sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Avançam as negociações para uso de redes estaduais e municipais pela Telebrás

Tele.Síntese - 21/01/2011


Estão bastante adiantadas as negociações entre a Telebrás e as empresas estaduais e municipais de processamento dados para integração de suas redes. Desde a assinatura do acordo entre a estatal e a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Processamento de Dados, no ano passado, pelo menos quatro empresas – Etice (Ceará), Prodest (Espírito Santo), Prodabel (Belo Horizonte) e IMA (Campinas) já estão muito perto de iniciar a integração.

Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santana, a iniciativa traz benefícios para as duas partes: a Telebrás quer contar com a capilaridade local dessas redes para acelerar a implementação do Plano Nacional da Banda Larga e os estados e municípios querem ter acesso ao backbone nacional da estatal.

Os modelos de integração são variados e envolvem desde a simples troca de capacidade, como no Ceará, até o investimento da Telebrás na ampliação da rede local como quer a Prodabel, empresa de processamento de dados de Belo Horizonte, que espera contar com esses recursos para viabilizar o anel central da rede municipal. Mas o foco da Telebrás não é apenas o PNBL, a empresa vai usar esses acordos para atendimento aos órgãos federais instalados nessas localidades.

“As possibilidades de sinergias são inúmeras e cada uma tem um problema diferente. Estamos muito interessados, pois estes acordos vão nos permitir agilizar a implantação nestas cidades. Há muita complementariedade, poderemos trocar fibras e dar uma saída de Internet para eles. o Cinturão Digital do Ceará terá quatro pontos de interconexão com a nossa rede. Também não descartamos fazer investimentos nestas redes pois temos que ligar os órgãos federais”, diz Santanna.

Em reunião realizada na segunda, 18, entre técnicos da Telebrás e da Prodabel ficou decidido que, numa primeira etapa, oito órgãos federais serão integrados à nova rede de fibra óptica que a prefeitura de Belo Horizonte está construindo: Serpro, Datasus, Dataprev, Datamec, Infraero, MEC, Correios e RNP.

“Estes órgãos já estão plotados no nosso mapa georreferenciado e outros estão sendo avaliados, como o Exército e a Polícia Federal. Para alguns deles como o MEC, os Correios e Datasus, que já estão na rota do anel central, temos fibras disponíveis na nossa rede. Para outros teremos que construir novas ligações em novos anéis, pois a Telebrás quer dupla abordagem, com redundância. Também vamos já iniciar algumas conexões provisórias via rádio para ganhar tempo. Para isso precisaremos de investimentos. Nossa expectativa é que a Telebrás arque com os recursos do anel central”, explica George Wilson Almeida, diretor de redes da Prodabel.

A empresa também espera redução em seus custos e uma das ideias é substituir o link de internet de 160 Mbps, que a Prodabel contrata da CTBC, por uma saída da Telebrás. A Prodabel também poderá ser um canal de distribuição da Telebrás para os pequenos provedores, segundo Almeida.

No Ceará, o acordo com a Telebrás deverá ser assinado nos próximos dias em uma solenidade de inauguração de alguns trechos do Cinturão Digital, a rede de alta velocidade do estado. Segundo Fernando Carvalho, presidente da Etice, a empresa de processamento de dados estadual, a Telebrás solicitou um par de fibras para ligar 12 órgãos e empresas federais entre os quais a Receita Federal, Serpro, Departamento Nacional de Obras contra a Seca, Banco do Nordeste, Dataprev, Datasus, entre outros.

“O interesse da Telebrás é a capilaridade local e nós queremos uma rota de contingência nacional. Vamos fazer uma permuta de capacidade, fornecendo fibras locais contra capacidade no anel óptico que eles vão operar”, diz Carvalho.

Primeiro a assinar um convênio com a Telebrás, o Prodest (Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo) ainda está em fase de definição do que será integrado e qual o objeto de troca, segundo seu diretor-presidente, Paulo Henrique Rabelo Coutinho. “Nosso interesse imediato é ter acesso direto a todos os órgãos federais por meio de uma rede de banda larga. Além disso, nosso objetivo é reduzir custos comprando capacidade por um valor mais baixo. Estamos realizando várias reuniões para definir o modelo de integração”, informa Coutinho
Ministro diz que Telebras tem como operar PNBL, mesmo sem apoio das teles

TI Inside - 21/01/2011


Apesar de tentar demonstrar otimismo em relação à participação das operadoras de telefonia no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, admitiu nesta quinta-feira, 20, que ainda não fechou acordo com nenhuma companhia para dar início à implantação da internet de alta velocidade em todo o país.

Em entrevista coletiva na Campus Party 2011, em São Paulo, o ministro afirmou que uma reunião com as teles e a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) deve acontecer entre o fim deste mês e o início de fevereiro para apresentar às empresas as intenções do Minicom para o PNBL. Segundo ele, o objetivo central do encontro será apresentar uma proposta de internet em banda larga popular a R$ 30 por mês, e buscar o apoio das empresas.

O preço desejado pelo governo, porém, conforme já adianta Paulo Bernardo, só será conseguido se os estados concordarem em abrir mão do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), uma de suas principais fontes de arrecadação. Caso não consiga costurar acordos com os governos estaduais em relação a renúncia fiscal, o Minicom já trabalha com um projeto de banda larga popular ao preço de R$ 35.

Questionado sobre o que acredita que ouvirá das operadoras em relação às propostas do PNBL, Paulo Bernardo foi categórico ao afirmar que a Telebrás, escolhida pelo governo para operar o plano, tem condições de atuar sem o apoio das teles, e que vai levar as conexões às pessoas “mesmo que esta não seja sua vocação”. “Nossa intenção é usar a Telebras para baratear a internet em banda larga, mas se ninguém quiser [levar as conexões a todas as regiões do Brasil pelo preço estipulado], nós faremos”, sentenciou.

Novas metas

Sobre as políticas industriais que darão suporte ao PNBL, o ministro afirmou que até o fim de março deve se reunir com os ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para discutir políticas de desoneração para a indústria de computadores. Paulo Bernardo prevê que neste ano sejam vendidos 16 milhões de PCs no país, mas acredita que o potencial do mercado consumidor é ainda maior, principalmente com a expansão do acesso à internet.

De acordo com dados da Cetic, também mostrados hoje durante a Campus Party 2011, cerca de um terço dos brasileiros tem computadores em casa, mas apenas 25% têm internet. Segundo cálculos do órgão, isso resulta em aproximadamente 5 milhões de pessoas que têm computadores, mas não têm conexão à web – o que, de fato, representa um enorme potencial tanto para o mercado de PCs quanto para a oferta de serviços de telecomunicações.

Paulo Bernardo não quis precisar que tipos de políticas de desoneração serão discutidos pelos ministérios. Ele garante, apenas, que eles trabalharão por uma redução imediata da carga tributária da indústria brasileira de TI, inclusive para a importação do iPad, o tablet PC da Apple.
Inclusão digital é caminho para mercado de trabalho

Convergência Digital - 21/01/2011


Encontrar um bom trabalho hoje não é tarefa fácil, principalmente em razão da falta de qualificação profissional. “Pesquisas demonstram que a falta de ocupação está relacionada principalmente a baixa escolaridade e a falta de qualificação profissional que, por sua vez, é afetada pela baixa renda”, afirma Wilmar Prochmann, presidente da Sofhar Gestão & Tecnologia.

Devido a este cenário, os setores público e privado tem se mobilizado e realizado ações com o intuito de mudar este quadro. Uma iniciativa que deu certo é o Projeto de Capacitação Digital e Social, uma parceria da Sofhar com a Agência do Trabalhador, que oferece mensalmente um curso de informática básica profissionalizante de uma semana.

Segundo a gerente de marketing da companhia, Vanessa Palomo, mais do que um simples curso, o objetivo é levar para estas pessoas uma oportunidade de qualificação para enfrentar o mercado de trabalho. “É apenas uma turma por mês, o que pode parecer pouco, mas que faz uma grande diferença na vida de cada um dos participantes. Tenho certeza de que estamos plantando boas sementes para o futuro”, aposta.

O estudante de 17 anos do 2º ano do ensino médio, Rafael de Carvalho Brasileiro fez o curso no segundo semestre de 2010 e hoje colhe os frutos com o estágio que faz pela escola como auxiliar administrativo. “O curso me ajudou bastante, pois não tinha muito conhecimento em informática e hoje trabalho diariamente com o computador”, frisa.

Para Leandro de Lima Silva, de 28 anos o curso foi de grande valia e hoje o ajuda a procurar emprego pela internet. “Eu tenho computador em casa, mas não o utilizava direito e não aproveitava as ferramentas para ficar atento ao mercado de trabalho. Aprendi como usá-lo a meu favor profissionalmente”, conta.

Para participar do curso é necessário estar desempregado e ter o ensino médio completo ou estar cursando. As aulas acontecem no Centro de treinamento da Sofhar e os alunos terão Introdução à Informática, onde aprenderão detalhes, como por exemplo, utilizar os atalhos do teclado, como manusear um mouse e até como instalar alguns programas e navegar na internet, além de aprender a utilizar os programas Word e Excel. As aulas acontecem todo mês, com duração de uma semana. As inscrições podem ser feitas na Agência do Trabalhador de Curitiba. O curso acontece há cinco anos e capacitou mais de 500 pessoas.
Telebrás pode ofertar serviço de banda larga

Folha de São Paulo e Jornal do Comércio - 21/01/2011

BRASÍLIA – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu ontem seu aval para que a Telebrás utilize a rede de fibras ópticas do governo para ofertar internet a preços baixos em todo o País. O conselho diretor aprovou a licença de comunicação multimídia, autorização indispensável para que a estatal venda banda larga. Era uma das últimas pendências para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que pretende levar conexão para mais de 4.000 municípios brasileiros até 2014.

