quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

É hora de planejar 2012

AdNews - 28/12/2011


O ano de 2011 foi marcado por grandes crises econômicas, principalmente na Europa, com a queda de governos ditatoriais, corrupção, greves e manifestações em busca de democracia. No Brasil, a crise econômica mundial não teve grandes impactos, porém tivemos muitas reviravoltas na política do novo governo de Dilma Rousseff, como a “faxina ministerial” que observamos nos últimos meses. Neste ano, os brasileiros sentiram que o País deve passar por um processo de reestruturação, principalmente na política, para crescer, desenvolver e concorrer fortemente frente aos demais players globais.

No setor de Tecnologia da Informação (TI), especificamente, um novo cenário está formado e os investimentos em tecnologia já ganham espaço. O segmento foi marcado por otimismo, com anúncios de abertura de novas indústrias e empresas que se instalam em território nacional, grandes investimentos e promessas, como o início da produção de iPhones e tablets no País, a expansão das redes de telefonia móveis e a popularização da Internet banda larga, com o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Estes últimos devem ser prioridade do setor até 2013 para a cobertura e transmissão das informações, a nível global, dos mega-eventos que ocorrerão no País.

Neste ano, o setor de TI foi contemplado também com o anúncio do conjunto de medidas que constitui a nova Política de Desenvolvimento Produtivo, popularmente chamada de política industrial, para o período de 2011 a 2014, e lançada pelo Governo Federal sob a marca de Brasil Maior (que remete a um “Brasil Grande”).

A nova política industrial trouxe importantes avanços e muitos pontos de atenção. Um dos aspectos principais é a desoneração da folha de pagamento para segmentos específicos, incluindo o setor de TI. No pacote anunciado pelo governo, as empresas do segmento deixarão de recolher 20% sobre a folha de pagamento e passarão a recolher 2,5% sobre o valor total de faturamento. A desoneração ajudou a aumentar o número de contratações CLT e a diminuir a informalidade.

No que se refere às áreas de pesquisas, inovação e desenvolvimento para o setor, foi divulgado um aumento dos recursos direcionados à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve repassar à entidade R$ 2 bilhões para ampliação do financiamento à inovação.

Para 2012, observamos que as empresas de serviços de TI tendem a crescer e aumentar os investimentos em modernização. Os grandes eventos mundiais, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que ocorrerão em 2014 e 2016, respectivamente, incentivam o crescimento e desenvolvimento do setor.

As empresas, por sua vez, devem ficar atentas às oportunidades de expansão para maior competitividade no mercado. Para este ano, estão previstas mais parcerias empresariais, fusões e aquisições, como a recente compra da LCD Sony pela Samsung. Essas estratégias de negócios têm evidenciado uma forte demanda do mercado em busca de inovação, com novos serviços e produtos. Neste cenário, as micro, pequenas e médias empresas devem aproveitar a oportunidade para apresentarem soluções e ferramentas diferenciadas. Este processo deve ser contínuo e com investimentos específicos, contribuindo para o fortalecimento e crescimento do mercado brasileiro.

Definitivamente, o ano de 2012 será de alta movimentação, refletindo um Brasil que, segundo projeções de especialistas do Centro para Pesquisa Econômico e Negócios (CEBR), já é a sexta maior economia do mundo, superando grandes mercados mundiais, como a Reino Unido e Itália. Mas nos dias de hoje não basta “estar” grande, o País deve estar preparado para o crescimento e desenvolvimento desejado. Assim, esperamos que o desempenho dos setores econômicos esteja alinhado com as expectativas positivas que se desenham e que no próximo ano se enfrentem os gargalos de infraestrutura que restringem o crescimento do País.

*Por Marcos Sakamoto, presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Assespro-SP)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cruzeiro do Sul pagará compra do Prosper em dinheiro

A compra de 88,7% do capital do Prosper sairá por R$ 55 milhões
O negócio vem à tona enquanto padrões de transparência e lucros menores minam a confiança dos bancos brasileiros de médio porte

Exame - 27/12/2011

São Paulo - O Cruzeiro do Sul pagará em dinheiro a compra do Banco Prosper e o aumento de capital da instituição, descartando qualquer oferta de título ou dívida.

Na segunda-feira, o Cruzeiro do Sul anunciou a compra de 88,7 por cento do capital do Prosper por 55 milhões de reais.

O presidente-executivo do Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Indio da Costa, disse nesta terça-feira em teleconferência que o capital do Prosper será aumentado em ao menos 100 milhões de reais.

Indio da Costa, membro da família que controla o Cruzeiro do Sul, disse que o capital adicional vai ajudar o banco sediado no Rio de Janeiro a atender às exigências regulatórias de níveis de solvência. O negócio não incluiu a corretora da Prosper, ressaltou o banqueiro.

A aquisição, que precisa da aprovação do Banco Central, enquadra-se na "estratégia de nosso banco, que é crescer no mercado de financiamento ao consumidor e a empresas de médio porte", disse Indio da Costa. "Vemos muitas sinergias", disse ele.

O negócio vem à tona enquanto padrões de transparência e lucros menores minam a confiança dos bancos brasileiros de médio porte. Instituições financeiras de médio porte, que sofreram com altos custos de captação e maior inadimplência nos empréstimos neste ano, também estão sendo questionadas sobre a sustentabilidade dos modelos de negócio.

Financeiras de médio porte foram profundamente prejudicadas pelas medidas do BC no final de 2010 e início de 2011 para diminuir a concessão de créditos nos segmentos automotivo, consignado e ao consumidor.

Na semana passada, o BC decidiu diminuir essa dificuldade de financiamento para o segmento com uma série de medidas que incentivam os maiores financiadores a comprar carteiras de empréstimos de bancos menores.
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Cruzeiro do Sul terá R$ 75 mi em créditos tributários do Prosper

Valor - 27/12/2011

Com a aquisição do banco Prosper, o Cruzeiro do Sul poderá tirar proveito de cerca de R$ 75 milhões em créditos tributários, segundo Luis Octavio Indio da Costa, presidente da instituição compradora.

Isso decorre do fato de o Prosper ter um prejuízo acumulado de R$ 190 milhões. Segundo o executivo, esse volume em créditos tributários poderá ser utilizado a partir do momento em que o Prosper for capitalizado --o que permitirá ao banco voltar a operar.

Pelos cálculos preliminares de Indio da Costa, o Prosper precisará de uma injeção de R$ 100 milhões. "Esse dinheiro sairá do caixa do Cruzeiro do Sul", afirmou o presidente do banco durante teleconferência com analistas e jornalistas.

Além do interesse nos descontos tributários, Indio da Costa disse que o Cruzeiro do Sul também quer tirar proveito da carteira de clientes de câmbio do Prosper e de um fundo de direitos creditórios que o banco possui. Ontem, o Cruzeiro do Sul anunciou a compra de 88,7% do Prosper por R$ 55 milhões.
Banda larga deve puxar o crescimento do setor de telecomunicações em 2012

InfoMoney - 27/12/2011


SÃO PAULO - As perspectivas para o setor de telecomunicações permanecem positivas para 2012, em função do desempenho da economia nacional e da crescente demanda por banda larga fixa e móvel no País, ao menos é o que apostam os analistas de mercado. Para se ter uma ideia, o acesso à banda larga avançou 68% no período de doze meses, atingindo 55,4 milhões de acessos à internet rápida em novembro deste ano.

Segundo levantamento da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), somente a banda larga móvel deu um salto de 103% na comparação com 2010. A expectativa das teles e do governo brasileiro é que o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) ajude a impulsionar essa oferta no próximo ano, já que os usuários esperam planos a preços mais acessíveis e conexões de qualidade. O projeto do governo caminhou a passos lentos neste ano e sofreu uma mudança estratégica, com o Estado delegando o papel principal para a iniciativa privada, que será responsável por levar o serviço ao usuário final.

Além disto, a aprovação do PLC 116, que abriu o mercado de TV por assinatura para as empresas de telecomunicações, deve contribuir para acelerar a convergência de serviços. As operadoras de telecomunicações poderão integrar as ofertas de pacotes combinados e aumentar o escopo de clientes potenciais, especialmente nas classes A e B.

Vale destacar ainda a nova regulamentação para os serviços de televisão paga deve acelerar os investimentos em redes de fibra ótica, pois essas redes poderão ser utilizadas para a exploração de múltiplos serviços pelas empresas de telecomunicações.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cruzeiro do Sul adquire Banco Prosper por RS 55 milhões

São Paulo, 26 dez (EFE) - O banco brasileiro Cruzeiro do Sul anunciou nesta segunda-feira a compra de 88,7% do capital do Banco Prosper por R$ 55 milhões.

Em comunicado enviado ao mercado, o Cruzeiro do Sul indicou que a aprovação do negócio ainda depende da decisão do Banco Central.

A instituição brasileira concentra sua atuação no mercado de crédito a funcionários públicos e privados, aposentados e pensionistas mediante desconto direto nos rendimentos, com ativos de R$ 10,2 bilhões.

O Banco Prosper, por sua vez, tem cerca de R$ 130 milhões em créditos e atua no segmento de crédito pessoal e também como operador no mercado de câmbio. Os ativos da instituição, até junho, eram de R$ 500 milhões.

O Cruzeiro do Sul indicou que com a aquisição pretende ampliar sua representatividade no mercado de crédito pessoal e para pequenas empresas, além de poder atuar no sistema cambial.
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Cruzeiro do Sul anuncia compra do banco Prosper por R$ 55 milhões

Valor - 26/12/2011

SÃO PAULO - O banco Cruzeiro do Sul anunciou a compra de 88,7% do banco Prosper por R$ 55 milhões, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Cruzeiro do Sul tem como foco operações de crédito consignado, com uma carteira de cerca de R$ 8 bilhões. O Prosper, com cerca de R$ 130 milhões em créditos, atua com empréstimos com desconto em folha e para empresas e tem autorização para operar no mercado de câmbio.

“A operação está inserida na estratégia do banco Cruzeiro do Sul de participar ativamente do processo de consolidação do setor, ampliando sua participação no segmento de credito pessoal consignado, e ampliando sua atuação em outras áreas do mercado financeiro nacional, além de agregar valor pelo ganho de eficiência nas unidades e fortalecendo sua posição no mercado brasileiro”, informou o banco.

