sábado, 14 de maio de 2011

Telecom Italia May Work With Telebras on Broadband, Folha Says

Bloomberg - 14/05/2011

Telecom Italia SpA (TIT)’s Chief Executive Officer Franco Bernabe proposed to the Brazilian government to partner with Telecomunicacoes Brasileiras SA on the country’s broadband plan, Folha de S. Paulo reported.

Telecom Italia’s proposal to the government included offering broadband access to Brazilian users at a lower price than the 35 reais ($21) per month set by the government, Folha said, citing Bernabe.

Brazil’s government chose state-controlled Telecomunicacoes Brasileiras, known as Telebras, in August 2010 to provide high- speed Internet access in more than 4,000 cities by 2014.
É a morte do telefone fixo?

Zero Hora - 15/05/2011

Aliado à dependência dos celulares, plano da British Telecom de aumentar encargos sobre linhas fixas pode indicar o fim da ligação tradicional

Há não muito tempo, era o próprio pesadelo: você levanta o telefone fixo e não há sinal de linha. O telefone está morto em sua mão. Na maior parte do século 20, esse era um clichê de filme de horror, um símbolo do isolamento e de um terrível destino antecipado. Mas, apenas 15 anos depois de Drew Barrymore ter atendido seu assassino na primeira cena do primeiro Pânico, a morte da linha está perto de se tornar uma realidade e uma realidade inteiramente de nossa autoria.

Na Grã-Bretanha, a principal operadora de telefonia fixa, a British Telecom (BT), anunciou recentemente planos de aumentar os encargos para ligações, em uma tentativa de manter a viabilidade dos serviços. A iniciativa sugere que a BT – que durante muito tempo apelou para a emoção da linha fixa sobre as chamadas de telefones móveis, com o slogan “se vale a pena ter uma conversa, faça-a com seu telefone da BT” – pode ter desistido de fazer o relógio andar para trás. Nos Estados Unidos, a proporção de famílias que têm celular e nenhuma linha fixa aumentou para um quarto. A mais recente pesquisa de tamanho decente feita na Grã-Bretanha, em 2007, colocou a estimativa equivalente em 15%, mas o número provavelmente deve ter aumentado desde então.

Meu telefone fixo raramente toca. E, mesmo que toque, normalmente não atendo. Parece um conceito cada vez mais alienígena, levantar o telefone sem saber quem está do outro lado, tanto que quase sempre deixo a secretária eletrônica atender. Ah: e nunca, nunca ouço mensagens deixadas na secretária eletrônica. Meu raciocínio é que uma mensagem deixada em uma casa quando ninguém está lá, por definição, deve ser tão “não urgente” que não precisa ser ouvida. Presumo que, se alguém realmente precisa de mim, me encontrará em meu celular, por meio de texto ou e-mail.

E isso na majestosa idade de 37 anos. Para milhões daqueles que hoje estão na faixa dos “20 e poucos”, que têm um número de celular desde a adolescência e para os quais uma linha fixa faz pouco sentido prático nos anos de transição antes de se estabelecerem, o momento de escolher uma linha fixa própria pode nunca chegar caso se torne uma despesa alta. Minha irmã e meu colega mais próximo têm bons empregos e hipotecas, mas não têm telefones fixos.

A morte do telefone fixo é uma virada cultural que afeta nossas vidas privadas e públicas. Ela nos desatrelou de nossos grupos – no escritório, onde o e-mail nos desconectou do que as pessoas a três metros de distância fazem todo dia e, ainda mais significativamente, em casa. Em qualquer família, antes de os celulares assumirem o controle, a linha fixa servia como um painel de comando para as relações de todos fora de casa.

O telefone tocava, você atendia, perguntava quem era e, então, passava o telefone. Todo mundo sabia quem ligava para você e quanto tempo você falava. Entre famílias, casais, colegas de apartamento, era um tipo de mapa invisível do conhecimento sobre a vida afetiva e social de todos.

Agora, somos todos operadores freelance. Na minha adolescência, tínhamos um telefone na cozinha e um no andar de cima – mas até o ato de transferir uma ligação era muito revelador. Meus filhos adolescentes nunca serão tão transparentes para mim como eu fui para os meus pais.

E, embora devotados aos nossos telefones móveis, a maior parte do tempo não estamos falando, mas digitando. Instituições beneficentes oferecem a opção de fazer doações por meio de mensagem de celular, para poupá-lo de ter de falar com qualquer pessoa. A cultura do escritório tornou-se cada vez mais silenciosa.

Como alguém que aprendeu a fazer o seu trabalho ouvindo as pessoas em torno de mim, pergunto como os jovens de hoje aprendem o caminho das pedras. Agora que o “escritório do canto” (espaço com duas faces envidraçadas especialmente destinado aos chefes nos escritórios americanos) é tão retrô quanto Mad Men, a cultura dos escritórios abertos exige um nível de quietude. Quando comecei a trabalhar, você sabia tudo sobre a pessoa que sentava perto, porque as pessoas não tinham outra escolha além de conduzir suas relações com amantes, mães e gerentes de bancos a partir do telefone de suas mesas, e você não tinha outra escolha a não ser fingir não escutar.

Com a morte da linha compartilhada, todos nós ficamos um pouco mais inacessíveis em nossos mundos individuais e menos disponíveis. O telefone móvel, com sua arrogante tecla de “ignorar”, é uma forma optativa de comunicação.

Há uma fala no filme The September Issue em que o editor de Anna Wintour diz que “ela não se torna acessível para pessoas a quem não precisa estar acessível”. Ao não atender aos nossos telefones fixos, trazemos um pouco dessa crueldade às nossas vidas domésticas. Esperamos nos comunicar com base em nossas próprias condições e no momento apropriado. Some-se a isso o fato de muitos com quem falei terem dito que as únicas pessoas que ligavam para seus telefones fixos eram parentes mais velhos, e há uma levemente insensível margem para nossa disposição de deixar o telefone tocar.

Seria triste se, tendo abarrotado nossas vidas de mensagens de texto, tweets e atualizações de status, não tivéssemos mais energia para falar com as pessoas que querem falar conosco. De maneira interessante, formas relativamente novas de interação online, como o Twitter e as mensagens instantâneas BBM, retornaram a um estilo mais conversacional e bidirecional, em vez da abordagem-relâmpago de enviar um email. Os filmes de horror evoluíram da cortada linha fixa para o temível recurso de roteiro do “sem bateria/sinal fraco”. Mas, na vida real, estamos todos fugindo assustados de um telefone que toca.

Tradução: Patrícia Feiten
JESS CARTNER-MORLEY | The Guardian

Comentário do Laboratório de Idéias: este é um dos motvos de as operadoras de telefonia fixa apresentarem um quadro de delirium tremens quando se cogita na possibilidade de a Telebrás atender a última milha, pois a estatal poderia levar aos seus usuários a telefonia IP, a um custo muito baixo ou até gratuito, conforme o interesse social.

Por outro lado, também é um dos fatores que pode explicar o repentino interesse das operadoras em fazer parceria com a Telebrás no PNBL. Afinal, conforme o dito popular, "se não podes com teu inimigo, alia-te a ele" - e entre "parceiros" não pode haver guerra.
Telebrás promete seis cidades para o mês que vem

O Estado de S.Paulo - 14/05/2011

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, anunciou que as primeiras seis cidades serão interligadas à rede da Telebrás até a primeira quinzena de junho. São elas: Brasília e Samambaia, no Distrito Federal, e Pirineus, Bandeirantes, Morrinhos e Itumbiara, em Goiás.

Vencida essa fase, faltará a ligação até a casa dos usuários, papel que terá de ser exercido pelo setor privado. E, segundo o executivo, não faltam interessados. "Temos mais de 400 provedores cadastrados, além de operadoras de telefonia móvel", ressaltou. Segundo Santanna, em quatro meses, a Telebrás estará conectando 150 cidades mensalmente.
TIM quer parceria com Telebrás e Correios

Italianos oferecem preço inferior ao estipulado por governo em banda larga e sugerem telefonia móvel com estatal

"Tudo o que a Oi ofertar nós fazemos pela metade", diz presidente; investimento chegaria a US$ 8,5 bi até 2013

Folha de São Paulo - 14/05/2011

O presidente mundial da Telecom Italia (dona da TIM), Franco Bernabè, apresentou ao governo federal duas propostas bilionárias: uma parceria com a Telebrás no plano de banda larga e outra com os Correios em uma empresa de telefonia móvel com a bandeira da estatal. Ambas com a infraestrutura da TIM.

A oferta da empresa italiana para banda larga prevê um preço ao consumidor inferior aos R$ 35 estipulados pelo governo para o seu projeto de inclusão digital, o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). "Tudo o que a Oi ofertar nós fazemos pela metade", disse Bernabè à Folha, provocando a concorrente, que no ano passado apresentou proposta para comandar o projeto por R$ 27 bilhões.

A diferença é que a Oi se coloca como gestora, enquanto a TIM oferece parceria com a Telebrás. Segundo o presidente da TIM, o também italiano Luca Luciani, o custo da telefonia móvel é muito menor que o da fixa: "A gente oferece por R$ 0,50 diário acesso a smartphone, o que dá R$ 15 mensais. Temos 8 milhões de usuários. Dá para fazer isso em escala global? Dá."

Já a parceria com os Correios seria com base na decisão do governo de que a estatal deverá oferecer um celular próprio pelo sistema MVNO, que significa um operador virtual. A TIM entraria com a infraestrutura.

