sábado, 20 de agosto de 2011

Setor de Licitações da Telebrás é chefiado por funcionário considerado "honesto e exemplar"

Insight - Laboratório de Ideias - 20/08/2011

Israel Leonardo Batista, o servidor que não quiz participar do esquema e denunciou a enxurrada de corrupção no Ministério da Agricultura, é um servidor público tão respeitado que, após ter sido destituído da chefia da Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura e retornar à Conab, foi chamado para desempenhar indêntica função, só que na Telebras.

Com o ato, a estatal de telecomunicações, além de passar a contar com um funcionário de reconhecida competência em um período de intenso trabalho nesse setor da empresa, oferece também um atestado público da lisura com que conduz as inúmeras e milionárias licitações que realiza para implementar o Programa Nacional de Banda Larga.


Escândalo expõe funcionário honesto e exemplar

Folha de São Paulo - 20/08/2011


O escândalo do Ministério da Agricultura expôs não apenas suspeitos de cometerem irregularidades na pasta. Em meio à crise, apresentou uma figura que merece respeito e atenção, diz a colunista da Folha Eliane Cantanhêde.

O principal personagem da trama é Israel Leonardo Batista, que não aceitou propina de lobista, deu entrevista contando os esquemas e depôs na Polícia Federal descrevendo como a Agricultura estava "corrompida" na era Rossi.

Israel chefiava a comissão de licitação da pasta, que define o destino de bilhões de reais, mas tem salário de R$ 2.000, anda num carro de 2004, batido, e mora em Samambaia, um dos bairros mais pobres e poeirentos do Distrito Federal.

"Mas é ele, assim do seu jeito, que está fazendo o esquema todo balançar e as peças começarem a cair", diz Cantanhêde.

Segundo a colunista, surge um novo Eriberto, o motorista do caso Collor, ou um novo Francenildo, o caseiro da primeira queda de Antonio Palocci.
Em entrevista à TV Senado, Presidente da Telebras explica a atualidade da empresa e do Programa Nacional de Banda Larga

Insight - Laboratório de Ideias - 20/08/2011

O Presidente da Telebras concedeu uma longa entrevista à TV Senado neste sábado (21). Ao falar durante cerca de 25 minutos, Caio Bonilha discorreu com propriedade, conhecimento e segurança sobre a atualidade da empresa e do PNBL, possibilitando antever que a estatal está sendo estruturada para se tornar uma das mais importantes empresas brasileiras na área de infraestrutura.

Entre outras informações, Bonilha afirmou que a Telebras já está em operação comercial em Santo Antônio do Descoberto e, até o final do mês, estará também em mais nove cidades.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ANÁLISE - Private equity tem até R$15 bi para investir no Brasil

Reuters - 19/08/2011

SÃO PAULO (Reuters) - Apesar da crise, ou até por causa dela, o setor de private equity vem levantando recursos para investimentos no Brasil, num movimento que reflete o apetite do investidor internacional pelo país, num mundo à beira de voltar à recessão.

Só na primeira metade do ano, o setor levantou mais de 5 bilhões de dólares para a compra de participações em empresas de elevado potencial de crescimento, segundo a ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital), incluindo apenas números de sócios da entidade.

Desde então, outras operações bilionárias vieram a mercado, como os 1,25 bilhão de dólares do Pátria Investimentos, e os cerca de 1 bilhão de dólares do recém-criado Cambuhy, que tem entre os sócios o banqueiro Pedro Moreira Salles. Outros players já avisaram que têm planos de levantar mais recursos em breve, como a Kinea, do Itaú Unibanco, e a DGF, em parceria com estrangeiros.

"O investidor está vendo o Brasil como uma reserva de crescimento", disse à Reuters o presidente da Abvcap, Sidney Chameh.

Segundo ele, a soma desses recursos novos com os levantados por outros fundos desde o ano passado e que ainda não foram alocados, implica que existem cerca de 13 bilhões a 15 bilhões de dólares de grandes investidores globais para comprar parte ou todo de empresas nacionais.

E, além do panorama econômico superior do Brasil em termos globais, outro fator que tem atraído os investidores ao país é amadurecimento do setor, um dos principais patrocinadores da avalanche de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) que levou mais de 130 empresas ao pregão da Bovespa desde 2004.

"Nos últimos anos, fatores como a menor informalidade das empresas, o forte crescimento econômico aumentou em muito o universo de empresas com porte para chegar a um IPO", disse em evento Martin Escobari, diretor da Advent International, um dos gigantes no segmento, que conduziu à bolsa nomes como a Cetip e a International Meal Company.

Para especialistas, o recorde de 64 IPOs na Bovespa em 2007 mostrou que a empolgação de empresários, bancos e investidores levou muitas companhias ao mercado sem os necessários avanços em governança das que vivem o ciclo de investimento de um fundo de private equity, em geral de cinco a sete anos.
Intel cria fundo para massificar banda larga pré-paga no Brasil

Convergência Digital :: 19/08/2011

Interessada em ampliar o consumo de PCs e dispositivos no Brasil, a Intel negocia com o governo, operadoras e fabricantes de modems e microcomputadores um acordo inédito para ampliar a base de PCs conectados à Internet rápida no país. O objetivo é massificar a oferta de banda larga pré-paga por meio do modem de acesso pelas teles fixas e móveis.

A ideia da fabricante é replicar modelos já utilizados em países como Índia, Turquia e Paquistão, revela John Davies, diretor geral do programa Intel World Ahead. Em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital, o executivo se mostrou um entusiasta do potencial do mercado brasileiro para o consumo de PCs e de Internet.

"O Brasil está em terceiro lugar no ranking de PCs – superando o Japão no segundo trimestre – e deverá manter essa posição por muito tempo. O mercado aqui cresce solidamente e há ainda muito espaço para oportunidades", ressalta Davies.

O desafio agora, estabelece o vice-presidente da Intel, é ampliar o consumo de banda larga. "Há muitos PCs desconectados e o modelo do pré-pago, que tanto sucesso fez na telefonia móvel, é uma oportunidade de ouro para geração de novos clientes e consumo", sustenta o executivo da Intel, que nesta semana esteve no Brasil para uma rodada de negociação do projeto.

De acordo com o levantamento da Telebrasil, entidade de classe das operadoras no Brasil, o número de conexões fixas subiu 26,3% nos últimos doze meses, passando de 12,6 milhões em julho de 2010 para 16 milhões no mês passado. Mas esse número ficou abaixo das conexões móveis – somando modens e browsers com Internet –, que chegaram a 29,7 milhões.

Mãos à obra

O modelo pré-pago de acesso à banda larga é pouco utilizado no Brasil. As teles móveis – depois de apostarem suas fichas no modelo – recuaram em função da alta demanda e da baixa capacidade de suas redes 3G de suportarem o tráfego gerado. A mobilização pela Internet foi desviada para o acesso via browser – com consumo menor de banda e de tráfego. As teles fixas, por sua vez, também não investem no modelo. Elas estão costurando a adesão ao PNBL – com preço de R$ 35,00 (com impostos) para a conexão de 1MB. Mas para Davies, o pré-pago é absolutamente rentável.

"Na Índia, o modelo pré-pago, com custo em torno de US$ 2 para o consumidor, trouxe um incremento de quase 30% na receita das teles que investem em banda larga em áreas rurais do país", exemplifica o vice-presidente da Intel. Estratégia semelhante foi adotada na Tailândia e na Turquia. "Para emergentes é um modelo vencedor", decreta Davies. A experiência bem-sucedida do pré-pago no celular – responde por mais de 80% da base – respalda a ideia que o Brasil pode vir a aderir ao modelo de negócio com sucesso.

Aumentar o consumo de banda larga e, por tabela, incrementar a aquisição de PCs e dispositivos é estratégico para o negócio da Intel. Para isso, Davies se reuniu com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e também manteve contatos com executivos do setor de telecom e fabricantes.

"Para dar certo, o ecossistema precisa estar formado", assume. Sem revelar detalhes dos encontros e sobre o montante a ser investido pela Intel, Davies se mostra bastante entusiasmado para fomentar banda larga pré-paga no Brasil. "Posso apenas dizer que queremos investir em ações de marketing, de fomento e fazer acontecer", resume.
Criado GT para estudar parcerias entre Telebras e Eletrobras

Integrantes terão 60 dias para apresentar plano de ação para construção de redes de telecomunicações de alta velocidade

Tele.Síntese - 19/08/2011

Os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, e de Minas e Energia, Edison Lobão, criaram grupo de trabalho para estudar a viabilidade da implementação de modelo de construção e de exploração entre a Telebras e a Eletrobras, de redes de telecomunicações de alta velocidade num prazo de 60 dias. O GT será coordenado pelos secretários-executivos dos dois ministérios e terá representantes das duas estatais.

Ao final do prazo, o grupo de trabalho deve apresentar relatório técnico contemplando os estudos e as análises efetuadas, além de propor os atos e ações necessárias. A prioridade será para as redes que contemplem as 12 cidades-sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

A portaria da criação do GT foi publicada na edição desta sexta-feira (19) do Diário Oficial da União.
Fujimoto assume a Secretaria de Inovação do MDIC

Ele substitui Francelino Grando

Tele.Síntese - 19/08/2011


Nelson Fujimoto assume a Secretaria de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em substituição a Francelino Grando, que estava no ministério desde o governo passado. A nomeação foi publicada na edição desta sexta-feira (19) do Diário Oficial da União.

Até o início de junho deste ano, Fujimoto chefiou a Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações. Foi substituído no cargo por Maximiliano Martinhão.

