quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Plano de lançamento de satélite será concluído em 60 dias

Valor - 29/09/2011


BRASÍLIA - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou hoje que será formado um grupo constituído por técnicos do governo para definir os detalhes do plano de lançamentos do satélite geoestacionário brasileiro nos próximos anos. Conforme foi antecipado pelo Valor em entrevista com o ministro Celso Amorim (Defesa), o governo pretende lançar até 2014 o primeiro satélite para atender demandas estratégicas do Ministério da Defesa e de serviços de telecomunicações da Telebras.

Bernardo confirmou que havia a expectativa de o governo brasileiro ter projeto próprio, mas que a proximidade de encerramento do prazo de ocupação do espaço na órbita obrigou a formar parceiria no mercado internacional. O ministro disse que o grupo definirá um cronograma para garantir a execução completa do projeto. Um segundo satélite geoestacionário, segundo ele, deverá ser lançado até 2018.


Dilma aprova plano de lançamento de satélites

O Globo - 29/09/2011

BRASÍLIA - O plano de satélites brasileiros foi aprovado pela presidente Dilma Rousseff. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O primeiro deles será lançado em 2014 e o segundo até 2018. O ministro participa também da criação de uma proposta de Medida Provisória junto ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que deverá ser enviada ainda nesta quinta-feira para o Palácio do Planalto a fim de isentar equipados usados no Plano Nacional de Banda Larga.

Um grupo de trabalho, formado por representantes dos ministérios das Comunicações, da Defesa, e da Ciência e Tecnologia, vai fazer uma prospecção de mercado, para definir como será feita a compra do primeiro satélite. O grupo terá de 30 a 60 dias para apresentar a proposta técnica, segundo o ministério.

- É como comprar aeronaves. Poderá ser feita uma associação com uma empresa privada - disse Paulo Bernardo.

O satélite de 2014 será lançado a 35 mil km de altitude e será destinado a telecomunicações, basicamente para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Mas cerca de 15% a 20% de sua capacidade será exclusiva para as Forças Armadas. O investimento total desse satélite será de R$ 716 milhões.

Já o satélite que será lançado em 2018 terá maior uso para o setor de meteorologia. No próximo ano, disse Paulo Bernardo, será lançado um satélite diferente, menor, para monitorar a Amazônia, inclusive os problemas de desmatamento.

Equipamentos do PNBL serão isentos de PIS/Cofins

Os equipamentos que serão utilizados na rede do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) terão isenção de PIS/Cofins. A proposta da Medida Provisória com a desoneração fiscal foi fechada pelos ministros Paulo Bernardo e Guido Mantega e enviada ao Palácio do Planalto.

Também será prorrogada até o final de 2016 a desoneração de PIS/Cofins e de IPI para o setor de construção civil que tem como objetivo levar a internet a R$ 35 para a população.

A isenção terminaria no final de 2012. Paulo Bernardo disse que no caso dos equipamentos não será necessária a desoneração de IPI, porque eles já são beneficiados pela Lei de Informática.


Primeiro satélite geoestacionário será exclusivo para comunicações

Convergência Digital :: 29/09/2011

O Brasil deve lançar três ou quatro satélites nos próximos anos, em projetos que pretendem incorporar pelo menos a montagem por empresas nacionais, embora o início dessa faceta ainda dependa de um estudo de viabilidade. O primeiro dos satélites será lançado em 2014 e será voltado inteiramente a comunicações.

“Temos duas posições designadas pela UIT e a primeira deve ser usada até 2014. Pela exiguidade do prazo, vamos avaliar se já será possível fazer alguma montagem no Brasil ou simplesmente vamos comprar o satélite. Mas a ideia é desenvolver no Brasil a tecnologia da integração”, afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

A resposta será dada por um grupo executivo formado pela Telebrás, Agência Espacial Brasileira e o Ministério da Defesa, que devem dar uma posição sobre a viabilidade de já montar o primeiro satélite no país a tempo de lançá-lo em 2014. Do contrário, isso só será feito para o segundo satélite, com lançamento previsto para 2018.

Com a definição de um cronograma de lançamentos, o projeto do satélite geoestacionário brasileiro também foi dividido em etapas. Assim, os equipamentos voltados à previsão meteorológica ficaram para a segunda etapa. Nesta primeira, o foco é telecomunicações.

Isso significa utilizar parte dos transponders – três ou quatro deles – para as comunicações relacionadas à Defesa, tarefa que atualmente é adquirida da StarOne, do grupo mexicano Telmex. Mas o satélite também será utilizado para telecomunicações comerciais.

É certo, por exemplo, que haverá transponders para transmissão em banda Ka, o que significa que haverá oferta de banda larga. “Haverá uso para o PNBL”, confirmou Bernardo. A banda Ka já é utilizada internacionalmente para oferta de banda larga, especialmente em localidades remotas, com velocidades de até 50Mbps.

Os recursos para o primeiro satélite, estimados em R$ 716 milhões, já estão previstos no Plano Plurianual 2012-2015, mas ainda não está definido de onde se dará o lançamento, que não será do Brasil. “Com certeza não haverá lançamento do Brasil, porque ainda não temos capacidade para isso, porque estamos falando de um satélite de quase seis toneladas”, disse o ministro das Comunicações.

Por outro lado, a Agência Especial Brasileira tem um projeto para um lançamento de um satélite de órbita baixa – os geoestacionários ficam muito mais altos, a 35,8 mil km da superfície do planeta – para monitoramento da Amazônia. Segundo Bernardo, este poderia ser lançado ainda no próximo ano.

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