sábado, 29 de janeiro de 2011

Ministro das Comunicações fala ao vivo sobre PNBL na Rede Brasil Atual

Rede Brasil Atual - 29/01/2011


Paulo Bernardo participa de entrevista pela web vai falar sobre o Plano Nacional de Banda Larga e outros desafios da comunicação

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é o convidado do Sindicato dos Bancários São Paulo, Osasco e Região e da Rede Brasil Atual para debater o Plano Nacional de Banda Larga e outros desafios da comunicação.

O evento será realizado no dia 15 de fevereiro, terça-feira, das 19h às 21h, no Auditório Amarelo do sindicato (Rua São Bento, 413, próximo à estação São Bento do metrô). Haverá transmissão ao vivo pelos sites e via twitcam.

O ministro

Paulo Bernardo Silva é paulistano e foi dirigente sindical bancário. Três vezes deputado federal pelo PT do Paraná, atuou também como secretário da Fazenda em Mato Grosso do Sul e em Londrina. Em 2005 foi nomeado ministro do Planejamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cargo em que permaneceu até ser nomeado ministro da Comunicações pela presidenta Dilma Rousseff.

Banda larga

O Plano Nacional de Banda Larga, lançado em maio de 2010, tem como objetivo universalizar a internet rápida no país, ampliando o acesso e reduzindo o custo. Outros desafios de Paulo Bernardo, à frente do Ministério das Comunicações, estão na reformulação dos Correios e os projetos de regulamentação da mídia e democratização do acesso à informação.

Participe, envie a sua pergunta ou sugestões.

Boom digital

Na sociedade moderna, que se convencionou sociedade do conhecimento, é praticamente inaceitável qualquer exclusão relacionada ao uso das tecnologias de informação

Mogi News - 29/01/2011

O cenário vislumbrado para o século XXI, seja ele traduzido nas películas de Steven Spielberg ou Stanley Kubrick, no embasamento de teóricos e até mesmo na crença do senso comum está muito distante do que se concretizou, de fato, a primeira década do segundo milênio. Carros voadores e táxis espaciais em alternativa ao trânsito caótico, viagens para Marte e robôs em forma de seres humanos são prenúncios ainda abstratos e longínquos da nossa realidade. No entanto, não há de se negar o incontestável avanço da tecnologia e sua aplicabilidade em favorecimento ao nosso dia a dia.

Este crescimento tem sido tão intenso que deu origem até mesmo a um novo tipo de desigualdade, ligada ao acesso às tecnologias de comunicação, hoje grandes mediadoras da busca pelo conhecimento e por bens culturais. Na sociedade moderna, que também se convencionou sociedade do conhecimento, é inaceitável qualquer exclusão relacionada ao uso das tecnologias de informação, que tem provocado transformações complexas até mesmo nas relações sociais.

O uso do computador e da Internet, por exemplo, há tempos deixou de ser um diferencial, tornando-se uma exigência básica para estar inserido na sociedade contemporânea. E os reflexos desta necessidade começam a surtir cada vez com mais frequência. Para se ter ideia, o número de usuários de Internet no mundo saltou de 250 milhões para 2 bilhões de pessoas em dez anos, segundo levantamento da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Dados da instituição revelam que no início do ano 2000, apenas 500 milhões de pessoas eram assinantes de celulares e 250 milhões eram usuários de Internet.

Considerando o último levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), que apontou uma população mundial de 6,8 bilhões, pode-se dizer que a cada três pessoas no mundo uma já navegou na rede. Os dados mostram ainda que a grande massa de internautas em 2010 é de países em desenvolvimento, que atingem 57%. Com mais de 100 milhões de usuários, a Ásia e o Pacífico apresentaram o maior crescimento de pessoas que acessam a Internet. Ao todo, 857 milhões de pessoas estão conectadas à rede naquela região, sendo que a maioria deve-se aos chineses.

Apesar desta evolução, a Europa ainda registra o maior contingente de pessoas que acessam a Internet, seguida pelas Américas. Mas para o Brasil, as coisas não caminham tão bem assim. Dos 190 milhões de habitantes apontados pelo censo 2010, apenas 41 milhões de brasileiros estão conectados à rede. Este número reflete tanto o acesso ao sistema em residências como em ambientes de trabalho. Já no que diz respeito à telefonia, os números são melhores. Um levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontou 202 milhões de linhas de telefonia celular no País. Com isso, é possível dizer que existe mais de um celular para cada habitante.

Embora o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, tenha afirmado recentemente que o nosso Plano Nacional de Banda Larga (PBNL) será prioridade no governo da presidente Dilma Roussef (PT), a população ainda colhe os frutos do atraso da implantação do projeto. A premissa da iniciativa, lançado em maio de 2010 sob o aval da então ministra da Casa Civil Erenice Guerra, é oferecer acesso em banda larga em todo o País por um valor a partir de R$ 30.

As negociações com as empresas do setor devem perdurar ainda até abril e, enquanto não saem do papel, os brasileiros, já acostumados à lentidão de assuntos que dizem respeito ao interesse público, continuam a amargar sinais de descompasso frente aos países desenvolvidos. E o resultado disso também reflete na grande disparidade cultural e educacional que ainda precisamos superar para se enquadrar, de fato, na sociedade do conhecimento.
Parceria para oferecer banda larga mais barata

CEEE e Telebrás avaliam possibilidade de compartilhar redes de fibra óptica no Rio Grande do Sul

Zero Hora - 29/01/2011

Até o final de março, CEEE e Telebrás definirão se vão partilhar redes de fibra óptica no RS. Nesse prazo, a consultoria contratada para formatar o plano de negócios da CEEE Telecom, empresa a ser criada pela estatal gaúcha para atuar no segmento de banda larga, terá concluído seu trabalho, apontando as possibilidades para o novo empreendimento.

A parceria entre as duas companhias discutida nos últimos dois dias em Porto Alegre é considerada importante para ampliar a abrangência, no Rio Grande do Sul, do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O programa, um dos principais projetos do governo federal, pretende ofertar acesso à internet com velocidade a partir de 512 kbps por R$ 35.

Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, que concedeu entrevista ontem na Capital, ambas estruturas são complementares. Enquanto a rede da estatal federal se estende por 472 quilômetros na serra e norte do Estado, os atuais 1.263 quilômetros da malha da CEEE cobrem boa parte da Metade Sul.

Com a conclusão de mais mil quilômetros de rede, a estatal gaúcha formaria um anel cobrindo praticamente toda a região central. Em reunião na quinta-feira, as duas empresas constituíram grupos de trabalho para realizar inventários de suas estruturas, definir prioridades e investimentos.

– Estamos otimistas com a possibilidade de entendimento, porque o Estado tem um agenda bem focada no desenvolvimento da banda larga – afirmou Santanna.

A meta da Telebrás é de começar a operar o PNBL no Estado a partir de 2012, feito acordo com a CEEE ou não. Apenas a abrangência, em um primeiro momento, será restringida aos 316 municípios da estrutura da Telebrás.

Metade Sul seria beneficiada

O presidente da CEEE, Sérgio Dias, prefere aguardar antes de fazer projeções sobre a parceria com a Telebras.

O que está claro é a disposição de constituir a CEEE Telecom. Aprovada a criação, teremos condições de começar a ofertar serviços até o final do ano. Agora, como será essa atuação dependerá do plano de negócios – afirma.

Para construir os mil quilômetros que fechariam o anel de fibra óptica da CEEE no Estado, ele calcula um investimento de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões.

Presidente da Associação dos Provedores de Serviços e Informações da Internet, Rafael de Sá, acredita que uma parceria seria positiva porque haveria mais um fornecedor a oferecer o acesso à internet, especialmente em regiões como a Metade Sul, onde há poucas opções, e o serviço é caro.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Bernardo inclui nova meta ao PGMU III

Tele.Síntese - 28/01/2011


Concessionárias e governo vão cotejar, na próxima terça-feira (1/2), as listas com as expectativas sobre as obrigações contidas no Plano Nacional de Metas de Universalização (PGMU) III, para dar prosseguimento às negociações. Além do remanejamento dos orelhões, expansão do backhaul, reformulação do Aice (Acesso Individual de Classe Especial) e telefonia rural, o governo incluiu mais um tema para discussão: a oferta de banda larga no atacado e no varejo.

Esses foram os principais pontos decididos nesta sexta-feira (28), durante a primeira reunião sobre PGMU III coordenada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Segundo o novo superintendente de Universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, a reunião foi positiva porque houve uma disposição de ambas as partes em resolver as pendências, que acabaram por adiar a conclusão do plano para 2 de maio.

Os representantes das teles tiveram a mesma percepção do encontro. Um deles, inclusive, disse que o governo já está admitindo usar fontes de financiamento públicas para suportar as metas. “O governo já tem uma visão bem clara sobre o que quer”, afirmou Neto. Para ele, falta agora a apresentação de alternativas para que os impasses sejam superados rapidamente, a tempo de cumprir com o prazo estabelecido.

Para concluir o Plano até 2 de maio – que ainda terá que ser aprovado no Conselho Diretor e apreciado pelo Conselho Consultivo da agência, passar pelo crivo do Minicom até chegar à Presidência da República – as negociações terão mesmo que ser apressadas.

