sábado, 13 de agosto de 2011

TVs conectadas à Web poderão consumir tanta banda larga quanto PC, Smartphones e Tablets. Bom para a Telebras


Conheça os serviços que permitem ver programas de TV a qualquer hora

Brasil já está na onda dos vídeos sob demanda, febre nos EUA.Serviços permitem assistir a programas por streaming na rede.

Assistir a filmes e seriados a qualquer hora se tornou uma tendência entre os usuários graças à internet. Velocidades de acesso cada vez mais rápidas permitiram que o internauta baixasse vídeos em alta definição, aproximando o computador das funções da TV. Agora, o movimento é no setindo contrário: as TVs é que ganharam tecnologias que deixam nas mãos do telespectador a opção de escolher quando ele quer ver seu programa predileto.

“Algumas coisas não adianta tentarmos lutar contra. O consumidor quer assistir ao programa favorito dele a qualquer hora. A evolução da tecnologia da TV permitiu juntar a alta definição com essa característica sob demanda inerente da internet”, diz Márcio Carvalho, diretor de produtos e serviços da Net, que lançou em abril o NOW.

A solução da Net é exclusiva para assinantes Net HD e Net HD Max. Assim que a tecnologia chega à região do cliente, um ícone do NOW entra automaticamente na TV, sem nenhuma cobrança adicional. Por meio dessa plataforma, o usuário pode navegar pelos programas e selecionar os episódios que quer assistir. Também há a opção de alugar filmes. Os lançamentos em HD custam R$ 10, enquanto do catálogo saem por R$ 3,90.

Serviço NOW, lançado pela Net, permite selecionar filmes e episódios (Foto: Divulgação)
Serviço NOW, lançado pela Net, permite
selecionar filmes e episódios (Foto: Divulgação)

O NOW usa a capacidade da rede de fibras ópticas da Net para entregar o conteúdo aos clientes, diferentemente do Netflix, serviço de vídeos popular nos Estados Unidos e que anunciou que chegará ao Brasil ainda em 2011.

“O Netflix transmite vídeos inteiramente pela internet e depende da web para isso. Já o NOW usa apenas a rede de fibras da Net. Nos EUA, um serviço similar ao NOW foi lançado pela operadora Comcast há seis anos. Aqui demorou para chegar pois não tínhamos estrutura”, conta Hugo Marques, consultor de engenheira da Cisco no Brasil, que fornece a plataforma para o NOW.

Tanto o modelo do Netflix quanto do NOW possuem a característica de entregar vídeos por streaming, ou seja, as imagens não precisam ser baixadas ou armazenadas no computador ou na televisão antes de serem assistidas. “Eu aperto o ‘play’ no controle remoto e recebo o vídeo pela rede de fibra ótica ou pela internet automaticamente, sem precisar fazer o download do conteúdo”, explica Marques. No Netflix, os vídeos podem ser acessados de qualquer dispositivo, como smartphones, tablets e notebooks. O NOW funciona apenas pelo decodificador da Net conectado à TV.

As operadoras TVA e Sky também possuem serviço de vídeo sob demanda com a mesma tecnologia do NOW – transmissão por fibra óptica. O “Sky on demand” disponibiliza 30 títulos entre filmes e shows para clientes HD. Depois de apertar o “play”, o usuário tem até 24 horas para assistir aos filmes. Alguns deles são gratuitos e outros custam R$ 4,90 e R$ 9,90. A TVA possui uma locadora virtual com 1,3 mil títulos. O serviço é oferecido apenas na cidade de São Paulo. Os custos variam entre R$ 3,90 (para filmes do catálogo) e R$ 9,90 (para lançamentos).

Apple TV permite assistir vídeos por streaming sem armazenar o conteúdo (Foto: Divulgação)Apple TV permite assistir a vídeos por streaming sem armazenar o conteúdo (Foto: Divulgação)

Aluguel de DVD
Nos Estados Unidos, por US$ 8 por mês, o usuário do Netflix pode assistir a filmes e seriados ilimitados pela internet em computadores e televisores. Por lá, TVs inteligentes e aparelhos multimídia já vêm com um aplicativo do Netflix instalado, como a Apple TV, que permite aos usuários fazer streaming de vídeos. Em maio, lojas que comercializam produtos da Apple no Brasil confirmaram que a empresa planeja vender cartões pré-pagos para o iTunes. Com a notícia, surgiram rumores de que a Apple TV também chegaria ao Brasil.

O Netflix foi fundado em 1997 como uma locadora virtual de filmes que entregava o DVD físico na casa do consumidor. A empresa ainda mantém esse serviço, assim como a brasileira NetMovies, criada em 2009 com o objetivo de vender assinaturas de aluguel de DVDs. Hoje, além dos 25 mil títulos disponíveis em DVD, a empresa tem 4 mil vídeos on-line que podem ser acessados por streaming em TVs conectadas, computadores e smartphones.

Por R$ 9,90 por mês, o usuário pode assinar um pacote que dá acesso ilimitado aos vídeos on-line. Por R$ 15,90, além dos vídeos por streaming, ele tem direito a receber um DVD físico em casa. Em 2010, o NetMovies lançou o primeiro serviço de venda avulsa para as TVs conectadas da LG. Em abril, o serviço “Premium” chegou às smarTVs da Samsung, que permite comprar filmes recém-lançados.

Na tabela abaixo, confira os serviços de vídeo por streaming que já foram lançados no Brasil e aqueles que devem chegar em breve.


JÁ CHEGOU AO BRASIL
NetMovies (Foto: Reprodução)
O NetMovies é uma locadora de vídeos virtual que disponibiliza 4 mil filmes on-line, para serem acessados por streaming pela internet, e entrega em casa mais de 25 mil títulos em DVD e Blu-ray. A assinatura ilimitada de vídeos custa R$ 10. Por R$ 15,90, o usuário ainda recebe em casa um DVD físico. A NetMovies já tem assinantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe.
Net NOW (Foto: Reprodução)

O NOW é uma plataforma de vídeos sob demanda que leva filmes, seriados e programas de TV por meio de streaming para os assinantes. Nenhuma cobrança adicional é feita aos assinantes Net HD e Net HD Max para acessar programas de alguns canais. O aluguel de filmes custa R$ 10 para os lançamentos em HD e R$ 3,90 para os do catálogo. O NOW já está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Campinas.
Sky on demand (Foto: Divulgação)
O serviço “Sky on Demand" permite selecionar 30 títulos entre filmes, shows e documentários para assistir no horário que o assinante quiser. Alguns títulos da grade de vídeos são gratuitos. Filmes mais antigos custam R$ 4,90. Os últimos lançamentos saem por R$ 9,90. “Sky on demand” está disponível para os assinantes HD que possuem o equipamento SKY HDTV Plus. A Sky tem assinantes em todos os estados brasileiros.
TVA (Foto: Divulgação)
A TVA tem um serviço de vídeo sob demanda na Fibra TV que dá acesso a uma locadora virtual com 1,3 mil títulos – incluindo o lançamento de 100 conteúdos em HD. Os custos do serviço variam entre R$ 3,90 (para filmes do catálogo) e R$ 9,90 (para lançamentos, disponíveis durante 24h). O vídeo sob fibra é oferecido apenas na cidade de São Paulo pela TVA.
Muu (Foto: Divulgação)
A Globosat desenvolveu o site Muu, que permite assistir a programas na íntegra em dispositivos móveis e no computador. São 1,4 mil horas da programação dos canais Globosat, como filmes do Telecine e programas do Multishow e GNT. Por enquanto, o serviço está disponível apenas para assinantes da Net, que podem se cadastrar gratuitamente no site. O site Muu pode ser acessado na internet de qualquer lugar do país.

ESTÁ PARA CHEGAR
Netflix (Foto: Divulgação)

Netflix oferece filmes e seriados por streaming na internet. Os vídeos podem ser acessados inclusive em aparelhos móveis, como smartphones. Por US$ 8, usuários do Netflix podem assistir por tempo ilimitado a filmes e episódios de programa por streaming. Em julho, o Netflix anunciou que irá expandir seu serviço para a América Latina, incluindo o Brasil, ainda em 2011.
Apple TV (Foto: Divulgação)
O aparelho Apple TV permite fazer streaming de seriados e filmes diretamente da internet para as televisões, sem a necessidade de armazenar o conteúdo em um disco rígido. O aluguel de filmes parte de US$ 3. Em alta definição, o preço começa em US$ 4. O usuário tem 30 dias para começar a assistir ao filme. Os programas de TV podem ser alugados a partir de US$ 2 e, em HD, por US$ 3. Segundo lojistas, a Apple está preparando o lançamento de cartões pré-pagos para o iTunes no Brasil. A notícia pode sugerir que a Apple TV também está prestes a chegar ao país.

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TVs conectadas à web atingem 17% do mercado e saem na frente das 3D

Televisões tridimensionais alcançaram apenas 4% do mercado no Brasil.
Aparelhos com LED estão se aproximando das LCD comuns em vendas.

G1 - 10/08/2011

Os consumidores brasileiros estão preferindo comprar TVs conectadas à internet do que aquelas com tecnologia 3D. Segundo estudo divulgado pela empresa GFK Retail and Technology, as chamadas "TV inteligentes" ou "smart TVs" representaram 17% do mercado entre janeiro e junho de 2011. As televisões 3D alcançaram 4% do mercado.