A Telebrás encaminhou o pedido à Anatel no início de outubro, quando ainda tinha a pretensão de inaugurar as primeiras conexões em dezembro. Atrasos na licitação de equipamentos retardaram a largada do plano, agora estimado para começar em abril de 2011.

A licença também permite que a Telebrás venda internet ao consumidor final diretamente, mas o governo ainda não definiu se isso será feito e como.

DDI

A Anatel também aprovou uma norma para implantar a liberdade tarifária para ligações internacionais (DDI). A liberdade tarifária, porém, só poderá ser implementada a partir de 1º de janeiro de 2016. Haverá uma fase de transição entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2015, em que a concessionária deverá encaminhar à Anatel as propostas de estruturas tarifárias a fim de comprovar que estas se encontram em conformidade com a norma. A medida visa preservar, no mínimo, as condições atuais de preço, segundo a agência.

A proposta estará disponível em consulta pública por 60 dias a partir de sua publicação no Diário Oficial da União. Além da consulta pública, a Anatel aprovou também a realização de duas audiências públicas para debater o tema com a sociedade, antes de sua aprovação final.

A iniciativa partiu do entendimento da agência de que o mercado de telefonia fixa de longa distância internacional é competitivo o suficiente para iniciar a implantação de um regime de liberdade tarifária neste tipo de chamadas, conforme permitido pela Lei nº 9.472/1997. Dentre os benefícios esperados está a possibilidade de a concessionária oferecer preços melhores para esse tipo de chamada por meio da oferta de planos de serviço mais flexíveis, segundo a demanda de mercado. Dessa forma, propicia-se um aumento no grau de competitividade entre as empresas que oferecem esse serviço.

RURAL

Os terminais analógicos de telefonia fixa rural devem ser extintos no prazo de 12 meses. Uma proposta aprovada ontem pelo Conselho Diretor da agência determina a migração do sistema analógico para digital dentro de um ano. Segundo a conselheira Emília Ribeiro, relatora da matéria, as operadoras de telefonia móvel têm que apresentar, em 30 dias, um plano de migração para a telefonia fixa e as empresas de telefonia fixas, por sua vez, terão o mesmo prazo para mostrar como era feita a migração.
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Telebrás poderá oferecer banda larga

Estatal só atuará em localidades não atendidas por empresas privadas

O Globo - 21/01/2011

BRASÍLIA. O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu ontem a licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) à Telebrás. Esta autorização permite que a empresa ofereça banda larga diretamente aos consumidores, ou seja, em competição direta com as empresas privadas. Os planos da estatal, porém, continuam os mesmos: só entregar internet em alta velocidade nas residências e escritórios em localidades nas quais não haja interessados.

Ainda assim, a licença deixa a estatal armada, no momento em que o governo, que busca contrapartidas e engajamento das empresas privadas, começou as negociações para a implantação do Plano Nacional de Banda larga (PNBL) para valer. A conselheira da Anatel Emília Ribeiro, relatora do processo, disse que esse tipo de licença é dado a qualquer agente do setor que solicite.

- Não tem nada de diferente (no caso da Telebrás) - disse.

Mais municípios farão ligações locais para vizinhos
A Telebrás ficou incumbida pelo governo de implantar o PNBL, que pretende massificar o serviço no país até 2014. No documento que cria o programa de inclusão digital, a estatal foi autorizada a atuar em todas as etapas do serviço. Porém, as autoridades têm garantido que a empresa só fornecerá a infraestrutura para que os provedores e as empresas de telecomunicações levem a web em alta velocidade ao consumidor final.

A Anatel informou que mais de 68 milhões de moradores de 560 municípios podem ter as contas de telefone reduzidas. O órgão decidiu integrar em chamadas locais mais cidades das mesmas regiões metropolitanas e de regiões que têm continuidade geográfica ou utilizam o mesmo DDD. Até agora, seus habitantes eram obrigados a fazer ligações interurbanas para falar com municípios vizinhos.

No total, serão 39 regiões metropolitanas e três regiões integradas serão beneficiadas no prazo de 120 dias. No Grande Rio, que já conta com 17 municípios, estão sendo integrados Guapimirim e Paracambi. A lista de cidades pode ser consultada no site www.anatel.gov.br.

O conselho diretor da Anatel também aprovou para consulta pública, por 60 dias, a norma para a implantação de liberdade tarifária nas ligações internacionais (DDI). Ela passaria a valer a partir de 1º de janeiro de 2016, com uma fase de transição entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2015.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Governo propõe metas para universalizar banda larga

Valor - 21/01/2011

O Ministério das Comunicações está incluindo a discussão sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) nas conversas com as operadoras sobre o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III). "Não há uma vinculação formal, mas as empresas sabem que queremos discutir isso", disse o ministro Paulo Bernardo ontem, durante a Campus Party, evento de tecnologia que acontece em São Paulo. A ideia é criar mecanismos que permitam a redução do preço do serviço no país.

O PGMU é o instrumento usado pelo governo para incentivar a universalização da telefonia fixa. No contrato assinado entre operadoras e governo, não há obrigações em relação à internet, embora as teles ofereçam o serviço.

"Não queremos deixar esse assunto para ser trabalhado depois", disse Bernardo. O ministro lembra que já existe um precedente para a inclusão da banda larga no PGMU. Em 2008, em negociação com as operadoras, o governo conseguiu trocar metas de instalação de Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs) por infraestrutura de banda larga em todo o país (backhaul).

A Oi já procurou o governo para discutir o PGMU, segundo o ministro, que teria acertado ontem um encontro com a Telefônica para as próximas semanas. Procurado pelo Valor, o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, disse apenas que o governo parece estar aberto a conversar, o que considera um bom sinal. O prazo para publicação do plano é 2 maio.

O ministro afirmou que discutiu com o coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Carlos Martins Marques, a possibilidade de se interromper as discussões estaduais para a criação de planos populares de acesso à banda larga. A ideia de Bernardo é criar uma proposta nacional que permita reduzir, ou até eliminar, a incidência do tributo. "Se for para fazer uma redução em todo o serviço, ninguém quer discutir. A ideia é fazer uma mudança pontual para o serviço de banda larga."

Bernardo pretende se reunir na semana que vem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, para a inclusão de itens da área de telecomunicações nas políticas industriais do governo, o que ajudaria a baratear a cadeia do setor.

Ontem, o conselho diretor da Anatel liberou a licença para que a Telebrás possa oferecer serviços de banda larga.
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Paulo Bernardo diz que governo vai massificar uso da internet até o fim da gestão Dilma

Agência Brasil - 20/01/2011

São Paulo – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (20) que o governo irá massificar o uso da internet no país até 2014. Para atingir o objetivo, Bernardo aposta no barateamento do Plano Nacional de Banda Larga, que está entrando em funcionamento no começo deste ano.

"A nossa ideia é massificar até o final do governo da presidenta Dilma o uso da internet”, disse, em debate na Campus Party, em São Paulo. “Até abril, fecharemos os acordos para baratear o preço da internet do plano. Uma das intenções é reduzir os impostos”.

Além de negociar com os estados a redução dos impostos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o ministro ressaltou que trata com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para colocar na política industrial do país cortes de impostos sobre os computadores e tablets - dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à internet. “O governo está fazendo uma reavaliação do que tem em termos de política industrial, e inclusive com a questão tributária”.

De acordo com Bernardo, hoje o preço da conexão do Plano Nacional de Banda Larga está em R$ 35 com a aplicação do ICMS, e em pouco menos de R$ 30, nos estados que o isentarão do imposto. “Falei isso com vários secretários de Fazenda, alguns governadores disseram que topam negociar isso [reduzir o ICMS]”.

Hoje a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a Telebras, vinculada ao Ministério das Comunicações, a operar a internet banda larga. Apesar de a licença permitir que a empresa forneça o acesso ao consumidor final, o ministro afirmou que a Telebras não deverá fazê-lo. “Essa não é a vocação da Telebras. Mas onde ninguém fizer [o acesso a banda larga], nós vamos fazer”.
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Bernardo reafirma que banda larga será discutida junto com PGMU

Tele.Síntese - 20/01/2011


Após reafirmar hoje, na Campus Party, que o governo vai tratar das discussões envolvendo a revisão dos contratos de concessão de telefonia fixa (PGMU) junto com as discussões do Plano Nacional de Banda Larga, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deu a entender que as teles resistem a algumas mudanças e citou como exemplo as dificuldades que o Confaz (Conselho Nacional Fazendário) tem encontrado para obter a adesão das empresas de telecomunicações à Nota Fiscal eletrônica. Na mesma linha, comentou a repercussão na mídia sobre a proposta da Anatel de alteração do regulamento de fiscalização, que prevê o acesso remoto aos dados das operadoras e que foi interpretada por advogados como uma medida de violação ao sigilo dos usuários.

Relacionando os dois casos, o ministro afirmou que é preciso ter prudência. “Eu estive com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, e ele me disse que há uma distorção. O que a Anatel quer é desenvolver o controle gerencial da base de dados e as empresas aparentemente estão resistindo. Ocorre que as informações gerenciais precisam ser acessadas para se fazer a fiscalização”, relatou, defendendo que “o sigilo é constitucional e não pode ser violado” para, em seguida, emendar: “Por exemplo, eu estive com o secretário de Fazenda da Bahia (Neodi Carlos) que preside o Confaz, para tratar da isenção do ICMS na banda larga e ele me disse que estão numa briga com as empresas de telecomunicações porque elas não querem aderir ao sistema da nota fiscal eletrônica. E por que não querem aderir? Não é para proteger o sigilo de ninguém, deve ter algum contingencioso. Então, tem que ter prudência.”

