sábado, 23 de julho de 2011

Por que a internet é tão lenta?

Os planos de banda larga no Brasil não têm a qualidade que o país precisa para se desenvolver. Como melhorar nossas conexões

Revista Época - 23/07/2011

A internet oferece novos serviços atraentes. A locadora Netflix, que pretende chegar ao país até o fim do ano, deve permitir que você assista a um filme com alta resolução transmitido ao vivo pela internet para sua TV. O jogo World of warcraft convida o usuário a brincar com outros on-line em um universo fantástico de batalhas, com grandes detalhes gráficos e uma trama envolvente. A nova rede Google+ permite transmitir vídeo direto do telefone para seus amigos. Outras empresas oferecem sistemas de videoconferência envolvendo vários interlocutores simultâneos, que funcionariam em trânsito, em seu celular ou no tablet. O problema é que tudo isso não exige apenas aparelhos modernos, como smartphones e tablets avançados. Esses novos serviços dependem de uma conexão de qualidade. E é aí que boa parte dos brasileiros fica a pé.

A infraestrutura de conexão à internet de alta velocidade no Brasil não condiz com um país moderno. A rede brasileira fica devendo até para países da América Latina. No Chile, onde a média da velocidade de banda larga é mais que o triplo da brasileira, paga-se um quinto do preço. O atraso da internet brasileira tem várias causas. Apenas uma natural: a extensão territorial do país. As outras são derivadas de decisões humanas: opções políticas equivocadas, uma carga tributária abusiva e baixa competição entre os poucos fornecedores de serviços. Essa condição precária poderá mudar nos próximos anos se os planos do governo derem certo. Do contrário, perderemos mais uma chance de aumentar nossa competitividade. E de usufruir os prazeres da internet.

A internet brasileira padece de dois males distintos. O primeiro deles é sua escala ainda tímida. Os brasileiros são tidos como campeões de redes sociais. Uma pesquisa realizada pelo instituto Ibope Nielsen mostra que nós somos o povo que mais passa horas na frente do computador, conectados à internet. A média do brasileiro é de 45 horas mensais. Logo depois estão Inglaterra e Estados Unidos, com uma média de 43 e 40 horas de conexão por mês, respectivamente. Somos também o país que mais usa redes sociais – 90% de nossos internautas estão no Orkut, Facebook, Twitter, MSN ou outro site do tipo. Esse sucesso, porém, é ilusório. Reflete o uso intenso de uma minoria com acesso à internet. Apenas 20% da população brasileira tem serviços de banda larga. São 14 milhões de conexões fixas e 28 milhões por aparelhos móveis, segundo dados do Comitê Gestor de Internet, órgão que reúne representantes do governo, das operadoras e da sociedade civil.

O segundo problema é a qualidade. A banda larga fixa, que permite conexões mais rápidas do que a rede móvel (ou 3G), tem velocidade média prometida de 1,7 megabit por segundo. Isso seria o suficiente para baixar em duas horas e meia um filme com qualidade para ver na tela do computador. É uma taxa razoável para a maioria dos serviços que usamos em nosso dia a dia. Mas, na prática, não é o serviço que a operadora de telefonia entrega. Os contratos trazem uma cláusula segundo a qual a velocidade oferecida pode ser até 10% da contratada.

Para complicar, é difícil para o usuário calcular a velocidade real de sua rede. "Se tivéssemos uma regulamentação que exigisse um nível mínimo de qualidade, esse cenário seria diferente", afirma Luis Minoru Shibata, diretor da consultoria Promon Logicalis. No ano passado, o Ministério Público (MP) enviou um ofício à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedindo esclarecimentos sobre a fiscalização da banda larga no Brasil. Num deles, o MP pedia uma definição para qual velocidade seria considerada mínima para alguém vender um pacote de banda larga. Hoje, qualquer serviço que não seja de conexão discada pode levar esse nome.

No início do mês, o governo anunciou os detalhes de um programa ambicioso para levar uma espécie de banda larga popular à maioria da população. O objetivo do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é massificar a internet até 2014, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol. Até lá, 70% dos municípios brasileiros deverão ter acesso rápido, com 1 megabit por segundo por R$ 35 ao mês. Dá para baixar uma música em 40 segundos. As operadoras fixas Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel foram as primeiras a aderir ao PNBL. Do lado das móveis, a TIM anunciou que levará banda larga 3G para até 1.000 municípios até o final de 2012.

A gestão do programa está a cargo da Telebras, estatal de telecomunicações. Pelo acordo, nos lugares onde as operadoras não tiverem interesse em oferecer uma conexão, elas deverão alugar a capacidade de suas centrais para terceiros, sem lucrar com isso.

Para funcionar, o PNBL precisará resolver os entraves da rede brasileira. Se conseguir, além de levar internet para quem não podia pagar, também poderá aumentar a qualidade dos planos que usamos hoje. O primeiro impacto seria no preço. O valor médio de uma mensalidade de banda larga no Brasil, de US$ 28, não é tão acima da praticada no mundo. Aparecemos em 97º num ranking de 167 países publicado pela União Internacional das Telecomunicações. Os mesmos US$ 28 são pagos em Portugal. Nos Estados Unidos, o valor é de US$ 19. A diferença é que a velocidade média da conexão nos outros países é maior. Quando se considera o preço por megabit por segundo (Mbps), nossa banda larga é uma das mais caras, principalmente fora do Sudeste. Em Manaus, pagam-se hoje R$ 130 por uma conexão com a mesma velocidade que o PNBL oferecerá por R$ 35.

O plano exigirá investimentos públicos. No início do mês, as operadoras apresentaram um estudo de viabilidade ao governo. Ele prevê que o país poderá chegar a 78 milhões de conexões banda larga em 2014 e a 153,6 milhões em 2020. E a velocidade média seria 12 vezes maior do que a de hoje. Mas, para alcançar essa evolução, seriam necessários gastos de R$ 144 bilhões até 2020, divididos entre o governo e as operadoras. O sucesso do PNBL também depende de um esforço do governo para reduzir a carga tributária. Hoje, o consumidor paga 43% de impostos para assinar um serviço de banda larga. Taxas ainda mais altas incidem sobre os equipamentos usados pelas operadoras. "A empresa paga 70% de imposto para cada modem que usamos para conectar o computador à rede 3G", diz Eduardo Levy, diretor executivo da Telebrasil, associação que representa as operadoras fixas e móveis. "Esse valor é repassado para a mensalidade dos planos."