O ministro Paulo Bernardo já disse que espera estar com tudo acertado até a primeira semana de abril, para dar tempo que o PGMU siga a sua tramitação normal. O ministro abriu o encontro, que depois foi tocado pelo secretário executivo, Cezar Alvarez.
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PGMU 3: Governo e teles criarão grupos para cada divergência sobre as novas metas

Convergência Digital :: 28/01/2011

Governo e concessionárias de telefonia retomaram nesta sexta-feira, 28/1, as negociações sobre o novo plano geral de metas de universalização, o PGMU 3, em uma reunião de duas horas em que discursos políticos de parte a parte dominaram a conversa, ficando a expectativa de que a tentativa de acerto sobre as obrigações começará efetivamente na próxima terça-feira, data de novo encontro.

O que se definiu até aqui é que haverá um detalhamento de cada um dos pontos problemáticos da proposta de PGMU - a ser apresentado pela Anatel na próxima reunião de negociação - e, a partir dessa identificação dos conflito, serão criados grupos de trabalho específicos para buscar acertos pontuais sobre cada um deles.

A metodologia parece pouco animadora diante do prazo exíguo para o consenso tão procurado - e defendido na reunião desta sexta pelo ministro Paulo Bernardo e pelo presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg. O grupo tem que concluir o “conserto” do PGMU 3 até março, para que os contratos de concessão sejam assinados, e o próprio documento vire decreto, no dia 2 daquele mês.

E não deixa de ser surpreendente persistir alguma necessidade de compreensão sobre as divergências, a esta altura repetidas nas reuniões que começaram ainda em dezembro, quando as empresas concordaram em desistir das ações judiciais contra o PGMU e a Telebrás em troca da negociação de mudanças na proposta feita pela Anatel.

A inclusão de metas relativas ao acesso à internet - backhaul - no PGMU 3 é o ponto central da discórdia entre as empresas e a proposta da agência. Na reunião desta sexta-feira, as teles voltaram a insistir na “legalidade” do PGMU - ou, em tradução livre, o entendimento de que banda larga não faz parte do escopo dos contratos do STFC. Também reclamaram dos custos.

O secretário executivo do Minicom, Cezar Alvarez, frisou na reunião que a banda larga deve sim fazer parte do plano de metas. O governo se sente seguro de que a negociação para a troca dos PSTs por backhaul, que acabou gerando o programa de Banda Larga nas Escolas, é prerrogativa suficiente para incluir obrigações no novo PGMU, no caso, a expansão das capacidades de tráfego dos backhauls.

Outras encrencas dizem respeito ao acesso da telefonia às áreas rurais e a remodelação do AICE - Acesso Individual Classe Especial - o plano de acessos que buscou a oferta de telefone a preços mais baixos, mas que naufragou. Nesse caso, há problemas com os custos e a forma, uma vez que apesar de indicado na proposta de PGMU, para regulamentação posterior, ainda inexistente.

Quatro empresas brasileiras vencem pregão de rádios digitais do PNBL

Tele.Síntese - 28/01/2011


Telebrás abriu prazo até segunda-feira (31) para apresentação de recursos contra a decisão

A Telebrás anunciou nesta sexta-feira (28) as empresas vencedoras do pregão 08/2010, para aquisição de solução de enlaces de rádios digitais, composta de equipamento de radiocomunicação, sistema irradiante, torres, postes, sistema de gerencia, serviços de instalação, treinamento, operação inicial, com garantia, visando a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), em diversos estado do pais. As empresas Digitel, Networker, Bimetal e Everest, todas nacionais.

As empresas chegaram a ofertar lances que somados atingiam a soma de R$ 1,2 bilhão. Porém, depois de negociações promovidas pela estatal, esse valor caiu para R$ 710 milhões.

A estatal abriu prazo até segunda-feira (31) para apresentação de recursos contra a decisão. As vencedoras terão até o dia 3 de fevereiro para apresentarem suas contra-razões. O resultado final deve sair até o dia 10 de fevereiro.

O pregão eletrônico, na modalidade de registro de preço, foi iniciado no dia 1º de dezembro de 2010 e o edital só restringia a participação de empresas estrangeiras nos quatro primeiros lotes.
ANATEL multa usuários por compartilhar Internet wirelless

ADVOGADO CONSIDERA MULTA ABUSIVA: Técnicos dizem que vizinhos não podem fazer isso

Portal 180 Graus - 27/01/2011

A Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL apreendeu os computadores e multou, em R$ 3 mil três vizinhos que compartilhavam acesso à internet por uma rede wireless. Visando reduzir os custos, os três amigos, que residem em casas muito próximas, fizeram uma assinatura do serviço OI/VELOX, a partir da linha telefônica de um deles.

Após instalado o equipamento, implementaram um roteador wireless comum (tipo D-Link), destes que se encontra em qualquer loja de informática, tornando possível com que os três pudessem acessar a rede mundial, a partir de seus computadores. O valor das mensalidades, que vinham pagando em dia, era dividido entre os eles. Conforme alegam, por se tratarem de pessoas de baixa renda, esta foi a única forma que encontraram para ter acesso ao serviço.

A prática é corriqueira de muitos usuários de Internet via wireless não só em Teresina, mas no Brasil e no mundo inteiro. Ocorre que, de algum modo, o fato chegou ao conhecimento de fiscais da ANATEL, que, em uma “visita” à residência do proprietário da linha telefônica, apreendeu computador, modem e roteador lá instalados, lavrando auto de infração e aplicando multa de R$ 3 mil, sob a acusação de que o mesmo estaria prestando serviços de provedor de acesso à internet sem a devida autorização da Agência. Os nomes foram preservados para evitar possíveis retaliações.

INTERNET É COMPARTILHADA
A defesa dos usuários está sendo conduzida pelos advogados Paulo Gustavo Sepúlveda e Lucas Vilar, do escritório Viana & Viana Advocacia. Ele explica sobre o assunto: “Assumimos a causa porque estamos verdadeiramente indignados com a atuação da ANATEL. Enquanto os cidadãos estão sendo violentados diariamente pelos abusos e ilegalidades cometidos pelas operadoras de telefonia e de provimento de acesso à internet, a Agência, que tem por função primordial regulamentar e fiscalizar a prestação de serviços destas empresas, preocupa-se em tosar ilegalmente o acesso de pessoas humildes à internet, o qual deveria ser garantido a todos pelo Estado, considerando sua relevância”, afirma Paulo Gustavo.

COMPARTILHAR NÃO FERE A LEI
Na opinião do advogado, o compartilhamento de acesso à rede, no caso dos três vizinhos, não se caracteriza como prestação de serviços de provedor, uma vez que não havia o intuito comercial, ou seja, o proprietário da linha, assinante da VELOX, não cobrava mensalidades dos outros dois amigos. “Entendo que o compartilhamento de acesso através de roteador wireless não fere a legislação específica e nem o contrato com a operadora, uma vez que a capacidade e a velocidade do link permanecem a mesma, tendo um, três ou mais usuários conectados ao mesmo tempo. Em se admitindo a hipótese de que tal compartilhamento é ilegal, estaríamos diante da proibição da utilização de um único link por dois ou mais usuários até mesmo dentro da mesma residência, o que constituiria um abuso manifesto, tendente a forçar o consumidor à contratação de mais serviços da operadora de telefonia”, expõe o advogado. No tocante à abordagem dos fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações, Paulo Gustavo afirma que “os cidadãos podem e devem se proteger da atuação ilícita e abusiva destes fiscais da ANATEL, não permitindo o acesso dos mesmos às suas residências, a não ser mediante a exibição de um mandado judicial”. A questão ainda está em fase de processo administrativo, no qual os usuários apresentarão sua defesa.

TRANSGREDIR EDIFICAÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO É CRIME
O gerente da Agência da Anatel no Piauí, Carlos Bezerra Braga, falou à reportagem do 180graus sobre assunto. De acordo com Braga, dividir internet realmente não é crime desde que se esteja dentro da mesma edificação ou que se tenha uma autorização para prestar o serviço. O Serviço de Comunicação Multimídia – SCM está restrito aos limites de uma mesma edificação ou propriedade móvel ou imóvel, exceto quando envolver o uso de radiofreqüência. A legislação do setor estabelece que, somente empresas com autorização emitida pela Anatel podem explorar serviços de telecomunicações no país. E, no caso destes vizinhos além de transgredir a edificação para qual o serviço foi contrato, a internet foi divida sem o requerimento de autorização junto à Anatel.

‘NINGUÉM CONTRATA PARA DISTRIBUIR GRATUITAMENTE’
“Dificilmente um cidadão vai contratar um serviço multimídia de, por exemplo, R$ 500, e dividir com o seus vizinhos gratuitamente. A cobrança de um valor mensal pelo serviço caracteriza exploração clandestina. Além disso, se esse vizinho que presta o serviço decidir desligar o a internet, ou se houver um problema na linha, a quem essas outras pessoas que usam o serviço vão recorrer?. A fiscalização serve para garantir a qualidade do serviço” , explica Braga, frisando que, neste caso, o infrator responderá por 2 ilícitos: o administrativo que é penalizado com a multa, e penal por infração à lei.