O presidente do SindTelebrasil (associação que reúne as operadoras fixas e móveis), Antonio Carlos Valente, disse que desconhece o problema da nota fiscal e assegurou que, no caso da Telefônica, a empresa usa o sistema no Estado de São Paulo. Em relação a decisão do governo, de discutir conjuntamente o PGMU e a banda larga, Valente evitou comentários, mas disse que governo e setor privado “vão encontrar um caminho”.

Desoneração

Sobre as negociações do ICMS, Bernardo reafirmou que a intenção não é discutir uma proposta genérica, mas específica para o serviço de internet, com redução ou mesmo zerar a alíquota de ICMS para o serviço de banda larga. O ministro pediu ao presidente do Confaz que quer centralizar as discussões no governo federal. Ele também informou que esteve ontem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para discutir a inclusão do setor de telecomunicações na política de desoneração tributária, em elaboração no Mdic. Uma das ideias, disse Bernardo, é incluir tablet na chamada Lei do Bem que, desde 2004, isenta a produção de computadores no país do PIS/Cofins.

Segundo o ministro, na próxima semana, o governo retoma internamente as discussões sobre o PGMU para depois envolver os demais setores. “Embora a banda larga não esteja no PGMU, usa a mesma infraestrutura e é natural colocar (a banda larga) no debate do PGMU”, reafirmou o ministro, que já tem defendido colocar os dois assuntos na mesma discussão.
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Governo centraliza negociação de redução de ICMS para Banda Larga

Convergência Digital :: 20/01/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar nesta quinta-feira, 20/01, do Campus Party, na capital paulista, assumiu que pediu ao Confaz para interromper as conversas com as teles referentes à isenção de ICMS - imposto estadual - para a oferta do serviço banda larga. Também deixou claro que não haverá negociação paralela: PNBL e Plano de Universalização serão colocados à mesa numa única estratégia.

"Conversei com o secretário de fazenda da Bahia, presidente do Confaz, Carlos Santana, e pedi para que interromper as negociações paralelas com as teles pela redução do tributo ( projeto da banda larga popular) porque nos próximos dois meses (fevereiro e março) vamos agilizar as negociações para fecharmos o Plano de Universalização (PGMU III) e queremos ter esse tema à mesa. Isenção de imposto só com contrapartida efetiva", disse Paulo Bernardo. Ainda sobre o Confaz, Paulo Bernardo disse que a entidade têm questões conflitantes com as teles, que estariam resistentes à aderir ao modelo de Nota Fiscal Eletrônica.

Questinado se estaria fazendo uma vinculação do PNBL ao PGMU III, Paulo Bernardo, adotou um tom cauteloso, mas sacramentou: "Formalmente não estamos vinculando os dois temas, mas eles (as teles) sabem que nós queremos fazer isso. Não vamos conversar sobre um tema e depois outro. Nada ficará em aberto".

Paulo Bernardo aposta no precedente aberto no que ele batizou de PGMU 2,5 - quando houve as trocas dos PSTs ( postos telefônicos) pelo backhaul para as escolas, para incluir a banda larga no PGMU 3. "Se já houve essa negociação antes, queremos aprofundar ela e inserir a banda larga. Não dá para falar em telefonia apenas", disse.

"Eu mesmo estou mudando de casa em Brasília e me oferecem TV, telefonia, Internet, tudo junto. Então nada mais justo que banda larga entre nas negociações, mesmo não estando nos contratos de concessão", completou o ministro.

Paulo Bernardo disse ainda que se reuniu com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, nesta terça-feira, 19, e acertou um cronograma de reuniões com o mercado para agilizar as negociações para o PGMU 3 - o Plano Geral de Metas de Universalização, que tem de ser assinado com as teles até o dia 02 de maio.

"Vamos fazer várias rodadas de negociações em fevereiro e março, primeiro com o governo e depois com o mercado para ajustarmos os termos. Precisamos fazer isso porque a assinatura dos contratos está agendada", completou o ministro das Comunicações.

O presidente da Telefônica e do SindTelebrasil, Antonio Carlos Valente, por sua vez, também foi bastante cauteloso ao comentar as posições governantais. Sobre possível problema com a NFe, Valente disse que a Telefônica adota a tecnologia em São Paulo e não soube informar se há um problema em outra operadora.

Com relação ao PGMU 3, Valente evitou também falar sobre a vinculação não formal do PNBL ao PGMU 3. "Tenho a convicção que o governo e o setor privado vão encontrar um caminho comum quando sentarem à mesa para negociar", disse, lembrando que, até o momento, só teve uma reunião com a equipe da presidenta Dilma Rousseff, em dezembro do ano passado.
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Governo negocia para oferecer banda larga a R$ 35


Ministro das Comunicações diz que valor pode ser menor com isenção de imposto

R7 - 20/01/2011


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira (20) que as operadoras de telefonia só terão redução de impostos se os descontos nos serviços impactarem totalmente os preços oferecidos aos consumidores. Segundo ele, as empresas devem oferecer internet de qualidade a um preço acessível. O valor negociado com as empresas é de cerca de R$ 35.

- Por meio da Telebras, pretendemos fazer parcerias com a iniciativa privada para oferecer uma internet rápida a R$ 35, um preço acessível com ICMS [imposto estadual], ou por menos de R$ 35, se ele não for cobrado. Pesquisas mostram que 80% da população está disposta a pagar por uma banda larga que saia em torno de R$ 30.

A ideia do ministro é vincular a discussão do PGMU (Plano Geral de Universalização de Metas para Serviços de Telefonia Fixa), plano que prevê a universalização da telefonia fixa, com a do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), já que os dois usam a mesma infraestrutura.

Bernardo acrescentou que as discussões do PGMU e do PNBL deverão ocorrer entre fevereiro e março, já que até o dia 2 de maio deverá ser publicado o novo PGMU. Segundo Bernardo, "a revisão dos contratos das teles, que não previa inicialmente a banda larga, deverá acontecer em paralelo".

- O PGMU e o PNBL vão caminhar juntos. Como os contratos com as teles [operadoras de telefonia] não mencionavam banda larga, e a infraestrutura usada para telefone e para TV a cabo é muito parecida, é natural colocar os dois no debate. mesmo que não esteja previsto no contrato.

O ministro diz estar conversando com o colega Fernando Pimentel, da pasta da Indústria, que está revendo a questão da política de tributação de aparelhos eletrônicos. A ideia é incluir nessa política os tablets como o iPad na mesma categoria dos notebooks, "para que eles fiquem mais baratos e sejam popularizados".

O Plano Nacional de Banda Larga, lançado em maio do ano passado, tem como meta levar para 40 milhões de domicílios o acesso à internet. O projeto deve começar a ser implantado em abril deste ano, primeiramente em cem cidades. Inicialmente o programa iria começar a funcionar em dezembro do ano passado, mas foi prorrogado porque o governo não conseguiu terminar as licitações a tempo.

Os Estados que têm mais cidades nessa primeira fase do programa são Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com oito municípios cada. Depois aparecem Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo, com sete. Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins terão seis cidades nessa primeira fase.

Um dos itens do plano são pacotes de incentivo para redução dos preços cobrados para banda larga, em negociação com as empresas de telecomunicação. O projeto prevê pacotes que custem de R$ 15 (512 kbps de conexão e pacote de dados de 250 megabytes) a R$ 35 (512 kbps de conexão e pacote de dados ilimitado).
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Paulo Bernardo promete corte de impostos na conexão de internet

Ministro das Comunicações quer conversa com governos estaduais para zerar ICMS e espera reunir vários setores para fazer um PNBL mais "parrudo"

Rede Brasil Atual - 20/01/2011

São Paulo – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira (20), durante o Campus Party, que o governo vai promover corte de impostos no setor de internet para atingir os preços almejados no oferecimento de conexão de alta velocidade.

Bernardo pretende conversar com os estados para que seja feita a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A fala do ex-titular do Planejamento deixa claro que, por enquanto, trata-se de uma ideia que ainda precisa ser debatida com os governos estaduais, mas que sinaliza um caminho diferente para atingir os objetivos colocados para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

A expectativa é conseguir uma conexão de 512 kbps a um custo mensal de R$ 30. A desoneração é uma proposta que desagradava, em especial, ao presidente da Telebrás, Rogério Santanna, que pensa que as grandes empresas de telecomunicações já têm uma margem de lucro bastante elevada.

Bernardo, por sua vez, considera a carga tributária do setor muito alta. Ele espera reavaliar até o fim de março os pontos previstos no PNBL. “Estamos na expectativa de fazer grande arranjo institucional de todos os setores envolvidos em torno de uma adesão, de forma mais parruda, ao PNBL. Atrair mais parceiros para fazer oferta de banda larga a preço menor”, afirmou, acrescentando que já tem aceno positivo de governos estaduais para o corte de ICMS, podendo chegar a zerar a cobrança de imposto.

O ministro, por outro lado, lembra que segue em pé a ideia de que, se as empresas não fizerem, a Telebrás o fará. A estatal entrará na conexão oferecida ao consumidor nos locais em que o setor privado não realizar sua parte, mas, no geral, mantém sua postura de articuladora do PNBL, atuando como suporte ao setor privado. “Essa é a postura que temos reiterado. Queremos serviço de melhor qualidade, preço mais acessível, e a Telebrás vai ajudar a fazer isso.”

