuniu com os ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e da Defesa, Celso Amorim, para tratar do assunto. A proposta do satélite geoestacionário brasileiro deve ser levada à presidenta Dilma Rousseff na próxima semana.
Brasil e a banda larga para todos

Convergência Digital - 19/09/2011


As implicações das políticas adotadas para a massificação do acesso rápido à Internet, a banda larga, serão tema de mesa redonda especial durante o Rio Info 2011, com a participação de representantes do governo e da iniciativa privada.

A proposta do debate - que ocorre no dia 28 de setembro, das 9 às 12 horas - é o de discutir os modelos adotados no país - entre eles, o Plano Nacional de Banda Larga, conduzido pelo governo Dilma Rousseff e a disseminação das tecnologias relacionadas à convergência digital.

Participam da mesa redonda, que será moderada por Sergio Rosa, da Cobra Tecnologia, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, e Eduardo Levy, do Sinditelebrasil, entre outros.
TIM, Claro, Oi, Vivo, Telefônica, Embratel, NET , GVT unem-se contra a neutralidade da rede

As operadoras de telecomunicações querem poder cobrar mais de quem consome mais banda

Tele.Síntese - 19/09/2011

As operadoras fixas e móveis, de controladores italianos, franceses, mexicanos, brasileiros, portugueses e espanhois que atuam no Brasil, resolveram falar a mesma língua no que se refere ao combate da proposta da Anatel, de não permitir que as operadoras de telecomunicações façam o bloqueio ou o tratamento discriminatório de qualquer tipo de tráfego, como voz, dados ou vídeo, independentemente da tecnologia utilizada. Proibição esta conhecida como"neutralidade da rede". Todas essas empresas se insurgiram contra a proibição da agência sob os mais diferentes argumentos, mas principalmente o de que as redes de telecomunicações não irão aguentar tanto aumento no tráfego, sem compartilhar os investimentos com os grandes consumidores.

A TIM argumenta que em 2015 o tráfego de vídeo on demand terá triplicado, o que representará a transmissão de 3 bilhões de DVDs por mês, 77% dos quais em alta definição.A Telefônica/Vivo, também assinala que é preciso se fazer a diferenciação do tráfego por níveis de serviço e de preço.

A Oi, por sua vez, volta a defender que esta questão só seja regulada depois da aprovação do marco civil da internet e alega que o artigo 59 do regulamento proposto pela Anatel vai "além da garantia de liberdade de expressão e pluralidade de opinião". Assinala ainda que recente manifestação da FCC (Federal Communications Comission), a agência reguladora norte-americana, admite a cobrança da rede por consumo de banda, sob o risco de forçar os pequenos a subsidiarem os grandes provedores.

O SindiTelebrasil, que só se manifesta quando há o consenso de todos os players representados - o que inclui também a GVT, CTBC e Sercomtel - também discorda "veementemente" da proposta da Anatel, pois entende que as empresas devem ter autonomia para gerir o tráfego diferenciando por níveis de serviço.

Neutralidade de rede: Teles vêem amarras, consumidores temem abusos

Convergência Digital :: 19/09/2011


Com a apresentação, ao Congresso Nacional, do projeto de Marco Civil da Internet, boa parte das contribuições à consulta pública sobre o novo regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia defende que a Anatel deixe as definições sobre neutralidade de rede e a guarda de registros de conexão para o texto da lei, ainda que por interesses distintos.

Segundo a proposta “é vedado à prestadora realizar bloqueio ou tratamento discriminatório de qualquer tipo de tráfego, como voz, dados ou vídeo, independentemente da tecnologia utilizada”. Porém, tal vedação “não impede a adoção de medidas de bloqueio ou gerenciamento de tráfego que se mostrarem indispensáveis à garantia de segurança e da estabilidade do serviço e das redes que lhe dão suporte”.

Operadoras e mesmo fornecedores de infraestrutura, como Alcatel e Cisco, preferem que não seja adotado o conceito de neutralidade de rede, em especial nos termos da redação apresentada. A leitura é de que o texto limita a capacidade de gerenciamento de tráfego pelos provedores.