Além disso, não há padronização para a instalação das novas redes nos municípios. Segundo Levy, na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, uma operadora precisa da autorização de mais de 65% das pessoas que moram a um raio de 200 metros do local onde ela pretende instalar uma antena. Andando mais alguns quilômetros, na cidade de Piracicaba, a regra é que não se pode instalar uma antena de transmissão a um raio menor do que 100 metros de qualquer construção. "Agora imagine que cada um dos mais de 5 mil municípios brasileiros tenha sua própria legislação", diz. É um problema enfrentado tanto pelas operadoras móveis, para instalar suas antenas para a rede 3G, quanto pelas fixas, que precisam de obras pesadas para levar seus cabos subterrâneos de fibra óptica.

Outros países tiveram sucesso com planos similares. Na Coreia do Sul, foram mais de dez anos de subsídios intensos do governo para garantir uma banda larga (fixa e móvel) de qualidade a toda população. O governo recolheu menos impostos pelos equipamentos pesados. Mas a entrada de mais clientes de banda larga trouxe uma arrecadação maior na taxa de serviços e compensou as perdas fiscais do governo. No Canadá, que tem diferenças territoriais como o Brasil, o governo criou um fundo para financiar as conexões mesmo nos lugares mais inóspitos, onde as operadoras trabalhariam com prejuízo.

Esses países justificam o investimento com os benefícios trazidos por uma boa internet. O principal impacto da banda larga não é permitir que mais gente possa carregar um vídeo mais rápido no YouTube ou baixar uma partida de futebol em poucos segundos. Também pode trazer para os cidadãos serviços como educação e saúde. E oferecer melhores condições a empresas e trabalhadores autônomos, que dependem cada vez mais de informação e comunicação. Um estudo europeu mostra que programas de popularização de banda larga aumentam até 7% a produtividade nas regiões onde são implantados. É essa conexão que o Brasil precisa fazer.
Infraestrutura de telecom da Copa terá R$200 milhões

O Globo - 23/07/2011

BRASÍLIA. Com R$200 milhões de investimentos da Telebrás, o governo pretende montar uma grande estrutura de telecomunicações com serviços de banda larga, telefonia fixa e móvel e radiodifusão para a Copa de 2014, antecipou ao GLOBO o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. As redes serão instaladas em 145 locais predefinidos - estádios de futebol, concentrações das 32 seleções, centros de mídia, birôs da Fifa e hotéis - nas 12 cidades onde serão realizados os jogos.

As redes da Telebrás poderão ser alugadas pelas operadoras. E, para evitar "apagões", serão duplicadas.

Está sendo acelerada ainda a licitação da telefonia móvel 4G, que ficará pronta 12 meses após serem definidos os vencedores. Já o leilão de quatro novos satélites está marcado para o próximo mês. Um grande data center - do porte de "um Google, um YouTube e de um Facebook", segundo o governo - para impedir gargalos nos links com o exterior também será construído.

Paulo Bernardo disse que o trabalho de infraestrutura de telecomunicações já começa no próximo ano, durante a Rio+20, conferência internacional de desenvolvimento sustentável, para a qual são esperados 170 chefes de Estado e 50 mil delegados.

- O ensaio vai ser o trabalho para a Rio+20.
O papel da Telebrás no PNBL

Conexão Minicom - 22/07/2011

A TV MiniCom apresenta uma série especial para explicar o que é o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Nesta segunda reportagem, você vai saber como a internet popular chega até sua casa e qual o papel da Telebrás no projeto. A reportagem é uma produção da equipe da Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do Ministério das Comunicações


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Parceria com Telebrás visa a Plano de Banda Larga

Procempa - 22/07/2011


Procempa firmou termo de cooperação técnica com a estatal

Procempa firmou termo de cooperação técnica com a estatal

A visita do presidente da Telebrás, Caio Bonilha, à Procempa na manhã desta sexta, 22, resultou em assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre as duas empresas. Além de prever intercâmbio de conhecimentos, compartilhamento de softwares e desenvolvimento de sistemas, o termo poderá estar sendo o antecessor de contrato para uso da rede da Procempa no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

“Porto Alegre está muito bem atendida pela rede da Procempa e nos interessa muito usar essa capilaridade no município para atender as metas do PNBL”, disse Caio. A decisão de assinatura do termo foi tomada imediatamente após o presidente da Procempa, André Imar Kulczynski, discorrer sobre a infraestrutura da empresa e sua rede de multisserviços. Foram destacados os 620 quilômetros de fibra óptica, os 352 quilômetros de dutos e as 16 torres de transmissão, os quais permitem que a Procempa dê cobertura a 98% da cidade. “Hoje, temos 14 torres instaladas e outras duas entrarão em funcionamento brevemente”, pontuou André.

Caio está em roteiro desde ontem na Capital, motivado pela implantação do Plano Nacional de Banda Larga que objetiva oferecer para todo o Brasil sinal de Internet com velocidade de 1 megabite a preço final entre R$ 29 e R$35. “Queremos diminuir desigualdade do preço de Norte a Sul do País; nosso papel é regular o mercado onde existirem preços abusivos”.

Bonilha evidenciou ainda que sua estatal tem urgência em se “debruçar no atendimento da parte Sul do Estado” em atendimento à meta prioritária de chegar a Rio Grande para atender ao Pólo Naval e para isso já assinou, ontem, Termo de Cooperação com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).

Caio Bonilha, que classificou a visita à Procempa de “extremamente produtiva” e afirmou que “a Procempa vai ser parceira” esteve acompanhado do diretor administrativo da Telebrás, Bolívar Moura. Pela Procempa, também acompanhou a agenda o gerente de Tecnologia e Serviços, Éberli Riela.
Banda larga precisará de R$7 bi de investimento

Paulo Bernardo acredita que preço menor que R$35 poderá ser alcançado depois de 2014

O Globo - 22/07/2011

BRASÍLIA. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, destacou ontem a necessidade de investir em redes de fibra óptica para acompanhar o crescimento da internet em alta velocidade no país. Ele estima que serão necessários R$7 bilhões, a serem desembolsados em conjunto pela Telebrás e pela Eletrobras (a rede da estatal elétrica será uma das bases do Plano Nacional de Banda Larga).

