sábado, 9 de julho de 2011

Senador do Amapá garante que banda larga chegará via Telebrás e por fibra ótica desde a Guiana Francesa

www.correaneto.com.br - 09/07/2011

O Conselho Deliberativo do Sebrae Amapá recebeu o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), na manhã de sexta-feira (08), para a abertura de sua reunião ordinária, com a presença da diretoria executiva da instituição. Os representantes dos diversos seguimentos da economia queriam ouvir as ideias de Randolfe para o desenvolvimento do país e do estado. A reunião foi presidida pelo empresário Alfeu Adelino Dantas Junior, presidente do Conselho. Na ocasião Randolfe assegurou aos empresários e representantes de entidades de classe que vai trabalhar em prol das matérias de interesse das micro e pequenas empresas no Senado.

Randolfe fez uma breve explanação sobre os problemas que considera centrais para que o Brasil saia da condição de mero exportador de commodities para se tornar um país industrializado. Infraestrutura, educação e qualificação profissional são os principais gargalos a serem resolvidos, para que o país dê esse salto na opinião do senador. A maior taxa de juros do planeta também foi considerada pelo senador como um grave entrave para o crescimento do setor industrial.

Para o Amapá, Randolfe defende a consolidação de um corredor comercial com o platô das Guinas, a Venezuela e o Caribe. Destacou a importância da ponte binacional sobre o rio Oiapoque, mas alertou para as questões diplomáticas com a França, para quais está se dedicando. “Precisamos resolver o acordo de livre trânsito de cargas previsto no PDL 1655, que está no Senado”, explicou. Destacou também o projeto de Lei que trata dos entes subnacionais, como Amapá e Guiana Francesa, para que ganhem autonomia para estabelecer relações comercias.

O senador relatou outras duas frentes de ação para alavancar o desenvolvimento do Amapá. Uma delas é a solução definitiva para a questão energética, com a federalização da CEA de forma negociada para que o prejuízo não recaia sobre o estado. A segunda frente é a chegada da banda larga que virá por dois caminhos: a venda da banda a preço de Plano Nacional pela Telebras ao consórcio BNO/NTC, e a interligação por cabos de fibra ótica trazidos da Guiana Francesa. As duas boas novas foram asseguradas essa semana pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, em telefonema ao senador.
TV com internet vai ganhar o mundo em 2015

De acordo com pesquisa, 25% dos aparelhos de tela plana lançados neste ano terá algum tipo de conexão com internet

Exame - 09/07/2011

São Paulo – Os fabricantes de televisão projetam que o mundo tenha, no final de 2015, algo em torno de 500 milhões de TVs com conexão de internet. O dado é da empresa de pesquisa DisplaySearch.

Numa pesquisa recente com fabricantes, a empresa registrou que cerca de 25% dos aparelhos de tela plana lançados neste ano terá algum tipo de conexão com internet. Se a tendência continuar, 50% dos televisores vendidos nas lojas em 2015 terão conexão por cabo ou wireless.

De acordo com relatório da DisplaySearch, os mercados emergentes – leia-se Brasil, Rússia, África do Sul, Índia e China – serão parte importante nesta tendência: pois estes mercados vão consumir grande parte das televisões com acesso à web.

Paul Gray, diretor da DisplaySearch, diz em comunicado que os investimentos em banda larga nos emergentes também ajudará no sucesso das televisões com acesso à internet.

No mercado americano, onde há boa oferta de banda larga e uma tendência natural ao consumo de eletrônicos, a televisão com web terá uma adoção mais rápida e que o televisor mais comum, em 4 anos, será o modelo de 46 polegadas – ele estará em 35% das casas e terá, além da conexão web, funções de computador.
TIM adquire empresa de fibras ópticas da AES por R$ 1,6 bilhão

Com maior capilaridade nos mercados de São Paulo e Rio, empresa espera crescer no mercado corporativo

O Estado de S.Paulo - 09/07/2011

A TIM anunciou ontem a compra da operadora de telecomunicações AES Atimus - um negócio de R$ 1,6 bilhão que dará à operadora a maior capilaridade de fibra óptica em São Paulo e Rio de Janeiro, o "filé mignon" do mercado brasileiro.

Com a aquisição, a TIM espera elevar receitas com dados e incrementar os serviços na rede fixa, com oferta de banda larga especialmente para o mercado corporativo.

"Nosso foco agora será na oferta de dados. A aquisição da AES vai neste sentido e traz um ganho de tempo, estamos cortando mais ou menos dois anos na nossa estratégia orgânica", disse em teleconferência o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani.

A nova rede, de 5,5 mil quilômetros em 21 municípios da rede metropolitana do Rio e de São Paulo, será adquirida com caixa próprio e abre as portas da operadora no futuro também para a TV por assinatura, possivelmente via Web TV, segundo Luciani "a TV do futuro".

A fibra óptica permitirá serviços de altíssima velocidade, com até 100 megabits por segundo (Mbps) no mercado residencial e a 1 gigabit por segundo (Gbps) no mercado corporativo.

De acordo com o presidente da TIM, a aquisição provocará uma transformação no segmento de dados da empresa similar à que ocorreu no segmento de voz quando a empresa comprou a Intelig, por R$ 900 milhões, há 18 meses. Com isso, a companhia precisará reformular seu plano de negócios. Os investimentos para o período de 2009 a 2013 estavam programados em R$ 14 bilhões, valor que não incluía aquisições como a de ontem.

A divulgação do plano está prevista para um dia depois da assinatura do contrato, assim como possíveis novos investimentos. O mercado reagiu positivamente ao anúncio: as ações preferenciais da TIM fecharam em alta de 2,96% e as ordinárias, em 2,73%.

Sinergias
Os ganhos com sinergias são calculados em R$ 1 bilhão ao longo de três anos. E o negócio, afirma Luciani, gerará economia imediata, ao liberar investimentos em fibra ótica no Rio e em São Paulo que estavam previstos anteriormente. Apesar da compra com recursos próprios, Luciani não descartou a possibilidade de a TIM fazer alguma captação de dívida.

O negócio foi feito entre a TIM Celular e a holding Brasiliana, controlada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), com 53%, e pela empresa de energia AES, com 47%. A operação deve ser assinada em 100 dias e os primeiros serviços devem ser ofertados já no primeiro trimestre de 2012. A AES a partir de agora se concentrará na área de energia.

Luciani aposta no potencial da combinação da rede da AES, hoje relativamente ociosa, com a base de clientes ativos da operadora. Ele destaca que a rede adquirida atende a meio milhão de clientes corporativos e 8 milhões de residências nessas duas praças, representando um mercado de R$ 30 bilhões, dos quais apenas R$ 3 bilhões estão hoje com a TIM. "Dá para buscar um mercado adicional de R$ 27 bilhões", disse.

Em relatório, os analistas do JP Morgan Andre Baggio e Marcelo Santos classificam a operação como "um importante negócio" para a TIM, que agora poderá competir mais de perto com a Vivo, que atualmente lidera a oferta de serviços móveis de dados.

O BTG Pactual destaca que a aquisição deve reduzir os gastos com aluguel e incrementar a qualidade da rede da TIM - vital em tempos de crescimento exponencial do tráfego de dados.

Endividamento
O presidente do Grupo AES no Brasil, Britaldo Soares, afirmou que os recursos da venda podem ser usados para abater dívidas da Brasiliana, mas não descartou o uso para novos investimentos.

Segundo Soares, a venda da AES Atimus não significa que os acionistas da Brasiliana - AES Corp e BNDES - estejam preparando a venda da holding, que controla a AES Eletropaulo e a AES Tietê. / COLABORARAM WELLINGTON BAHNEMANN E BETH MOREIRA

Para lembrar
O presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, disse ter feito com um orgulho especial o anúncio da compra dos ativos de telecomunicações da AES: a operadora venceu uma batalha com outros concorrentes que durou meses.

Segundo fontes, desde o início do ano, os controladores da Brasiliana - AES e o BNDES – estão promovendo um leilão informal para se desfazer do ativo. Também estariam no páreo Oi, a Embratel, GVT e a Telefônica. Além disso, fundos de private equity também teriam participado da disputa.


TIM compra AES Atimus e venderá banda larga fixa

Compra de rede de fibra óptica, por R$ 1,6 bi, dará espaço para competição no Rio e em São Paulo

Em São Paulo, empresa vai concorrer com a Telefônica, que já oferece pacotes de internet ultrarrápida

Folha de São Paulo - 09/07/2011

De olho no mercado de telefonia fixa e móvel em São Paulo e no Rio, que movimenta R$ 30 bilhões por ano, a TIM anunciou ontem a compra da rede de fibra óptica da AES Atimus, empresa do grupo AES Brasil. A TIM pagou R$ 1,6 bilhão pela empresa.

Com a aquisição, a TIM adiciona à rede 5.500 quilômetros de fibra óptica instalados em 21 cidades do Grande Rio e da Grande São Paulo. A intenção é aproveitar a rede de fibra para oferecer novos serviços, além de ampliar a capacidade de telefonia móvel e da banda larga fixa corporativa, hoje oferecida com a rede da Intelig, adquirida em 2009.

"Queremos oferecer serviços de internet em altíssima velocidade em residências, por meio de fibra óptica, já no primeiro trimestre de 2012", afirma Luca Luciani, presidente da TIM Brasil.

Segundo o executivo, a TIM pode optar por levar o serviço de banda larga em ultravelocidades (até 100 Mbps) com a fibra óptica diretamente até a residência do cliente (em inglês, "fiber to the home"). Outra possibilidade é usar rede sem fio para a última "perna" até a casa do cliente.

"É possível, por exemplo, chegar ao poste próximo da casa do usuário com a rede de fibras e, posteriormente, instalar uma placa que fará a conexão sem fio", afirma Luciani.

A TIM deve cobrar preço próximo da média do mercado para banda ultralarga, hoje na faixa de R$ 300 ao mês. A operadora não descarta, porém, estruturar pacotes a preços populares, que permitirão alcançar os usuários das classes C e D.

A entrada da TIM em banda larga residencial deve acirrar a competição no mercado de altíssima velocidade e poderá desafiar a Telefônica, que já tem serviço similar na capital paulista.

"Posteriormente, vamos pensar também em fazer combos, oferecendo telefonia celular e internet em banda larga fixa", diz Luciani.

