terça-feira, 11 de outubro de 2011

Competidora ou parceira? - Teletime entrevista Caio Bonilha, presidente da Telebras

Revista Teletime - Edição nº 147

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, assumiu o cargo em junho deste ano em meio a uma grave crise política entre o então presidente da estatal, Rogério Santanna, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Bonilha, que já estava na empresa como diretor comercial, chegou com a missão de colocar o projeto de atuação da estatal nos eixos, o que tem sido feito com discrição e pragmatismo, mas sem abandonar o projeto original que vem desde 2010.

O executivo é conhecido do setor. Iniciou sua carreira na CRT, teve passagens pelo CPqD, Promon, Elebra e foi um dos fundadores da empresa de engenharia celular CelPlan. Em 1999, começou a prestar consultoria, ajudou a formatar os modelos de telecomunicações de várias utilities de energia elétrica e assessorou na formatação da Eletronet, que posteriormente foi vendida para a AES.

Em 2006, quando o governo decidiu retomar o projeto que resultou no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o gaúcho Bonilha foi chamado pela então ministra-chefe da Casa Civil, hoje presidenta da República, Dilma Rousseff, para assessorar na montagem do modelo. Ou seja, mais do que “apenas” o novo presidente da Telebrás, Bonilha conhece profundamente o modelo e o projeto por trás do PNBL.

TELETIME - Como foi assumir a Telebrás após a demissão de seu predecessor, em um momento em que o Ministério das Comunicações falava em revisar o papel da empresa?
CAIO BONILHA Sempre tive muito claro pra mim que a Telebrás não poderia fazer nada sozinha. É impossível querer fazer um plano da magnitude que o governo pretende, no tempo que ele pretende fazer, sem a participação das operadoras. Nem que a gente tivesse todo o dinheiro do mundo a gente conseguiria fazer no tempo necessário. A Telebrás veio, e essa sempre foi a minha convicção, com o papel de rede neutra, em um modelo sempre similar ao open reach, que existe na Inglaterra.

Quando fizemos o plano, determinamos que para se aumentar a densidade e inclusão digital no nível que o governo queria, o preço não poderia passar dos R$ 35. A Telebrás tinha muito claro esse papel como regulador e de determinador do preço. Todo o mundo está aderindo ao PNBL ao preço de R$ 35 com ICMS e R$ 29,90 sem ICMS. Esse é um marco, estabeleceu um patamar; e, mais, uma determinação da presidenta Dilma com o patamar da velocidade de 1 Mbps com 20% da velocidade garantida. Então são dois marcos, de preço e velo.

TT - O que mudou em relação ao projeto inicial?
Nada mudou em relação ao projeto inicial. Era mais a percepção. A comunicação da Telebrás não está boa. Muita gente ainda pergunta se vamos atender ao usuário final. E eu respondo que, embora exista a previsão, não é a nossa intenção, nem estamos preparados para isso. Estamos preparados para fornecer banda para operadores e provedores de qualquer tamanho, em igualdade de condições. Com preço único. Temos de ter isonomia, porque queremos não matar os pequenos, mas sim ampliar a competição. Melhorar a qualidade e diminuir o preço, só com competição.

TT - E como conciliar a relação com as grandes teles e, ao mesmo tempo ser um incentivador para os pequeno competidores?
No começo houve uma reação muito grande das teles à reativação da Telebrás. O Rogério Santanna teve um papel preponderante. Não haveria Telebrás como ela é hoje sem ele, isso para mim é inequívoco. Ele fez o papel de confrontar, de abrir caminho para a Telebrás, de mostrar que ela viria a se tornar uma realidade, apesar de contrariar interesses. Como ele mesmo disse: “nós vamos tirar as teles da zona de conforto”. E a verdade, é o que está acontecendo mesmo. Hoje, diria que já estamos em outro estágio. As operadoras já assumiram que a Telebrás é uma realidade. E isso, de certa forma, facilitou nossa relação com elas. Estamos discutindo vários negócios pontuais com elas para fazer atendimento conjunto e compartilhamento.