Paulo Bernardo acredita que a partir de 2014 o preço da banda larga poderá ser menor do que os R$35 acordados para o serviço popular com as teles, ou as empresas poderão oferecer velocidade maior do que 1 megabit por segundo (Mbps), também base do entendimento com as concessionárias. A Telebrás, porém, já está vendendo o produto no atacado para algumas regiões de Brasília.

Segundo o ministro, a internet tem grande impacto econômico: para cada 10% a mais da população com acesso ao serviço, o Produto Interno Bruto (PIB) apresenta avanço de 1,4%. Ele disse que somente 27% dos domicílios contam hoje com internet no país.

- Precisamos avançar na banda larga no Norte e no Nordeste - admitiu.

Para atender a área rural com banda larga, onde moram 15% da população brasileira, segundo o ministro, será necessário realizar uma licitação da faixa de frequência de 450 megahertz (MHz) até 30 de abril de 2012.

Anatel aprova consulta pública para plano de metas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou para consulta pública, durante 45 dias, o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). O conselheiro João Rezende declarou ontem que o regulamento é um dos mais importantes da agência, porque permitirá abrir o mercado de telecomunicações.

Para elaborar o PGMC, disse Rezende, a agência trabalhou com dados de 2008 e 2009 sobre áreas com competição e sem competição. No varejo, foram analisados os mercados de voz fixa, banda larga fixa, voz móvel, banda larga móvel e TV por assinatura. Por outro lado, no mercado do atacado, será verificada a interconexão de redes fixas, identificação de empresas que têm Poder de Mercado Significativo (PMS), infraestrutura de acesso em redes fixas, interconexão a redes móveis, e infraestrutura de transporte local e de longa distância.

Também está sendo determinado que Telefônica, Embratel e Oi construam mais 51 pontos de tráfego de internet - atualmente existem 16. Segundo Rezende, os novos pontos vão significar o barateamento de acesso à banda larga, o que também terá reflexos no varejo.

Telebras apoiará expansão de banda larga no Estado [do RS]

Jornal do Comércio - 22/07/2011

A assinatura nessa quinta-feira de um acordo de cooperação técnica entre a Telebras e a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) permitirá a instalação do primeiro ponto de presença da estatal no Rio Grande do Sul, dentro do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL)

A meta é chegar com a infraestrutura para que parceiros locais possam ofertar internet de 1 megabit (MB) de velocidade a no máximo R$ 35,00 por mês. Até dezembro, a internet banda larga estará disponível nos municípios da Região Metropolitana e, em dois anos, em praticamente todo o Estado.

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, que é gaúcho, esteve nesta quinta-feira na Capital e disse que o primeiro compromisso é viabilizar a rota entre Porto Alegre - Pelotas - Rio Grande, para atender ao Polo Naval. "Fornecer infraestrutura de internet para atender ao porto de Rio Grande é uma prioridade em função do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas feito isso vamos expandir", assegura.

A ideia é atender a cerca de 90% do Estado, através do compartilhamento da infraestrutura para prover internet de alta velocidade. Parte da rede é da Telebras, no Extremo Norte do Estado e em um trecho próximo a Uruguaiana; e parte da CEEE, no Centro-Sul.

Bonilha diz que o acordo já vinha sendo discutido desde abril, quando foi realizada a primeira reunião de trabalho envolvendo ainda a Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs) e a Sulgás. Com a assinatura do termo de compromisso, começará o trabalho operacional, que prevê o planejamento de integração da rede.

Já foi realizado um levantamento das estruturas que a concessionária de energia possui, incluindo torres e redes de fibra ótica. Com isso, será possível calcular o valor de investimentos por parte da estatal gaúcha. Sem a parceria, a estimativa é que a CEEE teria que investir R$ 250 milhões.

O conceito dentro do qual a Telebras vem trabalhando o PNBL é o de que a empresa oferece a sua rede de longa distância e, ao chegar às cidades, o serviço passa a ser prestado por parceiros locais, como provedores de internet local e empresas de telefonia. "Vendemos a infraestrutura para eles a preço isonômico, igual em todo o Brasil, e eles se comprometem a oferecer pacotes de 1 megabit a R$ 35,00 ou a R$ 29,00 nos estados com isenção de ICMS", explica.

O que disse Caio Bonilha, presidente da Telebras, em sua visita ao Estado

O novo momento da Telebras

Estamos vivendo agora uma nova etapa. Até junho estávamos em fase de desenvolvimento e construção da empresa. Agora, vamos direcionar mais o foco para a parte comercial, pois temos um plano de negócios a atender. É um estágio natural de uma start up.

Cortes no orçamento e atrasos

A Telebras não fugiu à realidade vivida pelo governo federal e teve, de fato, uma contenção orçamentária em 2011. Do total de R$ 1 bilhão previsto, trabalhamos agora com recursos na ordem de R$ 350 milhões. O atraso é de cerca de seis meses, mas estamos correndo atrás. Das cerca de 1 mil cidades que seriam atendidas neste ano, chegaremos a 300. Mas, para 2012 estamos buscando um orçamento de R$ 1 bilhão e alcançar cerca de mil municípios, chegando a 4 mil em 2014.

PNBL

A nossa meta é prover internet de 1 megabit para todo o Brasil. As regiões com maior oferta já possuem planos similares em termos de preço, mas, na maioria delas, a população não tem esse privilégio. O nosso foco é atender a essas pessoas que hoje pagam caro e não têm internet de boa qualidade. Entendemos que a internet é uma infraestrutura básica para o País e, como tal, deve ter qualidade. Além disso, é uma ferramenta de cidadania.

Qualidade da banda larga móvel

Temos cerca de 40 milhões de usuários de banda larga hoje no Brasil, sendo destes 25 milhões de banda larga móvel. Queremos melhorar a qualidade dos serviços oferecidos pelas operadoras a esses usuários, que ainda é baixa. Já na banda larga fixa, os provedores de pequeno porte têm 10% do total de 15 milhões de domicílios atendidos. Nesse caso, a ideia é aumentar o market share deles.

Provedores e operadoras

Temos mais de 20 contratos assinados com pequenos provedores e, na medida em que a rede for sendo ampliada, esse número vai aumentar. Até o final de agosto, por exemplo, vamos chegar em São Paulo e em Palmas, no Tocantins. Atualmente cerca de 500 provedores estão cadastrados no nosso site, sendo mais de 20 do Rio Grande do Sul. O mesmo acontece com as empresas de maior porte. A TIM nos procurou e resolveu participar do PNBL. Acredito que as outras operadoras virão naturalmente nos procurar.