O mercado de acesso residencial, segundo o executivo, tem potencial de gerar receitas de R$ 13 bilhões nas regiões urbanas de Rio e São Paulo.

NEGOCIAÇÃO
A compra da Atimus vem depois de seis meses de negociação com a TIM. Além da operadora italiana, outras cinco propostas de aquisição foram feitas. "A Atimus se tornou um ativo extremamente cobiçado. A venda permitirá que a AES se concentre no seu negócio principal, que é energia elétrica", afirma Britaldo Soares, presidente do grupo AES Brasil. A integração das redes deve durar até quatro meses.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Aquisição da Atimus pela TIM confirma interesse das teles por banda larga

Empresas apostam no segmento, que cresce mais que as telefonias celular e fixa

Exame - 08/07/2011

São Paulo – Com a aquisição da Atimus, a TIM expande sua atuação fora do mercado de celulares , em banda larga residencial e comercial. A empresa já havia entrado nesse segmento com a compra da Intelig, em 2009. Ao comprar a Atimus, a operadora amplia suas possibilidades nesse mercado, mas ainda terá de enfrentar seus rivais. Hoje, juntas, Oi, Net e Telefônica detêm cerca de 80% do mercado de banda larga.

Hoje a competição no setor passa mais pela banda larga, disse Juarez Quadros, sócio da Orion Consultores e ex-ministro das Comunicações. O mercado brasileiro de internet movimenta de 100 bilhões de reais, segundo Luca Luciani, presidente da TIM Brasil. Metade desse total concentra-se em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O crescimento do mercado foi mais forte nos últimos dois anos, segundo Rosângela Ribeiro, analista da SLW. Agora, as empresas tem outras oportunidades com o Plano Nacional de Banda Larga e a mudança no projeto de lei da TV por assinatura, por exemplo. “As outras (Oi, Claro e Vivo) se tornaram grupos muito grandes e fortes no setor; a TIM tem que fazer algo para acompanhar”, disse.

O mercado de telefonia fixa está praticamente congelado no país – o crescimento anual é de cerca de 1%, segundo Quadros. Já em celulares, o crescimento foi de 17% entre 2010 e 2009, pouco abaixo do crescimento de 19% da banda larga. Mas muitos já duvidam da capacidade deste mercado de continuar crescendo em ritmo forte, pelo simples motivo de que já há mais celulares do que brasileiros. Há mais de 213 milhões de celulares no país - para mais de 180 milhões de habitantes.

A internet soma mais de 42 milhões de acessos - a maior parte desse total vem da banda larga móvel. “Hoje todo mundo se prepara mais para o mercado de banda larga, que é mais promissor e é o que as empresas precisam”, disse Quadros.

Voo solo

O crescimento é significativo, tanto que as empresas acabam fazendo seus investimentos mais por conta da operação de banda larga”, disse Quadros. A Telefônica, por exemplo, já havia anunciado que, em 2011, pretendia aumentar esforços em serviços de banda larga a consumidores via fibra ótica. A meta da empresa, no final do ano passado, era alcançar 1 milhão de clientes em 2015.

Para as redes, é mais fácil crescer na banda larga móvel do que na fixa, que exige investimentos mais volumosos. E o mercado de banda larga é muito competitivo, segundo Quadros. “Pelo market share, a empresa com mais participação não passa de 30%; todas estão perto umas das outras”, disse.
TIM adquire empresa de telecom da AES

Valor - 08/07/2011

A TIM vai anunciar hoje a compra da Atimus, empresa de telecomunicações controlada pela Brasiliana Energia, que tem como principais acionistas a AES e o BNDESPar. O acordo foi fechado por um montante entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,7 bilhão, apurou o Valor. Os últimos detalhes foram acertados ontem à noite.

Essa é a primeira aquisição feita pela TIM após o anúncio de sua migração para o Novo Mercado da BM&F Bovespa.

A TIM sempre foi a candidata mais forte à aquisição da Atimus e o negócio esteve muito perto de ser concluído em maio. No entanto, outros candidatos ainda corriam por fora. Nas últimas semanas, Oi e Embratel ainda estavam no páreo, segundo fontes que acompanharam o processo. A GVT também chegou a analisar o ativo, que lhe ajudaria a entrar no mercado de São Paulo, mas negou publicamente seu interesse após avaliar que o preço estava alto e que pode construir sua própria rede com esse dinheiro.

Segundo interlocutores a par do assunto, a análise final do negócio esteve, nos últimos dias, nas mãos da BNDESPar, a empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Atimus despertou a cobiça das operadoras porque oferece um reforço significativo na infraestrutura de banda larga dessas empresas nos principais mercados do país. A companhia tem 5,5 mil km de fibra óptica no Rio e em São Paulo. Embora essa rede não chegue ao consumidor final, ela vai ampliar a capacidade de transmissão de dados da TIM em áreas nas quais o tráfego de internet é mais intenso.

A operadora de telefonia móvel tem enfrentado um aumento no número de reclamações de seus assinantes por causa do crescimento no uso de sua rede de banda larga móvel.

A Atimus obteve receita líquida de R$ 203 milhões em 2009 - últimos dados divulgados. A expectativa da empresa era dobrar o faturamento até 2014. O principal negócio da companhia é o aluguel de sua infraestrutura para as próprias operadoras de telefonia. Numa iniciativa mais recente, a empresa começou a atender o mercado corporativo, que já representa 15% das vendas.

No começo deste ano, a Brasiliana contratou o Itaú BBA para avaliar possibilidades para o ativo. Em maio, a holding de energia divulgou comunicado afirmando que poderia vender a Atimus. A empresa é o resultado da união dos ativos da Eletropaulo Telecom, em São Paulo, e da AES Comm, no Rio.

A Eletropaulo Telecom foi transferida à Brasiliana em 2005, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que as distribuidoras de energia não poderiam ter outras atividades. No entanto, o pagamento só foi feito à AES Eletropaulo no ano passado. E o valor de transferência acertado entre as partes foi de R$ 296 milhões. Com isso, o ágio proveniente da venda da Atimus deverá ser repassado à distribuidora de energia da Grande São Paulo.

TIM sai na frente das rivais e fica com o controle da AES Atimus por US$ 1 bilhão

Convergência Digital :: 08/07/2011


A TIM saiu na frente das rivais,em especial da Oi, e nesta sexta-feira, 08/07, anunciou a compra da AES Atimus por cerca de 700 milhões de euros - US$ 1 bilhão. A AES Atimus é detentora de uma rede de fibra óptica de 5,5 mil quilômetros e com operação em 21 cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, era disputada por todas as grandes concessionárias do país.

Com a compra, a TIM dá um salto na oferta de infraestrutura de dados e acirra a competição nacional com Oi e Embratel. Também ganha papel de maior destaque na oferta de banda larga e passa a ter maior lastro de negociação com o governo Dilma Rousseff.

A expectativa da TIM - que em 2009 já comprou a Intelig - é que o negócio seja concluído no quarto trimestre e gere economias de 1 bilhão de reais ao longo de três anos.

"A AES EP Telecom e a AES Com Rio são provedoras de infraestrutura e soluções para comunicação de alta performance, que atendem os principais municípios das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, abrangendo um mercado potencial de aproximadamente 7,5 milhões de domicílios e mais de 500 mil empresas", afirma a TIM em comunicado ao mercado, divulgado na CVM.

Sob os termos do negócio, a Atimus ficará abaixo da unidade TIM Celular. A Atimus é controlada pela Brasiliana, que por sua vez é detida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela norte-americana AES. Os valores de avaliação das duas empresas foram definidos como 1,128 bilhão de reais para a totalidade das quotas da AES EP Telecom e 473 milhões de reais pela totalidade das ações da AES Com Rio. Neste momento, a TIM e a AES Atimus detalham a negociação em um encontro com a imprensa em São Paulo.


TIM quer liderança nacional em dados e telefonia fixa com AES Atimus


Convergência Digital :: 08/07/2011


Nesta sexta-feira, 08/07, a TIM Participações e o Grupo AES Brasil assinaram o acordo para a venda da AES Atimus (formada pela AES EP Telecom e pela AES COM Rio) por R$ 1,6 bilhão na capital paulista. A rede adquirida chega a oito milhões de residências e 500 mil clientes corporativos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Esse alcance permitirá à TIM oferecer serviços de banda larga de alta velocidade, móvel ou fixa, nas duas regiões. A operadora estima ainda que o ganho de sinergia em custos e investimentos deve chegar a R$ 1 bilhão em três anos (R$ 250 milhões já em 2012).

Para o presidente da TIM, Luca Luciani, a partir de agora, nenhuma outra operadora nacional terá uma rede comparável à da TIM. "Em nossas mãos, este ativo passa a ter um valor três vezes maior do que estamos pagando. Temos hoje 12 milhões de clientes móveis que passarão a contar com um novo padrão de serviços", disse.

Mais que isso, o executivo ressalta que a aquisição marca a entrada da TIM também no mercado fixo. "É um mercado de R$ 18 bilhões totalmente novo para nós", afirmou. Com a nova rede, o executivo afirmou que, em pouco tempo, TIM poderá prover acesso de até 100 Mbps para o mercado residencial e de até 1 Gbps para o mercado corporativo.

"A Atimus complementa nossa rede e vai nos permitir oferecer qualquer solução de internet em qualquer localidade", informou. Com isso, um dos objetivos imediatos da operadora é ampliar sua participação no mercado de dados móveis e fixos, avaliado hoje em R$ 30 bilhões nos mercados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Luciani disse que espera concluir o negócio até o final deste ano, e ter a integração das operações - que começa agora - pronta até o primeiro trimestres de 2012. Sobre a possibilidade de o Cade não aprovar a compra, Luciani disse estar tranquilo. "Não há risco de concentração de mercado, já que somos novos na área fixa", disse, lembrando que a companhia continua buscando ativos similares em outras cidades do Brasil.

O executivo lembrou ainda que a TIM investiu cerca de R$ 14 bilhões no Brasil desde 2009 e que, somente este ano, deve investir R$ 2,9 bilhões em infraestrutura (85% deste valor em rede). "A compra da Atimus não está incluída neste montante", completou. Já o presidente da AES Brasil, Britaldo Soares, afirmou que o negócio recoloca a companhia na direção de seu core: o setor de energia. "Voltamos a nos concentrar na distribuição de energia e garantimos para a Atimus um futuro promissor, com perspectivas de crescimento", sustentou.