A operação ainda depende da aprovação do Banco Central.
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Banco Cruzeiro do Sul anuncia compra do Banco Prosper


Negócio depende de aprovação do BC; Prosper atua em SP, RJ e Salvador.
Valor da operação é de R$ 55 milhões.

G1 - 26/12/2011

O Banco Cruzeiro do Sul anunciou nesta segunda-feira (26), por meio de fato relevante, que fechou acordo para a compra de 88,7% do capital do Banco Prosper por R$ 55 milhões.

O Cruzeiro do Sul tem como foco operações de crédito consignado, com uma carteira de cerca de R$ 8 bilhões. O Prosper, com cerca de R$ 130 milhões em créditos, atua com empréstimos com desconto em folha e para empresas e tem autorização para operar no mercado de câmbio.

"(O Cruzeiro do Sul) vem pelo presente comunicar ao mercado que celebrou, nesta data, Contrato de Compra e Venda de Ações para aquisição de 88,7194% do capital social do Banco Prosper S.A., pelo valor de R$55 milhões", anunciou o Cruzeiro do Sul.

De acordo com o anúncio, a operação está inserida na estratégia do Banco Cruzeiro do Sul de participar ativamente do processo de consolidação do setor, "ampliando sua participação no segmento de credito pessoal consignado, e ampliando sua atuação em outras áreas do mercado financeiro nacional, além de agregar valor pelo ganho de eficiência nas unidades e fortalecendo sua posição no mercado brasileiro".

O Prosper, fundado em 1991, é um banco múltiplo com presença em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A instituição atua com carteira comercial, de crédito, financiamento e investimento, e possui autorização para operar no mercado de câmbio.

Ainda conforme o banco, a operação agrega "valor pelo ganho de eficiência nas unidades" e pelo fortalecimento de sua "posição no mercado brasileiro". O Prosper tinha em junho ativos totais de perto de R$ 500 milhões.

O Cruzeiro do Sul, por sua vez, tinha R$ 10,2 bilhões em ativos no meio do ano e atua principalmente no mercado de crédito pessoal com desconto em folha de pagamento para funcionários públicos e pensionistas do INSS.

Atua também no segmento de crédito para empresas de pequeno e médio porte (middle market), oferecendo crédito de curto prazo, usualmente atrelado a recebíveis.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Cruzeiro do Sul acerta a compra do Prosper

Negócio tira pressão do Prosper, que estava fora das regras do Banco Central

Agência Estado - 24/12/2011

SÃO PAULO - O Banco Cruzeiro do Sul fechou nesta sexta-feira, 23, a compra do Banco Prosper. O contrato foi assinado por volta das 10h30 e a Prosper Corretora ficou fora da operação, segundo uma fonte próxima das negociações. A operação, antecipada pela colunista Sonia Racy em seu blog, deve ser anunciada oficialmente durante o fim de semana ou na segunda-feira.

O Prosper estava descapitalizado. O índice de Basileia do banco estava, em agosto, em 8%, abaixo do mínimo de 11% exigido pelo Banco Central (BC), de acordo com os dados mais recentes disponíveis no site da autoridade monetária.

O Índice de Basileia relaciona a quantidade de capital que um banco precisa ter e o montante de empréstimos que pode realizar. No Brasil, para cada R$ 1, a instituição financeira pode conceder até R$ 9 em crédito.

Na situação em que se encontrava, o Prosper praticamente não conseguia mais operar, visto que a função primordial de um banco é dar crédito (recebe dinheiro de um lado, ou seja, faz a captação, e o repassa para os tomadores).

O Estado apurou que, por causa dessa situação delicada, o Prosper procurou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), criado em 1995 com objetivo de proteger os depósitos dos correntistas brasileiros em caso de quebra de algum banco.

O FGC indicou aos controladores do Prosper o Cruzeiro do Sul, que tinha interesse em se expandir no mercado por meio de aquisições. Apesar de ter patrocinado a aproximação, o FGC não colocou dinheiro no negócio.

Nos últimos anos, o FGC assumiu um novo papel no sistema financeiro, uma espécie de linha auxiliar do BC na resolução de problemas envolvendo a solvência de instituições. Foi o FGC, por exemplo, que cobriu grande parte do rombo de R$ 4,3 bilhões do banco Panamericano. Essa atuação tem provocado críticas no mercado, inclusive de executivos de grandes bancos.

A atuação do banco Prosper é forte no mercado de câmbio e em operações de crédito para empresas. A instituição tem R$ 550 milhões de ativos e teve prejuízo de R$ 20,4 milhões neste ano, até agosto.

O Prosper, controlado pelo grupo Peixoto de Castro, foi criado como uma corretora em 1983. Em 1990, foi transformado em banco múltiplo. Em 2005, foi criada a gestora de recursos da instituição.

Consignado

O Cruzeiro do Sul tem como foco principal o crédito consignado e tem ativos de R$ 10 bilhões. O banco tem Índice de Basileia de 13,7% e carteira total de empréstimos de R$ 8 bilhões. Pertence à família Índio da Costa que, assim como os controladores do Prosper, também é do Rio. O balanço do banco do terceiro trimestre, que apontou lucro de R$ 116,5 milhões no acumulado do ano, está sendo contestado pela auditoria (KPMG).

A corretora do Prosper segue como operação independente. Em 2008, o executivo Armênio dos Santos Gaspar Neto, ex-presidente da Fator Corretora, comprou 50% da Prosper Corretora e passou a tocá-la.

Procurados, o Cruzeiro do Sul e o Prosper não se pronunciaram sobre o assunto.

Para Lembrar

Os bancos de pequeno e médio porte vêm enfrentando dificuldades no Brasil desde o agravamento da crise global, em setembro de 2008, quando o banco de investimento americano Lehman Brothers quebrou. A partir dali, essas instituições passaram a ter dificuldades para se capitalizar. A situação se agravou após a descoberta da fraude contábil de R$ 4,3 bilhões no Panamericano, que pertencia a Silvio Santos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Banco Cruzeiro do Sul - maior acionista privado da Telebras - pode estar comprando o Banco Prosper

Insight - Laboratório de Ideias - 23/12/2011

Segundo publicou a jornalista Sônia Racy em sua coluna no Estadão online de hoje, "Depois de muito vai e vem e múltiplas negociações, o Banco Cruzeiro do Sul deve anunciar hoje, véspera de Natal, a compra do Banco Prosper. Sem ajuda do Fundo Garantidor de Crédito."

Caso confirmada, o fato evidencia a boa saúde financeira da instituição bancária da família Índio da Costa, desmentindo notícias que estaria enfrentando dificuldades devido à crise européia.

O Cruzeiro do Sul - através do fundo de investimento Tamisa, do qual é o único cotista - é o maior investidor privado da Telebras, possuindo mais de 20% das ações preferênciais e mais de 6,6% das ordinárias (com direito a voto).
Em Questão - SECOM - 23/12/2011

Clique nas imagens para ampliá-las.














quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MCTI e Telebras assinam acordo para a implantação de cidades digitais

Telebras - 22/12/2011

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, (MCTI) Aloísio Mercadante, assinaram nesta quarta-feira (21.12) um acordo de cooperação técnica para a implantação de cidades digitais no país. A ideia é dispor de um grupo de trabalho permanente capaz de manter o modelo das cidades digitais sempre atualizado tecnologicamente.

A Telebras será responsável por assessorar o MCTI na especificação técnica e na estimativa de custos de implantação dos projetos de infraestrutura, bem como vai apoiar tecnicamente nos processos de seleção de propostas de projetos de cidades digitais. A Telebras também vai disponibilizar a ata de registro de preços dos equipamentos contratados para a implantação da rede nacional de telecomunicações.

A coordenação das iniciativas para a implantação de projetos de Infraestrutura para Cidades Digitais estará sob responsabilidade do MCTI que fará o chamamento público ou outros procedimentos para a seleção dos projetos, de acordo com os critérios técnicos especificados pela Telebras.

O Ministério vai acompanhar e fiscalizar a execução de convênios para a implantação de projetos de Infraestrutura para Cidade Digital, na última milha, financiados com seus recursos. Também vai indicar editais para a contratação de empresas, mediante Registro de Preços, para a aquisição de equipamentos, materiais e serviços previstos nos projetos apoiados pelo MCTI.
Nos EUA, Brasil é acusado de protecionismo

Valor - 22/12/2011

A indústria americana de tecnologia da informação mandou carta ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), orgão do governo responsável pelas negociações comerciais internacionais, reclamando da exigência brasileira de conteúdo nacional para equipamentos fornecidos dentro do Plano Nacional de Banda Larga.

"A nova política industrial brasileira inclui dispositivos que colocam em desvantagem os competidores estrangeiros", afirmou John Neuffer, vice-presidente para políticas globais do Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação (ITI, na sigla em inglês). "Há também a crescente preocupação com demandas para transferência de tecnologia."

No plano de banda larga, cujo objetivo é levar internet rápida a 40 milhões de domicílios até 2014, o governo concedeu benefícios tributários para a compra de equipamentos produzidos domesticamente. Mas as empresas devem usar tecnologia nacional ou atender as especificações do chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que determina o grau mínimo de conteúdo nacional para um produto ser elegível para incentivos fiscais. O regime especial de tributação concederá cerca de US$ 4 bilhões em isenções até 2016 e irá gerar, segundo o governo, US$ 20 bilhões em investimentos.

Neuffer afirma "entender" o desejo do governo brasileiro em desenvolver sua indústria local de TI, mas cobra a adoção de uma política que trate "empresas brasileiras e estrangeiras de forma justa e igualitária".

A associação americana entregou a carta atendendo a uma consulta pública do USTR para a elaboração de um relatório anual sobre o cumprimento de acordos internacionais na área de telecomunicações. Na mesma carta, são apresentadas outras queixas contra o Brasil e outros países, como a Argentina e a China. O USTR é independente para acatar ou ignorar as reclamações. O documento serve de guia para as negociações comerciais americanas.

A nova política industrial brasileira, lançada em agosto, vem recebendo críticas de organismos internacionais. A Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube que reúne as economias mais avançadas do mundo, disse que o melhor caminho seria evitar o protecionismo e adotar medidas que ampliem a competividade da indústria, como redução da carga tributária.

A ITI faz lobby em Washington em assuntos de interesse da indústria de tecnologia da informação. Entre seus filiados estão algumas das maiores empresas do setor do mundo, como a Apple, a Accenture, a Cisco, o Google, a Nokia, a Panasonic e a HP, entre outras.