TT - Quais os principais desafios de comandar uma estatal de capital aberto como a Telebrás?
Dobra o nosso esforço. Temos que contemplar dois mundos, que, às vezes, são antagônicos, o mundo estatal e o da iniciativa privada. Estamos desenvolvendo uma série de mecanismos para trabalhar com iniciativa privada e com outras estatais também. Um dos maiores trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela Telebrás não vai aparecer nunca, a não ser o resultado dele. São as parcerias com outras empresas, tanto públicas quando privadas. Estamos desenvolvendo parcerias com Eletronorte e Eletrosul. Tivemos que fazer todo um desenvolvimento jurídico, analisando a natureza de ambas as empresas, que tipo de negócio poderíamos fazer. É diferente da iniciativa privada, que é muito mais simples: os valores são esses, contrata e ponto final. Como são empresas públicas, temos de respeitar todo o ritual da empresa pública. E numa empresa S/A, temos de respeitar os minoritários. E aí está a arte de atentar para os dois lados. Não podemos ferir o interesse público nem o interesse dos sócios minoritários. Às vezes ficamos em cima de uma lâmina.

TT - A presidenta Dilma afirmou que pensa na Telebrás como sendo o veículo de investimentos públicos na área de telecomunicações. Como vai funcionar isso? Onde entram as elétricas nesses investimentos?
A presidenta tem profundo conhecimento do setor elétrico, pelo fato de ter sido ministra de Minas e Energia. Ela conhece todo o potencial que o setor elétrico tem no que diz respeito a telecomunicações, com seus cabos OPGW com fibras ópticas disponíveis. Vamos utilizar esse potencial juntamente com a Telebrás. Então, por conta disso foi constituído dia 19 (de agosto) esse grupo interministerial, que tem 60 dias para apresentar os resultados do estudo. A gente já havia começado esse trabalho, principalmente com Furnas, que é nosso parceiro mais próximo, em termos de implantação de rede.

Com Eletronorte e Eletrosul, que já têm redes de telecomunicações, estamos fechando acordos. Com Eletronorte, provavelmente na próxima semana (começo de setembro) já vamos anunciar o acordo de compartilhamento. Vamos interligar duas redes com eles. Estamos procurando evitar duplicar investimentos em infraestrutura, porque isso não teria racionalidade econômica nenhuma. E é nesse ponto que a presidenta Dilma acha que a integração tem que ser feita, por uma questão de racionalidade econômica.

TT - E não é apenas um acordo comercial? Vocês tiveram de se adaptar a um arcabouço legal?
No nosso caso, é um acordo não só comercial, mas também operacional, porque o mais importante é como integramos as operações. Quem vai operacionalizar o que, qual nível de SLA...

TT - Falou-se na possibilidade de criação de uma empresa em conjunto para operacionalizar isso.
É uma possibilidade. Hoje, o que estamos discutindo são acordos operacionais de compartilhamento. No futuro poderia evoluir para isso se for do interesse das empresas e do governo, em geral. Vamos apresentar várias alternativas para os dois ministros (Minas e Energia e Comunicações), para serem levadas à Presidência, e será tomada a decisão. Seria uma empresa conjunta com os ativos da Telebrás e da Eletrobrás. Seria uma empresa talvez gerenciada em nível de telecomunicações e serviços pela Telebrás, mas com a participação de todas.

Não podemos esquecer que as empresas do setor elétrico têm um grande expertise em telecomunicações também, têm suas redes privadas de telecomunicações e os profissionais que têm são extremamente competentes. Eu conheço bem porque trabalhei ali muito tempo. Agora, com as smartgrids, vai ser ainda maior o envolvimento delas com telecomunicações. Muitas redes terão de ser adequadas. Muito possivelmente essa evolução para o smartgrid conte com a participação da Telebrás. A minha grande preocupação hoje é envolver as elétricas para viabilizar o backbone na longa distância.