Copa do Mundo

A Telebras foi designada pelo governo para desenvolver a infraestrutura para atender às 12 cidades-sede da Copa do Mundo, a partir dos requisitos que a Fifa determinou. Vamos fornecer a rede e as operadoras farão o atendimento final, ofertando a tecnologia nos estádios, aeroportos, portos, centro de imprensa e em alguns centros de treinamento.

Procergs

Além do acordo com a CEEE, temos um entendimento com a Procergs para atender às regionais da empresa no Estado e às redes do governo gaúcho. Hoje a empresa possui uma demanda reprimida por banda larga. Estamos fazendo planejamento geral no Estado e, nos próximos dias, devemos assinar também com a Sulgás.

Governo quer obrigar teles a abrirem suas redes

Plano determina que Telefônica, Telmex e Oi compartilhem redes, dutos, postes e torres com competidores de menor porte

O Estado de S.Paulo - 22/07/2011

Os três maiores grupos de telecomunicações que atuam no Brasil serão obrigados pelo governo federal a abrirem suas redes para permitir que empresas de menor porte também utilizem o sistema. O objetivo do chamado Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) é tornar mais racional e competitivo o uso da infraestrutura de telefonia, internet e TV por assinatura no País.

"Com as novas regras, as grandes companhias terão de dar passagem pelas redes para pequenos provedores, para evitar que uma empresa sufoque a outra", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Além das redes, outras estruturas do setor como dutos, postes e torres também terão de ser compartilhados.

Outra norma disciplinará o uso da chamada "última milha", aquele trecho final da rede que chega às casas dos usuários. "Se a companhia não estiver usando, terá que ceder o acesso para outras empresas. Assim, não será preciso construir uma nova rede paralela sem necessidade", completou Bernardo.

Um ponto polêmico da proposta aprovada ontem pela Anatel é a permissão para que os assinantes de TV por assinatura possam contratar o serviço utilizando qualquer decodificador, e não apenas os aparelhos oferecidos pelas operadoras, acabando assim com o monopólio do equipamento.

O plano - que vai a consulta pública na próxima semana e deve entrar em vigor ainda este ano - determina que as empresas de telecomunicações que possuem poder de mercado significativo em suas áreas de atuação tenham que ofertar o uso de suas redes no atacado, cobrando de outras companhias valores inferiores aos praticados para o consumidor final.

As medidas afetarão principalmente os grupos Telefônica (que inclui a Vivo), Telmex (que engloba Claro, Embratel e Net) e Oi. De acordo com o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, os critérios utilizados pela agência para definir quais empresas seriam enquadradas no novo PGMC foram principalmente suas participações nos mercados, suas capacidades em comercializar produtos diferenciados e seus faturamentos.

Novos reguladores
Além da série de obrigações de compartilhamento de redes que cada grupo terá de cumprir nos mercados que dominam, o PGMC também prevê a criação de três entidades regulatórias, que não terão vinculação com a Anatel.

A primeira delas vai comparar os preços praticados nos serviços de telecomunicações no varejo, com o objetivo de dar mais transparência para o consumidor. A segunda entidade regulatória será representante das empresas que não possuem poder de mercado significativo.

A terceira entidade fica incumbida de supervisionar as ofertas de acesso à rede no atacado pelos grupos enquadrados no plano de metas, centralizando a base de dados dessas empresas. Essa entidade também atuará na resolução de conflitos.

"Os preços praticados no atacado não podem ser maiores que os praticados no varejo, ou o pequeno provedor não tem como sobreviver", afirmou o conselheiro da Anatel, João Rezende. "Queremos que o próprio mercado aponte soluções. É uma forma moderna de tentarmos superar essas deficiências de mercado e acreditamos que as empresas têm maturidade para criar relação de governança transparente", completou.



Anatel chama operadoras para deixar mercado mais competitivo

Valor - 22/07/2011

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) encerrou ontem um processo de discussão interna para definição do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) que se arrastava desde 2002. O colegiado aprovou a consulta pública que abrirá a discussão com o setor, pelo prazo de 45 dias, sobre as novas medidas para conferir maior competição ao mercado de telecomunicações.O objetivo da Anatel com o PGMC é disciplinar a competição entre as diferentes prestadoras, tanto nos mercados onde já foi estabelecida uma concorrência equilibrada quanto naqueles que poucos grupos dominam a ofertas de serviços. A medidas valem para diferentes modalidades de serviço regulado pelo órgão.

Com o regulamento, a agência também pretende definir os novos critérios para identificar os grupos econômicos mais fortes, com poder de mercado significativo, para estabelecer obrigações relacionadas à abertura de mercado.

A consulta pública discutirá a criação de três entidades que vão administrar as informações sobre as redes, intermediar contratos firmados entre as companhias e supervisionar as ofertas de tráfego de dados no atacado e no varejo.

"Somos um país em que não podemos duplicar a infraestrutura, mas sim otimizá-la. Temos de buscar maior governança e maior transparência entre elas", afirmou o conselheiro da Anatel, João Rezende. Para ele, as entidades garantir maior autonomia e transparência dos processos de negociações, além de reduzir a burocracia de processos que são conduzidos atualmente pela Anatel.

A Anatel identificou a Oi e a Telefônica como as prestadoras de serviço de telecomunicações com maior poder de mercado significativo no Brasil. Ao propor novos critérios para avaliar a competição no setor, a agência apontou as duas companhias como as que exercem maior influência sobre as ofertas de serviços por atuarem, em um grande número de cidades, sozinhas ou com poucas concorrentes.

Na infraestrutura e oferta de banda larga, a Oi (Telemar) atua sozinha na condição de prestadora de serviço em 3.758 municípios, enquanto a Telefônica em 547 cidades. Ainda nesse segmento, a Telmex (grupo formado pela Embratel, a Net e a Claro) possui forte atuação nesse mercado, partilhado com a Oi ou a Telefônica, a condição de prestadora de serviço em outras 49 cidades.

Na tarifa de interconexão fixa e móvel entre rede, a Oi e a Telefônica detêm sozinhas poder de mercado em, respectivamente, 4.919 e 645 municípios. Ou seja, a totalidade dos municípios brasileiros.

Em se tratando de infraestrutura de transporte local, a Oi atua com maior força sobre os concorrentes em 3.934 municípios. A Telefônica é predominante em 606 municípios nesse segmento.

