segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bernardo leva hoje proposta de satélite à presidente Dilma Rousseff

Tele.Síntese - 26/09/2011

O projeto do satélite geoestacionário brasileiro será apresentado nesta segunda-feira (26) à presidente Dilma Rousseff, pelos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação). A previsão é de que seja lançado em 2014 a um custo de R$ 720 milhões, em parceria com empresas privadas.“O que nós vamos levar para a presidente é uma fórmula para comprar ou construir o primeiro satélite geoestacionário, mas há previsão de outros”, disse Paulo Bernardo. Segundo ele, a proposta está baseada na urgência dos prazos combinada com a necessidade de desenvolver tecnologia no país.

Ainda não há definição sobre a base de lançamento do satélite nem o grupo privado que participará do projeto, apesar da manifestação de interesse de organizações como a Odebrecht, que já criou uma empresa específica para investimentos em telecomunicações e segurança. “A escolha do parceiro privado deverá ser por chamamento público ou por licitação”, adiantou o ministro.

Paulo Bernardo disse que o satélite será extremamente importante para levar a banda larga para o setor rural, combinado com a faixa de 450 MHz. “O satélite não pode substituir o sistema de rádio no solo para fornecimento de conexões no campo porque ficará congestionado, mas servirá para resolver a questão do backbone aonde as fibras ópticas não chegam”, disse.

Ainda de acordo com o ministro, caso o satélite seja lançado no início de 2014, poderá contribuir para aumentar a infraestrutura da Copa do Mundo.


Governo fecha proposta de satélite geoestacionário brasileiro

Teletime - 23/09/2011

O governo concluiu a proposta de lançamento de um satélite geoestacionário nacional em reunião realizada nesta sexta, 23, no Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação. A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Os recursos para o projeto serão da ordem de R$ 716 milhões, conforme previsto no Plano Plurianual que em agosto foi enviado para votação do Congresso.

Participaram da reunião o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, o secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza, o ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloízio Mercadante, além de Paulo Bernardo e do diretor do departamento de banda larga do Minicom, Arthur Coimbra. "Acreditamos que possamos levar o projeto à presidenta na próxima semana", disse Bernardo na saída do encontro. Mantido o cronograma com o qual trabalha o Minicom o lançamento acontece em 2014.

O satéilte nacional é uma demanda antiga, principalmente das Forças Armadas, que hoje contrata serviços satelitais de empresas privadas. O satélite brasilerio também teria capacidade de ajudar no controle do tráfego áereo e alguma capacidade disponível para uso comercial a ser gerida pela Telebrás.

Reformulação
O governo estuda ainda uma reformulação no Programa Espacial Brasileiro. A proposta, que teria sido levada ao ministro Aloizio Mercadante pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, prevê a fusão da AEB com o Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e, assim, a criação de um novo órgão para comandar o programa. Tal reformulação, contudo, ainda não está fechada dentro do governo.

Evento
A estratégia do governo para o projeto do satélite nacional e sua integração com o Plano Nacional de Banda Larga são tema do Congresso Latino Americano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações e pela revista TELETIME nos dias 6 e 7 de outubro, no Rio de Janeiro. Estão confirmados no evento representantes do Ministério das Comunicações (Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações), Anatel (Jarbas Valente, conselheiro) e representantes das Forças Armadas, além dos principais executivos das operadoras de satélite que operam no Brasil. Mais informações pelo site www.convergecom.com.br/eventos ou pelo telefone 0800 77 15 028.

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