sábado, 6 de novembro de 2010

PNBL - um silêncio não tão estranho

Insight - Laboratório de Ideias - 06/11/2010

Em um discurso realizado em 22/01/2010, durante a inauguração da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a então ministra Dilma Rousseff disse que a recuperação da rede de fibra ótica da Eletronet pelo governo federal era um “patrimônio tão importante como o pré-sal”, que poderia "tornar o Estado mais ágil” por meio da digitalização de serviços públicos, além de garantir o acesso à internet a todos os brasileiros, tornando o governo mais transparente.

Até maio, quando foi oficializado o Programa Nacional de Banda Larga - PNBL, diversos ministros pronunciaram-se publicamente sobre o assunto. No entanto, o Presidente Lula, após alguns pronunciamentos no início do ano, jamais voltou ao tema. O próprio lançamento do PNBL foi conduzido por seus ministros e assessores, pois Lula estava viajando; ao retornar, nada disse.

No segundo semestre, após o início da campanha eleitoral, o tema parece que virou tabu para o Presidente, para sua candidata e para o primeiro escalão do governo. Na própria campanha eleitoral, Dilma deixou para a última semana do segundo turno a veiculação de um vídeo onde defendia o PNBL.

A pergunta que não quer calar é: por quê?

A principal linha de raciocínio aponta para o cuidado que o governo estaria tendo com o fato de a empresa líder do PNBL ter ações em bolsa de valores. Ainda em fevereiro, ao responder de improviso aos repórteres, Lula havia feito afirmações sobre a reativação da Telebrás, o que causou um sério embaraço à empresa e ao governo, pois o efeito sobre as ações da estatal foi imediato e as críticas da oposição, do mercado de ações e da imprensa foram ferrenhas.

Assim, escaldado pelos acontecimentos, a opção teria sido trabalhar em silêncio, ciente de que, em plena campanha eleitoral, o assunto poderia se tornar explosivo caso a oposição recebesse a mínima munição.

Vencido o pleito e consolidado o PNBL, a Presidente eleita descansa agora nas cálidas águas do mar da Bahia, preparando-se para ir para a Coréia, onde, como convidada oficial deste país, participará da reunião do G-20 nos dias 11 e 12.

Não há dúvidas de que essa viagem lhe será muito proveitosa, inclusive por ter a possibilidade de conhecer um país dotado de um dos maiores índices mundiais de inclusão digital e onde a tecnologia da informação está presente em todos os lares e espaços, quer econômicos, culturais, sociais ou educacionais.

Somente ao retornar da Coréia é que Dilma, de fato, começará os trabalhos preparatórios para assumir os destinos do País em 2011.

Coincidentemente, enquanto ela estiver finalizando esses preparativos, a Telebrás estará também na fase final dos trabalhos para a interligação das 100 primeiras cidades previstas para o início do Programa Nacional de Banda Larga. As licitações já terão sido realizadas, os equipamentos estarão entregues, o anel de fibras óticas estará em condições de ser "iluminado" e o Congresso já deverá ter aprovado a injeção de 600 milhões de reais na empresa.

Para um programa que, indiretamente, foi considerado por Dilma Rousseff tão importante quanto o pré-sal, convenhamos que essas coincidências dificilmente passarão em brancas nuvens.

Evidentemente, para o momento considerado, a cautela com relação à Telebrás já não fará mais sentido, pois o que estará evidência não será ela, mas sim um dos programas de maior alcance econômico, social e educacional que o Brasil já terá implementado. As salvaguardas com relação ao mercado de ações poderão ser tomadas com a simples publicação de fatos relevantes que antecedam os acontecimentos, como, aliás, a empresa já poderia estar fazendo agora a cada evento importante.

Assim, é possível traçar dois cenários preferenciais para o futuro próximo do PNBL, onde apenas mudariam o protagonista e a motivação.

Cenário nº 1: o presidente Lula, como último e grandioso ato de seu governo, faria a "iluminação" solene do anel de fibras óticas, marcando o início da interligação das 100 cidades e legando ao povo o cerne da inclusão digital de todos os brasileiros.

Cenário nº 2: Dilma assumiria o poder e, como primeiro e grandioso ato de seu governo, faria exatamente o mesmo, começando seu mandato com a concretização de um programa tecnológico, estratégico, atual e do agrado de toda a população brasileira.

Como os dois principais cenários têm vantagens e desvantagens, caberia aos estrategistas políticos elegerem o que mais dividendos proporcionaria.

Ainda seria possível o esboço de um terceiro cenário, onde a grande cerimônia de "iluminação" do anel ótico seria, conjuntamente, o último momento grandioso de Lula e o primeiro de Dilma. Porém, a montagem talvez fosse bem mais difícil, tanto política como praticamente.

Hipóteses e cenários à parte, o certo é que nenhum governo deixaria de capitalizar politicamente a concretização do início de um programa tão ambicioso e de tanto alcance como o PNBL.
NBR Entrevista Rogério Santanna - Primeiros Pregões de Equipamentos para o PNBL

Youtube - 05/11/2010


Banda larga X Jornais impressos - a regra dos 30%

Insight - Laboratório de Idéias

O jornalista Pedro Dória explicita o que chama de "regra dos 30%", a qual demonstraria a relação direta existente entre o incremento da banda larga e o declínio dos jornais impressos.




*Pedro Doria (email | foto) é jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, mora no Rio. Foi Knight Latin American Fellow na Universidade de Stanford, uma das mais prestigiosas do mundo, onde estudou a relação entre imprensa, democracia e a internet neste período de transição.

É colunista do caderno Link, de O Estado de S. Paulo. Foi editor do caderno Aliás, do mesmo jornal. Seu Weblog, em pedrodoria.com.br, foi o primeiro blog jornalístico profissional do Brasil.

Esteve entre os fundadores dos sites NO. e NoMínimo, que marcaram época na internet brasileira. Foi colunista da Revista da Folha, Internet.br, Macworld Brasil e Oi. Seus textos apareceram em títulos como Playboy, Trip, Superinteressante e VIP.

É autor de quatro livros, entre eles Manual para a Internet (Revan, 1995), o primeiro sobre a grande rede no Brasil, e Eu gosto de uma coisa errada (Ediouro, 2006), coleção de reportagens sobre internet, sexo e nudez.

Recebeu o Prêmio Caixa de Reportagem Social, o Best of Blogs, da rede alemã Deutsche Welle e o Best Blogs Brazil na categoria política, em 2008.

Não é só no Brasil que acontece a proteção estratégica à indústria nacional...

Security Fears Kill Chinese Bid in U.S.

The Wall Street Journal - 05/11/2010

Sprint Nextel Corp. is excluding Chinese telecommunications-equipment makers Huawei Technologies Ltd. and ZTE Corp. from a contract worth billions of dollars largely because of national security concerns in Washington, according to people familiar with the matter.

The Defense Department and some U.S. lawmakers have been increasingly concerned about the two companies' ties to the Chinese government and military, and the security implications of letting their equipment into critical U.S. infrastructure.

Some officials argue China's military could use Huawei or ZTE equipment to disrupt or intercept American communications.

The Obama administration has also weighed in on the matter. Commerce Secretary Gary Locke called Sprint Chief Executive Dan Hesse this week to discuss concerns about awarding the work to a Chinese firm, but didn't ask Sprint to exclude the Chinese suppliers, according to an administration official familiar with the conversation. Mr. Hesse declined to comment.

The rejection by Sprint is the latest defeat for Chinese companies seeking to break into the big leagues of U.S. phone companies. Huawei and ZTE lost out even though they submitted bids that were lower than those of their three competitors, Alcatel-Lucent SA, Telefon L.M. Ericsson of Sweden and South Korea's Samsung Electronics Co., said a person familiar with the matter.

