sábado, 17 de setembro de 2011

Banda larga pesa 64% menos no bolso dos brasileiros

Brasil é o 11º país com maior queda de preço relativo de internet rápida

R7 - 16/09/2011

A banda larga no Brasil passou a pesar 64% menos no orçamento das famílias brasileiras entre 2008 e 2010. Segundo estudo da UIT (União Internacional de Telecomunicações), órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado nesta quinta-feira (15), o custo da banda larga era igual a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) por pessoa, enquanto que no período anterior esse número era de 6,9%.

Essa queda foi a 12ª mais acentuada entre os 165 países analisados. Dois países africanos lideram esse ranking: Burkina Faso (queda de 96%) e Uganda (-90%). Em média, os países subdesenvolvidos tiveram queda de 52,2%. Os desenvolvidos derrubaram esse número em 35,4%. Na América, apenas a Venezuela teve queda maior no peso da banda larga na renda das pessoas, com uma diferença de -70%.

Porém, a banda larga continua inacessível para a maioria dos países pobres. Em média, o preço da banda larga representa 112,2% do PIB per capita desses países.

O relatório considerou o custo da banda larga de no mínimo 256 KBps com 1 GB de dados. Essa velocidade é 75% menor que a velocidade do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) que é de 1 MBps por R$ 35. Esse programa do governo tende a baixar ainda mais o custo da internet caso a ONU mantenha esse critério nos próximos relatórios.

Dados da pesquisa anual do CGI.br (Comitê Gestor da Internet), a TIC Domicílios, apontam que o brasileiro está deixando de contratar velocidades inferiores a 1 MBps. Em 2008, velocidades de conexão de até 1 MBps representavam 66% dos domicílios. Em 2010, a menor velocidade teve sua participação reduzida para 40% (uma queda de 27%). O acessos com mais de 2 MBps tiveram alta de 114%, pegando 15% do total.

Em muitos países, essa velocidade de 256 KBps nem existe mais. Um plano básico de internet banda larga na Áustria é de 8 MBps (oito vezes mais que o PNBL). Na Coreia do Sul, 50 MBps.

Rural x urbano

Entre 47 países analisados, o Brasil é o terceiro que mais tem diferença entre pessoas com acesso a internet no meio rural e urbano.

Nas cidades, 45,4% das pessoas tem acesso à rede, enquanto que no campo esse número cai para 16%, uma diferença de 29,4%. A diferença é maior apenas no Marrocos (35,2%) e no Peru (31,2%).

Banda larga móvel

O uso de banda larga em dispositivos móveis também teve um crescimento expressivo no Brasil. De 1,8% da população com um plano ativo de internet móvel o país passou a ter 10,6% - aumento de 488%.

Esse crescimento foi o 16º maior entre os 165 países analisados no relatório. Belarus (5.700%), Moldova (aumento de 5.100%), Equador (mais de 4250%) Bolívia, Fiji (ambos com 1.300%), Paraguai (aumento de 1.266%), Jamaica (crescimento de 777%), Cambodja (709%) Uganda, Egito, Angola (esses três com 700%), Honduras (ambos com aumento de 600%), Argentina (alta de 573%), Arábia Saudita (+ 535%), El Salvador e Tanzânia (ambos com crescimento de 525%) foram os países que superaram o índice brasileiro. A maioria desses países tinha menos de 1% de usuários conectados em 2008.

Isso sem contar os países que não tinham banda larga móvel em 2008 e passaram a ter, como é o caso do Paquistão, Gambia, Moçambique, Vietnã, Zimbábue, Tunísia, Síria, Senegal e Ruanda.

Celular

O mesmo relatório trouxe informações sobre o preço dos serviços de celular nos países. O Brasil consta como o país mais caro em termos de ligações e mensagens SMS entre as 165 nações analisadas.
Wi-fi grátis em todo o Distrito Federal até 2014

Internet pública sem fio começa a funcionar no Estádio Nacional, na Rodoviária do Plano Piloto e no Parque da Cidade. Governador Agnelo Queiroz garante que, até o Mundial de 2014, todo o DF terá o serviço à disposição

Correio Braziliense - 17/09/2011

O Estádio Nacional de Brasília, a Rodoviária do Plano Piloto e o Parque da Cidade são as primeiras áreas do Distrito Federal a ter acesso gratuito a internet. Ontem, na data que marcou os mil dias até a Copa do Mundo de 2014, a rede Conecta DF começou a funcionar e foi anunciada pelo governador Agnelo Queiroz em visita aos tapumes grafitados do Estádio Nacional de Brasília. A tecnologia utilizada é Wi-fi, que permite conexão sem fio. O governador garantiu que, até a abertura do Mundial, todo o DF estará ligado à rede.

O governador ainda convidou todos os presentes a twittarem para testar a rede. "É o começo de um grande objetivo. Brasília será a primeira capital das Américas a ter cobertura total de banda larga", enfatizou Agnelo. Segundo ele, essa é uma forma de usar a internet para a cidadania, já que tornará mais fácil o acesso a serviços públicos como matrículas on-line nas escolas da rede pública de ensino. "Nos próximos dias, vou anunciar algumas cidades com cobertura total e isso vai ser progressivo até conquistarmos todo o DF", prometeu.

De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, Gastão Ramos, os investimentos para o projeto de banda larga ficarão em torno de R$ 80 milhões. "Estamos falando das áreas urbana e rural, onde há boa parcela da população, em um prazo de 18 a 24 meses para todo o DF. Existem locais que a população precisa ter (internet) e o governo tem que chegar lá", explicou Gastão. "Não é um investimento alto porque o retorno disso para a população é fantástico. É o filho do pobre e o filho do rico tendo as mesmas condições pra fazer seus trabalhos escolares", completou.

O secretário lembrou ainda que, até agora, o GDF não precisou destinar recursos para o projeto de banda larga anunciado. O governo trabalha com um termo de cooperação técnica com a Telebrás. A velocidade, a abrangência das antenas e dos rádios ainda estão sendo testadas e, por isso, não é possível definir exatamente até onde a nuvem alcança. Ainda para a implantação do projeto, o governador e o secretário se reuniram com o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, em Samambaia.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Integração sulamericana vai viabilizar novos cabos submarinos para EUA e Europa

Convergência Digital :: 16/09/2011


Está praticamente sacramentado o projeto que vai unir as redes de telecomunicações de vários países da América do Sul. A engenharia geral dessa união foi aprovada durante reuniões realizadas nesta semana em São Paulo, embora ainda restem acertos sobre detalhes de participação societária e, naturalmente, o financiamento da empreitada. E apesar dos predicados dessa interconexão em si, o foco é garantir escala para duas novas saídas internacionais de internet a partir do Brasil.

De um lado, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reuniu-se com colegas da Colômbia e do Chile, além de representantes do BID e da Cepal, para negociações do lado político do empreendimento. “Temos todo o interesse em criar uma grande parceria entre os países sulamericanos para construir um anel óptico em nosso subcontinente. Em breve o assunto será levado aos ministros de todos os países vizinhos, na próxima reunião da Unasur”, disse Bernardo.

Essa reunião está prevista para novembro, mas na prática a interconexão das redes deve estar acertada muito antes – provavelmente, antes do fim de setembro. Enquanto o ministro travava reunião pelo lado político, as questões técnicas avançaram em outro encontro, com representantes das estatais de telecomunicações do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além da subsecretaria de telecom do Chile.

A ideia é a construção de dois novos cabos submarinos, ambos a partir de Fortaleza-CE, sendo um para os Estados Unidos, outro para a Europa. Grosso modo, trata-se de um rateio que tem como base a demanda por tráfego de diferentes países – o que faz com que Brasil, Chile e Argentina sejam os principais atores do desenho. E, nesse ponto, vale uma rápida explicação sobre como essa demanda por tráfego internacional se dá atualmente.

Diferentemente da maioria dos países sulamericanos, mais da metade do que é acessado pelos brasileiros é buscado em servidores instalados no próprio território nacional – ponto muito relacionado ao uso da língua portugesa.

Já nos vizinhos, praticamente todo o conteúdo acessado requer tráfego internacional, embora em termos nominais a demanda seja inferior à brasileira. A exceção é o Chile, cujo tráfego externo com a Europa é o dobro do brasileiro, por conta das conexões dos dois observatórios astronômicos instalados no norte do país.

O tráfego chileno, assim, é fundamental para a escala – e, portanto, o retorno – do projeto, especialmente com relação ao cabo em direção à Europa. Mas essa parte do empreendimento tem ainda um outro componente: é por aí que deverá ser feita uma interconexão também com a África, plano que conta com o entusiasmo – e recursos – de Angola.

Uma das possibilidades é que os cabos submarinos que partem do Brasil e da África se encontrem em Cabo Verde (ou nos Açores), de onde outro “braço” se estenderá para o continente europeu. A conexão com a África pode ser interessante do ponto de vista político, mas a demanda daquele continente não justificaria a empreitada econômica.

O segredo é outro – o tráfego da Ásia. Como o Egito proibiu novas instalações no canal de Suez, há interesse em aproveitar o tráfego da Índia, que a exemplo da era das grandes navegações, precisa dar a volta pelo Cabo da Boa Esperança – atualmente isso já acontece com a conexão que une aquele subcontinente com a África do Sul. Daí o projeto prever um novo cabo na margem ocidental da África e o encontro, bem mais ao norte, com as fibras que partirão da América do Sul.
Secretário Nacional do Ministério do Planejamento presente na apresentação do Estrada para o Futuro

Prefeitura Municipal de Lagoa dos Três Cantos - 15/09/2011

O Secretário Nacional de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestao, Delfino Natal de Souza, esteve presente na apresentação do Projeto Estrada para o Futuro - Circuito Alto Jacuí, realizado em Ibirubá, no Instituto Federal, de 14 a 16 de setembro.