Nota do Laboratório de Ideias: Fujimoto será um importante aliado da Telebrás no MDIC, haja vista que participou ativamente de sua reativação e integrava o Conselho de Administração da estatal até há pouco.
Primeira conexão do PNBL será inaugurada terça-feira

O provedor Sadnet, de Santo Antonio do Descoberto (GO), porém, enfrenta dificuldades em função do alto preço da estação receptora.

Tele.Síntese - 18/08/2011

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) começa a funcionar na prática na próxima terça-feira (23), com as primeiras conexões de 1 Mbps a R$ 35, vendidas pelo provedor Sadnet, em Santo Antônio do Descoberto, cidade goiana localizada a 47 km de Brasília. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, convidado a participar da solenidade simbólica do primeiro acesso, não vai participar, alegando compromissos agendados anteriormente.

A Sadnet foi o primeiro provedor do Brasil a assinar contrato com a Telebras, no início de junho, mas ficou aguardando a definição da data do lançamento oficial do PNBL, que a princípio previa até a presença da presidente Dilma Roussef. A espera foi tão longa que o provedor já recebeu a primeira fatura mensal – que foi a primeira expedida pela estatal após sua reativação – no último dia 11.

Segundo o dono do provedor, Jovenil Abadia, a infraestrutura está pronta, o link já foi testado e a expectativa é de dobrar o número de assinantes que a empresa já dispõe, cerca de mil, em pouco tempo. Mas reconhece que o preço da estação receptora, composta de antena, receptor, cabos e acessórios de conexão, vendida por até R$ 299, é uma barreira á expansão dos acessos.

“Nós repassamos os equipamentos pelo mesmo preço que compramos, porque não nos interessa ganhar dinheiro com isso”, afirma Abadia. Ele informa que o problema do custo é a carga tributária incidente, já que os equipamentos são todos importados, sem similar no Brasil. “Se o governo reduzir as taxas, o preço da estação pode cair até 60%”, disse.

O ministro Paulo Bernardo reconhece a dificuldade e disse que já orientou sua equipe para encontrar uma alternativa para baratear os equipamentos. Uma das opções aventadas pelo ministro é o uso de uma única estação com roteador para conectar várias residências.

O link de 100 Mbps da Telebras custa menos de R$ 200 para a Sadnet. O preço exato, segundo Abadia, não pode ser divulgado em função da cláusula de confidencialidade incluída no contrato. Mas ele informa que, depois da entrada da estatal no mercado, operadoras privadas baixaram os preços dos seus links, como a Embratel.

Pelo contrato, a Sadnet é obrigada a entregar pelo menos 20% da velocidade contratada ao cliente. Essa exigência ainda não vale para as operadoras privadas.
Liberou geral

A abertura do mercado de tevê paga para as operadoras de telefonia, aprovada pelo Senado, pode resultar em fusões e novos investimentos

IstoÉ Dinheiro - 19/08/2011

Nas residências brasileiras, especialmente nas grandes cidades, é comum as pessoas terem acesso à tevê a cabo, banda larga e telefonia. Se proporciona conforto e informação às famílias, a assinatura desses serviços traz a inconveniência de mais trabalho na hora de pagar as contas. Afinal, podem ser três boletos de fornecedores diferentes para quitar, o que toma tempo e facilita a perda de documentos. A partir de agora, no entanto, todos esses serviços poderão vir numa conta só, prestados pelo mesmo fornecedor: uma companhia telefônica. Esse ponto, que para muitos pode parecer um capricho, é a ponta mais visível de uma enorme transformação no negócio de tevê por assinatura no País. Não por acaso, para que isso pudesse se tornar realidade, foram necessários quatro anos de debates acalorados no Congresso até que a legislação que rege o setor de televisão por assinatura fosse alterada.

Na semana passada, o Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar 116 (PLC), cujo ponto central é a abertura do negócio da tevê paga para as empresas de telecomunicações. Assim, abriu-se a porteira para profundas alterações no mercado, que podem envolver fusões, novos investimentos e inovações de serviços. O projeto seguirá agora para a presidente Dilma Rousseff, que deve sancioná-lo, pois o governo trabalhou nos bastidores pela sua aprovação.

A opinião do Planalto é de que a mudança no setor de tevê paga aumentará a concorrência e vai resultar em preços mais baixos para o consumidor. Esse é justamente o argumento do relator do projeto de lei, senador Walter Pinheiro (PT-BA). “Com a nova lei, amplia-se o tamanho do mercado de tevê paga no Brasil”, afirma o senador baiano. “Nascerão mais empresas de produção, distribuição, veiculação e empacotamento de conteúdo.”

A nova legislação permitirá que as empresas de telefonia comercializem aquilo que os executivos da área chamam de triple play, o combo que reúne num mesmo cabo de fibra óptica os serviços de telefone, internet e tevê a cabo. No momento, apenas a NET oferece esse tipo de pacote. As operadoras Oi, Telefônica e CTBC também vendem uma modalidade de serviço triplo, mas com tevê por satélite – não por cabo, como a NET –, o que acarreta um custo operacional maior.

Entre as companhias de telecomunicações, quem se mostra pronta para lutar por uma fatia do filé da televisão por assinatura é a Oi. Segundo seu diretor de regulamentação, Paulo Mattos, a operadora pretende fazer investimentos elevados nessa área. “Nossa expectativa é expandir as operações em tevê por assinatura”, diz Mattos.

Carlos Duprat, diretor da Telebrasil, entidade que reúne as empresas de telecomunicações do País, pensa de maneira semelhante. “Até a mudança ser aprovada, as empresas de telefonia perdiam clientes porque não podiam oferecer pacotes completos”, diz Duprat. Há outras mudanças de porte, que devem acontecer em breve.

Existe a expectativa no mercado de fusão entre empresas já instaladas. A primeira notícia poderia ser o agrupamento, numa única companhia, da NET, de tevê a cabo, com a Embratel, de telefonia fixa, e a Claro, de celular. Essas três empresas fazem parte do grupo América Móvel, o império das telecomunicações do mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do planeta. Das três, o megaempresário só não tem a maioria das ações da NET, porque estrangeiros tinham limitação de 49% no capital de empresas de tevê a cabo. Com a aprovação no Senado do PLC 116, esse limite acabou.

A NET prefere não se pronunciar sobre as mudanças até que a nova lei seja sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Ainda é cedo para saber exatamente como se comportará o mercado daqui para a frente. A única certeza é que está em jogo um mercado nada desprezível, que movimentou R$ 14,6 bilhões em 2010. Um estudo que acompanhou a elaboração do projeto de lei estima que o número de clientes de tevê por assinatura no Brasil deve passar dos atuais 11 milhões para 30 milhões nos próximos cinco anos.
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Entrevista:

“O mercado de tevê paga vai se movimentar e o preço cairá”
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, avalia, em entrevista à DINHEIRO, as possíveis mudanças no setor de tevê por assinatura.

Com uma maior concorrência em tevê a cabo, para onde o mercado deve crescer?
Queremos ampliar a densidade de penetração da tevê paga no Brasil, para 32 assinaturas a cada 100 domicílios. Em 2010, tínhamos apenas 18. Com a possibilidade de novos competidores, acredito que o setor vá se movimentar e os preços vão cair.

Como as empresas de produção de conteúdo podem ampliar seus negócios a partir de agora?
Haverá um impulso para a indústria cultural e audiovisual brasileira, porque o projeto aprovado no Congresso estipula cotas de conteúdo nacional. Certamente, isso vai beneficiar a indústria criativa e significará criação de emprego e aumento de renda.

O Plano Nacional de Banda Larga também poderá conter o serviço de tevê a cabo?
O PNBL é voltado para a oferta de banda larga, mas as operadoras de tevê a cabo poderão oferecer serviços de internet, aproveitando a rede usada para a televisão. É claro que, se o consumidor quiser assinar internet num pacote junto com tevê, o preço será menor.


A guerra dos cabos


Por que a nova lei aprovada pelo Senado que abre o mercado das tevês por assinatura para as operadoras de telefonia é uma boa notícia para o consumidor

IstoÉ - 19/08/2011

Na semana passada, o Senado aprovou uma legislação que mexe profundamente com um dos segmentos mais lucrativos e vitais da era da informação. A partir de agora, as operadoras de telefonia também poderão oferecer o serviço de tevê a cabo, utilizando a infraestrutura já existente para as linhas telefônicas. A chegada de novos concorrentes esquenta o mercado e promete agradar ao consumidor, já que o preço dos pacotes de televisão, internet, telefone fixo e celular pode cair significativamente – até 30%, segundo analistas de mercado. Além disso, a nova lei determina uma cota para a produção nacional na grade dos canais de tevê por assinatura. A partir de agora, os canais devem exibir ao menos três horas e meia de conteúdo feito no Brasil.

Depois de aprovado pelos senadores, o projeto agora segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Como o texto da lei foi costurado pelo próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a proposta deve passar sem vetos pela Presidência. O governo não esconde que a principal intenção por trás da nova legislação é forçar o setor privado a investir em novas tecnologias e infraestrutura, visando uma melhor qualidade e a expansão dos serviços para todo o País. Hoje, 11 milhões de brasileiros são clientes de operadoras de tevês a cabo. A projeção para os próximos dez anos é de que esse número suba para 30 milhões de assinantes.

Entre o setor privado, a notícia era esperada com ansiedade. Empresas como Oi e Telefônica prometem entrar com agressividade no mercado, forçando rivais como NET e TVA a rever suas estratégias. Além disso, a competição pode fazer com que tecnologias mais modernas – como a IPTV, que usa a internet para transmitir o sinal de tevê e aumenta a interatividade via aparelho – cheguem ao Brasil. A nova legislação ainda impede que as empresas radiodifusoras possuam mais que 50% do capital das distribuidoras de tevê a cabo – o que fará com que a Globo transfira o controle da NET para o grupo mexicano Telmex.