TT - O cronograma da Telebrás está bem atrasado. Isso é só decorrência da questão da liberação das verbas?
Já temos em caixa hoje mais de R$ 200 milhões. A questão do TCU criou um sério problema para nós porque tivemos praticamente de parar atividades que estávamos desenvolvendo com os fornecedores. Ficamos 75 dias parados porque os fornecedores não sabiam se íamos conseguir aditar os contratos que tínhamos nas mãos. Com o acórdão do TCU ratificando a licitação, chamei os fornecedores e falei: “gente, vamos trabalhar a quatro mãos para conseguir azeitar a máquina”. Quero trazê-los para dentro da Telebrás, para que com isso, mais para a frente, consigamos uma densidade maior, tentar aumentar o nível de investimento, que hoje é baixo.

Durante esse período em que a gente aguardou a decisão do TCU, fizemos a negociação com as elétricas, para compartilhar infraestrutura em vez de construir do zero. A questão do investimento, pelo menos no backbone, conseguimos atenuar, ganhar tempo e diminuir o nível de investimento que tínhamos calculado inicialmente. Não tem a conta, mas foi significativo. Convertemos um revés de tempo em uma economia. Vamos atender toda aquela região do Norte e do Sul e não vamos construir infraestrutura. O que nos interessa é operar a rede na camada de IP. Não nos interessa operar uma infraestrutura. Até porque a gente não tem tanta gente assim para operar.

TT - Hoje, o que existe de rede efetivamente da Telebrás?
O que vamos implantar este ano, que será rede nossa, é Brasília, Campinas, a ligação São Paulo-Rio de Janeiro e Brasília-Imperatriz-Fortaleza e, talvez, se der, até Natal. Estamos conversando com a Chesf para trabalhar com eles em conjunto e, de novo, evitar a construção, ganhar tempo e reduzir investimento em backbone.

TT - É necessário fazer a ligação RJ-SP?
Essa ligação RJ-SP teremos de fazer porque não temos nenhum parceiro que tenha fibra óptica acesa nesse trecho, para que possamos colocar a parte óptica em DWDM em cima. Como não temos fibra acesa e disponível e esse trecho é crítico para o nosso anel, teremos de fazer pelo menos um trecho e depois fazer a redundância com o que já existe.

TT - O contingenciamento de verbas não afetou vocês?
Até agora a Telebrás não teve nenhum problema. Nós temos que gastar e temos ainda muito gás. A questão é que não estou querendo gastar de forma ineficiente. Quero gastar de forma eficiente, até porque o dinheiro é de quem paga os impostos. Eu sinceramente ainda não senti nenhum problema e espero que para o ano que vem, mesmo com valor menor que esse R$ 1 bilhão que a presidenta anunciou, até por conta da maneira que estamos trabalhando, consigamos atingir nossos objetivos.

TT - O cálculo inicial que você tinha era de R$ 1,7 bilhão por ano?
Para 2012, o cálculo geral que tínhamos feito para todos os projetos, contando que a gente ia construir tudo, era de R$ 2,7 bilhões, para fazer tudo em casa, tudo sozinho. Agora, a gente vai fazer muito mais coisa, em muito menos tempo e com menos dinheiro. Então esse valor já não é real para as nossas necessidades. R$ 1 bilhão viria muito bem para o ano que vem. Estamos azeitando a máquina. A Telebrás agora é um PMO, um escritório gerenciador de projetos; e, ao mesmo tempo, estamos fazendo uma start-up operacional. Que é outro foco e outra dificuldade.

TT - Por falar em projetos, o ministro Paulo Bernardo falou em uma quantia de R$ 10 bilhões a ser investida até 2015 numa rede pública de telecom, em que estavam incluídos dois projetos de cabos submarinos e um satélite geoestacionário...
Já fizemos os estudos iniciais. Estamos agora trabalhando num modelo jurídico. Estamos contatando parceiros públicos e privados e, provavelmente, são projetos que no futuro serão estanques do PNBL. São de natureza diferente do backbone terrestre, mas serão integrados ao PNBL, uma vez que vamos precisar de satélite para dar cobertura a regiões que nossa rede não atinge. E tanto satélites quanto cabos submarinos são questões estratégicas para o País, é importante alcançar essa independência. Mas também tem o lado econômico. Hoje compramos a um valor “x” o megabit IP de cabo submarino em Fortaleza, no Rio e em São Paulo, quando poderíamos comprar em Miami, por um valor cinco vezes menor se tivéssemos o cabo submarino ligando o Brasil aos EUA.