Segundo Gisela Pougy, diretora da área de negócios da GFK Retail and Technology, metade do mercado de TVs no Japão já é conectado à internet. “Além disso, no Brasil, as TVs LCD com iluminação LED estão se aproximando das LCD comuns. Hoje, elas representam 33% das vendas”, diz Gisela.

A pesquisa também mostrou que o preço de uma TV 3D no Brasil (R$ 3.341) aumenta 96% em comparação com o modelo mais simples, uma TV HD (R$ 1.700).

No mercado geral de eletrônicos, a antiga televisão de tubo ainda representa 4% das vendas. “Acreditamos que a TV de tubo ainda será comercializada no Brasil por mais dois anos”, afirma Gisela. Já a TV de tela fina alcançou 71% de participação.

Nordeste
O Nordeste foi a região do Brasil que mais cresceu nas vendas de TVs inteligentes de 2010 para 2011, conforme o estudo da GFK Retail and Technology. De janeiro a junho de 2010, o Nordeste representou 1% de participação nas vendas de TV conectadas à internet no Brasil. No mesmo período de 2011, o número subiu para 4,8%.

O Nordeste se tornou uma região com potencial enorme de consumo. Acredito que muito do crescimento vem do maior poder de compra da classe C”, disse Gisela Pougy, diretora da área de negócios da GFK Retail and Technology.

O Nordeste também foi destaque na área dos desktops e câmeras digitais. Entre janeiro e junho de 2010, a região vendeu 12% de PCs e chegou a 17% no mesmo período de 2011. O aumento foi maior no mercado de câmeras digitais.

“O Nordeste representava 12% do mercado câmeras digitais em 2009. Hoje, a região já representa 20%”, explica Alex Ivanov, diretor de negócios da GFK Retail and Technology. “A questão da classe C estar consumindo mais novas tecnologias tem feito essa região ser destaque em várias categorias”, diz Ivanov.
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Nº de TVs conectadas à web superará o de pessoas em 2015, prevê analista


Brian David Johnson é pioneiro no desenvolvimento de inteligência artificial.
Em 4 anos, existirão 15 bilhões de TVs com conexão à rede, disse Johnson.
TV inteligente da Samsung, smarTV (Foto: Laura Brentano/G1)
TVs conectadas, como da Samsung, irão superar
o número de pessoas (Foto: Laura Brentano/G1)

O número de televisores conectados à internet superará o de pessoas no mundo em 2015, prevê o diretor da Intel Brian David Johnson. O analista, pioneiro no desenvolvimento de inteligência artificial e robótica, calcula que, em quatro anos, existirão cerca de 15 bilhões de aparelhos de televisão com conexão à rede.

Além disso, Johnson previu que o número de horas de conteúdos disponíveis será de 500 bilhões. Ele revelou os números por meio de uma videoconferência durante as jornadas da Associação Espanhola de Empresas de Televisão Interativa (AEDETI).

Na opinião de Johnson, a televisão dos próximos anos continuará sendo "o centro da vida nas casas", mas "será muito mais informativa" e, antes de tudo, social, para favorecer a conexão com familiares e amigos.

Segundo Johnson, a TV também seguirá sendo a companheira fiel do ser humano, e será complementada com "a inteligência do computador" para que a tela ajude o telespectador a escolher o que realmente o interessa.


CPqD pesquisa banda larga de 1,25 Gbps

Nova geração de redes ópticas promete elevar velocidade das conexões vendidas pelas operadoras.

IDG Now! - 13/08/2011

Uma nova geração de redes ópticas em desenvolvimento pelo CPqD, em Campinas (SP), deverá servir de infraestrutura para que operadoras possam oferecer conexões de banda larga de até 1,25 gigabits por segundo (Gbps).

Segundo o centro de pesquisas, a nova geração será uma evolução em relação à tecnologia de fibra óptica utilizada atualmente, chamada Gigabit PON (de Passive Optical Network), que entrega velocidades indidivuais de 40 Mbps a até 64 usuários simultaneamente.

Testes com a PON de próxima geração (NG-PON, na sigla em inglês) permitiram atender até 40 usuários simultâneos com 1,25 Gbps para cada um. Contudo, a meta é ampliar o número para 80 usuários e aumentar a distância entre o usuário e a central da operadora, de 20 km para 40 km.

De acordo com o CPqD, o próximo passo é fazer experiências em campo, em parceria com as operadoras de telecomunicações. As pesquisas têm sido desenvolvidas desde 2010 e contam com fundos do Ministério das Comunicações.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Telebrás pode investir R$ 200 mi em infraestrutura para a Copa

Esse montante será aplicado, caso o setor privado não consiga atender a demanda de rede para o mundial e Olimpíada de 2016

Computerworld - 12 de agosto de 2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou que estão previstos 200 milhões de reais para a Telebrás fazer investimentos para atender a Copa do Mundo de 2014. O aporte será liberado caso seja constatada a necessidade de construção de mais redes de telecomunicações para atender aos jogos mundiais de futebol.

Paulo Bernardo acrescentou que, neste caso, a estatal alugará a infraestrutura para o prestador de serviços da Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Não vamos dar nada para ninguém”, afirmou, reforçando afirmação anterior de que, após os jogos, as fibras continuam sendo da Telebrás e “cumprindo as atribuições do Programa Nacional de Banda Larga”.

Também o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, disse que o governo espera que a iniciativa privada se articule para realizar os investimentos necessários para preparar as cidades brasileiras que serão sedes da Copa 2014 com uma forte estrutura de transmissão de dados.

“O governo, em última instância, se compromete que em um estádio específico vai existir infraestrutura nas condições técnicas exigidas pela Fifa”, explica. Acrescenta que grande parte dessas exigências já está cumprida, uma vez que as cidades-sede já possuem redes de telecomunicações bastante robustas, sobretudo no caso da fibra óptica.

Negócio para as teles

Entretanto, caso o governo avalie que a iniciativa privada não conseguiu fazer todos os investimentos necessários para garantir internet de qualidade durante a Copa do Mundo, a Telebrás poderá ser acionada para garantir que as exigências impostas pela organização do mundial sejam cumpridas.

Artur Coimbra frisa que a responsabilidade do governo é garantir a existência e a disponibilidade de infraestrutura. “Caso essa estrutura ainda não exista, o governo vai se articular com as prestadoras para que ela exista, vamos averiguar se alguma delas tem interesse em investir. O governo também pode usar medidas fiscais e regulatórias para induzir esses investimentos. E em último caso, pode investir diretamente, por meio da Telebrás”, explica.

O orçamento da Telebrás prevê que possam ser gastos até 200 milhões de reais para investimentos complementares em preparação para a Copa do Mundo. Mas um pedaço dessa fatia poderá ser usado na preparação de infraestrutura de telecomunicações para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Em relação ao interesse das empresas privadas em construírem e melhorarem as redes de comunicações para a Copa do Mundo, Artur diz acreditar que o próprio negócio já é um investimento atrativo.

“São áreas metropolitanas, muito movimentadas. Além dos estádios, há os edifícios de escritórios próximos. O atendimento desses lugares é, por si só, rentável”, avalia. Ele acrescenta que o governo acredita que não vai ter problemas em garantir as exigências da Fifa: “A Telebrás vai atuar como um braço de investimento, caso seja necessário”.

Para a realização da Copa do Mundo no Brasil, o governo assinou com a Fifa uma lista com 11 garantias de investimentos preparatórios para os jogos. De acordo com esse documento, o Ministério das Comunicações é responsável pelo cumprimento da garantia de existência de redes de telecomunicações e tecnologia da informação.

*Com informações da Agência MiniCom
Empresas de telefonia poderão oferecer serviços de TV a cabo

InfoMoney - 12/08/2011


SÃO PAULO – Empresas de telefonia poderão oferecer serviço de TV a cabo e também poderão receber incentivos fiscais para a produção de máquinas e equipamentos para o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).

De acordo com o anúncio do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, feito nesta sexta-feira (12), durante sua posse no Finep (Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos), as empresas vão investir, por isso, podem ter esse direito. “Porque nós estamos falando de construção de redes de fibra óptica. Então, não é um recurso escasso. É um investimento dessas empresas e elas poderão agregar recursos para investimento e tecnologia e dinamizar o setor”, explica.

Segundo a Agência Brasil, a matéria consta de projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional.

Segundo o ministro, a proposta deve entrar em votação na próxima semana, depois que o ministério respondeu a questionamentos feitos por alguns senadores. “Uma coisa importante é que elas [as empresas de telefonia] ficam impedidas de participar da produção, que fica reservada para as empresas brasileiras de radiodifusão e produtoras independentes”, explicou. Segundo o ministro, as telefônicas terão de comprar as assinaturas e o material a ser veiculado no conteúdo.

Banda larga
O governo federal também deve definir, no máximo até setembro, os setores que terão incentivo fiscal para a produção de máquinas e equipamentos destinados ao PNBL.

Segundo o ministro, na última segunda-feira (8), em reunião entre técnicos dos Ministérios das Comunicações, da Fazenda, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ficou definido que o governo estabelecerá um regime especial de tributação para a construção de redes de telecomunicações. “A ideia é desonerar equipamentos e fibras que são usados, mas também a parte de construção”, explica.