Ao mesmo tempo, Bernardo espera discutir com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior um corte de impostos sobre produtos industrializados relativos ao setor de comunicações. Uma das ideias é desonerar os chamados tablets, equipamentos eletrônicos portáteis que recentemente chegaram ao país em suas primeiras versões.
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Campus Party: banda larga pode ter imposto zero, diz ministro

Notícias Terra - 20/01/2011

Participante da mesa Campus Debate, sobre os desafios do crescimento em tecnologia e comunicações para o Brasil, o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o Plano Nacional de Banda Larga estima um custo de mensalidade de R$ 35 reais em Estados onde houver cobrança de ICMS. O valor pode ser mais baixo em unidades federativas que não cobrarem o imposto. "Já consultei vários secretários de fazenda que têm dificuldade para diminuir imposto de maneira geral, mas que, na questão de banda larga disseram que é possível fazer redução ou até zerar o ICMS", disse nesta quinta-feira, no palco da Campus Party Brasil.

No debate, Bernardo dividiu a atenção com o Twitter. Em seu perfil pessoal, postou: "Na Campus Party, em debate. Na mesa, com Antonio Valente, @getschko e @mlteza". Os parceiros de discussão citados pelo ministro são o presidente da Telebrasil, Antonio Carlos Valente, o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet, Demi Getschko e o diretor geral da Futura Networks, Mario Teza.

Entre as questões debatidas, a conectividade do brasileiro apareceu como um desafio para a nova gestão do ministério. Bernardo citou que, em 2010, 14 milhões de computadores foram vendidos no Brasil e que, para 2011, a projeção é de que este número chegue à casa dos 16 milhões. Ter computador, apenas, não basta. O ministro destacou que o brasileiro é um dos povos mais comunicativos: "A pessoa não quer computador para escrever, ela quer para se comunicar".

Demi Getschko reforçou a visão do ministro ao lembrar que 5 milhões de domicílios possuem computador sem conexão. Uma possível resposta para diminuir este índice seria o Plano Nacional de Banda Larga. Embora a administração federal esteja projetando a tecnologia no Brasil para 2025, tomando como base países como Coreia do Sul e Estados Unidos, Demi Getschko rebate ao dizer que comparar conexão do Brasil à da Coreia é inadequado e que a largura da banda não é o mais importante.

"O que importa é que o brasileiro esteja conectado de forma perene e que tenha acesso à cesta básica de serviços, que são: visitas a sites, correio eletrônico, VoIP e vídeos para assistir". Para chegar a este pacote, a disseminação plena do IPv6 é apontada como ponto fundamental pelo representante do CGI.

Para a popularização desta tecnologia que permite ampliar o acesso, o presidente da Telebrasil vê a carga tributária de 40% em serviços de telecomunicações como um dos maiores obstáculos. Reduzir impostos, aumentar a competitividade e investir na educação são elementos-chave para a ampliação da conectividade do brasileiro: "Não adianta conectar todas as escolas se não houver capacitação dos professores", pondera. Quanto ao IPv6, Valente acredita que a própria dinâmica do mercado acelerará os investimentos e, por consequência, a difusão do novo protocolo.

Visivelmente animado com o evento, Paulo Bernardo disse que tentou ser campuseiro: "Até tentei fazer reserva de uma barraca pra ficar até amanhã, mas disseram que não tem mais vaga", lamentou.
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Ministro das Comunicações quer acelerar e baratear Plano Nacional de Banda Larga


UOL Tecnologia - 20/01/2011

"Podemos fazer um avanço muito mais rápido do que o proposto no Plano Nacional de Banda Larga", destacou Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações. Bernardo participa nesta quinta (20) do debate "Desafios do crescimento, tecnologia e comunicação no Brasil", com Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e Antônio Carlos Valente, Presidente da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações). Além disso, confirmou a possibilidade de os tablets entrarem no programa Computador Para Todos, que daria isenção de alguns impostos a essas máquinas ultraportáteis.

Segundo o ministro, entre fevereiro e março o governo fará um grande um "arranjo institucional" com todos os agentes envolvidos no Plano Nacional de Banda Larga. "Até o final de abril, fecharemos os acordos, para baratear o preço da internet proposto no plano. Uma das intenções é reduzir impostos [sobre infraestrutura e serviços] e, quem sabe, até zerar o ICMS", disse Bernardo. Essa possibilidade, continuou, ainda está em negociação com os Estados.

Ainda de acordo com ele, para atingir a meta de avançar o plano de forma mais rápida, o governo pretende melhorar a infraestrutura a longo prazo, com projeções para 2020. "Temos de acompanhar as metas internacionais, de velocidades médias de internet de no mínimo 2 Gbps [Gigabits por segundo] até lá", disse.

O Plano Nacional de Banda Larga prevê a triplicação do acesso à internet em alta velocidade no Brasil até 2014, atendendo mais de 27 milhões de domicílios no país. Ao todo o número de acessos à internet alcançaria 90 milhões. A previsão feita em 2010, de que a banda larga estivesse disponível em 100 cidades ainda no ano passado, foi adiada para abril de 2011. O governo pretende oferecer o serviço de internet rápida às classes C e D por, no máximo, R$ 35 por mês.

Tablets
Em entrevista à Folha.com, o ministro revelou a intenção de classificar os computadores modelo tablet como computadores pessoais (PCs), fazendo assim com que essas máquinas também tivessem isenção de 9,75% de IPI, PIS e Cofins, hoje aplicada a desktops e notebooks. "Existe uma norma hoje do MDIC acertada com a [Secretaria] da Fazenda sobre os equipamentos que utilizam a isenção. Vamos conversar a partir da próxima semana para ver a possibilidade de dar o mesmo tratamento para os tablets", disse.

Bernardo afirmou, em entrevista coletiva, que a política para computadores de mesa funcionou até agora, mas com a chegada dos tablets ela terá de ser atualizada. Essa possibilidade da isenção de imposto será discutida em reunião na próxima semana com Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Telecomunicações
Ele aproveitou a oportunidade para falar sobre os projetos do governo na área de telecomunicações. "De 2003 a 2010, haverá claramente uma mudança de patamar, com uma taxa de crescimento econômico mais alta do que a observada nos anos anteriores ao período. Acredito que o desenvolvimento continuará e o Brasil será a quinta maior economia do planeta. Isso significa que teremos demandas imensas para atender."

"É muito legal estar aqui e estou muito impressionado com o espaço", afirmou durante o evento, destacando que a Campus Party é um dos maiores eventos em tecnologia do país. "Eu queria uma barraca, mas me disseram que eu precisava ter feito a reserva antes", brincou.

Realidade no país
Para Antônio Carlos Valente, Presidente da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), a questão da banda larga no país depende do aumento da penetração da internet rápida. " O Estado de São Paulo tem nível de penetração de internet semelhante à Europa, mas essa não é a realidade em outras localidades."

Já para Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), o problema da banda larga vai além da velocidade oferecida no Brasil. "Não é importante se é larga ou não. Importante é o internauta ter acesso à cesta básica de aplicações na internet: acesso ao e-mail, vídeos, sites", opinou.
Anatel aprova licença de SCM para a Telebrás

Tele.Síntese - 20/01/2011


O Conselho Diretor da Anatel aprovou, nesta quinta-feira (20), a concessão de licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) para a Telebrás. Com a decisão, a estatal dá mais um passo para implementar a rede pública de fibras ópticas que dará suporte ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que prevê levar a conexão à internet para mais de quatro mil municípios brasileiros até 2014.

Já o preço para renovação de outorgas de TV a cabo – estabelecido em R$ 9 mil pelo relator, conselheiro Jarbas Valente -, será decidido na próxima semana, em função de pedido de vista da conselheira Emília Ribeiro.

Outra matéria que teve decisão adiada foi o Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ) da telefonia fixa, que voltará para adequação na área técnica. Uma das falhas observadas no texto proposto é a falta de indicador o acompanhamento da qualidade percebida.
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Anatel concede licença de SCM para a Telebrás

Teletime - 20/01/2011


O Conselho Diretor da Anatel aprovou nesta quinta-feira, 20, por unanimidade a liberação de uma licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) para a Telebrás. O pedido foi entregue há aproximadamente três meses como parte da estratégia de revitalização da estatal como peça-chave do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

De posse da nova licença, que custa apenas R$ 9 mil, a estatal poderá ampliar bastante seu campo de atuação no mercado de telecomunicações. Isso porque, sem a autorização de SCM, a Telebrás estava restrita à oferta de capacidade de rede no atacado, seu foco principal no PNBL. A vantagem de se tornar uma operadora de SCM está na possibilidade de a Telebrás, caso haja necessidade e disposição do governo, prestar o serviço de Internet em banda larga diretamente aos consumidores finais.

Este é um dos maiores temores das grandes teles que operam no mercado brasileiro. A previsão de a estatal atuar também no varejo está clara no decreto que revitalizou a empresa no ano passado. Mas os critérios para que ela realmente crie um plano de oferta direto aos consumidores ainda não foram fixados. Essa tarefa cabia ao Comitê Gestor de Políticas de Inclusão Digital (CGPID), incorporado pelo Ministério das Comunicações no governo Dilma Rousseff. Com isso, essa tarefa deve passar a ser responsabilidade do Minicom daqui em diante.
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Anatel concede licença de SCM à Telebrás

Convergência Digital :: 20/01/2011


O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira, 20/01, a licença nacional para a Telebrás comercializar serviço de conexão à internet, chamado de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Atualmente, o preço público adotado pela Anatel para exploração do serviço de SCM é de R$ 9 mil.

A partir de agora, a Telebrás está autorizada a explorar comercialmente redes públicas das empresas do sistema Telebrás e da Petrobras no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A licença permite que a estatal venha a prover serviço para o usuário final, mas o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista, na capital paulista, ao participar no Campus Party, reiterou que não faz parte do plano da Telebrás ir ao usuário final.