Com aquisição da AES Atimus, TIM promete banda larga móvel de 100 Mbps

Tele.Síntese - 08/07/2011


A aquisição da AES Atimus, empresa de telecom da Companhia Brasiliana de Energia (grupo Eletropaulo), pela TIM, vai permitir que a operadora móvel entre fortemente no mercado de Video On Demand, além de acirrar a competição na telefonia móvel, no eixo Rio-São Paulo, onde a rede de fibras ópticas da AES tem 5,5 mil quilômetros de fibra, na área urbana. A compra da empresa de telecom do grupo de energia estava sendo negociada desde o início do ano e foi anunciada oficialmente hoje pelos presidentes das empresas, Luca Luciani, da TIM; e Britaldo Soares, do grupo AES Brasil. O negócio foi fechado por R$ 1,6 bilhão e deve ser concluído em até 100 dias. Ao contrário da aquisição da Intelig, que envolveu troca de ações, a compra da AES é em dinheiro.

"Com a aquisição, a TIM pretende acelerar o crescimento no mercado corporativo e oferecer aplicações que vão da computação em nuvem a video conferência", afirmou Luciani, destacando que para os clientes da TIM a nova capilaridade e capacidade da rede vão permitir a oferta de banda larga móvel para o mercado residencial com velocidade de 100 Mbps e 1 Gbps no mercado corporativo. A rede da AES cobre a grande São Paulo e a grande Rio, passando por 21 cidades nesses dois estados. "Foi um leilão bastante disputado, todo mundo gostaria de ter um ativo desse", comentou Luciani.

O presidente da TIM baseia seu plano de crescimento nos dados do mercado coberto pela rede de fibra da AES. As operadoras, fixas e móveis, têm uma receita de R$ 30 bilhões nas duas áreas; a TIM, só com a operação móvel tem receitas de R$ 3 bi e pretende, agora, ganhar mercado também na fixa, com a oferta de serviços pela Intelig tanto de voz quanto de dados, usando a nova rede. "Com uma rede de fibras para a oferta de dados, queremos também conquistar clientes dos concorrentes", afirmou.

O R$ 1,6 bilhão não está incluído no plano de investimento já anunciado pela TIM, que prevê injetar nos negócios no país R$ 8,5 bilhões no período 2011-2013. "É um recurso que está fora do plano", enfatizou o presidente da operadora.


Com Atimus, TIM mira internet residencial

Reuters - 08 de julho de 2011


São Paulo - A compra da Atimus, empresa de telecomunicações da AES Brasil, pela TIM por 1,6 bilhão de reais, divulgada nesta sexta-feira, tem como principal objetivo expandir a presença da operadora no mercado residencial de Internet através de rede fixa, com potencial de abranger mais de 7,5 milhões de domicílios.

A aquisição deve ser concluída no quarto trimestre e a expectativa é que gere economias de 1 bilhão de reais ao longo de três anos para a TIM, pela menor necessidade de compra de capacidade de rede de terceiros e de novos investimentos. Em 2012, as sinergias colhidas devem ser de 250 milhões de reais, disse o presidente da TIM no Brasil, Luca Luciani.

A TIM --terceira maior operadora celular do país-- oferece Internet para clientes residenciais através da Intelig, adquirida em 2009, mas seu foco principal é o mercado corporativo. Para pessoas físicas, a TIM fornece pacotes de acesso à web principalmente por meio da rede móvel 3G.

"Agora seremos um player mais dinâmico no mercado de dados", disse Luciani a jornalistas, acrescentando que a companhia vai continuar atenta a possíveis aquisições de ativos de redes no Brasil.

Às 15h57, as ações preferenciais da TIM Participações subiam 2,42 por cento, a 7,62 reais, enquanto os papéis das demais empresas de telefonia no Ibovespa caíam. No mesmo horário, o principal índice da bolsa paulista caía 1,1 por cento.A Atimus tem operações em 21 cidades nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, oferecendo serviços de Internet e banda larga por meio de uma rede de fibra óptica de 5,5 mil quilômetros com capacidade de 0,6 terabyte. O faturamento da empresa foi de 211 milhões de reais em 2010.

O raio de atuação da Atimus é estimado em 7,5 milhões de domicílios e 500 mil empresas.

Segundo o presidente da TIM no Brasil, a compra da Atimus é adicional ao plano de investimento de 14 bilhões de reais que a empresa projeta para o país de 2009 a 2013.

Trata-se da maior aquisição da Telecom Italia, controladora da TIM, em uma década. A transação será financiada com recursos próprios, sem novas dívidas, disse em Milão o presidente-executivo do grupo italiano, Franco Barnabé.

MAIS INTERESSADOS

O processo de venda Atimus --subsidiária da Brasiliana, holding formada por AES Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)-- foi iniciado no começo do ano, e contou com "cerca de meia dúzia" de participantes, disse o presidente da AES Brasil, Britaldo Soares, sem citar nomes.

Luciani, da TIM, prevê uma rápida aprovação do negócio pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Ainda somos novos em rede fixa... Acreditamos não ter problemas (com órgãos reguladores)", disse.


TIM fecha compra da AES Atimus por R$ 1,6 bilhão

Teletime - 08/07/2011


A TIM Participações pagará R$ 1,6 bilhão pela compra de todos os ativos da AES Atimus, braço de telecomunicações do grupo Brasilianas, formado pela norte-americana AES Corp, que detém particiação de 46,2% na holding, e pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que detém a maior parte do capital do grupo com sua participação de 53,8%. De acordo com a TIM, o dinheiro usado na operação sairá do caixa próprio da operadora.

Conforme a TIM, o negócio dará a fôlego à empresa na disputa com gigantes como Oi, Telefônica e Embratel, criando um dos maiores backbones do País, com mais de 30 mil quilômetros (km) de fibras em todo o território nacional: hoje a AES Atimus tem 5,5 mil km de fibras espalhadas por 21 cidades entre São Paulo e Rio de Janeiro; enquanto a Intelig, comprada pela TIM em 2009, tem mais de 28 mil km de fibras no País.

As redes ópticas da Intelig Telecom e da AES Atimus no Rio de Janeiro e em São Paulo encontram-se disponíveis para download na homepage do site TELETIME.

O presidente da TIM, Luca Luciani, destacou que a aquisição dará à operadora um aumento expressivo no backbone, ampliando a capacidade de transmissão de voz e dados, principalmente, nas duas maiores cidades da região Sudeste, que concentram 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ou seja: um mercado de R$ 30 bilhões apenas na área de telecomunicações. Segundo o executivo, a melhor na capacidade de rede da empresa garantirá a competitividade da empresa numa fase de mudanças nas tecnologias. “O cabeamento em fibra óptica possibilita a oferta de banda larga de 100 gigabytes (Gbps) e, com isto, estaremos prontos para implantar o LTE, ou qualquer outra tecnologia”, comentou Luciani.

Sinergias

O negócio firmado entre TIM e Brasilianas promete gerar economias próximas a R$ 250 milhões até 2012. No entanto, ao fechar o negócio, a empresa mira sinergias de até R$ 1 bilhão nos próximos três anos, disse Luca Luciani. “Hoje somos clientes da AES Atimus em alguns locais e deixaremos de ser para ter a rede nossa; além disso, em alguns casos vamos deixar de alugar capacidade de outras operadoras para usar essa nova rede”.

Segundo a TIM, está em jogo a conquista de oito milhões de residências no varejo das telecomunicações e meio milhão de novos clientes e corporativos, que serão atraídos pelas ofertas de Internet em banda larga da empresa.

Captação

Embora a empresa disponha de caixa para comprar os ativos de Telecom do grupo AES, o presidente da TIM disse que considera a possibilidade de fazer uma captação para reduzir a dívida líquida da empresa, na casa dos R$ 1,6 bilhão. “Precisamos pensar se vale a pena fazer alguma coisa para otimizar a estrutura de capital da companhia”, afirmou. Hoje o endividamento da TIM é 34,6% menor do que o registrado no primeiro trimestre do ano passado.
Banda larga pública tem download caro

Programa impõe limite para baixar arquivos bem menor que a média de mercado a valor próximo dos praticados

Limite equivale a 3 músicas por dia; empresas dizem que falta de rede em locais distantes dificulta

Folha de São Paulo - 08/07/2011

Criado para popularizar a web e levar internet rápida a quem hoje não tem acesso, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) impõe um limite para download de arquivos bem menor que a média já oferecida no mercado. E por um preço, proporcionalmente, não tão mais baixo assim.

Quem assinar internet a partir do PNBL, que entra em vigor até 1º de outubro, vai navegar a uma velocidade de 1 Mbps (megabite por segundo), por R$ 35 mensais, e com permissão para baixar, no máximo, 300 MB (megabites) de arquivos por mês. Esse limite equivale a capturar três músicas por dia. Depois desse teto, o usuário pode continuar baixando arquivos, mas a velocidade cai.

"A limitação de downloads preserva os pacotes atuais das operadoras, para que não haja concorrência com o novo produto, mais barato", diz Eduardo Tude, consultor e presidente da Teleco. "Para consultar e-mails, 300 MB devem ser suficientes." A Telefônica, presente no Estado de SP, oferece hoje um plano promocional com velocidade de 1 Mbps por R$ 29,90, com consumo ilimitado de dados.Além disso, cobra R$ 29,80 por um plano com máximo de 10 GB (gigabites) para download mensal -limite quase 34 vezes maior que o do PNBL- a uma velocidade de 256 Kbps, um quarto da determinada pelo governo. Mas a Telefônica diz que o estabelecimento dos 300 MB como limite de download no PNBL não teve relação com um possível risco de competição com pacotes existentes.

Por e-mail, a companhia destacou que o público-alvo do PNBL é outro, de usuários iniciantes, e que os produtos "não disputarão espaço entre si". A Telefônica foi uma das quatro empresas que entraram no PNBL. As demais são Oi, Sercomtel e CTBC.