Na carta ao USTR, a associação reclama ainda das "altas tarifas de importação" incidentes sobre produtos de comunicação, incluindo 16% cobrados na importação de telefones celulares. "Existem tarifas domésticas discriminatórias, com desvantagem para produtos estrangeiros em relação a produtos fabricados domesticamente", afirma Neuffer.

Uma outra entidade, a Associação da Indústria de Telecomunicações (TIA, na sigla em inglês", encaminhou queixa ao USTR contra a Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) pela exigência de testes no Brasil para a certificação de equipamentos, incluindo aparelhos celulares.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Telebras atende Eduardo Braga e elabora plano para aumentar Banda Larga no Amazonas

Amazonas Notícias - 21/12/2011

Pelo menos 20 municípios do Amazonas serão incluídos no plano de expansão do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) na região Norte já no próximo ano. A informação foi confirmada pelo presidente do órgão, Caio Bonilha, em reunião com o senador Eduardo Braga (PMDB) na tarde desta quarta-feira (21). No encontro, que também teve a participação da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e do deputado federal Silas Câmara (PSD), ficou acordado que a Telebras apresentará até o mês de fevereiro de 2012 o detalhamento sobre quais municípios devem ser atendidos.

“Apenas 2% dos terminais de internet banda larga fixa estão na Região Norte. Então, o que estamos elaborando é praticamente um plano emergencial para aumentar esse atendimento. A reunião com a bancada do Amazonas foi muito importante porque os parlamentares conhecem a infraestrutura que existe lá para melhor atendimento, o que adianta muito o nosso trabalho”, disse Bonilha.

O cronograma da expansão do Plano Nacional de Banda Larga nas regiões Norte e Centro-Oeste foi apresentado no último dia 14 pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que anunciou o investimento de R$ 62,5 milhões no setor. Segundo o cronograma, para o ano de 2012 apenas a cidade Manaus seria beneficiada com aumento da oferta de banda larga de alta velocidade a baixo custo.

A expansão para a capital será feita por meio da rede de fibra ótica de empresas privadas de telefonia. Também há planejamento para instalar redes de fibra ótica por meio do gasoduto Coari-Manaus e, posteriormente, por meio do Linhão de Tucuruí, previsto para chegar ao Amazonas até o ano de 2014. Na reunião, os parlamentares amazonenses sugeriram a oferta de internet banda larga para os municípios por onde passar a rede de fibra ótica que levará o serviço até a capital. Também pleitearam a ampliação imediata do serviço para os municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Manaus.

O senador Eduardo Braga explicou que a expectativa acordada com a Telebras é beneficiar, até o ano de 2014, o mínimo de 34 municípios com fibra ótica por meio do Plano Nacional de Banda Larga. O serviço deve atender escolas públicas, hospitais, delegacias e a população em geral com acesso a internet mais veloz e mais barata.

“O que nós mostramos hoje ao presidente e aos técnicos da Telebras é que a engenharia para ampliar essa oferta já em 2012 é absolutamente possível. Não estamos tentando criar nenhuma dificuldade que seja intransponível. O que queremos é assegurar aos brasileiros que vivem no Amazonas o direito de ter acesso a uma infraestrutura moderna, que muda por completo a vida das pessoas, que vai melhorar a saúde, a educação, a competitividade e o acesso aos mercados de produtos sustentáveis da Amazônia”, disse.

Recursos no PPA

O senador Eduardo Braga informou que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCT), da qual é presidente, aprovou emenda no Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 que destina R$ 2 bilhões para o Plano Nacional de Banda Larga na Região Norte. Além desses recursos, também foram incluídos no PPA outros R$ 600 milhões para investimento na instalação de satélite geoestacionário sobre a região Amazônica. Ambos os programas serão gerenciados pela Telebras.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Congresso aprova Plano Plurianual 2012-2015

Emendas aceitas pelo relator, senador Walter Pinheiro (PT-BA), acrescentaram R$ 102 bilhões à proposta inicial. Ações sociais foram contempladas pelo substitutivo aprovado.

O texto aprovado no Plenário acrescenta R$ 102 bilhões à redação original.

Agência Câmara - 20/12/2011

O Plenário do Congresso aprovou, nesta terça-feira, o substitutivo da Comissão Mista de Orçamento ao projeto do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015. O texto acrescenta R$ 102 bilhões em emendas à redação original, que prevê gastos de R$ 5,4 trilhões nos próximos quatro anos. A matéria, aprovada com adendos do relator, senador Walter Pinheiro (PT-BA), será enviada à sanção presidencial.

Segundo o relator, como esse plano é um instrumento de planejamento, o Parlamento deve lidar com ele sob esse parâmetro. “Elaboramos um PPA que não é só do governo ou da oposição, mas é do Brasil. Ele terá programas temáticos, com grandes empreendimentos detalhados”, afirmou.

Nos quatro anos, está previsto R$ 1 bilhão a mais para aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A Telebrás terá outros R$ 2 bilhões a mais para gerenciar o Plano Nacional de Banda Larga. Já o programa de combate ao crack terá mais R$ 400 milhões. O setor do turismo contará com cerca de R$ 500 milhões a mais que o previsto originalmente.

Para os aeroportos, o PPA reserva R$ 3,2 bilhões no período 2012-2015. Na educação superior, para ampliação e adequação – inclusive de hospitais universitários – o texto estima R$ 2,6 bilhões. O transporte ferroviário terá R$ 8 bilhões.

Walter Pinheiro ressaltou que o Congresso receberá anualmente relatório de acompanhamento da execução do PPA, que poderá ser analisado não só pela Comissão Mista de Orçamento como pelas comissões permanentes das duas Casas.

Já o deputado Claudio Cajado (DEM-BA) avaliou que o PPA prevê metas para o setor público e para o setor privado dentro dos programas listados no plano, o que poderia provocar algum “mascaramento” sobre o que o governo efetivamente cumpriu nessas metas. “Poderá ser difícil saber se determinadas metas foram atingidas mais graças à economia como um todo do que por esforço do governo”, afirmou.

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Metas
As prioridades do governo expressas no PPA estão centradas nas ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Plano Brasil sem Miséria. Entre as principais ações que deverão ser executadas no período estão a construção de 2 milhões de casas com o programa Minha Casa, Minha Vida; a inclusão de 495 mil domicílios rurais no Programa Luz para Todos; a construção e adequação de 14,7 mil quilômetros de rodovias e 4,5 mil de ferrovias; e a expansão da internet banda larga para 40 milhões de domicílios.

O PPA também oferece uma visão da macroeconomia nos próximos anos. Segundo o projeto, o Produto Interno Bruto (PIB) chegará a R$ 6,1 trilhões em 2015, contra R$ 4,1 trilhões neste ano. Em 2015, o salário mínimo será de R$ 817,97, contra os atuais R$ 545. A receita primária líquida se mantém estável, na casa dos 20% do PIB, o mesmo acontecendo com o superavit primário (1,6% ao ano para o governo central).
Governo está trabalhando para levar internet banda larga a todos os municípios, diz presidenta

Conversa com a Presidenta - 20/12/2011

O governo federal está trabalhando a todo vapor para levar internet em banda larga a todos os municípios até 2014, informou a presidenta Dilma Rousseff na coluna Conversa com a Presidenta, publicada hoje (20). Segundo ela, a meta é elevar para 60% o total de casas com acesso rápido à rede mundial de computadores. Hoje, apenas 27% dos domicílios têm internet.

Com o Programa Nacional de Banda Larga e a participação da Telebras, vamos levar as conexões de internet para áreas mais afastadas, para as cidades do interior do Brasil, incluindo a Amazônia, onde as empresas de telefonia ainda não oferecem o serviço”, disse a presidenta ao agricultor Erno Walter Schmidt, de Navegantes (SC).

Ela explicou ainda que o governo já reduziu à metade o preço médio das assinaturas, que antes era de R$ 70 e agora está em R$ 35, para uma velocidade de um megabit por segundo. Além disso, a Anatel fará um novo leilão para permitir que todas as áreas rurais do Brasil contem com serviços de telefonia e conexão à internet.
Fundo inglês 3i investe R$ 100 mi no Brasil

Aporte, primeiro realizado pela gestora de private equity no país, será na provedora de TV a cabo Blue Interactive

Brasil Econômico - 20/12/2011

De olho nas oportunidades no mercado brasileiro, a gestora inglesa de private equity 3i anunciou seu primeiro investimento no Brasil. A escolhida foi a Blue Interactive Group, empresa brasileira provedora de serviços de TV a cabo e banda larga, que receberá aporte de R$ 100 milhões.

Esse montante está dentro do plano da 3i de investir em cinco empresas em 2 ou 3 anos, entre US$ 30 milhões e US$ 100 milhões, cada uma, conforme anunciou em novembro.

Hoje, as companhias anunciaram um acordo vinculante para a aquisição de participação minoritária na Blue.

Marcelo Di Lorenzo, diretor executivo e sócio da 3i Brasil, não quis revelar o percentual de participação na companhia, mas garantiu que é bem significativo.

"Posso afirmar que é entre 20% e 50% de participação", afirma.

Após avaliar mais de 200 oportunidades para investimento desde abril de 2011, a 3i encontrou na provedora de TV a cabo as características que buscava.

"A Blue foi escolhida primeiro pela qualidade de gestão e, segundo, por estar inserida em um mercado que passa por transformações importantes e que consequentemente será beneficiada", justifica o diretor executivo da 3i Brasil.

Outro quesito justificado pelo fundo britânico é a busca da Blue por oportunidades em cidades onde há demanda reprimida por serviços digitais de qualidade, o que mostra segundo o fundo inglês, estratégia clara de melhorar os negócios. "A Blue tem alto potencial de crescimento no setor", diz Di Lorenzo. Como exemplo, o executivo destacou que a TV a cabo está presente em 150 cidades brasileiras, aproximadamente, num universo de cerca de 5,5 mil municípios.

Neste sentido, "o capital tem uso bem determinado, que será destinado à construção de rede, entrada em novas cidades onde não existam companhias operando e a compra de pequenas operações", destaca Di Lorenzo.

Sobre a possibilidade de novos aportes na companhia, a 3i afirmou que no momento isso não é considerado, mas se houver necessidade será realizado.