O processo se dará nos mesmos moldes do que existe hoje na área de energia. No momento, estão sendo revisadas as listas de equipamentos que deverão ser incluídos nesse regime especial. “Nós vamos fazer aquilo que falta para que toda a área de construção de redes seja desonerada. Vai ser bastante desoneração”, promete o ministro.

Paulo Bernardo evitou dar detalhes sobre como será promovida a desoneração, mas adiantou que o governo estuda diminuir PIS/Cofins e, em alguns casos, poderá utilizar o instrumento conhecido como PPB (Processo Produtivo Básico) para desonerar, “desde que tenha conteúdo nacional”.

A utilização do PPB pode resultar em um percentual maior de desoneração, segundo o ministro. Ele estimou que, para alguns componentes e partes, a desoneração poderá atingir os 100%.

A definição do percentual de redução da carga tributária para o setor ficará a cargo da presidente Dilma Rousseff. Paulo Bernardo disse também que os ministros da área vão consolidar uma proposta, que será levada a ela. Uma nova reunião entre os ministros deverá ocorrer na próxima semana.
Governo deve decidir isenção a telecom semana que vem

Agência Estado - 12/08/2011


Uma reunião interministerial deve decidir na semana que vem sobre a isenção de impostos como PIS, Cofins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de telecomunicações, que deve ser incluída no plano de política industrial do governo, denominado Brasil Maior. A medida ajudaria a impulsionar o Plano Nacional de Banda Larga, segundo Cezar Alvarez, secretário-executivo do Ministério das Comunicações.

"A ideia é termos uma reunião entre os ministros que coordenaram o Brasil Maior ainda na semana que vem", disse Alvarez. "Seria basicamente (a isenção de) PIS, Cofins e IPI para equipamentos e complementos, mas também para obras civis, que vai desde cavar buraco até subir a torre e fazer os fios para segurar a torre. Geralmente, dependendo a rede, é de 30 a 60% do custo."

O secretário-executivo afirmou ainda que o objetivo é antecipar investimentos no setor de telecomunicações. "A ideia é construir um mecanismo elástico que premie, que antecipe para amanhã essa intenção do investimento para daqui a dois, três anos. Essa é a nossa necessidade", declarou.

Segundo Alvarez, as novas medidas com as isenções de tributos para o setor de telecomunicações devem ser anunciadas em 20 dias dentro do plano Brasil Maior.

Semicondutores e TV digital

A política de isenção de tributos às telecomunicações pode sair ao mesmo tempo que os novos incentivos à indústria de semicondutores e à TV digital, segundo o secretário-executivo do Ministério das Comunicações. Alvarez disse que ministros devem discutir a isenção de PIS, Cofins e IPI na semana que vem. "A ideia é casar isso (a política industrial de telecomunicações) também com aquele programa de incentivo aos semicondutores, o Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), e também ao tema da TV digital. Então esses três regimes poderiam ser lançados simultaneamente nos próximos dias, que podem ser uma semana, duas, até três", afirmou.

Alvarez afirmou que a nova política permitirá que os setores trabalhem com produtos fabricados no Brasil, com certificação nacional. Mas o secretário lembrou que as novas políticas precisarão de auxílio extra para que as empresas brasileiras deem conta da demanda. "Nós sabemos que para isso é preciso conceder crédito, ter política de reforço dessas empresas, pra aumentar a oferta", alertou. "Mas o Brasil precisa e vai ter banda larga cada vez de mais qualidade e mais barata."
Funttel financia desenvolvimento de nova geração de fibras ópticas

MiniCom - 12/08/2011

Nova tecnologia brasileira vai permitir conexões de até 1,25 Gbps para o usuário final

Brasília, 12/08/2011 - Um grupo de estudiosos do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) conseguiu criar uma nova geração de redes de fibra óptica para internet de alta velocidade, com conexões superiores a 1 gigabit por segundo para o usuário final. A tecnologia, que ainda está em fase de testes, faz parte do projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet), que conta com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel).

A nova tecnologia, totalmente desenvolvida no Brasil, permite compartilhar a mesma fibra óptica para transmitir sinais de diferentes comprimentos de onda, aumentando a capacidade de transferência da informação. Inicialmente focado no backbone (a espinha dorsal da estrutura de fibras ópticas), o projeto busca agora garantir que as redes com alta capacidade de tráfego de dados possam ser utilizadas na chamada “última milha” da conexão, que chega até a casa do usuário.

“Não adianta termos essa tecnologia de ponta apenas no backbone se a última milha não estiver também preparada para receber esse grande volume de dados por segundo”, avalia o coordenador do projeto, Alberto Paradisi. Segundo ele, com a tecnologia desenvolvida pelo CPqD, será possível oferecer conexões de 1,25 Gbps por usuário.

Além do aumento na velocidade da conexão - o que deve garantir também a oferta de novos serviços, as operadoras terão capacidade para atender mais clientes com a mesma infraestrutura. “Outra vantagem importante é aumentar a distância entre as centrais de rede e as residências, ou seja, será possível atender usuários que residem em áreas mais distantes”, explica Paradisi. Atualmente, as centrais podem atender a localidades que estejam a aproximadamente 20 Km de distância; a partir do projeto, essa distância poderá ser entre 40 Km e 50 Km.

De acordo com o pesquisador, a expectativa é que os novos equipamentos estejam disponíveis no mercado no prazo de um ano.

Mais de R$ 90 milhões estão sendo investidos nesta pesquisa, que envolve o trabalho e o conhecimento de cerca de 100 pessoas, incluindo 15 doutores e 22 mestres, e configura o maior projeto da história do Funttel.
Telebrás nega pagar mais caro insumo no Brasil

Agência Estado - 12/08/2011


Rio de Janeiro - O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, disse que a empresa não está pagando mais caro por produtos de fornecedores brasileiros para dar prosseguimento às metas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo Bonilha, o problema brasileiro não é de falta de competitividade, mas sim de oportunidade.

"Nós não estamos pagando mais por estarmos comprando produtos na economia nacional. Pelo contrário, os preços que nós estamos negociando nos contratos são extremamente competitivos e, em alguns casos, até menores do que os praticados no segmento privado. Isso para mim é até uma contradição, porque onde está o custo Brasil? Se fala tanto no custo Brasil, que tira a competitividade do nosso produto. Eu acho que o que falta mesmo em determinados segmentos é ter oportunidade para competir", afirmou o presidente da Telebrás.

Bonilha prevê que entre o fim do ano e o início de 2012 a Telebrás já estará operando rede em banda larga do Amapá até o Rio Grande do Sul. A intenção é cobrir 4.283 municípios até 2014, ou seja, 77% dos municípios brasileiros atendidos.
Consórcio discute banda larga com a Telebras

Jornal ABCD Maior - 11/08/2011

GT discutirá adesão ao Plano Nacional de Banda Larga e plano regional

O GT (Grupo de Trabalho) Banda Larga do Consórcio Intermunicipal do ABC realizará a sua segunda reunião com a participação do gerente comercial da Telebras, Luiz Nelson Vergueiro, nesta sexta-feira (12/08), às 15h.

Será discutida a proposta de cooperação técnica entre o Consórcio e a Telebras para adesão ao PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e a configuração de um Plano Regional de Banda Larga. Também serão discutidos os mapas das redes existentes em cada município e um diagnóstico sobre a conectividade, informações solicitadas na primeira reunião do GT, em 29 de julho.

A criação do GT Banda Larga foi aprovada pelos prefeitos na Assembleia Geral de junho para tratar da implantação de um Programa Regional de Banda Larga, uma das prioridades do Consórcio que consta na Carta do ABC ao governo federal entregue à ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, em maio.

O assunto vem sendo discutido pelo Consórcio desde o início do ano. Em março, o presidente do Consórcio e prefeito de Diadema, Mário Reali, entregou ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o pedido de inserção da região ao Plano Nacional de Banda Larga. Em maio, foi realizada uma reunião com o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Telebrás comemora emissão da primeira fatura da sua história

Teletime - 11/08/2011

A Telebrás está em festa. E não se trata de uma força de expressão. Os funcionários da estatal comemoraram um momento histórico para a companhia: a emissão da primeira fatura em 39 anos de existência da empresa.

Ocorreu durante a tarde desta quinta, 11, uma celebração na sede da companhia com direito até a uma placa com a reprodução da fatura. “Assinamos o contrato no começo de junho, entregamos no final de junho e ele (a Sadnet de Santo Antônio do Descoberto, GO) demorou duas semanas para fazer a aceitação. Aliás, emitimos a primeira fatura, histórica. Hoje nós temos até uma comemoração aqui na Telebrás, porque é a primeira fatura que a Telebrás emitiu”, afirma Caio Bonilha, presidente da estatal.

Mais de 500 provedores se cadastraram no site da Telebrás, que já assinou contrato com cerca de 30 deles e uns 3 ou 4 estão em operação comercial. “A grande maioria está em período de aceitação, e a fatura é emitida em aproximadamente 75 dias depois da assinatura do contrato”, diz Bonilha.

Mas a companhia tem outros motivos para comemorar. Ontem o TCU aceitou a negociação de preços mais baixos com os vencedores do edital para a contratação de equipamentos de infraestrutura. O TCU, em concordância com os argumentos da Seteh Engenharia, identificou um sobrepreço de R$ 53,9 milhões no valor global do edital. Por conta desse processo, a Telebrás ficou cerca de dois meses e meio sem poder emitir ordens de serviço para os demais equipamentos, uma vez que não tinha ainda a infraestrutura para recebê-los.