ESTRUTURA
Os tipos de plano e os valores cobrados pela Oi atualmente variam conforme a cidade e a rede existente em cada local. A companhia afirma que, onde há mais necessidade de investir em rede, os preços são mais altos. A empresa, que vai oferecer o plano de internet do PNBL a 4.668 cidades, também ressalta que não é viável, em municípios pobres e sem rede [foco do plano], começar a oferecer banda larga com limite de download elevado.

A Net, que ainda não entrou no PNBL e diz não haver nenhuma previsão para isso, informa que oferece também planos de internet populares.

De acordo com o Ministério das Comunicações, o acordo com as operadoras prevê que o limite de download suba para até 1 GB, conforme a empresa, em 2014. E destacou que as companhias estão elaborando um cronograma de atendimento e nenhuma cidade recebeu o novo produto ainda.
Ultimato à operadora TIM

Ação pública para impedir que a empresa comercialize novos planos em Minas deve ser ajuizada até segunda-feira, segundo deputados da comissão de defesa dos consumidores

O Estado de Minas - 08/07/2011

Uma ação civil pública será ajuizada para tentar impedir que a operadora TIM continue a comercializar novas linhas telefônicas em Minas até que sejam sanadas as falhas no sistema enfrentadas pelos 5 milhões de clientes da operadora no estado. A Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa deve entrar com pedido de liminar até segunda-feira para que as vendas sejam cessadas imediatamente e os consumidores ressarcidos de valores pagos em casos de rescisão contratual e de má prestação dos serviços. Além disso, será proposto na ação o pagamento de dano moral e coletivo. Com isso, Minas Gerais pode ser o terceiro estado a proibir a operadora de assinar novos contratos. No Ceará e no Rio Grande do Norte, a Justiça concedeu liminares proibindo a venda de novos planos.

Em audiência pública na Assembleia Legislativa, deputados e representantes do Ministério Público sugeriram aos representantes da empresa que interrompessem as vendas até solucionar os transtornos, no entanto o pedido não foi acatado pela empresa. O entendimento é de que "a rede da TIM está em condição estável" e novos investimentos serão feitos para ampliá-la, segundo o gerente de Relações Institucionais da operadora italiana, Luiz Peçanha.

Em Minas, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de junho do ano passado a maio, 11 reclamações por dia foram registradas em relação a falhas no sistema da TIM, tirando a empresa da sexta colocação no ranking de problemas e colocando-a na liderança das queixas. No mesmo período, segundo dados apresentados pela Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, a operadora vendeu mais de 900 mil novas linhas em Minas, ultrapassando a marca de 5 milhões de clientes no estado e aumentado em quase um quarto o número de linhas em operação, o que teria sobrecarregado o serviço e causado as falhas.

A explicação da empresa, que, segundo os deputados, corrobora com a tese da venda excessiva de produtos, é que em grandes centros, como Belo Horizonte e São Paulo, faltam locais para instalar antenas, é preciso respeitar as regras de leis restritivas e ainda o fornecimento dos equipamentos depende de fornecedores.

PROBLEMAS

Neste ano, as reclamações contra a operadora dispararam. De falhas nas chamadas à velocidade inferior na transmissão de dados do sistema 3G, nos últimos meses, os relatos de clientes insatisfeitos com os produtos ofertados pela empresa têm aumentado. Dados do Procon da Assembleia de Minas mostram que, só no primeiro semestre, as reclamações contra a TIM quase empatam com o total recebido em 2010. Até junho, foram 497 queixas ante 692 no ano passado. "Venderam mais telefones que sua capacidade de atendimento", afirma o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, deputado estadual Délio Malheiros (PV), comparando a situação ao overbooking das companhias áreas. A principal crítica do deputado é quanto ao plano Infinity, que possibilita a comunicação gratuita entre dois clientes por tempo indeterminado. "Não são problemas pontuais. Tudo isso sobrecarrega a rede. Apresentam um plano ambicioso, muito sedutor, e a TIM não está levando a sério", diz.

Em nota, a TIM afirma que vai analisar todas as reclamações apresentadas na audiência e buscar soluções para resolver os problemas.
Tele [GVT] só entra em São Paulo depois de acordo

Folha de São Paulo - 08/07/2011

A GVT negocia sua entrada na capital paulista desde o ano passado, mas o aval para o início de sua operação comercial depende da decisão do Confaz. A Folha apurou que a Secretaria de Finanças informou o prefeito Gilberto Kassab de que, caso desse permissão à entrada da GVT em São Paulo, os cofres públicos teriam perda de receita. Isso porque 25% do ICMS recolhido no Estado é repassado para as prefeituras.

Essa perda seria ainda maior considerando a possível migração de clientes para a GVT saídos da Telefônica e da Net, os maiores contribuintes do setor no Estado. Esse movimento de mercado ocorreu nos locais onde a companhia passou a atuar desde sua criação, em 2000. As concorrentes dizem que, recolhendo menos, a GVT ganha competitividade oferecendo preços mais baixos. Sob pressão, a prefeitura decidiu esperar o término das negociações entre o Confaz e a empresa.
Conselheiro da Anatel brinda 'aprovação' de projeto com tele

Em jantar, João Rezende promete mudança no regulamento da lei que abrirá TV para operadoras

Conselheiro afirma que novo regulamento entrará em vigor em até 40 dias após aprovação pelo Senado

Folha de São Paulo - 08/07/2011

O Senado só votará o projeto de lei que autoriza a entrada das teles na TV a cabo na próxima semana, mas o conselheiro da Anatel João Rezende já comemorou a aprovação com representantes da Net e da Globo.

O encontro ocorreu na terça-feira no restaurante A Bela Sintra, em Brasília. Além do conselheiro, participaram do jantar André Borges, diretor jurídico da Net, e José Francisco de Araújo Lima, diretor de relações institucionais da Globo. Ambos são representantes da ABTA, associação das empresas de TV por assinatura. Também estava presente o consultor Fabio Andrade. O encontro foi registrado por câmera de celular. Por volta das 23h30, Rezende brindou a aprovação do projeto (PLC 116), cuja votação estava prevista para a quarta, mas que foi adiada para a próxima terça.

ENTENDA O CASO
O projeto libera a entrada das teles na TV a cabo e põe fim às restrições ao capital estrangeiro no controle de empresas do setor. Para que as novas regras entrem em vigor, a Anatel precisa aprovar uma regulamentação específica que já estava em andamento antes mesmo da entrada do PLC 116 na pauta de votação do Senado.

Segundo o regulamento, a Net -líder no cabo- teria desvantagem na competição com Oi e Telefônica, que já têm cabos instalados no país. Isso porque a regulamentação prevê que empresas com poder de mercado (caso da Net no cabo) tenham de cumprir metas de expansão, favorecendo os concorrentes.

A situação é considerada uma distorção de mercado pela Net, cujo controlador passará a ser o bilionário mexicano Carlos Slim assim que o PLC 116 passar no Senado. Slim comprará a participação da Globo, dona da Net.

PROMESSAS
A Folha apurou que, no jantar, Rezende disse que será o relator final do regulamento. Prometeu que seria revista a questão do poder de mercado e que, uma vez aprovado o projeto, o regulamento vigoraria em até 40 dias. O problema é que, pelas regras da Anatel, os regulamentos devem ser sorteados entre os conselheiros. O código de conduta da União também não permite que encontros dessa natureza ocorram. A Net é regulada pela Anatel. A Folha apurou que a empresa pagou integralmente a conta, de R$ 200 por pessoa.

Inaugurado recentemente em Brasília, o restaurante é uma filial do estabelecimento homônimo da capital paulista -um dos preferidos de João Rezende, que, nos bastidores, trabalha para ser o próximo presidente da agência reguladora. A Folha pediu entrevistas à Net e ao conselheiro, detalhando o teor da reportagem. Ambos só enviaram respostas por e-mail.

Empresas dizem que encontro foi institucional

Por meio de nota, o conselheiro João Rezende e os representantes da Net e da Globo informam que o encontro foi institucional. André Borges afirma que representava a ABTA, juntamente com José Francisco de Araújo, e não as empresas privadas onde trabalham. Em mensagem enviada por e-mail pela assessoria de imprensa da Anatel, Rezende afirma que, durante o encontro, "foram tratados assuntos relacionados à regulamentação das telecomunicações em geral e ao serviço de TV por assinatura em particular". Não houve menção às promessas que teria feito à Net.

Rezende diz ter ouvido os argumentos da ABTA sobre aspectos da regulamentação do setor, algo que é objeto de deliberação coletiva pelo conselho diretor da agência. Informou que os relatores são escolhidos por sorteio. O diretor da Net, André Borges, reforçou o caráter institucional do encontro e confirmou a participação de Fabio Andrade. Ainda segundo Borges, expuseram o ponto de vista do setor. Ele disse que a conta foi dividida entre os participantes do jantar.
(JW)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Provedores regionais querem usar 12 mil pares de cobre ociosos

Abrint - Jul 2011

No Brasil, o acesso à Internet é caro, difícil, lento e atinge apenas uma parcela da população. Este é o diagnóstico apresentado por José Gontijo, gerente da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações no 3º Encontro Nacional de Provedores de Internet, que reuniu cerca de 400 empresários do setor na capital paulista na última semana [29 e 30 Jun].

Gontijo mostrou que a região Sudeste do país é a que tem o maior percentual de domicílios conectados à rede - 48%. No Nordeste, o índice é de 30,2%. Os números referem-se a 2009 e são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contraposição, ele mostrou que a taxa de ociosidade de redes concessionárias de telecomunicações em 2011 é de 27,5% o que representa um prejuízo de R$ 250 milhões mensais a essas empresas. Na prática, elas têm a rede para operar, não têm interesse em fazê-lo - em razão do perfil do mercado - e pagam para que ninguém mais o faça. Em sua palestra, Gontijo defendeu que os provedores regionais ocupem esse espaço.

O uso compartilhado dessa rede já instalada está em estudo na Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e tem a participação dos ministérios das Comunicações e da Justiça. Wardner Maia, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT), promotora do evento em São Paulo, explica que um dos obstáculos para a ampliação da capacidade de alcance dos serviços dos provedores regionais é investimento na implantação da rede, e grande parte dela está ociosa, como demonstrou o representante do ministério.