TT - São dois cabos?
É um cabo, que ligará Fortaleza a Miami e à Europa e provavelmente será uma parceria público-privada (PPP).

TT - Esse projeto de satélite brasileiro já é antigo, e estava estimado em R$ 800 milhões em 1997. Por que você acha que agora sai do papel?
Vontade política sempre existiu. Eu cometeria uma injustiça se dissesse que não. Talvez o que não houvesse era o veículo de telecomunicações para fazer com que o projeto vingue, que é a Telebrás. É um satélite que tem uma parte estratégica, sensível, que é a militar, mas também tem a questão da comunicação, para o atendimento do governo. O Brasil tem uma grande expertise na área aeroespacial. O projeto está ligado à Agência Espacial Brasileira, ao complexo da Embraer, todos esses órgãos de governo. Nós fizemos um cronograma e agora submetemos
ao grupo de trabalho.

Uma coisa é o lançamento do satélite em si e a operação do satélite. Mas tem outra coisa que considero tão importante quanto, que é a questão tecnológica. Queremos aproveitar esse primeiro satélite para absorver tecnologia. E aí temos de fazer um processo muito bem feito para que os próximos satélites, os outros dois - em principio serão três - já tenham cada vez mais um conteúdo tecnológico nacional, dentro também da questão estratégica para o País. Passar tecnologia de ponta para empresas brasileiras e aí absorver.

TT - Quando devemos ter o modelo formatado?
Espero que até o fim do ano tenhamos os dois modelos. O do cabo está mais avançado porque é mais simples. O do satélite é mais complicado porque para o governo é uma questão de defesa. Provavelmente o satélite será puramente estatal, até por questões estratégicas, mas no cabo a gente pode fazer uma PPP. Até o próprio ministro Paulo Bernardo está nos incentivando a fazer isso.

TT - Com relação à portaria das Cidades Digitais, qual será a participação da Telebrás?
As Cidades Digitais, em geral, são para atender cidades menores. O que o ministério quer que apoiemos é uma certa padronização dos projetos. A Telebrás vai atuar como um supervisor de projeto, para ver como as coisas estão andando. Na feira da ABTA, em agosto, a Telebrás foi muito procurada pelos pequenos operadores de TV por assinatura.

TT - Quais são os planos para essas pequenas operadoras de TV? Dá para usar a rede delas para ampliar a capilaridade da Telebrás?
Como regra, não. Mas como exceção, sim. Aqueles que estão em estágios mais avançados, com eles a gente pode fazer uma parceria e, eventualmente, compartilhar. Porque eles sempre estão dispostos a compartilhar infraestrutura. Desde que a rede seja neutra e possamos prover serviços a outros operadores. Isso é fundamental. Especificamente para os pequenos provedores, desenvolvemos a rede preparada para o triple play, de forma que possa atendê-los. Estamos entendendo que o interesse deles não é só TV, é triple play. Embora a gente não vá atender com os três serviços, estamos preparados para suportá-los.

TT - Por serem pequenos, muitas vezes a compra de programação é uma dificuldade desses operadores de TV paga. É possível fazer um cluster, colocar um headend na rede da Telebrás e usá-la para fazer a distribuição da programação?
Sem dúvida, tranquilamente. Essa ideia a gente já levantou em várias discussões. Porque há operadoras de médio porte com operações espalhadas no Brasil todo. Numa discussão com uma delas, chegou-se até a cogitar que, com a abrangência da nossa rede, poderia-se inclusive colocar o headend com a programação em São Paulo, onde não têm operação, e usar a rede da Telebrás para levar a programação para todo o Brasil. Seria uma troca, eles ganhariam a interligação das cidades e nós poderíamos usar a rede deles para atender ao PNBL.