Em entrevista na embaixada da Itália, Bernabè disse que a sua empresa fez uma guinada estratégica em seus investimentos internacionais nos últimos anos. Depois de se desfazer de ativos na América Latina e Europa, concentrou-se no eixo Itália/Brasil/Argentina. A empresa saiu de Chile, Venezuela, Bolívia, Peru e Cuba. Na Europa, da Alemanha, Espanha e Turquia. Hoje, o mercado brasileiro corresponde a 22% do faturamento global da Telecom Italia, de € 27 bilhões.

Segundo Bernabè, o Brasil deverá continuar recebendo investimentos estimados em R$ 8,5 bilhões até 2013. "Há uma "brasilianização" forte da nossa empresa. Temos um plano ambicioso e um compromisso de longo prazo com o Brasil", declarou, acrescentando que cerca de 40% dos novos investimentos da TIM estão indo para Norte e também Nordeste, onde já é líder.

Diz também que um diferencial brasileiro em relação a outros emergentes, como Índia e China, são as afinidades culturais e históricas entre Brasil e Itália. Citou até a forte comunidade italiana. O executivo só foi reticente em relação à qualidade da mão de obra. "Pode ser realmente um problema, mas o Brasil tem uma população muito jovem, e a presidente Dilma Rousseff está cuidando disso."

Meta é sair na frente da concorrência
Caso acerte com o governo sua participação no plano de banda larga, a TIM sairá na frente de suas quatro grandes rivais de telefonia móvel: Vivo, Claro, Oi e Nextel.

O governo pretende oferecer o serviço a 35 milhões de domicílios até 2014, a R$ 35 por mês. O presidente da TIM, Luca Luciani, diz que a empresa já oferece internet a 8 milhões de usuários de celulares, a R$ 15 mensais.

Empresa tem processo na Justiça italiana
A Telecom Italia tem dois problemas a enfrentar. Um é o processo por corrupção e espionagem que corre naquele país. Outro é que o setor de telefonia é o segundo em número de reclamações no Procon, só atrás dos bancos, e a TIM é uma das que engrossam a lista.

Para o presidente da empresa, Franco Bernabè, o processo judicial "é coisa do passado". Quanto às reclamações de consumidores, ele diz que, em relação à TIM, caíram 10% em 2010.
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TIM versus Claro

Veja - Radar - 14/05/2011

Uma das brigas mais renhidas do mundo dos negócios se dá hoje entre a TIM e a Claro. Disputam aparelho a aparelho a vice-liderança do mercado de celulares. Apenas 500 000 linhas, num universo de 200 milhões, as separam.

Para tentar manter-se em segundo lugar (a TIM vem, mês a mês, se aproximando), a Claro apostou nas queridinhas da vez, as classes C e D, e lançou uma agressiva campanha de promoções. Os próximos meses dirão quem venceu a parada.
Ativos de telecomunicação da AES são cobiçados, afirma Britaldo Soares

Brasiliana analisará a possibilidade de venda da Eletropaulo Telecomunicações (SP) e da AES Comunicações (RJ)

Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas - 13/05/2011

A Brasiliana analisará a possibilidade de venda dos ativos da Atimus, que envolve a Eletropaulo Telecomunicações (SP) e a AES Comunicações (RJ). Nesta sexta-feira, 13 de maio, a empresa publicou fato relevante, em conjunto com as controladas AES Elpa e AES Eletropaulo, informando que estuda a possibilidade de alienação das duas empresas. No início da tarde, o presidente da AES Brasil, Britaldo Soares, afirmou, em entrevista coletiva, que há bastante interesse nos ativos, que passam por 21 estados [municípios?] entre Rio de Janeiro e São Paulo.

"São ativos cobiçados. É uma rede 5.500 quilômetros de fibra óptica nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Em vista de manifestações que temos recebido na Brasiliana, temos nos mantido abertos a essas eventuais possibilidades", comentou Britaldo, em teleconferência sobre os resultados da AES Brasil no primeiro trimestre.

Britaldo lembrou que esse ativo foi removido do controle da AES Eletropaulo, em 2005, em atendimento à regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica, que determinava que atividades não inerentes à distribuição fossem removida das concessionárias. O executivo explicou que a relação que a AES Eletropaulo tem com Atimus se restringe à Eletropaulo Telecomunicações. "Em função de uma eventual negociação referente à Eletropaulo Telecomunicações, as considerações em relação à Eletropaulo serão feitas e, se houver alguma diferença a ser retornada à AES Eletropaulo, assim será feita", disse.

No fato relavante divulgado na manhã desta sexta-feira, 13, as empresas ressaltaram que nenhum acordo para a venda dos ativos de telecomunicação foi assinado. "Não há nenhum documento vinculativo relativo a transação, não sendo possível assegurar que a mesma se concretize e nem tampouco informar os eventuais impactos nas companhias. A Brasiliana, a AES Elpa e a AES Eletropaulo manterão o mercado informado de qualquer novo desenvolvimento", comunicaram.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Plano de banda larga faz 1 ano sem avanços

Estadão - 13/05/2011


O Plano Nacional de Banda de Larga (PNBL) completou esta semana um ano sem gerar motivos para comemoração. Doze meses depois da publicação do decreto (12 de maio de 2010) que estabeleceu as diretrizes do programa e reativou a Telebrás, com poderes para gerenciar o projeto, as metas, usadas como bandeira na campanha eleitoral de Dilma Rousseff à presidência da República não foram cumpridas. Resultado: nenhum município foi contemplado ainda com a interligação à rede pública de internet de alta velocidade; muito menos com o acesso a pacotes de banda larga a R$ 35 (com impostos e R$ 29,80 sem impostos). E não há previsão de quando as promessas serão, de fato, concretizadas.

Em um ano, a cobertura de banda larga nos municípios do PNBL foi adiada diversas vezes. A previsão inicial, anunciada no lançamento do programa, de conexão de 100 cidades até o fim de 2010, não se concretizou. A lista desses municípios foi, então, incorporada à meta de 2011, elevando de 1.063 para 1.163 as cidades a terem acesso ao PNBL até dezembro. O Planalto havia anunciado que as primeiras cidades seriam conectadas à rede da Telebrás até abril, o que de novo não aconteceu. Agora o governo não estabelece novos prazos e já anunciou que o PNBL terá de ser revisto.

No fim do mês passado, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, admitiu que o corte de recursos para a Telebrás vai atrasar os planos do governo, tendo impacto direto sobre a cobertura de 1.163 municípios até o fim do ano. Na ocasião, Alvarez ressaltou, porém, que a meta será cumprida, mesmo que com atraso, e que está mantida a previsão de 2014, previamente anunciada para 4.278 municípios.

Rogério Santanna, presidente da Telebrás, disse à Agência Estado que o atraso no PNBL não ocorreu por “culpa” da estatal, mas sim pelo contingenciamento de recursos para a empresa. “Sem orçamento, não tem como cumprir meta”, ressaltou. “As coisas que acabaram refletindo em atraso estavam fora de nossa governabilidade”, observou o executivo, usando como exemplo o atraso do fechamento do contrato com a Petrobras e a Eletrobrás para uso de suas redes e o contingenciamento de recursos.

Santanna argumentou que o orçamento da estatal só foi aprovado em 31 de dezembro de 2010 e, ainda assim, o valor aprovado foi bem menor que o pleiteado. Segundo ele, dos R$ 600 milhões requeridos para 2010, só foram aprovados R$ 316 milhões, que estão empenhados e só serão liberados a partir de junho. Os R$ 400 milhões requeridos para 2011, por sua vez, foram reduzidos a R$ 226 milhões, dos quais só R$ 50 milhões foram liberados.

Interligação
Apesar dessas limitações, Santanna fez questão de frisar que a estatal está cumprindo o seu papel. “O objetivo era montar a empresa para ela funcionar, e isso foi feito”, afirmou. O executivo lembrou que, há um ano, a Telebrás tinha apenas cinco funcionários; mas hoje são cerca de 150. “Todos os contratos de licitação previstos foram contratados. Temos R$ 207 milhões assinados, que estão sendo executados”, garantiu.

Santanna anunciou as primeiras seis cidades serão interligadas à rede da Telebrás até a primeira quinzena de junho: Brasília e Samambaia, no Distrito Federal; e Pirineus, Bandeirantes, Morrinhos e Itumbiara, em Goiás. Vencida essa fase, faltará a ligação dessa rede implantada até a casa dos usuários, papel que terá de ser definido pelo setor privado. E segundo o executivo, não faltam interessados.

“Temos mais de 400 provedores cadastrados, além de operadoras de telefonia móvel”, ressaltou. Segundo Santanna, a interligação das cidades aumentará gradativamente a cada mês e, dentro de quatro meses, a Telebrás estará operando com sua capacidade máxima, conectando 150 cidades mensalmente.

Na quinta-feira, 12, ocupando o posto de ministro interino em função da viagem do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para a Coreia, Alvarez fez questão de ressaltar que o PNBL é prioridade para o governo e a presidente Dilma quer uma espécie de “PNBL acelerado”. Para isso, a presidente determinou a destinação de até R$ 1 bilhão por ano para a Telebrás investir em redes de fibras óticas e a aceleração da votação dos regulamentos necessários para viabilizar o PNBL, como o regulamento da TV a cabo e a liberação de faixas de frequência para a implementação da quarta geração da telefonia celular (como a faixa de 2,5 GHz e 3,5 GHz, que também podem ser utilizadas para a banda larga).