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) ocupou a pauta dos debates na reunião dos empresários. Além de Gontijo, Caio Bonilha, presidente da Telebrás, tratou do tema e dirimiu dúvidas dos participantes. Maia conclui que a adesão dos provedores regionais ao PNBL dependerá das condições comerciais oferecidas pela Telebrás e que o fato de a empresa estatal tratar do tema com isonomia é um grande avanço. "Hoje nós sabemos que temos um instrumento para competir no mercado em igualdade de condições", observa Maia.

Os provedores regionais

Os provedores regionais formam, juntos, a quarta maior empresa de telecomunicações do país, segundo informou Hartmut Glaser, diretor executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Sua observação é corroborada pelos números apresentados por Raúl Echeberría, diretor executivo do LACNIC: dos 1692 membros, 53% são brasileiros e destes 60% são empresas de micro e pequeno portes. O LACNIC gere os endereços de internet na América do Sul, Central e Caribe e é composto por provedores que atuam nessas regiões.

No Brasil, a rede cresce à velocidade de mil novos domínios todos os dias. Para se ter uma idéia, no início da operação comercial da rede de computadores no país, que aconteceu em 1995, o total de domínios era este (1 mil) e hoje são 2,5 milhões. A expectativa do Comitê Gestor é a de que até o final deste ano 45% dos brasileiros tenham acesso à rede, seja em casa, na escola ou no trabalho. Os números demonstram o quanto a Internet pode crescer no país e o 3º Encontro Nacional de Provedores expôs as oportunidades no mercado e as políticas públicas para este setor.

Os provedores que participaram do encontro da ABRINT representam 829 municípios brasileiros (14,89 % dos 5.564 municípios brasileiros). Estas empresas geram 2.594 empregos diretos e contratam 16.038,8 megabits (MB), sendo o maior link de 2 gibabits (GB) e o menor de 800 Kilobits por segundo (Kbps). São 301.150 assinantes atendidos.

Sobre a ABRINT

A ABRINT representa empresas que promovem acesso à internet para 21% do total de domicílios em área urbana com acesso à rede no país, de acordo com levantamento divulgado em 2009 pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.BR), departamento vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, organismo sem fins lucrativos que administra a internet no Brasil. Essas empresas são classificadas como regionais ou independentes e oferecem serviços de acesso por meio de frequências de rádio ou por cabos.
MiniCom e Minas e Energia terão grupo de trabalho para estudar uso de fibras ópticas

Tele.Síntese - 07/07/2011

A intenção é concentrar a gestão das redes das estatais na Telebrás

Os Ministérios de Minas e Energia e das Comunicações vão criar um Grupo de Trabalho para promover estudos do uso da rede de fibra ótica do sistema Eletrobras. O Grupo terá a participação de representantes dos Ministérios, Eletrobras e Telebrás.

A iniciativa foi aprovada pelos ministros Edison Lobão e Paulo Bernardo, e pelos presidentes da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, e da Telebrás, Caio Rodrigues.

A ideia da presidente Dilma Rousseff é de que as estatais que dispõem de redes de fibras ópticas concentrem a gestão desses ativos na Telebrás. O objetivo é garantir uma rede de superbanda larga até 2014 para as 12 cidades onde serão realizados jogos da Copa do Mundo. A velocidade pretendida mínima é de 100 Mbps, segundo informou Bernardo.
Vivo vai fazer oferta nacional de banda larga de 1 Mbps a R$ 29,90

Tele.Síntese - 07/07/2011

A mesma oferta que a Telefônica fez para o PNBL para a sua área de concessão, o estado de São Paulo, vai ser estendida a todo o país e vai valer mesmo para os estados que não dão isenção de ICMS para a banda larga popular. De acordo com fontes da empresa, a campanha vai ser lançada nos próximos dias em todo o país.

A oferta da Vivo de 1 Mbps a R$ 29,90 por mês, com os mesmos limites de download e upload previstos na sua proposta de adesão ao PNBL, não será uma campanha promocional, mas um serviço de seu portfólio. “O valor só será reajustado anualmente, se for o caso”, informa a fonte. Os limites fixados na oferta são franquia mensal de 150 Mb de download e 128 kbps de upload.
Criado GT para uso de fibra óptica da Eletrobrás

Conexão Minicom - 07/07/2011


Os Ministérios de Minas e Energia e das Comunicações informam que nesta quarta-feira (06) foi acordada a criação de um Grupo de Trabalho para promover estudos do uso da rede de fibra óptica do sistema Eletrobras. O Grupo terá a participação de representantes dos Ministérios, Eletrobras e Telebras.

A iniciativa foi aprovada pelos ministros Edison Lobão e Paulo Bernardo, e pelos presidentes da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, e da Telebras, Caio Cezar Rodrigues.
Preço não é atraente para o pequeno provedor, diz Abramulti

Teletime - 06/07/2011

A Abramulti, associação que reúne cerca de 400 provedores de acesso a internet de pequeno e médio porte, não acredita que a oferta voluntária das teles para o atacado celebrada na semana passada com o governo como parte dos compromissos com o PNBL terá um grande número de beneficiados. Isso porque, hoje, os provedores conseguem junto às mesmas teles que negociaram com o governo preço mais baratos àqueles que constam do Termo de Compromisso: no caso da Telefônica R$ 1,2 mil e da Oi R$ 1,1 mil para um link de 2 Mbps. “Hoje eu não conheço nenhuma empresa que pague esse valor”, afirma Manoel Sobrinho, presidente da Abramulti. O governo, quando anunciou o acordo, sustentou que o preço médio do link de 2 Mbps no mercado era de R$ 1,8 mil. Segundo Sobrinho, hoje o link de 1 Mbps pode ser conseguido por cerca de R$ 140.

O executivo pondera que pode ser que em lugares mais remotos o preço negociado com o governo seja atraente, mas para chegar a essas localidade os provedores da região costumam se associar para a construção de backhaul até uma cidade maior próxima, onde há competição e o link pode ser adquirido a preços melhores.

Outra questão que preocupa os pequenos provedores, na visão de uma fonte ligada a uma outra associação, é o fato de a oferta de varejo já contemplar um provedor de acesso gratuito. É provável que as teles escolham aqueles vinculados ao seu grupo econômico e que não haja espaço para os provedores regionais.
É melhor ter milhões reclamando da internet do que milhões sem acesso, diz ministro

UOL Tecnologia - 07/07/2011

O PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) tem o objetivo de oferecer internet rápida em larga escala, para todo o país, nos próximos anos. A partir de setembro, seis operadoras devem dar início à oferta da conexão de 1 Mbps (megabit por segundo) a R$ 35 mensais.

Questionado se essa massificação não deve piorar ainda mais a qualidade do serviço que está entre os líderes de reclamações, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou: “esperar [o serviço] melhorar para distribuir ao povo me parece injusto”. E complementou: “é melhor ter milhões reclamando da internet do que milhões sem saber como ela funciona para poder reclamar”.

Bernardo ponderou que, se considerada a telefonia móvel e fixa, são mais de 250 milhões de usuários em todo o país. “É mais do que a população brasileira. Parece natural ter muita reclamação, até porque o serviço apresenta deficiência mesmo.” Mas, segundo ele, o caminho não é esperar até que o problema se resolva, para só então oferecer a banda larga popular. “Por que só eu posso reclamar da minha internet? Por que o rapaz que serve o cafezinho aqui não pode fazer isso?” questionou em seu gabinete, onde recebeu a equipe de reportagem do UOL.

Isso não significa, segundo ele, que não haverá metas de qualidade para a internet rápida oferecida dentro do plano do governo. A partir de 31 de outubro, disse Bernardo, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) terá a definição da qualidade mínima oferecida nos serviços de telefonia fixa e móvel. “A Anatel está começando com 30% [de entrega da velocidade da conexão contratada] e isso vai aumentando gradativamente. A exigência me parece imperativa, fundamental.” Hoje, quando um usuário contrata um plano de banda larga, tem a garantia de que 10% do valor total lhe será entregue.

Até setembro, as empresas de telefonia fixa deverão iniciar a oferta da banda larga popular. Antes disso, outros prazos haviam sido dados para o início do plano, sem serem cumpridos: julho, abril e dezembro de 2010 – a promessa inicial era que 100 cidades estariam conectadas à internet rápida pelo PNBL até o final do ano passado.

O objetivo do PNBL é fazer com que 40 milhões de domicílios tenha conexão rápida até 2014. Segundo dados da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), esse número hoje gira em torno de 17,4 milhões.

Copa
Bernardo também afirmou que as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 receberão do governo investimentos de pelo menos R$ 200 milhões para contarem com conexões ultrarrápidas de internet, de até 100 Mbps (megabits por segundo), durante o Mundial. Ele também prevê investimentos privados para instalar no Brasil um serviço de internet tão rápido quanto na Europa ou nos Estados Unidos.

Ao UOL, o ministro afirmou que Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Porto Alegre receberão um “laboratório” para o serviço durante a Copa das Confederações, em 2013. O teto de 100 mega não significa, no entanto, que essa será necessariamente a velocidade das conexões. Trata-se, segundo o ministro, de uma referência. “Não estamos fazendo plano para continuar atrasados. A ideia é tirar esse atraso neste governo”, disse.

Além das sedes da Copa das Confederações, Manaus, Fortaleza, Recife, Natal, Cuiabá, São Paulo e Curitiba foram escolhidas para abrigar a próxima Copa do Mundo. Questionado se um europeu terá nessas cidades em 2014 a mesma velocidade de conexão de internet do Velho Continente, Bernardo respondeu: “Com certeza”. Países menores, como Suécia e Finlândia, já visam cobrir todo o seu território com conexões dessa velocidade nos próximos anos.

“Depois da Copa, vamos ter uma estrutura que comporta projetos que qualquer país do mundo tem hoje”, afirmou Bernardo, que também capitaneia o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). Essa iniciativa, que busca baratear o custo da internet no Brasil para até R$ 35 ao mês, sofreu seguidos atrasos e tem previsão para acelerar seu processo em setembro deste ano. A empreitada custará R$ 75 bilhões ao governo.

Defasagem brasileira
Uma série de estudos recentes da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) de 2008, do IBGE, CGI (Comitê Gestor da Internet) e do Sistema de Coleta de Informações (Sici) da Anatel demonstram o alto grau de concentração da internet banda larga nas regiões mais ricas.