Destino

Sobre o futuro da Blue — após o fundo se retirar do capital da empresa — o diretor-executivo da 3i Brasil ponderou que ainda é cedo para este assunto, sem revelar se o destino será a venda, fusão ou abertura de capital.

"No momento certo todas as estratégias existentes serão avaliadas, ainda é muito cedo para falar como vamos sair do investimento, tudo vai depender do momento".

O aporte da 3i na Blue é tão significativo para a companhia brasileira que permitirá um crescimento significativo no faturamento.

"Sem esse investimento, nós absolutamente continuaríamos com crescimento orgânico normal, que atinge dois dígitos, em torno de 18% e 20% a cada ano.

Então a expansão da empresa já é agressiva, mas com o aporte daremos um salto", relata Sílvia de Jesus, presidente da Blue.

A companhia espera dobrar o número de cidades em que opera até 2013, para 30. Atualmente está presente em 15, distribuídas em 9 estados, Esse crescimento permitirá, segundo a presidente da Blue, elevar o faturamento para algo em torno de R$ 200 milhões em 2013, hoje o resultado supera os R$ 100 milhões.

A companhia contará ainda com a vasta experiência de Richard Alden, que se tornará presidente do Conselho de Administração.

Ele atuou como presidente da ONO, uma das operadoras líderes da TV a cabo na Espanha.

"Alden acompanhou a empresa do zero e ajudou no crescimento expressivo da ONO. Ele passou por essa experiência em um mercado parecido e com isso vai contribuir a nível de conselho com a Blue", garante o diretor- executivo da 3i.

Quanto a atuação da gestora em outras companhias brasileiras, Di Lorenzo diz esperar que nos próximos doze meses feche com mais uma ou duas companhia.

"O Brasil tem uma macroeconomia bem estável e com potencial de crescimento bem interessante, aliado ao fato do grande número de empresas de médio porte", destaca o diretor-executivo justificando a decisão de empresas brasileiras.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MiniCom abre consulta pública para programa Cidades Digitais PDF

Projeto inicial contemplará 80 municípios

IPNews - 19/12/2011


O Ministério das Comunicações abriu nesta sexta-feira (16) consulta pública para o projeto Cidades Digitais. A proposta foi apresentada pela Secretaria de Inclusão Digital ao ministro Paulo Bernardo, que aprovou o projeto básico. A consulta pública fica aberta a contribuições até 10 de janeiro, e pode ser acessada no site consultapublica.mc.gov.br.

O projeto prevê que cada município beneficiado disponibilize internet livre e gratuita em locais públicos, como praças e rodoviárias. Para isso a cidade deve oferecer serviços de governo eletrônico, como marcação de consultas em hospitais públicos ou iniciativas da área educacional.

A ideia é que o projeto seja integrado a serviços de outros órgãos de governo. A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento trabalha no desenvolvimento de aplicativos de saúde, educação, finanças e tributação para as cidades que aderirem ao programa.

O projeto deve ser implantado inicialmente em 80 municípios, como experiência piloto. “A prefeitura precisa manifestar interesse em se tornar uma cidade digital e encaminhar um projeto ao Ministério das Comunicações”, diz a secretária de Inclusão Digital, Lygia Pupatto. “Por isso, após receber as sugestões da sociedade, vamos abrir uma chamada pública para selecionar propostas dos governos municipais.”

A seleção das cidades será feita de acordo com critérios estabelecidos no programa. Municípios das regiões Norte e Nordeste terão prioridade, assim como cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), população de até 50 mil habitantes e localidades que estiverem a até 50 quilômetros do backbone (espinha dorsal da rede de fibras ópticas) da Telebras. A expectativa é selecionar os primeiros 80 projetos de prefeituras em abril de 2012.

O MinCom deve escolher, por meio de registro de preços, empresas para fornecer material, instalar equipamentos e dar suporte técnico às prefeituras. A ideia é que as cidades tenham um anel de fibra óptica que interligue pontos de acesso governamentais a pontos de conexão públicos. A proposta de orçamento para 2012 prevê R$ 40 milhões para a infraestrutura inicial do projeto.

O Governo Federal também vai capacitar servidores municipais para lidar com as tecnologias da informação. Ao elaborar o projeto, a equipe técnica do MiniCom constatou que cerca de 70% das prefeituras brasileiras não têm funcionários treinados na área. Os governos municipais que quiserem ampliar o modelo básico do projeto Cidades Digitais poderão buscar apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Ministério das Comunicações vai estudar, também, outras possíveis parcerias que possam atuar como novas fontes de financiamentos.
Telebras prevê banda larga por R$ 17 em até dois anos

Info - 19/12/2011

São Paulo - A Telebras prevê dobrar seu anel de fibra óptica que circunda várias cidades brasileiras e fomentar a competição entre provedores e teles para criar planos de banda larga de até R$ 17 ao longo dos próximos dois anos.

Os esforços fazem parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que teve início em agosto de 2011, quando a cidade de Santo Antônio do Descoberto, um pequeno município de Goiás, estreou o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Os santo-antonienses donos de computadores, portanto, podiam a partir daquele momento ao pequeno provedor Sadnet e contratar uma conexão web de 1 Mbps por apenas R$ 35 por mês.

Antes, por uma conexão de internet com velocidade inferior, as pessoas desembolsavam mais de R$ 100 mensais. Mas por que o preço caíra tanto de uma hora para a outra? A resposta estava na nova infraestrutura de telecomunicações que chegava à cidade graças ao PNBL. Com ela, a Sadnet podia usar um link de 100 Mbps do governo, reduzir os preços dos serviços para os clientes e concorrer com as caras conexões das teles que atendem à região.

Fora Santo Antônio do Descoberto, outros quase 500 municípios (de 23 Estados brasileiros) já estão conectados à rede do PNBL, um anel de fibra ótica que tem, neste momento, cerca de 19 mil quilômetros pelo país. Nestes locais, além de pequenos provedores, operadoras como Oi, Telefonica, Algar Telecom e Sercomtel, oferecem serviços de banda larga popular, sempre abaixo dos R$ 35 acordados com o governo.

Os provedores e teles que desejam usar a infraestrutura da Telebras devem comprometer-se, em troca, a cobrar no máximo R$ 35 pela conexão. Em alguns casos, quando os Governos Estaduais aceitam abrir mão do ICMS para fomentar a banda larga em seus Estados, o valor máximo permitido cai para R$ 29,90.

Idealizado no governo Lula, o PNBL tem o objetivo de chegar a 4,5 mil cidades. Mas ele não servirá apenas para isso. A ideia do governo, com o programa, é montar uma infraestrutura de internet rápida para atender a demanda de conexões que o país terá em 2014, ano de Copa do Mundo.

Até lá, a Telebrás (a estatal foi escolhida para comandar o projeto) pretende deixar a atual infraestrutura de fibra ótica (com 19 mil quilômetros) com mais de 30 mil quilômetros. Essa rede deverá suportar órgãos públicos e mais de 30 milhões de acessos de banda larga fixos. (Hoje, o país tem 17 milhões de computadores com acesso à internet rápida).

Poucos funcionários

Para atingir tal objetivo, a Telebras terá dois anos. O presidente da empresa, Caio Bonilha, disse que a companhia cumprirá o cronograma estabelecido. “Em meados do ano que vem, estaremos com os 31 mil quilômetros de fibra instalados”, disse a INFO.

No ano que vem, 4 milhões de domicílios em 142 municípios da Região Sul também serão atendidos pelo PNBL. “Trabalhamos com força máxima no trecho São Paulo - Campinas - Porto Alegre. E estamos percorrendo todo o interior de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, disse Bonilha. “Mesmo sem data de lançamento do programa, dos 639 provedores de internet licenciados na Região Sul, mais da metade se disse interessado no programa”, disse.

A região norte também será atendida, diz Bonilha. A Telebras vai atender cerca de 2 milhões de casas de 51 cidades da região norte. Na semana passada, o Ministério das Comunicações que repassará cerca de R$ 62,5 milhões para a Telebras acelerar os projetos do PNBL nos estados do norte brasileiro.

Segundo Bonilha, a Telebras “patinou” um pouco com os projetos neste ano por causa do baixo número de funcionários disponíveis (cerca de 200). A equipe, explica Bonilha, cuida de 75 projetos pelo país inteiro, desde negociações com operadoras e provedores até a fiscalização dos projetos.

“Como o volume de trabalho é grande, a gente tenta ser o mais produtivo possível. Mas não posso negar que a carência de mais especialistas impactam nos processos de expansão do PNBL”, explicou.

Banda larga mais barata

Em 2010, quando o PNBL estava sendo estruturado, as operadoras reclamaram com o governo. Basicamente, elas consideravam que a rede – e a reativação da Telebras – pudessem prejudicar o mercado.

Essa impressão, diz Bonilha, é passado. O executivo explica que as operadoras agora colaboram com o projeto porque entenderam que a rede de fibra ótica também pode ser usada por elas. “As teles entenderam que somos neutros e que não vamos cobrar mais delas só porque são maiores e têm mais usuários”, diz.

Em um comunicado, a Oi, uma das operadoras que aderiram ao programa do governo e que já oferece pacotes do PNBL em centenas de municípios, disse que vai expandir a oferta para toda sua rede.

Bonilha crê que se o mercado comprar o projeto – e governos federais e estaduais criarem mecanismos de isenções tanto para o serviço quanto para o desenvolvimento e instalação de novas redes – o preço da banda larga no Brasil vai cair quase pela metade.

Se isso acontecer, em dois anos, a população de Santo Antônio do Descoberto pagará por uma conexão banda larga com um 1 Mbps cerca de R$ 17.
Cabo submarino vai ligar Brasil e Angola

Valor - 19/12/2011

A Telebrás e a Angola Cables anunciaram, na sexta-feira, um acordo para implementar um cabo submarino de 6 mil km ligando Fortaleza a Luanda, em Angola. O valor do projeto e o formato da sociedade entre as duas companhias não foram revelados.

Segundo comunicado da Telebrás, o acordo foi assinado pelo presidente da estatal brasileira, Caio Bonilha, e um representante da Angola Cables. A ideia é que o cabo submarino comece a operar no primeiro semestre de 2014. Está prevista para março do ano que vem a contratação da empresa responsável pela construção.