Delfino de Souza esteve em Ibirubá na quinta-feira (15), quando se reuniu em uma das muitas salas do IF de Ibirubá, às 10h30min, com prefeitos, vice-prefeitos, secretários e diretores municipais e diretores de empresas públicas e privadas, naquilo que ele chamou de um bate-papo informal com os municípios. Estavam ainda no encontro o diretor de Sistema e Informação do Ministério do Planejamento, Corinto Maffei; o presidente da Procergs, Gerson Barei; e o diretor do Ministério do Planejamento, João Batista Oliveira.

O Secretário Nacional veio de Brasília para prestigiar o evento que está sendo considerado pelo governo federal como um projeto piloto nacional, que terá prosseguimento no próximo ano em outro município brasileiro, e assim sucessivamente. "A indústria da criatividade é a que mais cresce no mundo e, por isso, é preciso capacitar nossos filhos para encarar o que já está entre nós", disse ele.

No encontro, Delfino Natal de Souza, veio mais para ouvir do que para falar, porque tudo que teria para dizer foi dito nas 86 oficinas que foram oferecidas aos participantes do Estrada para o Futuro.

O presidente da AMAJA e prefeito de Lagoa dos Três Cantos, Ernor Weber, disse que os municípios ainda não têm a noção do tamanho da proposta oferecida à região no tocante a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e também dos softwares livres e públicos.

"É preciso que se chegue até as pessoas. Elas estão esperando nas suas casas, sedentas de informação e de conhecimento, mas para isso é muito importante que elas tenham internet rápida, barata e de qualidade à sua disposição", disse Delfino Natal de Souza.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Banda larga móvel não vai superar fosso digital

Convergência Digital :: 15/09/2011


Enquanto o crescimento da internet no mundo é puxado principalmente pelas conexões móveis – e pela disseminação de smartphones e tablets – há diferenças fundamentais entre essas redes e as fixas, com implicações diretas na qualidade do acesso. E são essas diferenças que levam a União Internacional das Telecomunicações a ver com cautela as avaliações que somam os diferentes serviços.

A entidade ressalta que a atual capacidade e as velocidades da banda larga móvel não são páreo para as fixas, além de que as primeiras quase sempre vêm acompanhadas de franquias de dados – ou seja, uma quantidade limitada de bits a serem baixados incluídos no valor dos pacotes de serviço.

“Diferentemente dos países desenvolvidos, naqueles em desenvolvimento as tecnologias de banda larga móvel não aparecem como complementares, mas como substitutas das conexões fixas. Portanto, a banda larga móvel pode ajudar a reduzir, mas não a superar, a divisão”, destaca o estudo Medindo a Sociedade da Informação, relativo ao ano de 2011, que foi divulgado nesta quinta-feira, 15/9. “Há diferenças qualitativas”, insiste a estatística sênior da UIT, Esperanza Magpantay, responsável pela pesquisa.

A UIT lembra que velocidades menores “podem ser suficientes para o uso de e-mail e outros serviços muito básicos, mas são inadequadas para aplicações intensivas em dados e serviços”. Além disso, “a experiência atual dos consumidores de banda larga, tanto fixa quanto móvel, é em geral muito inferior à velocidade teórica ou anunciada”, completa o documento.

Preços da Internet e da telefonia seguem altos no Brasil

A nova edição do estudo anual da União Internacional das Telecomunicações que mede a disseminação, uso e custo da telefonia e da internet no mundo indica que os preços continuam caindo, mas ainda são caros, que grande parte do planeta está fora do que se convencionou chamar de “sociedade da informação” e que mesmo entre os incluídos a experiência da banda larga só existe pela dilatação desse conceito a velocidades de 256 kbps.

Em geral, a UIT viu avanços em todas as 152 economias que fazem parte do “Índice de Desenvolvimento em TIC”, mas mesmo essa melhoria precisa ser relativizada. Enquanto alguns tiveram sucesso em ampliar o uso da internet – caso dos países mais ricos, especialmente europeus, ou mesmo de vizinhos como o Uruguai – em outros o desempenho foi puxado pela massificação da telefonia móvel.

Foi o que aconteceu no Brasil, que chegou a perder duas posições no ranking da UIT entre 2008 e 2010 (o país aparece agora em 64º), embora com melhora no índice de desenvolvimento (de 3,72 para 4,22). O grande problema dessa queda é que o país foi superado pela Bósnia-Herzegovina. “O Brasil, assim como o Chile, está entre os países que tiveram maiores crescimentos no uso, mas isso se deu especialmente pelo aumento da telefonia celular, explica a estatística sênior da UIT, Esperanza Magpantay, responsável pelo estudo Medindo a Sociedade da Informação.

Por aqui, a cesta de preços de TIC – que inclui telefonia fixa e móvel e acesso à internet – também apresentou redução, mas em ritmo inferior à média mundial. Segundo a UIT, o custo dos serviços, que representava 6,8% da renda média em 2008, caiu para 4,8% no ano passado. É certamente um cenário melhor do que o de países mais pobres, notadamente africanos, onde a renda média não é suficiente para cobrir os preços dos serviços. Mas está muito abaixo da realidade das economias centrais, onde pagar por telecomunicações demanda, no máximo, 1,5% da renda.

Para a UIT, o preço dos serviços é uma questão fundamental na massificação das telecomunicações. Segundo a entidade, os preços da banda larga fixa chegaram a despencar 50% no período. “Mas embora isso seja encorajador, a banda larga ainda é muito cara em muitos países em desenvolvimento”, diz o relatório.

Os preços caíram significativamente no Brasil, mas continuam altos. Inclusive recomendamos ao governo federal que negocie com as administrações locais [estaduais] a redução de impostos”, afirma o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré.

Ele reconhece que a própria multiplicação do número de acessos móveis tem, também, relação com os valores praticados pelas operadoras. “Temos que lembrar que muitas pessoas têm mais de um simcard por conta dos preços das ligações entre diferentes empresas, assim como também são utilizados para fugir das altas tarifas de roaming”, emendou o secretário-geral da UIT.

Segundo Touré, o objetivo do relatório é justamente permitir que os responsáveis pelas políticas tenham indicadores para orientar decisões que levem à ampliação do uso das tecnologias e a valores mais acessíveis dos serviços.
Presidente vigia bem de perto tudo o que é relativo à Copa

O Estado de S.Paulo - 15/09/2011

Problemas não faltam à presidente Dilma Rousseff. Vira e mexe, por exemplo, um ministro lhe arranja algum. Ainda assim, ela está atenta a todos os movimentos referentes à Copa do Mundo. Exerce uma marcação de fazer inveja aos melhores primeiros volantes do futebol brasileiro. Não há semana que não peça relatórios, explanações, sobre as obras. E não abre mão dos detalhes.

Essa vigilância, que ganhou proporção à medida que se aproximava o sorteio dos grupos eliminatórios do Mundial - ocorrido no final de julho, no Rio -, e as informações que obtém, dá a Dilma tranquilidade em relação ao sucesso da Copa. Ela diz a interlocutores ter certeza de que tudo ficará pronto com a antecedência e a qualidade necessárias.

O que para muitos podem parecer otimismo exagerado, afinal não faltam motivos para apreensão em relação ao que precisa ser feito no quesito infraestrutura, para pessoas próximas a Dilma soa como convicção.

A presidente vai expressar essa certeza amanhã, quando será iniciada a contagem regressiva dos mil dias para a Copa. Várias cidades irão "comemorar"" a data e queriam a presença de Dilma Rousseff nos festejos. Como a Fifa elegeu Belo Horizonte a cidade oficial do evento, é para lá que ela vai.
TV paga já atrai 500 empresas, afirma ministro

Paulo Bernardo diz que governo vai preparar nova legislação para melhorar serviços de internet fixa e móvel

O Globo - 15/09/2011

Ao menos 500 empresas já solicitaram à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorização para oferecer serviço de TV por assinatura no Brasil, disse ontem em evento no Rio o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A corrida se dá após a aprovação pela presidente Dilma Rousseff do PL 116, que permite a operadoras de telefonia e empresas de capital estrangeiro entrar nesse mercado.

- Além de Telefônica, Oi, GVT e grandes empresas que estão nesse mercado e vão entrar, há mais 500 empresas com pedido na Anatel para fazer cabeamento e serviço (de TV) - afirmou o ministro. - Tem gente do Nordeste, do Ceará, do Maranhão, dizendo que quer crescer e tem muito mercado. Será um impulso muito grande.

Além mencionar o segmento de TV a cabo, o ministro reforçou as preocupações do governo com relação à qualidade de serviços de telefonia e internet oferecidos no país.

- O governo e a Anatel vão fazer mudanças regulatórias no setor em benefício do usuário - disse Bernardo. "Na hora da redução fiscal, ninguém reclama"

Em outubro, o governo pretende, através da Anatel, instituir uma nova regulamentação para a internet fixa e móvel no país, a fim de melhorar a qualidade de serviço e dar mais transparência aos contratos das empresas com os consumidores.

- Hoje você contrata a internet com 5 megabits (por segundo), e as empresas entregam só 10% disso. O regulamento vai ser diferente para fixa e móvel, e as exigências serão maiores nas redes fixas. Queremos que as empresas invistam em fibra ótica - disse o ministro. Paulo Bernardo acrescentou que a nova regulamentação entrará em vigor em janeiro.