“O Sinditelebrasil discorda veementemente da adoção desse conceito e defende que o mesmo seja alterado de forma a deixar claro que as empresas devem ter autonomia para fazer a gestão de tráfego de suas redes de forma a permitir a diferenciação por níveis de serviço e preço.”

As empresas defendem preços diferenciados por tipo de perfil de consumo e, além disso, “a possibilidade de cobrança, pelos detentores da infraestrutura junto aos provedores de conteúdo, de valores adicionais para a disponibilização de diferentes tipos de conteúdos, notadamente aqueles que demandam mais banda”.

Curiosamente, o mesmo texto que enseja tantos receios do lado das operadoras é tido como muito vago por entidades de defesa do consumidor, provedores de conteúdo e usuários que também apresentaram contribuições à consulta pública. Por isso, pedem maior clareza sobre as possibilidades em que medidas de gerenciamento de tráfego serão aceitas.

A UOL, por exemplo, quer “explicitações taxativas dos casos em que pode haver bloqueio de tráfego”, em especial limitando-os ao controle de ataques, sejam eles de negação de serviço, de entupimento de tráfego (flooding) aqueles direcionados a sistemas de resolução de nomes de domínios da Internet (DNS).

Em geral, porém, essas sugestões são de que – caso a Anatel insista em manter a questão no regulamento – aqueles critérios de bloqueio ou gerenciamento sejam amplamente divulgados e, mais importante, definidos preferencialmente por uma instituição como o Comitê Gestor da Internet e submetidos a consulta pública específica.

Guarda de logs

As diversas contribuições ao regulamento do SCM também defendem que a guarda dos registros de conexões, que a Anatel previu obrigatória por até três anos, seja tratado no Marco Civil da Internet ou, pelo menos, tenha o prazo de um ano previsto naquele projeto de lei incorporado pela agência.

Em essência, no entanto, a maior preocupação é com a definição clara de quais as informações farão parte de tais “registros de conexão”. Para isso, provedores e consumidores preferem que a Anatel especifique melhor a questão, em especial limitando a data, horário, duração, origem e destino das telecomunicações.
Brasil tem 47,8 milhões de conexões de banda larga

Número de ativações bateu recorde no mês de agosto: 2,2 milhões. Crescimento de 60,4% em comparação com agosto de 2010.

Computerworld - 19/09/2011

Segundo balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), a ativação de acesso de banda larga no País bateu novo recorde em agosto. Foram adicionados à base 2,2 milhões de conexões – crescimento de 60,4% em comparação com agosto de 2010, quando havia no Brasil 29,8 milhões de conexões de internet de alta velocidade.

O número supera em 35% a média mensal de ativações de 2011, que é de 1,6 milhão. Agora, a base de conexões é de 47,8 milhões, aponta a Telebrasil.

O estudo mapeia banda larga fixa e móvel, incluindo modems de conexão à web e celulares 3G e mostra que a banda larga móvel apresentou maior evolução, com 87,1%, chegando a 31,7 milhões de adições. Desse total, 7 milhões são de modems e 24,7 milhões de celulares 3G. Nesse segmento, o número de acessos mais que dobrou, apresentando expansão de 117% sobre o total registrado em agosto de 2010, de 11,4 milhões

Já a fixa apresentou incremento de 25,3%, passando de 12,9 milhões em agosto de 2010 para 16,1 milhões no mês passado.

De acordo com a instituição, desde o início de 2011, 13,4 milhões de novas conexões foram adicionadas à base de clientes, desempenho 37% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Considerando apenas o mês de agosto, o ritmo de ativação foi de 50 acessos de banda larga por minuto.
SGB: O Retorno da Telebrás

Panorama Espacial - 18/09/2011

Desde o ressurgimento da estatal Telebras, em meados de 2010, especulava-se sobre a possibilidade de seu envolvimento no projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) ("Telebras no SGB?"). Sexta-feira passada (16), o blog Panorama Espacial divulgou que haveria uma reunião entre os ministros da Defesa, Ciência, Tecnologia e Inovação, e Comunicações, e os presidentes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da estatal Telebras, para a discussão do projeto ("SGB em pauta?").