O alto custo da banda larga é um dos fatores para o atraso brasileiro. O gasto médio com internet rápida representa 4,58% da renda mensal per capita no Brasil enquanto na Rússia esse índice é menos da metade: 1,68%. Já em relação aos países desenvolvidos, essa mesma relação fica em torno de 0,5%, ou seja, o brasileiro gasta proporcionalmente quase dez vezes mais para ter acesso à internet rápida.

Dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil, 79% não tinham acesso à internet (46 milhões). O acesso à banda larga é extremamente desigual em termos regionais no país: em alguns Estados mais isolados, como Roraima e Amapá, o acesso nos domicílios é praticamente inexistente. Enquanto São Paulo tem 3,8 milhões de domicílios com banda larga (29,4%), Roraima tem apenas 347 (0,3%) e o Amapá, 1.044 (0,6%). Nos estados do Nordeste, os acessos em banda larga não chegam a 15% dos domicílios. Já nos estados do Sul e Sudeste, a penetração varia entre 20% e 30% dos domicílios.

Dos 8,6 milhões de domicílios rurais, apenas 266 mil têm acesso à internet em banda larga (3,1% do total). A faixa dos pequenos municípios concentra mais de 92% da população sem acesso, equivalentes a 39,2 milhões de pessoas.

Além disso, nos domicílios que contam com banda larga, a velocidade de acesso domiciliar é ainda muito baixa: predominantemente menor ou igual a 1 Mbps, o que representa 54% de todo o país.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Telebrás vende link para mais 12 provedores do DF

Nome das cidades, porém, não foram divulgados pela estatal que alegou “estratégia comercial”.

Tele.Síntese - 06/07/2011

A Telebrás assinou nesta quarta-feira (6) a venda de link para 12 provedores de internet que atuam em cidades do Distrito Federal. Os nomes das empresas e as cidades beneficiada não foram divulgadas pela estatal, que alegou questões de estratégia comercial.

Na semana passada, a estatal entregou o serviço ao primeiro provedor que aderiu ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), na cidade goiana de Santo Antônio do Descoberto, localizada no entorno de Brasília. A ligação do primeiro cliente deverá ocorrer perto do dia 20 deste mês, em solenidade que contará com a presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Não está descartada a presença da presidente Dilma Rousseff.

Superbanda larga

As possíveis parcerias com a Eletrobras e a Petrobras foram debatidas na reunião do Conselho de Administração da Telebrás, realizada nesta quarta-feira. As negociações estão sendo comandadas pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que já promoveu o primeiro encontro entre a Telebrás e a Eletrobras.

“As conversas ainda são iniciais, mas as parcerias devem estar concretizadas ainda este ano, conforme determinação da presidente Dilma Rousseff”, disse uma fonte ligada à estatal. O objetivo da presidente é garantir a superbanda larga para as 12 cidades que vão sediar a Copa de 2014.
Indústria quer preços coreanos para acessos de banda larga

Convergência Digital :: 06/07/2011

O Ministério das Comunicações acenou a empresários brasileiros que vai trabalhar pela proposta de implantação de uma versão corporativa da “banda larga popular” e a julgar pela reunião que representantes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro tiveram com Paulo Bernardo, a Telebrás pode se tornar essencial para a garantia das conexões - o presidente da estatal, Caio Bonilha, também estava presente.

A Firjan apresentou ao ministro a proposta de um serviço especialmente voltado ao segmento de micro e pequenas empresas - mas que também pode ser atraente para algumas das grandes - que prevê conexões de 15 Mbps, com garantia de pelo menos 20% da velocidade contratada. O objetivo é que essa oferta tenha as mesmas condições - e preço - nas diferentes regiões do país.

O alvo prioritário da proposta são 147 municípios que, juntos, concentram cerca de 260 mil indústrias - ou 51% do setor no país. Embora a maior parte deles esteja no Sudeste (83 cidades) e no Sul (31), o plano prevê a oferta em 17 municípios do Nordeste, 9 do Centro-Oeste e 7 do Norte - sendo que o objetivo é que as mesmas condições sejam oferecidas em todos eles, inclusive com isenção de ICMS.

É uma proposta concreta, plausível e possível de ser feita em um curto espaço de tempo. Temos que competir com os maiores países do mundo e, por isso, precisamos importar os mesmos critérios utilizados nele, e não aqueles de países em desenvolvimento”, sustentou o presidente da Firjan, Eduardo Gouvêa Vieira.

O empresário evitou mencionar o preço sugerido para o serviço, mas na linha das melhores práticas internacionais, defendeu um alinhamento com o que é cobrado em países de ponta. “Temos que nos mirar em países como a Coreia”, afirmou. No pequeno país asiático - que já trabalha com a meta de universalizar conexões de 1 Gbps - o custo de 1 Mbps é inferior a US$ 1.

Embora não queria falar em valores, a Firjan entende que a prática atual é de custos altos para acessos de baixa qualidade. “Para pequenas e médias empresas, o custo atual não é competitivo, isso onde existe a possibilidade. Em boa parte dos municípios sugeridos sequer existem ofertas de acessos de 10 Mbps ou mais”, afirma a coordenadora do projeto de Telecom da Firjan, Ana Hofmann.

Para chegar aos 147 municípios da proposta - tratados pela Firjan como ponto de partida para as negociações - foram listados aqueles que contemplam pelo menos dois de três critérios: ter mais de 700 indústrias de micro, pequeno e médio porte; mais de três grandes indústrias; e valor adicionado bruto da indústria acima de R$ 1 bilhão.
Concorrência faz acesso com PNBL ficar mais caro e lento

[Valores cobrados pelas operadoras caíram e a velocidades aumentaram a patamares melhores do que os anunciados pelo governo]

A primeira cidade brasileira a receber o Plano Nacional de Banda Larga é considerada cidade dormitório de Brasília

Terra - 05 de julho de 2011

Após o anúncio das 100 primeiras cidades que receberiam o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que prevê a popularização do acesso à internet com preços de R$ 35 por 1 Megabyte de velocidade, os valores cobrados pelas operadoras caíram e as velocidades aumentaram a patamares melhores do que os anunciados pelo governo. Isso criou competição em setores da cadeia de acesso à internet que, até então, não existiam. É o que dizem a própria Telebrás, a Sadnet (primeira empresa a assinar o contrato do PNBL) e a Associação Brasileira de Internet (Abranet).

Para o presidente da Abranet, Eduardo Neger, o grande mérito do PNBL pode ser resumido em uma palavra: "competição". Na cadeia de acesso à rede mundial de computadores, os provedores são os responsáveis pelo acesso para o usuário final. No entanto, essa ligação é feita através de operadoras, que possuem os backbones (estrutura de servidor que distribui o sinal). Essas mesmas operadoras controlam a quantidade e velocidade do serviço, e dependendo do caso, competiam com as empresas para as quais vendem o acesso. "Você tem um fornecedor que ao mesmo tempo era o seu concorrente", exemplifica.

Neger diz que já existia concorrência entre as operadoras e provedores na "última milha", como é conhecido o acesso para usuário final, mas com o PNBL, o serviço que era oferecido apenas pelas operadoras sofreu queda de preços com a concorrência. Essa era uma das dificuldades enfrentadas pela Sadnet, provedor localizado na cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO), a primeira receber o PNBL, segundo explica o gerente de redes da empresa, Bruno Santana.

"Você ficava na mão de duas operadoras e elas pensavam: 'o provedor é meu concorrente'... O consultor sempre nos dizia que não havia disponibilidade porque era muito distante, que não era economicamente viável. No dia seguinte ao da assinatura do contrato, recebi uma ligação de outro consultor dessa operadora nos oferecendo o dobro da velocidade que a Telebrás oferece, por um preço menor", diz. Ao perguntar sobre a mudança na política de preços, ouviu que se tratava de outro funcionário que não estava muito bem orientado. "Uma boa explicação", ironiza.

De acordo com a Telebrás, o preço do acesso à internet tem caído desde a participação da empresa no mercado e sofreu uma nova queda com o anúncio das 100 primeiras cidades que receberão o PNBL. O primeiro contrato foi assinado com valor abaixo dos R$ 230 estimados por Megabyte, sendo que cada um destes links comporta 10 usuários, a uma velocidade de 1 MB.

O PNBL
Para o presidente da Abranet, definir um padrão de velocidade e preço para todo o Brasil como prega o PNBL, é um erro por causa das grandes diferenças regionais. "Uma coisa é padronizar a banda larga e o preço na Coreia, que é um país pequeno. Outra coisa é fazer isso no Brasil. Se pegarmos o Brasil, de imediato, podemos segregar a região Norte, onde o contexto de instalação de banda larga é diferente de todo o resto do País", explica.

Segundo Neger, os primeiros cabos de fibra ótica só chegaram à cidade de Manaus (a sétima capital mais populosa do Brasil, com 1,8 milhão de habitantes) no final de 2010, até então todas as conexões ocorriam via satélite. "Por essa limitação técnica, a internet lá era mais lenta e mais cara".

Para ele, a situação é diferente no Sul, Sudeste e nas capitais nordestinas, onde o PNBL pode ser considerado obsoleto. "Para quem está em regiões remotas, a velocidade é considerada muito boa, mais do que o suficiente, o que, por outro lado, dificulta a implementação".

Custos
A Telebrás não proverá acesso para o usuário final, vai instalar a infraestrutura com backbones. A primeira empresa escolhida foi a Sadnet, que fornece acesso via rádio. Para que a pessoa possa acessar a internet é necessário que ela adquira um kit composto por antena e modem, cujo preço varia entre R$ 200 e R$ 250, valor considerado alto para as camadas C, D e E, público alvo do PNBL. No entanto, segundo Santana, a Sadnet estuda formas de oferecer parcelamentos para facilitar a compra dos equipamentos.

O presidente da Abranet defende a desoneração dos equipamentos e diz que existem linhas de crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) que podem ser usadas pelos provedores para embutir o preço do equipamento na mensalidade. "O BNDES tem linhas de financiamento com juros de 1% ao mês, com parcelamentos de até 48 meses, para que o provedor possa adquirir o equipamento e dissipar esse calor na mensalidade. Seria uma forma de viabilizar para o assinante a compra do equipamento", explica.