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Piauí Digital expande oferta de banda larga

Convergência Digital :: 19/08/2011


O Piauí avança em seu projeto de implementação de uma rede de banda larga de alta capacidade e qualidade em todo o Estado. Já são 31 pontos na capital com serviço próprio de internet, que permite uma conexão de alta velocidade para os órgãos governamentais. Com isso, é possível agilizar a prestação de serviço dentro dos órgãos públicos, prover zonas de acesso público à internet via wi-fi e atender espaços de inclusão digital.

Instituído no início do ano, o projeto Piauí Estado Digital foi viabilizado por meio de um convênio com o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com a Telebras e apoio da Agência de Tecnologia da Informação (ATI). A iniciativa deverá gerar economia significativa de recursos e melhorar o atendimento à população.

“Nosso objetivo é uniformizar o acesso aos serviços de dados no Estado, tanto em relação à qualidade, como aos custos para sua contratação”, explica Thiago Siqueira, diretor geral da ATI. A primeira etapa do projeto abrange 49 municípios, dos quais 43 possuirão Estações Piauí Digital. Esses espaços atuarão como centros de acesso à tecnologia da informação para a inclusão social, com orientadores treinados para prestar cursos de informática para a comunidade. O objetivo final é integrar os 224 municípios do Piauí, por meio de uma rede de comunicação híbrida de alta capacidade.

Facilidades para o cidadão

A economia de gastos do governo em banda larga deve chegar a 40% com o Piauí Digital. Antes do projeto, cada secretaria contratava seu próprio provedor, assim não havia uniformidade no serviço prestado. Com a rede própria, a conexão se torna constante, o que garante o atendimento adequado ao cidadão. “As reclamações dos usuários diminuíram bastante, pois a expedição de um documento passou a ser feita em cerca de 20 minutos”, diz Arcanja Viana, coordenadora de Implantação e Manutenção dos Centros de Atendimento ao Cidadão/Programa Espaço da Cidadania.

Estão conectadas à rede própria as seguintes secretarias de Estado: Segurança; Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Administração; Justiça; Transportes; Saúde; Infraestrutura; Trabalho e Emprego; Turismo; Governo; Assistência Social e Cidadania; Inclusão da Pessoas com Deficiência; e Defesa Civil.

Outros órgãos também conectados são Corpo de Bombeiros; Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP); Plamta; Agência de Fomento; Instituto de Terras (Interpi); Delegacia Geral; Instituto de Identificação João de Deus Martins; Fundação de Esportes (Fundespi); Detran – Shopping Automall; Espaço Cidadão; Comando Geral da Polícia Militar; Maternidade Dona Evangelina Rosa; Sistel; Gabinete Militar; Iapep; Vice-governadoria; Palácio de Karnak; Fundação Cepro; e Junta Comercial. Enquanto o fornecimento de banda larga própria não chega aos demais municípios, o Governo irá utilizar serviços de empresas contratadas.

Fonte: Guia das Cidades Digitais

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Telebras e PNBL despertam interesse de angel investors americanos

Insight - Laboratório de Ideias - 18/08/2011

O sucesso do Programa Nacional de Banda Larga e as perspectivas da Telebras, repercutidos internacionalmente através da Reuters e de outras agências de notícias, está chamando a atenção de investidores americanos conhecidos como angel investors.

Os angel investors (investidores anjos) são investidores informais, normalmente altos executivos ou aposentados com boa disponibilidade financeira que, quando reunidos, formam um angel fund (pool de investidores também conhecidos como angel groups ou angel networks). Essa nomenclatura surgiu quando da "bolha das ponto.com" entre os anos de 1995 e 2000.

Diferentemente dos fundos de venture capital, que têm administração profissional e recursos na casa de vários milhões de dólares, os integrantes dos angel funds fazem eles próprios a administração dos recursos que investem. No entanto, o direcionamento dos investimentos tem, praticamente, o mesmo foco: empresas ligadas aos setores de ponta em tecnologia (informática, biotecnologia, telecomunicações, etc.), que estejam em fase de estruturação ou desenvolvimento (startup companies), especialmente as que, mesmo representando um alto risco, possuam excepcional potencial de retorno.

No caso do PNBL, a atenção dos angel funds, além de outras oportunidades, está centrada na Telebras, empresa que, tecnicamente, pode ser qualificada como uma startup company estatal, já que está em estruturação, pertence a um setor de alta tecnologia e, principalmente, pode vir a apresentar um enorme potencial de retorno.

Além disso, o risco do investimento é relativamente baixo se comparado com startups do setor privado, já que a estatal conta com todo o suporte do governo brasileiro, será alvo de um investimento de 9,6 bilhões de reais até 2015, gerirá o maior backbone nacional de fibras óticas (além de um satélite geoestacionário e dois cabos submarinos internacionais), será a responsável pela construção e gerenciamento da rede de banda larga ultrarápida da Copa de 2014, poderá atender mais de 80% da demanda de capacidade para transmissão de conteúdos pela Rede Nacional de TV Pública Digital, é considerada como uma das prioridades governamentais nos próximos anos e a intenção do governo é torná-la uma empresa rentável.

Além das potencialidades que a empresa possui, também desperta a atenção dos investidores a subvalorização momentânea de suas ações preferenciais em bolsa de valores, já que, além de incomparavelmente mais líquidas, atualmente podem ser adquiridas por cerca de 25% do valor das ordinárias, sem que haja motivos que justifiquem essa discrepância.

Assim, o caso da estatal brasileira foge um pouco à classica atuação dos angel fund, os quais, tipicamente, fornecem o suporte financeiro suficiente para que uma startup inicie sua fase operacional nas melhores condições possíveis, apresente lucro e evidencie ao mercado suas potencialidades. No entanto, o baixo risco e as perspectivas de retorno vislubradas com suas ações podem ser motivos suficientes para atrair recursos advindos, não só dos angel funds, mas também dos fundos de venture capital.
ABC quer convênio com Telebrás para banda larga

DCI - 17/08/2011

ABC - O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC se reuniu na última semana com a Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás) para discutir proposta de convênio com a estatal para a adesão da região ao Plano Nacional de Banda Larga.

Também foi abordada a criação de plano regional de banda larga, ação do grupo de trabalho (GT) de banda larga que vem junto a grandes intervenções regionais para implementação do programa do governo federal.

O programa, que foi lançado em 2010 , tem como objetivo que as operadoras ofereçam banda larga de 1 Mbps a R$ 35, para ampliar o acesso da população à Internet, com mais velocidade e menores custos.

Expansão

A expectativa é que o serviço, hoje disponível em 11 milhões de domicílios, atinja cerca de 40 milhões até 2014, preparando o País para eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas.

Nesse bolo, a fatia que o consórcio da região do ABC busca é que além de promover mais qualidade e menores preços no segmento, seja possível fazer a integração das redes públicas municipais de fibra ótica à rede federal.

Segundo o secretário-executivo da entidade, Luís Paulo Bresciani, isso vai dar um grande impulso à qualidade de informações nos setores de segurança pública, como de defesa civil e de trânsito das prefeituras e também melhorar os serviços públicos como os cadastros dos centros.

Benefícios

Ele acrescenta que vários benefícios resultam do convênio com a Telebras: a inclusão digital, aumento da oferta e redução de preços, o desenvolvimento econômico regional, com estímulo aos provedores de acesso regionais e a capacitação do acesso às micro e pequenas empresas, e a melhoria da gestão pública, com redução de custos e a melhoria da qualidade do acesso à Internet a aos serviços do governo federal.

Para adesão ao PNBL, assembleia geral do Consórcio aprovou em junho a criação do grupo de trabalho da banda larga. Uma das metas é fazer o mapeamento da infraestrutura de fibra ótica existente.

Prioridades

Para Luiz Antonio Bittencurt, professor de ciência da computação da Universidade Metodista de São Paulo, a implementação é necessária mas não deverá estar entre as prioridades do governo. "Acredito que este tipo de intervenção seja necessário para o crescimento da região na questão de velocidade de Internet, mas vejo também que há outras prioridades na execução do plano em caráter nacional", afirmou.

De acordo com o professor, ainda há alguns desafios logísticos para que o acesso a Internet cresça na região. "Ainda há muitos bairros no ABC que necessitam muito de acesso a Internet, e para isso é necessário que haja muitas movimentações por parte das prefeituras. Paralelamente aos investimentos federais, são necessárias ações das prefeituras", detalhou.

Apex

Para ampliar as exportações na região, o consórcio também apresentou na última semana uma proposta de implantação do Projeto de Extensão Industrial Exportadora - Peiex, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) no Grande ABC.

O Peiex é um projeto de capacitação, melhoria de gestão e promoção da cultura exportadora e tem o objetivo de incrementar a competitividade e abrir canais para a exportação no setor industrial por meio de técnicos extensionistas que poderão atender até 192 empresas das sete cidades.

O projeto está implantado em 27 núcleos de diferentes estados, e o Grande ABC deverá ser o primeiro núcleo em todo o Estado de São Paulo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Telebras faz parceria com o segmento de TV por assinatura

Telebras - 16/08/2011

O Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) firmou sua primeira parceria com o mercado de TV por Assinatura. Um acordo de cooperação técnica foi assinado entre a Telebras e a Associação NeoTV que representa mais de cem operações de TV por Assinatura e Internet no país, durante o Congresso ABTA 2011.