"A vocação natural da Telebrás não é a de oferecer acesso à Internet para o usuário final. Ela vem para reduzir o custo da infraestrutura, para trabalhar a questão de rede. Mas se ninguém quiser prestar o serviço,nós vamos fazer", afirmou Paulo Bernardo, reiterando assim a estratégia formulada pelo presidente da companhia, Rogério Santanna.
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Anatel autoriza Telebrás a operar banda larga

Estadão - 20/01/2011

BRASÍLIA - Foi derrubado mais um obstáculo para que a Telebrás possa entrar no segmento de banda larga. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje o pedido da estatal para a obtenção de licença do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), necessário para operar a internet rápida. "Foi aprovado sem restrição", afirmou a conselheira Emília Ribeiro, relatora da matéria.

Questionada se a licença dá à Telebrás poderes para a estatal levar o acesso à banda larga até a residência dos consumidores, a chamada "última milha", Emília explicou que "é uma licença como a de qualquer outro prestador de internet" e que caberá à estatal a decisão de levar o serviço até o usuário final ou não.
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Anatel dá licença para Telebrás atuar com banda larga

Folha de São Paulo - 20/01/2011

O Conselho Diretor da Anatel aprovou nesta quinta-feira a licença de comunicação multimídia para a Telebrás.

A autorização é indispensável para que a estatal venda internet banda larga para os provedores, dentro do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).

A Telebrás encaminhou o pedido à Anatel no início de outubro, quando ainda tinha a pretensão de inaugurar as primeiras conexões do plano em dezembro de 2010. Atrasos na licitação de equipamentos retardaram o início para abril, segundo as atuais projeções do governo.

Com a licença, chamada SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), a Telebrás está habilitada a atuar no mercado, vendendo conexão com preços mais baixos no atacado. A licença também permite que a Telebrás venda internet ao consumidor diretamente.

O PNBL prevê a cobertura de 68% dos domicílios do país com internet até 2014. O pacote mais básico seria oferecido a R$ 15 por uma velocidade de conexão de até 512 Kbps (kilobits por segundo). Outro, com velocidade de conexão entre 512 Kbps e 784 Kbps, custaria até R$ 35.

Em dezembro do ano passado, a estatal adiou a sua meta de implantação do Plano Nacional de Banda Larga para abril deste ano. A previsão era conectar as cem primeiras cidades à internet de alta velocidade em dezembro, mas a estatal ficou com o seu orçamento de R$ 1 bilhão congelado por falta de aprovação de projetos no Congresso.

ACESSO

A Telebrás já informou que vai remunerar estatais, empresas privadas e governos locais pelo uso dos cerca de 30 mil km de cabos de fibra ótica para garantir acesso à banda larga a todos país.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou na semana passada que ainda não há uma estimativa de custo, mas que as definições serão tomadas até abril, quando o plano deverá estar pronto. Entre as empresas que serão remuneradas estão a Petrobras e Eletrobras, que detêm ampla rede de cabos espalhada pelo país.

Uma das ideias do governo é negociar com as empresas a redução do custo da internet para a classe média, em torno de R$ 100. "Acho caro. Há uma estratégia equivocada das empresas de trabalhar para fornecer para menos pessoas com serviços mais caros. Tem que haver uma inflexão nisso, massificar, ganhar na escala", disse na ocasião.

Ele disse ainda que o Plano Nacional de Banda Larga não prevê a gratuidade dos serviços, mas que poderá haver subsídio aos mais pobres, e que o projeto dependerá do orçamento da estatal, que está congelado. Paulo Bernardo está à espera de votação um aporte para aumento de capital da empresa no valor de R$ 600 milhões neste ano.

Outros R$ 400 milhões referentes ao orçamento de 2011 da estatal também dependem de aprovação.
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Anatel lilbera autorização para Telebrás iniciar oferta de internet

Valor - 20/01/2011

BRASÍLIA – O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje a licença nacional para a Telebrás comercializar serviço de conexão à internet, chamado de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Atualmente, o preço público adotado pela Anatel para exploração do serviço de SCM é de R$ 9 mil.

A partir de agora, a Telebrás está autorizada a explorar comercialmente redes públicas das empresas do sistema Telebrás e da Petrobras no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). De acordo com o plano, as redes de fibras óticas gerenciadas pela estatal devem atingir 30,8 mil quilômetros até 2014.

A conselheira Emília Ribeiro esclareceu que a autorização de SCM da Telebrás é a mesma que é emitida para outros provedores de acesso. Portanto, a licença permitirá a oferta de serviços de comunicação de dados tanto no atacado - para outros provedores - quanto no varejo - para os consumidores finais.

Desde a criação do PNBL, o governo tem garantido que o objetivo principal da reativação da Telebrás é estimular a concorrência das grandes prestadoras com os pequenos provedores de acesso. Esses não dispõem de rede própria e dependem da oferta serviço no atacado dos próprios concorrentes.

A atuação da Telebrás no atendimento do consumidor final somente é admitida em áreas comerciais onde não haveria interesse comercial das principais operadoras. O PNBL prevê a oferta de serviço de R$ 35 por mês para consumidor final e R$ 230 para os links de 1 megabits por segundo (Mbps) na rede de atacado operada pela estatal.
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Telebrás não deve oferecer banda larga a cliente final

Estadão - 20/01/2011


SÃO PAULO - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que a entrada da Telebrás no segmento de banda larga, com a aprovação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de pedido para a obtenção de licença do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), não significa que a empresa vai oferecer esse tipo de serviço diretamente ao consumidor. "Nós achamos que não é a vocação natural", afirmou Bernardo, na Campus Party, em São Paulo. "Nós achamos que a Telebrás tem de entrar para ajudar a baratear o tráfego no atacado e para ajudar a achar soluções para essa questão."

De acordo com ele, existem vários agentes e atores econômicos que podem resolver a questão. "Nós dizemos, na época da reativação da Telebrás, quando montamos o Plano Nacional da Banda Larga, que se ninguém fosse fazer, nós iríamos fazer. Essa é a postura que temos colocado e reiterado. Na verdade, nós queremos um serviço de melhor qualidade, preço mais acessível e a Telebrás vai ajudar", disse.

O ministro também afirmou que a Telebrás não será afetada por cortes no Orçamento da União. "Não houve cortes por parte do governo", disse. "Os cortes que têm sido falados pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) dizem respeito à administração direta e não envolvem empresas", afirmou. Sobre a possibilidade de que o Ministério das Comunicações sofra cortes, ele disse que é o último dos ministros que poderá reclamar, uma vez que ocupou o Ministério do Planejamento na gestão de Lula. Ele reiterou ser favorável à disciplina fiscal e disse que, se houver necessidade de readequação, trabalhará com o orçamento que for definido.
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Anatel concede licença que permite à Telebrás operar banda larga

Empresa havia encaminhado à Anatel o pedido em outubro

Zero Hora - 20/01/2011


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu nesta quinta-feira a licença para a Telebrás iniciar a operação com banda larga, em reunião do conselho diretor do órgão. Na prática, a isso possibilita à empresa administrar o Plano Nacional de Banda Larga.

A empresa gerenciará o PNBL para levar banda larga de alta velocidade e baixo custo a mais de 40 milhões de brasileiros até 2014. Para isso, serão utilizadas fibras ópticas pertencentes ao Sistema Eletrobras e à Petrobras.

A Telebrás havia encaminhado à Anatel o pedido para a obtenção da licença SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) em outubro. Naquele momento, a expectativa da empresa era obter a licença dentro de dois meses. De acordo com a empresa, a Telebrás venderá banda larga no atacado para provedores e operadoras que farão o acesso para os usuários finais.

Na Campus Party, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que a entrada da Telebrás no segmento de banda larga, com a aprovação da Anatel, não significa que a empresa vai oferecer esse tipo de serviço diretamente ao consumidor.

— Nós achamos que não é a vocação natural. Nós achamos que a Telebrás tem de entrar para ajudar a baratear o tráfego no atacado e para ajudar a achar soluções para essa questão — afirmou Bernardo, na Campus Party, em São Paulo.

De acordo com ele, existem vários agentes e atores econômicos que podem resolver a questão.

— Nós dizemos, na época da reativação da Telebrás, quando montamos o Plano Nacional da Banda Larga, que se ninguém fosse fazer, nós iríamos fazer. Essa é a postura que temos colocado e reiterado. Na verdade, nós queremos um serviço de melhor qualidade, preço mais acessível e a Telebrás vai ajudar — disse.
Investidor em tecnologia que mira o Brasil quer menos risco

Folha de São Paulo - 20/01/2011

Fundos de investimento que miram empresas de tecnologia no Brasil têm apetite menor para riscos do que no Vale do Silício. Isso porque o ambiente de empreendedorismo e inovação está em desenvolvimento e os fundos buscam experiências que já deram certo. Essa foi a conclusão de debate que reuniu ontem empresários e especialistas em empreendedorismo na Campus Party.

"O Brasil tenta seguir o modelo do Vale do Silício, mas a quantidade de fatores que permitem essa riqueza ainda é tímido", disse Daniel Heise, presidente da Direct Talk, especializada em tecnologias para o atendimento ao consumidor.

Segundo Heise, é comum os fundos olharem para faculdades como Berkeley e Stanford como formadoras de engenheiros com mentalidade empreendedora. "No Brasil, são poucas as que conseguem ter esse viés." Para Marco Perlman, fundador da Digipix, empresa de soluções para utilização de imagens digitais, há uma "sensação de manada" entre investidores internacionais de que o Brasil é a próxima onda de inovação. No entanto ainda existem poucos investidores-anjo, dispostos a colocar recursos em empresas iniciantes.

"Muitos vem para cá tentando entender o que é o fenômeno da web por aqui. Entram aos poucos para sentir a temperatura dos negócios."

Para convencer os investidores sobre o potencial dos negócios, a recomendação é partir para encontros reais, já que muitos fundos só operam por indicação.