Segundo o gerente de redes da Sadnet, o valor de R$ 35, por acesso de 1 MB, é menor do que o valor médio gasto por jovem nas lanhouses espalhadas pela cidade. "Se um jovem paga R$ 2 por hora de acesso e frequenta a lanhouse por mais de 20 dias em um mês, pode pagar pelo acesso livre de banda larga menos de R$ 35, mas se optar por conexão mais barata, encontra preços de R$ 29,90 por 100 kbps", argumenta.

A Sadnet diz que pretende marcar a implantação do PNBL, que deve começar a funcionar em meados de julho. A inauguração do plano será marcada por um ato organizado pela empresa que vai presentear uma família de baixa renda com um computador e acesso gratuito a internet por pelo menos um ano. Segundo Santana, o ato será um gesto simbólico para marcar o lançamento do plano.
Cidades-sedes da Copa terão internet de até 100 mega, diz ministro

UOL Notícias - 06/07/2011

Depois da Copa, vamos ter uma estrutura que comporta projetos que qualquer país do mundo tem hoje, disse Paulo Bernardo em entrevista ao UOL

"Depois da Copa, vamos ter uma estrutura que comporta projetos que qualquer país do mundo tem hoje", disse Paulo Bernardo em entrevista ao UOL

As 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 receberão do governo investimentos de pelo menos R$ 200 milhões para contarem com conexões ultrarrápidas de internet, de até 100 Mbps (megabits por segundo), durante o Mundial. É essa a promessa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que também prevê investimentos privados para instalar no Brasil um serviço de internet tão rápido quanto na Europa ou nos Estados Unidos.

Em entrevista ao UOL, Bernardo afirmou que Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Porto Alegre receberão um “laboratório” para o serviço durante a Copa das Confederações, em 2013. O teto de 100 mega não significa, no entanto, que essa será necessariamente a velocidade das conexões. Trata-se, segundo o ministro, de uma referência. “Não estamos fazendo plano para continuar atrasados. A ideia é tirar esse atraso neste governo”, disse.

Além das sedes da Copa das Confederações, Manaus, Fortaleza, Recife, Natal, Cuiabá, São Paulo e Curitiba foram escolhidas para abrigar a próxima Copa do Mundo. Questionado se um europeu terá nessas cidades em 2014 a mesma velocidade de conexão de internet do Velho Continente, Bernardo respondeu: “Com certeza”. Países menores, como Suécia e Finlândia, já visam cobrir todo o seu território com conexões dessa velocidade nos próximos anos.

“Depois da Copa, vamos ter uma estrutura que comporta projetos que qualquer país do mundo tem hoje”, afirmou Bernardo, que também capitaneia o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). Essa iniciativa, que busca baratear o custo da internet no Brasil para até R$ 35 ao mês, sofreu seguidos atrasos e tem previsão para acelerar seu processo em setembro deste ano. A empreitada custará R$ 75 bilhões ao governo.

“Mini-Coreias” por meio da Telebrás

De acordo com Bernardo, a Telebrás –estatal da área de telecomunicações– vai comandar a operação. “Nós vamos construir essa infraestrutura de forma a dotar essas cidades de conexões ultrarrápidas. Elas ficarão com esse legado”, disse o ministro. “Mas nós não podemos montar internet ultrarrápida para uma região e deixar o resto fora. Queremos serviço oferecido em larga escala no país. E barato.”

O ministro disse ainda que, até 2014, o Brasil como um todo “não vai conseguir ser uma Coreia do Sul”, país que contará em breve com redes de fibra ótica capazes de entregar internet em altíssima velocidade. “Mas nós podemos ter, com certeza, nichos de Coreia aqui”, afirmou.

“Teremos de chegar a 2014 com ofertas em larga escala, embora não no Brasil inteiro”, complementou Bernardo. A intenção do governo é levar as empresas a fornecer, até 2014, internet de pelo menos 5 Mbps em todo o país.
Satélite

O Globo Blogs - 05/07/2011


A presidente Dilma aprovou proposta do ministro Nelson Jobim (Defesa). O Brasil vai construir um satélite e colocá-lo em órbita. Ele será administrado pela Defesa (área militar e segurança nacional) e pela Telebras (comunicação civil).

terça-feira, 5 de julho de 2011

Telebrás inicia operação comercial

Telebrás - 5 de julho de 2011


O primeiro município atendido pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) já está com o serviço em operação comercial. A Telebrás ativou na última quinta-feira (30.06) os equipamentos que ligam a rede nacional de telecomunicações a Santo Antônio do Descoberto (GO), localizado no entorno de Brasília.

O prestador de serviços que assinou o primeiro contrato, Sadnet, realizou os primeiros testes de aceitação para conectar a sua rede à da Telebrás e já está com o link em serviço. A Prefeitura da cidade também fechou acordo para a cessão de um terreno que vai viabilizar a instalação de equipamentos de rádio e receberá conectividade IP da Telebrás.

Na última semana também foi instalada a primeira torre, com 60 metros de altura, na Estação Brasília Geral, localizada no Setor de Indústria e Abastecimento. Esta torre permitirá a conexão de regiões do Plano Piloto de Brasília e de diversas cidades do entorno, em fase de implantação do PNBL.
Empresários espanhóis de TI estudam parcerias no Brasil

A previsão é de que 11 empresas invistam nas áreas de turismo, energia renovável e infraestrutura de telecom

Tele.Síntese - 05/07/2011

Uma delegação de empresários do setor de Tecnologia da Informação da Espanha, liderado pelo secretário de Telecomunicações e para a Sociedade da Informação daquele país, Juan Junquera Tempreno, estão no Brasil estudando possibilidade de investimentos no país, em parcerias com empresas públicas e privadas. As intenções dos diretores de 11 empresas foram apresentadas nesta terça-feira (5) ao secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez. Mas serão apresentadas a empresas públicas, como o Serpro, e secretarias estaduais e municipais do Rio e de São Paulo.

Segundo Junquera, a visita ao Brasil faz parte do Programa de Colaboração Tecnológica focando o desenvolvimento conjunto de soluções baseadas em Tecnologia da Informação entre Espanha e Brasil (PECot-Brazil), que prevê atuação nas áreas de e-gov, saúde e educação. “Nós estamos falando de investimento de muitos milhões de reais, que podemos fazer em parceria e joint ventures com empresas brasileiras ou por meio de aquisição de unidades no país”, disse Junquera.

Alvarez disse que as tratativas ainda são iniciais, mas prevê investimentos no médio prazo, por meio de uma articulação público-privada. Ele não quis falar sobre volume de investimentos possíveis, alegando que os empresários representavam segmentos diferentes do setor de telecomunicações.

O secretário de Telecomunicações da Espanha disse que o projeto foi elaborado porque o país tem mais identificação com a América Latina, em função da semelhança da cultura, língua, maneira de ser. Juan Junquera disse que o Brasil foi o país escolhido também em função da sua forte expansão econômica.

As parcerias entre empresas de TI dos dois países poderão ser feitas nas áreas de turismo, energia renováveis, infraestrutura de telecomunicações, educação, saúde, além de serviços voltados para a Copa de 2014 e Olimpíadas. Pelo projeto, as parcerias serão definidas até setembro deste ano.

Entre as empresas que participam do projeto está a Telefónica, que já atua no país, e a Indra, líder de TI na Espanha e uma das principais da Europa e América Latina, que estuda a aquisição de uma companhia brasileira. Também fazem parte da comitiva pequenas empresas de software.


Empresas espanholas sinalizam joint-ventures em TI no Brasil


Convergência Digital :: 05/07/2011


Atentas ao crescimento econômico do Brasil, uma missão de 11 empresas espanholas do setor de TIC está no país para negociar com autoridades brasileiras a participação no Programa Espanhol de Cooperação Tecnológica, que prevê parcerias em diferentes áreas da tecnologia da informação.

Liderados pelo secretário de telecomunicações da Espanha, Juan Junqueira, representantes de seis grandes firmas – Everis, GMV, IECISA, Indra, Telefónica e Telventalém de cinco pequenas e médias inovadoras – Abada, Guidance, Planet Media, Saiwireless e Tractis – apresentaram o projeto ao Ministério das Comunicações.

“Queremos criar parcerias entre empresas espanholas e brasileiras em setores como e-gov, e-saúde, gestão e conteúdo, até para enfrentarmos o ambiente competitivo internacional. São possibilidades de joint-ventures ou aquisições para criarmos grandes empresas que possam competir”, explicou o secretário espanhol, Juan Junqueira.

Segundo o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, a discussão tratou do papel dos governos na articulação dos contatos entre as empresas dos dois países que possam se interessar pelo trabalho conjunto. “Como há perspectivas de joint-ventures, vamos ver se articulamos isso ou elas mesmas fazem”, disse.

O Brasil é um alvo preferencial das empresas que participam da missão de negócios – especialmente por conta dos eventos como a Copa e as Olimpíadas – mas não é o único. A meta do governo espanhol com a iniciativa é apoiar a internacionalização das firmas daquele país. Tanto que já estão planejadas missões semelhantes à Colômbia e à China.

Entre os objetivos da negociação está a criação de um consórcio para a identificação de áreas chave de atuação e as possibilidades de parceria. Um dos focos é o uso de TICs no setor de saúde, no qual a Espanha tem destaque em serviços de digitalização de histórico clínico, teleconsultas e receituário eletrônico.

Marca país

Em outra frente, uma das empresas que participam da missão, a consultoria Guidance, apresentou ao governo brasileiro o informa Marca País relativo ao Brasil. Trata-se de uma ferramenta desenvolvida para identificar a imagem que determinada nação possui, especialmente nas redes sociais da internet.

Segundo Anselmo Sánchez, sócio fundador da Guidance, a ferramenta MyObserver transforma o “ruído” da internet em informações e parâmetros a serem utilizados por empresas – ou países – para melhorar a percepção sobre, por exemplo, a qualidade dos serviços.


PLANEJAMENTO RECEBE MISSÃO ESPANHOLA PARA DISCUTIR ACORDOS EM TI

Miniplan - 05/07/2011

Brasilia 5/7/2011 - Brasil e Espanha deverão firmar acordos de cooperação técnica para melhoria e desenvolvimento de projetos na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) mantidos pela Administração Pública Federal. A intenção foi discutida nesta terça-feira durante reunião entre o secretário de Logística e TI do Ministério do Planejamento (SLTI/MP), Delfino de Souza, e o secretário de Telecomunicações e da Sociedade da Informação espanhola, Juan Junqueira.