Caio Bonilha aprendeu uma lição com o episódio. Daqui em diante os próximos editais serão para backbone e backhaul separadamente. Assim, a empresa minimiza o risco de ter as obras completamente paralisadas caso haja um problema como esse. “O grande problema dessa licitação é que foi feito infraestrutura de backbone e backhaul no mesmo pregão. Então amarrou a nossa construção de cidades. Nos próximos nós vamos separar”, diz ele.

Bonilha mostra um certo ressentimento com a acusação de sobrepreço no pregão. A Telebrás, à época, mostrou ao TCU que havia indícios de irregularidade nas tabelas de preços apresentadas pela denunciante. “Já que eles disseram que nós superfaturamos, então, nós gostaríamos de dar oportunidade de eles oferecerem o preço que eles dizem que praticam”, desafia o presidente da Telebrás.

O único trecho em que não houve acordo foi o da rede Norte. A vencedora optou por desistir do contrato e a ata foi cancelada. Para a região Norte, a Telebrás irá abrir nova licitação para a infraestrutura de backhaul. No que se refere ao backbone, a decisão ainda não está tomada porque depende da evolução do acordo com a Eletronorte. “A nossa preferência é só ampliar a capacidade com a Eletronorte, até porque a rede deles é compatível com a nossa do ponto de vista de fabricante equipamento. Do ponto de vista técnico e do erário público é quase um desperdício contratar se nós já temos lá”.

Diante do atraso para a instalação dos equipamentos, a Telebrás está refazendo todo o cronograma de atendimento para o ano. O orçamento será de R$ 300 milhões sendo que metade deverá ser aplicada no backbone e metade no backhaul.

Copa

Perguntado sobre como a estatal administraria as prioridades de conectar os estádios das cidades-sede da Copa e ao mesmo tempo aumentar a capilaridade da rede para o interior do País, Bonilha explica que os estádios, salvo exceções como Recife, estão dentro do ambiente urbano, o que facilita o atendimento. Mas reconhece que a tarefa exige um investimento adicional, tanto que está previsto R$ 200 milhões para o trabalho, o que, segundo ele, não é conflitante com o que precisa ser feito fora dos grandes centros. Vale ressaltar que os R$ 200 milhões não serão executados este ano.

Bonilha ainda esclarece que a tarefa da Telebrás é disponibilizar conexão na porta dos estádios para qualquer terceiro interessado, o que não se confunde com a atribuição da Oi de prover a conectividade para os profissionais de mídia e para as delegações dos países participantes que lá estarão.
Telebrás amplia em 40% base de operadoras cadastradas com a ABTA

Teletime - 11/08/2011


Com a reativação da Telebrás como provedor de links no atacado e o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), as pequenas operadoras de TV a cabo começaram a acordar para a oferta não só de vídeo, mas de serviços triple play. Isso ficou bem claro no estande da Telebrás que, durante os três dias de ABTA, recebeu diversos representantes de provedores de serviço de comunicação multimídia (SCM).

O gerente comercial do PNBL, Luiz Vergueiro, diz ter cadastrado mais de 200 operadoras durante a ABTA, entre representantes diretos de operadoras e associações, como NeoTV, ABTA e Abetelmim. “Assinamos até um protocolo de intenções com a NeoTV, que representa sozinha cerca de 180 operadoras”, diz. “Isso representa um aumento de 42% da base de operadoras cadastradas na Telebrás, que antes da ABTA somavam 700 empresas”, comemora. Há no Brasil cerca de 2,8 mil provedores com licenças SCM e, segundo Vergueiro, quanto maior for o número de empresas cadastradas mais fácil fica o trabalho da Telebrás no estudo de viabilidade técnica e definição da oferta dos links da estatal no varejo.

Dúvidas

As principais dúvidas das operadoras de TV a cabo, segundo Vergueiro, giraram em torno do PNBL, da oferta de serviços, condições de viabilidade e pagamento dos links da estatal no varejo, entre outros questionamentos. “Essas empresas nos abordaram com dúvidas básicas, como quando e de que forma receberiam a banda necessária para o provimento de serviços aos seus clientes, que tipo de tecnologia seria utilizada nesse backbone etc”, diz.

“Isso é a prova de que elas não se contentam em fornecer somente vídeo, querem oferecer também serviços triple play, com disponibilidade, qualidade e competitividade e essas é uma das principais missões da Telebrás, ajudá-las nessa oferta para viabilizar serviços de comunicação ao maior número possível de brasileiros”, conclui.
Classe C se firma como principal foco da TV por assinatura

Banda larga [que disparou em 9,4 vezes entre 2003 e 2010] também puxa o crescimento da TV paga

Tele.Síntese - 11/08/2011

Com o crescimento econômico do Brasil nos últimos anos e o aumento da renda da classe C, o mercado de TV por assinatura brasileiro, até recentemente focado nas classes A e B, consolida-se nesta nova classe em ascensão e busca adaptar seus serviços para esta nova realidade. O crescimento na TV paga, que no último trimestre atingiu a marca de 11 milhões de assinantes, vem puxado pelos pacotes de banda larga, visto como necessidade por clientes da classe C, segundo a presidente da Viacabo, Silvia de Jesus.

A Viacabo é uma operadora de médio porte que opera em 14 municípios pequenos, longe das grandes capitais, como Porto Velho (RO) e Varginha (MG), em que o perfil de boa parte de seus usuários é justamente a classe C, que atualmente representa 53,9% da população total do país, e é a faixa que mais cresce no Brasil. A companhia conta com uma base de 100 mil clientes, mas planeja expandir para 250 mil em dois anos, além de ampliar sua atuação para outras 15 cidades.

Segundo estudo do Instituto Data Popular, enquanto que o serviço de telefonia fixa permaneceu quase estagnado entre 2003 e 2010, a TV por assinatura cresceu 2,6 vezes no mesmo período e a banda larga disparou em 9,4 vezes. Hoje, a classe C representa 56% dos domicílios com internet no Brasil, e já é metade dos usuários de banda larga.

Para Renato Meirelles, presidente do instituto de pesquisa, isso se deve a uma mudança na configuração da classe C, que passou a ter uma melhor percepção do custo-benefício de uma conexão banda larga. É uma população mais jovem, com melhores oportunidades de educação que seus pais, representando 53% da renda familiar e já identifica a internet como sua principal fonte de informação.

Para atender a essa demanda, a Viacabo oferece pacotes com banda larga mínima de “1 mega” e, junto com a internet, um pacote básico de TV com 10 canais fechados, além das emissoras abertas. “Para esse público, os canais seguem uma certa linha. Há sempre um canal infantil, um de esportes, de documentários e um de filmes dublados”, afirmou Silvia.

Segundo a diretora de pesquisa e análise de mercado da Globosat, Giani Giraldi, embora o melhor sinal de TV aberta tenha deixado de ser a principal razão para adquirir uma assinatura de TV paga, os canais fechados representam apenas 30% da audiência da TV paga, refletindo o perfil do público de classe média. A classe C é responsável por 43% das assinaturas de TV no país, de um total de 11 milhões. Giani afirma, no entanto, que a tendência é que isso mude, lembrando que no ano passado esse dado era de 20%.

Apesar do forte crescimento, a TV por assinatura ainda tem uma penetração baixa na classe C, de apenas 24%, de acordo com a Data Popular. Para Meirelles, no entanto, isso representa uma enorme oportunidade, especialmente em regiões como o Nordeste, onde a classe C apresenta uma taxa de crescimento de 50%, se concentrado principalmente em áreas urbanas não-metropolitanas. No Brasil, 61% dessa faixa da população está nessas regiões.

Jovens da classe C lideram o crescimento de telecom

Teletime - 11/08/2011

O presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, participou de debate no Congresso ABTA 2011 nesta quinta-feira, 11, e chamou a atenção para o “empoderamento” dos jovens da classe média brasileira, um fato importante sobretudo no que diz respeito ao consumo de telecomunicações nos lares da classe C, que hoje representa 53,9% da população brasileira.

“Na classe C, 68% dos jovens estudaram mais do que os seus pais, contra 10% na classe A”, diz Meirelles. O aumento da escolaridade justifica o galopante consumo de tecnologia nos domicílios da classe C. Hoje, há computadores em 66,08% dos lares de classe C, sendo que 56% deles já têm acesso à Internet.

A banda larga também se populariza e as classes C, D e E juntas representam 55% desse mercado. Em 2010, estes internautas emergentes foram responsáveis por uma massa de renda de R$ 378 bilhões.

Na telefonia móvel, as classes C, D e E representam fatias significativas: 60% do mercado de pós-pagos e quase 87% do mercado de pré-pagos.

O jovem da classe média brasileira é o novo formador de opinião, é preciso estar atento a isso”, sugeriu Meirelles. A pesquisa que ele apresentou mostra que para cada R$ 100 que os pais colocam em casa na classe C, os filhos colocam R$ 53. Na classe A, a proporção cai de R$ 100 para R$ 11.
Telebras dará infraestrutura para ISPs venderem pacotes triple play

Convergência Digital :: 11/08/2011

A Telebras pretende garantir infraestrutura de rede suficiente para que os pequenos provedores possam competir no mercado com a oferta de serviços triple play (voz, TV por assinatura ou on demand e internet). O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 10/08, durante o Congresso da ABTA, pelo diretor Comercial da Telebras, Rogério Boros.