Outra medida foi a imposição da velocidade mínima de um megabit por segundo, com o compromisso de elevá-la mensalmente até 2014, pelo preço máximo de R$ 35 nas negociações do Ministério das Comunicações com as empresas como instrumento de troca pela flexibilização da terceira revisão do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III), que era para ter entrado em vigor em 1º de janeiro, mas foi prorrogado devido ao impasse com as concessionárias de telefonia fixa.
Abinee defende avanço do PNBL para evitar ‘apagão’ na Copa

Tele.Síntese - 13/05/2011

O presidente da entidade, Humberto Barbato, disse que evento deve servir para que país supere gargalos de infraestrutura

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, defendeu o avanço do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), como forma de evitar a ocorrência de apagões durante a Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016, que serão sediados no Brasil. O empresário ressalta que os eventos devem servir para que o país supere um de seus maiores e antigos gargalos: a infraestrutura deficiente.

Segundo Barbato, a infraestrutura de comunicações é tão importante quanto a energética, de portos, de aeroportos e de rodovias. Na área energética, ele defende a implementação do Smart Grid (digitalização das redes que compõem o sistema elétrico), que trará qualidade e confiabilidade para a rede, identificando possíveis falhas e promovendo o uso eficiente da energia.

Barbato sugeriu que os comitês organizadores apresentem um planejamento dos investimentos para evitar que as obras atrasem ainda mais, limitando a capacidade de fornecimento das empresas instaladas no Brasil e aumentando os custos dos projetos, restando, para a última hora, somente a possibilidade da importação. Ele acredita que essa é uma oportunidade para priorizar a indústria nacional e, consequentemente, sirva para trazer desenvolvimento ao país.
Governo antecipará conclusão dos aneis Norte e Sul da Telebras

Teletime - 13/05/2011


O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, César Alvarez, afirmou que já foram definidas medidas para antecipação de dois itens centrais do cronograma de implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) no que diz respeito à Telebrás: a antecipação dos enlaces do Sul (para entrada no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e do Norte (Manaus), cuja entrega deveria ocorrer apenas após a conclusão dos anéis do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, previstos para este ano.

Os enlaces fazem a conexão com as redes municipais. A dinâmica de instalação dos aneis de enlace do Norte e do Sul, antes com entrega prevista para 2014, vai ser mais rápida, como forma de atender a Copa das Confederações, em 2013, exatos 12 meses antes da Copa do Mundo 2014, com jogos em 12 capitais brasileiras.

O anel do Sul será entregue ainda este ano e o do Norte em 2012”, anunciou o secretário, após uma tarde de audiências com Motorola, Abdib, TIM e ZTE, a fabricante chinesa que começa a produzir em agosto equipamentos DWDM no Brasil.

“Queremos fazer da Copa e Olimpíada uma estrutura que prepara o Brasil para 2020 – e não só em capacidade, mas em inovação em telecom”, diz o secretário. Alvarez estima que haverá grande demanda de banda pelas empresas de mídia que farão a cobertura dos jogos. Para viabilizar as transmissões em tempo real, o plano é dotar as portas de interconexão submarina por fibra com Miami (EUA) e Europa com "grandes servidores para interação", nas palavras do secretário. Essa estrutura será implantada no Ceará, onde também está em implantação um cinturão digital.

Para a Olimpíada 2016, no Rio, Alvarez prevê a oferta de banda por fibras ópticas, em vez de rádio, em toda extensão do backhaul e do backbone.

ZTE

Segundo o secretário, a ZTE vai investir vai investir R$ 200 milhões até 2016, para fortalecer seu parque de produção no país, onde produzirá smartfhones e equipamentos DWDM. A primeira fase, com a montagem de centro multisserviço, consumirá R$ 50 milhões em Hortolândia, onde constrói as instalações físicas para pesquisa, desenvolvimento e fabricação dos equipamentos, inicialmente o radioenlance.
Serpro cria centro de dados para prover serviços na nuvem [e confirma parceria com a Telebrás]

Convergência Digital - Cobertura Consegi 2011
:: Luiz Queiroz :: 13/05/2011


O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, anunciou nesta sexta-feira, 13/05, no Consegi 2011, evento que acontece em Brasília, que a empresa, ainda este ano, dará o pontapé inicial para a construção de um centro de dados (modular), voltado para a prestação de serviços na nuvem que a estatal proverá ao Governo Federal.

Segundo o executivo, inicialmente, serão investidos R$ 20 milhões. A previsão é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre. O centro de dados ficará no Rio de Janeiro, nas novas instalações do Serpro, no Andaraí, zona norte da cidade.

Em entrevista à CDTV, Marcos Mazoni fala do novo projeto e dos serviços que serão ofertados no modelo de cloud computing. Acompanhe.

Sem recursos, Minicom aposta em parcerias para acelerar PNBL

Tele.Síntese - 13/05/2011 - Lúcia Berbert


O governo aposta na parceria entre Telebrás e operadoras privadas para construção backbone e backhaul, como forma de assegurar o avanço do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) este ano. Segundo o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, as negociações com a TIM/Intelig e GVT estão avançando e as empresas já manifestaram interesse em investir em implantação de rede onde não há a presença das fibras da Eletrobras ou da Petrobras.

“Nós temos a recomendação expressa da presidente Dilma Rousseff de avançar nesse área”, disse Alvarez. Ele chegou a rebatizar o plano, que completou um ano nesta quinta-feira (12), de “PNBL Acelerado”.

Nesta semana Alvarez recebeu o presidente da Telecom Itália, Franco Bernabè, que reafirmou o interesse em firmar parceria com a Telebrás para investir em rede, já manifestada em encontro anterior entre o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, e o ministro Paulo Bernardo.

Segundo Alvarez, a direção da GVT também manifestou interesse em otimizar o uso das redes no país, seja por meio de compartilhamento ou por construção de infraestrutura de backbone e backhaul onde ainda é necessário, sempre em parceria com a estatal. “A Sercomtel e a CTBC serão parceiras da Telebrás, além da Oi, Telefônica e Embratel”, disse o secretário-executivo.

A busca por parceria para construção de redes é a forma que o governo encontrou para driblar as limitações orçamentárias deste ano. A Telebrás deve ter seu orçamento limitado a R$ 366 milhões em 2011, recursos insuficientes para atender as metas projetas de atender 1.163 cidades com a rede pública. Não há, sequer, condições técnicas para atender a mais de 800 municipios este ano.

Novas metas

Além das parcerias com operadoras privadas, as novas metas para a Telebrás devem incluir o atendimento as três capitais do Sul (Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis), antes previstas para 2012. “Nessas cidades, a atuação da Telebrás terá a ajuda dos governos estaduais”, antecipou Alvarez.

Outra meta prevista do PNBL é fortalecer o cinturão do Ceará e as conexões internacionais, que saem daquele estado. E ainda a antecipação do atendimento à região Norte, antes previsto para 2014.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Com metas atrasadas, Telebrás se prepara para ajustes

Tele.Síntese - 12/05/2011

A Telebrás completa um ano de sua reativação nesta quinta-feira, data de edição do Decreto 5.175/2010 que instituiu o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e atribuiu à estatal a tarefa de sua consecução , muito longe de atingir as metas estipuladas. Pelo projeto inicial, a rede pública de telecomunicações deveria chegar a 100 cidades até dezembro do ano passado e a mais 1.063 este ano. Ao invés disso, a estatal se prepara para ligar as primeiras seis cidades até o final deste mês ou início de junho, além de ter começado a instalação em outras 17 cidades.

Além disso, o governo já anunciou que pretende ajustar as metas da estatal, em função dos cortes no orçamento e da necessidade de antecipar o atendimento da região Norte, onde a situação do acesso à internet é mais precária. Outra decisão da presidente Dilma Rousseff, de aumentar a velocidade mínima de 512 Kbps para 1 Mbps, apesar de não atrapalhar tecnicamente a Telebrás, poderá criar problemas para o acesso, já que os pequenos provedores, principais parceiros nas cidades onde a exploração do serviço não atrai as grandes operadoras, poderão ter dificuldades de atender a essa demanda.

Em entrevista ao Tele.Síntese, o presidente da estatal, Rogério Santanna, aponta as principais causas do atraso no cumprimento das metas, o que já foi feito até agora e o que poderá ser concluído nos quatro anos desse governo.

Tele.Síntese -A atuação da Telebrás vai começar nas seis cidades no trecho Brasília-Itumbiara, com as fibras de Furnas. E as demais, quando vão ser ligadas à rede?

Rogério Santanna – Nós já começamos em outras 17 cidades, inclusive uma rota para Fortaleza, com fibras da Chesf e Eletronorte. Dependemos ainda do contrato com a Petrobras, que devo assinar hoje ou amanhã, com o mesmo preço das elétricas. Isso vai nos permitir construir outra rota, a de São Paulo.

Tele.Síntese -O que atrasou o cumprimento das metas? Foi a falta de recursos?

Santanna – Não, porque ainda não precisamos desembolsar nada. O que atrasou foram os contratos com a Petrobras e a Eletrobras. Aquilo que era preciso fazer em dezembro, já estamos em maio e não vamos fazer aquilo que estava previsto, porque ainda não podemos entrar na Petrobras para separar as fibras e instalar os equipamentos.

No último domingo, com autorização da Justiça, foram desmembradas as fibras da Eletronet e os cinco pares destinados à Telebrás já estão ligados à rede em Brasília.

Tele.Síntese - A Aneel já liberou o uso das fibras das elétricas?

Santanna – Precisa ainda liberar, mas sei que a Aneel mandou os contratos para apreciação da Anatel e a última notícia que tive era de que estavam na procuradoria.