Sprint's decision comes amid growing tensions between Washington and Beijing as U.S. officials have expressed frustration over China's trade and currency policies. Next week, the administration is set to tackle some of these contentious issues at the G20 summit in Seoul.

The Defense Department wouldn't discuss Huawei or ZTE, but in a statement said, "DoD is very concerned about China's emerging cyber capabilities and any potential vulnerability within or threat to DoD networks."

Spokespeople for Sprint and ZTE declined to comment. Huawei had no immediate comment. Both Huawei, which was started by a former Chinese military officer, and ZTE, which was founded by state-run companies, have said their equipment doesn't pose a threat to U.S. security and is used by carriers in Europe and parts of Asia.

Although security concerns played a key role in Sprint's decision to knock Huawei and ZTE out of the running, they weren't the only reason, another person familiar with the matter said. Some Sprint executives were also worried about the ability of Chinese companies to execute the required work, this person said.

Sprint, the No. 3 U.S. wireless carrier by subscribers, is looking for suppliers to modernize its existing cellular network. Some of the highest bids came in at about $8.5 billion, far above Sprint's target range of $5 billion to $7 billion, said a third person familiar with the situation. The bids exceeded Sprint's budget, partly due to higher prices for electronics components that are in short supply.

Huawei had worked hard to win the Sprint contract, and sought out a U.S. partner to allay security concerns. It teamed up on its bid with a consulting company founded by a former vice chairman of the U.S. Joint Chiefs of Staff, William Owens. Amerilink Telecom Corp. was set up in Sprint's hometown of Overland Park, Kan., and hired former Sprint executives. It also appointed former congressional and defense officials to its board.

Sprint initially planned to award three suppliers with a piece of the contract. But it is now renegotiating with two finalists, Samsung and Alcatel-Lucent, in the hopes that the companies will submit a lower bid now that they have a larger piece of the work, said one of the people familiar with the matter.

Sprint's rejection of Huawei and ZTE is the latest sign the efforts of U.S. officials to block Chinese gear makers from entering the U.S. are gaining sway.

Earlier this year, U.S. lawmakers inserted a provision in the Senate's National Defense Authorization Act at the request of the Defense Department that would give military agencies new power to force technology vendors to exclude subcontractors or suppliers that the government deems a security risk. While not targeted specifically at Huawei, the provision could affect the company as well as other Chinese suppliers.

In August, eight U.S. senators sent a letter to the administration expressing concern that if a deal with Sprint moved forward, Huawei could gain access to critical U.S. telecom infrastructure and undermine national security. Last month, four U.S. lawmakers sent another letter to the Federal Communications Commission, asking the agency to consider restrictions that would make it harder for Huawei and ZTE to do business in the U.S.

The October letter says Chinese telecom-gear makers are potentially subject to "significant influence by the Chinese military which may create an opportunity for manipulation of switches, routers, or software embedded in American telecommunications network so that communications can be disrupted, intercepted, tampered with, or purposely misrouted."

ZTE said at the time the letter was a mischaracterization of the company and Huawei said it has no current ties to the Chinese government or military.
Empresas de tecnologia lideram movimento de fusões e aquisições

Levantamento da Price mostra que 53 negócios foram fechados de janeiro a setembro na área de TI, crescimento de 25% em relação a 2009

Estadão - 05/11/2010

RIO - O ambiente de negócios favorável e o interesse crescente de fundos de investimentos está aquecendo a consolidação na área de tecnologia da informação (TI). Um levantamento da PricewaterhouseCoopers feito para o Estado mostra que o setor contou 53 operações de fusão ou aquisição de participação societária até setembro, 25% a mais do que no mesmo período de 2009.

Segundo a consultoria, o segmento de TI continua liderando o movimento de fusões e aquisições no País, concentrando quase 10% dos negócios desse tipo este ano. Entre 2007 e 2010, o número de transações no setor dobrou, num crescimento contínuo que não foi afetado pela crise. Para Alexandre Pierantoni, sócio da Price, a consolidação no setor foi impulsionada pelos fundos de private equity (de investimento em empresas), muitos deles estrangeiros.

A participação dos fundos nas operações de consolidação vem crescendo em vários segmentos, chegando a 43% do total este ano, mas Pierantoni destaca o apetite mais visível pela tecnologia. O potencial de crescimento é a grande aposta. O mercado de TI no País movimentou quase R$ 20 bilhões em 2009. Projeções indicam que a cifra deve chegar a R$ 29 bilhões em 2013.

"Este é um setor ainda fragmentado, com muitas oportunidades de consolidação, e que tradicionalmente precisa de aportes de recursos para a expansão. O Brasil tem demonstrado capacidade nessa área, com empresas que já atingiram padrões internacionais e que também compram outras. Como há muitas operações de pequeno e médio porte, o setor se destaca", diz.

Atração

Além do potencial do setor, o aumento do investimento das empresas em tecnologia, políticas como o Plano Nacional de Banda Larga e linhas de crédito especiais do BNDES têm chamado a atenção de fundos estrangeiros. O Silver Lake Partners, por exemplo, um gigante de US$ 14 bilhões, deu seu primeiro passo no Brasil ao comprar, em setembro, uma participação na Locaweb. A empresa hospeda 23% dos sites brasileiros e se destaca na computação em nuvem.

Numa operação bem mais ambiciosa, o grupo Apax Partners também escolheu uma empresa de TI para seu primeiro investimento no Brasil. Em maio, comprou 54,25% do capital e o controle da Tivit, líder em serviços integrados no País, por R$ 873 milhões. Fruto da fusão de empresas, a Tivit cresceu rapidamente sob a liderança do ex-tenista Luiz Mattar. Ele manteve 2,2% das ações e a presidência após o negócio, que levará ao fechamento do capital.

Edson Matsubayashi, diretor de Relações com Investidores da Tivit, diz que a manutenção da liderança de Mattar é mais um sinal de que a estratégia da companhia não mudou. "Nossa atuação diversificada, que não é muito comum fora do Brasil, foi um dos aspectos que atraiu o Apax. A ideia é manter o crescimento orgânico e com aquisições que nos tragam novas competências", diz o executivo.

Outra brasileira que cresce com aquisições, a Totvs consolidou a liderança na área de software com a compra da Datasul há dois anos. Desde então, a receita líquida cresceu 36,4%, atingindo R$ 833,7 milhões no terceiro trimestre deste ano. A empresa fez quatro aquisições este ano.

Para também ir às compras, a Cyberlynxx recebeu, em julho, um aporte do fundo mineiro FIR Capital em troca de uma fatia de 25%. Segundo o sócio fundador da empresa, Marcelo Astrachan (ex-Accenture), a entrada do fundo deu à pequena empresa voltada para integração de soluções e segurança de sistemas a capacidade de investir até R$ 35 milhões nos próximos três anos.

"Ser escolhido por um fundo do porte da FIR é um upgrade, nos dá visibilidade. Passamos a ser procurados por outros fundos, inclusive estrangeiros. Mudou até mesmo a receptividade na abordagem das empresas alvo, que sentem que temos estrutura para discutir concretamente uma compra", diz Astrachan, que contratou consultorias para garimpar aquisições. "Há excelentes oportunidades, temos processos em andamento."

"Nova Oi" não terá mais dinheiro público

Fundos de pensão e BNDES não farão novos aportes com entrada da Portugal Telecom na operadora brasileira

Sócios públicos injetariam R$ 3 bi para evitar diluição; agora Oi terá menos de R$ 8 bi em novos recursos

Folha de São Paulo - 06/11/2010

Os fundos de pensão e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não injetarão novos recursos (aumento de capital) na Oi com a entrada da PT (Portugal Telecom). Além disso, há chances de que os portugueses entrem no bloco de controle da operadora brasileira pagando menos de R$ 8 bilhões, cerca de R$ 400 milhões menos do que o previsto. A mudança faz parte do contrato entre as duas operadoras, que deverá ser assinado na próxima semana e anunciado no final deste mês, em Nova York.