Porém ele afirmou que a empresa não irá além da condição de ser um grande operador nacional de transporte, da disponibilização de capacidade de rede para a oferta desses serviços. Deixou claro que a Telebras não abandonará a sua posição de ser apenas uma parceira das empresas com o seu backbone.

"A Telebrás não vai oferecer o triple play, mas ela vai permitir que o pequeno operador de TV possa também oferecer acesso à internet e serviços de voz, ou aumentar a sua área de cobertura através de parcerias com outras empresas também conectadas no backbone", destacou.

Boros apenas entende que os pequenos provedores somente terão condições de sobrevivência neste mercado, se oportunizarem aos seus consumidores pacotes de serviços multimídia. Para tanto, ele considera que a Telebras terá o dever de estimular essa competição no mercado, hoje concentrada nas mãos de grandes empresas de telefonia.

Assista a palestra do diretor comercial da Telebrás na CDTV.



PL do Fust pode ser votado na primeira quinzena de setembro

Cronograma proposto pelo presidente da Câmara prevê a votação da MP dos tablets para a próxima semana

Tele.Síntese - 11/08/2011

A votação da MP 534/2011, que concede incentivos fiscais para a produção de tablets no Brasil, deve acontecer nas sessões da Câmara previstas para terça (16) e quarta (17) da próxima semana. Já o PL 1481/2007, que permite o uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) em projetos de banda larga, que tramita em regime de urgência desde o ano passado, somente será levado à votação entre os dias 13 e 14 de setembro.

A previsão consta da sugestão de cronograma, apresentada ontem pelo presidente da Câmara, deputado Marcos Maia (PT-RS), que prevê a votação de 41 propostas até outubro. Governo e oposição levantaram restrições ao cronograma, que voltará à discussão dos líderes na próxima semana, quando Marco Maia espera fechar um acordo.

Pela proposta, o PL 3937/2004, que reestrutura o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), também pode ser votado entre os dias 13 e 14 de setembro. No parecer do relator, deputado Pedro Eugênio (PT-PE), a Anatel perde a competência para instruir os atos de concentração do setor de telecomunicações.

O cronograma joga para a última semana de setembro a votação do PL 84/1999, que tipifica os crimes digitais. Essa proposição, além de duramente criticada pelos movimentos sociais, juristas e especialistas em web, não tem consenso entre os deputados.
Telebras poderá firmar novos acordos de infraestrutura para PNBL

Terra - 11/08/2011

A Telebras afirmou nesta quarta-feira que foi liberada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para firmar novos contratos com o objetivo de adquirir infraestrutura para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), após renegociar com o órgão os preços para as companhias vencedoras de um leilão realizado em 2010.

A companhia estava impedida de firmar novos contratos para a aquisição de infraestrutura para os Pontos de Presença (POPs) até concluir as negociações com o TCU. A renegociação resultou na redução de 43,9 milhões de reais nos contratos com as vencedoras do pregão 2/2010 para os anéis sudeste, nordeste e sul do programa.

O valor dos acordos passou de 411,6 milhões de reais para 367,7 milhões de reais, segundo comunicado no site da empresa. A ata da rede norte foi cancelada. De acordo com o presidente da Telebras, Caio Bonilha, o cronograma de implantação do plano foi atrasado em 75 dias devido ao impedimento.

"Durante este período, tomamos providências para mitigar o atraso com acordos de uso de redes que, inclusive, ampliarão a cobertura prevista para 2011", acrescentou em comunicado no site da empresa.

A estatal reativada pelo governo para participar do PNBL afirmou que retomará o plano de negócios e a implementação da rede imediatamente.

"Vamos tentar recuperar o tempo perdido e ligar 250 cidades ainda em 2011 nos Anéis Nordeste e Sudeste", completou Bonilha.
Com retomada das contratações, Telebras calcula chegar a 150 cidades em 2011

Convergência Digital :: 11/08/2011


Apesar do atraso no cronograma de implantação da rede de fibras ópticas do Plano Nacional de Banda Larga, a Telebras calcula que ainda será possível conectar cerca de 150 cidades até o fim do ano, graças a acordo para o uso de infraestrutura de terceiros - no caso, empresas do setor elétrico nas regiões Norte e Sul do país.

Liberada pelo Tribunal de Contas da União a retomar as contratações de instalações, a estatal está refazendo seu planejamento – a ser concluído até a próxima semana – de forma a orientar os fornecedores e informar o Ministério das Comunicações. “Agora estamos trabalhado com carga máxima”, diz o presidente da empresa, Caio Bonilha.

"Essa paralisação que o TCU nos solicitou causou um atraso de aproximadamente 75 dias no nosso cronograma. Não ficamos parados e buscamos acordos e alternativas para usar outras redes para mitigar esse atraso. A região Norte será atendida e também vamos chegar no Sul, inicialmente com rede de terceiros, depois fechando o anel com a nossa rede", explica Bonilha.

O TCU aceitou os resultados das negociações da estatal com fornecedores para a redução dos preços apresentados no pregão 2/2010, realizado no fim do ano passado, com relação a infraestrutura básica – um ajuste de aproximadamente R$ 40 milhões. A exceção se deu na região Norte, onde a ata de registro de preços foi anulada.

O cancelamento da ata, porém, se deu a pedido do próprio fornecedor – nesse caso, a redução do valor chegaria a R$ 8 milhões. Mas lá a Telebrás não chegou a fazer nenhum pedido e, agora, cogita desistir de uma nova licitação. “Fizemos um acordo com a Eletronorte e pode ser que não façamos novo pregão”, explica Caio Bonilha.

Já na região Sul, pelo menos parte das aquisições deverá ser contratada, exatamente como mencionou o executivo, para fechar o anel de fibras ópticas. “Estimamos que, mesmo com o atraso, podemos chegar a 150 cidades este ano, além das capitais, não necessariamente com a nossa rede”, avalia. Para isso, os aportes que estão sendo feitos pelo Tesouro Nacional, que somam R$ 300 milhões, serão suficientes.

Velocidades

Os consumidores que acessarem a internet indiretamente pelas redes da Telebrás – ou seja, contratando conexões de provedores que adquirem da estatal os links no atacado – serão os primeiros a experimentar as novas regras de qualidade, conforme previstas na proposta de regulamento que a Anatel colocou nesta semana em consulta pública.

No novo regulamento de qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia, a agência estabelece que as velocidades dos acessos deverão garantir, no mínimo, 20% daquela que foi contratada, sendo que a média mensal não poderá ser inferior a 60%, percentuais que, em dois anos, serão elevados para 40% e 80%, respectivamente.

Embora a Anatel preveja um prazo de “carência” de nove meses a partir da aprovação final da norma, na Telebrás o critério já faz parte dos contratos firmados com os provedores. Em ambos os casos, a base é o trabalho realizado pelo Comitê Gestor da Internet, Inmetro e a própria Anatel.

"Os contratos que nós fizemos com os provedores já prevêem o atendimento daquela metodologia desenvolvida pela Anatel, NIC.br e Inmetro, que é velocidade mínima de 20% e média de 60%. Todos os contratos que nós assinamos têm essa premissa", lembra o presidente da estatal, Caio Bonilha.


Círculo virtuoso com banda larga

Estamos na iminência de vivenciar um salto no processo de desenvolvimento econômico e social do país.

11/08/11 07:46 | Thaís Costa - Editora executiva do Brasil Econômico

A oferta de banda larga que deve resultar do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 116, prestes a ser aprovado no Senado, vai ocorrer num momento muito especial em que o crescimento da nova classe média registra índices vertiginosos e o governo se vê na obrigação de repensar as políticas públicas para permitir a continuidade da trajetória ascendente dos milhões de brasileiros que estão saindo da linha de pobreza, conforme afirmou em recente pronunciamento à BBC o subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência, Ricardo Paes de Barros.

O peso dessa camada dentro do DNA social brasileiro não pode ser subestimado. Segundo dados do IBGE, os gastos das famílias da nova classe média já superam os das camadas mais altas (A e B) no que se refere a alimentação, habitação, educação, vestuário, saúde, higiene e cuidados pessoais.

Ainda que a faixa de renda da classe C não esteja definida com total precisão e sobre seus limites ainda reinem discordâncias, estamos falando de um contingente de pelo menos 100 milhões de pessoas cuja remuneração familiar oscila entre R$ 1 mil a R$ 5 mil. Pelos estudos da Fundação Getúlio Vargas, a classe média concentra 46,2% do poder de compra dos brasileiros, enquanto o das classes A e B totaliza 44,1%.

Como as provedoras de telecomunicações consideram essencial oferecer um pacote completo de serviços a seus clientes, com telefone fixo e celular, tevê por assinatura e acesso à internet, a possibilidade de incluir a tecnologia por cabo em seu portfólio deve ensejar uma onda importante de investimentos nos próximos anos.

A indústria de redes e equipamentos estima que a aprovação do PLC 116 nos próximos dias repercuta nos desembolsos das teles no ano que vem.