- As empresas estão reclamando muito porque terão que fazer mais investimentos, mas, na hora da redução fiscal, ninguém reclama. Queremos ter a partir de 1º de janeiro um novo patamar de internet no Brasil - afirmou.

Brasil vira 'negócio da China'

ZTE e Huawei farão aparelhos aqui

SÃO PAULO. Cinco meses depois da visita da presidente Dilma Rousseff à China, as fabricantes de dispositivos móveis Huawei e ZTE começam a lançar no mercado brasileiro seus produtos, com parte dos componentes já feitos aqui. No Futurecom, a Huawei anunciou o início da produção local de celulares, em parceria com a Flextronic em Sorocaba (SP), parte de um investimento de US$250 milhões. Já a a ZTE informou que em dezembro começará a produzir celulares e tablets em Hortolândia (SP), fruto de investimentos de US$200 milhões.

A Huawei venderá no país o tablet Mediapad e o smartphone Vision, que só devem chegar ao consumidor em 2012. Já a ZTE disputará o mercado de smartphones com o Skate, que será produzido no Brasil e distribuído em parceria com a Vivo.

- Nosso produto chega a R$899, de olho num consumidor com maior poder aquisitivo - diz o presidente da ZTE Brasil, Eliandro Ávila.

A Huawei pretende atingir a marca de 4 milhões de celulares vendidos no país com aparelhos de baixo custo, como o Ideos, smartphone de RS 399.
Governo e Oi divergem sobre Copa

Valor - 15/09/2011

O governo federal e a Oi explicitaram, nesta semana, entendimentos diferentes sobre o papel da operadora e da estatal Telebrás no provimento de telecomunicações para a Copa do Mundo de 2014.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, propôs que a Oi pague pelo uso da rede que será construída pela Telebrás para interligar as cidades onde haverá jogos. A operadora, por sua vez, entende que seu contrato é para fornecer serviços e não infraestrutura.

"A Oi quer que o governo dê rede de graça?", questionou Bernardo, que participou na segunda-feira da abertura da Futurecom, feira do setor de telecomunicações que terminou ontem em São Paulo.

"Isso seria mais um investimento privado em um bem público", rebateu o presidente da Oi, Francisco Valim, ao ser questionado sobre o assunto por jornalistas. "Existe uma parte do contrato que não cabe a nós discutir ou decidir, que é a parte da infraestrutura."

Segundo Valim, o compromisso da Oi é com a prestação de serviços. "Uma coisa é a infraestrutura que liga A com B. Isso o governo tem que fazer. Eu tenho que entregar a capacidade de fazer essa infraestrutura falar, o que é muito diferente", ressaltou.

No ano passado, a Oi foi anunciada pela Fifa como a provedora oficial dos serviços de telecomunicações durante a Copa de 2014. O valor do contrato com a operadora não foi revelado.

A questão é que o acordo fechado entre o governo e a Fifa deixa margem para interpretar que a obrigação de instalar a infraestrutura cabe ao Estado. Uma das 11 garantias firmadas com a federação de futebol diz que o governo se compromete a entregar um avançado sistema de telecomunicações para suprir as necessidades do evento.

Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff já garantiu a liberação de mais de R$ 200 milhões para a Telebrás interligar as cidades-sede com infraestrutura de banda larga.

Ontem, no Rio, Bernardo também afirmou que o leilão das licenças da quarta geração da telefonia móvel (4G) será mantido no primeiro semestre de 2012 e disse que a tecnologia terá de estar em funcionamento - e de forma satisfatória - pelo menos nas 12 cidades-sede da Copa a tempo do mundial.

Nesta semana, o presidente da TIM, Luca Luciani, defendeu o adiamento do leilão da faixa de 2,5 gigahertz (GHz), destinada à 4G, para que haja melhor aproveitamento das redes em uso atualmente. O executivo também saiu em defesa da destinação da frequência de 700 megahertz (MHz) às teles quando as emissoras de TV aberta concluírem a migração para o sistema digital, em 2016.

"Eu os vejo falando que querem mais espectro. Acho que na verdade as empresas estão querendo se furtar a uma cobrança dura que estamos fazendo de quem tem de fazer investimentos", afirmou Bernardo, em evento na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Segundo o ministro, com esse leilão "vamos ficar em linha com os países do primeiro mundo, vamos tirar o atraso".

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Presidente da Telebras prevê tempos 'nada agradáveis', mas garante banda larga

Valor - 14/09/2011

A Telebras está se preparando para tempos "nada agradáveis", disse ontem o presidente da estatal, Caio Bonilha. Ele explicou que tem disponibilidade orçamentária garantida para este e para o próximo ano - cerca de R$ 400 milhões -, mas está prevendo dificuldades para depois, já que o governo federal pretende conter gastos. Ele frisou, porém, que as redes do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que cortam o interior do país e o litoral estão garantidas, assim como os R$ 200 milhões necessários à infraestrutura da Copa do Mundo de futebol de 2014.

Telebras tem cadastrados 600 provedores de acesso à internet que podem vir a ser atendidos na primeira fase do PNBL. A rede de fibras ópticas de concessionárias de energia regionais estão sendo "iluminadas" (colocadas em operação) pela estatal. A rede segue do Amapá, na cidade de Calçoene, ao Rio Grande do Sul, passando pelos Estados do Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Goiás, sul de Minas Gerais, interior do Estado de São Paulo até a região Sul, chegando à cidade gaúcha de Rio Grande.

Bonilha, que fez palestra ontem no Futurecom, feira e congresso de telecomunicações que termina hoje na capital paulista, disse que ficou surpreso com a alta demanda de pequenos provedores de serviços de telecomunicações e internet, inclusive em São Paulo. A TIM já tem acordo assinado com a estatal para utilizar a rede e, de acordo com o presidente da Telebras, estão em curso conversas com outras operadoras de grande porte. Ele lembrou que qualquer prestador de serviço de telecomunicações pode utilizar a infraestrutura, desde que se disponha a atender ao usuário com oferta de banda larga a R$ 35 mensais.

O projeto inicial, revisado, era de chegar, nesta primeira fase a mil cidades, mas ele foi reduzido para cerca de 150 localidades.

O Tribunal de Contas da União (TCU) questionou a primeira licitação com fornecedores. Em agosto foi aprovada a renegociação com as empresas que venceram a licitação e no processo houve redução dos preços em cerca de R$ 43,9 milhões. A licitação foi para a rede ligar os chamados Pontos de Presença (POPs). Estão previstos investimentos da ordem de R$ 367 milhões na primeira e segunda fases.

A Telebras comprou 100 quilômetros de fibras ópticas para serem utilizados nos chamados backhauls (sistema de transmissão que liga uma antena a outra) pois os backbones (espinha dorsal da rede) já estão instalados. Em 2012 a estatal pode vir a enfrentar a falta de disponibilidade de fibras ópticas prevista por fornecedores do setor.

A segunda fase da rede segue pelo litoral do país. A previsão é de ficar pronta até o fim do próximo ano. Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), para atender a Copa do Mundo, de 2014 serão instalados anéis ópticos em 12 estádios brasileiros, 32 centros de treinamento, no hotel onde os árbitros ficarão hospedados, no escritório central da entidade, no centro de mídia, em 29 aeroportos e em oito portos. Além disso, a Telebras fará o anel óptico para atender a Olimpíada, no Rio, em 2016.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Rede da Telebras chega a Imperatriz, no Maranhão, ainda este mês

Outra ligação levará a rede até Campinas. Nos dois trechos, a rede terá potencial para atender 500 clientes.

Tele.Síntese - 13/09/2011

Até o final deste mês a rede da Telebras chega a Imperatriz, no Maranhão, e em Campinas, interior de São Paulo, com potencial para atender a 500 cidades. “Mas isto é disponibilidade, não significa que vamos ligar. Só vamos ligar aquelas que, realmente, tiverem uma demanda pré-estabelecida”, explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha, em palestra realizada na tarde de hoje no Futurecom.

A ligação entre Brasília e Imperatriz seguirá via Fortaleza e, de Brasília para Campinas, a rede será por Itumbiara, em Goiás, de onde sai também uma ligação para o Norte.

Atualmente, a rede da estatal está sendo usada por mais de 20 provedores, no Distrito Federal e em Goiás. “Cada provedor atende de três a cinco cidades, então, tem mais de 20 cidades interligadas à rede”, disse Bonilha. A projeção da Telebras é interligar este ano apenas 150 cidades à sua rede.

Clientes públicos
A prestação de serviços pela Telebras para empresas públicas ainda está em discussão. “A questão é como foi feito o decreto de reativação da Telebras, sendo a empresa uma SA", disse Bonilha. No seu entender, a estatal poderia prestar serviços para outras empresas públicas usando o artigo 24 da Lei de Licitações, a 8.666, mas as empresas, potenciais clientes, têm dúvidas. “O problema é que hoje no Brasil quem manda são os advogados”, afirmou Bonilha, esclarecendo que o entendimento das empresas é se podem ou não contratar diretamente a Telebras. “Do nosso ponto de vista, não tem problema”, afirmou.
Telebrás faz acordos para ampliar transmissão de dados

Uma das parcerias em andamento é com a Eletronorte, para ativar pontos da rede na região Norte, carente de fibra ótica

Agência Estado - 13/09/2011

A Telebrás está fechando acordos com empresas do sistema Eletrobras para ampliar o alcance de sua rede nacional de transmissão de dados, o backbone, que é um dos pilares do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Uma das parcerias em andamento é com a Eletronorte, para ativar pontos da rede na região Norte, carente de fibra ótica, segundo o presidente da Telebrás, Caio Cezar Bonilha.