Na modalidade de longa distância, as empresas relacionadas que atuam sozinhas com maior poder de mercado são a Oi (3.247 cidades), a Telefônica (311) e a Embratel (111). A condição de detentora de prestadora de serviço é compartilhada pela Embratel com a Telefônica em 295 cidades e com a Oi em 687 municípios. Na TV por assinatura, a Net atua em 94 cidades.

Na série de medidas programadas pela agência para equilibrar o mercado estão incluídas práticas que, há vários anos, já foram implementadas por órgãos reguladores no exterior. Entre elas estão o compartilhamento de infraestruturas das prestadoras mais fortes com as concorrentes. Oi, por exemplo, terá de construir redes de transporte de dados no Estado de São Paulo, região de concessão da Telefônica. Para as operadoras com poder de mercado significativo, de maneira geral, deverá ser viabilizada a abertura de oferta de capacidade de rede e o compartilhamento de outras estruturas (dutos, postes e torres).

Bernardo diz que não tem meta para internet grátis

O Estado de São paulo - 22/07/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou ontem que não existe uma meta para levar internet gratuita a população de baixa renda. O governo já admitiu, no entanto, que pode vir a subsidiar o acesso para as pessoas que não puderem pagar os R$ 35 mensais pelo pacote que será oferecido no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL),

"Algumas cidades têm projetos, mas o governo federal não tem nenhuma meta para levar internet de graça a todos os lugares. Nem a água é assim", disse Bernardo.

Segundo ele, o preço inicial do pacote do plano de banda larga popular foi definido com base em uma pesquisa de mercado. "Em março deste ano, esses planos custavam em média R$ 70, mas o acordo com as operadoras de telefonia vai reduzir o valor pela metade", explicou o ministro.

O governo aposta que, com o aumento da oferta de banda larga e da concorrência entre os provedores de acesso, além da ampliação da infraestrutura, a tendência é de um barateamento dos planos ao longo do tempo.

"Em 2014 vamos ter um quadro de internet completamente diferente no Brasil, e as pessoas também vão querer uma velocidade maior", disse Bernardo. Os compromissos firmados por seis operadoras de telefonia - TIM, Oi, Telefônica, Vivo, Sercomtel e Algar - porém, foram explícitos apenas em relação ao piso de conexão de 1 megabit por segundo (Mbps), que deverá estar disponível em todas as cidades do País até o fim de 2014, chegando antes nas sedes da Copa.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Governo e Telebras assinam acordo para expansão da banda larga no RS

Portal do Estado do RS - 21/07/2011


O governador Tarso Genro assinou nesta quinta-feira (21) o termo de cooperação técnica com a Telebras que viabiliza a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) no Rio Grande do Sul. O documento é um compromisso de troca de conhecimentos técnicos, cessão e compartilhamento de espaços físicos e de infraestrutura com a finalidade de estender a banda larga a todo o Estado pelo valor de R$ 35 mensais ao consumidor final.

"A partir de agora, teremos um desencadeamento de processos técnicos para fazer o anel de banda larga no Estado do Rio Grande do Sul", comemorou Tarso. Para o governador, a falta de acesso de qualidade à rede mundial de computadores em grande parte do Estado causa problemas sérios ao desenvolvimento: "A nossa comunidade precisa desse espaço de conhecimento, um elemento fundamental hoje para a educação, para o desenvolvimento econômico, para o exercício crítico da cidadania e a comunicação entre as pessoas".

Em um prazo de dois anos, a banda larga terá chegado a praticamente todos os municípios do RS, segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha: "Até dezembro deste ano, esse sistema já estará operando na Região Metropolitana". A Telebras irá fornecer o acesso à internet para que os provedores locais ofereçam ao consumidor final. "Nossa política é de permitir o desenvolvimento dos provedores locais, porque isso faz com que se desenvolvam as empresas de pequeno porte, que geram empregos nas cidades onde se estabelecem".

A tarifa mensal cobrada do consumidor para o fornecimento da internet a 1 megabit (MB) de velocidade será de R$ 35 reais em qualquer parte do Brasil. Nos Estados que aderirem à resolução que permite isenção de ICMS, o preço cai para R$ 29. "É um modelo racional, que estabelece um preço às operadoras para permitir que a banda larga se capilarize rapidamente para todo o País", disse o governador Tarso Genro. Para atingir as pessoas que não têm condições financeiras de pagar essa mensalidade, o RS deverá pensar em formas de garantir o acesso universal. "Qualquer pessoa deve ter direito à banda larga", afirmou Tarso.

Estrutura técnica e equipamentos
O termo assinado hoje inclui também o convênio de cooperação técnica e de implantação de infraestrutura entre a CEEE e a Telebras. O presidente da CEEE, Sérgio Dias, disse que a parceria vai permitir que rapidamente seja iniciada a implantação do sistema de fibra ótica de conexão de banda larga. "Queremos finalizar até meados do segundo semestre deste ano a rede de conexão da Capital até Rio Grande e da Capital até Uruguaiana", disse Dias. Para isso, serão utilizadas as estruturas de fibra da CEEE e equipamentos fornecidos pela Telebras. "A vigência do acordo é de 60 meses, e, até lá, vamos criar a infraestrutura de rede que permita a expansão da banda larga a todo o Estado".

Foi realizado um levantamento das estruturas que a CEEE já possui, incluindo torres e redes de fibra ótica. A partir dessa listagem, será calculado o valor de investimentos por parte da estatal gaúcha: "A ideia é que a gente equipare esses valores com os investimentos a serem feitos pela Telebras em termos de equipamentos", esclarece Dias. Segundo ele, se a CEEE fizesse esse trabalho de forma isolada, teria que investir R$ 250 milhões. "Com a parceria, esse valor diminui bastante".

Vídeo da matéria



Governador Tarso Genro na assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a Telebrás e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Bernardo quer software para usuário acompanhar velocidade da banda larga

Ministro disse que sistema semelhante já é adotado no Chile e permite que as informações sejam transmitidas online para a agência reguladora

Tele.Síntese - 21/07/2011

A Anatel poderá certificar um software para que os usuários do serviço de acesso à internet possam acompanhar a velocidade da banda larga que está recebendo e mandar as informações on-line para a agência. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que falou nesta quinta-feira (21) sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), no programa “Bom dia, ministro”, disse que esse sistema de fiscalização do serviço já é usado no Chile com sucesso.

