quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PNBL chega a 92 cidades do Ceará em outubro

Telebras - 22/09/2011

Uma parceria entre a Telebras e a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) viabilizará a conexão à Internet de 92 cidades do estado a partir do próximo mês. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22.09) pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, durante debate sobre o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e perspectivas para a universalização do serviço realizado na Universidade de Brasília.

A parceria foi firmada no último dia 31 de agosto e envolve 2,5 mil quilômetros de fibras da Etice instaladas no Cinturão Digital do estado, bem como fibras ópticas que estão nas linhas de alta tensão da Chesf. Segundo Bonilha, nesta semana ocorreu a interligação da rede de ambas as empresas e está em definição qual delas fará a comercialização junto aos provedores de internet que atuam nas 92 cidades contempladas. Para o presidente da Etice, Fernando Carvalho, a iniciativa evita a duplicação de esforços e possibilita ampliar o acesso à banda larga de qualidade no estado.

Durante o debate, o presidente da Telebras destacou o papel dos pequenos provedores de internet que são principais parceiros responsáveis pela conexão dos usuários finais atendidos pelo PNBL. Ele lembrou que apesar de ocupar apenas 10% do mercado, o segmento emprega, direta ou indiretamente, entre 120 e 130 mil pessoas no país. “Os pequenos provedores são os que desenvolvem a banda larga na franja das grandes cidades e no interior do país”, disse.

Ele lembrou na ocasião que os pequenos provedores seriam os primeiros prejudicados caso o serviço de banda larga fosse transformado em regime público: “Eles não teriam como cumprir com as regras de universalização e acabariam desaparecendo”, enfatizou. De acordo com Bonilha, o regime público não garante a universalização do serviço já que a telefonia fixa, que se enquadra nesta condição, possui apenas 40 milhões de assinantes. Já a telefonia celular, que funciona em regime privado, possui mais de 200 milhões de usuários.

Também participaram do debate com o presidente da Telebras, na Universidade de Brasília, o secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão; o representante da sociedade civil no Conselho Consultivo da Anatel e membro do Instituto Telecom, Marcello Miranda; o vice-presidente da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura e professor da UFRJ, Marcos Dantas; e a diretora geral do Coletivo Digital, Beatriz Tibiriçá.

Ceará prepara decreto que zera taxa de direito de passagem


Teletime - 22/09/2011


O Ceará é o primeiro estado do Brasil que pretende abrir mão da receita com a autorização para o direito de passagem de diferentes redes pelos seus domínios. Empresas de diferentes setores, como energia, telecom, saneamento etc. devem pagar para construir sobre áreas de domínio do estado como as rodovias.

O decreto elimina essa cobrança com uma condição: a empresa deverá construir um duto para compartilhamento futuro com outros interessados. De acordo com Fernando Carvalho, presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), esse sistema representa uma economia de 25% no custo do lançamento de uma fibra, uma vez que elimina a necessidade de uma nova obra civil para cada cabo que se deseja passar.

O decreto já passou por audiências públicas e deverá ser publicado em breve. Segundo ele, a prefeitura de Fortaleza deverá também adotar medida semelhante. A Etice é a uma empresa pública que controla um anel de fibra óptica no Estado e presta serviço para a administração pública. A companhia está preparando uma licitação com 18 lotes que vão de 60 Mbps a 1 Gbps para os provedores de Internet do Ceará. Segundo Carvalho, o edital deverá sair até o fim de outubro.

Telebrás

A empresa assinou contrato com a Telebrás, que vai elevar a capacidade da sua rede de 10 Gbps para 20 Gbps em cada um dos dois pares de fibras acessas da companhia. O acordo também permite que a Telebrás forneça conexão aos provedores de 92 municípios por que passa a rede da Etice. “Nossos objetivos são os mesmos e as nossas redes se complementam”, afirma Carvalho.

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