"Os acordos de compartilhamento de infraestrutura com as coirmãs de energia vão aumentar a velocidade e reduzir o investimento na rede nacional da Telebrás", afirmou Bonilha. Até 2014, a rede nacional da Telebrás deve atingir 4.283 municípios, por meio de acordos com outras redes menores para interligação em âmbito municipal (backhaul), visando atingir extensão de 30.803 km.

Atualmente, a rede está disponível em 500 cidades, das quais 150 deverão estar ativadas até o final do ano. Hoje, são 20 os provedores de serviço que operam sobre o backbone da Telebrás, principalmente entre Brasília e Goiás. Ainda neste mês de setembro, a estatal espera iluminar as conexões do Distrito Federal com Imperatriz, no Maranhão, e com Campinas, interior de São Paulo.

Há cerca de 3 mil provedores de internet no Brasil, dos quais 600 cadastrados no portal da Telebrás para receber esse serviço e levar até a casa do usuário. "Vamos ligar a rede onde houver demanda", disse. Bonilha admitiu que o número de cidades ativadas é mais modesto do que a previsão inicial de atingir mil municípios, plano este que sofreu atraso de cerca de 75 dias por conta de um impedimento na aquisição de infraestrutura pelo Tribunal de Contas (TCU).

A aprovação da renegociação de preços referentes ao pregão n. 02/2010 pelo TCU ocorreu em agosto. A Telebrás possui contratos de 100 km de fibra ótica recém-assinados, que vigoram até 2012. Para atender a demanda da Copa de 2014 "possivelmente haverá nova compra", disse Bonilha, sem revelar números.

Quanto a investimentos, o presidente da Telebrás informou que foi enviado ao Congresso um orçamento para os próximos dois anos "que não é o que gostaríamos, mas receberemos o que o governo puder nos atender". Nesse sentido, a parceria com a Eletrobras permite redução do volume de investimentos. "Ainda não temos o número", disse.

O presidente da Telebrás esclareceu para a plateia do evento Futurecom, em São Paulo, que a companhia estatal não é uma operadora como qualquer outra, embora seja uma S.A. O motivo de reativação da Telebrás como operadora é o PNBL, no qual a companhia será responsável pela rede nacional, de forma neutra, para atender qualquer porte de empresa prestadora de serviços.

"Às vezes os grandes chiam, mas não tem desconto. Não queremos que os grandes continuem a sufocar os pequenos, mas que compitam em igualdade de condições", afirmou.
Telebras já não sabe se proverá redes para a administração pública

Convergência Digital - 13/09/2011

Um dos pilares da reestruturação da Telebras - a prestação de serviços de rede para órgãos da administração federal - foi colocada em suspenso pelo governo. Segundo o presidente da estatal, o próprio texto do Decreto 7175/2010, que instituiu o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), está em avaliação jurídica sobre a capacidade de a empresa prestar o serviço com dispensa de licitação.

Há uma discussão jurídica sobre a utilização do artigo 24 [da Lei 8.666/93], que ainda entendemos possível, e pelo fato de que a Telebras é uma S.A.”, afirmou o presidente da estatal, Caio Bonilha, após apresentação do PNBL no Futurecom. Segundo ele, mesmo empresas públicas estariam questionando a possibilidade de dispensa de licitação.

Não deixa de ser mais uma mudança de ênfase no PNBL - a exemplo da postura muito mais “colaborativa” com as operadoras privadas do que a existente a partir da elaboração do plano. A gradual substituição de contratos de rede dos órgãos públicos, que passariam a ser assumidos pela Telebras, fazia parte inclusive da perspectiva financeira da reestruturação da empresa.

Era essa, pelo menos, a intenção dos redatores do Decreto 7.175, que em seu artigo 4o lista as atribuições que caberiam à Telebras no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga. Além de constituir a rede pública de fibras ópticas que são a base do plano, a empresa também deveria “implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal”.

A Lei 8.666/93 prevê a inexigibilidade de licitação em diversos casos. Um deles se dá quando “a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno,” for de bens ou serviços “prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico”. É o instrumento utilizado, por exemplo, pelo Serpro, para prestar serviços à Receita Federal.





Telebras prepara-se para "tempos nada agradáveis" no orçamento


Com perspectiva orçamentária de cerca de R$ 350 milhões para 2012, a Telebras calcula que poderá levar adiante as metas do Plano Nacional de Banda Larga, embora admita adequações diante das restrições de recursos.

Ainda em 2011, a rede pública de fibras ópticas estará em condições de atender cerca de 500 cidades do país, mas a empresa acredita que haverá demanda atendida - portanto, com contratos efetivamente firmados com provedores - em 150 delas. Número que poderá chegar a 1 mil até o fim de 2012.

"Temos recursos para os próximos dois anos. Evidentemente não é tudo o que gostaríamos. Estamos nos preparando para tempos nada agradáveis", declarou o presidente da estatal, Caio Bonilha, durante apresentação no Futurecom.



PNBL deve chegar a 150 cidades em 2011, diz presidente da Telebrás

Caio Bonilha falou sobre o Plano Nacional da Banda Larga. Mais de 20 provedores já estão usando a rede da Telebrás.

G1 - 13/09/2011

A expectativa é que o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL) atenda 150 cidades até o fim de 2011, disse o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, durante a Futurecom, em São Paulo. “Para este ano, nossa projeção é chegar, junto com a rede de parceiros, a 150 cidades”. O número é mais “pé no chão”, segundo Bonilha, do que a previsão feita no ano passado de atender 1.063 cidades até o fim de 2011.

Ele também afirmou que mais de 20 provedores já estão usando a rede da Telebrás, no Distrito Federal e em Goiás. “Cada dia entra um provedor novo, já não consigo acompanhar mais”. Ele também confirmou que, no fim de setembro, a rede da Telebrás irá ligar Brasília a Imperatriz, no Maranhão, e Brasília-Campinas.

“A rede estará disponível para mais de 500 cidades entre Brasília e Campinas e Brasília e Imperatriz. Mas não quer dizer que vamos ligar. Somente vamos ligar naquelas cidades que tivermos uma demanda estabelecida”.

Sobre o acordo com a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), no Rio Grande do Sul, Bonilha afirmou que a rede fará a rota Porto Alegre-Rio Grande ainda em 2011.
Lei da TV a Cabo deve acelerar conexões de banda larga

Publicação da Lei deve aumentar servicos triple play

iPNEws - 13/09/2011


A publicação da lei 116, que define regras para o serviço de TV por assinatura no Brasil, nesta segunda-feira, 12, deve criar novas ofertas de serviços de banda larga, sob o modelo triple play oferecido pelas operadoras de telefonia. Esta é a visão de João Batista de Rezende, conselheiro da da Anatel, que esteve em painel sobre a banda larga e a geração de conteúdos para internet, nesta manhã de terça-feira, 13, na Futurecom.

A lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, além de abrir o mercado de TV para operadoras de telefonia, acaba com a limitação da participação de capital estrangeiro no serviço de TV a cabo.

A presidenta vetou dois artigos da lei. Um deles transferia do Ministério da Justiça para os programadores a definição dos critérios de classificação indicativa. O outro tratava da possibilidade de cobrança para os serviços de atendimento telefônico.

A lei ainda define o cumprimento de cotas para veiculação de produção independente nacional. De acordo com o texto, as concessionárias de telecomunicações poderão associar-se a produtoras para a distribuição de programação. A lei prevê também a obrigatoriedade de cotas semanais de três horas horas e meia de programação nacional mesmo para canais estrangeiros.

Outro dispositivo da lei define que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) será responsável por regular se o conteúdo a ser veiculado, feito por uma produtora, é mesmo produzido no Brasil. A Ancine também é quem deverá definir a extensão do horário nobre nas programações.
Telebrás deve fomentar competição, diz Bonilha

O que garantiria baixo custo e alta qualidade

iPNews - 13/09/2011


Só a competição aumenta a inclusão digital, diminuindo os preços e aumentando a qualidade, defendeu nesta terça-feira (12) o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, no Futurecom 2011. Bonilha reforçou a defesa do princípio de rede neutra no País, que coloca em pé de igualdade pequenos provedores regionais e grandes operadoras, ambas acessando o backbone da estatal pelo mesmo preço base.

Além da rede neutra, Bonilha elencou entre os papéis da Telebrás a capacidade de transportar metade do conteúdo da web brasileira, mas reconheceu que, com o aumento do tráfego previsto, isso pode “não ser verdade daqui a dois anos”. O fomento da cadeia produtiva e de desenvolvimento de tecnologia no Brasil também deve ser retomada, depois do “bonde perdido nos anos 80”. Outro papel destacado é a regulação dos preços do mercado.

O backbone da Telebrás deve ter, até 2014, 30,8 mil quilômetros de fibras alcançando 4.283 municípios – incluídas 27 capitais. “Na verdade, o grande motor da reativação da Telebrás é aumentar a inclusão digital”, disse Bonilha. Segundo dados da Anatel, 62% do total de conexões no Brasil estão na região Sudeste. Na região Norte são apenas 2%. Bonilha diz que, em áreas de alto custo e baixa renda, só se cria inclusão com intervenção direta do Estado.