Internet enfrenta novo risco de bolha


Para investidores e analistas, IPOs de empresas com base em redes sociais são promissores, mas perigosos

Especialistas dizem que valorização excessiva observada em empresas pontocom pode indicar riscos para investidor

O otimismo excessivo dos investidores em torno de empresas de internet aponta para os riscos de o mundo viver uma nova bolha pontocom. Segundo especialistas ouvidos pela Folha, a valorização que empresas como Facebook, LinkedIn e Groupon ganharam nos últimos meses é um dos principais indicadores do fenômeno.

"Estamos na iminência de IPOs [oferta inicial de ações, na sigla em inglês] promissores, mas ao mesmo tempo perigosos. Algumas empresas têm seu valor de mercado calculado com base em métricas remanescentes da época da bolha pontocom", diz Greg Sushinsky, investidor do Vale do Silício há 20 anos.

O Facebook é o exemplo mais gritante de valorização exacerbada semelhante à que aconteceu no fim dos anos 1990 e início de 2000. Em pouco tempo, a rede social popularizada nos corredores da universidade americana Harvard em 2004 foi alçada à condição de uma das empresas mais valiosas da internet. O valor de mercado, estimado em US$ 50 bilhões, ultrapassou, por exemplo, o do maior site de leilões virtuais do mundo, o eBay, e o do portal Yahoo! somados.

A proporção sobre o que se especula ser o resultado anual da empresa -faturamento de US$ 1,5 bilhão e lucro de US$ 500 milhões- é de cem vezes.

"Ao contrário do Google, ainda não está claro o modelo de negócios para o Facebook sair do estágio inicial. Não sabemos como ele conseguirá ampliar as receitas para justificar sua valorização, que no caso de um IPO pode subir mais", afirma.

O Google abriu o capital em 2004 e, antes mesmo de o IPO acontecer, já dava sinais concretos para os investidores de quais os negócios poderiam sustentar sua receita nos anos seguintes.

O Facebook ainda não tem esse nível de informação divulgada e, apesar disso, especula-se que a abertura de capital aconteça em 2012.

OUTROS EXEMPLOS
A rede social corporativa LinkedIn e o site de compras coletivas Groupon são outros dois exemplos de valorização expressiva nos últimos anos. O LinkedIn tem valor de mercado estimado em US$ 2 bilhões, e o Groupon registra crescimento meteórico. Foi criado em novembro de 2008 e já chega a US$ 7,8 bilhões.

Apesar da preocupação com uma nova bolha, as empresas estão mais preparadas do que as de 2000. "As companhias que buscam IPO hoje estão num estágio muito mais inovador. Elas têm plataformas, e não apenas websites sem nenhum modelo de negócios", diz Paul Bard, analista da Renaissance Capital, especialista em abertura de capital.

Resta saber, segundo os analistas, se alguma dessas promessas iminentes de IPO vai se converter no falido Second Life. A rede que prometia uma segunda vida, criada há oito anos, chegou ao ápice entre 2005 e 2006, com quase 5 milhões de usuários e centenas de empresas criando ilhas virtuais para fazer negócios. Sem conseguir provar sua verdadeira relevância, a "bolha Second Life" murchou aos poucos e o que prometia acumular bilhões de dólares em valorização não passou de pó.

Estouro em 2000 trouxe lições sobre valorização

O estouro da bolha da internet, há quase 11 anos, mostrou o que pode acontecer quando existe supervalorização de empresas. A especulação sobre o potencial das companhias levou a Bolsa de Valores Nasdaq ao seu pico.

Em março de 2000, o índice chegou ao recorde de 5.132 pontos, patamar nunca antes visto e nunca depois retomado. O índice era mais que o dobro do registrado no ano anterior.

A bolha foi formada ao longo de cinco anos. Empresas de internet que não tinham sequer modelo de negócios já estruturado ganharam relevância, que passou dos patamares saudáveis, entre investidores.

Empresas que abriram o capital posteriormente, como o Google e a Salesforce -de sistemas de relacionamento corporativo-, foram as primeiras que cresceram durante a bolha com retorno efetivamente comprado em valores. Ambas foram a público em 2004.
A lição que ficou aos analistas e investidores foi sobre como analisar o potencial das empresas que operam no mundo virtual, incluindo redes sociais.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Anatel tem primeira reunião do ano amanhã - licença SCM da Telebrás está na pauta

Insight - Laboratório de Idéias - 19/01/2011

O Conselho Diretor da Anatel terá sua primeira reunião de 2011 amanhã. Na pauta está a deliberação sobre o pedido de licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) feito pela Telebrás no início de outubro. A licença é necessária para que a Telebrás comercialize acesso à internet no atacado para os provedores de acesso, como prevê o Plano Nacional de Banda Larga.

Com o instrumento legal, a estatal de comunicações será uma autorizatária desses serviços, podendo atuar como os cerca 1,7 mil provedores de SCM que existem no Brasil, passando assim, de fato e de direito, a se constituir em uma prestadora de serviços de comunicação de dados.

No caso de prestar serviços a órgãos do governo, a Telebrás poderá ser contratada sem passar pelo processo licitatório da Lei 8.666/93, já que a norma legal existente lhe faculta essa possibilidade.

Um outro aspecto importante, particularmente para o mercado, é que a obtenção da licença SCM pela Telebrás marca, de fato, sua entrada em fase operacional.
Paulo Bernardo e Cezar Alvarez na Campus Party

Insight - Laboratório de Idéias - 19/01/2011

Os dois principais nomes do Ministério das Comunicações estarão participando da Campus Party amanhã.

Às 14 horas, o Secretário-Executivo Cezar Alvarez estará em um painel com o tema "Inclusão Digital". Às 16 horas, será a vez do Ministro paulo Bernardo palestrar sob o tema "Desafios das Comunicações no Brasil".

Ambas as participações são aguardadas com muita expectativa pelos participantes do evento e devem ser transmitidas pela Internet através da Campus TV.
Paulo Bernardo mira teles e critica preço da assinatura básica da telefonia fixa

Convergência Digital :: 19/01/2011


Representantes de entidades que representam os consumidores estiveram nesta terça-feira, 18/01, com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quando manifestaram grande interesse no diálogo com o governo sobre o setor de telecomunicações e declararam que apresentarão, em 15 dias, um conjunto de propostas e sugestões para o projeto do governo de massificar a banda larga no país. Também vão apresentar sugestões para o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) da telefonia fixa.

O Ministro destacou que a reunião reinaugurava a relação do governo com entidades de consumidores e reafirmou o interesse em conhecer a visão das entidades que representam os consumidores sobre a área de telecomunicações e os problemas que afetam o cidadão brasileiro, usuários dos produtos.

Ao comentarem o setor, Paulo Bernerado se mostrou insatisfeito com o preço, considerado alto, da assinatura básica da telefonia fixa, mas foi cauteloso ao falar de possíveis mudanças. “Temos que ser prudentes na avaliação dos serviços existentes porque fazem parte de contratos firmados”, disse.

Segundo ainda o Ministro, “podemos chegar a uma situação de contarmos com banda larga a R$ 35 e a assinatura básica de telefone fixo a R$ 40, o que não faz nenhum sentido”, afirmou. Entretanto, ressaltou que irá conversar e negociar e não tem ainda uma proposta pronta sobre esta questão.

O ministro ressaltou ainda que é necessário fomentar a telefonia por satélite na área rural, ainda muito carente no Brasil, além de estudar formas de participar mais efetivamente na recuperação dos meios de comunicação durante as catástrofes naturais como a que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro.

“Queremos desenvolver projetos e programas e projetos de inclusão digital e outros na área de telecomunicações e precisamos da parceria com todos os segmentos do setor”, completou Bernardo.
Minicom quer expandir interatividade na TV Digital

Desafio é produção em larga escala de televisores com o Ginga, ferramenta que permite diversas facilidades ao telespectador

Portal das Comunicações - 19/01/2010

Brasília – Com o sinal digital disponível para cerca de 90 milhões de brasileiros, em 425 municípios, o Ministério das Comunicações atua agora para reforçar o aspecto interativo da TV Digital no país. A interatividade, que é garantida pelo middleware Ginga, é uma das diretrizes estabelecidas pelo Decreto nº 5.820, que definiu pela adoção do sistema nipo-brasileiro.

O assessor da Secretaria de Telecomunicações, Flávio Lenz, explica que ainda falta a produção industrial em larga escala de televisores com o Ginga implantado. Segundo ele, o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (que reúne governo, indústria e radiodifusores) estabeleceu as especificações técnicas para a produção de aparelhos com o Ginga, que não dependem de autorização nem da realização de testes por parte do governo.

Flávio Lenz revela que as normas técnicas para a produção de aparelhos de TV com o middleware foram publicadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). “Não há nenhum empecilho para que a indústria comece a produzir televisores com o Ginga. Existe um selo com a sigla DTVI, que pode ser colocado nas TVs e que indica a execução de aplicações interativas. A indústria é a responsável por autocertificar seus equipamentos, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. Esse foi o modelo adotado no Brasil”, reforça.

A implantação do sistema de TV Digital no Brasil segue três diretrizes principais: transmissão digital em alta definição (HDTV) e em definição padrão (SDTV); transmissão simultânea para recepção fixa, móvel e portátil; e interatividade. Esse último quesito é garantido pelo Ginga, ferramenta desenvolvida por técnicos brasileiros que permite ao telespectador utilizar recursos como acesso a movimentações bancárias, serviços prestados pelo governo e compras.