Em conformidade com a Lei Geral das Telecomunicações – LGT, Lei n.° 9.472, no seu art. 131, a exploração de serviços de telecomunicações depende de prévia autorização da Anatel. O contrato de prestação de serviço de telecomunicações deve ser realizado exclusivamente entre uma empresa autorizada, concessionária ou permissionária de serviços de telecomunicações e o usuário final. A cobrança relacionada a prestação do serviço por uma empresa não autorizada é prova de que a entidade está sendo remunerada pela prestação de serviços de telecomunicações, o que caracteriza uma exploração clandestina punível com detenção de dois a quatro anos e multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) conforme o art. 183 da LGT. André Pereira Martins, especialista de regulação da Anatel, destaca que constatada a infração o usuário é notificado com antecedência e somente, portando provas e confirmada a infração é que esse usuário será multado.

PARA CONSEGUIR A PERMISSÃO, PRECISA PAGAR R$ 9 MIL
A autorização para prestar Serviço de Comunicação Multimídia – SCM é concedida à nível nacional. Para conseguir a permissão, a empresa ou usuário deve preencher o formulário próprio fornecido na Anatel e pagar o valor de R$ 9 mil, que poderá ser recolhido em até 3 parcelas semestrais. Além do referido preço, serão devidas a Taxa de Fiscalização de Instalação – TFI e a Taxa de Fiscalização de Funcionamento – TFF, bem como as contribuições para o Fundo de Universalização das Telecomunicações – FUST e para o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações – FUNTTEL .

Muitos usuários reclamam dos valores cobrados pelo serviço de multimídia. Os valores entre os preços cobrados pela internet no Piauí em outros Estados são muito diferentes. Mas, a tarifa é livre a Anatel não pode interferir nisso. Há pacotes deixam os valores mais baratos ou mais caros de acordo com a operadora, os preços variam por causa das promoções. Além disso, a concorrência também influência. O usuário que se sentir lesado, pode fazer uma reclamação junto a Anatel que somente a partir dessa solicitação poderá iniciar um processo de averiguação.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Minicom e teles voltam a negociar metas de universalização

Convergência Digital :: 27/01/2011

O governo retoma nesta sexta-feira, 28/1, as negociações com as concessionária de telefonia fixa sobre o novo plano geral de metas de universalização, o PGMU 3, que a princípio deveria ter sido aprovado até o fim do ano passado, mas esbarrou na resistência das teles, especialmente nas questões relativas à banda larga.

“Vamos recomeçar nesta sexta-feira com uma reunião técnica entra o ministério, a Anatel e representantes das empresas”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que também deverá participar desse encontro.

O objetivo é avançar em um acordo sobre as novas metas e a intenção do governo é manter obrigações de banda larga no PGMU 3. As empresas reclamam de que esse serviço não faz parte da concessão, mas o próprio Paulo Bernardo reitera de que as teles já aceitaram obrigações de banda larga quando da troca de metas de PSTs por backhaul.

As empresas questionam ainda pontos sobre a telefonia rural e os cálculos de custos apresentados pela agência e chegaram a levar a discussão à Justiça – mas abriram mão do processo quando o governo puxou para o Poder Executivo a negociação.

Na semana passada, ao participar da Campus Party, em São Paulo, Paulo Bernardo já antecipara que os meses de fevereiro e março seriam decisivos para o PGMU 3. O ministro afirmou que fará uma série de reuniões, com a participação da Anatel, para tentar ajustar as diferenças. O plano do governo é fechar o acerto ainda em março, para confirmar a data de 02 de maio para a assinatura dos contratos.
GVT sugere parceria entre teles e governo

Valor - 27/01/2011

As críticas à cobertura de rede para acesso à internet em banda larga no Brasil não são exclusividade de integrantes do governo, quando se refere às falhas das operadoras de telecomunicações. O presidente da GVT, Amos Genish, também criticou a infraestrutura atual, instalada por seus concorrentes, e defendeu uma parceria público-privada (PPP) entre Telebrás e operadoras para expandir as redes.

Genish admitiu que o serviço de banda larga no país só é satisfatório nas grandes cidades e que, mesmo assim, tem preços acima da média de outras regiões do mundo.

"O governo tem toda razão em reclamar que o Brasil não está pronto para o mundo digital. A maioria das cidades não tem [banda larga]", disse Genish. Ele diz acreditar na possibilidade de que esse quadro seja revertido até 2014.

"O governo tem que entender que 1 megabyte [velocidade de transmissão de dados por segundo - Mbps] é um produto antigo", disse, cobrando um plano que considere no mínimo 4 Mbps.

Baseada em uma rede nova, com baixo custo de manutenção e preços competitivos, a GVT planeja investir este ano R$ 1,73 bilhão no Brasil, com destaque para as cidades do Rio, onde a operação comercial começa semana que vem, seguindo depois para São Paulo.

Na capital fluminense, a empresa já investiu R$ 100 milhões e promete aportar outros R$ 300 milhões até 2012. O início da operação será em 21 bairros, com 80 mil acessos e expectativa de chegar a 30% de cobertura com mais 13 bairros até o fim do ano. Para 2012, a previsão é de cobertura de 50% da cidade.

Em São Paulo, a estreia está prevista para o segundo semestre, desde que a tele consiga as licenças da prefeitura até o fim de março. Se não houver imprevistos, serão R$ 2 bilhões investidos na capital paulista até 2014.

Para o segundo semestre, a GVT também pretende inaugurar os serviços de TV por assinatura, tornando-se uma prestadora de serviços combinados com telefonia fixa e banda larga, o que é conhecido no setor pelo jargão de "triple play".

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Serpro pode usar computação em nuvem em rede de Estados e municípios

Valor - 26/01/2011

BRASÍLIA – O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, disse hoje que a estatal de processamento de dados poderá fornecer novas tecnologias para serviços prestados por governos estaduais e municipais.

O assunto foi discutido hoje com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. De acordo com Mazoni, a tecnologia de computação em nuvem – conceito em que sistemas e informações ficam armazenados em centros de dados e são acessados pela internet – pode ser uma das contribuições do Serpro para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Um dos objetivos do programa é aprimorar o uso de serviços públicos de governos locais, além de popularizar o acesso à internet de alta velocidade.

“Trabalhamos hoje na modernização do estado brasileiro. Esse é nosso grande objetivo”, afirmou o presidente do Serpro.

Mazoni ressaltou que o Serpro poderá utilizar redes de fibra ótica gerenciadas pela Telebrás, mas não descartou a possibilidade de seguir contratando redes privadas.

“Com certeza, usaremos redes da Telebrás. Será um fornecedor importante, todos eles serão”, afirmou, acrescentando que já foram investidos cerca de R$ 10 milhões em laboratórios de aperfeiçoamento da computação em nuvem.

Porém, os recursos destinados para área são muito maiores, já que a conta não inclui gastos com pessoal da estatal e empresas parceiras, disse Mazoni.
Governo quer melhorar qualidade do sinal de internet nas áreas rurais

TV Minicom - 25/01/2011

A internet é um importante instrumento na agricultura moderna. Mas hoje são poucas as propriedades ligadas na rede que contam com um bom serviço. Um projeto do Governo Federal quer melhorar essa situação. Reportagem exibida no Rural Notícias (Canal Rural) em 24/01/2011.

GVT constrói backbone compartilhado no Centro-Oeste

Tele.Síntese - 26/01/2011

Parceria com Embratel, Vivo e TIM vai ampliar a presença da GVT no Centro-Oeste.

A GVT está construindo junto com Embratel, Vivo e TIM o backbone para interligar as capitais Cuiabá (MT), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Os investimentos da GVT são da ordem de R$ 20 milhões e os dois mil km de rede, que estarão prontos no final do ano, vão permitir que a GVT amplie sua presença no Centro-Oeste. Essa é uma das formas encontradas pela operadora para suprir o problema da falta de infraestrutura no país, segundo o presidente da GVT, Amos Genish, que defende um backbone nacional e espera que a Telebrás contribua para isso.

Em coletiva realizada hoje para anunciar o lançamento comercial dos serviços de telefonia fixa e de banda larga no Rio, Genish disse que um dos entraves para a oferta de serviços de qualidade de banda larga no país é a falta de uma rede nacional. A GVT, destacou ele, tem um backbone próprio, de 25 mil km, mas em alguns lugares, como Manaus (uma das cidades-sede da Copa do Mundo), não dispõe de infraestrutura. A GVT só não entra em Manaus porque não tem de quem contratar a capacidade, informou Alcides Troller, vice-presidente da operadora. O executivo acredita que a reativação da Telebrás e o Plano Nacional de Banda Larga contribuirão para ampliar a oferta e levar os serviços de telefonia e banda larga para as regiões não atendidas.

O presidente da GVT também é favorável ao preço de R$ 35 que está sendo defendido pelo governo para a banda larga. Genish, no entanto, acha irreal a velocidade do PNBL (512 kbps). Em encontro realizado ontem com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ele sugeriu que o governo pense em ofertas de 3, 4 e até 5 Mbps. “O plano da Telebrás tem que mudar, porque 1 Mega é o dial up do passado”, comentou. Em relação ao preço, ele acredita que com redução do ICMS para o serviço (ainda em discussão no governo) e com o backbone da Telebrás, é factível.