Dentro das metas do PNBL, Bonilha admite que a previsão do IPEA de alcançar quase 40 milhões de assinantes ao preço de R$ 15 é difícil, pois esse preço é “inviável em qualquer plano de negócios”. No entanto, admitiu que é uma boa oportunidade de negócios para estatal possibilitar as pequenas operadoras oferecerem serviços de Triple Play.
Telebrás espera ter mais de mil interessados no PNBL em 2011

Reuters - 13/09/2011

SÃO PAULO (Reuters) - A Telebrás já fechou contratos para fornecimento de infraestrutura de rede para mais de 20 provedores de Internet e espera encerrar o ano com mais de mil interessados no serviço, disse à Reuters o presidente da companhia, Caio Bonilha.

Atualmente, a empresa possui cerca de 600 empresas cadastradas para participar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), do qual a Telebrás é operadora, e mais contratos devem ser fechados nos próximos meses, afirmou o executivo.

A companhia, que começou a gerar receita através dos contratos já fechados, está trabalhando com orçamento para 2012 de pouco mais de 350 milhões de reais, o que é "enxuto", disse Bonilha. Esse orçamento direcionará mais busca de parceiros privados para a interligação de redes, segundo ele.

Nos próximos anos a companhia quer aumentar a receita para depender cada vez menos do Tesouro e gerar mais valor aos acionistas, principalmente os minoritários, disse ele.

A Telebras também está buscando negociar com companhias elétricas privadas para utilizar suas estruturas de rede, disse o executivo. Esses acordos ocorreriam em acréscimo às parcerias que a empresa já possui com Eletrobras, Petrobras e que fechará em breve com a Cemig Telecom, braço de telecomunicações da Cemig.
Telebrás vai inverstir R$ 200 milhões na infraestrutura das 12 cidades-sede da Copa do Mundo

TVNBR - 13/09/2011

Ainda durante o programa a presidenta falou sobre a reativação da Telebrás. E adiantou o valor que vai ser investido na empresa para garantir a transmissão de internet em alta velocidade para todas as regiões do Brasil. Segundo Dilma Rousseff, essa infraestrutura pode ajudar na realização de grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Gasto com banda larga pode atingir R$ 70 bilhões

Valor - 13/09/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reduziu, ao menos em parte, a preocupação manifestada por executivos das empresas de telecomunicações ontem, no primeiro dia da Futurecom, o principal evento do setor no país: quem e como vai bancar os investimentos necessários para que o país tenha uma rede ampla de banda larga.

Bernardo anunciou que técnicos dos Ministérios da Fazenda e das Comunicações fecharam a proposta que vai isentar de pagamento de PIS-Cofins os fabricantes de equipamentos, fibras ópticas, sistemas de rádio e empresas de engenharia civil que instalarem e fornecerem infraestrutura de rede. Nas contas do ministro, a medida vai incidir sobre investimentos de R$ 70 bilhões até 2014 e representar uma desoneração da ordem de R$ 4 bilhões. A proposta passará pela presidente Dilma Rousseff. A expectativa de Bernardo é de que ela opte por uma aprovação via medida provisória para que os investimentos possam ser antecipados.

A estratégia é desonerar investimentos inclusive em áreas onde estão usuários de maior poder aquisitivo, desde que haja, em paralelo, projetos com foco também em regiões menos habitadas e com população de baixa renda.

A decisão do governo caiu como uma luva para o discurso que o presidente da Oi, Francisco Valim, havia feito mais cedo. Em sua primeira palestra desde que assumiu o cargo, o executivo destacou incoerências no marco regulatório do setor, que cria obrigações para as concessionárias de telefonia e permite que outras operadoras escolham apenas as regiões de maior renda para oferecer seus serviços.

Valim frisou que o Brasil está entre os países onde há maior concorrência nas telecomunicações, mas apenas nas áreas que garantem maior retorno do investimento. "Existem dois mundos competitivos. É necessário haver competição de igual para igual", afirmou.

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, propôs que as operadoras avancem no compartilhamento de suas redes para melhorar a eficiência dos investimentos. "Não vai haver problema de atendimento na Copa e na Olimpíada, mas esses investimentos podem ser feitos mais rapidamente", afirmou. Em sua avaliação, a competição entre as teles deve se concentrar nos serviços e aplicativos oferecidos por elas.

Para Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez (acionista da Oi), o compartilhamento não precisa se resumir à infraestrutura. O executivo sugeriu que as operadoras se unam para negociar, em conjunto, a compra de conteúdo audiovisual para seus serviços de TV por assinatura. "Vamos ter que fazer investimentos pesados. O jogo está começando agora", disse Azevedo. "A Oi tem que se transformar em uma companhia distribuidora de mídia. Banda larga é a palavra de ordem."

Banda larga é a palavra de ordem para todo o setor
Por trás das preocupações dos executivos está o crescimento exponencial do número de conexões de internet e do tráfego nas redes de dados - especialmente nas redes de telefonia móvel. Estudo da Ericsson aponta que haverá 2 bilhões de dispositivos conectados à internet móvel no Brasil em 2020. "Isso significa que vamos praticamente multiplicar o número de acessos que temos em nove anos", destacou Sérgio Quiroga, presidente da Ericsson para a América Latina e o Caribe.

Na mesma direção, Rodrigo Abreu, presidente da Cisco Brasil, afirmou que a companhia americana projeta um bilhão de dispositivos conectados no país até 2015, com uma média de três ou quatro aparelhos para cada brasileiro. "Até mesmo pela maior demanda potencial, o crescimento do volume de informações na internet no Brasil provavelmente será maior do que em paises desenvolvidos", observou. O número de dispositivos leva em conta os celulares usados pelas pessoas, mas também máquinas (carros, TVs e outros equipamentos) conectados à internet.

O barateamento da tecnologia vai ajudar as empresas nesse processo, mas é preciso que haja parcerias público-privadas, disse o presidente da Alcatel-Lucent, Jonio Foigel. "É preciso dar condições para o investimento ser feito", destacou o executivo, apontando também a redução de impostos e boas condições de competição como fatores importantes.

"A universalização não se resolve com menos de R$ 100 bilhões", observou o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. O parlamentar ressaltou que caberá às teles conduzir esse processo.

Diante desse cenário, Aluizio Byrro, presidente do conselho de administração da Nokia Siemens Networks, indicou a qualidade e a velocidade dos serviços entregues ao consumidor brasileiro como outra barreira a ser superada no mercado local. "Enquanto outros países projetam cobrir 100% de suas populações com uma velocidade média de 100 megabits por segundo, o Brasil ainda tem uma velocidade média abaixo de 2 mega", comparou.
Dilma sanciona legislação que permite a entrada das teles no mercado de TV paga

Valor - 13/09/2011

A presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei 116, que regulamenta o mercado de TV a cabo. A sanção permite a entrada das operadoras de telefonia no mercado de TV por assinatura.

Dilma pediu apenas duas alterações no projeto de lei. A primeira diz respeito ao dispositivo que determina o critério de classificação indicativa dos programas. A presidente vetou dispositivo que determinava que a classificação de idade seria feita pelos programadores e manteve a norma atual, que estabelece que o critério de classificação indicativa deve ser estabelecido pelo Ministério da Justiça.

A segunda alteração feita diz respeito ao serviço de atendimento ao cliente (SAC). O texto afirmava que a oferta desses serviços aos usuários poderia ser gratuita ou paga. A presidente determinou que o serviço deverá ser exclusivamente gratuito.

A sanção do PL 116 não deverá por fim às polêmicas que envolvem a abertura do mercado de TV paga no país. O texto da lei vinha recebendo uma série de críticas da Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura (ABPTA). Especialistas do setor afirmaram ao Valor que programadores internacionais já estão preparando ações na Justiça contra as novas regras.

Além de permitir a oferta de programação pelas operadoras de telecomunicações, as novas regras da TV paga unificam as diferentes tecnologias (cabo, satélite etc.) em um serviço único, abrindo o setor. Em novembro do ano passado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o polêmico Planejamento do Serviço de TV a Cabo, que acabava com a limitação do número de competidores no setor e passava a liberar licenças para prestação do serviço por R$ 9 mil, abolindo a necessidade de realização de licitações.

Segundo dados da consultoria Teleco, em dezembro de 2010 apenas 465 municípios contavam com acesso à TV por assinatura no país, o que corresponde a 8,4% do território nacional. O país chegou a julho deste ano com 11,3 milhões de assinantes, aumento de 31,3% sobre o mesmo mês do ano anterior. As adições líquidas, de acordo com a Teleco, foram de 187 mil em relação a junho. A densidade foi de 5,8 assinantes para cada 100 habitantes.

Com a abertura do mercado, a tendência é que cada vez mais empresas ofereçam pacotes de serviços, os "combos", que reúnem programação de TV, telefone e internet. Para as teles, trata-se de uma oportunidade de ampliar o faturamento com tráfego de dados, que hoje já supera a receita com tráfego de voz.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou ontem que os investimentos que as teles fizeram nos últimos quatro anos atingiram R$ 17 bilhões por ano e que isso é insuficiente. Bernardo disse que será necessário mais investimento com o lançamento da internet popular e a popularização dos tablets. "Temos que aproveitar o bom momento que as operadoras e o Brasil atravessam para dar um salto de volume e qualidade na infraestrutura e nos serviços."

Há dois fatores, segundo o ministro, que vão contribuir para essa expansão: a sanção do PL 116 e desoneração de PIS e Cofins para aquisição de equipamentos de rede.
Governo estuda integração de redes de telecom com países sul-americanos

Folha de São Paulo - 12/09/2011


O governo brasileiro negocia com países sul-americanos a elaboração de um plano de conectividade capaz de melhorar a infraestrutura de internet e levar serviços baratos à população.