Para alcançar os objetivos do sistema nipo-brasileiro de TV Digital, o Ministério das Comunicações elaborou uma proposta que sugere a reavaliação do Processo Produtivo Básico (PPB) para a produção de aparelhos de TV que contam com incentivos fiscais do governo. O documento propõe que todos os aparelhos que já tenham o conversor integrado tragam também o Ginga a partir de julho de 2011. Atualmente, todas as TVs com 26 polegadas ou mais são produzidas com o conversor digital. A proposta foi encaminhada para avaliação dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Serviço de telefonia por internet ajuda no salvamento de vidas em Teresópolis

Tecnologia é vital para integração das autoridades locais, regionais e federais

R7 - 19/01/2011


O secretário de Ciência e Tecnologia, Leandro Aschar, informou na terça-feira (18) que vem integrando a comunicação entre órgãos das três esferas de governo, através de um serviço gratuito de telefonia por internet.

De acordo com Aschar, o ponto de telefonia havia sido instalado apenas no ginásio Pedrão para ajudar aos desabrigados na comunicação com familiares, mas o serviço também já está disponível em locais como o Batalhão da Polícia Militar de Teresópolis, Centro de Operações da Força Nacional, Defesa Civil, Centro de Operações Integradas do Exército, Delegacia de Polícia, sede da Granja Comary, Corpo de Bombeiros e Ouvidoria, onde está concentrado o cadastro de desabrigados.

- Escolhemos pontos vitais do governo para integrar as ações de salvamento de vidas e localização de corpos e desaparecidos. Ainda estudamos a possibilidade de disponibilizar o serviço nos 26 abrigos, de modo a ter o controle dos cadastrados por unidade de alojamento e assim, facilitar também a comunicação entre eles.
Ministério das Comunicações pretende acelerar banda larga

Agência Estado - 19/01/2011


O Ministério das Comunicações terá um novo organograma para abrigar Pastas específicas para implantação do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), programa do governo que tem como objetivo levar internet rápida para todos os municípios brasileiros por preços populares.

A criação da Secretaria de Inclusão Digital, será feita por meio de decreto. A proposta está em fase final de elaboração e deve ser encaminhada em breve ao Ministério do Planejamento. De lá, o texto vai seguir para a Casa Civil da presidência da República.

A nova secretaria vai centralizar o fornecimento de equipamentos de informática e conexão à internet relacionados às iniciativas federais de inclusão digital, além de dialogar com as prefeituras para a expansão dos telecentros. Outra mudança é a criação do Departamento de Banda Larga, responsável pelo PNBL.

O novo departamento ficará na Secretaria de Telecomunicações. Haverá ainda uma coordenação geral para tratar da radiodifusão comunitária, que vai funcionar na Secretaria de Comunicação Eletrônica.

DISCUSSÃO - Ontem, o ministro Paulo Bernardo reuniu-se com entidades de defesa do consumidor como o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) e a Associação Pró-Teste para discutir assuntos relacionados às políticas públicas e ao marco regulatório das telecomunicações.

De acordo com carta do Idec entregue ao chefe da Pasta, é necessário um marco regulatório coerente, de maior participação da sociedade nos processos de regulação. "A banda larga precisa ser prestada em regime público, status semelhante ao da telefonia fixa."

"Permanecem as críticas iniciais com relação aos planos a serem oferecidos, apresentando o preço de R$ 15 para conexão de até 512 kbps, com incentivos fiscais, e R$ 35 para velocidade entre 512 kbps e 784 kbps", aponta o documento.

A entidade defende que o serviço de banda larga seja prestado em regime público, permitindo controle maior do Estado sobre a sua oferta e permitindo rápida expansão do serviço.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ministério das Comunicações deve receber sugestões de entidadesde consumidores em 15 dias

Minicom - 18/01/2011



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(Foto: Herivelto Batista)
Brasília – Representantes de entidades que representam os consumidores estiveram nesta terça-feira com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quando manifestaram grande interesse no diálogo com o governo sobre o setor de telecomunicações e declararam que apresentarão, em 15 dias, um conjunto de propostas e sugestões para o projeto do governo de massificar a banda larga no país.

Bernardo defendeu o diálogo com todos os segmentos para colocar em prática no mais curto prazo possível o projeto do governo de massificar o uso da banda larga no Brasil, ainda muito atrasado, segundo ele, em relação aos demais países.

O Ministro destacou que esta era uma reunião para reinaugurar a relação do governo com entidades de consumidores e reafirmou o interesse em conhecer a visão das entidades que representam os consumidores sobre a área de telecomunicações e os problemas que afetam o cidadão brasileiro, usuários dos produtos.

“Mas temos que ser prudentes na avaliação dos serviços existentes porque fazem parte de contratos firmados”, disse Bernardo ao comentar que considera alto o preço atual cobrado pelas telefônicas da telefonia fixa. Segundo o Ministro, “podemos chegar a uma situação de contarmos com banda larga a R$ 35 e a assinatura básica de telefone fixo a R$ 40, o que não faz nenhum sentido”, afirmou. Entretanto, ressaltou que irá conversar e negociar e não tem ainda uma proposta pronta sobre esta questão.

Avalia que é necessário fomentar a telefonia por satélite na área rural, ainda muito carente no Brasil, além de estudar formas de participar mais efetivamente na recuperação dos meios de comunicação durante as catástrofes naturais como a que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro. “Queremos desenvolver projetos e programas e projetos de inclusão digital e outros na área de telecomunicações e precisamos da parceria com todos os segmentos do setor”, disse Bernardo.
Site do MEC enfrenta problemas também no acesso ao FIES

Insight - Laboratório de Idéias - 18/01/2011 (atualizado às 20h47)

Liberado desde ontem (17) para estudantes interessados no Programa de Financiamento Estudantil do governo federal - FIES, o acesso às inscrições no site do MEC (http://sisfiesaluno.mec.gov.br/) também estão com problemas de sobrecarregamento.

Com isso, milhares de estudantes não estão conseguindo realizar a inscrição e muitos, particularmente os que recém foram aprovados para um curso superior, já temem perder a oportunidade de fazer o financiamento e, assim, não poder cursar a faculdade.

Atualização: No entanto, agora à noite o MEC anunciou o adiamento, para 31 de janeiro, do início das inscrições no Fundo de Garantia do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Segundo a assessoria de imprensa do MEC, aqueles que desejam solicitar pela primeira vez o financiamento, assim como aqueles que já fazem parte do programa e desejam renovar o financiamento, devem esperar até o dia 31 para se inscrever. O adiamento do calendário do Fies é decorrente de outro atraso: o das inscrições no Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Por decisão judicial, o prazo para o registro no Sisu foi estendido até quinta-feira. Originalmente, se encerraria nesta terça (com informações de Veja).
Falhas do MEC poderiam ser evitadas com política governamental de computação na nuvem

Convergência Digital - 18/01/2011

As dificuldades de acesso ao site do Sistema de Seleção Unificada (SISU), enfrentada por milhares de estudantes nos últimos dias, seria contornada se o Ministério da Educação pudesse contratar capacidade de outros órgãos da Administração Público, com uso ocioso nesse período de férias. Faltou também planejamento da área de TI do MEC.

Em função das falhas tecnológicas, o MEC foi obrigado a prorrogar o prazo de inscrição e o ministro, Fernando Haddad, passou por mais um desgaste da sua imagem no governo - o presidente do Instituto Nacional de Estudos de Pesquisas Educacionais (Inep),Joaquim Neto, foi demitido após mais problemas ligados ao ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

Do ponto de vista de TI, o SISU é um bom exemplo de erro de planejamento. O site não foi dimensionado para suportar 600 acessos simultâneos - um erro que oferece mais de 83 mil vagas universitárias no país. Uma das falhas foi não ampliar a capacidade de transmissão do portal - no mercado ou, até mesmo, junto ao Serpro, fornecedor de infraestrutura para a Administração Pública.

Essa contratação poderia ser mais efetiva se o Governo Federal adotasse uma política mais ágil com relação às inovações tecnológicas. Os serviços de computação na nuvem ainda estão sendo estudados para futura adoção. Em agosto passado, foi criado o Centro de Inovação e Computação em Nuvem, formado pelo Serpro, Dataprev, Telebrás, com suporte do Laboratório Nacional de Computação Cientifica (LNCC).

O objetivo dele é o de delinear as ações do governo na oferta de serviços para a Administração Federal, Estados e municípios, especialmente, nas ofertas de governo eletrônico. Mas o processo poderia ser mais ágil no quesito infraestrutura. Há servidores preparados para serem compartilhados, especialmente, no Serpro e na Dataprev.

No início deste ano, inclusive, conforme o próprio Convergência Digital divulgou, o Serpro dobrou a sua capacidade de transmissão de três para seis milhões de informações simultâneas apenas para atender os dados que circulam no Siscomex - Sistema Integrado de Comércio Exterior. O contrato firmado entre a Receita Federal e o Serpro ficou em torno de R$ 1 bilhão.

Ainda de acordo com reportagem publicada nesta terça-feira, 18/01, pelo jornal O Estado de São Paulo, no site da Receita Federal, o dia com maior tráfego em 2010 contou com 340,6 milhões de acessos, o que resulta numa média de 236.547 por minuto.

Na mesma reportagem, o professor da Unesp, João Paulo Papa, foi taxativo. " Parece que faltou se programar ( referindo-se ao SISU e as falhas do site). Esse tipo de serviço precisa de equipamentos robustos. A questão é que isso custa caro".

*Com informações do Jornal o Estado de São Paulo
Rede de internet de altíssima velocidade é ampliada em Salvador

Consecti - 18/01/2011

Está em fase final a ampliação do ponto de presença da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) em Salvador. O PoP-BA que fica centralizado no Centro de Processamento de Dados da Universidade Federal da Bahia distribui acesso a uma rede de transmissão de dados em altíssima velocidade para mais de 20 instituições de ensino e pesquisa que fazem parte da Remessa, a Rede Metropolitana de Salvador. Assim que for aprovada a ampliação, o que deve acontecer já nas próximas semanas, a rede também permitirá o acesso à internet a uma velocidade de 30Gbps (30 Gigabytes por segundo) o que é aproximadamente 300 vezes mais rápido do que a banda larga contratada para uso doméstico.