O evento foi realizado em São Paulo, entre os dias 09 e 11 de agosto, e, na ocasião, o estande da Telebras recebeu mais de 80 visitantes, entre usuários de internet, jornalistas, provedores de internet e fornecedores de equipamentos para rede. A maioria deles, cerca de 50, eram provedores de internet interessados em participar do PNBL.

De acordo com o diretor Comercial da Telebras, Rogério Catunda Boros, que foi um dos palestrantes do Congresso, o oferecimento de banda larga agrega valor às empresas prestadoras de serviços nesta área que incluem além de TV por assinatura, também internet e voz.

Nesse sentido, Boros disse que a Telebras é muito importante neste cenário já que vai dispor de uma rede neutra e com preços competitivos iguais para todas as operadoras, sejam elas grandes ou pequenas.
PLC 116: Bernardo prevê impulso à banda larga e à indústria de audiovisual

Segundo ministro, estudo da Anatel aponta para ampliação em 4,5 milhões de conexões à internet com projeto.

Tele.Síntese - 16/08/2011

A aprovação do PLC 116/2010 hoje foi comemorada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. “O Senado mostrou disposição para aprovar uma matéria que não é só boa para o governo, mas para toda a sociedade”, disse. Ele prevê redução de preço do serviço e o aumento da oferta de banda larga para mais 4,5 milhões de consumidores, baseado em estudo elaborado pela Anatel.

Além dos benefícios para massificação da banda larga, Bernardo vê na aprovação da matéria a possibilidade da efetiva interiorização da TV a cabo. “Existem mais de 600 pedidos na Anatel de pequenas empresas que querem oferecer o serviço em pequenas cidades”, afirmou.

O ministro ainda ressaltou o impulso que a proposta dará à indústria de audiovisual, com a implantação das cotas de produção nacional. Para Bernardo, essa política garantirá mais emprego e renda para o setor..

Bernardo disse que vai marcar uma reunião com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, para definir se serão necessários ajustes no regulamento de TV a cabo, que está em exame na agência.

Para Telebrasil, PLC 116 ampliará acesso aos serviços convergentes

Teletime - 16/08/2011

A aprovação do PLC 116/2010, que cria novas regras para o setor de TV por assinatura e que permite a entrada das concessionárias do STFC no mercado de TV a cabo e cria cotas de conteúdo nacional, “ampliará a oferta de serviços convergentes, incentivará a concorrência e provocará a redução dos preços, aumentando a penetração do serviço”. A declaração é da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

A Telebrasil ressalta que “a oferta de pacotes de serviços convergentes – com telefonia, banda larga e TV por assinatura – propiciará um novo ciclo de investimentos no setor”, e lembra que, de acordo com estudo encomendado pela instituição, “para massificar a banda larga no Brasil, triplicando o número de acessos, serão necessários R$ 144 bilhões até 2020”. Segundo a associação, desde a privatização das telecomunicações, em 1998, mais de R$ 235 bilhões foram investidos pelas operadoras. “Atualmente, o fluxo anual de investimentos é de R$ 17,8 bilhões, o que significa aproximadamente R$ 50 milhões por dia”.
Governo quer baixar preço do modem para banda larga popular

Agência Brasil - 16/08/2011

Brasília - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quer reduzir o preço de R$ 300 pelo modem da banda larga. O preço será cobrado dos moradores da cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO), a primeira que terá internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps).

A intenção do governo é que a mensalidade seja R$ 35, dentro do Plano Nacional de Banda Larga, mas, segundo o ministro, o preço de R$ 300 pelo modem pode ser um impeditivo para quem quer ter internet barata. As negociações com a empresa Sadnet, que irá oferecer o serviço, estão em curso.

“Isso vai virar uma barreira de acesso. Estamos conversando para ver se mexemos um pouco no modelo, porque temos muitas reclamações de que o modem é muito caro”, disse o ministro. Segundo ele, uma das opções pode ser o uso de um único modem com roteador para o uso de várias residências.

O contrato entre a Sadnet e a Telebras foi firmado no início de junho e o lançamento do serviço está programado para o dia 23 de agosto.

Atualmente, a Sadnet vende pacotes de internet a R$ 29,90 para velocidade de 100 quilobits por segundo, até R$ 99,90, para 1 megabit por segundo. O modem, que é o equipamento necessário para a conexão, custa R$ 249.

A partir de setembro, a empresa de telefonia móvel TIM também vai começar a oferecer internet com velocidade de 1 Mbps a R$ 35 por mês para as localidades de Samambaia e Recanto das Emas, no Distrito Federal, e de Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás.
Senado aprova projeto da TV paga sem alteração

Tele.Síntese - 16/08/2011

O Senado aprovou, nesta terça-feira (16), o PLC 116/2010, que unifica as normas da TV por assinatura, permite a entrada das teles no mercado de cabo e cria a política de cota de produção nacional. A matéria foi votada sem alteração, portanto seguirá para sanção da Presidência da República. A aprovação do projeto conclui uma luta de mais de quatro anos, sendo mais de três deles na Câmara.

O relator da matéria no plenário, senador Walter Pinheiro (PT-BA), rejeitou todas as mais de 20 emendas apresentadas, com a exceção de uma, de sua autoria, mas apenas de redação, sem alterar. Até o destaque à emenda do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que pedia a supressão do artigo 9º do projeto, que estabelece novas atribuições para a Ancine, foi rejeitado em votação nominal, com 33 votos contrários e 24 a favor.

O projeto aprovado cria o Serviço de Acesso Condicionado (Sac), que é definido como um serviço de telecomunicações para o fornecimento de conteúdo eletrônico a assinantes por intermédio da oferta de pacotes ou canais por qualquer tecnologia eletrônica. O novo serviço prevê quatro ramos de atividades: produção, programação, empacotamento e a distribuição de conteúdo aos assinantes

Um dos principais pontos do projeto e fonte de muita divergência é a criação da política de cotas, que torna obrigatória a transmissão de três horas e meia de conteúdo nacional nos canais de filmes, séries e documentários, em horário nobre. Além disso, metade deste conteúdo deve ser gerada por produtores independentes brasileiros.

O projeto também abre o mercado para a entrada de concessionárias de telefonia fixa e de empresas estrangeiras. Atualmente, há muitas restrições para a participação dessas empresas no segmento de TV paga via cabo.

Outra novidade introduzida pela matéria é a competência para aplicação das regras de programação e empacotamento atribuídas à Ancine, enquanto a competência para outorga de autorizações do serviço, dentre outras, permanece com a Anatel.

O projeto ainda estabelece que os canais de TV paga não podem ultrapassar o tempo de publicidade prevista para a TV aberta.

Aprovação do PLC 116 garante ampliação dos investimentos, diz setor

Vários segmentos da indústria de telecom comemoraram a aprovação, na qual muitos já não acreditavam

Das concessionárias impedidas a atuar no mercado de TV a cabo aos produtores nacionais de conteúdo, vários segmentos da indústria de telecomunicações comemoraram a aprovação hoje, pelo Senado, do PLC 116, que unifica as regras do mercado de TV por assinatura, abre o segmento de cabo à participação das teles e cria mecanismos de defesa da indústria de conteúdo nacional, por meio da fixação de cotas de exibição.

Oi e Telefônica aplaudiram a decisão, que foi longamente negociada por todos os players. “Sem dúvida, a aprovação do projeto traz uma nova dinâmica para o setor e, ao permitir ao operador a oferta de todos os serviços na mesma rede, especialmente de conteúdo audiovisual que é o futuro, vai viabilizar os investimentos necessários em novas redes”, diz João de Deus, diretor de planejamento executivo da Oi. “Vamos ter agora uma situação de simetria entre as grandes operadoras e isso vai se refletir nos investimentos de todos os players”, acredita Leila Loria, diretora de relações institucionais e desenvolvimento de negócios da Telefônica.

Também a Embratel, do grupo Telmex que é acionista da Net Serviços, a maior operadora de cabo do país, aplaudiu a aprovação. Com isso, cai o limite à participação do capital estrangeiro nas empresas de cabo e o grupo mexicano poderá assumir o controle da Net. “A decisão é importante para o setor como um todo, vai estimular a competição e os investimentos”, avalia Oscar Petersen, vice-presidente executivo e jurídico da Embratel. Petersen diz que ainda é muito cedo para prever que mudanças a aprovação do PLC 116 irá provocar na estrutura do grupo, que controla também a Claro.

De olha na regulamentação

Crítica de pontos do PLC 116 como o estabelecimento de cotas de conteúdo nacional e do papel da Ancine na fiscalização da programação, a ABTA, que reúne as empresas de TV por assinatura, não quis se pronunciar. Na semana que vem o Conselho da entidade tem reunião marcada para avaliar os próximos passos, ou seja, a regulamentação da nova lei aprovada pelo Senado e que ainda será sancionada pela presidenta da República.

Alexandre Annenberg, presidente da entidade, diz que a regulamentação da lei vai exigir mobilização e atenção do setor, para que ela atenda, em todos os itens, os interesses do setor. Na avaliação de João de Deus, da Oi, um dos pontos que a Anatel terá que observar na regulamentação é o reflexo da obrigação de carregar determinados conteúdos nos custos do serviço via satélite em função do consumo maior de banda. “Pelas dimensões do Brasil, o serviço via satélite tem função importante, especialmente na Amazônia”, disse.

PLC 116: Quem produz não distribui

Veja os principais pontos do projeto aprovado.
O PLC 116/2010, aprovado nesta terça-feira (16), traz muitas novidades, entre elas a participação de capital das teles e da radiodifusão no novo serviço. Veja a seguir:

• A criação do serviço de acesso condicionado, que é definido como um serviço de telecomunicações para fornecimento de conteúdo eletrônico a assinantes por intermédio da oferta de pacotes ou canais por qualquer tecnologia eletrônica.