Com a reunião, outras informações obtidas nos últimos dias, além de todas as movimentações passadas, o cenário para o SGB foi se tornando mais claro: o SGB será viabilizado por meio da Telebras.

Indícios
Em entrevista publicada na edição de agosto da revista Teletime, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o governo investiria R$ 3 bilhões em projetos de cabos submarinos e num satélite geoestacionário de comunicações com duas vertentes, uma civil e outra militar. "Existem duas vertentes: uma é o satélite puramente comercial, esse que está sendo licitado pela Anatel, e que não vai ter necessariamente investimento público. Mas nós estamos discutindo com a Defesa para fazermos um satélite geoestacionário. Evidentemente a parte da Defesa seria controlada pela Defesa e a parte comercial, na nossa visão, é que seria coordenada pela Telebrás", declarou.

Antes da entrevista de Bernardo, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, já havia discorrido sobre o projeto, em apresentação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, no final de junho (ver a postagem "SGB se aproximando?"). O lançamento do satélite dependeria de "uma decisão final do governo brasileiro", declarou Jobim, acrescentando que o investimento envolvido seria de aproximadamente R$ 700 milhões, quantia que incluiria a construção, lançamento e seguro do satélite, e também a infraestrutura terrestre para recepção e controle.

PPA 2012-2015 e Orçamento de 2012
O que até então era meto discurso, começa a se tornar algo concreto, ao menos no papel. No final de agosto, o governo federal divulgou o Plano Plurianual (PPA) 2012/2015 que, grosso modo, estabelece os principais projetos e programas para um período de quatro anos, no caso, de 2012 a 2015. E um dos projetos que lá figuraram é justamente o "lançamento de satélite para comunicações" pela Telebras, com custo total estimado de R$ 716 milhões, iniciando-se em 01/01/2012 e se encerrando em 31/12/2015. Não por mera coincidência, o valor é muito próximo do informado por Jobim no Senado.

O orçamento de 2012 também dá mais um elemento concreto, prevendo investimentos de R$ 55,7 milhões, forte indicativo de que, não havendo cortes orçamentários, um contrato pode ser assinado já em 2012.

A inclusão do projeto da Telebras no PPA e a previsão orçamentária para a sua execução representam, finalmente, a decisão do governo quanto ao SGB, projeto idealizado no início da década de 2000 e que, desde então, teve sua viabilidade considerada sob diferentes modelos. Dentre eles, a ideia de uma Parceria Público Privada (PPP) e mesmo a continuidade da contratação direta de serviços de comunicações junto a operadores privados através do conceito "hosted payloads".

Comunicações governamentais
Embora não tenham conexão entre si, é interessante observar que a decisão do governo de dispor de um satélite próprio de comunicações se aproxima da estratégia adotada por vários países latino-americanos, que preferiram não depender apenas da iniciativa privada para comunicações por satélite. Citem-se os casos da Argentina (Arsat), Venezuela (Venesat), Bolívia (Tupac Katari) e México (MEXSAT).

Outro ponto que merece destaque é o retorno da Telebras aos satélites. Criada na década de sessenta como holding das empresas de telecomunicações, a empresa foi controladora da Embratel, que operava os satélites da série Brasilsat, até a sua privatização em 1998. A venda incluiu os satélites geoestacionários, hoje operados por uma subsidiária da Embratel, a Star One, o que desde então gera desconforto em alguns setores do governo e Forças Armadas (certamente, um motivador para que o SGB fosse viabilizado), especialmente pelo fato de que a empresa é controlada por um grupo estrangeiro, do México. A capacidade e forte expertise da Star One, reconhecido internacionalmente, tem, portanto, sua origem dos tempos de Telebras.

"Briga de foice"
Com a definição do SGB, a tão aguardada "briga de foice", que já acontece em movimentos mais sutis, será finalmente deflagrada ('SGB: "será uma briga de foice"'). Dentro dos próximos dias, o blog Panorama Espacial trará mais informações sobre o SGB.
O papel da Telebras em questão

Capital Digital - 19/09/2011


Há uma discussão jurídica dentro do governo, se a Telebras pode ou não vender serviços de rede diretamente aos demais órgãos federais, estaduais e municipais. Os defensores lembram que o Serpro já faz isso com a Infovia Brasília, mas têm dúvidas se a Telebras teria a mesma competência jurídica para tanto.