Junqueira esteve acompanhado de delegação formada por representantes de 11 empresas do país ibérico, que atuam nos setores de administração eletrônica e saúde digital. Junqueira disse que o Brasil foi escolhido pela comitiva para iniciar um programa de cooperação internacional em TI idealizado pelo governo espanhol. “O Brasil é um país em evidência no mundo, especialmente pelo seu crescimento econômico”, disse o executivo, acrescentando que as próximas reuniões serão com gestores da China e da Colômbia.

O secretário brasileiro, por sua vez, mostrou interesse em manter parcerias em sistemas que tratam da questão dos dados abertos, software publico, governo eletrônico, gestão e disseminação de boas práticas das TICs em serviços para o cidadão. “Esperamos, com isso, identificar projetos de interesse comum e que essa cooperação fortaleça ainda mais a nossa relação com a Espanha e a Comunidade Européia”, destacou.

Na mesma direção, Junqueira propôs que um dos resultados dessa parceria pode ser a criação de um portal ibero-americano para hospedar softwares livres, a disposição de toda sociedade. A idéia é que o conteúdo do novo site seja construído em português e em espanhol. De concreto mesmo os dois lados aprovaram a instalação de um canal de interlocução, em que membros da SLTI e do governo espanhol vão aprofundar, a partir de agora, debates sobre os temas propostos e o intercâmbio de decisões, inclusive com a participação de empresas privadas.

Experiência – Para a Espanha, essa cooperação trará benefícios aos dois países. “Queremos compartilhar com as autoridades brasileiras a nossa experiência e o sucesso obtido nos últimos anos por meio do Plano Avança, que tem transformado o nosso país em um referencial para o mundo neste setor”, acrescentou Junqueira.

Além do encontro com o Governo Federal, a comitiva espanhola vai se reunir nesta semana com representantes dos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro e São Paulo.
Governo do RS prepara Plano Gaúcho de Banda Larga

Wireless Mundi - 04 de Julho de 2011


Projeto deverá ser apresentado à sociedade em três meses e contará com parcerias com prefeituras, governo federal, provedores locais.

O governo do Rio Grande do Sul pretende, em até três meses, apresentar para a sociedade o Programa Gaúcho de Banda Larga. "Precisamos universalizar o acesso à banda larga no estado", afirma Gerson Barrey, diretor de inclusão digital da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom) do governo gaúcho. A estratégia vai ser a de fomentar e organizar as prfeituras para a constituição de cidades digitais no estado e de ampliar a infraestrutura de backhaul (redes de acesso) para o provimento de conexões a prefeituras e provedores locais. "Queremos levar a banda larga aos 497 municípios do Estado", continua Barrey. Ele explica que, hoje, 150 municípios gaúchos ainda não têm acesso às redes de banda larga.

Os órgãos de governo que estão envolvidos na elaboração do programa são, além da Secom, a Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) e a Companhia de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás).

O programa vai prever parcerias com a Telebrás, a EletroSul e o Ministério das Comunicações. O Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (GENTE), formado por Parks, Digitel, Datacom, Gigacom, CPqD, ASGA, WXBR, Trópico, Icatel e Padtec, também vai participar das discussões. Parks, Digitel e Datacom são empresas gaúchas.
Telebrás ou nova empresa deverá administrar todas as fibras federais

Wireless Mundi - 04/07/2011

Ministro anunciou novo acordo com a Eletrobras, no mesmo dia em que foi assinado o pacote da banda larga popular com as operadoras.

Juntamente com o pacote da banda larga popular, que vai ser implementado pelas concessionárias de telefonia fixa em 90 dias, o governo anunciou, no dia 30, que a Telebrás deverá passar a administrar todas as fibras ópticas do Sistema Eletrobras e, talvez, até da Petrobras. Isso significa que a oferta de capacidade para o mercado deverá ser bastante ampliada, favorecendo os acordos de troca de capacidade entre a estatal e as redes estaduais e municipais.

De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ele foi autorizado pela presidente Dilma Rousseff a buscar esta solução. Já houve um primeiro encontro para discutir a proposta e uma nova reunião entre Bernardo e Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, já está agendada. A proposta técnica, de acordo com fontes do Minicom, já foi elaborada, e a questão agora é o acordo político entre os dois ministérios.

O que muda em relação à situação atual é que a Telebrás, que assinou acordo com a Eletrobras para o uso de dois a cinco pares de fibras de seu backbone óptico (dependendo do trecho), poderá vir a administrar todas as fibras que, em alguns trechos do backbone das elétricas, chega a 32 pares. Com a Petrobras, o acordo envolve a utilização de um par de fibras. Com isso, se ampliaria em muito a capacidade de oferta para atender ao mercado de telecom, mesmo que alguns pares fiquem reservados para o gerenciamento da rede elétrica.

O que também está em discussão é quem vai se encarregar do gerenciamento da rede óptica federal. Se a própria Telebrás ou se uma nova empresa de propósito específico, formada por Eletrobras e Telebrás.
Escolas sem computador

Brasil está atrasado em inclusão digital na educação

O Estado de Minas - 05/07/2011

Agora que o governo conseguiu um acordo envolvendo as empresas de telecomunicação no Programa Nacional de Banda Larga (PBBL), é hora de começar a recuperar o tempo perdido no processo de inclusão digital das escolas brasileiras. Essa é, aliás, mais uma falha que o país insiste em varrer para debaixo do tapete da precariedade da educação. Em troca do afrouxamento de outras exigências, as empresas vão oferecer acesso à internet em banda larga de pelo menos um megabit por segundo, cobrando não mais do que R$ 35 por mês do consumidor.

Com isso, o mínimo que se espera é que haja uma rápida expansão geográfica da oferta de acesso à rede mundial de computadores, abrindo caminho para programas de inclusão digital de camadas de menor renda da população. Acoplando essa novidade a programas de compra de computadores a preços acessíveis (por desoneração fiscal e crédito especial), será possível em prazo razoavelmente curto atacar uma das principais causas, segundo especialistas, da baixa inclusão digital da educação no Brasil.

A segunda tem a ver com a infraestrutura das escolas. Recente pesquisa da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que as escolas brasileiras ocupam o constrangedor último lugar, entre 38 países pesquisados quanto ao número de computadores por aluno. São 6,25 estudantes por computador, o que equivale a 0,16 aparelho por aluno. O estudo da OCDE revela que as escolas brasileiras estão muito abaixo da média dos 34 países membros da entidade (o Brasil, e mais três pesquisados não são filiados), que é de 1,69 aluno por computador.

A Austrália apresentou a melhor média, com 1,03 aluno por computador, ou seja, quase todo estudante australiano tem acesso ao mundo digital na própria escola. A média da China, 1,75 aluno por computador, demonstra que esse país emergente tem avançado muito na inclusão digital de suas escolas, uma das características da moderna preparação para a competitividade internacional. Na América Latina, a Colômbia, segundo o estudo da OCDE, tomou a dianteira nesse processo de inclusão e já conseguiu baixar sua média para 2,85 alunos por computador.

Ter acesso ao computador e à internet em casa, segundo especialistas, é um estímulo poderoso ao interesse dos estudantes por essa disponibilidade na escola, além de permitir a continuidade do estudo e a ampliação do conhecimento. A pesquisa da OCDE constatou que 53,3% dos estudantes brasileiros não têm computador em casa. Portanto, quase metade desse universo está fora do mundo digital, a não ser por visitas esporádicas a lan houses. Para ter uma ideia da situação brasileira, essa média registrada nos países da OCDE é de apenas 5,7%. Mas é também necessário cuidar do atraso do país em relação a computadores e à internet nas escolas.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) revelam que 9,5 milhões de alunos, um quarto do total, estudam em escolas sem laboratório de informática. Além disso, segundo dados da OCDE, em 62,5% das escolas brasileiras faltam computadores ou os disponíveis são inadequados. Essa relação não passa de 8% na Coreia do Sul, país que colhe os frutos da revolução na educação que vem fazendo há quatro décadas. Os coreanos compreenderam há anos que educação é, cada vez mais, questão de sobrevivência no mundo competitivo.
Planos de expansão distorcem base das teles

Valor - 05/07/2011

Um batalhão de acionistas inativos distorce a comparação entre a quantidade de investidores individuais divulgada pelas empresas abertas e o total de pessoas físicas que aplicam em ações reportado pela BM&Bovespa mensalmente. Na contabilização da bolsa, entram apenas as ações em custódia na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), enquanto o número divulgado pelas companhias inclui também as ações registradas nos antigos títulos "ao portador" (que não valem mais) e cuja custódia está hoje em bancos.

As empresas de telefonia ilustram bem a diferença entre as contabilizações - e, por isso, foram excluídas do ranking elaborado pelo Valor. A Telesp, por exemplo, tinha quase 1,5 milhão de acionistas pessoas físicas no fim de 2011, mais do que o dobro do total de investidores individuais reportado pela bolsa para o período, 610,9 mil. Essa base acionária inchada é uma herança dos planos de expansão da Telebrás - desmembrada em 12 empresas na época da privatização. Até a década de 1990, quando um consumidor comprava uma linha telefônica em um plano de expansão recebia também ações da companhia.

Buscando limpar sua base acionária, a própria Telebrás realizou um grupamento de ações na proporção de 10 mil para uma no fim do ano passado. Com isso, o número de acionistas pessoas físicas passou de mais de 2 milhões no início de 2010 para cerca de apenas 151 mil no começo deste ano.

Os títulos que representavam essas ações estão, em grande parte, esquecidos nas gavetas.

O leilão das frações resultantes do grupamento, realizado em março deste ano a preços de mercado, movimentou mais de R$ 13 milhões. Mas apenas 3% desse valor foi resgatado até o momento, de acordo com a assessoria de imprensa da companhia. Ou seja, R$ 12,6 milhões estão disponíveis.

Ao todo, foram vendidas 554,8 mil ações ordinárias a R$ 15,79 cada uma, enquanto cada uma das 484, mil ações preferenciais restantes saiu por R$ 9,76.

Para retirar o valor correspondente as suas ações, os acionistas devem ir até uma agência do Bradesco portando documento de identificação e CPF. O valor não sofre nenhum tipo de correção monetária.