A entrada da PT na Oi ocorreu após a venda da parcela dos portugueses na Vivo à Telefônica, no final de julho. Para serem acomodados no bloco de controle da Oi, eles comprarão 12% dos fundos e do BNDES. Pelo acordo inicial entre Oi e PT, Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal), Petros (da Petrobras) e Previ (do Banco do Brasil), além do BNDES, teriam de desembolsar pelo menos R$ 3 bilhões na Oi para acompanhar a injeção de recursos da PT.

Essa proposta injetaria, no total, R$ 12,3 bilhões na Oi. Caso contrário, os sócios estatais teriam sua participação diluída. É exatamente isso o que acontecerá, mas com uma diferença: os sócios públicos na Oi continuarão com os mesmos poderes (cadeira no conselho e poder de veto em temas importantes, como a desnacionalização da companhia e a distribuição de dividendos).

REVANCHE
Durante as negociações entre PT e Oi, os fundos de pensão pressionaram os sócios privados da operadora para que fosse feita uma alteração no acordo de acionistas, permitindo que sócios com menos de 10% de participação tivessem direitos preservados (cadeira no conselho, por exemplo).
A Folha apurou que essa seria uma imposição para que aceitassem vender suas posições na Oi, já que ficariam com menos de 10%.

Até então acreditava-se que os fundos e o BNDES manteriam pelo menos os 10%, fazendo aumento de capital após a entrada da PT. Com a alteração do contrato de acionistas, essa barreira foi retirada, deixando os fundos livres para não desembolsarem mais recursos.

Essa manobra teria sido uma "recompensa" negociada agora por eles terem aceitado a compra da Brasil Telecom pela Oi, em 2008 -uma transação que elevou o endividamento da operadora, afetando os dividendos. A Petros afirmou que não participará do aporte e terá mantidos seus direitos na Oi. Funcef, Previ e BNDES não quiseram comentar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mega empresário da mídia mundial será recebido pelo Presidente Lula

Insight - Laboratório de Idéias - 05/11/2010

Segundo a jornalista Sônia Racy, colunista do Estadão, Keith Rupert Murdoch [e não "Rudolph"] o maior empresário do mundo na área de notícias, protocolou ontem um pedido de audiência no Palácio do Planalto. Murdoch estaria vindo discutir com Lula futuros investimentos no Brasil na área de comunicação. A coluna afirma que o mega empresário da mídia será recebido até o fim do mês.

Conforme a revista IstoÉ, o dono da News Corporation, império de comunicação que ­fatura US$ 14 bilhões por ano, quer saber mais sobre o Brasil e Dilma Rousseff, ainda uma incógnita para grandes executivos internacionais. O papo entre ambos ocorrerá entre os dias 20 e 24, na curta viagem de Murdoch a alguns países da América do Sul.

Os investimentos do empresário em televisão por assinatura, na indústria cinematográfica e na Internet o tornam líder mundial em inversões nessas áreas. No Brasil, através do Directv Group, controla a Sky, em parceria com a Globo Comunicação e Participações S.A.

Como lhe é atribuída a afirmação de que o jornal impresso deixará de existir nos próximos 10 anos, supõem-se que Murdoch possa estar interessado no imenso potencial existente no Brasil com relação aos mercados de TV por satélite, TV a cabo e Internet.

Na TV por assinatura, Murdoch pode ter planos diretos para a expansão da Sky ou pode estar de olho na possível entrada das operadoras de telefonia no segmento.

No setor de Internet, as possibilidades de negócios a serem abertas pelo Programa Nacional de Banda Larga - PNBL poderiam ser o atrativo que desperta a atenção do empresário.
Eike Batista "entra" no Programa Nacional de Banda Larga

Por vias tranversas, o megaempresário Eike Fuhrken Batista, dono do Grupo EBX, acaba de entrar no Programa Nacional de Banda Larga.

A entrada se deu quando a empresa Padtec, com sede em Campinas, venceu o primeiro grande leilão da Telebrás, habilitando-se ao fornecimento dos equipamentos DWDM que vão “iluminar” as fibras ópticas a serem utilizadas no PNBL.

A Padtec nasceu dentro do CPqD (antiga diretoria de pesquisa e desenvolvimento da Telebrás e hoje uma fundação independente), com capital acionário dividido entre o próprio CPqD e o Fundo de Investimentos do Banco Pactual. Em 2004, a participação do Pactual foi adquirida pela Ideiasnet, cujo controle, na prática, é exercido pelo Grupo EBX, embora nominalmente detenha apenas 13,6% da empresa. Em 2007, após um aumento de capital, a Ideiasnet passou a deter 34,2% da Padtec, ficando os outros 65,8% com o CPqD.

Em 2008, a Padtec deu um grande salto ao adquir a Civcom, empresa israelense de alta tecnologia e com penetração mundial, obtendo assim o controle sobre a produção de componentes considerados essenciais em sua área-chave de atuação - a multiplexação do comprimento de ondas - e o acesso aos mercados da Europa e dos EUA, que antes lhe eram dificultados.

O fundador e CEO da Padtec é o Ph.D em Física e ex-pesquisador do CPqD Jorge Salomão Pereira, cuja competência, visão e dinamismo fizeram de sua empresa a pioneira e líder nacional na produção de sistemas de comunicações ópticas multiplexados por divisão de comprimento de onda - WDM, além de primeiro fabricante DWDM da América Latina. Segundo ele, "o modelo de atuação extremamente consorciado, com projetos junto a centros de pesquisa e universidades, é um dos fatores que explicam o sucesso da empresa".

Com relação ao Grupo EBX, um dos irmãos de Eike, Lars Fuhrken Batista, é considerado o "homem X" na Ideiasnet, onde é acionista com participação inexpressiva, segundo a última AGE da Companhia.

Conforme publicou o jornal Valor Econômico, Eike Batista é um entusiasta da tecnologia. "No exterior, já comprei muita (participação em) tecnologia. Na própria Ideiasnet, investi US$ 1 milhão quando o negócio foi criado", disse Eike ao periódico. No mercado internacional, Batista é investidor na Apple, a dona do celular iPhone e do tocador de música iPod.

Histórico das declarações de Eike Batista sobre banda larga e tecnologia


Em 23 de julho, ao ser questionado por um internauta sobre se é possível esperar novidades para banda larga ainda em 2010, Eike respondeu, via Twitter: "no minimo vou exigir alta capacidade, até 100MB a custos decentes! Vou fazer barulho".

Em 18 de julho, escreveu: "A Banda Larga vai ajudar a fazer uma revolucao na velocidade do ensino! Me esperem!".

Em 24 de junho, logo após começar a "tuitar", Batista já dera outra dica: "Ola querido/as twitteiros/as. Sou um apaixonado por tecnologia no estado da arte! Admiro muito o Steven Jobs. A ITX vem por ai!", disse o empresário. No entanto, desde 2001 já existe uma empresa com esse nome: a ITX Tecnologia da Informação Ltda., sediada em Aracaju-SE.

Conforme reportagem do Estadão de 31 de maio, Eike Batista teria interesse em entrar no setor de banda larga por meio de uma eventual parceria com o governo.

Segundo o executivo, que participava naquele dia do Fórum Exame, em São Paulo, seriam necessários investimentos de US$ 10 bilhões para levar a banda larga de 10 mega por R$ 40 a R$ 50 para todos os brasileiros. Batista afirmou que o setor de banda larga é interessante porque os custos unitários caíram muito nos últimos anos. "Não seria tão custoso oferecer internet a R$ 40 para todos. O Brasil merece e necessita", disse.