• A criação de quatro categorias de atividades a serem desempenhadas pelo novo serviço de acesso condicionado: a produção/criação, a programação, o empacotamento e a distribuição de conteúdo aos assinantes. As teles não podem deter mais de 50% do capital das empresas de radiodifusão, produtoras e programadoras. E os radiodifusores ficam impedidos de deter mais de 30% do capital de empresas de telecomunicações.

• Bloqueio das operadoras de telecomunicações da possibilidade de adquirir os direitos para transmissão de eventos de interesse nacional, o direito de contratação de artistas famosos e os direitos de possuírem copyrights de obras nacionais, em geral.

• Nos canais de espaço qualificado, ao menos três horas e meia por semana do “horário nobre de televisão” são destinadas a produção nacional, sendo metade desse tempo destinado a produtores independentes de conteúdo.

• Na programação, todos os prestadores de serviço de acesso condicionado devem oferecer pacotes nos quais, para cada três canais com programas de espaço qualificado, ao menos um seja brasileiro. Disto se deduz que ao menos 1/3 do conteúdo deva ser programado por um produtor de conteúdo brasileiro.

• As entidades distribuidoras e empacotadoras não podem, diretamente ou através de suas subsidiárias, inserir qualquer publicidade ou conteúdo em programas sem autorização prévia e expressa do seu programador ou produtor.

• O distribuidor de conteúdo eletrônico que se qualifique como um prestador de serviço de acesso condicionado deve comprometer-se a cumprir as mesmas obrigações de transporte de canais exigidas da TV a cabo no must cary (transportar canais públicos)

• A competência para aplicação das regras de programação e empacotamento do projeto de lei citado foi atribuída à Ancine.(Da redação)

Congresso aprova lei que abre mercado de TV paga às teles

Convergência Digital :: 16/08/2011

Depois de uma longa tramitação, foi aprovado o projeto que abre o mercado de TV por assinatura às teles e cria cotas de programação nacional. O debate foi intenso – não só desde que foi aprovado, mas durante a sessão desta terça-feira, 16/8, no Senado Federal – mas acabou prevalecendo o texto que passou pela Câmara dos Deputados.

Apesar de toda a discussão que permeou o projeto, e as diversas mudanças no vários textos apresentados, até a última hora houve tentativa de modificar a proposta, em especial com relação aos poderes para a Agência Nacional do Cinema de fiscalizar o cumprimento das cotas de programação.

No caso da participação das empresas de telecomunicações no mercado de TV paga, a expectativa, agora, é de que a Anatel incorpore os dispositivos da nova lei na regulamentação que vem fazendo sobre o segmento de TV a cabo. Vale lembrar que a nova lei torna sem efeito a antiga Lei do Cabo.

Como a lei modifica a estrutura do mercado da TV por assinatura como um todo, estabelecendo um serviço único no lugar das atuais prestações por tecnologia (cabo, MMDS e DTH), as alterações já propostas pela agência reguladora terão que passar por adaptações.

Ao fim, também prevaleceram as cotas de programação nacional, que pelo projeto são de 3h30 por semana – ou seja, meia hora de programação produzida no Brasil por dia em todos os canais de conteúdo qualificado, sendo que parte dessa produção deve ser independente.

Senado aprova o PLC 116 sem alterações


Teletime - 16/08/2011


Depois de quatro anos de tramitação no Congresso Nacional, os senadores enfim aprovaram o PLC 116, que abre o mercado de TV por assinatura à entrada das teles e cria cotas de conteúdo nacional. O projeto agora segue para sanção presidencial. A oposição apresentou diversas emendas ao projeto, mas o governo conseguiu fazer com que apenas uma delas, a emenda 16, fosse aceita e votada pelo Plenário. Ela, porém, acabou sendo rejeitada.

A emenda 16, do senador Alvaro Dias (PSDB/PR), propunha a supressão dos artigos 9 e 12 e seus parágrafos únicos; e dos artigos 15, 26, 36 e todos os seus parágrafos. Essa emenda visava justamente suprimir do texto toda a parte relativa à criação de cotas de conteúdo e às novas atribuições da Ancine, consideradas inconstitucionais pelos parlamentares do DEM e do PSDB. A emenda 16, entretanto, foi rejeitada por 33 votos contra 24. Vale lembrar, se houvesse alguma substituição, o projeto voltaria para a Câmara dos Deputados e dificilmente seria aprovado, como observou o senador Marcelo Crivela (PRB/RJ).

Inconstitucionalidade

Em discurso os senadores da oposição alegaram a inconstitucionalidade das novas atribuições da Ancine. O senador Demóstenes Torres (DEM/GO) declarou, inclusive, que o seu partido entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no STF, ação que também poderá ser subscrita pelo PSDB. Para os parlamentares da oposição, as cotas de conteúdo representam a volta da censura prévia e não um estímulo à produção nacional independente, como sustenta o governo.

“Não cabe a nós, mandatários dos cidadãos brasileiros, estabelecer restrições ao direito dos assinantes de TV a cabo de assistir àquilo que eles acham conveniente. Nem à Ancine dizer o que é e o que eles devem assistir no horário nobre”, disse o senador Aloizio Nunes Ferreira (PSDB/SP). O senador acrescentou ainda que houve um “açodamento” do Senado para a aprovação da matéria e que ela deveria ter sido debatida pela Comissão de Constituição e Justiça.

A oposição diz que a Ancine é uma autarquia especial e a alteração das suas atribuições deve ser proposta em projeto de lei do Executivo e não do Lesgislativo, como é o caso. O senador Alvaro Dias (PMDB/PR) e Demóstenes Torres (DEM/GO) disseram que o STF tem jurisprudência pela inconstitucionalidade de matérias como essa.

Censura

O senador Marcelo Crivela (PRB/RJ) ainda criticou o estabelecimento do teto de 25% de espaço para veiculação de publicidade na programação da TV por assinatura, o mesmo adotado na TV aberta. Segundo ele, a medida fará com que a TV aberta perca propaganda, já que os anunciantes precisariam direcionar a verba da TV aberta para a TV por assinatura, na sua visão. “A TV aberta, que é a que os brasileiros assistem, vai perder propaganda. Recebi ligação do presidente da Band com essa preocupação. Além disso, estamos criando uma censura implícita. Preservar a cultura nacional é intensão de todos, mas não podemos possibilitar a volta da censura”.

Do lado do governo, além da exposição do relator Walter Pinheiro (PT/BA), houve poucas manifestações, uma vez que havia acordo entre as lideranças dos partidos para a aprovação da matéria. Na defesa da posição do governo, o senador Lindbergh Farias (PT/RJ) argumentou que diversos países do mundo desenvolvido utilizam políticas de cotas para incentivar a sua produção cultural.
Brasil ultrapassa Japão em venda de PCs

AdNews - 16/08/2011

Entre abril e junho deste ano, o Brasil vendeu 95 mil computadores a mais que o Japão e assumiu, com esse feito, a terceira posição no ranking mundial do mercado de PCs. Isso é o que revela o estudo Brazil Quarterly PC Tracker, realizado pela IDC Brasil. No período, o Brasil vendeu 3,86 milhões de máquinas, um recorde de vendas que situa o País atrás apenas da China e dos Estados Unidos que, respectivamente, ocupam a primeira e segunda colocação no mercado global de PCs.

Do total de computadores comercializados, 48,5% foram desktops e 51,5% notebooks. Neste cenário, 69,5% foram destinados ao segmento doméstico, 25,8% ao corporativo e 4,7% a governo e educação. “Nunca se vendeu tanto computador em um único trimestre no Brasil”, afirma Martim Juacida, analista de mercado da IDC Brasil. “O resultado está diretamente ligado aos preços extremamente agressivos ofertados pela indústria. Com o dólar estável, os fabricantes têm conseguido manter seus preços em queda, gerando forte demanda, principalmente, no segmento doméstico”, detalha o analista.

O estudo revela que o notebook continua sendo a febre do mercado de PCs. “A mobilidade está no centro das atenções dos consumidores. A condição da economia no País somada ao fato de a classe média continuar com acesso a crédito fazem com que o segmento aponte para números maiores a cada fechamento desse estudo”, explica Juacida. Somente em notebooks, “se compararmos o segundo trimestre deste ano com o primeiro, chegamos a uma performance de vendas 10,5% superior”, calcula. “Já na comparação com o mesmo período de 2010, o desempenho das vendas chega a ser 27% maior”, completa.

O bom momento econômico também favorece as vendas de PCs destinadas ao segmento corporativo. “As empresas têm aproveitado o cenário de estabilidade para renovar seus parques de PCs neste primeiro semestre do ano. A expectativa é a mesma para os seis últimos de 2011”.

O recorde anterior de venda de computadores no Brasil foi registrado no primeiro trimestre deste ano, quando o País comercializou mais de 3,6 milhões de computadores, sedo 50,5% notebooks e 49,5% desktops.
Para massificar serviços de Telecom, é necessário compartilhar redes

Debate sobre modelo de negócios, custos e serviços aponta o compartilhamento de infraestrutura como inevitável.

Tele.Síntese - 16/08/2011

O atual cenário mundial exige uma transformação importante na estrutura de custos das operadoras e o compartilhamento está se tornando o caminho obvio. “O modelo atual é pesado para se carregar e incompatível com os estágios futuros da indústria. O compartilhamento está se tornando o caminho obvio e as operadoras brasileiras devem tratar o tema de forma mais contundente”, afirmou Ricardo Distler, da consultoria Accenture, em debate no 27º Encontro Tele.Síntese, realizado em São Paulo.