Assim, se este ano já promete ser um dos melhores da década, com mais de R$ 20 bilhões gastos em infraestrutura, o acesso das operadoras de telecomunicações à distribuição de tevê a cabo vai forçar 2012 a repetir o bom desempenho deste ano, prevê o presidente do conselho da Nokia Siemens para a América Latina, Aluizio Byrro.

Com o aumento da massa consumidora de serviços de telecomunicações somado à oferta de serviços mais completos e ao ingresso de novos operadores nessa oferta convergente, os preços atuais da banda larga, TV a por assinatura e telefonia tendem a cair, ampliando cada vez mais o acesso e o tráfego.

Está criado um círculo virtuoso em que se consome mais banda e mais conteúdo por menos reais. A nova classe média será estimulada a continuar a curva para cima, puxando atrás de si as faixas D e E, hoje detentoras de níveis insignificantes de acesso à internet.
TCU autoriza Telebrás a fazer novas aquisições para banda larga no país

Valor Econômico - 11/08/2011

O Tribunal de Contas da União (TCU) aceitou os termos da renegociação feita pela Telebrás com fornecedores e permitiu à estatal realizar novos contratos para a aquisição de infraestrutura destinada ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A corte aprovou uma redução de R$ 43,9 milhões nos valores globais do pregão 2/2010, relativo à compra de infraestrutura básica da rede pública de fibras ópticas nos anéis Sudeste, Nordeste e Sul. A parte referente ao anel Norte foi cancelada, por falta de acordo com a empresa vencedora do pregão.

O diretor de administração e de relações com investidores da Telebrás, Bolivar Tarragó Moura Neto, afirma que as ordens de serviço serão retomadas imediatamente e isso permitirá à estatal retomar seu plano de negócios.

De acordo com Tarragó, o impedimento imposto pelo TCU atrasou em 75 dias o cronograma de implantação da rede nacional de telecomunicações e a interligação de 3.045 municípios, previstas no PNBL. Com isso, a estatal admite que não conseguirá atingir a meta inicial de ligar 250 cidades até o fim de 2011, mas o diretor promete "tirar o atraso no ano que vem". "As obras ficaram aquém do ritmo esperado."

Os dois únicos contratos firmados pela Telebrás, como resultado do pregão realizado em novembro do ano passado, possibilitariam atender a somente 20% da demanda no anel Sudeste e a 17% da meta no anel Nordeste.

No entanto, as ordens de serviço não puderam ser emitidas, nem novas contratações. Para avançar nos seus planos, apesar da restrição do TCU, a Telebrás buscou alternativas, como um contrato para usar a infraestrutura da Eletronorte para chegar a Estados da região Norte, como Amapá e Acre, ainda neste ano.

Os valores globais dos registros de preços do pregão caíram de R$ 411,6 milhões a R$ 367,7 milhões. A Seteh Engenharia denunciou que os valores cotados estavam R$ 100 milhões acima dos preços de mercado. O TCU apontou indícios de superfaturamento de R$ 53 milhões e ordenou a suspensão de novos contratos e ordens de serviço. Como a Telebrás já havia obtido redução de aproximadamente R$ 10 milhões, o montante final aprovado ontem pelo tribunal foi de R$ 43,9 milhões. Na região Norte, diante da necessidade em reduzir o valor em R$ 8 milhões, a própria vencedora - o consórcio Clemar/Eltek, vitorioso também no anel Sudeste - pediu o cancelamento do resultado.


TCU aprova renegociação de preços feita pela Telebras com empresas vencedoras de leilão do PNBL

Agência Brasil - 10/08/2011 - 20h53

Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, hoje (10), a renegociação de preços feita pela Telebras com as empresas vencedoras do pregão para a contratação de infraestrutura para os pontos de presença da rede nacional de telecomunicação que atenderá o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Segundo a estatal, o acordo resultou em uma redução de R$ 43,9 milhões no fornecimento de infraestrutura para os anéis Sudeste, Nordeste e Sul.

Com a decisão, a Telebras pode realizar novos contratos para equipar os pontos de presença, que são as estações que abrigam a infraestrutura e os equipamentos para o funcionamento das fibras ópticas do PNBL.

Por determinação do TCU, a Telebras ainda não havia realizado novas contratações e nem emitiu novas ordens de serviços para os dois contratos em vigor, relativos a essa licitação. Segundo a estatal, o impedimento se refletiu em um atraso de pelo menos 75 dias no cronograma de implantação do plano.

A previsão do presidente da empresa, Caio Bonilha, é retomar imediatamente o plano de negócios e os trabalhos de implementação da rede nacional de telecomunicação e a interligação de 3.045 municípios. Segundo ele, ainda neste ano, será possível ligar 250 cidades nos anéis Nordeste e Sudeste.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Telebrás atende expectativas de pequenas operadoras

Problema são os prazos, dizem empresas.
Boros defende que, por ser a Telebrás uma sociedade anônima (S.A.), a estratégia comercial adotada deve ser rentável

IPNews - 10/08/2011

A implantação de uma rede nacional de telecomunicações, pela Telebrás, para venda no varejo de infraestrutura a preços competitivos agrada aos médios e pequenos empresários. É o que ficou claro nesta quarta-feira (10), durante o painel “Custos e desafios da banda larga”, realizado no ABTA 2011, evento da Associação Brasileira de Tevê por Assinatura.

Para o diretor geral da Net Angra, Roger Karman, o anúncio de que a rede da Telebrás chegaria a algumas regiões causou efeito positivo na redução de preços dos links comprados pelas pequenas operadoras. “A concorrência é algo saudável. A questão, no entanto, é quando e como esses links estatais serão oferecidos”, disse. Segundo Karman, as operadoras trabalham com um cronograma apertado, e atrasos podem causar prejuízos. A Telebrás, dependente de questões políticas e burocráticas, atrasaria a oferta de links causando problemas às pequenas empresas. “Certos problemas fundamentais que não são resolvidos causam frustração”, disse.

Alberto Umhof, diretor geral da Boa Vista TV a Cabo, defende também que as pequenas e médias empresas recebam tratamento diferenciado da Telebrás, e discorda que grandes e médias empresas sejam isonômicas nas parcerias com a estatal. “Esse tratamento diferenciado balancearia a diferença entre grandes e pequenos”, disse. Segundo o empresário, com os preços praticados atualmente pelas provedoras de links, é impossível as pequenas operadoras atingirem o preço de R$ 35 reais estabelecido pelo PNBL. “A restauração da rede da Telebrás causou otimismo, e os preços anunciados são bons para nós no futuro.”

“Com os patamares de preço da Telebrás, é possível atingir os R$ 35, mas a Telebrás precisa acontecer”, disse o vice-presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Erich Rodrigues. Segundo ele, a Associação acredita que o preço é possível, mas defende que, em contrapartida, o governo regule o setor e permite que pequenos provedores diversifiquem suas atividades, oferecendo também serviços de triple play com voz e vídeo.

Hoje, o Brasil possui uma grande concentração de mercado nos serviços de prestação de banda larga. Segundo dados do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – o NIC.br – os cinco maiores provedores detém 91% do mercado, enquanto os outros 1576 dominam os outros 9%.

Telebrás
Rogério Boros, diretor comercial da Telebrás, abriu o painel com uma palestra. Segundo ele, a estatal surge como um fator atrativo para o mercado de banda larga por atacado no País, principalmente devido aos custos. A baixa densidade da banda larga no Brasil (que o coloca em 79º no ranking mundial) aumenta o mercado potencial para provedores regionais, mas os altos custos são proibitivos para essas pequenas empresas. “A Telebrás quer servir como back bone geral de internet, para que os provedores baixem seus custos”, disse.

Até 2014, a rede de fibras da estatal pretende chegar a 4.283 municípios, ou 77% deles em todo Brasil, abrangendo 85% da população. “É um plano audacioso”, diz Boros, que garantiu a possibilidade de alcançar, no mínimo, cem cidades até o fim de 2011. “Hoje estamos compilando uma base comercial, moldada pela demanda das operadoras, e mudando nossa estratégia para antecipar nossa presença em algumas localidades”, disse.

Boros defende que, por ser a Telebrás uma sociedade anônima (S.A.), a estratégia comercial adotada deve ser rentável. Por isso, a estatal adotou um conceito de isonomia, e pretende atender tanto as grandes como as pequenas empresas interessadas em seu back bone. “A redução dos preços de mercado é boa como política, mas isso pode não ajudar a Telebrás comercialmente. É necessário diferenciar o governo federal, com suas políticas próprias, e a Telebrás, uma empresa que precisa obter lucro para não correr o risco de acabar”, explicou.
Telebras incentiva pequenos operadores a oferecer triple play

A estatal quer ser um meio para incentivar a oferta de triple play pelos pequenos provedores de internet e operadoras de TV a cabo, via parcerias.

Tele.Síntese - 10/08/2011

A Telebras está buscando meios para estruturar novos serviços, via parceiros, para que os provedores de internet e as operadoras de TV a cabo possam prover serviços triple play. “O nosso foco é o transporte, mas o usuário quer voz, TV e internet e quer comprar tudo de uma única empresa. Por isso, estamos avaliando como criar parcerias para viabilizar o triple play”, disse Rogério Boros, diretor comercial da Telebras, que participou nesta tarde de um painel sobre custos e desafios da banda larga, no Congresso da ABTA, que se realiza em São Paulo.