De acordo com ele, ainda não existem estudos concretos e nenhuma proposta foi apresentada ao governo. Segundo Eike, o governo teria que contribuir para que o projeto seja eficiente e isso poderia ser feito por meio de uma Parceria Público-Privada. Na visão do empresário, o setor de telecomunicações está relacionado aos negócios da EBX por tratar-se de infraestrutura. "Acredito que existe um grande potencial para o uso da internet para educação à distância no Brasil", afirmou.

Na mesma data, 31 de maio, a revista Exame publicou que, para Eike, o setor de banda larga é um dos mais promissores no Brasil, pelo potencial de negócios que oferece e pela facilidade com que o brasileiro incorpora novas tecnologias ao cotidiano. "Acredito que educação à distância, por exemplo, é uma área que ainda terá muito o que crescer, e isso será sobre a oferta de banda larga no país", afirmou Eike na época.

A estimativa do empresário é de que seria necessário um investimento inicial de 10 bilhões de reais para entrar no segmento. Os recursos seriam investidos em infraestrutura, treinamento e sistemas de tecnologia. Apesar dos estudos de mercado, nenhum plano concreto está em andamento na holding, garante Eike. "Estamos analisando oportunidades de mercado, e essa é uma das que mais me chama atenção", diz ele.

Por sua vez, o jornal Valor Econômico, divulgou o fato de Eike ter dito que a investida poderá ocorrer por meio de uma parceria com o governo, que pretende reativar a Telebrás para atuar no segmento de internet em banda larga. "O Estado tem que induzir para que tudo fique eficiente", disse Eike Batista, que negou, no entanto, conversas preliminares com o governo.

Durante fórum promovido pela revista Exame, o empresário afirmou que não seria muito custoso colocar banda larga de 10 megabytes a um preço de R$ 40 para todos os brasileiros. "É uma área de infraestrutura que o Brasil merece e necessita."

Eike Batista também descartou planos do grupo de realizar uma nova captação no mercado, incluindo uma oferta pública inicial de ações da holding EBX. "Não é necessário. Estamos megacapitalizados."

Em 31 de março, o boletim Convergência Digital noticiou que a EBX, de Eike Batista, e a Mitel Networks formalizaram uma joint-venture para o mercado de TIC. Essa aliança resultaria numa empresa - ainda sem nome definido à época - que iria explorar o mundo de soluções IP, com oferta de aplicativos de telecolaboração e de comunicação unificada.

A iniciativa também possibilitaria a criação de um centro de desenvolvimento no Brasil, com olhos para a América Latina, assim como, a produção local de telefones IP, mas não foram adiantados detalhes sobre investimentos, tampouco do modelo de negócios a ser adotado. Uma das apostas era a virtualização de serviços de comunicação.

O anúncio da joint-venture - o primeiro passo da entrada do megaempresário Eike Batista no mundo de TIC, depois dele ter verbalizado o interesse de apostar em banda larga - foi feito na quarta-feira, 31/03, pela Mitel Networks, no consulado do Canadá, na capital paulista. O evento contou com a presença de Terence Matthews, chairman da Mitel Networks, e considerado o 'Bill Gates' do Canadá. A nova empresa - o nome será definido - irá incorporar as ativades atuais da Mitel no Brasil. A empresa, com presença local há dois anos, conquistou, segundo o executivo, 5% do market share no mercado chamado de Puro IP.

Em 30 de março, o jornal Valor Econômico publicou a vontade declarada por Eike em investir em um novo setor, o de banda larga, em um "futuro próximo". Fazendo uma comparação com a Coreia, país citado diversas vezes como um exemplo a ser seguido em termos de desenvolvimento de tecnologia, questionou: "Lá, 90% das casas têm banda larga de 20 mega. Por que o Brasil também não pode ter?", acrescentando que participaria de um eventual processo de concessão de serviços de telecomunicações e ressaltando que uma rede de wi-fi (conexão sem fio) já poderia causar uma revolução no país. Segundo o jornal, Eike não descartaria uma parceria público-privada nesse segmento, embora acredite que sempre o melhor seja um processo capitaneado pelo setor privado, devidamente auditado.

Em 20 de março, o jornal O Globo divulgou que a então possível criação do Plano Nacional de Banda Larga pelo governo teria animado Eike. Perguntado se o setor o interessava, não titubeou: "Interessa. Se fizerem um leilão para licenças. A telefonia hoje no Brasil é uma desgraça, muito cara, e tínhamos que ter uma banda larga de 30 ou cem mega (bits por segundo) para cada pessoa em casa, a R$ 30".

Padtec vence e garante que DWDM nacional é de última geração

Convergência Digital :: 05/11/2010


Em entrevista ao Convergência Digital nesta sexta-feira, 05/11, o presidente da Padtec, Jorge Salomão Pereira, comemorou a vitória da empresa no pregão de DWDM da Telebrás - o preço final ficou em R$ 63 milhões e a companhia usufruiu da MP 495, que dá preferência à tecnologia nacional, mas também reagiu à tese - defendida por rivais ao longo dos últimos dias - que o Brasil adotará uma tecnologia defasada em relação à usada em operadoras internacionais no ponto mais sensível da infraestrutura - o núcleo da rede.

"Já fizemos migração de equipamentos de rivais em outras teles no Brasil e em outros países, por causa nossa capacidade em transmissão de alta potência. Esse é um diferencial do equipamento brasileiro, da nossa tecnologia, e replicado mundialmente. Temos diferencial sim. Essa alegação faz parte do jogo de mercado, mas não se concretiza no mundo de negócios", sustentou.

Sobre o contrato com a estatal, Salomão Pereira diz que ele é estratégico, bastante promissor, mas não é o maior já firmado pela Padtec no Brasil - estaria entre os cinco maiores. Favorecido ainda pelo uso da MP 495 - fato protestado por algumas empresas multinacionais - o presidente da Padtec não se fez de rogado. Disse que o uso do instrumento é uma questão de soberania de Estado.

"Esse é um recurso que outros países do mundo utilizam para fomentar a sua própria tecnologia. O Brasil não está sendo diferente. Apenas resolveu adotar o mesmo procedimento que, para mim, é absolutamente saudável. Precisamos ter tecnologia nacional de ponta", afrimou o presidente da Padtec.

Indagado sobre o porque de o Governo ter renegociado o preço do edital - o custo final do pregão apresentado pela PadTec estava acima das concorrentes ZTE, Huawei e Ericsson (R$ 68 milhões ante R$ 63,1 milhões da melhor oferta) - Salomão disse que esse valor diferenciado foi uma questão de apresentação de custo ao pregoeiro. "O preço acima foi dado poucos momentos depois de o nosso custo estar abaixo dos demais. Chegamos ao preço que era factível para a nossa rentabilidade e que atendia a expectativa da Telebrás", explicou, referindo-se ao custo final de R$ 63 milhões.

Questionado ainda para explicar a razão de o produto fabricado no país estar com preço bastante semelhante aos importados, que deveriam ser mais caros porque não usufruem das isenções fiscais do Processo Produtivo Básico, não titubeou."Certamente foi uma estratégia dos concorrentes para ficar com o pregão, considerado o de maior relevância no Plano de Banda Larga. Todos fizeram suas contas e apresentaram os preços factíveis com as suas realidades. Felizmente, levamos e a rede terá tecnologia 100% brasileira".

Também sobre prazo de entrega dos equipamentos para a Telebrás - a estatal corre contra o tempo para 'iluminar' 100 cidades já escolhidas até dezembro - o presidente da PadTec se mostrou bastante tranquilo e disse que a empresa não fará nenhum movimento diferente da sua rotina tradicional.