Bernardo adiantou que a Anatel terá que concluir, até 31 de outubro, os dois regulamentos que definirão os parâmetros e requisitos mínimos de qualidade para prestação dos serviços de banda larga fixa e móvel. "As empresas que não cumprirem as normas, serão punidas e a Anatel pode até determinar que elas parem de vender o serviço", enfatizou.

Além disso, o ministro vê na aprovação do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), mais um estímulo para a prestação cada vez melhor do serviço. Ele informou que a proposta inicial da Anatel deve ser votada hoje, mas ainda terá que passar por consulta pública antes da aprovação final. “Esse instrumento garantirá o compartilhamento das redes das grandes operadoras com pequenas empresas que queiram ofertar o serviço, aumentando a competição”, disse.

Redes
O ministro disse que a garantia da qualidade do serviço será garantida também com a construção de novas redes de telecomunicações. Segundo ele, o governo vai cumprir sua parte, investindo até R$ 10 bilhões em quatro anos, para ampliar a cobertura pela Telebrás e construir pelo menos mais um cabo submarino ligando a rede nacional aos Estados Unidos ou à Europa.

O ministro explicou depois que os investimentos em rede previstos pelo governo até 2014 são de R$ 7 bilhões para backbone e backhaul pela Telebrás.

Os R$ 3 bilhões restantes serão usados na construção de cabos submarinos internacionais e investimentos em satélite, além da estrutura para a Copa do Mundo, que prevê a implantação da banda larga ultra-rápida nas 12 cidades onde ocorrerão os jogos. “Depois disso, essa banda larga veloz ficará como legado”, afirmou
.

Bernardo acredita que as operadoras também terão que fazer a sua parte. “Para incentivar isso, o governo vai lançar um regime especial de tributação para redes de telecomunicações reduzindo os custos de implantação”, disse. Essa redução de tributos será temporária e ainda está sendo discutida com os ministérios da Fazenda, Desenvolvimento e Ciência e Tecnologia.
Governo quer internet entre as três mais baratas do continente

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, até o fim do ano, 800 municípios estarão com internet a R$ 35

Exame - 21/07/2011

Brasília – O valor de R$ 35 para o acesso à internet com velocidade 1 Mbps (megabite por segundo) “é razoável” e fará com que o Brasil esteja entre os três países da América do Sul com acesso mais barato à rede mundial de computadores. A avaliação foi feita hoje (21) pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar do programa Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Esse valor entra em vigor a partir de 1º de outubro para as operadoras de telefonia, empresas de TV a cabo e provedores que aderirem ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Paulo Bernardo calcula que, até o fim do ano, 800 municípios estarão com internet a R$ 35. Além da adesão das empresas privadas ao PNBL, o governo atua no “atacado” para disponibilizar a rede de fibra ótica da Telebrás, em instalação, a pequenos provedores em contratos que prevejam a oferta do serviço conforme o valor estabelecido no plano, diz o ministro. Segundo ele, até dezembro, a rede estará em funcionamento em São Paulo e Brasília.

Para o ministro, a concorrência pode baixar ainda mais o preço da internet ou forçar a oferta de melhores serviços pelo mesmo valor. “Vai ter que baixar ou aumentar a velocidade”, afirmou Paulo Bernardo, durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, transmitido hoje (21) de manhã, de Brasília.

A adesão ao PNBL não tem como condições a qualidade e a regularidade do serviço, a exigência da velocidade de 1 Mbps é nominal. Os provedores se comprometem apenas a entregar no mínimo 10% da velocidade contratada. De acordo com o ministro, estão em tramitação na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regras fixando os parâmetros da oferta de internet por telefonia e por TV a cabo.

Segundo ele, o governo também trabalha para que as empresas tenham “metas de competição” e sejam forçadas a ceder espaço disponível em suas redes de fibra ótica para a passagem de sinal das concorrentes. O propósito é “evitar que uma empresa sufoque a outra. Se não estiver usando, vai ser obrigada a ceder”.

Paulo Bernardo se diz consciente de que o barateamento do acesso à internet vai aumentar a demanda sobre a estrutura por onde trafegam as informações da rede. “Nós precisamos, paralelamente, de construir redes para dar conta disso”, disse o ministro. A conta no governo é que, até 2014, sejam gastos R$ 10 bilhões com redes de fibra ótica, satélites, novo cabo submarino ligado à América do Norte (e eventualmente outro, ligado à Europa).

O ministro disse que, durante a Copa do Mundo de 2014, as 12 cidades-sede terão que contar com serviços de internet ultrarrápida (de 50 a 100 megabites por segundo), para dar suporte ao trabalho dos jornalistas que cobrirão o Mundial de Futebol no Brasil. "A capacidade instalada vai ficar como legado.”

Durante o programa de rádio, o ministro ainda anunciou que, até abril do ano que vem, o governo fará licitação de um canal de radiodifusão para provimento de telefonia e internet na zonar rural. No próximo ano, também haverá licitação para o telefone celular de 4ª geração (4G), com maior capacidade de transmissão de dados.

De acordo com Paulo Bernardo, o acesso à internet favorece o crescimento econômico. Para cada 10% da população que pode usufruir da rede, há um crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
Ministro Paulo Bernardo fala sobre o PNBL no programa "Bom-dia, Ministro!"

Minicom - 21/07/2011

Bernardo: Claro, GVT e Sky querem PNBL

Claro, GVT e Sky já manifestaram interesse em firmar acordos com a Telebrás

Baguete - 21/07/2011

A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, segundo quem as parceiras podem ajudar na troca de capacidade de rede e aumento da oferta do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Conforme Bernardo, o acordo comercial com a Claro deve ser similar ao fechado com a TIM.

Na semana passada, a TIM se comprometeu a utilizar a rede da Telebrás para expandir a oferta de internet popular – velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) ao custo mensal de R$ 35.

O modelo da TIM
Com início de comercialização prevista até setembro de 2011, o plano da TIM estará disponível nas cidades de Samambaia, Recanto das Emas, no Distrito Federal, e Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás.

Para contratar, bastará comparecer a um ponto de venda credenciado da TIM com comprovante de residência em um desses municípios. O minimodem sai por R$ 96, parcelado em até 12 vezes de R$ 8 no cartão de crédito. A venda do plano será limitada a um acesso por CPF.