A Telebrás estima que a infraestrutura reduzirá em 80% o custo de saída de internet do Brasil e de outros países da América do Sul para a Ásia e a África. Hoje, esse tráfego tem de passar pelos Estados Unidos e pela Europa.

Em novembro, a Telebrás também firmou acordo com a Embraer para desenvolver um satélite para a União.
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sábado, 17 de dezembro de 2011

Comissão de Orçamento aprova Plano Plurianual 2012/2015

Agência Senado - 15/12/2011

Com um acréscimo de R$ 108 bilhões, a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) aprovou nesta quinta-feira (15) o relatório final do Plano Plurianual 2012/2015, em que o governo previa originalmente gastos de R$ 5,4 trilhões para os próximos quatro anos. Apresentado pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA), o relatório deve ser votado no Plenário do Congresso Nacional na noite da próxima terça-feira (20).

Com a redistribuição, confirmou o senador, foram alocados mais R$ 2 bilhões para a implantação do Programa Nacional de Banda Larga. Também haverá mais recursos para obras de ampliação e construção de portos e aeroportos; melhoria da educação básica; e expansão do ensino superior.

Walter Pinheiro explicou ainda que recusou os 258 destaques apresentados ao projeto, por considerar que alguns pleitos já estavam contemplados na proposta, que recebeu 2.213 emendas, das quais 246 receberam voto do relator pela aprovação. Outras 263 emendas foram acolhidas parcialmente.

Em relação ao aumento salarial defendido pelas carreiras do Judiciário, Walter Pinheiro explicou que o tema não é tratado no plano plurianual, mas que ele poderia tentar uma redistribuição de recursos, caso demanda nesse sentido seja apresentada até a votação da matéria pelo Congresso Nacional, no próximo dia 20.

O projeto aprovado na CMO traz as prioridades do governo Dilma Rousseff para os próximos quatro anos, focadas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Plano Brasil sem Miséria. Entre as principais ações que serão executadas entre 2012 e 2015, estão a construção de 2 milhões de casas com o Programa Minha Casa, Minha Vida, a inclusão de 495 mil domicílios rurais no Programa Luz para Todos, a construção e adequação de 14,7 mil quilômetros de rodovias e 4,5 mil de ferrovias e a expansão da internet banda larga para 40 milhões de domicílios.

O PPA também trata da macroeconomia nos próximos anos, apontando que o produto interno bruto (PIB) chegará a R$ 6,1 trilhões em 2015, contra R$ 4,1 trilhões neste ano. O salário mínimo será de R$ 817,97, contra os atuais R$ 545. A receita primária líquida se mantém estável, na casa dos 20% do PIB, o mesmo acontecendo com o superávit primário (1,6% ao ano).

O PPA é uma lei federal com validade de quatro anos. Ela estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para o período de sua vigência. O plano foi instituído pela Constituição de 1988 como uma forma de resgatar o planejamento governamental de médio prazo no país.

Apesar de conter as metas do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público da União, o PPA é elaborado pelo Ministério do Planejamento, com apoio dos demais órgãos federais.

Sua vigência vai até o primeiro ano de governo do mandatário seguinte, com forma de garantir um mínimo de continuidade das políticas públicas entre dois mandatos presidenciais diferentes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Telebras participará na construção de um cabo submarino Brasil-Angola

Telebras - 16/12/2011

A Telebras e a Empresa Angola Cables fecharam o acordo para o lançamento de um cabo óptico submarino que ligará Fortaleza à Luanda, em Angola. O cabo terá cerca de seis mil quilômetros e deverá estar lançado até o primeiro semestre de 2014. Os procedimentos para isso, no entanto, já começam a ocorrer em março do próximo ano com a contratação da empresa que o construirá.

A parceria entre a Telebras e a Angola Cables foi formalizada nesta quinta-feira (15.12) entre o presidente da Telebras, Caio Bonilha, e o representante da Angola Cables, António Nunes. Na ocasião foi assinado um acordo que oficializa o interesse de ambas as empresas em atuar conjuntamente para o lançamento do cabo submarino que ligará o Brasil ao continente africano.

A previsão da Telebras é de uma melhoria da performance e uma redução de cerca de 80% dos custos de saída de internet do Brasil e dos demais países da América do Sul para a Ásia e a África. Com a iniciativa, o tráfego destinado a esses continentes não terá mais que passar, obrigatoriamente, pela Europa e pelos Estados Unidos como ocorre hoje.

4G: demorou, mas chegou

Alvo de impasse entre operadoras telefônicas, fabricantes e governo, a nova rede de banda larga estreará no Brasil pelas mãos da Sky.

IstoÉ Dinheiro - 16/12/2011

O executivo Luiz Eduardo Baptista, presidente da operadora de tevê via satélite Sky no Brasil, é conhecido no setor de telecomunicações pelos comentários ácidos e por não fugir de um bom debate. Foi assim ao longo dos anos de discussão sobre a abertura do setor de tevê paga para as empresas de telefonia. Baptista, um dos mais ferrenhos opositores da ideia, temia que o mercado de televisão por assinatura fosse engolido pelas companhias telefônicas, que são muito maiores. Essa batalha ele perdeu: a lei que abre o setor para as operadoras de telefonia foi aprovada em agosto. Agora, no entanto, o executivo vai ao contra-ataque. E mais uma vez disposto a fazer barulho. Em parceria com a fabricante de celulares Nokia, a Sky lançou na semana passada seu serviço de banda larga 4G, uma tecnologia que fornece uma velocidade de acesso à web até oito vezes maior que a disponível pelo sistema anterior 3G. Além de ser a primeira rede do gênero do Brasil, a investida marca o ingresso da Sky no mercado de banda larga, um serviço tradicionalmente dominado pelas rivais das telecomunicações.

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Luiz Eduardo Baptista, da Sky: "Se tivermos sucesso em Brasília, poderemos competir com os tubarões da telefonia"

O início da rede de quarta geração no Brasil estava sendo retardado porque as operadoras de telefonia não querem investir nessa tecnologia agora, sob o argumento de que precisam de mais tempo para obter o retorno dos investimentos feitos na ampliação da infraestrutura de 3G. É uma posição oposta à dos fabricantes de celulares e do governo federal, que veem no recurso uma chance de evitar um caos do tráfego de dados na Copa do Mundo de 2014. “Já começamos andando de carro zero, enquanto os demais ainda estão no carro velho”, diz Baptista. A Sky estreia nesse mercado ofertando apenas banda larga fixa sem fio (wi-fi) para parte do Distrito Federal. A ideia da empresa é beneficiar-se da explosão do uso das conexões de banda larga, que registrou 53,9 milhões de acessos, entre outubro de 2010 e outubro deste ano, um crescimento de 68,4%.

Além de representar uma novidade no segmento de internet, a estratégia da Sky contou com um empurrão do governo, que apoiou diretamente a viabilização do serviço e enxerga nele uma maneira de forçar as operadoras de telefonia a investir no 4G. “Vendemos uma capacidade de conexão de 100 mega da nossa rede para a Sky”, diz Caio Bonilha, presidente da Telebras, estatal reativada para encabeçar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). “Acredito que será um grande sucesso.” Ao estimular a chegada do 4G, o governo federal dá um passo importante em seu projeto de levar a nova tecnologia às cinco cidades-sede da Copa das Confederações em 2013 e às 12 sedes da Copa de 2014 no Brasil. A presidenta Dilma Rousseff determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) faça leilão para licitar o 4G para celulares até o fim de abril do próximo ano.
Segundo Maximiliano Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, o edital deve sair em janeiro. “Depois da Sky, todo mundo vai querer entrar”, diz Martinhão. “2012 será o ano do 4G e o da tevê por assinatura no Brasil.” Embora as atenções do mercado de telecomunicações estejam voltadas à cobertura 4G para celulares, algo que deverá acontecer apenas em 2013, a Sky ainda não decidiu se vai entrar nessa área. O governo, no entanto, deseja a participação da empresa no leilão programado para abril, conforme já declarou o próprio presidente da agência, João Rezende. A intenção de Baptista, o chefão da Sky, é primeiro testar o potencial de demanda da tecnologia em rede fixa para, quem sabe depois, apostar na telefonia móvel. Por isso, resolveu lançar o serviço em Brasília e nas cidades-satélites de Águas Claras e Sobradinho, onde investiu inicialmente R$ 20 milhões para a infraestrutura de rede.
Até fevereiro do ano que vem, a meta é cobrir todo o Distrito Federal. Se o retorno for bom, a empresa pretende expandir a cobertura para outras 11 cidades, entre elas Goiânia, Belo Horizonte e Belém, onde a Sky tem licença da Anatel para operar na faixa de 2,5 gigahertz. Essa frequência, ociosa até o ano passado, foi liberada pela agência para ativar as primeiras conexões 4G no Brasil. “Se tivermos muito sucesso na capital federal, poderemos competir com os tubarões”, diz Baptista. “Hoje somos uma sardinha.” A Sky contará com a parceria da Nokia Siemens, que desenvolveu a tecnologia de equipamentos para ativar o 4G. “Essa ainda é uma tecnologia emergente no mundo”, afirma Eduardo Araújo, diretor da Nokia. “Mas, pela sua qualidade, devemos expandi-la rapidamente no País.”
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Telebrás terá verba para instalar rede no Norte

Valor Econômico - 15/12/2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou ontem o repasse de R$ 62,5 milhões para a Telebrás investir nos próximos três anos em oferta de rede para serviço de banda larga na região Norte. Essa foi uma reivindicação dos parlamentares da região, que exigiram a antecipação das metas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que atenderia essas localidades a partir de 2014.

Em 2012, o sinal de internet será oferecido a provedores de acesso de Porto Velho, Rio Branco, Belém, Manaus e Macapá. Até o fim do próximo ano, a Telebrás atenderá 51 cidades. No ano seguinte, 36 municípios receberão o sinal e, em 2014, serão 127 cidades.

Os recursos passados à Telebrás, segundo Bernardo, correspondem ao montante do orçamento não utilizado pelo Ministério das Comunicações este ano. "Estamos remanejando. Na prática, pegamos a "rapa do tacho" do nosso orçamento e passamos para a Telebrás", afirmou o ministro. Ao todo, serão 214 cidades contempladas.