Existem 1.576 provedores de acesso à internet e pequenas empresas de TV a cabo que podem trabalhar com triple play e a Telebras pode ser um grande parceiro”, comentou Boros. O executivo destacou que a ampliação do leque de serviços é importante para a sobrevivência desses pequenos provedores, que precisam também de links com qualidade e preço. “Um pequeno operador pode fazer parcerias com outros, que estejam conectados com a rede da Telebras”, sugeriu.

O plano da Telebras é que sua rede chegue a 4.283 municípios, e atenda 85% da população com acesso ao PNBL. O incentivo ao triple play foi bem recebido pelos representantes das pequenas empresas de TV a cabo e dos provedores de acesso que participaram do mesmo debate. “Muitos provedores de internet já investiram em redes de fibra ótica ou de cabo nas cidades em que operam e estão prontos para atuar também no mercado de TV a cabo, basta apenas que a Anatel libere as licenças”, afirmou Erich Rodrigues, vice-presidente da Abrint, associação de provedores. A entidade reivindica também a liberação de numeração para as empresas de SCM, para que possam oferecer o serviço de voz, via IP.

O diretor geral da Net Angra, Roger Karman, disse que só o anúncio da reativação da Telebras resultou numa redução do preço do link em Angra dos Reis, RJ, onde sua empresa opera, e que é possível manter uma empresa de TV a cabo em cidades com menos de 100 mil habitantes. “Com um modelo econômico viável, há vários caminhos para o triple play em cidades pequenas”, afirmou. Já Alberto Umhof, diretor geral da empresa Boa Vista TV a Cabo, disse que a plataforma do cabo comporta a entrega de streaming de vídeo e da banda larga. “E, se tivessemos acesso a numeração poderíamos também fornecer voz imediatamente”, acrescentou.
Telebras pode conduzir trial de LTE na Rio+20

Convergência Digital - 10/08/2011


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, confirmou que está negociando com a Anatel a concessão de uma licença experimental para o uso da tecnologia de 4G. Ideia é firmar parcerias com fabricantes para a cessão dos equipamentos. O Rio+20 -Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável- acontecerá de 04 a 06 de junho do ano que vem.

O evento, que discutirá economia verde e sustentabilidade, deverá reunir cerca de 50 mil pessoas de todo o mundo. A ideia de Paulo Bernardo é aproveitar o encontro, que acontece 20 anos depois da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, também realizada no Rio, em 1992, para testar a 4G da telefonia móvel.

"Um ano depois teremos a Copa das Confederações. Como a licitação está prevista para abril do ano que vem, as operadoras não estarão preparadas para ofertar o serviço. A ideia é que a Telebras fique com uma licença especial para, excepcionalmente, prover o serviço durante os dois dias do Rio+20", afirmou Bernardo, ao participar da ABTA 2011, na capital paulista.
TCU libera Telebrás para assinar novos contratos do PNBL

Convergência Digital :: 10/08/2011

O Tribunal de Contas da União aceitou os termos das negociações feitas pela Telebrás com fornecedores e autorizou a estatal a retomar os contratos relativos ao pregão 2/2010, relativo a aquisição de infraestrutura básica da rede pública de fibras ópticas. Apenas em um dos lotes, relacionado à região Norte, não houve acordo e o resultado será anulado.

O efeito prático é que a estatal pode, agora, retomar os pedidos aos fornecedores. Desde o pregão, realizado no fim do ano passado, apenas dois contratos foram assinados. Um para a região Sudeste, com o consórcio formado pelas empresas Clemar e Eltek, e outro para o Nordeste, com a Zopone Engenharia.

Tratam-se, no entanto, apenas de frações do previsto no leilão. No caso do consórcio Clemar/Eltek, o contrato assinado foi de R$ 27,7 milhões, frente a serviços que tem custo total de R$ 126 milhões. Com relação à Zopone, o contrato já firmado é de R$ 35 milhões, mas o total possível, após a negociação, é de R$ 175 milhões.

Já a ata relativa à região Norte foi anulada pelo TCU. Segundo a área técnica do órgão, do resultado de R$ 61 milhões do pregão, seria necessária uma redução de aproximadamente R$ 8 milhões. Nesse caso, no entanto, a própria vencedora – novamente o consórcio Clemar/Eltek – pediu o cancelamento do resultado.

As instalações da região Norte, porém, não chegaram a gerar nenhum contrato. Como o pregão foi realizado em novembro do ano passado e tem validade de 12 meses, a probabilidade era de que a Telebrás teria que reabrir nova disputa para essa etapa da rede de fibras ópticas.

De lá para cá, no entanto, a estatal firmou acordo com a Eletronorte para o compartilhamento de infraestruturas – pelo acerto, haverá uma troca de capacidades entre as duas empresas – o que deve resultar em necessidades reduzidas para aquela região.

A assinatura de novos contratos com as vencedoras do pregão estava suspensa desde maio, quando um acórdão do TCU proibiu a Telebrás de firmar novos pedidos diante da denúncia de sobrepreço na licitação. A autora da ação, a Seteh Engenharia, alegou que os valores estariam, no total, R$ 100 milhões acima dos preços de mercado.

Naquele acórdão, porém, os cálculos do tribunal sugeriram superfaturamento de R$ 53 milhões, sendo que aproximadamente R$ 10 milhões já tinham sido reduzidos – portanto, restaria uma renegociação para baixar os valores em R$ 43 milhões. Com o acerto conduzido com as empresas, o custo foi reduzido em cerca de R$ 38 milhões.

Com o resultado, a Seteh Engenharia acredita que existem argumentos para um pedido de reconsideração ao TCU. A empresa se baseia em um parecer da 3ª Secretaria de Obras do tribunal, que embora tenha rejeitado os Embargos de Declaração apresentados pela denunciante, sustentou a persistência de algum sobrepreço.

A Zopone Engenharia, por outro lado, sustenta que a avaliação da área técnica do tribunal se baseou em informações inconsistentes de terceiros fornecedores para fazer a comparação com os valores obtidos no pregão. “Somos a maior empresa desse setor e os preços são os mesmos ou até menores aos praticados junto a maioria das operadoras de telecomunicações do país, para quem prestamos os mesmos serviços”, afirma o diretor da empresa, Claudenor Zopone Junior.
Telebrás terá recursos para Copa, afirma Bernardo

A Copa depende muito da mídia, e qualquer falha nas comunicações é uma falha do evento todo", afirmou

Agência Estado - 10/08/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta quarta-feira que a presidente Dilma Rousseff garantiu que o orçamento do governo nos próximos anos contemplará a estimativa de investimentos de R$ 200 milhões para que a Telebrás construa a infraestrutura de telecomunicações necessária para a Copa do Mundo de 2014.

"A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está fazendo análise da rede para identificar gargalos e necessidades de investimentos e Telebrás fará aporte de recursos para construção de redes", disse o ministro.

Segundo ele, a infraestrutura será construída pela Telebrás, que venderá capacidade para a operadora oficial da Fifa. "As fibras óticas serão um grande legado. A infraestrutura será nossa, e vamos vender o acesso" completou.

Os 12 estádios do mundial, acrescentou, precisarão atender a uma capacidade de transmissão de 20 gigabits por segundo (Gbps) durante as partidas e, além disso, hotéis e centros de treinamento também demandarão conexões de alta velocidade. "Tão importante quanto a bola entrar em campo, é a imagem ser transmitida para o mundo inteiro. A Copa depende muito da mídia, e qualquer falha nas comunicações é uma falha do evento todo", afirmou.


Telebrás deve investir R$ 200 milhões em fibra ótica para a Copa

Ministro das Comunicações diz que verba já foi garantida pela presidente.
Objetivo é garantir acesso a banda larga durante a competição.

G1 - 10/08/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira (10) que governo federal deve investir cerca de R$ 200 milhões na ampliação e melhoria em sua rede de fibras óticas para atender à demanda por conexões de internet durante a Copa de 2014.

Bernardo disse que a presidente Dilma Rousseff já garantiu que o dinheiro estará disponível para o investimento, que será feito pela Telebrás. Segundo o ministro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está fazendo o levantamento dos gargalos da rede para traçar um plano de aplicação dessa verba.

Ao final da Copa, a nova infraestrutura será integrada à rede de fibras que será usada no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que pretende massificar o acesso à internet de alta velocidade no país.
Governo favorece telefônicas

Proposta que repassa às operadoras o acesso à internet elimina concorrência e encarece serviço prestado ao consumidor

Correio Braziliense - 10/08/2011

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve apreciar, amanhã, uma proposta do Ministério das Comunicações que altera as regras de mercado para a atuação dos provedores de internet. As mudanças sugeridas pelo governo colocam em risco a existência de empresas independentes que prestam esse tipo de serviço. Se acatada a sugestão, as concessionárias de telefonia passarão a poder ofertar tanto provimento de acesso, que loga e autentica o usuário à rede, quanto operações de telecomunicações, que hoje já monopolizam.

Atualmente, a Anatel veta a possibilidade de as operadoras de serviço público de telecomunicações oferecerem os dois serviços ao mesmo tempo. De acordo com a proposta que altera a regra, o serviço de provimento de acesso, que atualmente não é regulado, passaria a ser considerado telecomunicação. Assim, incidiria sobre ele o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que, alerta a Associação Brasileira de Internet (Abranet), encareceria o preço para o consumidor final.