"Pensamos numa grande parceria com países sul-americanos para a criação de um anel óptico no subcontinente", disse o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), nesta segunda (12).

Segundo Bernardo, reuniões já foram mantidas com representantes dos governos da Colômbia, do Chile, do BID e também da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) para a integração das redes de telecomunicações. A intenção é repetir os encontros até o fim de novembro para aprovar uma proposta para essa união.

Em discurso durante a abertura oficial da Futurecom, evento de telecom e tecnologia que acontece em São Paulo, o ministro também reafirmou algumas metas das Comunicações para o ano de 2015.

A intenção é elevar o número de residências conectadas à internet de 17,4 milhões para cerca de 40 milhões.

Em TV por assinatura, a expectativa é que o alcance chegue a 32% das residências, ante, os atuais 16,4%, enquanto a internet deve chegar a 70% da população, sobre 40% atuais.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Isenção de PIS/Cofins para banda larga vai antecipar R$ 20 bi de investimentos, prevê Bernardo

Benefício será estendido para obras de engenharia e representará perda de R$ 4 bi para os cofres públicos

Tele.Síntese - 12/09/2011


Os Ministérios da Fazenda e das Comunicações fecharam ontem o pacote de isenção fiscal para estimular a construção de infraestrutura de banda larga no país. Segundo o ministro Paulo Bernardo, a expectativa do governo é de que a iniciativa privada antecipe em R$ 20 bilhões os investimentos dos próximos três anos, de R$ 70 bilhões. Em contrapartida, a isenção de 10% do PIS/Cofins sobre equipamentos, redes e obras de engenharia deverá representar perda para os cofres públicos R$ 4 bilhóes no mesmo período.

"Estimamos que o setor vá investir R$ 70 bilhões até 2014, e, com o programa de incentivo, projetamos uma forte antecipação de investimentos", completou o minisitro. Segundo ele, ficou acertado que as empresas, para obterem os benefícios fiscais, terão que apresentar os seus projetos no Ministério das Comunicações. O ministério, por sua vez, irá estabelecer contrapartidas de massificação das redes para as grandes empresas. "As empresas privadas terão que investir em diferentes áreas do país para poderem ter acesso aos incentivos", explicou o minsitro. É possível que a presidente Dilma Rousseff aprove e anuncie o pacote ainda esta semana, e a torcida de Bernardo é de que seja mesmo por Medida Provisória.

Telebras

Bernardo afirmou ainda que do total do orçameto da Telebras previsto para 2012 (de R$ 350 milhões), R$ 200 milhões anunciados hoje pela presidente em seu programa da manhã serão direcionados para as cidade-sede da Copa do Mundo. "O governo assumiu o compromisso de oferecer a infraestrutura. É o que iremos fazer. E as redes ficarão para a Telebras"assinalou.

Ele afirmou que o projeto do lançamento de satélite ainda está em discussão com os outros ministérios envolvidos (MCTI e Defesa) e, quando for aprovado, o governo encontrará um jeito de alocar recursos. Ele disse que ainda busca mais verbas para a Telebras através de parcerias com as empresas de energia elétrica e fundos de pensão.
Tudo converge para a banda larga

O Estado de S. Paulo - 12/09/2011


Ainda existe pouca banda larga no Brasil. Em junho, eram 15,2 milhões de conexões, segundo a consultoria Teleco. A velocidade também é baixa: quase 40% têm até 1 megabit por segundo (Mbps). O principal desafio do setor hoje é crescer essa base, ampliando a cobertura e oferecendo pacotes acessíveis a consumidores de baixa renda. A ampliação da banda larga é um dos principais assuntos que serão tratados na Futurecom, evento que começa hoje em São Paulo.

Parte desse desafio está sendo respondida pela telefonia móvel. Somando-se acessos de dados e telefones de terceira geração (3G), havia, em junho, 29,7 milhões de chips habilitados, quase o dobro dos clientes de banda larga fixa. Esse número inclui, porém, pessoas que têm aparelhos 3G,mesmo sem pacotes de dados, e comunicação máquina a máquina, como os terminais que leem cartões de crédito.

A partir do próximo mês, a Oi e a Telefônica começam a oferecer o pacote de 1 Mbps a R$ 35 do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A estatal Telebrás também está fechando acordo com pequenos provedores e grandes operadoras, como a TIM, para colocar esse mesmo pacote no mercado. "Assinamos mais de 20 contratos", afirmou Caio Bonilha, presidente da Telebrás.

O primeiro provedor a oferecer a banda larga popular da Telebrás foi a Sadnet, de Santo Antônio do Descoberto (GO), no mês passado. Mas 1 Mbps por segundo não é pouca velocidade? "Esse pacote tem qualidade superior à média do mercado, que garante somente 10% da velocidade contratada", disse Bonilha. "O mínimo garantido é de 20%."

Enquanto os pacotes da banda larga popular têm 1 Mbps, a média de velocidade dos clientes da operadora GVT é de 9,8 Mbps. "Hoje, 60% das vendas são de 15 Mbps", afirmou Alcides Troller, vice-presidente de Marketing e Vendas da GVT. Somente 5% das vendas atuais da GVT são do pacote de 5 Mbps, a menor velocidade oferecida pela empresa hoje. Esse pacote de 5 Mbps da GVT custa R$ 49, comparado a R$ 35 do PNBL. A GVT ainda não atua no mercado residencial da cidade de São Paulo.

Troller afirmou que a grande barreira à expansão da banda larga, principalmente para pequenas cidades, é a disponibilidade da rede de fibras ópticas. "Não existe backbone (rede óptica de longa distância) na região Norte e no Nordeste a dificuldade é grande", disse Troller. "No Centro-Oeste, mesmo para uma cidade como Campo Grande, não existe backbone."

Ele afirmou que o Brasil precisa de um "plano nacional de backbone", em que uma entidade neutra coordenaria o investimento das empresas privadas nessa rede óptica.

"Muitas vezes dependemos da rede da concessionária, e a rede dela não tem capacidade de atender nem mesmo suas próprias necessidades", explicou o executivo.

Para ampliar a infraestrutura da fibra óptica, o governo prometeu a desoneração de equipamentos de redes. Além disso, a abertura do mercado de TV acabo deve incentivar investimentos. "Vamos investir mais em fibra óptica", disse Paulo Mattos, diretor de Regulamentação da Oi.

Com o oferta do PNBL, a partir do próximo mês, cerca de 4 milhões de assinantes da Oi que têm plano menor que 1 Mbps poderão migrar para 1 Mbps, segundo Mattos. A Oi é a concessionária de telefonia fixa em todos os Estados brasileiros, com exceção de São Paulo. "A banda larga hoje é o principal foco", disse o executivo.

Taxa de vídeo
Com a explosão do vídeo na internet, a Oi e a Telefônica defendem que grandes provedores de conteúdo, como Netflix e YouTube, paguem uma taxa extra pela capacidade de rede que ocupam. Esse é um assunto polêmico, discutido hoje em várias partes do mundo.

O argumento é que o crescimento do vídeo exige um aumento constante da capacidade das redes de telecomunicações, e as operadoras não ganham nada com essa elevação do consumo. A taxa financiaria os investimentos, e as empresas que oferecem vídeo pela internet teriam garantida a qualidade necessária para o seu serviço.

"Nos Estados Unidos, os vídeos são mais de 50% do tráfego", disse Leila Loria, diretora executiva de Relações Institucionais e Regulamentação da Telefônica.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil defende a neutralidade de rede, prevista pelo projeto de Marco Civil da Internet em discussão no Congresso. Por esse princípio, as condições de uso da internet devem ser as mesmas, independentemente do serviço prestado ou do conteúdo acessado.
Paulo Bernardo visita estande da Telebras na Futurecom

Telebras - 12/09/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, visitou nesta segunda-feira à tarde (12.09) o estande da Telebras na Futurecom. A empresa participa como expositora do evento que reúne até o dia 14 de setembro, em São Paulo, os principais fornecedores nacionais e internacionais do setor de telecomunicações.

No local, provedores de internet, empresas de infraestrutura, tecnologia e serviços na área, bem como o público geral podem conhecer melhor os produtos e oportunidades viabilizados pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, participar da Futurecom aproxima a empresa de parceiros estratégicos e volta a marcar a sua presença e relevância no mercado de telecomunicações nacional.

A Telebras está implantando uma rede nacional de telecomunicações que deve chegar com internet rápida e de baixo custo a 4.283 municípios até 2014. Para isso, está fazendo parcerias com pequenos e médios provedores de internet que atenderão o usuário final.
Governo amplia o acesso a internet banda larga

"Nosso esforço é para garantir conexões mais baratas, mais rápidas e de melhor qualidade para todos"

"É por isso que reativamos a Telebras, uma empresa pública encarregada de levar infraestrutura de rede para todo o país"

Café com a Presidenta - 12/09/2011

A partir de 1º de Outubro, as empresas vão oferecer internet banda larga a R$35 por mês. A "Internet Popular" faz parte do Programa Nacional de Banda Larga que pretende levar conexão de alta velocidade a 40 milhões de residências em todo o país.
Transcrição

Apresentador: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! Bom dia a todos que nos acompanham hoje!

Apresentador: Presidenta, na área de comunicação, um dos compromissos do seu governo é levar a internet de alta velocidade – a chamada banda larga – a todo o país. Como está o andamento dessa política?

