quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Telebrás negocia parcerias com iniciativa privada para transferência de tecnologia

Teletime - 29/09/2011

A Telebrás informou o mercado nesta quinta, 29, em comunicado enviado à CVM e BM&FBovespa, que está negociando parcerias com a iniciativa privada que propiciem a transferência de tecnologia de montagem do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

No comunicado a empresa informa que faz parte do grupo de trabalho que envolve também o Ministério da Defesa, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), formado para elaborar as especificações técnicas para a integração do satélite geoestacionário. Integração é o termo usado para designar a montagem do aparelho, conforme explicou o ministro Paulo Bernardo, nesta quinta, 29.

O satélite vai operar na banda Ka, para o atendimento de redes de governo e da inclusão digital, bem como na banda X, que será de uso exclusivo das Forças Armadas, informa a Telebrás. O SGB, que deverá ser lançado em 2014, permitirá ampliar o número de municípios que serão atendidos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), hoje estimado em 4.283 localidades. Os recursos, estimados em R$ 716 milhões, já estão previstos no Plano Plurianual 2012-2015 do Governo Federal.

Evento

O assunto será discutido com autoridades e empresários no Congresso Latino-Americano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações no Rio de Janeiro dias 6 e 7 de outubro. Mais informações pelo site www.convergecom.com.br/eventos ou pelo telefone 0800 7715028.

Governo tentará montar satélite geoestacionário no Brasil

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quinta, 29, que a proposta de lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) foi aprovada pela presidente da República. Dentro de 30 a 60 dias, um grupo de trabalho formado por representantes do Minicom, da Defesa e do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação apresentará a viabilidade ou não de se montar o equipamento no Brasil. "Para isso nós poderíamos nos associar com empresas privadas que teriam condição de ajudar nisso", salienta o ministro. Caso contrário, o satélite será comprado pronto.

Bernardo, entretanto, lembra que o prazo é exíguo, já que o Brasil precisa ocupar a posição até 2014 sob o risco de perdê-la caso não o faça. A montagem no Brasil é importante porque daria competência aos técnicos brasileiros para a confecção de outros satélites também previstos no plano: mais um geoestacionário, cujo lançamento está previsto para 2018, e outros menores para meteorologia e mapeamento da Amazônia que estão sob coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Recursos da ordem de R$ 716 milhões para o SGB já foram aprovados pelo governo. O valor começa a ser aplicado em 2012, mas a grande parte será investida em 2014, no lançamento e no seguro. Bernardo afirma que 3 ou 4 transponders, que corresponderiam a aproximadamente 20% da capacidade do satélite, serão destinados à comunicação militar em banda x.

Evento debaterá papel do satélite brasileiro na área militar e no PNBL

O projeto do satélite geoestacionário nacional com lançamento previsto para 2014 será um dos principais temas do 11º Congresso Latino-Americano de Satélites. O papel militar do projeto será discutido em painel com a participação do General Celso José Tiago do Ministério da Defesa; Tenente Coronel Marcelo Franchitto e Osvaldo Imamura Catsumi pela Aeronáutica; além de empresas do segmento aeroespacial brasileiro como a Mectron, do grupo Odebrecht, e da francesa Thales.

O uso desse satélite no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e as parcerias público/privadas serão também abordados por Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações do Minicom, Paulo Kapp, da Telebrás, e Himilcon Carvalho, da Agência Espacial Brasileira.

O congresso, organizado pela Converge Comunicações, com o apoio das revistas TELETIME e TELA VIVA ocorrerá nos dias 6 e 7 de outubro no Rio Othon Palace Hotel, Rio de Janeiro-RJ. Mais informações e inscrições através do site www.convergeeventos.com.br ou pelo DDG 0800 77 15 028.

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