Tele.Síntese -Então as metas estão todas atrasadas?

Santanna – Vamos fazer os 4.283 municípios até 2014. Mas as 1.163 cidades previstas para este ano não será possível, primeiro porque a indústria só tem capacidade técnica para instalar 800 em 2011 e, até para atender esse número de cidades, dependemos da liberação de mais recursos, porque o que temos até agora não dá.

Tele.Síntese – O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, disse que a Telebrás está fazendo novos estudos de rede para ajustar as metas.

Santanna – Um dos pedidos que estamos estudando é a antecipação do Anel Norte da rede, em função das reivindicações dos governadores dos estados dessa região, especialmente o do Amapá, por causa da precariedade do atendimento lá. Estamos tentando entender as necessidades ndsses estados. Estamos estudando o uso do gasoduto da Petrobras entre Manaus e Coari, fechando acordo com o governo do Pará para compartilhar a rede do programa NavegaPará, estamos estudando todas as possibilidades para acelerar nossa presença na região.

Tele.Síntese - Há também a exigência da Fifa de ter redundância de rede nas cidades sedes da Copa de 2014...

Santanna – No Amazonas já há a fibra da Oi, mas não tem alternativa. E levar rede para lá não é uma tarefa fácil, tem que cruzar o rio Amazonas.

Tele.Síntese - Já tem uma previsão de quando a rede chegará à região Norte?

Santanna – Não temos, porque ainda estamos fechando o estudo.

Tele.Síntese - Com a mudança da velocidade mínima para 1Mbps determinada pela presidente Dilma Rousseff, o backhaul terá que ser feito todo por meio de fibra óptica? Essa mudança terá impacto nos custos ou no desenho da rede?

SantannaAs cidades maiores merecem ser cobertas por fibra, mas nas cidades menores temos que ver o que é mais vantajoso. É uma análise de natureza econômica, o que é mais rápido, tem que se estudar caso a caso. Pode-se começar com rádio, que é mais rápido, e depois substituir por fibra. Às vezes o uso de fibra sai mais barato, por exemplo, quando a banda é maior. Com um par de fibras é possível colocar de 10 Gigabits a 400 Gigabits, em tese. E depois da fibra instalada, o preço do Megabit começa a cair. Além disso, nos permite crescer.

Tele.Síntese - E os testes com as diferentes tecnologias, já surtiram algum resultado?

Santanna – Nós estamos testando em várias cidades o uso de soluções diferentes, que servirão para apontar as vantagens e as desvantagens. Se o sinal é forte, qual distância pega. No final, vamos fazer um ajuste fino no projeto.

Tele.Síntese - O aumento da velocidade de 512 Kbps para 1 Mbps traz algum contratempo?

Santanna – Não atrapalha em nada. A limitação de velocidade não está na Telebrás, mas sim no provedor. A capacidade de transporte da rede da Telebrás ficará em torno de 2 Terabits, superior portanto ao tráfego da internet brasileira, hoje na casa de 1.7 terabit. O problema está na tecnologia usada pelo provedor na última milha. O contratempo será na ponta.

Tele.Síntese - A Telebrás não vai receber R$ 366 milhões, da medida provisória e do orçamento?

Santanna – Vai, mas isso já estava previsto. Ainda falta. Mas acreditamos que poderemos fazer a subscrição de ações para aumento da capital agora em junho.

Tele.Síntese – O grupamento das ações da estatal acabou derrubando o preço dos papéis. Isso não é um prejuízo? Houve queda de até 50% no valor dos papéis...

SantannaA desvalorização atinge basicamente as ações preferenciais, o que não é ruim porque desestimula a especulação. Agora, as ações ordinárias têm pouca variação. E, no futuro, esperamos ficar só com as ações ordinárias.

Tele.Síntese - Quando a Telebrás poderá ter renda?

Santanna – Agora depende dos ajustes que a estatal deve passar. A previsão que tínhamos antes era de quatro a cinco anos. O próprio Cezar [Alvarez] anunciou a readequação de metas, com a antecipação do Anel Norte e o contingenciamento do orçamento. Essa previsão terá que ser refeita. Mas parece que o quadro está mais favorável. Segundo o ministro [Paulo Bernardo] anunciou, a Telebrás poderá até ter R$ 1 bilhão por ano, mais do que esperávamos. Mas certamente teremos metas maiores.

Tele.Síntese - E o valor do link de R$ 230 por Megabit, há possibilidade de redução?

Santanna – Essa tem que ser uma decisão de governo. Se a gente mexe no preço, demora mais tempo para o retorno. É preciso mudar o modelo de negócio.

Tele.Síntese - Com a mudança aprovada para os Correios, que agora dependerão de rede para novos serviços, é possível uma associação dele com a Telebrás, no sentido da ECT investir na construção de backhaul, por exemplo?

Santanna - Nós conversamos com os Correios quando a empresa queria fazer uma rede para ligar suas unidades em todo o país, mas na época não tínhamos condições de entrar na licitação. Até a BT Telecom ganhou a licitação. Mas esperamos retomar as conversas.

Tele.Síntese - Qual a sua sensação desse primeiro ano à frente da Telebrás?

Santanna – Nós conseguimos organizar a empresa, com a volta dos servidores cedidos à Anatel e a contratação de engenheiros no mercado. Hoje, temos um quadro ainda pequeno, mas muito capacitado. A questão crítica era promover os pregões sem virar uma pendenga jurídica interminável, sem perder nenhuma batalha jurídica. Já temos R$ 207 milhões de equipamentos contratados. O que atrasou não dependeu da gente, como os contratos (com as elétricas e a Petrobras) para uso da fibra e os cortes de orçamento.

Tele.Síntese – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que adiou para dezembro deste ano o fim do retorno dos servidores cedidos à Anatel. Isso também atrasa os planos da empresa?

Santanna – Faltam poucos. Mas em função disso, deveremos reabrir o prazo para opção ao Pisp [Programa de Indenização por Serviços Prestados], que havia sido encerrado em dezembro. Isso é importante porque precisamos fazer o provisionamento dos recursos. A reabertura do prazo deve acontecer agora em julho.

Tele.Síntese – Quantos funcionários optaram pelo Pisp?

Santanna – Um pouco mais de 60.

Tele.Síntese -Você está otimista com o futuro da empresa?

Santanna – Eu sou otimista. Se não fosse, não comprava uma briga dessas. Porque os interesses contrariados têm um lobby forte e muito bem pago.
PNBL: GVT e Embratel também fornecem links Internet à Telebrás

Convergência Digital :: 12/05/2011


A Intelig não será a única fornecedora de links Internet para o Programa Nacional de Banda Larga. A GVT e a Embratel também vão fornecer a infraestrutura à Telebrás e assinaram contratos de R$ 22,7 milhões (Embratel) e de R$ 14,4 milhões (GVT). A Intelig venceu a maior parte dos lotes - R$ 33,6 milhões.

O esclarecimento foi feito por meio de nota oficial da estatal, divulgada nesta quinta-feira, 12/05. Segundo ainda a Telebrás, o pregão proporcionou uma redução de R$ 26 milhões no valor global da licitação, previstos inicialmente para R$ 96,8 milhões. O contrato final foi firmado em R$ 70,8 milhões.

Os contratos terão vigência de 24 meses e devem ser assinados nos próximos dias. A licitação compreende 12 itens englobando saídas de internet que ligarão a rede da Telebrás às demais redes em operação no Brasil e no mundo. O valor dos serviços de conexão relativos ao atendimento de seis rotas vencidas pela Intelig somam R$ 33,6 milhões. A Embratel vai fornecer três delas, no valor de R$ 22,7 milhões e a GVT outras três no valor de R$ 14,4 milhões.

Esses serviços compreendem as conexões partindo da rede da Telebrás para seguintes localidades: São Paulo (nacional e internacional), Brasília (nacional), Fortaleza (nacional de internacional) e Rio de Janeiro (nacional). A largura de banda demandada vai variar 250Mbps a 10 Gbps e uma mesma rota terá cobertura de duas empresas distintas para garantir a redundância na prestação dos serviços de conexão.
Banda larga precisa de novas faixas de frequência, segundo SindiTelebrasil

Tele.Síntese - 12/05/2011


Para sindicato, parte da banda de 700 MHz que será liberada a partir da digitalização da TV é vital para ampliação do acesso móvel à internet

A expansão da banda larga é fundamental para a construção da cidadania e formação de jovens, além de ser fator essencial para o desenvolvimento sustentável do Brasil e, consequentemente, promover a inclusão social, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).Conforme o sindicato, o espectro de radiofrequências é fundamental para se alcançar esses objetivos.

Dentre as faixas de frequência que podem ser usadas para a expansão da cobertura de serviços de telecomunicações, segundo o SindiTelebrasil, está uma parte da banda de 700 MHz que será liberada no processo de digitalização da TV no país e a faixa de 2,5 GHz, já atribuída internacionalmente para os serviços móveis.

“As características de propagação da banda de 700 MHz fazem com que ela se apresente como uma oportunidade única para se promover a massificação da banda larga no País de uma forma mais eficiente do ponto de vista técnico e econômico, além de permitir a transmissão de dados em grande velocidade”, diz comunicado do sindicato. Ele ressalta ainda que novas frequências serão necessárias para os eventos esportivos de repercussão internacional, como a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos, que ocorrem nos próximos anos no país. A demanda por serviços móveis no Brasil será superior a 300 milhões de usuários em 2016, conforme estimativas da GSM Association.
Telebrás reduz em R$ 26 milhões valor de licitação vencida pela Intelig, Embratel e GVT

Tele.Síntese - 12/05/2011

O custo passou de R$ 96,8 milhões para R$ 70,8 milhões, segundo a assessoria de imprensa.