Na sua análise, o modelo mais adequado é a criação de uma joint venture entre as quatro principais operadoras brasileiras para administrar e operar os ativos de rede, a exemplo de outros países, que vem adotando essa solução. “O país tem 50 mil estações radiobase e o compartilhamento dessa infraestrutura facilitaria a expansão dos serviços”, sugeriu. Ele considera que o assunto ainda está num estágio muito embrionário no país, com iniciativas pontuais. “Temos em torno de 20% da infraestrutura compartilhada e mais entre as móveis. Na fixa, só em transmissão”, observou.

O superintendente de universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, que participou do mesmo debate, concordou que esse pode ser um caminho e sugeriu que um eventual compartilhamento de sites na área urbana pode contribuir para a transferência de torres e antenas para atender a zona rural. Já o representante das operadoras, o diretor-executivo do SindTelebrasil, Eduardo Levy, disse que o assunto está sendo discutido internamente pelas operadoras, mas “tem que amadurecer.”
Julho bate recorde e acessos banda larga chegam a 45,7 milhões no Brasil

Convergência Digital :: 16/08/2011

O número de acessos em banda larga ultrapassou 45,7 milhões em julho, com crescimento de 56,72% em relação a julho de 2010. De acordo com balanço mensal elaborado pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), desde o início do ano 11,2 milhões de novas conexões foram ativadas, o que representa mais de um novo acesso conectado a cada dois segundos.

O ritmo de crescimento em julho foi ainda maior, com 1,9 milhão de novas conexões em banda larga, superando em 34% a média mensal de 2011, que é de 1,4 milhão. O balanço leva em conta os acessos em banda larga fixa e móvel, incluindo os modems de conexão à internet rápida e os celulares de terceira geração (3G).

De acordo com o levantamento da Telebrasil, o número de conexões fixas subiu 26,3% nos últimos doze meses, passando de 12,6 milhões em julho de 2010 para 16 milhões no mês passado. Já a banda larga móvel cresceu 80,1% nesse período, subindo de 16,5 milhões de acessos em julho de 2010 para 29,7 milhões no mês passado.

O número de modems chegou em julho a 6,9 milhões, com crescimento de 26,2%, e os celulares 3G, que permitem conexão à internet, já ultrapassam 22,8 milhões, mais que o dobro (106,7%) do total registrado em julho de 2010.

Desempenho

A discussão internacional de capacidade das redes de banda larga tem sido influenciada pelos grandes operadores de sites de conteúdo e pelo interesse de usuários da rede, cujo perfil de uso evolui continuamente. No Brasil, a medição realizada no âmbito interno das redes das principais operadoras pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) para o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) constatou bom desempenho dos serviços de banda larga fixa, que apresentaram velocidade compatível com as exigências previstas nas normas e regulamentos técnicos utilizados pelo Instituto, dentro de seu Programa de Análise de Produtos.

Os ensaios consideraram planos de serviços e provedores com maior número de usuários nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. A pesquisa analisou outros itens técnicos e a banda larga das prestadoras foi aprovada também nos critérios de velocidade instantânea, no quesito latência e no item que mede a resposta a uma consulta a um endereço inexistente.

A banda larga móvel, por sua vez, tem evoluído não só em números absolutos mais em opção de acesso. De acordo com a pesquisa Consumidor Móvel, realizada pelo Instituto Ipsos Mediact com clientes da telefonia móvel, 40,8% já acessam a internet pelo celular.

O estudo revela ainda que o celular é usado por 34% dos entrevistados para acessar redes sociais, por 31,4% para acessar conta de e-mail e por 30% para usar ferramentas de busca. No caso dos portais de notícias, 30% acessam esses sites pelo celular com a mesma frequência em que acessam pelo computador.

Fonte: Telebrasil
Oi compra Vex por R$ 27 milhões e lança banda larga popular em setembro

Convergência Digital :: 15/08/2011


A Oi fechou a compra da Vex por R$ 27 milhões e vai incorporar os 42 mil pontos de acessos à Internet Wi-Fi da companhia, localizados em 57 países, para ampliar a cobertura dos serviços 3G. Também está estruturando pacotes de serviços, revelou Alex Zornig, diretor financeiro da Oi, na teleconferência de resultados do segundo trimestre, realizada nesta segunda-feira, 15/08.

A divulgação dos resultados também serviu para marcar o primeiro contato do novo presidente da Oi, Francisco Valim, com a imprensa. No balanço, a Oi anunciou ainda que, em setembro, atenderá as primeiras localidades com a oferta da banda larga popular - Internet a 1Mbps por R$ 35,00 (com impostos).

A aquisição da Vex pela Oi já era comentada no mercado desde o final de maio. A compra teria ocorrido após uma disputa com a TIM e com a Telefônica, mas terminou ficando num valor bem abaixo do projetodo na época - R$ 100 milhões. A compra da rede da Vex é considerada estratégica nos planos da concessionária.

Isso porque a Oi reafirmou o interesse em aumentar sua capilaridade e presença em São Paulo - onde, segundo dados da companhia, já detém 15% no estado e 20% na capital e região metropolitana no serviço móvel, além da região Sul, onde também fez aportes na telefonia fixa e móvel.

"Estamos investindo bastante para aumentar a nossa capacidade de rede 2G/3G em São Paulo e na região Sul. Em São Paulo, por exemplo, investimos R$ 400 milhões nas áreas 19, 16 e 17, no interior do estado para ampliar a nossa presença", revelou Zornig.

Sobre a banda larga popular, a Oi informou apenas que até o final de setembro, a empresa formaliza a oferta do serviço - 1 Mbps a R$ 35,00 (com ICMS) e R$ 29,90 sem o imposto - nas primeiras localidades da sua área de atuação. Os municípios, no entanto, não foram revelados.

"Vamos fazer uma estratégia de anúncio e todos vão saber onde vamos estar em setembro. Mas a meta é chegar a cerca de 1200 localidades por ano e levar o serviço para todos os 4664 municípios da nossa área até 2014", completou o diretor financeiro da empresa.

O novo presidente da Oi, Francisco Valim, manteve uma postura bastante discreta no seu primeiro contato com a imprensa. Indagado como estava o trabalho, disse 'que os dias estavam longos', mas não quis adiantar pontos estratégicos. Segundo ele, 'o momento, agora, é o de avaliar onde estamos para depois definir para onde iremos'.
Desoneração de telecom vai contemplar equipamentos, redes, construção civil e projetos

Tele.Síntese - 16/08/2011

O regime especial para a cadeia produtiva de redes de telecomunicações de banda larga, que deverá ser anunciado em duas ou três semanas, dentro do programa Brasil Maior, vai contemplar equipamentos, redes, obras de construção civil e projeto, segundo anunciou hoje o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, na abertura do 27º Encontro Tele.Síntese, que se realiza em São Paulo.

Alvarez disse que a isenção poderá chegar a 100% do PIS/COFINS e do IPI e que ela vai variar de percentual para o atendimento de prioridades que estão em fase final de definição. Entre as prioridades destacou as disparidades regionais, as áreas com menos competição, a antecipação de conclusão da rede, etc. Ou seja, o projeto que mais contemplar os pontos de polítcas públicas estabelecidas no regime especial terá isenção maior de tributos e créditos mais facilitados.

A desoneração fiscal do regime especial para equipamentos e componentes vai valer até 2019, mesmo período de cobertura dos bens de informática isentos pela Lei do Bem; o período de aprovação dos projetos vai até 12 e 18 meses; e a implantação das redes até três anos. As redes implantadas no primeiro ano, após a aprovação do projeto, terão desoneração maior do que as implantadas no segundo ano; e estas serão mais beneficiadas do que aquelas implantadas no terceiro ano de vigência do regime especial.

Na avaliação do governo, essas medidas deverão impulsionar a contrução de novas redes por operadoras de diferentes portes, o que é fundamental para o desenvolvimento do setor. “Já não temos redes para atender a demanda. E a demanda vai continuar crescendo com a ampliação da classe C, que já é mais da metade da população, com o Plano Nacional de Banda Larga, com a queda dos preços”, disse Alvarez.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Telebras registra prejuízo de R$ 55,4 milhões no primeiro semestre de 2011

Telebrás já recebeu cerca de R$ 110 milhões da União em Jul/Ago e deverá receber mais R$ 240 milhões até o final do ano

Tele.Síntese - 15/08/2011

Ainda sem gerar receitas e com o atraso nos repasses da união, a Telebras fechou o primeiro semestre de 2011 com prejuízo de R$ 55,4 milhões, em função, principalmente, do provisionamento de despesas com o Plano de Indenização por Serviços Prestados (PISP), que foi reaberto até 31 de dezembro deste ano, e despesas administrativas necessárias à reestruturação da empresa, especialmente com a folha de pessoal, incrementada pela volta dos funcionários cedidos à Anatel. Nos primeiros seis meses de 2010, ainda sem a reativação, o prejuízo da estatal ficou em R$ 10,5 milhões.

No demonstrativo postado no site, a estatal afirma que a receita do semestre foi de R$ 19,1 milhões, obtida por meio de aplicações financeiras. Mas informa como evento subseqüente, os repasses da união de R$ 54,3 milhões no dia 4 de julho e de R$ 55,4 milhões no dia 2 deste mês, para posterior capitalização. Esses recursos, diz a empresa, são destinados ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A previsão é de que os repassem cheguem a R$ 350 milhões este ano, sendo os R$ 300 milhões aprovados por medida provisória, e os R$ 50 milhões previstos no orçamento da União para a Telebras.