Embratel, GVT, TIM e Vivo dividem construção de backbone no Centro-Oeste

Teletime - 26/01/2011

Quatro operadoras se juntaram para construir uma rede de fibra óptica na região Centro-Oeste, em mais um exemplo de que o compartilhamento de infraestrutura é uma tendência entre as teles brasileiras: Embratel, GVT, TIM e Vivo estão bancando a instalação de um backbone interligando Cuiabá, Campo Grande e Goiânia. A rede terá 2,2 mil km de extensão e deve ficar pronta no fim do ano. Ela servirá de alternativa ao backbone da Brasil Telecom na região, informa o presidente da GVT, Amos Genish. Cada operadora terá uma quantidade de pares de fibra equivalente à sua participação no empreendimento. O investimento da GVT no projeto é de R$ 20 milhões.

GVT cobra a construção de uma rede nacional de backbone


Convergência Digital :: 26/01/2011

Um dos entraves para a oferta de serviços de qualidade de telefonia e banda larga no Brasil é a falta de uma rede de cobertura nacional. Para mudar esse cenário, até em função dos megaeventos esportivos de 2014 e 2016 e do crescimento econômico, a GVT cobra a construção de uma Rede Nacional de Backbone.

As teles, que até bem pouco tempo resistiam ao compartilhamento, começam a trilhar caminhos conjuntos. Tanto assim que o presidente da GVT, Amos Genish, revela que em consórcio - GVT, Vivo, Embratel e TIM - está construindo um backbone compartilhado para interligar as cidades de Cuiabá (MT), Goiânia (GO), e Campo Grande (MS). Investimentos da GVT estão em torno de R$ 20 milhões. Mas quer mais participação das outras operadoras e do próprio Governo.

Genish salientou que o Plano Nacional de Banda Larga será crucial para levar serviços para cidades não atendidas. "Falta backbone. Não dá para chegar em Manaus, infelizmente", diz. Para o presidente da GVT, o compartilhamento de infraestrutura de backbone é uma iniciativa que se consolida entre as operadoras, mas é preciso fazer muito mais. E diz que essa é a missão central do Programa Nacional de Banda Larga. E cita a questão da Região Norte do país, onde há uma precária rede de telecomunicações.

"A Telebrás com os acordos com as elétricas será fundamental para se ter um backbone para atender cidades onde não há serviço, mas há uma grande demanda. Manaus é esse caso. Não temos planos agora de entrar lá porque simplesmente não temos como contratar capacidade de alguém e construir um backbone é caro e leva tempo", observa Alcides Troller, vice-presidente executivo da GVT.

Com relação ao PNBL, Genish faz ainda uma observação. Para ele, é necessário que o país se mobilize com as redes de saída da Internet. Segundo o executivo, o tráfego de saída no Brasil é elevado, especialmente, porque os servidores de redes sociais como Twitter e Facebook estão hospedados fora daqui. E não há muitas opções para a contratação de capacidade.

"A verdade é que IP internacional também é um problema a ser solucionado. Faltam opções e o custo é elevado e pesa na conta final da Banda Larga. O PNBL pode ter essa visão também", observou o presidente da GVT, que participou nesta quarta-feira, 26/01, de coletiva de imprensa, no Rio de Janeiro, para marcar o início das atividades da tele.

Copa e Olimpíadas vão precisar de R$ 100 bi de investimentos em telecomunicações, estima Abdib

Agência Brasil - 26/01/2011

Brasília – O setor de telecomunicações precisará investir R$ 100 milhões nos projetos ligados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, segundo projeção do presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy. Ele se encontrou, hoje (26) de manhã, com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Godoy assegurou ao ministro que as empresas do setor estão comprometidas com os projetos do governo de ampliação do acesso à internet em banda larga. “Levar o acesso das comunidades carentes à internet é importante para o próprio desenvolvimento do país e tem efeito fundamental na educação”. De acordo com o presidente da Abdib, todos os países emergentes veem a necessidade de oferecer acesso à rede mundial de computadores como fator de desenvolvimento.

Além disso, o setor de telecomunicações cria muitas oportunidades de serviços. Para Godoy, os investimentos nessa área “não podem vir só do setor público. Muita coisa é financiada pelo próprio mercado e pelo consumidor”. Um dos exemplos dessa expansão dos investimentos é a implantação de uma nova linha de fibras óticas submarinas ligando o Brasil aos Estados Unidos, ao custo de US$ 500 milhões.

Paulo Godoy discutiu com o ministro Paulo Bernardo a utilização da estrutura de distribuição de energia elétrica já existente para expansão da rede de fibras óticas do setor de telecomunicações. O próprio Ministério das Comunicações já teria apontado esta como uma alternativa para a expansão da oferta de internet rápida no Brasil.
Indústria de infraestrutura quer participar do PNBL

Tele.Síntese - 26/01/2011

Presidente da ABDIB propôs ao ministro das Comunicações a utilização dos meios físicos das empresas já instalados
A indústria de infraestrutura está interessada em participar no esforço do governo em massificar o acesso à internet em banda larga, que considera fundamental para o desenvolvimento do país. Esse foi o principal tema da conversa realizada nesta quarta-feira (26) entre o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Paulo Godoy, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Segundo Godoy, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) pode ser expandido com a utilização dos meios físicos já instalados das indústrias do setor.

O presidente da entidade disse que os desafios na área de telecomunicações para os próximos anos são significativos. Além da massificação da banda larga, o setor de telecomunicações brasileiro precisa se preparar para a realização da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016. “Só para atender a demanda desses dois eventos os investimentos necessários em rede estão na ordem de R$ 100 bilhões”, disse.

Godoy acrescentou a necessidade de construção de novo cabo submarino ligando o Brasil aos Estados Unidos, que depende de aplicação de US$ 500 milhões. “Todo esse esforço não pode ser suportado apenas com recursos do orçamento público”, disse. Ele acredita que o mercado brasileiro tem condições de financiar essa expansão necessária dos serviços de telecomunicações.

Ao sair do encontro, o presidente da ABDIB disse que se comprometeu com o ministro a juntar as empresas interessadas em participar desse esforço e montar um projeto como contribuição para que os investimentos necessários sejam concretizados o mais rápido possível. “Nós vamos contribuir com o ministro para montar, do ponto de vista privado, as regras, incentivos e motivação para que as empresas decidam participar desse plano”, disse

PLC

Uma das sugestões apresentadas ao ministro Paulo Bernardo por Paulo Godoy foi a utilização das linhas de distribuição de energia para levar a banda larga às populações mais carentes. Ele disse que ainda não há um projeto nesse sentido, mas acredita que essa possibilidade pode potencializar o PNBL.

O uso das linhas de transmissão de energia para levar a banda larga, por meio da tecnologia Power Line Communication (PLC) já foi regulamentado pela Anatel e pela Aneel. Porém ainda não foi utilizado em larga escala, em função de dificuldades operacionais embutidas nas regras aprovadas. A principal delas é a obrigatoriedade de usar os recursos apurados com o novo serviço para redução da tarifa de energia elétrica
Telebrás quer chip do Ceitec para faixa de 450 MHz

Convergência Digital :: 26/01/2011

O Ceitec, a empresa pública de semicondutores, começou a desenvolver um chip que usará a tecnologia WiMax na faixa de 450 MHz com foco no Plano Nacional de Banda Larga e, particularmente, em uma negociação que envolve a Telebrás e fabricantes nacionais de equipamentos.

Essas negociações avançaram ainda no ano passado e agora só dependem do tamanho do apetite de fabricantes como Asga, Parks e Gigacom para dimensionar o projeto – a posição das empresas deve ser definida em uma reunião prevista para acontecer nesta semana em Porto Alegre-RS.

A lógica é usar o poder de compra da Telebrás para incentivar os fabricantes nacionais a apostarem no chip e desenvolverem produtos com a configuração que usa as qualidades da faixa de 450 MHz para levar as conexões em banda larga para fora dos grandes centros urbanos.

O Ceitec ainda evita detalhar o projeto, no aguardo da nova conversa com as empresas. Mas a maior interessada, a Telebrás, confirma o papel de comprador final. “Vamos entrar com as encomendas e assegurar mercado para esses equipamentos”, diz o presidente da estatal, Rogério Santanna.

O desenvolvimento já começou, inclusive com a contratação de pessoal pelo Ceitec. Até setembro, a expectativa é de que a “sala limpa” da empresa pública esteja pronta, que a produção comece em 2012 e os equipamentos estejam disponíveis em dois anos e meio. O cronograma também faz parte da negociação para casar com metas do PNBL.

O uso da faixa de 450 MHz é tratado como solução ideal para garantir conexões na área rural ou mesmo em cidades menores. Com o WiMax, uma antena pode levar o sinal a um raio de 60 km, o que reduz os custos com infraestrutura. No lado dos consumidores, a expectativa preliminar é de que modems com esse chip custem cerca de R$ 200.

Sob medida

A negociação em curso sinaliza que são boas as chances de a faixa de 450 MHz ficar com a reestruturada estatal. No início de dezembro, quando aprovou as regras de canalização da radiofrequência, a Anatel já tinha conhecimento das conversas entre a Telebrás, o Ceitec e as fabricantes nacionais.