Tão logo os pedidos sejam entregues pela Telebrás, garantiu Salomão Pereira, os equipamentos DWDM serão disponibilizados em três a quatro semanas, com a produção sendo feita na fábrica de Campinas, no interior de São Paulo. "É um prazo muito mais rápido do que alguns concorrentes meus podem oferecer, principalmente em produtos que são cruciais para o bom funcionamento da rede", observou.

A Padtec não vai participar de qualquer outra disputa da Telebrás. Isso porque, garantiu o executivo, "nossa especialização é em DWDM. Precisamos ser especialistas para brigar mundialmente e fizemos a opção. É preciso capacidade de transmissão, de banda passante. É isso que fazemos e vendemos no Brasil e no mundo".

Sobre a possível presença da EBX, de Eike Baptista, no processo de produção da Padtec como investidor, Salomão Pereira, diz que tudo não passa de 'especulação'. A EBX é um dos acionistas da IdeiasNet, que detém pouco mais de 30% do capital da PadTec- o CpQD é o acionista majoritário.

"Qualquer comentário sobre EBX e Eike é um passo além da realidade. A Ideiasnet nos apoia. Sabe dos projetos. É um acionista, mas a relação deles com os seus acionistas está no mercado. A IdeiasNet tem capital aberto. Fora isso, não há qualquer dado", completou.


Padtec poderia vencer pregão mesmo sem MP 495, diz Salomão


Tele.Síntese - 05/11/2010

Presidente da empresa ressalta que ofertou preço menor, mas admite que norma facilitou a apresentação do último lance.

O presidente da Padtec, Jorge Salomão, disse que a empresa, que venceu o pregão da Telebrás para contratação de solução completa com a tecnologia DWDM para iluminar a rede de fibras ópticas de suporte ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), poderia superar as concorrentes mesmo sem os benefícios da Medida Provisória 495/2010, que dá preferência a produção nacional. Tanto é assim, diz ele, que o certame foi encerrado nesta sexta-feira (5) com a menor oferta, de R$ 63,09 milhões.

Segundo Salomão, sistemas de transmissão baseados na tecnologia DWDM, capaz de aumentar em dezenas de vezes a capacidade de transmissão de fibras ópticas, são um dos principais produtos da Padtec e, nesse nicho, ela é capaz de concorrer com competitividade em qualquer parte do mundo. Apesar disso, reconhece que a nova política industrial do governo criou as condições necessárias para que a empresa pudesse fazer a oferta final. “Mas isso já era possível até por meio de outras legislações”, disse.

A encomenda dos equipamentos para atender a demanda da Telebrás não implicará em aumento da capacidade de produção da Padtec. “O negócio é promissor, estratégico e atraente, porém não é a maior encomenda da empresa”, disse Salomão. Ele afirma que a capacidade instalada da fábrica é suficiente até para atender a outras redes públicas, que aderirem ao Sistema de Registro de Preço adotado pela Telebrás.

O último lance da Padtec superou a oferta da ZTE, de R$ 63,1 milhões. Esta empresa chinesa, a Huawei e a Ericsson acabaram desclassificadas porque não conseguiram comprovar que seus equipamentos eram produzidos no país por meio de PPB (Processo Produtivo Básico), como exigia o edital do pregão.
Por R$ 63 milhões, Padtec leva pregão de equipamentos para Telebrás [vitória também é a entrada de Eike Batista no PNBL]

Convergência Digital :: 05/11/2010

Com a apresentação dos documentos relativos à nova proposta de preço da Padtec, a Telebrás desclassificou os demais concorrentes e manteve a empresa brasileira como única habilitada na disputa pelo fornecimento dos equipamentos DWDM que vão “iluminar” as fibras ópticas relativas ao Plano Nacional de Banda Larga.

Foram desconsiderados, portanto, os lances da ZTE, Huawei e Ericsson “uma vez que somente a Padtec atendeu os requisitos contidos no edital, no que tange comprovação de desenvolvimento de tecnologia no Brasil e Processo Produtivo Básico”, conforme anunciou o pregoeiro durante a sessão desta sexta-feira, 5/11.

Em negociação na véspera, a empresa baixou seu preço para R$ 63 milhões, contra os R$ 68,9 milhões apresentados inicialmente. Para chegar ao novo valor, a Padtec reduziu o preço unitário de 10 dos 58 itens do pregão.

O efeito foi uma queda de R$ 5.890.340,05 sobre o preço inicialmente sugerido. Com isso, a empresa brasileira teve a menor proposta global, frente aos lances de R$ 63,1 milhões da ZTE, R$ 63,6 milhões da Huawei e R$ 63,9 milhões da Ericsson.

EBX

A vitória da Padtec – até o fim do prazo estipulado não foi manifestada nenhuma intenção de recurso pelas empresas desclassificadas – também pode ser considerada como a entrada do bilionário brasileiro Eike Batista no Plano Nacional de Banda Larga.

Algum movimento do empresário, dono do grupo EBX, era esperado desde meados deste ano, quando Batista começou a demonstrar seu interesse via twitter. “A Banda Larga vai ajudar a fazer uma revolução na velocidade do ensino! Me esperem!”, escreveu.

A Padtec é uma sociedade entre o CPqD e a Ideiasnet, esta com 34,2% de participação. E a Ideiasnet tem a EBX entre os principais controladores, com 13,6% do capital, atrás apenas da Lorentzen Empreendimentos, com 14,22%.

Veja os itens em que a Padtec reduziu seu preço para cobrir a melhor proposta no pregão da Telebrás:

ItemQuantidadeValor inicial (R$)Valor final (R$)
13742.000,0033.887,24
25165.400,0052.782,61
319223.500,0018.945,53
436103.100,0062.927,70
1338310.100,008.700,00
196121.900,00110.000,00
2116144.100,00125.000,00
2612128.900,00115.000,00
2863149.200,00132.000,00
5312611.500,007.830,00

PNBL vai conectar os primeiros municípios em dezembro

Segundo a presidência da Telebrás, os municípios dos Anéis do Sudeste e Nordeste serão conectados ainda em 2010 pelo Programa Nacional de Banda Larga

Comunicação Social do Serpro - Belém - 4 de novembro de 2010

Todos os equipamentos e serviços necessários para a operação da rede nacional de telecomunicações e início da conexão das primeiras 100 cidades dos anéis Sudeste e Nordeste atingidas pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) estão contemplados nas licitações que a Telebrás realizou na última semana de outubro e nos editais que deverão ser publicados na primeira quinzena de novembro. A expectativa da empresa é começar a conectar os municípios ainda em dezembro.

Por meio destas licitações serão adquiridos contêineres, gabinetes e materiais necessários para o funcionamento e proteção dos equipamentos ópticos, de rádio e de Rede IP. Essa é a infraestrutura que garantirá, ainda, o fornecimento de energia elétrica, climatização, segurança física, bem como sistema de vigilância, controle de acesso e sistema de aterramento, entre outros. Já os equipamentos DWDM vão permitir a transmissão de dados da ordem de terabits por segundo em um único par de fibras ópticas.

Na primeira quinzena de novembro devem ser publicados os editais para a contratação dos equipamentos, softwares e serviços que farão o roteamento das demandas de tráfego na rede, a chamada rede IP, e dos enlaces de rádios digitais, cuja função será distribuir o sinal do backbone até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL.

Implantação e ampliação
A primeira etapa do programa, cuja execução deve iniciar ainda em 2010, prevê a conexão de 100 cidades, mais 15 capitais localizadas em torno dos Anéis Sudeste e Nordeste, além do Distrito Federal. A escolha de ambas as regiões deve-se ao grande fluxo de informações para os órgãos do governo existentes na região Sudeste e no Distrito Federal e à baixa penetração da internet na Região Nordeste.