O serviço de conexão é prestado atualmente por cerca de 5 mil provedores em todo o país. Alguns oferecem a internet gratuita, enquanto outros cobram pelo serviço. Os grandes provedores estão preocupados com a possibilidade de perderem espaço no mercado. Nos bastidores, fala-se que a proposta surgiu a partir de um acordo: a permissão para que as operadoras atuem em todo o processo de conexão à internet seria uma contrapartida do governo, que depende delas para efetivar o projeto de expansão da banda larga.

Oficialmente, essa versão é negada. O governo cita a CPI da Pedofilia para justificar a mudança. A alegação é de que, sem uma regulação do mercado, fica praticamente impossível controlar os acessos à internet. Conforme o relatório da CPI, os provedores não guardam, a rigor, os números de identificação dos usuários, o que dificulta o combate à pornografia infantil.

Estranheza
O diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, Eduardo Levy, prega cautela antes de uma análise definitiva da proposta do governo pela Anatel. "O Brasil tem diversos provedores. Na maioria das vezes, não há necessidade de pagamento pelo serviço", lembrou. Levy garantiu que não é interesse das telefônicas monopolizar o mercado de provedores de internet.

Um especialista ouvido pela reportagem destaca que uma eventual aprovação da proposta pela Anatel fortaleceria ainda mais as concessionárias, que já detêm o serviço de telecomunicações, e eliminaria as empresas que atuam somente como provedoras de acesso. As telefônicas ficariam, nesse cenário, com a possibilidade de comercialização tanto da infraestrutura para o acesso à internet quanto da conexão à rede. "Estão querendo eliminar o resto da concorrência que elas (as teles) ainda têm", sustentou a fonte.

Para o presidente do Conselho Consultivo Superior da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Eduardo Parajo, a proposta do governo causou estranheza. "Nossa preocupação é que transformem a internet em serviço de telecomunicação. Usamos o serviço das teles, mas a internet não se confunde com telecomunicação. Temos visto esse assunto com apreensão", disse. O Correio procurou o Ministério das Comunicações, mas o órgão informou que não poderia comentar o assunto ontem.

Defesa do debate
É possível que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) conclua, ainda esta semana, a análise da proposta que dá total poder às teles sobre o provimento de acesso à internet. O mercado teme que, além de aprovar a mudança que fortaleceria as telefônicas e eliminaria a concorrência, ocorra ainda um aumento de preços e o fim do serviço oferecido gratuitamente por alguns provedores. Presidente do Conselho Consultivo Superior da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Eduardo Parajo defende um estudo detalhado e um debate público sobre o assunto antes de uma decisão do órgão regulador.


Normas criam polêmica com provedores de internet

Valor Econômico - 10/08/2011

A aprovação do projeto de lei complementar (PLC) 116 entra em conflito com a proposta de revisão da Norma 4/95 do Ministério das Comunicações e pode se tornar um problema, principalmente para provedores de internet, dizem especialistas.

O projeto de lei complementar estabelece, entre outras coisas, que empresas de radiodifusão, produtoras ou programadoras não poderão controlar operadoras de telecomunicações e vice-versa.

O Ministério recomendou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) enquadrar o provimento de acesso à internet como um serviço de telecomunicações. Atualmente, esses serviços são tratados como valor adicionado. A assessoria de imprensa da Anatel informou que a revisão está em discussão e que não poderia dar detalhes sobre as novas regras.

Se os provedores de acesso se tornarem empresas de telecomunicações, não poderão atuar também como provedores de conteúdo. Existem no país em torno de 700 provedores de pequeno porte que seriam afetados pelas novas regras. Mesmo o grupo Globo está presente nesse mercado, por meio do Globo.com. Procurada pelo Valor, a Central Globo de Comunicação informou que não faria comentários sobre projetos de lei.

A Associação Brasileira da Internet (Abranet) posicionou-se contra a mudança na Norma 4/95. "A partir da Norma 4/95 criou-se um mercado competitivo de provedores. Mudar a regra do jogo vai afetar principalmente os pequenos provedores", afirma Eduardo Parajo, presidente do conselho consultivo da Abranet.

"As novas regras favorecem as teles na área de TV, mas impedem que os pequenos provedores possam ofertar conteúdo", observa a advogada Regina do Valle, do escritório TozziniFreire Advogados.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bernardo admite parcerias privadas em redes da Telebrás

Bancos privados já manifestaram interesse

IPNews - 09/08/2011

A Telebrás tem capacidade para dar retorno financeiro a futuros parceiros do setor privado, e as redes estabelecidas pela estatal serão rentáveis. A garantia foi dada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a abertura da ABTA 2011, feira e congresso realizado pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura em São Paulo.

Segundo o ministro, o setor privado pode apostar nas redes da Telebrás, inclusive na implantação dos cabos submarinos previstos para os próximos anos. Alguns bancos privados, declarou Bernardo, já manifestaram interesse em investir na estatal, que também pode receber aportes de fundos de pensão e outros investidores.

“A presidente Dilma assegurou que não faltarão recursos para os investimentos da Copa e Olimpíadas”, disse. O ministro ressaltou que mais dinheiro pode vir não só do Tesouro ou do setor privado, mas também de algumas estatais, como a Eletrobrás.

Para Bernardo, mesmo a recente perspectiva de crise não afeta os investimentos, já que o próprio Plano Brasil Maior (anunciado na semana passada pela presidente Dilma e que prevê incentivos fiscais para o setor de telecomunicações) é uma forma de combater a crise. “O Brasil ainda tem um mercado demandante”, disse. O ministro acredita que a popularização da internet popular vai ajudar a manter a economia aquecida, com a venda de microcomputadores, tablets, smartphones e outros dispositivos conectados. “Telecom não será o único setor, mas é um dos que vai ajudar a aplacar a crise”.

Eventos
Paulo Bernardo declarou que desconhece os limites de atuação e investimentos que a operadora Oi fará em telecomunicações durante a Copa do Mundo, na qual será fornecedora oficial da FIFA. “A Telebrás fará as redes, que será de sua propriedade nos anos vindouros, mesmo depois da Copa. Não seremos responsáveis por prestação de serviços”, disse.

Bernardo, no entanto, não excluiu parcerias com as operadoras, inclusive na implantação de uma rede sem fio 4G piloto, com tecnologia LTE (Long Term Evolution), para utilização durante o Rio +20, conferência da ONU a ser realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro. Nesta data, apesar do processo de licitação para a utilização do espectro de 2,5 GHz já estar concluído, as operadoras vencedoras ainda não estarão autorizadas a instalar as redes. Assim, a Anatel concederia uma licença provisória para parceiros privados. “A Telebrás não vai comprar equipamentos apenas para um piloto”, disse o ministro.
Combate ao fosso digital, por meio do PNBL, aproxima TVs por assinatura do governo

CDTV - Convergência Digital :: 09/08/2011

Mesmo com divergências explícitas na questão regulatória, o tom de conciliação marcou o painel de abertura da ABTA 2011, realizado nesta terça-feira, 09/08, na capital paulista. O presidente da Associação Brasileira da Televisão por Assinatura, Alexandre Annenberg, admitiu que a evolução tecnológica induz uma revisão nos modelos de negócios; cobrou maior liberdade de ação, em especial, a concessão de novas licenças, mas reforçou o papel das TVs por assinatura na massificação da oferta de banda larga.

Na sua apresentação, Annenberg lembrou que o setor de telecomunicações 'entra na reta final da implantação de um novo marco regulatório que irá definir os papéis de cada protagonista". E sobre a regulamentação foi direto: "precisamos de segurança regulatória, de regras transparentes que justifiquem os investimentos", afirmou. O executivo, mais uma vez, porém, fez a defesa da autoregulamentação, ressaltando que o mercado é capaz de estabelecer suas regras de atuação.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cooperou para o clima de conciliação. Ressaltou o bom momento do setor - que chegará a 11 milhões de assinantes- e reafirmou que espera, sim, dele uma cooperação expressiva para consolidar o Programa Nacional de Banda Larga. Tanto que no novo Plano Plurianual de 2012 a meta de o serviço de TV por assinatura - seja ele via cabo ou DTH - expanda sua oferta para 32 em 100 domicílios.

Paulo Bernardo admitiu que a expansão do setor foi mais lenta do que o desejado, não apenas por questões regulatórios, mas pelos impactos da crise asiática em 2004, da maxidesvalorização do Real, em 1998, e da explosão da crise da bolha nas pontocoms em 2000. Mas afirmou que, agora, com as condições macroeconômicas fortalecidas e com a convergência de ofertas fortalecida pelos marcos regulatórios, os atores do setor poderão confirmar seus investimentos.

Mas na questão regulatória, o ministro foi taxativo: O governo não abre mão de estabelecer regras capazes de induzir a competição. "Esse é o papel do Estado". Paulo Bernardo lembrou que a excessiva desregulamentação do setor financeiro internacional foi o grande fator para a crise mundial de 2008, que atrasou investimentos.

Lembrou ainda que na área de Energia, a definição de um marco regulatório foi necessária para o país reconstruir o setor após a série de apagões em 2002. Assista a íntegra das apresentações de Alexandre Annenberg, da ABTA, e do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.