TT - Como vocês estão trabalhando a capacidade da rede? O que é necessário para uma empresa ser parceira da Telebrás?
Estou colocando 1 Gbps de rádio em cada backhaul trabalhando com 200 Mbps, que é o mínimo, mas já poderíamos começar com 1 Gbps. Isso é um conteúdo que poucas cidades de 100 mil habitantes para baixo consomem.

Ainda assim, é necessário ter toda essa capacidade porque esperamos um crescimento muito grande. Para ser parceiro da Telebrás é preciso que o provedor tenha licença de SCM e esteja em dia com o governo.

TT - Como dimensionar a capacidade?
Vemos os clientes potenciais do parceiro, para analisar se vale a pena colocar infraestrutura ali. Embora haja a questão social, também temos que balancear o peso econômico. Hoje estamos trabalhando com dois pesos. Mas cidades que têm potencial econômico, em geral, são aquelas em que o provedor é pequeno e só tem grandes operadoras.

TT - É possível colocar alguma meta de curto prazo para a Telebrás?
Para este ano, a nossa expectativa é cumprir o que estamos nos propondo, que é cobrir direta ou indiretamente pelo menos 150 cidades. E quando digo indiretamente é, ao invés de levarmos infraestrutura para a cidade, o provedor vem até nós, levando-a a até mais de uma cidade. E para os próximos anos temos um desafio muito grande que é, além de aumentar a cobertura do PNBL, também começar a desenvolver os novos projetos, que são a Copa do Mundo, o satélite brasileiro e o cabo submarino. Mas para isso teremos que trabalhar, uma vez que temos limitação de recursos humanos e de orçamento, com inteligência. Com capital humano e capital financeiro de parceiros. Essa é a orientação que temos recebido do ministro Paulo Bernardo e da presidenta e estamos trabalhando dentro desse parâmetro.

TT - Qual a sua análise dos efeitos da antiga MP 495, privilegiando as compras de produtos desenvolvidos e produzidos no Brasil pelo governo?
Essa é uma das coisas mais gratificantes. A questão tecnológica para nós é questão de Estado. O Brasil, na década de 80, tinha tecnologia de telecomunicações de ponta, mas infelizmente perdeu o bonde quando chegou a revolução do IP, coincidindo com a privatização. Não criamos mecanismos para preservar e evoluir a tecnologia nacional. Eu sempre digo que nós não somos xenófobos de capital, somos xenófobos de tecnologia. Se você não tem tecnologia nacional você pode até competir, mas só comprarei das estrangeiras se o preço for muito, mas muito inferior. E agora que a lei foi regulamentada, é 25%, e ainda assim a gente não vai usar isso. Prefiro ficar nos 9%, 10%, que é a regra do TCU. O que temos visto é que a Ericsson está voltando a produzir tecnologia de rádio no Brasil, que havia tirado daqui. Em uma conversa com a Qualcomm avisei que, se querem alguma coisa com a Telebrás, precisam trazer para cá um projeto, e parece que vão trazer.

A Telebrás, nos anos 80, tinha uma representatividade muito boa na UIT e a gente quer retomar isso. É lá que se decide o futuro das telecomunicações, onde se faz a padronização. Então a grande arena do futuro da LTE, o futuro das comunicações ópticas é lá, e a gente perdeu isso. O Brasil tem profissionais muito competentes, o que falta é juntá-los. Queremos ser o agregador dessas competências que hoje estão no CPqD, no C.E.S.A.R., Eldorado, na Anatel, nos fornecedores. Da mesma forma que a Telebrás quer unir as redes dispersas, queremos também agregar essas competências.

TT - Quais os principais desafios daqui para a frente?
A questão é gerencial. E gerenciar também as expectativas, que são grandes. São grandes por parte da população, do mercado, do governo. Tivemos um pecado no gerenciamento de expectativas. Não conseguimos dimensionar o tamanho do desafio que é implementar uma operadora do tamanho da Telebrás. Agora estamos começando a entender melhor o tamanho desse desafio.

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