O contrato da Telebrás com Intelig, Embratel e GVT para o fornecimento de links de interconexão para o acesso aos conteúdos disponibilizados na internet passou de R$ 96,8 milhões para R$ 70,8 milhões. Segundo informações da assessoria de imprensa da Telebrás, o valor diminuiu devido às negociações realizadas pela estatal após o encerramento da disputa de preços deste pregão (N° 08/2011), realizado pela internet por meio do Portal de Compras do Governo Federal

Os contratos terão vigência de 24 meses. A licitação compreende 12 itens. A Intelig será responsável por seis rotas vencidas e receberá R$ 33,6 milhões, a Embratel e a GVT serão responsáveis por treês rotas cada e receberão R$ 22,7 milhões e R$ 14,4 milhões, respectivamente.

Os serviços compreendem conexões partindo da rede da Telebrás para São Paulo (nacional e internacional), Brasília (nacional), Fortaleza (nacional de internacional) e Rio de Janeiro (nacional). A largura de banda demandada vai variar 250Mbps a 10 Gbps.
GVT vai vender banda larga de 35 Mbps por cerca de R$ 100,00

Tele.Síntese - 12/05/2011


Empresa também iniciou negociação com o Confaz sobre o ICMS

No segundo semestre deste ano, a GVT vai cortar quase pela metade os preços da banda larga de 35 Mbps, anunciou hoje o presidente da empresa, Amos Genish. Segundo ele, este acesso, que custa hoje R$ 199,00, passará a ser vendido em todas as cidades onde a empresa atua a "preços próximos de R$ 100,00".

Confaz

Ele disse ainda que a operadora começou a negociar com o Confaz (Conselho de Secretários da Fazenda Estaduais) a questão vinculada ao ICMS. Isto porque a GVT não recolhe o ICMS sobre o acesso à internet que comercializa, e só cobra este imposto estadual sobre o serviço que presta.

Genish afirmou que está bem tranquilo quanto à segurança jurídica desta forma de atuar da operadora, visto que a empresa ganhou no mérito, na segunda instância judicial, em todos os processos que questionavam esta metodologia.

Afirmou, no entanto, que a empresa se propôs e negociar com o Confaz uma outra alternativa porque os governos estaduais temem que as outras empresas de telecomunicações passem também a adotar a mesma interpretação, o que provocaria uma queda de receita para os cofres estaduais.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Discurso do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na “Korea Communications Conference 2011”

Ministério das Comunicações - 11/05/2011

Antes de mais nada, agradeço a oportunidade de estar presente a esta conferência e compartilhar com os senhores e as senhoras a visão de nosso governo sobre as políticas públicas para as tecnologias de informação e comunicação.

O Brasil, com seus 190 milhões de habitantes, é hoje um dos maiores mercados de TICs do hemisfério Sul. E, com o elevado desempenho econômico do país, vem crescendo de forma substancial nos últimos anos.

A venda de computadores pessoais cresceu mais de 23% no último ano. E, com cerca de 13 milhões e 700 mil unidades comercializadas, já somos o quarto maior mercado mundial de PCs, ficando atrás apenas de China, Estados Unidos e Japão.

Em 2003, o Brasil contava com 46 milhões de celulares em atividade. Mais do que quadruplicamos esse número – e em fevereiro passado chegamos a 207 milhões de terminais. Na TV paga, o número de assinantes passou de 3 milhões e 600 mil, em 2003, para mais de 9 milhões no final de 2010. E, no mesmo período, o número de conexões fixas em banda larga foi multiplicado de 1 para 15 milhões.

Apesar desse crescimento em ritmo acelerado, o Governo Brasileiro tem a consciência de que a expansão de nossa infraestrutura de redes, da oferta de serviços e do desenvolvimento tecnológico do setor ainda está muito abaixo do que seria necessário.

Sabemos, por exemplo, que os acessos à Internet oferecidos no Brasil ainda são lentos e caros se comparados a outros países. Sabemos, também, que boa parte de nossa população que hoje passou a integrar o mercado consumidor ainda não consegue ter conexões em banda larga porque os serviços não estão acessíveis em sua área a preços e qualidades compatíveis.

Foi com base nesta constatação que lançamos, em 2010, o Programa Nacional de Banda Larga. Com ele, começamos a tomar uma série de medidas para que os operadores privados de telecomunicações levassem os serviços de banda larga a mais localidades e a preços reduzidos. Essas iniciativas incluem reduções tributárias sobre equipamentos terminais e serviços; oferta de crédito; incentivos regulatórios e ações de política industrial.

Incluem, também, a reativação de uma empresa pública de telecomunicações, a Telebrás, que está construindo um backbone de 31 mil quilômetros, para competir no mercado atacadista com as carriers privadas. O objetivo é levar a banda larga a mercados pouco atraentes para o setor privado e induzir a queda de preços e a melhoria da qualidade dos serviços.

A Presidenta Dilma Rousseff, cujo mandato teve início em janeiro deste ano, nos determinou acelerar o Programa Nacional de Banda Larga e fazer com que, ao final de 2014, possamos contar uma oferta comparável, em termos de velocidade, cobertura e preço, àquela existente nas economias mais desenvolvidas.

Para tanto, o Brasil precisa urgentemente de grandes investimentos em rede. Precisamos multiplicar a extensão da cobertura óptica de nosso país – em especial nas redes intermediárias, ou backhaul, sem deixar de lado a multiplicação das tecnologias de acesso.

Estamos, também, estudando uma série de novas medidas regulatórias, ainda mais profundas do que as já adotadas, para criar um ambiente de investimentos que seja favorável ao setor privado e compatível com as necessidades sociais de nosso País.

Isso significa atrair novos investidores para a cadeia das tecnologias de informação e comunicação e, ao mesmo tempo, utilizar os recursos públicos em áreas nas quais ele se fizer necessário. Significa, também, estudar e viabilizar parcerias estreitas e virtuosas entre os setores público e privado – inclusive com parceiros internacionais.

O modelo final de nossas políticas ainda está sendo fechado – mas estou certo de que ele representará uma nova etapa para o setor. Pois temos ambiente econômico favorável, empresas sólidas, mercado interno forte, e – sobretudo – a determinação política de dotar o Brasil das tecnologias de informação e comunicação à altura do seu desenvolvimento.
Governança da Internet: É hora de o Brasil se posicionar

Convergência Digital - 11/05/2011


Numa economia global cada vez mais dependente da Internet faltam regras para arbitrar os conflitos entre os países, alerta o presidente da Telebrás, Rogério Santanna

Já no comércio eletrônico, o executivo diz que os deveres são privilegiados, mas os direitos, na maior parte, são negligenciados. "É fácil pagar uma conta online no Detran. Mas é complexo recorrer de qualquer falha", pontuou o executivo, que nesta quarta-feira, 11/05, participou de debate sobre o Plano Nacional de Banda Larga, no Consegi 2011, em Brasília.

Para o presidente da Telebrás, a posição brasileira no tema Governança da Internet é falha e precisa ser revista. Isso porque falta mobilização para a questão. "Não podemos nos esquecer do impacto da rede nos negócios. A China cria a sua política de restrição. Há problemas com outros países. E estamos vendo com a Web uma nova regra mundial de comércio. E não podemos não interferir", advertiu Santanna.

Para o executivo, o Brasil - para ter voz na discussão - precisa o quanto antes qualificar profissionais. "Não temos como participar do debate sem pesquisadores, sem bons especialistas", salientou. Acompanhe o trecho sobre governança da Internet em debate realizado no Consegi 2011, em Brasília.

Banda larga móvel será o dobro da fixa até final do ano, segundo Huawei

Teletime - 11/05/2011

Um ano após ultrapassar a banda larga fixa, o número de acessos de banda larga móvel caminha a passos largos no País para praticamente tornar-se o dobro da base fixa até o fim deste ano. A informação é da Huawei, que nesta terça-feira, 11, divulgou seu levantamento periódico sobre banda larga.

De acordo com o estudo, a banda larga móvel no Brasil cresceu 138% em 2010, mais de seis vezes em relação à fixa, que registrou crescimento de 21%. Há atualmente 24,4 milhões de acessos de banda larga móvel – 22,9 milhões 3G – e a projeção para o final de 2011 é a de 32 milhões de acessos de banda larga móvel e 17 milhões em fixa. Só no primeiro trimestre, segundo dados da Anatel, foram 6,3 milhões de terminais de dados móveis comercializados, sendo 4,8 milhões 3G.

O faturamento dos serviços de dados nas operadoras móveis no País cresceu 45% em 2010 e representam 17% da receita de serviços das teles.

Já no mercado global, a disparidade não foi tão grande. Segundo o relatório, a base de acessos de banda larga móvel cresceu o dobro (33,7%) em relação à fixa (17,8%), somando 940 milhões e 555 milhões, respectivamente.

Smartphones

Depois de ultrapassar a quantidade de PCs no mundo, os smartphones seguem firmes em sua trajetória de crescimento. No primeiro trimestre de 2011, um a cada quatro celulares vendidos no mundo foi um smartphone. Banda larga fixa

O xDSL ainda predomina no mundo como principal tecnologia de banda larga fixa, com 63% da base de assinantes, seguida por cable modem (20,3%) e FTTx (13,8%). No ano passado, as conexões via FTTx representaram 0,1% do total da base de banda larga fixa, contra 55% do Japão, 25% da Suécia e 5% dos Estados Unidos.