Esta é uma das maiores velocidades de acesso a dados do mundo e permite aplicações diversas, como teleconferências e telemedicina, que tem maior capacidade de tráfego. A infraestrutura é baseada em fibra ótica e tem 130km de extensão. A rede também vai atender às empresas e centros de pesquisa que serão instalados no Parque Tecnológico, em implantação na Avenida Paralela.

As duas sedes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia já estão interligadas. Hoje, entrou em funcionamento o link do Edifício Belmonte, na avenida Paulo VI, e já está em operação o acesso do Ed. Suarez Trade, na avenida Tancredo Neves. Com a ampliação, o acesso à internet da Secti também será feito a partir do link da Remessa. Além da vantagem técnica, este tipo de tecnologia é consideravelmente mais barato, especialmente na comparação da velocidade entregue.
Ministério das Comunicações vai ganhar novo organograma

Minicom - 18/01/2011

Com as mudanças na Pasta, projetos de inclusão digital passarão a ter estrutura específicaMinisterio_das_Comunicaes_001

Brasília - Para acelerar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga e coordenar as iniciativas federais de inclusão digital, o Ministério das Comunicações vai ganhar novas estruturas. As mudanças serão feitas por meio de decreto, cuja proposta está em fase final de elaboração e deve ser encaminhada em breve ao Ministério do Planejamento. De lá, o texto segue para a Casa Civil da Presidência da República.

A proposta prevê a criação da Secretaria de Inclusão Digital, que vai centralizar o fornecimento de equipamentos de informática e conexão à internet às iniciativas federais de inclusão digital, além de dialogar com as prefeituras para a expansão dos telecentros. A nova secretaria vai concentrar programas como o Gesac e o Telecentros Comunitários, do Minicom; e o Telecentros.BR, do Ministério do Planejamento.

O Secretário Executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, pontua que os projetos de inclusão digital em outras pastas seguirão seus objetivos originais. “Os projetos possuem suas especificidades. O telecentro de uma área indígena é diferente de um em área urbana ou uma grande comunidade, mas é necessária uma coordenação, uma visão estratégica”, afirma.

Outra mudança prevista é a criação do Departamento de Banda Larga, responsável pelo PNBL. O novo departamento ficará na Secretaria de Telecomunicações. Haverá ainda uma coordenação-geral para tratar da radiodifusão comunitária, que vai funcionar na Secretaria de Comunicação Eletrônica.

A publicação do decreto com o novo organograma do Ministério das Comunicações deve acontecer em breve.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Associado da Rede Global Info mantém conexão com a Internet numa das cidades atingidas pela enxurrada

Capital Digital - 17/01/2011

Onde a Oi falhou…

Em meio à tanta desgraça na região serrana do meu Rio, uma boa notícia: um associado da Rede Global Info está conseguindo manter conexão à Internet numa das cidades atingidas pela enxurrada.

Recebi essa correspondência que comprova a façanha do pequeno provedor, numa área onde a poderosa Oi falhou:

From: Ezequiel Ferreira de Freitas [mailto:ezequiel_ferreira@hotmail.com]
Sent: sábado, 15 de janeiro de 2011 12:26
To: Janine (Global Info)
Subject: RE: Encontro de contas – Gloinfo 500

Amigos

Estamos, na cidade de São José do Vale do Rio Preto. Aqui perdemos metade de nossa rede que foi arrastada com a enxurrada.

O rio começou a invadir as casas as 6:00h, assim tivemos tempo de tirar todos de suas casas.
Até o momento nao ha registro de nenhuma morte no municipio. Corpos estão sendo resgatados aqui, mas são de pessoas das cidades acima de São José do Vale do Rio Preto.

Aqui nao houve chuva forte. A enxurrada veio de Friburgo e Teresopolis. Sendo assim só as comunidades na margem do rio foram afetadas com a enxurrada, mas todo o municipio sofre com falta d’água, energia, telefones. O unico acesso para fora da cidade é por Petropolis.

O Rio Preto subiu até 15 metros arrastando todas as casas da sua margem.

NOSSO TRABALHO AGORA:
Estamos fornecendo acesso irrestrito no centro da cidade com o que restou da rede cabeada e com wireless, com ajuda de geradores, recebendo links da cidade de Teresopolis a 45 KM com 4 repetidores.

Estamos fornecendo acesso DIFERENCIADO para a prefeitura, que se instalou ao lado de nossa base e a acessoria de comunicação e emergencia dentro de nossa base.

Estamos com 3 linhas voip 1 servindo a comunidade e duas para o trabalhos de apoio a forças armadas, prefeitura, bombeiros, defesa civil inclusive oi furnas e ampla.

A Rede Global Info está represenda atravez da RapidLink como a unica empresa com comunicação no municipio com o resto do mundo.

VALE LEMBRAR QUE TODO ESTE SERVIÇO ESTA SENDO PRESTADO GRATUITAMENTE EM CONJUNTO COM A PREFEITURA.

Veja os videos no meu canal no youtube
http://www.youtube.com/ezequielferr
Veja as fotos no orkut
http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?rl=ls&uid=7745663744107319051
Outras noticias no nosso portal de serviços
www.gisj.com.br
Atenciosamente,
Ezequiel Ferreira
RapidLink – GLOBAL INFO SÃO JOSÉ – 892
www.gisj.com.br
VOIP: (21) 3724-2667

* Bravos!!!
Acordo para uso fibras óticas da Petrobras e Eletrobras deve ser fechado este mês

Telebrás - 17/01/2011


A Telebrás deve fechar até o final de janeiro o acordo com a Eletrobrás e a Petrobrás para obter a cessão de uso das fibras ópticas que serão utilizadas para a implantação da rede de telecomunicações.

A expectativa é do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, segundo o qual uma indefinição a respeito poderá atrasar o cronograma de implementação do Programa Nacional de Banda Larga cuja meta é conectar 1.163 municípios e 2011.

Ele informou ainda que dada a sua relevância, o assunto já foi informado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Sem esta definição, a Telebrás não pode emitir as ordens de serviço para as empresas já contratadas para que instalem os equipamentos e prestem os serviços destinados à implementação da rede.

De acordo com Santanna, a estatal vai remunerar as empresas do setor elétrico, bem como a Petrobrás, pela o aluguel das fibras ópticas utilizadas. Os valores ainda não estão definidos, mas serão baseados em preços cobrados internacionalmente.
Dilma quer critério técnico na Anatel

Presidente rejeita barganha política na escolha entre três nomes cogitados para ocupar a cadeira mais cobiçada no órgão regulador

O Estado de São Paulo - 17/01/2011

Está nas mãos da presidente Dilma Rousseff a decisão entre três nomes para ocupar o cargo mais cobiçado do momento na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): a cadeira de quinto conselheiro da agência, vaga desde o fim do ano passado, quando o ex-conselheiro Antonio Bedran, indicado pelo PMDB, não foi reconduzido ao posto.

Estão no páreo três nomes: André Barbosa, Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira e Amadeu de Paula Castro Neto, revelou ao Estado uma fonte do setor. Assessor especial da Casa Civil, responsável pela coordenação dos projetos de expansão da TV digital, Barbosa é homem de confiança de Dilma.

Ele estava sendo cogitado para assumir a Secretaria de Inclusão Digital, que será criada no Ministério das Comunicações, mas essa hipótese foi descartada. Nos bastidores, fala-se que o ministro Paulo Bernardo trará uma pessoa de sua confiança do Ministério do Planejamento ou alguém do Paraná ou do Espírito Santo.

Irmão do deputado federal Paulo Teixeira, eleito por São Paulo pelo PT, Ferreira é advogado e atua fortemente para a Oi nos tribunais. É sócio do escritório Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano & Renault Advogados Associados, que tem como um dos sócios Sérgio Renault, indicado pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos para assumir a função de subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, no primeiro mandato do governo Lula.

Neto, por sua vez, é ex-superintendente executivo da Anatel, onde também atuou no Conselho Consultivo da agência e também já ocupou a presidência executiva da Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel). Atualmente, é consultor da SP Communications, que presta consultoria para várias operadoras de telecomunicações. À margem desse processo, porém, o PMDB tenta reconduzir Bedran para o posto.

Depois de perder o Ministério das Comunicações e os Correios, considerados verdadeiros feudos do partido durante anos, e que no governo Dilma passaram para o PT, o PMDB pleiteia, ao menos, a vaga de conselheiro da Anatel. E quem está atuando nessa frente é o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa.

Sem barganha
Pela cota do PMDB, também estava sendo cogitada a indicação do deputado federal Paulo Lustosa. Mas com a nomeação do deputado para presidente do Conselho de Meio Ambiente do Ceará, onde terá status de secretário, Lustosa saiu do páreo.

Uma fonte do PT disse ao Estado que Dilma quer resgatar o papel das agências reguladoras. E que, por essa razão, o critério para a escolha dos nomes será profundo conhecimento técnico do setor e ela não aceitará indicações políticas nem alvos de barganha.

"Tem de ser o mais isento possível. Senão, nem as estatais respeitam. E uma decisão errada tem um impacto enorme nos preços das tarifas, como energia elétrica e telefonia", disse.

PARA ENTENDER

A Anatel tem decisões importantes para tomar este ano, entre elas aprovar o Plano Geral de Metas de Universalização e também o Plano Nacional de Banda Larga, para levar internet rápida a todos os municípios brasileiros.