Em 2011, a Telebrás pretende conectar todos os municípios distantes até 50 km dos Pontos de Presença da Rede (POPs), localizados em torno dos anéis Nordeste e Sudeste, totalizando novos 1.063 municípios beneficiados pelo PNBL no próximo ano.

De acordo com o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, os editais para a contratação da rede IP vão prever a possibilidade da empresa fazer inspeções de segurança nos códigos-fonte sempre que achar necessário. "Isso significa que poderemos verificar se houve ou não a inclusão de códigos maliciosos. Procedimento este já adotado pelos Estados Unidos e pela Índia nas compras governamentais realizadas nessa área", informou.

Santanna destacou que a Telebrás conferiu ampla transparência ao processo de elaboração desses editais: "Disponibilizamos para a consulta pública na internet aqueles documentos cujos equipamentos têm mais sensibilidade tecnológica, como é o caso do DWDM, rede IP e rádio enlace", disse. De acordo com ele, para esses três documentos, a empresa recebeu mais de 780 contribuições. A elaboração do edital de DWDM, por exemplo, acolheu recomendações de 27 de um total de 106 sugestões encaminhadas especificamente pare este documento.

Programa Nacional de Banda Larga
O programa foi instituído pelo Decreto 7.175, de maio de 2010, e consiste, entre outras ações, no gerenciamento, pela Telebrás, de uma rede neutra que utilizará fibras ópticas pertencentes ao Sistema Eletrobrás e à Petrobras, entre outros, com o objetivo de massificar o acesso à internet em banda larga no Brasil.

O objetivo do Programa é atender cidadãos, instituições do governo, entidades da sociedade civil e empresas, de modo a promover oportunidades, desconcentrar renda e incorporar os cidadãos hoje excluídos desse serviço.

Assim, o papel do PNBL será oferecer internet de alta velocidade a custos mais baixos que os atuais. Hoje, o preço dos pacotes para acesso a esses serviços no Brasil custa em média R$ 100. A intenção é reduzir os preços para um terço disso, cerca de R$ 35 para internet banda larga com velocidade de 512 kbps.

A meta do PNBL é levar banda larga de baixo custo e alta velocidade a 4.283 municípios localizados nos 26 Estados, mais o Distrito Federal, atendendo a 88% da população brasileira até 2014. Assim, o governo Federal pretende elevar o número de domicílios com Internet banda larga no país, dos cerca de 12 milhões (2009) para 35 a 40 milhões em 2014.

Serpro e o PNBL
Para Rogério Santanna, o Serpro é um parceiro estratégico do PNBL, seja como um usuário importante dos serviços da Telebrás na área de governo, seja como um parceiro no desenvolvimento tecnológico de serviços e sistemas em rede. O executivo falou ainda que as duas instituições são parceiras no compartilhamento de infraestrutura e de desenvolvimento de projetos inovadores, como computação em nuvem e computação paralela. "Temos a possibilidade de Serpro, Dataprev e Telebrás compartilharem um ambiente de computação em nuvem do governo que vai colocar o país na vanguarda do desenvolvimento tecnológico nessa área, possibilitando, no médio prazo, uma redução de 20 a 30% dos custos de TI e maximizando o uso das redes da Telebrás", destacou o presidente.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Governo destinará R$ 600 milhões à Telebrás sob forma de participação no capital da empresa

Outros 600 milhões ficarão como reserva de contingência no Ministério das Comunicações. Projeto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.

Insight Laboratório de Idéias - 04/11/2010

PLN - PROJETO DE LEI DO CONGRESSO NACIONAL, Nº 57 de 2010


Autor: EXTERNO - Presidente da República
Ementa: Abre aos Orçamentos Fiscal e de Investimento da União, em favor do Ministério das Comunicações, crédito especial do valor de R$ 1.200.000.000,00 (um bilhão e duzentos milhões de reais), para os fins que especifica, e dá outras providências.
Data de apresentação: 30/08/2010
Situação atual:
Local:
28/10/2010 - Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização

Situação:
28/10/2010 - MATÉRIA COM A RELATORIA
Outros números:
Origem externa:
(PRESIDENCIA DA REPUBLICA) MSG 00527 de 2010

Origem no Legislativo:
CN MCN 00118 / 2010
Indexação da matéria:






















































































Telebrás publica novos editais de leilão

A Telebrás publicou hoje dois novos editais para aquisição de equipamentos para o Programa Nacional de Banda Larga, sendo um para solução de enlaces de rádios digitais e outro para solução de rede de comunicação de dados em protocolo IP/MPLS, referente às redes de Borda e de Acesso IP.

Segundo especulações do mercado, o valor poderá ultrapassar 1,5 bilhão de reais.

Veja os editais:


Aviso de Licitação
Pregão eletrônico – SRP no 08/2010-TB
A Telecomunicações Brasileiras S.A. - TELEBRÁS, no uso de suas atribuições, consoante o disposto pela Lei no 5.792, de 11 de julho de 1972 e no Decreto Federal no 7.175, de 12 de maio de 2010, comunica que realizará licitação para contratação, mediante Registro de Preços, de solução de enlaces de rádios digitais, composta de equipamento de radiocomunicação, sistema irradiante, torres, postes, sistema de gerência, serviços de instalação, treinamento, operação inicial, com garantia, visando a implantação do Programa Nacional de Banda Larga – PNBL, em diversos estados do país, consoante as diretrizes contidas nos artigos 1º e 4º do Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010, cuja abertura ocorrerá em 22/11/2010, às 10 horas.
O Edital poderá ser obtido no site http://www.comprasnet.gov.br ou ainda na Sede da Telecomunicações Brasileiras S.A. – TELEBRÁS. Diretoria de Administração; Setor Comercial Sul, Quadra 09 – Bloco "A" – Torre "B" – Edifício Parque Cidade Corporate – Brasília – DF CEP 70308-200 - Tel: (61) 3415-2800 – Fax: (61) 3415-2783; Correio eletrônico: licitacao@telebras.com.br,
Brasília, 04 de novembro de 2010,
JOÃO BATISTA DE JESUS SANTANA
Pregoeiro

Aviso de Licitação
Pregão eletrônico – SRP no 06/2010-TB
A Telecomunicações Brasileiras S.A. - TELEBRÁS, no uso de suas atribuições, consoante o disposto pela Lei no 5.792, de 11 de julho de 1972 e no Decreto Federal no 7.175, de 12 de maio de 2010, comunica que realizará licitação para Contratação, mediante Registro de Preços, de solução de rede de comunicação de dados em protocolo IP/MPLS, referente às redes de Borda e de Acesso IP, composta por equipamentos de comutação de dados, servidores, softwares e serviços profissionais de instalação, treinamento, configuração e operação inicial, com garantia, visando a implantação do Programa Nacional de Banda Larga – PNBL, em diversos Estados do País, consoante as diretrizes contidas nos artigos 1º e 4º do Decreto 7.175, de 12 de maio de 2010, cuja abertura ocorrerá em 19/11/2010, às 10 horas.
O Edital poderá ser obtido no site http://www.comprasnet.gov.br ou ainda na Sede da Telecomunicações Brasileiras S.A. – TELEBRÁS. Diretoria de Administração; Setor Comercial Sul, Quadra 09 – Bloco "A" – Torre "B" – Edifício Parque Cidade Corporate – Brasília – DF CEP 70308-200 - Tel: (61) 3415-2800 – Fax: (61) 3415-2783; Correio eletrônico: licitacao@telebras.com.br
Brasília, 04 de novembro de 2010,
JOÃO BATISTA DE JESUS SANTANA
Pregoeiro
Padtec baixa preço para vencer pregão da Telebrás

Convergência Digital :: 04/11/2010

Na tentativa de garantir a vitória no pregão da Telebrás, a brasileira Padtec concordou em reduzir o valor do lance apresentado e,agora, aguarda a decisão final do processo de licitação. Em negociação nesta quinta-feira, 4/11, a empresa baixou seu preço para R$ 63 milhões, contra os R$ 68,9 milhões apresentados inicialmente.