Cobertura

Até o término do primeiro trimestre de 2011, a cobertura de banda larga móvel estava disponível a 74% da população e 26% dos municípios brasileiros, segundo o relatório da Huawei. Só no primeiro trimestre, 154 novas cidades foram atendidas.
Intelig, GVT e Embratel vencem pregão da Telebrás

Tele.Síntese - 11/05/2011


Operadoras serão responsáveis pelo provimento de enlaces de comunicação e trânsito em vários estados

A Intelig, empresa controlada pela TIM desde 2009, foi declarada vencedora de seis dos 12 lotes do pregão eletrônico da Telebrás para provimento de enlaces de comunicação e trânsito para acesso à rede internet - nacional e internacional. A Embratel e GVT saíram vencedoras em três lotes cada. O pregão faz parte do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

O serviço de trânsito entre os POPs da Intelig e da Telebrás compreende as seguintes localidades de São Paulo, Brasília, Fortaleza e Rio de Janeiro com largura de banda de 250Mbps a 10 Gbps. Pelo contrato, a Intelig proverá, ainda, o tráfego de pacotes IP (IPv4 e IPv6) do sistema autônomo da Telebrás e de seus usuários como origem ou destino para todos os endereços da rede mundial de computadores.

A Embratel será responsável pelo provimento de enlace de comunicação e trânsito para acesso da rede da Telebrás e os POP´s da operadora localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Enquanto a GVT se encarregará do provimento de enlace de comunicação e trânsito para acesso à rede internet nacional, entre os POP´s da Telebrás e os seus localizados em Brasilia e Fortaleza.
Telebrás poderá utilizar rede da Eletrobrás sem consultar Aneel, diz parecer da procuradoria

Tele.Síntese - 11/05/2011

Segundo diretor da Aneel, decisão do superintendente sobre o assunto sai nos próximos dias

A Telebrás não precisa esperar a homologação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para utilizar as redes de fibras óticas das concessionárias da Eletrobrás e da Telebrás para fins do PNBL (Programa Nacional de Banda Larga). É o que garante o parecer da Promotoria, publicado no último dia 04 de maio no processo que transita na agência. Embora tenha caráter apenas opinativo e não obrigatório, a decisão do Superintendente de Concessão de Transmissão, Jandir Amorim, deve seguir a análise da Procuradoria Federal. O resultado final da questão sai nos próximos dias.

De acordo com o parecer, há “desnecessidade de homologação dos contratos de compartilhamento de infraestrutura celebrado entre as concessionárias de transmissão da Eletrobrás em razão do decreto 7175/10 ter autorizado de forma compulsória o compartilhamento da infraestrutura”. O artigo 5º do decreto prevê que “No cumprimento dos objetivos do PNBL, fica a Telebrás autorizada a usar, fruir, operar e manter a infraestrutura e as redes de suporte de serviços de telecomunicações de propriedade ou posse da administração pública federal”.

Conforme André Nóbrega, diretor da Aneel, todas as diligências solicitadas no processo já foram sanadas. A principal delas, que questionava a isonomia da Eletrobrás para usar as redes, foi sanada por meio de decisão do Tribunal de Contas da União que determinou que o processo é isonômico, ou seja, que o decreto dá o direito à Telebrás de compartilhar as redes de telefonia e fibras óticas das concessionárias.

Segundo Nóbrega, os contratos também foram repassado à Anatel no dia 11 de março, já que são de compartilhamento de redes elétricas e de telecomunicações, e agência deverá analisá-los de forma independente.
Rogério Santanna fala sobre o Plano Nacional de Banda Larga no Consegi

Consegi - 11/05/2011


Rogério Santanna, presidente da Telebrás, esteve na abertura do Consegi, realizada na manhã de hoje na ESAF, em Brasília.

Neste “Minuto Consegi”, ele falou da importância do Plano Nacional de Banda Larga, no processo de democratização do acesso à internet no Brasil.

O Minuto Consegi é uma produção da Tv Serpro, exclusiva para as mídias sociais. Em um minuto, palestrantes, oficineiros, caravaneiros, organizadores e outras pessoas que estiverem envolvidas de alguma forma com o Consegi, falam sobre os preparativos e as expectativas para o evento.

O Consegi está em sua quarta edição, será realizado entre os dias 11 e 13 de maio em Brasília e o tema deste ano é "dados abertos".

Logo mais, às 14h, ele participará de um debate sobre o “Plano Nacional de Banda Larga”, com transmissão ao vivo na internet.



Fibra ótica de internet pode chegar ao Amazonas pelo linhão de Tucuruí

PCEasyNet - 11/05/2011


Prefeitos e secretários de meio ambiente de nove municípios do Amazonas formaram um grupo de trabalho para discutir e encaminhar propostas de medidas ambientais compensatórias para a construção do Linhão de Tucuruí. Em encontro com o vice-governador do Amazonas, José Melo, na manhã desta terça-feira (10), representantes destes municípios, de órgãos públicos e da iniciativa privada discutiram a implantação do novo sistema de transmissão de energia. No encontro, foi discutido, ainda, o uso da nova estrutura para facilitar a oferta de internet.

Durante a reunião, foram apresentados e discutidos os detalhes da implantação do Linhão de Tucuruí, cujas obras iniciaram há dois meses. O empreendimento, que integrará o Amazonas e o Amapá ao Sistema Interligado Nacional (SIN), está inserido no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal para substituir a matriz energética estadual, e tem previsão de conclusão para o segundo semestre de 2012.

Balanço da concessionária que está construindo o Linhão, a Manaus Transmissora de Energia S/A – composta pela Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Chesf e a espanhola Abengoa –, aponta que, até o momento, foram gerados 2,2 mil empregos na implementação das linhas e subestações, sendo 1.035 somente no Amazonas. A estimativa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SDS) é de que sejam criados, até o próximo ano, dez mil empregos diretos.

“Além da geração de emprego e renda, nossa preocupação é que a construção do Linhão siga a política sustentável mantida pelo Governo do Amazonas”, afirmou a titular da SDS, Nádia Ferreira, ao analisar as características e o cronograma do projeto. As obras de engenharia já foram iniciadas nos municípios Rio Preto da Eva e Itacoatiara, restando Urucará, Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Nhamundá e Manaus, além de Parintins, cuja inclusão no traçado do empreendimento ainda está em discussão.

Participaram do encontro, na manhã desta terça-feira, membros dos Ministérios Público Estadual e Federal, das Secretarias de Estado do Planejamento (Seplan) e da Ciência e Tecnologia (Sect), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), da Empresa Estadual de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), do Ministério de Minas e Energia e do Ibama.

Grupo de trabalho

Após discussões a respeito do impacto ambiental e retorno econômico para as cidades e comunidades por onde passará o traçado do Linhão, lideranças dos municípios amazonenses envolvidos decidiram pela criação de um grupo de trabalho. “Os prefeitos e secretários de meio ambiente vão se unir, a partir deste mês, para encaminhar propostas de ações compensatórias ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), que é a entidade ambiental licenciadora da obra”, acrescentou Nádia Ferreira.

Para o vice-governador José Melo, a oferta de energia do Linhão deverá garantir a expansão de investimentos de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) e ampliar o desenvolvimento industrial do Estado. Segundo ele, a integração do Amazonas aos parques energéticos do restante do país também poderá representar a atração de novas indústrias.

“O Amazonas é o Estado que mais cresce no Brasil. Com o Linhão teremos energia limpa e suficientemente segura para poder sonhar com novos polos, como o gás-químico e o petroquímico. Também temos a maior mina de silvinita do Brasil e, por decisão do governador Omar Aziz e da presidenta Dilma Rousseff, vamos explorá-la e isso vai demandar muita energia”, frisou Melo.

Internet

Sobre a possibilidade de utilizar a fibra ótica da futura rede de transmissão do Linhão para melhorar a qualidade dos serviços de internet e telefonia digital no Estado, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Sect), deverá apresentar, ainda este mês, um acordo de cooperação técnica à empresa construtora do empreendimento.

De acordo com o vice-governador, as negociações têm sido feitas junto ao Ministério de Minas e Energia, ao Ministério das Telecomunicações e à Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) para trazer a banda larga à capital e ao interior, com ganhos na velocidade que poderão chegar até 100Gbps, por meio do cabeamento do Linhão de Tucuruí.

“O governador Omar Aziz e eu já tivemos uma série de reuniões a respeito desse processo. Estamos agindo nos mesmos moldes das transações que ocorreram no Amapá, onde também foi assinado um termo de cooperação técnica com a empresa responsável pela construção do Linhão naquele Estado que permitiu o uso da fibra ótica”, complementou José Melo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

"Há muita desinformação sobre a Telebrás", diz Alvarez a empresas europeias

Teletime - 10/05/2011


O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, aproveitou nesta terça, dia 10, a presença de representantes de operadoras e órgãos reguladores europeus no evento da EUBrasil, entidade de relacionamento comercial para empresas de TICs brasileiras e europeias, para tentar esclarecer o papel da Telebrás no PNBL e aspectos das políticas públicas com vistas a fortalecer uma indústria nacional.

O evento ocorreu na BITS 2011, que acontece esta semana em Porto Alegre. “Desde a primeira reunião da EUBrasil em Bruxelas, os órgãos reguladores europeus, em alinhamento com as operadoras de seus países, têm uma ideia errada da Telebrás. Ela não vai concorrer no varejo, vai fazer parcerias com empresas privadas para investir em novas redes e não vai fazer última milha”, esclarece Alvarez, repetindo o que o governo diz desde o ano passado.