GVT e Sky
No caso da GVT e Sky, o ministro disse que os contratos serão diferentes, já que não se trata de operadoras de telefonia móvel. O perfil da GVT e Sky (prestadora TV paga e banda larga fixa) prevê ofertas diferenciadas, com velocidade de conexão mais elevada, disse Bernardo.

O PNBL
A intenção do PNBL é oferecer velocidade de 1 Mbps com preços a partir de R$ 35. As mensalidades dos planos de 1 Mbps oferecidos hoje pela maioria das operadoras custam a partir de R$ 39,90, considerando os preços de São Paulo.

Nos estados que aceitarem retirar o ICMS do serviço, a banda larga poderá chegar a R$ 29,90. Os grupos Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel fecharam, em 30 de junho, contratos com o governo.

O objetivo do governo é disponibilizar o serviço de 11,9 milhões de domicílios para quase 40 milhões de domicílios até 2014.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A praga da migração financeira no mundo virtual

Como o mau uso de fóruns e blogs está causando severos prejuízos aos investidores desavisados, fazendo com que tantos percam tanto por causa de tão poucos

Insight - Laboratório de Idéias - 20/07/2011

Há um fenômeno no mercado de ações que se traduz por uma rápida migração financeira entre os ativos, especialmente entre as small caps (ações de pequenas e médias empresas) e os chamados "micos" (ações desprezadas pelo mercado, dado aos parcos fundamentos), cujo lote de negociação em bolsa de valores é muito baixo, normalmente na casa dos centavos.

Embora não seja recente, sua existência foi potencializada e facilitada com a proliferação, neste novo milênio, dos blogs e fóruns especializados em ações, propiciando o surgimento de uma nova e esperta classe de "investidores" que se utiliza de todas as ferramentas da Internet para lesar financeiramente os ingênuos, inexperientes e crédulos que caem em seu "canto de sereia" da fortuna fácil.

O fenômeno ocorre quando um desses ativos, após uma intensa estimulação no mundo virtual, torna-se "moda" ou "bola da vez" dos investidores, chamando a atenção não só dos pequenos, médios e grandes aplicadores no mercado de ações, como também de pessoas comuns que nunca investiram em bolsa de valores.

De repente, devido a alguma notícia "bombástica", acontece uma correria para adquiri-lo, estimulada por fóruns, blogs e até mesmo por órgãos da grande mídia, esta cooptada ou enganada pela assessoria de poderosos "tubarões" do mercado.

Nessa correria, milhares de pequenos investidores (os chamados "sardinhas") apostam nesse ativo todas as fichas que têm e até as que não tem, com alguns recorrendo a empréstimos bancários e, outros, empregando o dinheiro reservado para a universidade, para a casa própria, para as contas de final de mês ou para outros fins nobres e certos, tudo para aproveitar ao máximo a "corrida do ouro".

A subida é espetacular e, mesmo que os fundamentos da empresa não justifiquem, ocorre o chamado "estouro da manada", elevando absurdamente as cotações.

Em um dado momento, os grandes investidores (juntamente com alguns espertos donos de blogs e/ou de fóruns, bem como os "motivadores" destes últimos) começam a vender com toda a calma e vão saindo fora "de fininho". Ao mesmo tempo, por si ou por terceiros, continuam a alimentar os espaços virtuais na Internet e a mídia com notícias que entusiasmem ainda mais a massa dos pequenos e crédulos investidores, que seguem comprando e elevando artificialmente as cotações.

Na sequência dos acontecimentos, como é óbvio, a força compradora some e é "retirada a escada", deixando os pequenos e desavisados "no pincel" do prejuízo, pois o "efeito manada" acontece agora de forma reversa. Quem tem um preço médio baixo ainda não terá problemas, mas a grande maioria que tem um preço médio alto...

Isso aconteceu "n" vezes no mercado de ações brasileiro e, enquanto não houver uma regulamentação severa, haverá outras tantas. Um dos exemplos recentes aconteceu com a Telebrás no início de 2010, com os preços indo de R$ 0,70 a R$ 3,15 em menos de dois meses, sendo que hoje estão a R$ 0,62 (em valores da época).

Na verdade, há "investidores" que são especialistas nesse tipo de estratégia, onde uns poucos ganham fortunas e a maioria arca com pesados prejuízos. Para encontrá-los, sob o verdadeiro nome ou pseudônimos, basta procurar nos blogs sobre o mercado de ações ou nos fóruns da ADVFN, todos eles aparentando uma ilibada reputação.

Aliás, basta analisar comparativamente as páginas de fóruns sobre ações que "bombaram" em algum momento e constatar que as histórias do dia-a-dia são sempre as mesmas, mudando apenas o nome da ação e dos "sardinhas". Naturalmente, alguns dos "donos de fórum" e de seus "motivadores" são comuns a essas histórias, pois são eles os "estrategistas" que ganham o que os seus seguidores perdem.

Ontem foi a Telebrás. Hoje, infelizmente, está acontecendo o caso da Mundial, uma excelente small cap que corre o risco de ter o mesmo destino de tantas outras "queridinhas de ocasião". Oxalá haja a reversão amanhã ou no futuro próximo, impedindo que tantos percam tanto por causa de tão poucos.
No Bom Dia Ministro, Paulo Bernardo fala sobre banda larga a R$ 35 e as novas regras para outorga de rádios e TVs

Presidência da República - 20/07/2011


O Bom Dia Ministro desta quinta-feira (21/7) recebe o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. No programa, o Ministro falará sobre o Programa Nacional de Banda Larga, que oferecerá internet com velocidade a R$ 35 por mês, e sobre a modificação nas regras para outorga de emissoras de TV e Rádios FM educativas e de rádios comunitárias. A entrevista é produzida e coordenada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e transmitida ao vivo pela NBR TV e via satélite, das 8h às 9h.

O Programa Nacional de Banda Larga foi criado em 2010 com o objetivo de ampliar os serviços de conexão em banda larga no país, promover a inclusão digital e a redução das desigualdades sociais e regionais. O governo decidiu criar o Programa ao constatar que a internet no Brasil era cara e para poucos. Vários municípios brasileiros não eram servidos por rede, o que dificultava a ampliação dos serviços públicos, como a informatização de escolas e postos de saúde e mesmo a instalação de novas agências do INSS. Pagava-se, na região Norte, cerca de R$ 400 por internet com menos de 500 Kbps, menos de 1 megabit por segundo.