Presidenta: Olha, Luciano, uma das coisas que estamos fazendo é baixar o preço da banda larga. A partir de 1º de outubro, o acesso à internet começa a ser oferecido a R$ 35,00 por mês. Hoje, o preço médio da banda larga é R$ 70,00. Estamos baixando para a metade: R$ 35,00. O nosso acordo com as operadoras de telefonia é de que essa internet popular chegue a todos os municípios brasileiros, no máximo, até 2014.

Apresentador: Hoje, 27% das nossas casas têm conexão com a internet, esse número tende a subir com a redução do preço. Qual é a expectativa do governo?

Presidenta: Nós queremos chegar a, pelo menos, 40 milhões de lares com acesso à internet de alta velocidade, o que é muito importante para o desenvolvimento do nosso país. A internet está presente em tudo: na economia, na educação, nas compras, nas relações pessoais, nos serviços públicos. É por isso que vamos facilitar o acesso a esta nova ferramenta de comunicação e de conhecimento a todas as pessoas.

Apresentador: E quem não tem condições de pagar, presidenta?

Presidenta: Ah, Luciano, quem não pode pagar também tem que ter acesso à internet. Para isso, estamos ampliando as opções de acesso à internet gratuita. Uma iniciativa muito importante é que, em mais de 59 mil escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio, estamos garantindo a conexão gratuita à internet. Outra ação são os Telecentros. Eles estão, preferencialmente, nas comunidades mais pobres das grandes cidades, em comunidades de pescadores, em assentamentos rurais, em aldeias indígenas e em comunidades quilombolas. O Ministério das Comunicações presta apoio a mais de 13 mil espaços de inclusão digital, como são os Telecentros. Com isso, abrimos as portas de um novo mundo, dando oportunidades de emprego, de acesso a informações e a serviços a todas as pessoas que ainda não podem ter internet em sua casa.

Apresentador: Presidenta, tudo isso que a senhora está dizendo exige uma boa infraestrutura, não é?

Presidenta: Ah, exige sim, Luciano. É por isso que reativamos a Telebras, uma empresa pública encarregada de levar infraestrutura de rede para todo o país. Já estamos construindo as condições para que os 30 mil quilômetros de rede de fibra ótica funcionem, assegurando a transmissão de internet em alta velocidade para todas as regiões do Brasil.

Apresentador: Essa infraestrutura pode ajudar na realização de grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016?

Presidenta: Ah, vai ajudar sim, Luciano. Já dei autorização para a Telebras investir R$ 200 milhões na infraestrutura das 12 cidades-sede da Copa. Nós queremos garantir que haja uma transmissão de voz e de imagens de alta qualidade do Brasil para o mundo. Outra coisa, Luciano, vamos implantar no Brasil o celular de quarta geração antes da Copa do Mundo. Significa que os brasileiros e quem vier para o Brasil acompanhar os jogos vão ter acesso à internet pelo celular com uma velocidade altíssima. Este é um legado que ficará para toda a população brasileira depois da Copa e das Olimpíadas.

Apresentador: Presidenta, e quem mora no campo? Muitas localidades ainda esperam a chegada do telefone. A internet também vai chegar lá?

Presidenta: Ah, vai sim, Luciano. Nós vamos levar telefone e internet para as populações rurais assim como fizemos com o programa Luz para Todos, que levou energia elétrica para o campo. O governo está preparando licitações para contratar a oferta de telefonia e de internet para as nossas áreas rurais. Assinei um decreto que estabelece que a empresa que vencer a licitação de telefonia, também vai conectar todas as escolas públicas rurais à internet. Com a infraestrutura que vamos construir, vamos alcançar a meta estabelecida para o meu governo, de ter mais de 70% das residências conectadas à internet. Nosso esforço, Luciano, é para garantir conexões mais baratas, mais rápidas e de melhor qualidade para todos. Nas grandes cidades, não sei periferias e em todo o interior do Brasil. A internet se tornou um instrumento de desenvolvimento econômico, social e humano. Se queremos fazer do Brasil um país rico, sem miséria e principalmente capaz de oferecer oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras, temos que garantir o mais amplo acesso à internet.

Apresentador: Obrigado, presidenta. Chegamos ao fim do nosso bate papo, até semana que vem!

Presidenta: Obrigada, Luciano. Uma boa semana a todos!

Apresentador: Você pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos segunda-feira, até lá!

domingo, 11 de setembro de 2011

Eles querem o poder

Fundos de investimento ativistas ganham influência, comandam reestruturações e até tentam tomar o controle de companhias brasileiras

IstoÉ Dinheiro - 02/09/2011

O nome do investidor americano Carl Icahn provoca arrepios nas principais salas dos conselhos de administração dos Estados Unidos. O bilionário americano amealhou boa parte de sua fortuna comprando ações na bolsa e depois pressionando os principais executivos das empresas a mudar a gestão para valorizar seu investimento. Icahn é considerado o modelo para a atuação dos chamados investidores ativistas.

Até pouco tempo atrás, jogadas como as de Icahn seriam impensáveis no Brasil. No entanto, com a mudança na estrutura de capital das companhias brasileiras, gestoras de fundos como Tarpon, Rio Bravo, Fama e Guepardo, entre outras, estão ganhando poder, promovendo reestruturações dos negócios, implantando novas estratégias e até trocando executivos das empresas em que investem. A diferença é que, enquanto Icahn colecionou brigas memoráveis com executivos de Yahoo e Motorola, os ativistas brasileiros são bem mais amigáveis. Um dos motivos é que, aqui, eles são obrigados a negociar com uma figura praticamente inexistente nos Estados Unidos, o controlador da empresa em que investem.

61.jpg
Guilherme Ferreira: gestor da Rio Bravo e da Bahema busca maior poder na Gafisa e em outras empresas de capital pulverizado

Um dos mais conhecidos ativistas do País, Guilherme Affonso Ferreira, da Rio Bravo, gestora que administra R$ 4 bilhões, diz que o foco no Brasil é menos predatório. “Queremos aumentar o valor das empresas, trazendo soluções que os controladores não têm.” Outra característica, diz ele, é que aqui não existem fundos interessados em comprar empresas para dividi-las e vender os pedaços, como é comum nos EUA.

Um bom exemplo da influência dos ativistas brasileiros está na construtora paulista Rodobens Negócios Imobiliários, controlada pelo grupo Verdi, de São José do Rio Preto. No fim de 2010, a empresa enfrentava problemas graves de geração de caixa e alto endividamento. Construía empreendimentos sem antes garantir o financiamento por bancos e ficava com os imóveis na mão. Em suma: a Rodobens era o patinho feio entre as incorporadoras na bolsa.

O conselheiro Mauricio Levi, representante da Fama Investimentos, que detém uma participação de 11,3% na companhia, insistia com Waldemar Verdi, controlador e presidente do Conselho, para mudar as coisas. Desde dezembro, a empresa passou por uma verdadeira revolução. Praticamente toda a diretoria mudou. O diretor financeiro Marcelo Borges, que havia sido contratado em dezembro, assumiu a presidência em julho. Em menos de um ano, chegaram à Rodobens outros quatro diretores: Julio Bellinassi, de vendas e marketing, Amilton Nery Júnior, de novos negócios, Osvaldo Gonsalves Costa, de desenvolvimento organizacional, e Flávio Vidigal Capua, que substituiu Borges na direção das finanças. Um agressivo plano de reestruturação, que começou pela área financeira e se estendeu a todos os processos, começa a dar resultados. “Reavaliamos tudo o que estávamos fazendo”, diz Borges. “Paralisamos algumas obras e desaceleramos os lançamentos até colocar a casa em ordem.” A empresa também vendeu ativos para reduzir seu endividamento, que caiu de 100% para 58% do patrimônio. O lucro triplicou no primeiro semestre, atingindo R$ 58,7 milhões.

62.jpg

Rodrigo Sancovsky, sócio da Fama, diz que um dos princípios da gestora, que administra R$ 1,3 bilhão, é o ativismo sem conflitos. “Nossa filosofia é colaborar com os controladores e foi assim no caso da Rodobens, onde discutimos a reestruturação”, diz. Aos poucos, a necessidade de captar os recursos do mercado de capitais para financiar planos de expansão convence os empresários brasileiros a dar mais espaço e poder a seus maiores investidores.

Eduardo Mufarej, sócio da Tarpon, que administra R$ 6 bilhões, já nota uma mudança. “As empresas antes eram refratárias à influência dos fundos, mas hoje não prescindem de uma participação engajada que as ajude a pensar sua estratégia”, diz. Segundo Mufarej, a Tarpon se envolve “até o pescoço” nas empresas, atuando não apenas no conselho, mas no dia a dia das companhias.

A paranaense Bematech é um bom exemplo de empresa que fez mudanças profundas em sua administração, seguindo conselhos dos investidores de fora. Depois de oito aquisições desde sua abertura de capital, em 2007, a empresa especializada em automação comercial desenhou um plano para reduzir custos e melhorar os resultados. O novo presidente, Cléber Moraes, assumiu em abril, vindo da Avaya. Para reduzir despesas, toda a área de pesquisa, antes espalhada pelos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, foi concentrada num único laboratório em Jundiaí, no interior paulista. Escritórios internacionais na Europa e América Latina foram fechados e a empresa manteve bases internacionais na Ásia e nos Estados Unidos. Na China, onde são fabricados os equipamentos de automação comercial da Bematech, a busca por novos fornecedores está reduzindo os custos de produção.