As despesas da Telebrás no semestre chegaram a R$ 74,5 milhões. No primeiro semestre de 2010, a receita da estatal foi de R$ 14,4 milhões e as despesas de R$ 24,9 milhões. No comunicado, a empresa enfatiza que os encargos financeiros relativos às contingências judiciais continuam sendo os itens que afetam o seu prejuízo contábil. Ao todo, a empresa é ré em 1.563 ações judiciais de natureza cível, trabalhista e tributária, contra 1.374 existentes no final do ano passado.

Segundo o demonstrativo, a Telebras conta hoje com 129 funcionários. Porém, ainda existem 77 servidores cedidos à Anatel e 28 a outros órgãos públicos. Todos terão que retornar à estatal até 31 de dezembro deste ano. A Telebras foi reativada em 12 de maio de 2010 com o objetivo de implantar o PNBL.
CPqD inova para acelerar banda larga brasileira

O desafio do CPqD é oferecer acesso em banda larga a velocidades cada vez mais altas para um número de usuários que não para de crescer

Correio Popular - 13/08/2011

Imagina assistir um filme em alta resolução na tela do computador com uma velocidade de 1,25 Gigabits (Gbps) por segundo — cerca de 40 vezes mais rápida do que a acessada atualmente pelos usuários de fibra óptica. Esse é o desafio do CPqD: oferecer acesso em banda larga a velocidades cada vez mais altas para um número de usuários que não para de crescer.

Até junho deste ano, de acordo com o gerente de Sistemas Ópticos do CPqD, Alberto Paradisi, o número de usuários de serviços de banda larga no mundo era de 540 milhões. Deste total, 61 milhões são atendidos por fibra óptica. “Oferecer velocidade cada vez mais rápida a esse público tem sido um desafio para as operadoras e, principalmente, para as organizações que desenvolvem tecnologia na área de telecomunicações. Nós estamos investindo na evolução das redes ópticas de acesso a serviços e aplicações de banda larga”.

Segundo ele, atualmente, as redes desse tipo, baseada na tecnologia Gigabit PON (Passive Optical Network, ou rede óptica passiva) permitem oferecer velocidades individuais de acesso entre 10 a 30 Mbps por segundo. Com a nova geração de redes ópticas de acesso de arquitetura PON (Next Generation PON ou NG-PON), que está sendo desenvolvida no CPqD, já é possível oferecer conexões de 1,25 Gbps por segundo.

Hoje conseguimos atender até 40 usuários ao mesmo tempo com essa velocidade, mas podemos chegar até 80 usuários simultâneos em uma única rede”, afirmou. Além do aumento na velocidade e no número de usuários, a tecnologia pretende aumentar a distância entre o usuário e a central da operadora. De acordo com o gerente, hoje, a distância é de 20 quilômetros, mas o projeto do CPqD pretende chegar para mais de 40 quilômetros.

Segundo Paradisi, a aplicabilidade do projeto das redes ópticas conhecidas como FTTH (do inglês, fiber to the home) — pois levam a fibra óptica até a casa ou escritório do usuário — pode custar dez vezes mais do que alguns serviços que já utilizam fibras ópticas da geração anterior. “A tecnologia está desenvolvida, o que esperamos é um interesse do mercado e acredito que é natural que essa ocasião chegue. É uma questão de tempo e de amadurecimento e esse momento vai acontecer.” Sua expectativa é que daqui um ano essa tecnologia estará disponível.
Criação da Telebrás fez o custo da banda larga cair à metade

Instituto Telecom - 15 de agosto de 2011

Quem garantiu isso foi o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, no painel sobre as Perspectivas das Telecom e do PNBL, no Seminário O Futuro das Telecomunicações no Brasil, dia 12 de agosto, no Rio.

Depois de ouvir as palestras dos representantes das indústrias, em especial do SindiTelebrasil, elogiosas à Telebrás, Bonilha iniciou sua exposição com um comentário irônico – “já deram o direito da Telebrás existir”, disse ele que mostrou o tamanho da desigualdade na exploração do serviço de banda larga. Apenas 5% de grandes provedores atendem a 91% do mercado, enquanto 1576 pequenos e médios provedores atendem os 9% restantes.

Bonilha destacou o papel da Telebrás, “que não é uma operadora qualquer, é uma operadora do governo federal”, na expansão e democratização da banda larga. Conforme ele, o que assusta segmentos do setor privado é o fato de que a Telebrás vai prover infraestrutura de rede para operadores de qualquer tamanho, com igualdade de condições e de preço – “hoje, a competição é desigual para os pequenos provedores”, destacou.

O presidente da Telebrás garantiu que a empresa chegará a 77% dos municípios e até o ano que vem estará operando do Amapá ao Rio Grande do Sul. Segundo ele, o governo não está pagando mais para ampliar a rede com tecnologia de ponta nacional e, em alguns casos, está pagando até menos. Para ele, o que falta no Custo Brasil é oportunidade. “Não somos xenófobos em capital, somos xenófobos em tecnologia”. Essa posição do governo brasileiro, destacou Bonilha, está fazendo com que multinacionais que deixaram o país estejam voltando. “É o que eu chamo de Efeito Telebrás. Um resultado extremamente saudável e quem ganha é a população brasileira”, disse ele.

O secretário de Telecomunicações do Minicom, Maximiliano Martinhão, lembrou que o Brasil é hoje o quarto mercado mundial de computadores, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão. Apesar disso, parcela considerável desses proprietários de computadores não tem acesso à internet. Para mudar esse quadro, o governo federal está implantando ações que vão desde a implementação da rede Telebrás até a licitação de posições orbitais e novas faixas de frequência, além da modernização do Marco Regulatório.

Representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Schroeder criticou duramente a posição do governo em relação à comunicação. Ele acusou o governo de se render à lógica do mercado de radiodifusão e de fazer a mesma coisa no setor de telecom. Para Celso, embora o mundo esteja sob um novo paradigma, o da digitalização e da convergência tecnológica, no caso da TV digital o governo optou pelo modelo menos convergente. “O debate que chega agora, da banda larga, traz os mesmos cacoetes, prolongando um debate que a tecnologia já está resolvendo na marra”, constatou. Ele cobrou um novo Marco Regulatório da comunicação que dê conta dessa convergência.
Telebrás vem aí para o bem de quem quer navegar de verdade na rede

O Popular - 14/08/2011

Agora é pra valer: a hora e a vez dos internautas de carteirinha. Mas também a hora de todo mundo que já não aguenta mais navegar sob a ruim e inconstante conexão disponibilizada pela CTBC em Nova Serrana.

Está chegando em breve à cidade o sinal de banda larga, que será disponibilizado pela Telebrás. A informação, quentíssima, veio da boca do próprio prefeito Paulo Cesar, durante uma entrevista que fizemos com ele.

O assunto era bem outro, mas como após a parte oficial e séria, o bate-papo descambou para conexão, redes e que tais, a minha indignação (e de muitos que dependem da rede para trabalhar no dia a dia) com o serviço oferecido pela empresa que monopoliza a área na cidade, veio à tona.

Recentemente o governo determinou que as empresas que vendem esse serviço não podem mais oferecer menos do que 60% do que dizem oferecer (matéria publicada em nossa última edição). Isso já é uma idiotice: tinha que ser 100%. Que tal sugerir também que os supermercados que vendem arroz, não possam lhe vender um saco de um quilo com menos de 600 gramas? Fala sério!

Mas ainda é melhor do que o que temos: enquanto escrevo esta coluna, o meu computador se arrasta pela Internet adentro como um bicho preguiça, utilizando maravilhosos 10% dos 100% que eu pago todo o mês para navegar na rede.

O prefeito e o chefe de gabinete, Eduardo Cançado, me mostraram um documento que demonstra já o acordo entre a prefeitura e a Telebrás para dar início aos estudos técnicos para instalar a sua torre no município. Além disso, ambos me garantiram que o terreno para instalá-la já foi até escolhido: vai ser lá pra banda do Concesso Elias.

E, mais: tudo indica que isso não é coisa que demore. Segundo Eduardo, mesmo não havendo uma data certa para o início da prestação de serviço, antes do final do ano já deve estar tudo funcionando. Isso sim é uma boa notícia. Quero ser o primeiro a debandar...!Link
Consórcio quer definir banda larga este ano

Segunda reunião do GT foi nesta sexta, com participação da Telebras

ABCD Maior - 12/08/2011

O mapa da rede de fibra ótica existente na Região foi tema do segundo encontro do GT (Grupo de Trabalho) Banda Larga do Consórcio Intermunicipal, realizada nesta sexta-feira (12/08). A expectativa é que o grupo consiga definir a possível adesão sobre o Plano Nacional de Banda Larga e a configuração de um Plano Regional ainda neste ano.

Na reunião desta sexta, os municípios do ABCD, com exceção de São Caetano e Rio Grande da Serra, expuseram dados sobre a estrutura das redes e possibilidade de conexões nas cidades. O encontro também teve a participação do gerente comercial da Telebras, Luiz Nelson Vergueiro, que preferiu não falar sobre o assunto com a imprensa depois da reunião.

O secretário executivo do Consórcio, Luiz Paulo Bresciani, afirmou que, assim como o Ministério das Comunicações, a Telebras também demonstrou interesse na integração da rede dos municípios. Bresciani ressaltou que os trabalhos do GT estão no início, mas que já é possível ter uma boa visão sobre a viabilidade de integração física entre as redes. “Tecnicamente é bastante viável, só o que falta é ter clareza sobre a situação de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra”, frisou.