É este panorama que o governo quer mudar e massificar a internet para que chegue a todos os municípios brasileiros até o final de 2014, oferecendo velocidade de 1 mega ao preço de R$ 35. Hoje a conexão de internet está em 27% dos municípios e o Programa pretende que até o final de 2014 a internet esteja em pelo menos 70% dos domicílios do país.

Vários passos já foram dados: a reativação da Telebrás para atuar no atacado, agindo para aumentar a competitividade; a publicação de Decreto e termos de compromisso com as concessionárias de telefonia, em relação à ampliação e melhoria da qualidade da prestação de serviços de telecomunicações e cronograma de implantação da internet de 1 mega nos municípios brasileiros; e a desoneração de equipamentos, como os tablets, para incentivar a indústria nacional.

Plano Nacional de Outorga - A Secretaria de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações fez uma modificação geral nas regras para outorga de emissoras de TV e Rádios FM educativas e de rádios comunitárias. O MiniCom vai disponibilizar na internet o calendário antecipado de avisos de habilitação que serão lançados e quais cidades serão atendidas, o que facilita a preparação para que os interessados possam participar.
Para as rádios comunitárias, o objetivo do Ministério é universalizar o serviço de radiodifusão comunitária porque existe uma grande demanda pelo serviço e 1.280 cidades já foram incluídas no Plano Nacional de Outorga.

Inclusão Digital - O Ministério das Comunicações criou a Secretaria de Inclusão Digital, que vai coordenar e ordenar os programas governamentais e de inclusão digital que estão espalhados por 13 Ministérios.

Participam da entrevista, ao vivo, as rádios CBN (Brasília/DF); Record (Rio de Janeiro/RJ); Bandeirantes (São Paulo/SP); Banda B (Curitiba/PR); Correio (Maceió/AL); Educadora 107,5 FM (Salvador/BA); Difusora Acreana (Rio Branco/AC); Verdes Mares (Fortaleza/CE); Jornal 820 AM (Goiânia/GO); Gazeta/CBN (Cuiabá/MT); Caiari (Porto Velho/RO); 104 FM (Governador Valadares/MG); FM Cultura (Porto Alegre/RS); Arapuan (João Pessoa/PB); Roraima (Boa Vista/RR); e Onda Sul FM (Francisco Beltrão/PR).

O Programa é transmitido ao vivo pela NBR TV e pode ser acompanhado por meio do link no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República. Para as rádios, o sinal de transmissão é disponibilizado pelo mesmo canal da "Voz do Brasil". Após o programa, o áudio da entrevista estará disponível no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República.
A estreita banda larga

O Estado de São Paulo - 20/07/2011

Imagine se a cadeia produtiva do Brasil dependesse ainda dos Correios, do telex, do fax, ou da telefonia convencional para se comunicar e realizar negócios.

Lembre-se da época em que a espera por um sinal de discagem de telefone comercial era um teste de paciência, quase uma tortura.

Pois é. Se a nossa rotina pessoal foi obrigada a acompanhar conquistas tecnológicas a ponto de ultrapassarmos a marca de um celular por habitante, imagine as exigências do acelerado mundo dos negócios. Enquanto administramos o cotidiano particular com um celular na mão, no mundo profissional do trabalho, as nossas empresas ainda não dispõem da mesma eficiência tecnológica de banda larga de outros países globalizados.

Atualmente, para comprar matéria-prima, vender produtos, fazer a pós-venda, pagar impostos, pesquisar mercado e se comunicar com sua força de trabalho, as empresas dependem de uma infraestrutura de telecomunicações e, em particular, de uma banda larga rápida e eficiente.

Na verdade, o que os gestores de telecomunicações ainda não avaliaram bem é o quanto essa revolução silenciosa mudou a rotina do trabalho. Ainda este ano, 1 bilhão de profissionais no mundo utilizarão algum dispositivo móvel como ferramenta em sua jornada de trabalho. Sim, considerados os pilares do desenvolvimento econômico, as tecnologias da informação e comunicação (TICs) são fundamentais para o aumento da competitividade dos setores produtivos.

O avanço da globalização e a demanda por tomadas de decisões em espaços de tempo cada vez menores fazem das TICs ferramentas indispensáveis para empresas de qualquer porte.

Mas, ao contrário do avançado mundo digital, ainda estamos longe desse estágio: nossa banda larga ainda é lenta, cara e "estreita". E pensar que em 2000 as indústrias já apontavam a necessidade de se massificar o uso empresarial da internet, com impactos expressivos no desenvolvimento do País!

Por isso, adotamos a estratégia de reforçar a cobrança de investir no setor de telecomunicações, como forma de viabilizar ganhos de escala e de competitividade. Em fevereiro do ano passado, apontamos esse atraso tecnológico e, também, a assimetria entre os Estados quanto à disseminação da internet banda larga. Oito meses depois, manifestamos a insatisfação das empresas em relação à fraca velocidade da banda disponível.

Considerando, portanto, essa realidade nacional e o potencial impacto da expansão da banda larga sobre o crescimento econômico brasileiro, faz-se premente a existência de metas de atendimento específicas para o setor corporativo.

Assim, diante de estudos internacionais que comprovam os impactos econômicos positivos de uma banda larga de alta velocidade e, à semelhança do Plano de Banda Larga Popular, que ampliou a baixos custos o acesso domiciliar, nós, empresários, acabamos de propor ao governo federal o "Pacote Empresarial Essencial".

Elaborado pelo Sistema Firjan em parceria com 33 empresas do Rio de Janeiro, entre elas a Petrobrás, Coca-Cola, Eletrobrás, Shell, Merck, Souza Cruz, Ipiranga e Queiroz Galvão Óleo e Gás, esse "pacote" precisa ser incluído no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), assegurando ao Brasil oferta mínima compatível com sua importância econômica mundial.

Ele incluirá as empresas num plano empresarial de banda larga, oferecendo velocidade mínima de 15 mega (com garantia mínima de 20% da banda contratada) em 147 municípios que concentram 51% do total de indústrias do País e quase 40% da população nacional. Na verdade, é o coração do Brasil que não pode parar.

E tudo isso a custos competitivos com nossos concorrentes, ou seja, com parâmetro de preço internacional.

Afinal de contas, a banda larga de alta velocidade representa para o século 21 o que a energia elétrica foi para o século 19: a infraestrutura do progresso.

*Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira é presidente da Federação das Indústrias do rio de Janeiro(FIRJAN)