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, informou que ações da companhia na região Norte envolvem acordos comerciais para uso de fibras ópticas de linhas de transmissão de energia elétrica da Eletronorte, gasodutos de empresas petrolíferas e troca (swap) de pares de fibras com concessionárias de telefonia, mas isso ainda depende de negociações.
Privatização das teles na mira de Humberto

Tomando como base o livro A privataria tucana, senador prega a reabertura das investigações das privatizações nas telecomunicações. Bruno Araújo diz aceitar o debate

JC Online - 15/12/2011

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou guerra ao PSDB, ontem, ao propor a reabertura das investigações do processo de privatização das estatais do setor de telecomunicações, realizada durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O senador petista tomou como base para a proposta cópias de documentos oficiais contidas no recém-lançado livro A privataria tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que reaviva as suspeitas de fraudes contra o patrimônio público durante a venda das teles.

A defesa da reabertura do caso foi feita por Humberto Costa em discurso no plenário do Senado. Ele sugeriu que os órgãos de investigação – Ministério público Federal, Polícia Federal e Receita Federal – desarquivem os dados de que dispõem e retomem a apuração. "Os documentos são contundentes e mostram como essas pessoas conseguiram lavar bilhões de dólares em operações engenhosas e interná-los novamente no Brasil, em negócios de aparência legal", afirmou. Segundo o líder petista, as 112 páginas de documentos contidas no livro não deixam dúvidas quanto à participação de dirigentes tucanos e familiares do ex-governador de São Paulo e ex-presidenciável José Serra (PSDB) em "negócios escusos", com dinheiro desviado da venda das estatais de telefonia nos anos 90 pelo governo FHC.

"Os documentos falam por si ao tornar público o esquema de lavagem de dinheiro com a participação de líderes do PSDB e pessoas próximas de Serra", acusou Humberto, assegurando que muitos dos crimes descritos no livro não prescreveram. "O PSDB precisa entrar nesse debate, em benefício da sociedade. Aguardo a oportunidade de debater com os colegas do PSDB as denúncias contidas no livro. Será benéfico para a sociedade, além de provocar o Congresso Nacional para uma discussão mais profunda sobre a necessidade de uma legislação eficaz contra a lavagem de dinheiro no País", disse.

REAÇÃO TUCANA

Recém-nomeado líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados, o tucano Bruno Araújo aceitou o desafio do conterrâneo petista, e já entrou no debate reagindo com dureza à iniciativa. Ele afirmou "estranhar" que Humberto só tenha tocado no assunto das privatizações 15 anos depois de elas terem ocorrido. "E num momento em que o governo Dilma sangra com as sucessivas demissões de ministros acusados ou suspeitos de corrupção, e tenta assumir um discurso de faxina de uma sujeira feita pelo próprio PT", disparou.

Araújo levantou suspeitas sobre a idoneidade do autor do livro A privataria tucana, Amaury Ribeiro Jr., "cuja reputação não é muito boa entre os próprios colegas". De qualquer forma, disse não temer investigações do processo de venda das teles. "Estaremos prontos para defender o governo FHC e suas ações, tanto na Câmara como no Senado", concluiu.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Governo repassa verba para Telebras acelerar banda larga na região Norte

Ministério das Comunicações diz que vai repassar mais R$ 62,5 milhões.
Ideia é usar infraestrutura da rede de energia da Eletronorte, informou.

G1 - 14/12/2011


O Ministério das Comunicações informou nesta quarta-feira (14) que vai repassar R$ 62,5 milhões para que a Telebras possa realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações na região Norte do país. Com isso, a disponibilidade de recursos para investimentos da estatal passará para R$ 113 milhões.

Com estes recursos, a Telebras vai estender sua rede para atender a demanda da região Norte, no trecho entre os municípios de Santarém e Jurupari, no estado do Pará, e entre as capitais de Macapá (AM) e Manaus (AM), complementando o chamado "anel norte", informou o governo.

O plano inicial do governo era começar a trabalhar com o sistema de telecomunicações da região Norte somente em 2014. Entretanto, o governo informou que a ideia, já anunciada anteriormente, é de concluir a conexão das cidades desta região até 2014 - antecipando, assim, o cronograma.

De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, essa antecipação de recursos "não vai deixar tudo resolvido". "Mas com certeza vai ampliar a capacidade de infraestrutura e a oferta de serviços. A região, de fato, está muito desassistida", disse ele.

"Levando em consideração que não existe sistema de telecomunicações disponível nos trajetos, a ideia é usar a infraestrutura da rede de energia elétrica da Eletronorte já existente e acomodar o cabo de fibra ótica da Telebras", informou o Ministério das Comunicações.

Segundo o governo, o projeto contempla o lançamento de 2.800 quilômetros de fibra ótica, a construção de 20 pontos de presença e a instalação de "diversos" equipamentos. O plano já está preparado, ainda de acordo com o Ministério das Comunicações, para atender à demanda da Copa do Mundo de 2014, lembrando que Manaus será uma das sedes do evento.

Com os novos investimentos, a Telebras informou que o programa nacional de banda larga (PNBL) do governo poderá chegar a 3,6 milhões de domicílios em 214 municípios da região Norte e Centro-Oeste do país até 2014 por meio da rede de comunicações da empresa.

"A ideia é beneficiar 14,6 milhões de habitantes com acesso à internet de baixo custo e alta velocidade. Ainda em 2012, o sinal da internet já estará disponível para provedores de Belém, Cuiabá, Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Macapá", acrescentou a Telebras.

A previsão da empresa estatal é de atender, no ano que vem, 19 municípios do Pará, 13 do Mato Grosso, 12 de Rondônia, dois de Roraima, três do Amazonas e dois do Acre. Em 2013, a expectativa é de chegar a 24 municípios do Pará, 10 de Rondônia, 1 do Acre e 1 do Tocantins. Já em 2014, a rede da Telebras deverá atingir outras 69 cidades do Pará, 27 de Rondônia, 5 do Acre, 6 do Amapá, 15 do Amazonas e 5 do Tocantins.


Telebras terá R$ 62 milhões para acelerar PNBL na região Norte

Convergência Digital :: 14/12/2011


Pressionado por parlamentares da Região Norte, o Ministério das Comunicações anunciou nesta quarta-feira, 14/12, que vai repassar R$ 61,7 milhões à Telebras para que sejam antecipados investimentos em infraestrutura na Amazônia de forma que pelo menos seis estados já possam contar com o Plano Nacional de Banda Larga ainda em 2012.

“Reconhecemos a necessidade de medidas adicionais em telefonia e Internet na Região Norte e estamos transferindo para a Telebras o que conseguimos economizar este ano”, disse o ministro Paulo Bernardo em reunião com deputados e senadores da região.

O dinheiro será utilizado na instalação de equipamentos nas fibras cedidas pela Eletronorte – um novo pregão para a compra de contêineires já está em andamento – e a construção de 64 Pontos de Presença (POPs), além de implantação de fibras próprias para conectar o backbone do setor elétrico às principais cidades.

A previsão da Telebras é que os investimentos na Amazônia cheguem a R$ 62,5 milhões nos próximos três anos. Mas a empresa aproveitou a reunião com parlamentares para pedir ajuda junto às prefeituras de forma que sejam viabilizados terrenos para instalação dos PoPs.

Paralelamente, a Telebras está concluindo uma negociação com a Petrobras para utilização de fibras associadas ao gasoduto Urucu-Manaus e acerta com Embratel e Oi o compartilhamento de redes em alguns trechos – pelo menos até que seja concluído o linhão de Tucuruí, o que está previsto para 2013.

“A orientação que temos é de instalarmos backhaul de fibra óptica nas cidades com mais de 50 mil habitantes. Além disso, os acordos preveem divisão dos custos de manutenção, o que é muito importante e caro na região”, explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Segundo a estatal, 19 municípios no Pará, 13 no Mato Grosso, 12 em Rondônia, dois em Roraima, três no Amazonas e dois no Acre – incluindo as respectivas capitais – já contarão com conexões nos moldes do PNBL a partir do próximo ano, o que, em tese, beneficia diretamente quase 15 milhões de habitantes.

Adicionalmente, a Telebras vai buscar um acordo com a colombiana Internexa, que fornece rede para a CanTV (a emissora estatal da Venezuela), com vistas a uma saída IP internacional a partir de Roraima. Estratégia semelhante pode ser adotada a partir do Amapá em direção à Guiana Francesa.
PNBL: Câmara quer volta de fórum e aprova uso do Fust

Notícias Terra - 14/12/2011

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou nesta quarta-feira (14) o relatório preliminar da Subcomissão Especial destinada a acompanhar as ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) segundo informações da Agência de Notícias da Câmara. O documento, formulado pelo deputado Newton Lima (PT-SP), recomenda ao governo a reativação do Fórum Brasil Conectado - instância de diálogo com a sociedade civil sobre o programa; a aprovação do Projeto de Lei 1481/07, que permite que recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) sejam utilizados para a massificação da banda larga; e a promoção, pelos estados, da desoneração fiscal do serviço. A subcomissão, que funciona desde outubro, prosseguirá com os trabalhos no ano que vem.

Segundo o relatório, o programa, lançado em 2010, já produziu resultados significativos, como a oferta do serviço de banda larga popular (1 Mbps a R$ 35) em 544 municípios do País neste ano. Conforme compromisso firmado com as concessionárias de telefonia fixa, o serviço a este preço será ofertado em todos os municípios do Brasil até 2014. De acordo com o Ministério das Comunicações, a expectativa é que o serviço chegue a 35 mil domicílios.

Conforme o deputado Newton Lima, porém, uma avaliação definitiva sobre a implementação do PNBL só será possível com a resposta do governo aos questionamentos da comissão. Uma das medidas aprovadas foi o envio de um requerimento de informações ao Poder Executivo, esclarecendo, por exemplo, a governança do programa. Lima quer saber, por exemplo, se as concessionárias estão cumprindo o cronograma acordado; se existem indicadores para avaliar a evolução na execução do programa; e qual será o papel da empresa pública Telebrás na execução do PNBL.

Além disso, a comissão pedirá informações sobre a infraestrutura necessária para a consecução dos objetivos do PNBL - entre outras coisas, se será utilizado o acesso por linha discada. Requererá informações também sobre medidas regulatórias em andamento ou em estudo, por exemplo, para aumentar o acesso na região Norte, em áreas rurais e pequenas localidades, e para transformar a banda larga em serviço prestado em regime público, com metas de universalização e continuidade.