Coordenação - Durante o encontro, também foi decidido que a coordenação do grupo ficará a cargo da secretária de Planejamento e Gestão de Diadema, Maria de Fátima Queiroz. Para que as definições técnicas e institucionais aconteçam ainda neste ano, o GT pretende realizar reuniões quinzenais. A próxima está marcada para 26 de agosto.
Cabo submarino: modelo econômico e jurídico estará pronto até dezembro, diz Telebras

Tele.Síntese Análise - 11/08/2011

Dos R$ 9,6 bilhões que a Telebras planeja investir nos próximos quatro anos (2012/2015), R$ 2,6 bilhões deverão ser aplicados na construção de dois cabos submarinos, um ligando o Brasil aos Estados Unidos e outro à Europa, com uma ramificação para a África. No momento, a empresa discute qual será a modelagem econômica e jurídica do empreendimento, que deverá contar com recursos públicos e privados.

De acordo com Caio Bonilha, presidente da estatal, ainda é cedo para se saber se será formado um consórcio ou criada outra empresa. Mas se o modelo escolhido incluir chamamento público de eventuais interessados, ele pretende que isso ocorra ainda em dezembro deste ano, para o empreendimento começar, de fato, no início de 2012.

Considerada estratégica por razões de segurança pelo governo brasileiro, a construção dos dois cabos submarinos tem também razões econômicas. Diante do contínuo aumento da demanda por mais banda, as simulações feitas pela equipe técnica da Telebras estimam que o cabo submarino para os Estados Unidos se pagará em cinco ou seis anos.

Embora não revele nomes, Bonilha diz que a Telebrás já começou a conversar com parceiros interessados na construção dos cabos submarinos. Os primeiros a se apresentar foram as operadoras de telecomunicações que atuam no país, de olho sobretudo na conexão com os Estados Unidos, mas ele acredita que a estatal poderá atrair a atenção de fabricantes e de agentes financeiros para investir no projeto.

Ao lado dos cabos submarinos, outro projeto estratégico em que a empresa deverá atuar, em parceria com outras entidades do governo, é o lançamento de um satélite geoestacionário para atender sobretudo a Amazônia. O custo desse projeto, que vem sendo discutido desde 1997, sem nunca ter saído do papel, é estimado em R$ 800 milhões, de acordo com o orçamento de investimento da Telebras. Defendida publicamente pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, a retomada do projeto do satélite geoestacionário está em análise e até o final de mês o grupo de trabalho constituído para esse fim deverá apresentar uma proposta, com cronograma.

Mais fibras
Embora o primeiro projeto de rede da Telebras, quando a empresa ainda nem tinha sido reativada como operadora, previsse que todo o backhaul fosse construído por meio de conexão de rádios, agora esse desenho está superado. Toda a conexão de cidades com mais de 100 mil habitantes, numa primeira fase, e com mais de 50 mil habitantes, numa segunda fase, será feita com fibra óptica. “A opticalização é uma tendência tanto fora como dentro do Brasil, em função da capacidade de transporte da fibra”, diz Bonilha.

Na construção da rede óptica, do backhaul via rádio e da conexão das cidades previstas no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a Telebras deverá gastar, de acordo com o plano plurianual aprovado pelo Conselho de Administração, cerca de R$ 1, 7 bilhão ao ano, a partir do ano que vem. Como o compromisso da presidenta Dilma Rousseff é destinar R$ 1 bilhão ao ano para o orçamento da Telebras, os demais recursos também deverão sair de parcerias, no caso com as elétricas. “Estamos discutindo com as elétricas sobre como otimizar a utilização de suas fibras ópticas não só pela Telebras, mas pelo sistema brasileiro de telecomunicações”, explica Bonilha. “Na prática, estamos vendo como operacionalizar isso.”

De acordo com o presidente da Telebras, a empresa vai buscar compartilhar a infraestrutura já construída no país. “Esse é o caso de São Paulo, onde há muita disponibilidade de rede e não faz sentido investir em rede paralela”, afirma, informando que a Telebras está analisando mais de 20 projetos de parceria com empresas, entre as quais a TIM (que já assinou acordo), a GVT e a British Telecom. “E não temos mais projetos em análise por falta de gente”, diz ele, informando que o fato de a rede da Telebras ser neutra não tem sido empecilho às parcerias.

A conexão em alta velocidade (40 Gbps, em 20 Gbps mais 20 Gbps) das 12 cidades-sede da Copa também integra o plano plurianual. Os recursos para esse projeto, um dos mais importantes do plano, estão estimados em R$ 200 milhões e virão do orçamento do PAC.

A alteração da configuração do backhaul a ser construído, de enlaces de rádios digitais para cabos de fibra óptica, está sendo determinada não só pela previsão de aumento da demanda. Mas também porque o cenário no país mudou. De acordo com Bonilha, muitos provedores de acesso à internet “fibraram” as conexões das cidades onde atuam à rede das operadores. “Eu arrisco dizer que existem pelo menos 80 cidades ao redor de 100 mil habitantes que contam com provedores com redes ópticas”, diz ele. A Telebras está fazendo um levantamento para saber onde estão essas redes, concentradas na região entre São Paulo e Rio Grande do Sul, com alguma coisa em Minas Gerais.

Frente a esse cenário, a estratégia da Telebras é firmar acordos comerciais com esses provedores para usar as suas redes. “Nós vendemos capacidade de saída para eles e compramos capacidade deles para interligar as cidades. Só que eles têm de abrir suas redes, ou nos vender fibra apagada, pois nossa rede é neutra e tem que servir a todos os interessados”, explica Bonilha.

O primeiro acordo com redes de fibras de provedores foi assinado com duas empresas que atuam em Anápolis, (GO). Além de abrir a rede, o provedor também tem que aceitar as condições de comercialização do PNBL, de compra de 100 Mbps por R$ 200 a R$ 230, para venda ao usuário final de 1 Mbps por até R$ 35.

domingo, 14 de agosto de 2011

Há 25 empresas que desejam produzir tablets no País, diz ministério

Ministro Mercadante garante que a desoneração fiscal obrigará a industria a oferecer preços reduzidos aos consumidores.

Computerworld* - 14 de agosto de 2011

O governo federal já tem 25 empresas interessadas em produzir tablets no Brasil. Dessas, nove já estão “praticamente” aprovadas. Foi o que revelou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, depois de ser empossado como presidente do Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão vinculado ao ministério.

Mercadante citou, entre as empresas de capital nacional e estrangeiro, a Foxconn, Motorola, Samsung, Semp Toshiba, Positivo, Itautec e LG. O ministro acredita que, com a desoneração de 31% de impostos federais e, em alguns casos, com a redução de impostos municipais e estaduais, a exemplo do que ocorre na Zona Franca de Manaus, os tablets nacionais terão preços competitivos para o consumidor.

A oferta do produto já será uma realidade no próximo Natal, estimou Mercadante. “Vai ser abundante [a oferta] e eu acho que nós vamos ter, no Natal, muitas opções de qualidade, de preço, de formato. A concorrência é o melhor caminho para o consumidor usufruir [de um produto]”. Ele acredita que uma maior concorrência e a desoneração vão beneficiar o consumidor e gerar conteúdo local e inovação.

Mercadante explicou, ainda, que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está trabalhando também para “adensar” a cadeia produtiva. Segundo ele, o tablet que será produzido no país terá 25% de conteúdo nacional, no primeiro ano, e 80% em três anos.

“Se nós levarmos esse modelo para celulares e para televisores e exigirmos mais conteúdo e memória, nós trazemos semicondutores [para serem produzidos no Brasil] nessa área”.

O ministro lembrou que a ênfase é também na formação e capacitação na área de recursos humanos. Em paralelo, estão sendo negociadas novas medidas de fomento à indústria de semicondutores, que vão ser lançadas em breve. “Estamos negociando projetos concretos de componentes na cadeia produtiva de tecnologia da informação”.

“Queremos usar o poder de compra do Estado também como instrumento de gerar escala para atrair empresas que produzam componentes no Brasil”. Mercadante disse que o Brasil vai entrar no clube dos 20 países produtores de semicondutores.
Governo negociará redução de roaming de ligações internacionais

Paulo Bernardo falou ainda que a presidente Dilma Rousseff liberou o aporte de R$ 200 milhões para que a Telebras construa rede de fibra óptica nas cidades-sede da Copa

Folha de São Paulo - 10/08/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta quarta-feira que um dos esforços no setor de telecomunicações para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 será tornar o roaming internacional mais barato.

O serviço, que possibilita o acesso a serviços de telefonia celular e internet móvel fora do local de origem, tem preços "exorbitantes", afirmou o ministro. "Queremos facilitar o acesso de quem vem de fora, e o mesmo para os brasileiros que vão para o exterior", disse.

Segundo Bernardo, haverá o esforço de negociação com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para saber como o barateamento do roaming pode ser regulamentado.

Paulo Bernardo falou ainda que a presidente Dilma Rousseff liberou o aporte de R$ 200 milhões para que a Telebras construa rede de fibra óptica nas cidades-sede da Copa. O país já tem maior parte da infraestrutura de redes construída, disse Bernardo. Caberá à Anatel identificar gargalos e pontos sensíveis para onde os recursos serão destinados.

A presidente Dilma pediu empenho para licitar as faixas de tecnologia 4G, que permitirão conexões com até 100 mbps (megabits por segundo) até abril de 2012, para implantação dos serviços em até 12 meses nas cidades-sede.

Outro esforço para a Copa será acelerar o desenvolvimento do ginga, o software brasileiro de interatividade usado na TV digital. Segundo Bernardo, é possível editar portaria determinando a indústria a incluir o ginga dos equipamentos produzidos.

O ministro esteve nesta manhã na IDC Brasil Conferência 2011: TI e Telecom na Copa e Olimpíadas.