No regulamento dos 450 MHz, a agência previu a possibilidade de os blocos de 7+7 MHz desta faixa serem atribuídos pela via do chamamento público, podendo, portanto, caber a algum ente estatal a tarefa de cumprir com os objetivos de ampliação do acesso à internet no interior do país.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Telefonia é gargalo para Jogos e Copa

As empresas do Rio veem nos serviços das operadoras de telefonia um gargalo para a Copa de 2014 e os Jogos de 2016. Pesquisa da Firjan mostra que 75% das companhias criticam a conexão de banda larga.

Banda fraca na área

Segundo estudo, 75% das empresas do Rio criticam conexão de internet: gargalo para Copa e Jogos

O Globo - 25/01/2011

Não são apenas os consumidores residenciais que reclamam dos serviços prestados pelas operadoras de telefonia. As grandes indústrias também não poupam críticas quando o assunto é qualidade na conexão. Estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que, para 75% das companhias fluminenses, a relação entre a velocidade da banda que as teles oferecem e a utilizada no dia a dia é tida como fraca e muito fraca.

O estudo vai além. Na cidade que vai receber jogos da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o levantamento aponta que hoje as companhias de telefonia não suprem as necessidades de maior parte das empresas. Para 54,2% delas, a velocidade de banda oferecida pelas operadoras é fraca; e, para 16,7%, o que há disponível é muito fraco. A Firjan ouviu as 40 maiores indústrias do Rio em dezembro.

Ana Hofmann, assessora da diretoria de Inovação da Firjan, diz que o estudo foi feito depois de inúmeras queixas feitas por empresários à Firjan. Por isso, lembra Ana, o setor de telecomunicações foi incluído numa espécie de pauta de defesa dos interesses da indústria. Participam do grupo companhias como Petrobras, Coca-Cola, Metrô Rio e Queiroz Galvão. Entre os clientes residenciais, as reclamações são semelhantes, pois as teles lideram há anos a lista das mais acionadas nos órgãos de defesa do consumidor.

- Vamos estabelecer uma agenda de interesses para a área de telecom, assim como há para as questões relacionadas a meio ambiente, econômica e tributária. Esses grupos veem o setor como um gargalo até pelos eventos que vão acontecer no estado. Não adianta ter investimento se não tiver como operá-los - explica Ana, lembrando que a Firjan também precisa de uma rede eficiente para se conectar com todos os municípios do estado.

Para indústria, falta cobertura nacional

Mais da metade (54,2%) das indústrias do Rio afirmam que a qualidade das operadoras de banda larga quanto à presença nacional de seus serviços é fraca ou muito fraca. Por isso, dizem essas empresas, é preciso mais investimentos. Estudo do Banco Mundial aponta que a cada 10% de crescimento na capilaridade de banda larga, o PIB cresce 1,2%. Além disso, a cada ponto percentual a mais de internet, a geração de emprego aumenta de 0,2 a 0,3 ponto percentual por ano.

- Mas o importante é que todos devem se unir. Empresas, operadoras e governo. As teles também sofrem com a alta carga tributária. O setor necessita de muitos equipamentos vindos do exterior. E o custo de importação chega a 78%. Com tantas taxas, fica inviável economicamente adquirir certos equipamentos. Muito se fala do Plano Nacional de Banda Larga, mas isso vai beneficiar apenas o usuário final. Temos todos de unir forças. Se o Rio quer crescer, precisa olhar para essa questão - completa Ana.

Além disso, o Rio conta com um dos maiores ICMS do país, de 43% sobre o serviço de telecomunicações. Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil, ressalta que o setor sofre com a alta carga tributária e as dificuldades de se construir uma rede, como as exigências ambientais, por exemplo.

- Mas é sempre preciso trabalhar mais. Se o governo entender que a banda larga é necessária para o país, é preciso reduzir os impostos. O setor investiu mais de R$200 bilhões nos últimos dez anos. Mas todos têm problemas - afirma Levy.

Etienne Hubert Vreuls, presidente do Grupo de CIOs (diretor de tecnologia, na sigla em inglês), vê o momento com bons olhos e diz que é preciso um trabalho conjunto para mudar o cenário.

Localizada no distrito industrial de Paciência, a Magna Estaleiros, especializada em barcos de esporte e lazer, sofre com os problemas do setor de telecomunicações.

- Em nosso caso, que efetuamos vendas em todo o Brasil, ficamos diretamente dependente do bom funcionamento da rede. Todas as compras, movimentos bancários, emissão de nota fiscal, entre outros serviços, dependem de um bom sistema de telecomunicações. Até bem pouco tempo nem internet banda larga tinha na região - afirma Sérgio Rangel, vice-presidente da empresa.

Teles reclamam da carga tributária

Do outro lado, a TIM diz que é preciso reduzir a carga tributária, com ações que envolvam desde a aquisição dos equipamentos até a prestação ao cliente, além de reduzir os preços cobrados nos leilões de radiofrequências, essencial para ampliar a cobertura.

Além disso, a companhia ressalta que é necessário disponibilizar o compartilhamento da infraestrutura de transmissão, hoje na mãos das concessionárias, a preço de custo aos demais competidores. Essa é a forma mais eficaz de se reduzir os valores cobrados atualmente e aumentar a qualidade do serviço prestado pelas companhias, completa a TIM.

Para Daniel Cardoso, diretor de Planejamento Estratégico da Vivo, o acesso à internet é cada vez mais importante. O executivo cita os investimentos em torno da cobertura da terceira geração (3G), cuja meta é atingir 2.832 municípios até o fim deste ano. A empresa, que investiu R$2,5 bilhões em infraestrutura e pagou R$1 bilhão em novas licenças para ampliar a capacidade em 2010, também reclama da alta carga tributária no país:

- O volume de tributos é muito alto, ainda mais no setor de telecom. É claro que isso é um limitador de investimento. Hoje, 44% da receita líquida são destinados ao pagamento dos tributos. Com isso, é mais caro expandir. E quando se fala em empresas, há uma demanda por itens específicos.

Assim como a Vivo, a Oi também está atenta aos investimentos para ampliar a sua capilaridade, uma das demandas das indústrias. A operadora informou que ampliou a cobertura nos últimos três anos, chegando a três mil municípios. Cita ainda o caso de Manaus, onde foram implantadas fibras óticas que permitiram uma redução de 20% nos preços. A Oi pretende entrar em contato com as indústrias do Rio para avaliar as demandas e apresentar propostas que correspondam às suas necessidades. Claro e Embratel não quiseram falar sobre o assunto.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Governo planeja expansão do Aracaju Digital

Convergência Digital :: 24/01/2011

Quem hoje passa pelo Parque Augusto Franco, ou Parque da Sementeira, em Aracaju (SE), pode ligar o laptop que terá acesso gratuito à internet. O benefício se deve ao programa Aracaju Digital, anunciado pela prefeitura no fim do ano passado.

A iniciativa pretende “iluminar” ao menos 30% da cidade até 2012 e oferecer máquinas e serviços aos moradores. "Iniciamos o projeto entregando 540 laptops para alunos da rede municipal. Agora estamos dando esse segundo passo, ampliando e incentivando o acesso de todos ao universo virtual", afirmou o prefeito Edvaldo Nogueira na cerimônia de apresentação do programa.

Além da expansão dessas duas atividades, estão previstos a implementação de uma Central de Monitoramento de Trânsito e o Monitoramento da Coleta de Resíduos Sólidos Via Satélite.

No Parque da Sementeira, que possui cerca de 400 mil m2 e está próximo ao mar, os moradores podem navegar com velocidade média de 1 Mbps, sem necessidade de inserir senha ou realizar cadastro. O sinal é emitido a partir de uma torre de comunicação da Guarda Municipal.

A próxima localidade a ser beneficiada é o bairro de Bugio. Em seguida, uma praça no Centro da cidade e o calçadão do bairro 13 de Julho terão conexão gratuita. "Os motivos que levaram a planejar a implantação dos novos pontos de acesso livre estão relacionados ao fluxo de pessoas nas localidades e à política de inclusão digital da prefeitura de Aracaju, diretamente ligada a sua política de inclusão social”, disse Danilo Porto, diretor de tecnologia da informação do município.

A navegação na internet também foi facilitada com a adição de novos ônibus à frota circulante. Seis veículos dotados de sinal wi-fi gratuito, que operarão nas linhas Augusto Franco/Jardins e Augusto Franco/Hermes Fontes, já rodam pela cidade e são identificados por um adesivo. Assim como na rede do parque da Sementeira, não é preciso cadastro ou senha.

As novas tecnologias aplicadas ao transporte também devem melhorar o trânsito de Aracaju. Para isso, está sendo implementada uma Central de Monitoramento do Trânsito, que controlará o tráfego de ônibus por GPS e os engarrafamentos por meio de câmeras e sinais integrados a uma central. A central é responsabilidade da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito desde setembro de 2010.

Outras iniciativas

A prefeitura de Aracaju planeja ações em outras áreas. A Secretaria de Finanças, por exemplo, está desenvolvendo uma forma de emitir notas fiscais eletronicamente. Uma licitação já foi feita e agora está em fase de contratação da vencedora.