63.jpg

O plano foi iniciado em 2009 e sua implantação deve terminar no fim deste ano, conta Marcel Malczweski, fundador e presidente do conselho de administração. O que poucos sabem é que a ideia da reestruturação e até a sugestão da consultoria para defini-la foram do conselheiro Sérgio Figueiredo, um dos sócios da gestora Guepardo. “O Sérgio imprime um senso de urgência à companhia”, afirma o sócio da Rio Bravo, Mário Fleck, também é conselheiro.

Nem sempre a contribuição dos fundos ativistas é tão radical. Quando as empresas exibem bons resultados e já têm boa governança corporativa, as mudanças podem ser mais sutis. A centenária Hering, por exemplo, tem a Tarpon e o banco inglês HSBC entre seus sócios, mas já havia feito sua principal mudança estratégica, de apostar no varejo, quando eles entraram no conselho. Segundo Fábio Hering, presidente da companhia, foi a partir de uma discussão com os sócios financeiros que a família controladora decidiu vender parte de suas ações para melhorar a liquidez dos papéis.

Com o aumento do percentual de ações em mãos do mercado, o chamado free float, para 65%, o volume médio de negócios sextuplicou de R$ 5 milhões para R$ 30 milhões. Outra contribuição da gestora foi trazer experiências do varejo. “Como a Tarpon tem participação em outras empresas, como Arezzo e Marisa, o conselho promove uma troca de experiências importante”, afirma Hering.

O novo cenário do mercado de capitais brasileiro deve permitir uma maior participação e tornar mais atuantes os fundos ativistas nos próximos anos. Segundo dados da Bovespa, 47 empresas, entre as 125 listadas no Novo Mercado, não têm controladores definidos, o que amplia a possibilidade de ativistas assumirem um papel mais relevante, sem precisar enfrentar as resistências de acionistas majoritários.
“A responsabilidade dos ativistas aumenta”, afirma Ferreira, que, além de gestor da Rio Bravo, investe em outros negócios por intermédio da Bahema. Ele está tentando criar, junto com as gestoras Polo Capital e Schroders, um grupo para desempenhar, informalmente, o papel de controlador da incorporadora Gafisa.

64.jpg

Às voltas com a digestão da problemática Tenda e enfrentando reclamações de consumidores, a empresa acaba de trocar seu presidente. Hoje, os três fundos detêm 12% do capital, mas estão aproveitando a baixa de 37% das ações da empresa neste ano para tentar aumentar a participação para 20%. “Queremos atuar com olhos de donos na Gafisa”, afirma Ferreira, que é conselheiro na companhia e pretende aumentar o número de assentos dos fundos no conselho. Consultada, a Gafisa não comentou o assunto. A experiência que os fundos tentam reproduzir na Gafisa não é inédita. Um dos casos mais famosos de tomada de controle por minoritários é o da companhia de equipamentos médicos Cremer, de Santa Catarina, que também tinha capital pulverizado na bolsa.

Há pouco mais de dois anos, os fundos das gestoras Tarpon, Credit Suisse Hedging Griffo, Poland, Rio Bravo e Claritas uniram-se e mudaram a presidência da companhia, assumida por José Borges Carneiro, até então gerente da Tarpon. Logo depois, a Cremer distribuiu R$ 120 milhões de seu caixa para os acionistas. Os fundos de investimento também mudaram o foco estratégico da companhia. “O modelo de negócios era concentrado em vendas e não em rentabilidade”, afirma Mufarej, da Tarpon.

Uma mudança um pouco mais dramática ocorreu na Diagnósticos da América (Dasa), um dos maiores laboratórios de medicina diagnóstica do País, em abril de 2009. Numa conturbada assembleia de acionistas, o fundador da Dasa, o médico Caio Auriemo, teve sua gestão questionada pelos fundos Skopos, Valia, Credit Suisse e HSBC, por conta de contratos do laboratório que favoreciam empresas de seus familiares, e se afastou da direção. Três meses depois, em julho, sem clima e sem espaço na empresa que criara, Auriemo vendeu suas ações.

65.jpg
Sidney Levy: a Valid, antiga American BankNote, fez uma transição suave para o capital pulverizado
e aumentou a parcela do lucro voltada aos dividendos

Nem sempre a transição para o novo modelo é tão conflituosa como a da Dasa. Algumas empresas assimilaram a postura mais participativa dos fundos ativistas com relativa facilidade. É o caso da Valid, antiga American BankNote, que produz desde cartões bancários com chips até documentos de identificação como carteiras de identidade. A Valid tornou-se uma empresa de capital pulverizado há um ano e meio, quando o antigo controlador, a ABN Equities, vendeu na bolsa seu lote de ações de 32%. Hoje os maiores acionistas são as gestoras Vinci, Rio Bravo, Aberdeen e Credit Suisse, com participações inferiores a 10% do capital cada uma. A transição foi facilitada pela atuação de Sidney Levy, um executivo forte, que foi CEO da companhia por 17 anos .

Um profissional que conheça profundamente o negócio é um ingrediente imprescindível numa empresa de capital pulverizado”, afirma Ferreira, da Rio Bravo. Levy diz que “não é fácil” conciliar o interesse de todos e desenhar uma estratégia de longo prazo para a companhia. “Não posso deixar a urgência de curto prazo, natural no setor financeiro, contaminar a companhia”, afirma Levy. “O conselho precisa funcionar como uma espécie de fronteira. No caso da Valid, a convivência foi facilitada por um pequeno agrado feito aos acionistas, os fundos entre eles: a elevação da parcela mínima do lucro distribuído a título de dividendo de 30% para 40%. Levy admite aumentar esta participação para até 50%.
66.jpg
TIM terá a mais avançada rede IP do Brasil

Bahia Informa - 11/09/2011


Como parte do projeto de desenvolvimento tecnológico de infraestrutura, a TIM investe R$ 20 milhões na ampliação da capacidade de tráfego e na qualidade da sua rede.

A nova iniciativa prevê a substituição de todos os equipamentos do núcleo IP (Rede Nacional IP Multiserviço) por uma tecnologia considerada a mais avançada do mercado de telecom: o Terarouter CRS-3 (Carrier Routing System).

Pioneira no Brasil e uma das primeiras operadoras no mundo a utilizar esses roteadores, a TIM planeja finalizar a instalação das máquinas, 12 no total, até o fim de novembro.

A nova geração de roteadores possui capacidade individual de até 4,5 Terabits por segundo, sendo 14 vezes superior à utilizada atualmente pela TIM Brasil e até três vezes maior que as demais tecnologias existentes no mercado.

Fabricado pela Cisco Systems, uma das principais empresas no segmento de redes IP, e implementado em parceira com a Italtel, o sistema de roteadores CRS3 é definido como a base evolutiva das redes de nova geração.

Os equipamentos garantem maiores níveis de capacidade de transmissão, qualidade, segurança e avanço tecnológico para as aplicações atuais e futuras (internet, vídeo, voz e cloud services), proporcionando aos clientes mais velocidade, confiabilidade e segurança no tráfego de voz e dados.

A TIM é a primeira operadora do Brasil e a segunda da América Latina a investir na mais avançada tecnologia em termos de equipamentos de redes IP. Com a capacidade disponibilizada pelos novos equipamentos é possível fazer o download de mais de 15 mil filmes de alta definição em um minuto, além de garantir um novo e mais alto padrão de qualidade, permitindo, por exemplo, o rápido redirecionamento dos fluxos de dados em caso de falha, sem que a mesma seja percebida, diz Claudio Merulla, responsável pela Rede de Transporte da TIM Brasil.

Do total de roteadores, oito serão instalados no núcleo da rede e quatro na função de peering (roteadores que habilitam o acesso à internet).

O novo sistema atenderá à necessidade crescente de conectividade dos usuários, tanto no mercado de telefonia móvel como na fixa, nos segmentos residencial e corporativo, e com outros backbones nacionais e internacionais.


No Brasil desde 1998, a TIM foi a primeira operadora móvel com presença em todos os estados do país. Empenhada em antecipar as demandas do consumidor, com inovação e qualidade, a empresa viu sua base de clientes saltar de 36 para mais de 56,8 milhões de clientes de março de 2009 a julho de 2011, quando reassumiu a vice-liderança do mercado de telefonia celular no Brasil, com 25,78% de market share.

Esse desempenho é fruto do reposicionamento estratégico da marca, que vem lançando produtos e serviços inovadores e investindo na qualidade de rede. Só em 2011, aplicará 85% dos R$ 2,9 bilhões totais em infraestrutura.

Entre as negociações para expansão da rede destacam-se a compra da Intelig, em dezembro de 2009, e da AES Atimus, em julho de 2011.

No mesmo mês, a TIM fechou contrato com a Telebrás para participar do Programa Nacional de Banda Larga, tornando-se a primeira operadora móvel a contribuir com a universalização do acesso à internet no Brasil.

O movimento reforça a estratégia de fomentar o acesso móvel à web, aliada à oferta de smartphones e planos de dados com os preços mais competitivos do mercado.

Além disso, assinou contrato com o consórcio LT Amazonas para instalação de rede de fibra ótica por meio de torres de transmissão elétrica, nos estados do Amazonas, Pará e Amapá, permitindo a inclusão digital da população de áreas remotas do país.

Outro destaque é a entrada da operadora no Novo Mercado da BM&FBOVESPA, reconhecido como nível máximo de governança corporativa.

A TIM é a única operadora de telecomunicações nesse segmento da Bolsa. Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa foi incluída também na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e no recém-criado Índice de Carbono Eficiente (ICO2), ambos da BM&FBOVESPA.