Sociedade civil
Outra medida aprovada foi o envio de Indicação ao Poder Executivo recomendando a reativação do Fórum Brasil Conectado. "Ficou evidente a demanda pela ampliação dos canais de diálogo entre o Poder Público e a sociedade brasileira para discussão do plano de banda larga, papel que até o final de 2010 era desempenhado com inegável sucesso pelo Fórum Brasil Conectado", disse o relatório.

O Fórum, que reúne representantes de cerca de 60 instituições do governo, da sociedade civil e de empresas, não se reúne desde novembro de 2010. "Por isto, a sociedade brasileira deixou de contar com um canal institucionalizado para propor, junto ao governo federal, o aperfeiçoamento das ações e a inclusão de novas metas ao PNBL", afirma o deputado Newton Lima.

Uso do Fust
O relatório também prevê encaminhamento de ofício da Presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia ao presidente da Câmara dos Deputados, às lideranças partidárias na Câmara e aos ministérios da área econômica solicitando a priorização do Projeto de Lei do Fust (PL 1481/07) na agenda política da Casa. O projeto aguarda deliberação do Plenário. Com a aprovação da proposta, os recursos do fundo poderão ser utilizados para a ampliação do acesso à banda larga. Pela legislação atual, o Fust só pode ser utilizado para universalizar o serviço de telefonia fixa mas, na prática, os recursos vêm sendo contingenciados pelo governo. O fundo arrecada em média R$ 850 milhões por ano.

O relator da subcomissão afirmou que os recursos do Fust podem ser utilizados para disseminar a banda larga em localidades onde não há interesse da iniciativa privada em ofertar o serviço e para ampliar o acesso ao serviço pela rede pública de educação.

Desoneração fiscal
O relatório também determina o encaminhamento de ofício da Presidência da Comissão aos governadores dos estados recomendando que promovam desoneração fiscal sobre o serviço de banda larga. Segundo o documento, a isenção de ICMS sobre o serviço pode baixar em pelo menos R$ 5 o preço da mensalidade da banda larga, aumentando a expectativa de atendimento de 35 milhões para cerca de 40 milhões de domicílios.

De acordo com o relatório, até o momento, Acre, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe já foram autorizados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a conceder isenção de ICMS sobre o serviço de banda larga popular. "Entretanto, nem todos esses estados implementaram efetivamente o benefício", explica o relator.

2012
Newton Lima prevê, para os trabalhos da subcomissão no próximo ano, a realização de audiências públicas sobre as políticas públicas de incentivo à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias nacionais no âmbito do PNBL; as regulamentações de grande impacto sobre o programa que se encontram em discussão pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); e a disseminação da banda larga móvel; a revisão da norma do Ministério das Comunicações que regulamenta o serviço de provimento de acesso à internet (Norma MC 04/95). O colegiado também quer avaliar as experiências internacionais de massificação da banda larga, como as da Austrália e dos Estados Unidos. Além disso, o relator quer acompanhar o trabalho da comissão especial da Câmara que analisará o marco civil da internet (PL 2126/11).

O relatório aprovado pela comissão será encaminhado aos ministérios das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação; à Casa Civil da Presidência da República; e às Presidências da Câmara e da Anatel.
3G Brasil: Competição acontece em apenas 2% dos municípios do país

Convergência Digital - 14/12/2011

A oferta do serviço 3G no Brasil está extremamente concentrada nas áreas de maior poder econômico - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre - e ainda assim apenas nas áreas urbanas, as regiões metropolitanas sofrem ainda com baixa cobertura. Nas localidades menores, o serviço - onde existe - é ofertado por apenas uma única operadora, sem qualquer disputa pela preferência do assinante.

A constatação é feita no estudo Huawei/Teleco sobre banda larga móvel no Brasil, divulgado nesta terça-feira, 12/12, na capital paulista. Para se ter uma ideia, 3.769 municípios não têm o serviço, o que significa uma população de mais de 40 milhões de brasileiros sem oportunidade de usar a tecnologia móvel.

Além disso, 1.243 localidades são atendidas por apenas uma operadora - numa prova que não existe disputa entre as prestadoras. A competição efetiva entre as quatro prestadoras em atividade - a Nextel só tem entrada prevista no mercado no segundo semestre de 2012 - em 2% dos municípios, ou seja, nas principais capitais do país.

O levantamento também mostra que a universalização está bem distante do consumidor brasileiro. No terceiro trimestre, a densidade de banda larga móvel atingiu 17,7 acessos por grupo de 100 habitantes, enquanto a densidade de banda larga fixa ficou em 8,2 acessos para 100 habitantes. A cobertura 3G das teles ainda está muito desiquilibrada. A Vivo está presente em 1550 localidades e está disparada na frente das concorrentes.

Na segunda posição, revela o estudo, desponta a Claro que chega a 494 municípios. A TIM vem em seguida com 281 localidades e, por fim, a Oi, presente em 213 municípios. A banda larga móvel via modem foi relegada a um segundo plano - mesmo onde ela poderia despontar como uma alternativa à ausência de redes fixas.

Tanto que, de acordo com o Teleco, os acessos móveis à Internet acontecem via celular, mas a presença dos smartphones no Brasil ainda é pequena - representarão apenas 15% da base até dezembro. No acumulado de 2011, a banda larga móvel cresceu 67,5% no Brasil e deve fechar o ano com 38,1 milhões de acessos, contabilizando aparelhos celulares, modems e aparelhos para leitura de cartão de crédito, entre outros.
SKY lança oferta de 4G com rede fornecida pela Telebras

Telebras - 14/12/2011

Brasília será a primeira cidade atendida no país pelo serviço de Internet móvel de 4ª Geração (4G). Lançado nesta terça-feira (13/12) pela operadora de TV por assinatura SKY, a tecnologia utiliza a rede de fibras ópticas da Telebras e já está disponível em cinco localidades da capital federal (Asas Sul e Norte, Lago Sul e Lago Norte, Sobradinho e Águas Claras). A previsão é que a partir de 2012 estenda a cobertura para outras cidades em que a SKY possui licença para operar serviços de comunicação de dados (SCM).

Segundo o presidente da operadora, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, a rede de quarta geração da SKY é o que há de mais moderno em tecnologia sem fio. Ele explica que a conexão ocorre por meio de um modem 4G, um pequeno aparelho sem fio que capta o sinal da Internet e o redistribui, permitindo que o usuário baixe filmes, músicas e jogos com uma conexão estável e para todos os aparelhos da residência como notebooks, PCs, tablets e celulares. O serviço utiliza a tecnologia LTE, fornecida pela Nokia Siemens.

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, parabenizou a SKY pela iniciativa e disse estar orgulhoso em participar desta parceria. De acordo com a SKY, haverá duas opções de velocidades – 2MB e 4MB – e o produto poderá ser adquirido por qualquer usuário, independentemente de ser cliente ou não dos serviços de TV por assinatura oferecidos pela operadora.
Embraer contrata Jackie Chan e adota postura mais agressiva

Mesmo com a crise, empresa vai aumentar os investimentos em 2012 para se manter líder.
A Embraer prepara uma estratégia de kung fu para enfrentar o ano de 2012.

Brasil Econômico - 14/12/2011

Seguindo as lições de seu mais novo garoto-propaganda, o ator Jackie Chan, a companhia brasileira vai intensificar os investimentos para o próximo ano em função das previsões de recessão na economia mundial em função da turbulência europeia.

O presidente da empresa, Frederico Fleury Curado, disse que em 2012 a Embraer vai investir um pouco mais que os US$ 450 milhões aplicados na companhia este ano. “A crise europeia se transformou em uma crise política, é muito mais que econômica. E para enfrentar essa situação, já que a Embraer é uma empresa mundial e tem seus clientes em todas as partes do mundo, temos que investir cada vez mais”, disse o executivo.

Segundo ele, os planos de investimentos não podem ser modificados pois, o futuro ainda é incerto e se abortar os investimentos e a situação mudar, por algum motivo, é muito difícil retomar o ritmo. “O nosso maior esforço no ano que vem será o novo jato comercial que sai a definição de motor e projeto em 2012. É um desenvolvimento que demanda investimento substancial e um esforço de nossa equipe de engenharia”, afirmou Curado.

O novo avião da Embraer é um projeto que se arrasta por pelo menos três anos.

Havia a expectativa da companhia entrar em um novo segmento, o de jatos maiores, e assim concorrer com os gigantes Airbus e Boeing. Mas, agora, a rota mudou e a Embraer vai reformular a família de aeronaves comerciais, do EJ170 a EJ195. “Foi uma decisão conjunta com os clientes e percebemos que seremos mais competitivos em jatos de até 120 lugares. E mantermos, assim, a posição de liderança no segmento. Ao longo do ano que vem divulgaremos todo o cronograma de desenvolvimento do novo jato”, afirmou o executivo.

O primeiro a ser definido é o tipo de motor que equipará a nova aeronave.

A Embraer negocia com a General Eletric (GE), RollsRoyce e a Pratt & Whitney para o fornecimento das turbinas. “O projeto de um avião só pode ser iniciado depois que definirmos qual a turbina que vai equipa-lo, pois, ai desenvolvemos as asas e todo o corpo da aeronave. Ele deverá entrar em operação em 2018”, explicou.

Para o ano que vem também, Curado deve iniciar as obras para transformar a fábrica do jato comercial EJ145 na China em uma unidade de montagem do avião executivo Legacy. Segundo o executivo, as negociações com o governo chinês estão adiantadas e no primeiro trimestre já estarão definidas. “Depois disso, em até 18 meses começamos a operar. E a expectativa é que já tenhamos encomendas para aquela fábrica. É um mercado com um potencial enorme”, afirmou Curado.

Estudos da Embraer indicam que a demanda por jatos executivos na China chegará a 950 aeronaves por ano em 2020. “Queremos participar desse mercado”, ressaltou.

Se para o próximo ano, a Embraer tem planos mais agressivos, neste ano, a companhia cumpriu as previsões realizadas no início dos serviços.

Segundo Curado, a receita este ano deverá atingir R$ 5,8 bilhões, um aumento de5%em relação ao faturamento de 2010. “Conseguimos manter nossas estimativas e entregar 800 jatos comerciais e temos em carteira ainda 200 aeronaves. Ou seja, conseguimos vender mais que entregamos. Nos anos anteriores estávamos consumindo back log (pedidos em carteira)”, disse Curado, que ressaltou que a proximidade com empresas de leasing proporcionou essa mudança na operação da empresa.