“Essa medida vai reduzir custos, e proporcionar uma facilidade maior de fiscalização pela prefeitura e para o contribuinte, que terá a possibilidade de receber a própria nota fiscal, e o contrato, em seu e-mail, de forma ágil e simples", declarou o secretário de Finanças, Jeferson Passos. Outra novidade deve ser a implementação do programa “Conexão Saúde” pela secretaria responsável pela área.

Fonte: Portal Guia das Cidades Digitais*
PNBL: Telebrás rejeita recurso da Huawei

Convergência Digital :: 24/01/2011

A Telebrás rejeitou o recurso da Huawei e manteve a Medidata como vencedora do pregão para equipamentos do núcleo da camada IP da rede que integra o Plano Nacional de Banda Larga.

De acordo com a nota técnica que embasou a decisão, divulgada nesta segunda-feira, 24/01, “a Huawei não obteve êxito em demonstrar e comprovar que o equipamento por ela cotado atende o edital, considerando, também, improcedentes as alegações apresentadas contra a Medidata”.

A Huawei apresentou o melhor preço no pregão eletrônico – R$ 53 milhões – mas ao analisar a proposta da empresa a Telebrás entendeu que os equipamentos incluídos não atendiam o edital de licitação.

Com a consequente desclassificação da fabricante chinesa, a estatal convocou a segunda colocada, Medidata, com lance de R$ 60 milhões. A Huawei recorreu da própria desclassificação e também apontou que haveria problemas na proposta da Medidata.

No entanto, manteve-se a posição da equipe técnica que “analisou a proposta da Huawei e tendo constatado diversas desconformidades em alguns requisitos exigidos no edital, sugeriu a sua desclassificação”.

Também foi rejeitado o pedido contra a Medidata. “Não prospera a alegação de que o seu preço é siginficativamente inferior ao cotado pela Medidata, conquanto não há como se comparar o preço de um equipamento que não atende as exigências do edital com o preço de equipamento perfeitamente aderente ao que foi exigido”

Conclui ainda o pregoeiro que “não pode esta empresa no ímpeto de contratar proposta de menor preço, deixar de observar os ditames legais e aceitar equipamento incompatível, porque se assim o fizesse, além de ser responsabilizada pela ilegalidade, colocaria em risco todo o Programa Nacional de Banda Larga”.
Mobilidade, banda larga e vídeo: tripé do crescimento em 2011

Para o presidente da Cisco, Rodrigo Abreu, esses três serviços terão forte demanda em 2011, puxando o crescimento do setor.






Ao contrário de 2009, quando traçar um cenário era uma missão quase impossível, as tendências hoje são muito claras no setor de telecom, na avaliação de Rodrigo Abreu, presidente da Cisco do Brasil.

Depois de um ano muito bom para o setor em 2010, quando os investimentos foram retomados, 2011 promete ser ainda melhor. “As operadoras fizeram o planejamento para 2011 com a perspectiva de crescimento do país”, diz o executivo, que aponta como tendências para este ano crescimento em três frentes: mobilidade, banda larga e vídeo.

Neste último, Abreu aposta numa expansão do mercado, com a entrada de novos players, um número grande de novas licenças para TVs por assinatura e expansão geográfica, num cenário que permitirá ao setor crescer duas a três vezes.

Tele.Síntese – Quais as tendências tecnológicas que vão marcar 2011, nas diferentes áreas, tanto de infraestrutura quanto de equipamentos de acesso e aparelhos?
Rodrigo Abreu – Em 2010 houve uma retomada da aceleração, depois de um ano complicado, que foi 2009. Muita gente não sabia o que esperar de 2010, e o ano se mostrou muito positivo em todos os sentidos, desde o crescimento de infraestrutura até a adoção de novos aparelhos, crescimento da base de usuários e de aplicações. Em telecom, havia uma demanda represada por várias razões. Uma delas é que entre a segunda metade de 2009 até o início de 2010, embora a economia tenha se recuperado, as operadoras demoraram um pouco mais. Elas tinham feito um planejamento para 2009 no auge da crise de 2008, então, muitas estavam com projetos que não andaram, atenderam a demanda com o que tinham, fizeram adaptações de projetos e se prepararam para fazer projetos melhores para 2010. Por isso, para a indústria, algumas áreas como banda larga, mobilidade, dados e vídeo acabaram tendo em 2010 uma retomada muito significativa.

Tele.Síntese – Para 2011, o mercado continua nesse ritmo?
Rodrigo Abreu – Para 2011, a diferença é que já entra em um planejamento que já não foi feito sob crise, com perspectiva de crescimento do país. Em relação a tendências (infra, acesso, etc.), eu continuo com a visão de um tripé de crescimento para o setor baseado em três coisas, duas muito próximas e uma terceira com um pouco mais de identidade própria. As duas muito próximas são mobilidade e banda larga, áreas que sustentaram o setor em 2009/2010, continuam a crescer. Em banda larga, em mobilidade, vai ter crescimento maior que no ano passado, quando a gente viveu uma situação técnica nas redes, com algumas dificuldades para acompanhar a demanda, que foi acima do esperado. Hoje praticamente todas as operadoras viram a necessidade de apostar em banda larga como uma possibilidade de crescimento e o usuário passou a ter mais opções. No caso da banda larga móvel, o mercado estava restrito à conexão 3G. Agora, começam a surgir outras alternativas reais com a entrada de tablets e alguns PDAs que já conseguem ter uma utilização muito melhor da banda larga. O telefone 3G em si tem acesso a alguns recursos mas não tem um consumo comparado ao de tablets. Neste caso, o consumo de dados é muito maior que no telefone.

A terceira tendência é vídeo, tanto no segmento doméstico, pessoal quanto no corporativo; mas começa pelo consumidor, o que na Cisco chamamos de Service Provider Video. É o vídeo que vem das operadoras, sejam elas de TV por assinatura, sejam tradicionais. Hoje, o mercado de vídeo não é mais um mercado de dois ou três players – antes tinha Net, TVA, Sky e uma ou outra operadora de cabo. Esse mercado se expandiu muito, com a entrada do DTH, com a expansão das redes de cabo e a chegada da infraestrutura híbrida de fibra e coaxial das fixas.

No passado, era mais complicado ter uma estrutura para a oferta de vídeo e isso mudou com a introdução mais pesada de combos de pacotes de triple play e com os investimentos das operadoras do DTH. Do ponto de vista de configuração do setor, eram poucas as operadoras com capacidade de investimento – no começo da década passada tanto a Net quanto a TVA tiveram dificuldades de investimento, de sustentação, o que foi corrigido ao longo do tempo e essas empresas, agora, têm capacidade de investir. Outro fato importante é a macroeconomia. Nos últimos quatro, cinco anos, tivemos um boom de consumo que foi muito favorável a vídeo. Neste segmento, em entretenimento, tivemos uma França nova no país, foram quase 40 milhões de pessoas em cinco anos – que, antes não consumiam vídeo e hoje, não digo os 40 milhões, mas uma grande parcela tem potencial de consumo de TV por assinatura. Basta olhar o número de assinantes de TV paga, são cerca de 10 milhões para uma população de classe média muito maior; esta penetração, mesmo para um país que não é considerado muito desenvolvido, é muito baixa. Então, há um espaço para que esse mercado de vídeo cresça duas a três vezes. Some-se a isso a abertura no mercado de TV a cabo por meio do PL 29 (atual PLC 116/2010) e de decisões regulatórias, que motivarão a entrada de novos players. A gente espera, para este ano, um número de licenças novas de TV por assinatura muito grande, com expansão geográfica, mercados que hoje não têm oferta.

Tele.Síntese – As operadoras já estão preparadas para esse aumento de consumo de dados que deve ocorrer tanto com a entrada dos tablets quanto do aumento do consumo de vídeo?
Rodrigo Abreu – Todas elas estão começando a se preparar de maneira séria, com investimentos na área de mobilidade, preparação de core, aumento da capacidade de dados. Um exemplo disso é que, no ano passado, pelo menos duas operadoras (Claro e Vivo) começaram a desenvolver projeto para que toda a rede de acesso tenha capacidade de conexão em IP, o que é fundamental para a banda larga, para o acesso 3G e 4G. Portanto, essa deficiência no acesso passa a ser compensada com investimentos na criação de redes IP e em redes sem-fio também. Essa tem sido, talvez, a principal limitação para o crescimento de tráfego dos usuários 3G e 4G. Tem operadoras já fazendo implementação, outras em processos de licitação do backhaul IP.

Tele.Síntese – Consultorias como Gartner e Deloitte estão prevendo que este deve ser o ano da virada, com início da queda nas vendas de computadores, que perderão lugar para dispositivos como tablets. Você acredita que essa tendência vale também para o Brasil?
Rodrigo Abreu – Eu acho que no Brasil essa mudança vai demorar um pouco mais em função do custo de introdução do tablet no país. Hoje, na comparação entre custo de tablet e de notebook, os do tablet ainda são mais altos. Esse é um gap que ainda vai ser coberto ao longo do tempo. A escala e o volume para se ter fabricação local de tablet é algo que ainda está incerto, não teremos isso no curto prazo, enquanto, no caso do micro, já existe uma massa crítica forte. O que, talvez, possa acontecer é que o próprio advento do tablet e queda de preço do notebook vão fazer com que o netbook fique espremido no meio do caminho. Então, eu acredito que ainda teremos crescimento de notebook este ano e tablet, em uma camada específica, vai crescer bastante, mas sua popularização e preços baixos, só no próximo ano. É uma questão basicamente de preço. Hoje quem não tem tablet e notebook não vai partir para o tablet, a primeira aquisição tende a ser de notebook. Mas, para frente teremos o efeito substituição.