A “dispensa de licitação” utilizada pelo Serpro para abocanhar contratos de Serviços de Comunicação Multimídia (SCM) dentro do governo, sem nenhuma concorrência, tem sido questionada quando se trata de Telebras.

Esse assunto nunca foi pacífico. Em tese, nem mesmo o Serpro deveria ter o direito à dispensa de licitação na prestarão SCM, porque esses serviços são classificados pela Anatel como: “Telecomunicações”. O que pressupõe que sejam prestados em regime privado.

O governo quer se valer da Telebras para economizar anualmente nos gastos com rede. Estima-se que esses gastos fiquem entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões.

Enquanto a discussão flui dentro do governo e a Telebras monta o seu backbone nacional, na dúvida, os demais órgãos federais contratam as empresas de telecomunicações.

Nem mesmo o Serpro escapa dessa situação. A empresa acaba de assinar contrato com a Telefônica para serviços de rede. O acordo foi fechado no dia 16.

* E o valor total do contrato é de R$ 72,4 milhões.
Seminário discute Plano Nacional de Banda Larga em Brasília no dia 22

Observatório do Direito à Comunicação - 19/09/2011

A Campanha Banda Larga é um direito seu, manifestação de diversas entidades da sociedade civil em prol de uma internet rápida, barata e de qualidade para todos, promoverá o seminário “Banda Larga como Direito: balanço do PNBL e perspectivas para a universalização do serviço“. O evento será realizado no dia 22 de setembro (quinta-feira), no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, com início às 9h30 e atividades que seguem até as 18h.

O objetivo é debater as propostas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), após o balanço de mais de um ano de seu lançamento – ocorrido em maio de 2010 – e suas perspectivas para os próximos anos. Apesar de terem acontecido algumas conversas pontuais, as organizações que integram a campanha criticam a falta de espaços institucionalizados de diálogo entre governo e sociedade civil.

Segundo Veridiana Alimonti, advogada do Idec (uma das instituições envolvidas), é cada vez mais difícil pensar em inclusão social sem a democratização do acesso à banda larga. “O que temos até 2014 é uma Internet de 1 Mbps e ainda uma lacuna de como será resolvido o acesso à Internet nas zonas rurais”, argumenta. O seminário traz à luz a essencialidade do serviço como um direito, para o exercício da cidadania de milhões de brasileiros.

Na abertura do evento, está prevista a presença do ministro das comunicações, Paulo Bernardo, ainda sem confirmação. Além dele, outros nomes importantes no cenário das comunicações do país estão cotados para comparecer, como o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cézar Alvarez, a deputada federal Luiza Erundina – que também preside a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular – e outros. Mais informações através das redes sociais:Twitter e Facebook.

domingo, 18 de setembro de 2011

Dilma Rousseff quer LTE 4G no Brasil antes do Mundial

Telemoveis - 18/09/2011


A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, garantiu no seu programa radiofónico semanal que quer implementar a tecnologia 4G (LTE) no Brasil ainda antes do Campeonato Mundial de Futebol de 2014. A Telebrás, rede de telecomunicações brasileiras, já foi mesmo autorizada a investir 200 milhões de reais, cerca de 84,5 milhões de euros, em infraestruturas para garantir a transmissão de voz e imagens.

Dilma Rousseff afirmou que «isso significa que os brasileiros, e quem vier para o Brasil acompanhar os jogos, vão ter acessibilidade à Internet.

A implementação da tecnologia 4G será implementada inicialmente nas 14 cidades que vão acolher jogos do campeonato do Mundo de Futebol de 2014 e posteriormente será alargada a todo o território brasileiro. A rede 4G ainda não foi leiloada no Brasil, mas é algo que deverá acontecer até Abril de 2012. Recentemente ficou-se a saber que a Grã-Bretanha vai ficar sem tecnologia 4G, pelo menos até 2013, por falta de acordo entre as empresas de telecomunicações.