O valor deixou a Padtec com o mais alto dos lances do pregão, iniciado na sexta-feira, 29/10. A melhor proposta foi da ZTE, de R$ 63,1 milhões pelo conjunto de equipamentos DWDM, tecnologia escolhida pela Telebrás para “iluminar” as fibras ópticas que serão usadas no Plano Nacional de Banda Larga.

Além delas, também participaram a Huawei, com lance de R$ 63,6 milhões para o conjunto dos 58 itens discriminados pela estatal, e a Ericsson, que no preço ficou em terceiro lugar, pelo valor de R$ 63,9 milhões.

Apesar de ter apresentado o valor mais alto, a Padtec foi a única das concorrentes a preencher os requisitos de desenvolvimento de tecnologia no Brasil e Processo Produtivo Básico. É que a Telebrás se valeu do direito de preferência à tecnologia desenvolvida no país, prevista na Medida Provisória 495/2010.

Daí o pregão ter sido reaberto nesta quinta-feira para negociação direta com a Padtec. A tentativa era justamente para que a empresa cobrisse o menor lance apresentado, aquele da ZTE, de R$ 63,1 milhões. “Como reconhecimento da importância deste processo para a Padtec, concordamos em chegar ao valor total de R$ 63.099.999,95”, respondeu a empresa.

O pregão dos equipamentos DWDM foi suspenso, então, para que a Padtec encaminhe as planilhas em conformidade com o novo preço negociado. A sessão será reaberta nesta sexta-feira, 5/11, e pode, portanto, confirmar a empresa nacional como a vencedora do pregão.

Além desse, a Telebrás ainda vai realizar pregões eletrônicos para a camada IP e para os equipamentos de rádio enlace. Apesar do tempo ser cada vez mais exíguo, a estatal ainda trabalha com a perspectiva de começar a conectar as primeiras cidades previstas no PNBL ainda este ano.

Padtec cobre oferta da ZTE e pode arrematar leilão da Telebrás

Teletime - 04/11/2010


Em mais uma rodada do pregão que decidirá qual será o fornecedor de equipamentos DWDM para a Telebrás, a Padtec ficou ainda mais próxima da vitória. Nesta quinta-feira, 4, a empresa concordou em reduzir sua oferta global para R$ 63.099.999,95, superando assim as propostas financeiras feitas pelas demais concorrentes. Até então, o melhor lance havia sido dado pela ZTE, segundo o pregoeiro responsável pelo leilão. A proposta global feita pela empresa chinesa totalizava R$ 63.106.917,31.

Agora a Padtec não só é a única empresa a cumprir todos os parâmetros da política de fomento à indústria nacional - possui Processo Produtivo Básico (PPB) e desenvolve tecnologia no Brasil - como também possui a melhor proposta do ponto de vista econômico para a Telebrás. Esse ajuste na oferta anterior foi possível graças à regulamentação da Lei de Inovação feita no início deste ano por meio do decreto 7.174/2010, que dá às empresas brasileiras o direito de cobrir ofertas maiores que as suas após a realização da tomada de preços.

Mesmo sendo praticamente certo que a Padtec será a vencedora do leilão, o resultado oficial da disputa só será divulgado nessa sexta, 5. Isso porque a equipe da Telebrás precisa ainda analisar as novas planilhas de preços apresentada pela companhia e avaliar se o lance atualizado pode ser, de fato, suportado pela empresa. O pregão será retomado às 10h pelo sistema ComprasNet. Além da Padtec e da ZTE, participaram da disputa a Ericsson e a Huawei.
Programa de inclusão digital ganha 1,4 mil novas conexões à internet

Convergência Digital :: 04/11/2010

Depois de superado o racha no Ministério das Comunicações sobre a condução do programa Gesac, foram publicados nesta quinta-feira, 4/11, dois aditivos aos contratos para ampliação em 1.460 pontos as conexões à internet – além dos 11,9 mil pontos previstos originalmente.

A ideia desses novos pontos já tinha sido adiantada pelo diretor do Departamento de Serviços de Inclusão Digital do Minicom, Heliomar Medeiros de Lima, em meados deste ano. Na verdade, o primeiro objetivo era ampliar a cobertura em 3 mil pontos, mas os satélites utilizados no programa estão no limite da capacidade.

Por isso, a adição dos 1,4 mil pontos se dará com remanejamento de capacidades e o uso de novos transponders. Com essa engenharia, a expectativa é de que as conexões terão velocidades ampliadas – a velocidade mínima passará de 256 kbps para 512 kbps e a velocidade média deve subir de 512 kbps para 750 kbps.

Dos 1.460 novos pontos, 910 se referem a conexões via satélite, enquanto os outros 550 são em conexões terrestres, por ADSL. “Pelo cronograma, as conexões terrestres devem ser feitas em até 60 dias, enquanto aquelas por satélite em 120 dias. Mas como a Embratel se adiantou, acho que em dezembro já teremos as primeiras ampliações”, calcula o diretor do DSID.

Dessas novas conexões, metade será destinada ao programa Telecentros.BR, mas irão para os centros já existentes. Isso significa que plano desse programa, de garantir links a 3 mil novos telecentros ainda em 2010, vai depender de uma nova licitação, o que na prática deixa as conexões para 2011.

A outra metade das conexões previstas no aditivo publicado hoje será destinada a telecentros que fazem parte do programa antigo, aquele que era tocado exclusivamente pelo Minicom, além de uma pequena parcela para Pontos de Cultura e Territórios da Cidadania.

Atritos

A publicação dos aditivos também representa um reforço ao DSID como responsável pelo programa Gesac. Afinal, essa proposta acabou sendo atropela por outra, da área de Projetos Especiais do Ministério das Comunicações – área responsável pela compra de equipamentos.

A proposta “alternativa” previa a contratação de novos 107 mil pontos de conexão, para o que o Minicom chegou a realizar uma audiência pública para discussão do termo de referência para o edital.

Na reunião, a ideia foi tratada como “surreal” pelas próprias empresas interessadas, justamente pela falta de capacidade de satélites. A proposta foi posteriormente desqualificada internamente no Minicom e, como se vê, enterrada.
Ceará termina implantação do 'Cinturão Digital'

Convergência Digital :: 03/11/2010

Quase um ano depois do prazo inicialmente previsto, finalmente ficou pronto, em 30 de setembro, o ‘Cinturão digital’ do Ceará. O projeto, que envolve quase metade do território cearense com 3.020 km de fibra ótica começa a ser ativado em novembro e vai levar internet em banda larga ao interior do estado.

De acordo com o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Fernando Carvalho, responsável pela iniciativa, o trecho formado pela ligação entre os municípios de Fortaleza, Pecém, Canindé, Itapajé, Itapipoca e Sobral será o primeiro a ser iluminado. Os pontos “deverão estar ativados e funcionando no próximo dia 30”, afirmou ao jornal “O Povo”.

Quinze dias depois, será a vez da ligação entre a capital e Juazeiro do Norte. A partir dessa infraestrutura, 25 pontos serão conectados por meio de ramificações de fibras. A terceira parte é a “última milha” wireless [sem fio] em 56 cidades, com tecnologia WiMAX. Antenas serão instaladas em torres da Companhia de Energia Elétrica do Ceará (Coelce), da Petrobras e da Companhia Energética do São Francisco (Chesf). No fim de novembro, todo o anel deve estar iluminado.