Tele.Síntese – Como você está vendo a conjuntura atual e o novo governo. Acha que a gestão Dilma Rousseff pode imprimir novo ritmo ao setor, uma vez que ela já declarou que a banda larga é uma prioridade e o Minicom ganhou mais peso no governo?
Rodrigo Abreu – A grande virtude do que aconteceu no governo passado é que o setor entrou na agenda – bem ou mal, de maneira mais ou menos efetiva são questões a responder – mas, efetivamente, o tema tecnologia, banda larga, entrou na agenda e isso por si só foi muito bom. É uma questão de trabalhar e ter interação entre o setor público e o privado para orientar esse crescimento, esse bom momento político e fazer com que as coisas corretas aconteçam.

Eu acredito, e o mercado todo acredita, que banda larga é fundamental para o país. Fora isso, há a vantagem de que temos uma continuidade de visão, portanto, não haverá uma ruptura, normal quando se tem uma troca de governo. E ter uma continuidade de projetos por si só, é bom. Nesse sentido a banda larga é realidade. Eu entendo que o Minicom ganhou mais peso, e o ministro Paulo Bernardo é uma pessoa que tem peso no governo, tem diálogo com a Casa Civil e com a presidente e, de alguma maneira, pode fazer com que o setor alavanque algumas coisas mais rapidamente.

Inegavelmente, no final do governo passado, teve um pouco de isolamento ou fragmentação de ações, incluindo ministério, mais Casa Civil, os que cuidavam de banda larga. Eu espero que essa fragmentação diminua bastante e que haja mais consistência. Agora, isso não significa que esteja tudo resolvido e que todas as direções estejam precisas e bem definidas, tem ainda muita coisa para discutir.

Tele.Síntese – Por exemplo?
Rodrigo Abreu – Eu sempre digo que banda larga é o primeiro passo. Banda larga é uma questão de infraestrutura e de demanda e dar os instrumentos para que o país possa se desenvolver mais rapidamente, mas ainda tem muito o que fazer do lado da demanda também. A banda larga faz com que os setores privado e a população se desenvolvam bastante. Mas o próprio setor público tem que ganhar mais atenção para o uso de tecnologia que vem com a banda larga. A automação de processos do poder público, o aumento do uso de sistemas de TI nas várias áreas de governo, aumento da importância dada a TI e sistemas, tudo isso é necessário para continuarmos crescendo.

Tele.Síntese – Como você vê a entrada das MVNOs? Esse novo segmento mexe com o atual cenário no Brasil?
Rodrigo Abreu – Traz um novo cenário, mas acredito que aqui tem mais incógnita que respostas, porque MVNO está ligado a uma característica de marca muito forte, de você aproveitar canais de distribuição muito estabelecidos, massificados, para aproveitar a ociosidade de infraestrutura. Isso acontece quando olhamos para marcas como Virgin (Reino Unido) muito bem sucedida em MVNO. Aqui, temos características um pouco diferentes. Ainda há uma deficiência em infraestrutura e é preciso, de um lado, fazer mais implantação de infraestrutura real e não só virtual e, de outro, talvez, não existam características tão fortes e predominantes de branding. Obviamente que nichos sempre vão existir, mas tendo a acreditar que as MVNOs vão ter espaço, porém, mais limitado que no mercado americano ou no europeu.

Tele.Síntese – Como foi 2010 para a Cisco Brasil. Em maio do ano passado você anunciou que a unidade brasileira tinha sido, pelo segundo trimestre consecutivo, a que mais cresceu percentualmente, com um aumento, aquela época, de 80% no faturamento, na comparação com igual período de 2009.
Rodrigo Abreu – De fato, o Brasil foi o maior crescimento e eu pude comentar isso porque nas conferências de resultado corporativo da empresa o Brasil foi mencionado. Felizmente, na segunda metade do ano passado, isso continuou acontecendo, e o Brasil novamente teve um fechamento muito bom no ano de fiscal 2010 (encerrado em julho) e continuou a ter resultados muito positivos no primeiro trimestre de 2011 (em outubro). Quanto ao trimestre que estamos fechando agora em janeiro eu não posso dar muita informação, mas o ritmo até o final do ano passado, foi bom. No primeiro trimestre fiscal da Cisco em 2011, o Brasil foi novamente uma das operações que mais cresceram no mundo, com um ritmo de crescimento de mais de 70% em relação ao ano anterior.

Tele.Síntese – O que puxou esse crescimento, o segmento de operadoras ou o mercado corporativo?
Rodrigo Abreu – Foi um ano muito equilibrado entre o crescimento das operadoras – a própria aposta em vídeo, mobilidade e banda larga já começou acontecer no ano passado –; o crescimento do mercado de pequenas e médias empresas, no qual voltamos a crescer de maneira mais forte; a continuidade da aposta em setor público, neste segmento também foi um ano muito favorável e, finalmente, o mercado empresarial, que sempre foi o carro-chefe da Cisco globalmente, respondeu muito bem. Tivemos um crescimento muito significativo do país, volta do investimento estrangeiro, demanda, foi um ano muito equilibrado.
A via-crúcis da banda larga no país

Internet de alta velocidade é alvo de queixas de usuários. Governo sinaliza com plano nacional que pretende massificar os acessos para quase todo o Brasil

Correio Braziliense - 24/01/2011

Comparado aos países desenvolvidos, o internauta brasileiro sofre com um serviço de banda larga lento, caro e ineficiente. As queixas registradas em órgãos de defesa do consumidor revelam que os gargalos são grandes e de difícil solução no curto prazo.

Como saída, o governo Dilma Rousseff acena com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) — cuja meta é cobrir, até 2014, 68% dos domicílios com internet rápida—, mas seus efeitos ainda são incertos. Enquanto isso, as conexões patinam. Levantamento da Cisco, em parceria com a consultoria IDC, mostra que 63,5% dos acessos usufruem de velocidade abaixo de 2Mbps (Megabits por segundo).

O número é mais alarmante quando visto sob critérios internacionais, como por exemplo o usado pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos. Com base nessa abordagem, o termo banda larga só pode ser atribuído a conexões de, no mínimo, 4Mbps. Quando o padrão americano é aplicado ao Brasil, a conclusão é de que praticamente não há internet de alta velocidade em solo nacional. Dos 12 milhões de acessos fixos no Brasil, cerca de 1 milhão tem velocidade de 255Kbps (Kilobits por segundo) ou menor. Os terminais que oferecem velocidades entre 256Kbps e 999Kbps são cerca 4 milhões.

No quesito preço, a situação é menos animadora ainda. A consultoria Teleco, depois de realizar um estudo detalhado, descobriu que, em média, pagam-se US$ 28 (R$ 46) por uma conexão de 1Mbps, contra US$ 19,95 (R$ 33) desembolsados nos Estados Unidos. O governo Dilma Rousseff acena com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) — cuja meta é cobrir, até 2014, 68% dos domicílios do país com internet —, ofertando o serviço no mercado a R$ 35 por mês para uma velocidade entre 512kbps e 784kbps. O objetivo é massificar o acesso à rede para famílias das classes C, D e E, bem como para o maior número possível de municípios.

“A tecnologia da informação e da comunicação afeta o crescimento e a banda larga afeta mais: um aumento de 10 pontos percentuais nas conexões de alta velocidade da internet resulta em um salto de 1,3 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um ano)”, afirma Marcelo Ehalt, diretor de Engenharia da Cisco Brasil. Com vista a esse potencial, o PNBL prevê investimentos de R$ 13,2 bilhões em cinco anos. A expectativa é triplicar a oferta de banda larga disponível hoje e, ao mesmo tempo, forçar as operadoras privadas a baixarem os preços.

Críticas
Não bastassem a velocidade lenta e o preço alto, o mau atendimento por parte das operadoras completa o cenário de descaso com os consumidores. Apesar de conquistas importantes, como a proibição à cláusula contratual que permitia às operadoras concederem apenas 10% da velocidade ofertada, as queixas registradas junto a entidades de defesa do consumidor são recorrentes. Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), revela que as reclamações mais comuns são falta de constância da velocidade prestada, obrigações contratuais que isentam de responsabilidade as prestadoras e queda do serviço.

O Ministério Público Federal (MPF) chegou a abrir, no ano passado, um inquérito — que ainda está em andamento — para apurar a qualidade do serviço de internet móvel 3G, a partir de uma representação apresentada pela Proteste. “Receber a velocidade contratada é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Se perceber que está sendo lesado, o usuário deve registrar uma reclamação junto à operadora e guardar o protocolo para eventuais ações na Justiça. Se o serviço for interrompido, a empresa deve descontar os dias parados das mensalidades”, explica Maria Inês.