Defesa está mais presente no radar da companhia

Área vai representar 15% do faturamento total da empresa previsto para este ano.
O ano de 2012 marcou uma postura mais agressiva da Embraer na área de Defesa.

Se antes a companhia era lembrada pelas aeronaves militares, agora, ela já está em sistemas de segurança.

Ela comprou a Orbisat, a Atech e fez uma joint venture com uma companhia israelense Elbit, para a produção de veículos aéreos não tripulados. “Estamos em negociação com a Telebras para a criação de uma empresa de produção de satélites. Os dois conselhos de administração já aprovaram a criação da companhia e aguardamos a definição de como será a estrutura para darmos início as operações”, disse Frederico Curado, presidente da Embraer.

Segundo ele, a área de Defesa é a que mais cresce dentro da empresa e este ano deverá representar 15% da receita total da Embraer. “Vamos chegar a R$ 850 milhões este ano. Antes não passava de 10% do faturamento.”
Sky anuncia no Distrito Federal 1º serviço de banda larga 4G

Operadora começa a oferecer serviço em Brasília, enquanto outras empresas buscam adiar o leilão da tecnologia

O Estado de S.Paulo - 14/12/2011

Enquanto grande companhias de telecomunicações, como a Oi e a TIM, travam uma queda de braço com o governo pelo adiamento do leilão de telefonia e banda larga de quarta geração, a Sky lançou ontem na capital federal o primeiro pacote comercial de internet dessa nova tecnologia da América Latina.

Embora ainda não tenha sido licitada para as teles em todo o Brasil, a Sky pode começar a atuar em Brasília porque há três anos a empresa já possui licença para operar na faixa de 2,5 gigahertz (GHz) por ter comprado a companhia Mais TV, que utilizava o espectro para transmissão de televisão via micro-ondas. Além da capital federal, a Sky tem licença nessa faixa em outras 44 cidades incluindo as capitais Goiânia, Belo Horizonte, Vitória e Porto Velho.

Segundo o presidente da companhia, Luiz Eduardo Baptista, a expansão do serviço para essas cidades e a entrada da Sky no leilão de abril dependerão do sucesso comercial da primeira oferta. "Se fizermos sucesso em Brasília, poderemos disputar com os tubarões, mas por enquanto nos consideramos sardinhas", brincou o executivo.

Presente no evento de lançamento do serviço, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou esperar que a Sky adquira novas licenças de exploração da faixa de 2,5 GHz.

"A agência vê o serviço da Sky como um coroamento dessa discussão sobre banda larga. Muito se debateu se Brasil teria ou não condições e escala para o 4G, então é ótimo ver uma operadora apostando no 2,5 GHz", disse Rezende em claro recado às empresas de telefonia.

Embora a tecnologia 4G tenha potencial para transmitir dados a uma velocidade de até 100 megabits (Mbps), os pacotes ofertados pela Sky em Brasília serão de 2 Mbps e 4 Mbps, por R$ 79,90 e R$ 99,90, respectivamente. Além disso, o serviço por enquanto funcionará apenas na modalidade fixa via wireless. A plataforma instalada pela empresa na cidade até permite a oferta de internet móvel, mas esse serviço não será operado pela Sky no momento.

Para o diretor da Nokia para a América Latina, Eduardo Araújo, o modelo implantado pela Sky em parceria com a companhia finlandesa garantirá não apenas a qualidade da banda larga, como também a estabilidade da transmissão dos dados. "Estamos convencidos de que a tecnologia vai oferecer não só melhor satisfação, como também ganhos de produtividade", disse o executivo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sky lança 4G fixa em Brasília e não descarta ir ao leilão da móvel

Os preços da banda larga são mais altos que os da concorrência, mas empresa afirma que entrega o que vende

Tele.Síntese - 13/12/2011

A Sky, operadora de TV por assinatura via satélite, DTH, lançou hoje em Brasília o seu serviço de banda larga fixa, baseada na tecnologia TD-LTE, a quarta geração. Ela lança o serviço com base na licença de SCM e na frequência de 2,5 GHz adquirida com a compra da TV Filme, operadora de MMDS. Com equipamento da Nokia Siemens, esta é a primeira operação comercial da América Latina na tecnologia TDD (Time Division Duplex), ou seja, o up link e o downlink ocorrem na mesma frequência.

Segundo o presidente da operadora, Luiz Eduardo Baptista, esta experiência piloto em Brasília poderá se expandir para as demais cidades onde a operadora tem este tipo de licença. E afirmou que se as vendas na capital federal tiverem muito sucesso, poderá se interessar em disputar o leilão da faixa de 2,5 GHz que será realizado pela Anatel em abril do próximo ano, e que tem uma banda de 10 MHz destinada à tecnologia TDD. A operadora tem licença de SCM também nas cidades de Belém, Goiânia, Campinas, Vitória, Bauru, Franca, Uberaba e Caruaru.

A nova tecnologia, explica Eduardo Araujo, diretor da Nokia Siemens Network para a América Latina, é amplamente usada pela China Telecom e a fabricante está participando de pelo menos outros 15 trials no mundo. Ele nega que a tecnologia nesta faixa alta tenha problemas com a recepção indoor, lembrando que ela tem oito vezes mais capacidade que a terceira geração do celular e latência quatro vezes menor.

Preços
Os preços estão maiores do que os das concorrentes NET ou GVT na praça de Brasília, mas segundo Baptista, a empresa pretende entregar o que vende. "É difícil entregar 100%, mas com a robustez e a solução tecnológica estou confiante que vamos conseguir entregar próximo ao anunciado", afirmou o executivo. A pesquisa realizada pela empresa, assinalou ele, mostrou que o consumidor está mais interessado em acesso e estabilidade do que no preço baixo.

Serão vendidos cinco pacotes combos e dois planos somente com a banda larga. Nos combos que unem TV paga e banda larga de 2 Mbps estão o Sky Fit, ao preço de R$ 129,80; Sky Light, por R$ 149,80 e Sky Futebol por R$ 189,80. Nos pacotes de 4 MB há o HBO Max por R$ 214,70 e o Top por R$ 379,70.

A banda larga de 2 Mb sairá por R$ 79,90 e a de 4 MB por R$ 99,90.
Empresas de energia elétrica investem em fibra óptica

Concessionárias, como a CPFL e a Cemig, criam empresas específica para diversificar seus negócios aumentar receitas

O Estado de S.Paulo - 11/12/2011


As concessionárias de energia estão voltando as atenções para a criação de empresas de fibra óptica para incrementar o caixa e diversificar seus negócios. A CPFL, por exemplo, que, além de São Paulo, atua também em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, quer lançar uma unidade com esse foco até 2014. A mineira Cemig, que já está nesse ramo há algum tempo, vai ampliar a cobertura de sua rede de infraestrutura para 14 Estados.

A corrida das elétricas por infraestrutura de telecomunicações tem história. A AES Eletropaulo recebeu R$ 1,6 bilhão com a venda da sua empresa de fibra ótica, a Atimus, para a TIM, em agosto deste ano. A operação despertou o apetite das concessionárias de energia para esse tipo de negócio e intensificou o assédio das empresas de telecomunicações sobre as elétricas.

A CPFL e a Cemig têm recebido as mais diversas propostas das operadoras, que vão desde parcerias para os investimentos de criação ou ampliação dessas empresas ou até mesmo a iniciativa de fazer os aportes sozinhas, dando o "direito" às elétricas de usar essa rede para o que elas precisarem, como o monitoramento das linhas de transmissão.

A dúvida das concessionárias, segundo fontes do setor, é qual a modalidade seria mais lucrativa, já que boa parte das atividades fora do negócio de energia é capturada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para deixar a conta de luz mais barata.

A CPFL avalia a construção de uma rede de fibra óptica de 1,5 mil quilômetros, usando a estrutura das linhas de transmissão da companhia. A previsão de investimentos gira em torno de R$ 100 milhões. O uso dessa estrutura, "em princípio", será limitado ao consumo da própria empresa, segundo Ricardo Bombassaro, diretor de Engenharia e Gestão de Ativos da CPFL. "A ideia seria fazer já em 2012, 2013. Estamos fechando o plano, que será levado para o Conselho de Administração da empresa."

Ainda estão na mesa de negociação, segundo o executivo, os modelos para investimentos em fibra óptica: capital só da CPFL ou parceria com operadoras de telecom. "Nosso objetivo é o negócio da nossa própria empresa. Se tiver parceria com alguma operadora de telecom, ótimo."

Minas
A aquisição de transmissoras, como a espanhola Abengoa, em junho, incrementará cerca de 8 mil quilômetros de redes de fibra óptica de longa distância em 14 Estados da Cemig Telecom, o que quase triplicará a infraestrutura atual, de cerca de 3,5 mil quilômetros, dos quais 80% representam ativos da concessão. Na rede local, ou seja, na estrutura que chega à casa do consumidor final, a Cemig Telecom detém outros 4 mil quilômetros de fibra, que são 100% da subsidiária de telefonia, segundo Sérgio Belisário, diretor técnico da Cemig Telecom.

Em 12 anos a Cemig Telecom ampliou sua cobertura de 17 para 70 municípios mineiros. Em 2010, teve lucro de R$ 28,3 milhões e investiu R$ 42,3 milhões. Este ano, os aportes para a companhia devem somar R$ 50 milhões. "A expectativa é que nossa receita chegue a R$ 150 milhões este ano, o que representa um crescimento de 13%. Sempre tem empresa de telecomunicações batendo à porta, em busca de parcerias e participação no capital", disse Belisário. O executivo ponderou, contudo, que esse tipo de negócio só pode ser feito mediante uma oferta pública.

Nos próximos anos, a demanda por dados das empresas de energia só vai aumentar. Belisário chama a atenção para as redes inteligentes, as smart grid, que permitirão às concessionárias não só fazer a medição remota do consumo e controlar furto de energia, mas também ter acesso a informações valiosas dos consumidores.

Ele explica que a distribuidora saberá se o consumidor tem uma máquina lava-louças, por exemplo, o que pode ensejar mensagens dirigidas, como ofertas de sabão para o equipamento. "Se você vê que a energia é secundária e o cliente é que é o negócio maior, não vai deixar esse trunfo só nas mãos das operadoras."