Também a legislação que dá prioridade para equipamentos desenvolvidos no Brasil nas compras da Telebrás tem recebido críticas, sobretudo de empresas europeias e chinesas. “O que estamos tentando é trazer parte das redes de inovação das empresas globais, com centros de pesquisa e desenvolvimento para o Brasil”, explica. Alvarez chegou a ser enfático durante sua apresentação no encontro promovido pela EUBrasil: “Não nos cobrem hoje o que vocês fizeram no passado. Essas políticas não são novas na Europa, e o que queremos é o fortalecimento da indústria nacional como uma visão estratégica. Tragam parte de sua rede de inovação para o Brasil”.

Revisão
Alvarez salientou ainda que está em andamento a revisão do papel da Telebrás, que passará a firmar também parcerias com governos estaduais, consórcios de municípios, operadoras de telecomunicações e pequenos provedores para investir na construção de redes. Um exemplo é o estudo de parceria com a GVT e a companhia energética do Rio Grande do Sul para fechar um anel que ligará o estado à Argentina e Uruguai.

Apesar de o presidente da Telebras, Rogério Santanna, ter garantido que companhia terá um orçamento anual de R$ 1 bilhão, Alvarez trabalha com no planejamento de três cenários-base de investimentos: orçamentos de R$ 350 milhões, R$ 600 milhões e de R$ 1 bilhão por ano. “Num primeiro momento, a Telebrás se adequou ao atraso de recursos, e agora se readequa à entrada de novos recursos e oportunidades não-financeiras”, disse o secretário-executivo.
Meta de plano de banda larga exige investimento em fibra ótica

Jornal Floripa - 10/05/2011

A velocidade mínima de 1 mbps (megabit por segundo) para o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) imposta pela presidente Dilma Rousseff vai demandar a construção de mais redes de fibra óptica do que o previsto inicialmente, quando a meta mínima de velocidade era 512 kbps. Para isso, o governo pretende orientar que novos empreendimentos de infraestrutura, inclusive privados, invistam na construção de fibras ópticas.

Segundo o Secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Nelson Fujimoto, o acréscimo para implantar rede de fibra óptica numa obra é relativamente pequena, e deu o exemplo do trem-bala: serão gastos R$ 23,4 milhões com fibras, um impacto de 0,00675% sobre o custo total da obra, avaliada em R$ 34,6 bilhões.

O governo também vai trabalhar em regras que facilitem o direito de passagem de dados e o compartilhamento de infraestrutura, ponto que as concessionárias de telefonia fixa, grandes detentoras de redes no país, são resistentes em ceder.

Quando o rascunho do PNBL contemplava conexões a partir de 512 kpbs, boa parte dos pequenos municípios brasileiros receberia banda larga via ondas de rádio, sem necessidade de uma rede física muito que chegasse até a cidade.

Segundo Fujimoto, a Telebrás sozinha não vai dar conta da rede super-ramificada de fibras ópticas que terá de ser construída para levar internet para os municípios. Pelos cálculos do governo, serão necessários R$ 7 bilhões até 2014 para levar rede a todos os municípios com até 35 mil habitantes, um total de mais de 4.000 cidades. A presidente Dilma Rousseff se comprometeu a negociar com sua equipe econômica a liberação de R$ 1 bilhão por ano, somando R$ 4 bilhões. O restante do investimento poderá vir de investimento direto de empresas, não necessariamente do setor de telecomunicações, ou da troca de capacidade de empresas do setor com o governo.

Segundo Fujimoto, o governo estuda desonerações e outros estímulos para atrair investimentos em fibras. Além de trabalhar a regulação do setor, como a aprovação no Senado do PL 116, que abre o mercado de TV a cabo para empresas de telefonia.

O secretário esteve presente em audiência pública na subcomissão de Banda Larga da Câmara dos Deputados.
Fujimoto critica a falta de investimentos das teles em redes

Tele.Síntese - 10/05/2011

Segundo o secretário de Telecomunicações, a infraestrutura é o principal gargalo na implantação do PNBL

O gargalo para acelerar a massificação da banda larga no país é a falta de infraestrutura, sobretudo em redes intermediárias (backhaul), disse, nesta terça-feira (10), o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Nelson Fujimoto. Segundo ele, que falou na audiência pública sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, as teles não têm investido na ampliação das redes. “Construir rede é caro e as concessionárias não vão investir se não tiverem incentivos”, avalia.

Segundo Fujimoto, as teles só conseguiram chegar com o backhaul em todos os municípios com recursos públicos, fruto da troca dos PSTs (Postos de Serviços de Telecomunicações), negociada com o governo em 2008, durante a revisão do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU). Ele informou que o governo está discutindo como desonerar e incentivar investimentos em infraestrutura, mas ainda não há uma definição.

A única certeza é de que o país necessitará de R$ 7 bilhões em quatro anos para ampliação do backhaul. Fujimoto disse que R$ 4 bilhões poderão ser bancados pelo próprio governo, e os R$ 3 bilhões restantes podem vir da iniciativa privada, mas não necessariamente das empresas de telecomunicações. “Os Correios, por exemplo, têm necessidade de muita capacidade de rede, assim como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que inclusive já estão pensando em ser operadores virtuais de telefonia móvel (MVNO). Então, nada impede que essas empresas também possam investir em infraestrutura”, disse.

O presidente do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, disse na audiência que as operadoras privadas investem anualmente R$ 17,8 bilhões no país. Mas Fujimoto avalia que a maior parte desses recursos é canalizada para o acesso, gestão do serviço, ou seja, investimentos no serviço. E o governo não calculou os investimentos necessários nesse segmento porque entenda que não lhe cabe ofertar o serviço no varejo.

Fujimoto disse que outra frente para atacar o gargalo na infraestrutura de rede é a troca de capacidade entre operadoras e Telebrás, por meio de parcerias firmadas, sobretudo com as operadoras móveis, que também já demonstraram interesse em investir em redes. “O futuro, entretanto, será o unbundling”, disse o secretário.

O superintendente de Universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, que também participou da audiência, descreveu o esforço da agência em aprovar os regulamentos necessários para massificar a banda larga. Ele observou que o grande desafio é a oferta desse serviço na zona rural, que agrega 15% da população do país.
Governo admite limitações financeiras para executar plano de 1 Mbps

Teletime - 10/05/2011


O tom de cobranças ao governo dominou a audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados realizada nesta terça, 10. A sessão tinha como pauta o debate do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) com representantes da Anatel, Ministério das Comunicações e SindiTelebrasil.

O governo reconheceu estar sem os recursos necessários para execução do cronograma inicial, que é levar a infraestrutura de rede a 4.283 municípios até 2014, para oferta de velocidade de até 1 Mbps a R$ 35. A Anatel também mostrou estar com o cronograma apertado para ter os regulamentos que vão oferecer estímulos à iniciativa privada para investir. O montante privado estimado pelo governo é de cerca de R$ 3 bilhões dos R$ 7 bilhões totais.

O ministério reconheceu que as negociações com as prestadoras, inclusive as celulares, ainda estão em banho-maria, situação que deve permanecer até a chegada do ministro Paulo Bernardo da Coréia, na próxima semana. “A semana que vem ele deve ter uma conversa com a presidenta Dilma para retomar tudo isso”, declarou a este noticiário o secretário de telecomunicações, Nelson Fujimoto, confiante de que as empresas vão fazer uma boa oferta voluntária para atender a velocidade exigida pelo governo (1 Mbps) dentro do preço almejado. Fujimoto acenou com o reforço de estatais para ajudar na execução dessa rede, pelo menos na parte móvel. “Empresas como Correios (ECT) e Caixa Econômica (CEF) se interessam em ser operadores virtuais”, disse, considerando ser essa uma forma de incrementar os negócios em infraestrutura. Vale lembrar que as operadoras móveis virtuais não têm redes próprias e dependem da contratação da infraestrutura de terceiros.

Outra discussão na audiência pública foi sobre a utilização dos fundos setoriais. “O ministério é a favor da utilização dos recursos do Fust”, disse o representante do ministro Paulo Bernardo no debate. O Ministério da Fazenda, contudo, segundo o secretário, é que bloqueia o repasse de recursos. “Estamos tentando que liberem pelo menos o fluxo (anual de arrecadação dessa taxa) do Fust, de quase R$ 1 bilhão anuais”, afirmou Fujimoto, lembrando que iniciativa privada também não investe em infraestrutura como deveria.

As novas licitações de TV a cabo, definidas como prioridade pelo Ministério das Comunicações, também teriam papel fundamental no cenário do PNBL, por viabilizar a oferta de maior capacidade de transmissão para serviços triple-play (telefonia, dados e televisão por assinatura), desejável num ambiente de massificação. “Nossa preocupação não é universalização, mas levar a infraestrutura aos vários agentes do mercado”, disse Fujimoto. O superintendente de universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, afirmou que a agência trabalha para entregar todos os regulamentos cobrados pelo ministério, e ressaltou o crescimento que o mercado de banda larga já vem vivendo no Brasil com as medidas de estímulo já tomadas.
Operadoras veem compartilhamento como saída para ampliar acesso

Teletime - 10/05/2011


A baixa penetração de serviços de telecomunicações nas pequenas cidades do Brasil – que não geram grande interesse das operadoras por questões econômicas – é um dos principais problemas do País quando o assunto é inclusão digital. E, em meio à iniciativa do governo com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para, de certa forma, resolver este problema, as operadoras começam a fazer coro para o compartilhamento de rede.

O presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, disse que nos grandes centros urbanos a competição já está garantida e nestas regiões as empresas realizam investimentos. Já em cidades pequenas ou nem tão interessantes economicamente, pondera o executivo, a realidade é totalmente diferente. Segundo ele, nestas áreas ou não há rede e, por isso, não há competição; ou há apenas a rede da concessionária e, sem uma clara regulamentação para o compartilhamento de infraestrutura, não tem competição. Em sua opinião, a única solução para esta barreira é o compartilhamento de rede.

As empresas deveriam compartilhar os investimentos em infraestrutura, por meio da realização de consórcios, para a construção de ‘rodovias digitais’ e assim garantir o acesso a pessoas que ainda não o tem. Essa representa uma saída importante para a inclusão digital e desenvolvimento do País”, frisa o executivo.

Para Luciani, o planejamento conjunto para construção de backbones e backhauls para ligação de cidades como Manaus, Belém, Fortaleza e Boa Vista já está sendo finalizado e o desenvolvimento real do projeto já está próximo de acontecer. “A ideia é cada operadora construir uma parte da rede e depois trocarmos capacidade de rede, como já acontece hoje. A construção das redes deve começar ainda neste ano e se estender até 2012”, revela o executivo. Além da TIM, segundo Luciani, fazem parte da iniciativa a Embratel, Telefônica e GVT. Mais recentemente, a Oi também mostrou interesse em participar dos consórcios.

PPP
O vice-presidente de regulamentação da Oi, Paulo Mattos, corrobora com a ideia de compartilhamento de investimentos, mas vai além. “A palavra-chave é parceria, não apenas entre as operadoras, mas também com a participação do governo, para a construção de uma infraestrutura que atenda a estas regiões distantes”, observa ele. Mattos ressalta que as parcerias são fundamentais para garantir um ciclo virtuoso de investimento em redes de telecomunicações no País. O executivo constata ainda que a penetração da banda larga segue a distribuição de renda e do índice de desenvolvimento humano (IDH) no Brasil. “Dos 4,9 mil municípios com rede da Oi, apenas 800 têm IDH superior à média do seu estado. Nos 4,1 mil restantes temos oferta, mas não temos demanda. Não será possível aprofundar a penetração sem subsídios públicos”, enfatiza.

PGMC
Embora favorável à competição e a qualquer mecanismo que surja para dar mais transparência ao mercado, o executivo da Oi aproveitou a oportunidade para criticar o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), em elaboração na Anatel. Para ele, é preciso que o PGMC revise a definição de poder de mercado significativo (PMS) de acordo com padrões internacionais, em que cidades em que há três redes, por exemplo, já seja considerada com competição e assim a concessionária deixe de ser considerada automaticamente como detentora de PMS.

“Além disso, tabelamento de preços praticados e determinação de investimentos compulsórios geram desincentivo a investimentos”, reclama, se referindo ainda a possíveis determinações do PGMC.

“O problema é que até então a Anatel regulamentava serviços, e com o novo PGMC ela vai passar a regulamentar empresas. É algo novo e que causa desconforto, mas confiamos muito que trará medidas para regular efetiva e positivamente o mercado”, complementa o diretor de assuntos regulatórios da TIM, Carlos Eduardo Franco.

Os executivos participaram do encontro promovido pela associação EUBrasil no primeiro dia do Business IT South America, evento organizado pela Deustche Messe em parceria com a Converge Comunicações e a Fiergs.
Governo inicia discussão para integrar operadoras de celular ao PNBL

Valor - 10/05/2011


BRASÍLIA - O Ministério das Comunicações já iniciou a discussão interna para viabilizar a participação das operadoras de telefonia celular no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Até agora, o governo só havia tratado do papel das concessionárias de telefonia fixa por meio do processo de definição das novas metas impostas pela renovação dos contratos.

"Temos conversado com as empresas do setor móvel para entender quais são os limitadores de oferta da banda larga móvel em municípios. Toda a discussão passa pelo problema da infraestrutura", afirmou o secretário de Telecomunicações do ministério, Nelson Fujimoto.

O posicionamento do secretário está alinhado às declarações do presidente da TIM, Luca Luciani, dadas após um encontro com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo na semana passada. Na ocasião, o executivo propôs como saída a constituição de consórcios de empresas para instalar infraestrutura em pontos distantes dos grandes centros e a regulação do compartilhamento da capacidade de rede concentrada nas mãos de algumas companhias.

Após a audiência, o secretário reiterou que as operadoras de telefonia móvel não têm redes suficientes para expandir a oferta de banda larga e são dependentes das concessionárias de telefonia fixa (Oi, Telefônica, Sercomtel e CTBC).

Sobre o compartilhamento de rede, Fujimoto afirmou que é preciso, por exemplo, regular Poder Significativo de Mercado (PSC) das concessionárias, que deve constar em regulamento específico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Já em relação à hipótese de construção de redes em parceria, o secretário salientou que não houve qualquer definição a respeito, mesmo porque nem todas as empresas foram ouvidas pelo ministério. Ainda assim, ele disse que pode ser trabalhado um modelo de licitação para contratar as empresas ou definido outra forma de parceria envolvendo a Telebrás.
Governo admite que divergência interna impede aprovação do novo Fust

Valor - 10/05/2011

BRASÍLIA - O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Nelson Fujimoto, disse hoje que a falta de acerto entre os ministérios da Fazenda e das Comunicações impediu, até agora, a aprovação do projeto de lei que estabelece nova destinação do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust), inclusive para projetos de internet banda larga.

Para o secretário, o Ministério da Fazenda cumpre o seu papel de cuidar da liberação de recursos públicos. Ele disse, no entanto, que o montante arrecadado a cada ano faz falta na execução de políticas públicas do setor, em especial aquelas voltadas para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Fujimoto reafirmou que o interesse do governo está somente na destinação dos valores recolhidos anualmente – ou seja, não envolveria a liberação do volume total de recursos recolhidos ao longo dos últimos anos. Estima-se que menos de 1% dos R$ 9 bilhões arrecadados foi utilizado, o restante serviu até agora para governo gerar superávit da economia.

As declarações do secretário foram dadas durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. Ele disse que o governo está trabalhando internamente para chegar a um acordo e garantir a aprovação do projeto em tramitação na Câmara dos Deputados.
PNBL: novo round na BITS

Baguete - 10/05/2011


A saga da Telebrás contra as teles teve mais um capítulo nessa terça-feira, 10, durante a Business IT South America (BITS), em Porto Alegre. No evento, representantes das operadoras e Rogério Santanna, gaúcho presidente da estatal responsável pela gestão do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) mais uma vez debateram de longe, sem ficar frente a frente.

Os ataques partiram de João Moura, presidente executivo da Telcomp, que participou de evento sobr a cooperação Brasil-União Europeia, na parte da manhã. “A Telebrás é muito bem-vinda, mas ela que respeite as regras de mercado, jogue limpo”, alfinetou o dirigente.

As críticas principais de Moura são referentes ao preço (de R$ 35 ao mês por uma velocidade de 1 Mbps, como reza o PNBL), que o executivo chamou de distorcido e prejudicial. Além disso, as teles insistem numa regulamentação do atacado de internet no Brasil.

Santanna respondeu: “O que eles querem? Ganhar dinheiro com poucos? A Telebrás veio para ser lucrativa e concorrer. Eles que reduzam as margens deles, que são muito altas. A verdade é que eles têm medo e ganância”, rebateu Santanna.

Hoje, a banda-larga no Brasil fica entre R$ 96 e R$ 49 em pacotes de entrada, conforme informações divulgadas pela Oi. Segundo dados do Ipea, caso o preço cobrado fosse reduzido ao patamar do governo, o número de residências conectadas passaria dos atuais 12 milhões para 35 milhões. “Para isso, Anatel e empresas têm que combinar esforços. O país não tem demanda para sustentar o investimento a esse preço”, disse Paulo Mattos, vice-presidente de regulamentação do Grupo Oi.

Na opinião de Mattos, uma maior participação do governo é o caminho para popularizar o serviço. Já Moura sugere uma outra via. “O governo tem é que fomentar a demanda de serviços para o setor de telecom em vez de ficar investindo mundos e fundos na Telebrás”, desferiu o dirigente da Telcomp.

Santanna acha a reação natural: “A gente (Telebrás) veio pra cumprir o papel da mutuca, pra tirar o boi do mato, mexer com as operadoras e fazê-las abrir concorrência onde hoje não tem”, contra-atacou o presidente da estatal.

Fiel ao seu discurso, Santanna levantou o moral dos pequenos provedores, que contam com a Telebrás para entrar em novos mercados e com um serviço melhor, e voltou a antagonizar as grandes operadoras, que, segundo o diretor, dificultam seu trabalho. “Eu, a cada dia, tento levar a pedra morro acima e, sabe como é, se a gente para, a pedra desce de volta”, desabafou Santanna, para quem a força da gravidade se chama lobby das operadoras, capaz de “influenciar parlamentares” e frear o PNBL.

Para Philippe Defraigne, diretor da Cullen International, Santanna não está de todo errado, nem Moura, nem Mattos. “Três coisas movimentam as ações de telecom em um país: ganância, medo e concorrência”, conclui o diretor, para quem tais rusgas soam bastante naturais.

O EUBrasil e a apresentação sobre banda larga fizeram parte da programação da Business IT South America (BITS), que se realiza até a próxima quinta-feira, 12, no centro de exposições da Fiergs, em Porto Alegre.