Veridiana Alimonti, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), alerta que o artigo 46 do CDC determina que o cliente está livre da obrigação de cumprir exigências contratuais de difícil compreensão, com exagero no emprego de termos técnicos ou letras miúdas, bem como de cláusulas abusivas. Para checar se a velocidade paga é a mesma recebida, existem sites especializados de fácil acesso que ajudam a fazer a verificação. Quando a prestadora não cumpre o prometido, o usuário tem o direito de rescindir o contrato sem multa.

Capacitação
Rodrigo Baggio, diretor executivo do Comitê pela Democratização da Informática (CDI), adverte que para mudar o quadro investimentos em infraestrutura por si só não são suficientes. “É preciso concentrar esforços em capacitação, implementação de centros de acesso e no desenvolvimento de uma política definida para a destinação adequada do lixo eletrônico”, propõe. Em relação ao PNBL, Baggio defende que sejam incluídos no projeto metas de aumento gradual da velocidade de conexão, bem como no fortalecimento das lan houses como pólos de inclusão digital. “Apesar do acesso ser lento, o PNBL representa um avanço importante”, diz.

Outro desafio do PNBL será aumentar a penetração da internet nas regiões de menor densidade demográfica. O motivo é que, pelo modelo de negócios atual da internet no Brasil, quanto mais pobre é uma região, menos banda larga ela tem. As operadoras preferem se fixar num mercado menor e mais abastado. Por isso, algumas regiões estão condenadas a uma espécie de apagão cibernético.

Perfil dos acessos

» A velocidade média de conexões de banda larga no Brasil aumentou consideravelmente no primeiro semestre de 2010 em relação ao segundo semestre de 2009, com um crescimento expressivo na faixa de mais de 2Mbps — de 18,5% para 36,5% das conexões.

» O acesso por meio da telefonia móvel continua em crescimento, mas não mais tão acelerado como antes. O aumento apresentado em junho de 2010 foi de 10,6%, quando comparado a dezembro de 2009, e de 46%, em relação a junho de 2009. O total de conexões por banda larga móvel (acessos móveis em desktops, notebooks e netbooks) chegou a 3,9 milhões no primeiro semestre deste ano.

» A taxa de crescimento na banda larga fixa foi menor que a móvel, com 7% a mais entre dezembro de 2009 e junho de 2010.

» A adoção da banda larga móvel no segmento residencial/pessoal apresentou um salto maior em relação ao corporativo: no primeiro semestre de 2010, a distribuição de conexões móveis nas residências passou de 76,9%, em 2009, para 78,1%. Já a relação no segmento corporativo foi de 23,1% para 21,9%, no mesmo período.

» Incluindo a banda larga móvel, a penetração de conexões por 100 habitantes alcançou 8,49% no Brasil, com o Estado de São Paulo chegando a 13,98%.

» São Paulo concentra a maioria das conexões de banda larga, com 41,3% do mercado.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Com licença SCM e grupamento, Telebrás terá novo status a partir do dia 24

Insight - Laboratório de Idéias - 21/01/2011 (atualizado)

Nesta segunda-feira, a Telebrás estará inaugurando um novo período na sua história recente.

Após a Anatel ter lhe concedido no dia 20 a competente licença para que passe a prestar o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), a empresa se apresentará ao mercado acionário com outra novidade: suas ações preferenciais e ordinárias passarão a ser grupadas na razão de 10.000 por 1 a contar do dia 24.

Licença SCM
A licença SCM é o instrumento legal que possibilitará à estatal comercializar acesso à Internet no atacado, para os provedores de acesso, ou até mesmo no varejo, se for necessário, como prevê o Plano Nacional de Banda Larga.

O Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) é um serviço fixo de telecomunicações de interesse coletivo, prestado em âmbito nacional e internacional, que possibilita a oferta de capacidade de transmissão, emissão e recepção de informações multimídia (dados, voz e imagem), utilizando quaisquer meios, a assinantes dentro de uma área de prestação de serviço.

Os serviços de comunicação de dados podem ser divididos em três grandes grupos:
  • Aluguel de circuitos de dados (TDM) ou circuitos virtuais em redes de pacotes (ATM, FR ou X.25) para uso de outras operadoras ou redes corporativas.
  • Serviços de redes de dados para o mercado corporativo.
  • Circuito para acesso a internet, como o ADSL oferecido pelas operadoras de telefonia fixa, pelas operadoras de TV a Cabo ou com acesso através de rádio (wireless).
Como autorizatária desse tipo de serviços, a Telebrás poderá atuar como os cerca 1,7 mil provedores de SCM que existem no Brasil, passando assim, de fato e de direito, a se constituir em uma prestadora de serviços de comunicação de dados.

Em relação às concorrentes, no caso de prestar serviços a órgãos do governo, sua grande vantagem é a possibilidade de ser contratada sem passar pelo processo licitatório previsto na Lei 8.666/93, já que a norma legal existente prevê essa facilidade para as empresas criadas antes da promulgação dessa Lei, tais como a Telebrás, o Serpro e a Dataprev.

Um outro aspecto importante, particularmente para o mercado acionário, é que a obtenção da licença SCM pela Telebrás traz à empresa o último quesito que estava faltando para caracterizar sua entrada em fase operacional.

Grupamento
Nas principais bolsas do mundo há a preocupação de manter o preço das ações entre 20 e 30 unidades da moeda utilizada nas transações. Segundo recomenda a BM&FBovespa, é aceitável que o valor de mercado esteja entre R$ 10,00 e R$ 50,00, haja vista que o preço não deve ser tão pequeno a ponto de que as menores oscilações representem percentuais elevados, nem tão grande que torne o lote mínimo de negociação muito "caro".

Com base nessas premissas e visando também o futuro ingresso no Nível 1 da Governança Corporativa, a última Assembleia de Acionistas da Telebrás aprovou o grupamento (inplit) das ações da empresa na razão de dez mil por um (10.000:1), fato este que vigorará a partir do dia 24, segunda-feira.

Na prática, o grupamento emprestará maior credibilidade e confiabilidade às ações da empresa, dificultando a manipulação de preços por parte das corretoras conhecidas no mercados como "centaveiras" ou "miqueiras", que, através de operações de day-trade e outras de alta engenhosidade, aproveitavam-se do baixo valor dos papéis para lucrar em cima dos pequenos investidores. Com isso, suas ações, em tese, tornam-se mais atrativas aos grandes investidores nacionais e internacionais.

Ganhará também a empresa ao ver reduzidos os seus custos operacionais junto à instituição custodiante, pois dos quase 1,1 trilhão de ações, passará a ter pouco mais de 109 milhões.

Com relação ao reflexo direto nas operações em bolsa de valores, o mestre em Administração Fernando Heineck Comiran, em dissertação de mestrado que defendeu junto ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul no ano de 2009, concluiu que o grupamento, no mercado brasileiro, é mais uma "medida cosmética" com fins administrativos, não tendendo a produzir maior impacto no valor das ações.

No entanto, o caso da Telebrás não se enquadra com justeza no universo estudado, composto por empresas com histórico de relativa estabilidade na Bolsa. A estatal, por estar emergindo de um traumático processo de pré-extinção e com ações cotadas em centavos por cerca 11 anos, pode vir a apresentar um comportamento fora do desvio padrão do estudo em tela. Isto é posto em virtude, não só da maior confiabilidade que suas ações terão a partir de segunda-feira, como também das expectativas que estão sendo criadas com sua atuação futura.

Expectativas
Como empresa líder do Plano Nacional de Banda Larga - o programa capaz de gerar os maiores e mais contundentes impactos em todas as área da vida nacional em médio prazo, a Telebrás vai adquirindo o status de menina-dos-olhos do Ministério das Comunicações e do governo de Dilma Rousseff.

Como tal, uma maior capitalização de seus cofres parece inevitável no curto ou médio prazo, pois o governo sabe que esse fato é indispensável para que possa cumprir, com oportunidade, as funções para as quais foi reativada.

Não custa lembrar que, no último dia 11, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que autoriza a União e entidades da administração pública a realizar operações com ações de estatais. Segundo publicação no Diário Oficial da União, a contratação poderá ser feita “reciprocamente ou por meio de fundo privado do qual o Tesouro Nacional seja cotista único”. Pela Lei 12.380, serão permitidas operações de compra, alienação, cessão e permuta de ações. Também foi autorizada a cessão de créditos com adiantamentos para futuro aumento de capital, cessão de alocação primária de ações em ofertas públicas e cessão do direito de subscrição de ações em casos de aumento de capital. Além disso, a União também tem o direito de decidir não comprar ações em operações de aumentos de capital de empresas nas quais possua participação acionária.

Por outro lado, no dia 24, será também a primeira vez, desde 21/09/1998, que a cotação dos papéis da empresa estará situada em valores com dois dígitos, uma vez que, entre essa data e hoje, a cotação média foi inferior a R$ 1,00 e a máxima foi de R$ 3,15, esta já em 2010.

Os fatos novos são importantes para a empresa e para seus acionistas, possuindo peso suficiente para desenhar a montagem de novos cenários e justificar as expectativas que estão causando no mercado com relação aos próximos dias.