Os investimentos no projeto totalizam R$ 65 milhões. Com a economia proporcionada pela digitalização, o governo deve recuperar o investimento em dois anos. Em agosto, a Etice recebeu licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) para operar o “Cinturão digital” do Ceará.

O objetivo do programa é levar internet em banda larga para prefeituras e órgãos públicos do interior do estado, além de melhorar a infraestrutura de acesso da população e fomentar a concorrência no setor. O plano prevê beneficiar 82% da população urbana cearense e 25 cidades.

O programa não prevê a abertura do sinal para a população, mas deve baratear o custo na iniciativa privada. Segundo o governo cearense, em 2009, apenas cinco municípios tinham internet com ao menos 512 Kbps. E o custo, altíssimo. Em Guramiranga, no interior do estado, por exemplo, 1 Mbps pode chegar a custar R$ 1.800. A promessa governamental é oferecer conexão de até 30 Mbps ao mercado por meio de uma empresa pública a ser criada.
Sardenberg irá priorizar ações ligadas ao plano de banda larga

Tele.Síntese - 04/11/2010

Presidente da Anatel, reconduzido hoje ao cargo, assugura que continuará trabalhando para o fortalecimento do setor

O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, que foi reconduzido ao cargo nesta quinta-feira (4) por mais um ano, disse que irá priorizar as ações relacionadas com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). “São ações já previstas no PGR [Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações] e que se transformaram em políticas públicas”, ressaltou.

A recondução foi acertada ontem entre o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. Segundo Sardenberg, o presidente Lula deve ligar para ele ainda nesta quinta-feira, porém adianta que a sua missão no novo mandato seguirá as mesmas linhas da anterior, de fortalecer a agência, preservar pela sua autonomia, agilizar o máximo possível, o que tem conseguido.

“Quando cheguei aqui, cada conselheiro apreciava em média 74 processos por mês e passamos para 250/mês”, exemplificou. Sobre a redução temporária do número de conselheiros, já que Antônio Bedran cujo mandato acaba hoje e não foi reconduzido, Sardenberg disse que, em tese, pode prejudicar o andamento dos trabalhos. Mas que isso dependerá, sobretudo, da flexibilidade dos conselheiros restantes.

Sobre o futuro do PNBL, o presidente da agência disse que existe espaço tanto para a iniciativa privada quanto do setor público no esforço de massificação da banda larga. “Depende da habilidade de negociação de cada uma das partes para que esse trabalho se complete”, disse.

Sardenberg também interpretou como extremamente positiva a menção sobre o fortalecimento das agências reguladoras feita pela presidente eleita, Dilma Roussaeff, no seu primeiro pronunciamento à nação. “Ela não precisava falar sobre agências naquele momento, mas se fez isso é uma prova de seu apoio ao setor”, disse.

Festa
Nesta quinta-feira, a Anatel comemora 13 anos de criação. Uma palestra do professor Bernardo Mueller, do Centro de Estudo de Regulação de Mercados da UnB, destacou os avanços do setor de telecomunicações após a criação da agência. Em seguida, foram homenageados os funcionários da Telebrás e aos ex-conselheiros Pedro Jaime Ziller e Plínio de Aguiar.
Governo aproveita PNBL para definir piloto de cloud computing

Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing - 04/11/2010


Ao longo desse mês de novembro, os responsáveis pelo Centro de Inovação e Computação em Nuvem, formado pelo Serpro, Dataprev, Telebrás, com suporte do Laboratório Nacional de Computação Cientifica (LNCC), vão ouvir os prefeitos das 100 cidades escolhidas para a primeira fase do Plano Nacional de Banda Larga. Eles vão escolher os dois aplicativos que vão dar a largada na proposta de oferta de serviços por demanda no Governo.

"A ideia é ouvir esses prefeitos para que possamos articular um piloto para serviços governamentais. A ideia é colocar em prática esse teste já no começo de 2011", antecipou Cristiano Heckert, diretor de serviços de Rede da Secretaria de Logistica e TI, do Ministério do planejamento.

Heckert, no entanto, não quis adiantar quais aplicativos serão colocados para escolha na pesquisa a ser feita com os prefeitos, mas admitiu que haverá relação com sistemas voltados à administração, principalmente, na parte de controle de gastos. Também assumiu que o levantamento tem como objetivo tentar chegar a um consenso com relação ao ponto mais complexo da oferta: o modelo de negócios.

"Definir o quê ofertar para os municípios, quais serviços eles de fato demandam e, principalmente, como será feita a remuneração desse trabalho, são desafios que se impõem, mas a oferta de produtos governamentais é um fato", acrescentou Heckert, ao ser questionado sobre a possibilidade de os provedores privados virem a questionar a presença do Estado no segmento de serviços na nuvem.

A definição sobre os dois serviços que darão início à oferta de cloud governamental em 2011 será feita na reunião do Fórum Brasil Conectado, prevista para dezembro, e que terá computação em nuvem como um dos temas debatidos. Nesse encontro, afirma Heckert, serão levados os dados revelados pelas prefeituras.

A escolha das cidades do PNBL foi feita em função, exatamente, desses municípios passarem, no ano que vem, a desfrutar de acesso à infraestrutura de telecomunicação - um calcanhar de aquiles para a oferta de serviços via Internet em muitas localidades do país.

O Centro de Inovação em Computação em Nuvem foi criado em agosto com o objetivo de delinear as ações do governo na oferta de serviços para a Administração Federal, Estados e municípios.
Telebrás adia resultado de pregão para negociar preço com a PADTEC

Luiz Queiroz - Convergência Digital :: 03/11/2010

A Telebrás fez duas tentativas nesta quarta-feira (03/11) de fechar o pregão 3/2010, que visa a contratação de bens e serviços de rede com a tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing). Mas acabou esbarrando em um problema financeiro, que a obrigou adiar para esta quinta-feira,04/11, a decisão final do certame.

A PADTEC S/A, empresa que conseguiu o direito de preferência nas compras da estatal, está com os seus preços muito acima dos lances que as concorrentes (Ericsson, ZTE e Huawei) deram para 30 itens do total de 58 que compõem o Grupo 1 deste pregão.

Pela manhã, o pregoeiro da Telebrás limitou-se a abrir a sessão, apenas para informar que a PADTEC tinha comprovado que produz equipamentos e investe em tecnologias no Brasil, através de Processo Produtivo Básico, o que lhe assegura o direito de preferência nas compras da estatal, previsto na Medida Provisória 495, em tramitação no Congresso Nacional.

Ficou de analisar os valores (unitários) dados pela PADTEC no pregão para 30 itens em disputa de um total de 58 que compõem o Grupo 1 do pregão. Mesmo assim, precipitou-se ao informar que a empresa assumiu a primeira colocação, em detrimento da avaliação prévia dos preços dos demais concorrentes na disputa.

Para se ter uma idéia, no Item 1 (equipamento multiplex óptico), por exemplo, a PADTEC ficou na quarta colocação nos lances dados em pregão eletrônico. Seu preço final foi de R$ 42 mil, ao passo que a primeira empresa colocada, a Ericsson, se dispôs a vender o mesmo equipamento à Telebrás por apenas R$ 3.288,35.

No Item 2, o preço da PADTEC também disparou na venda do mesmo equipamento, só que com a configuração de duplo terminal. Apresentou um lance final de R$ 82,9 mil, enquanto que a Ericsson ofereceu a R$ 4.714,67.

Com outros concorrentes a situação não foi diferente. No Item 28 a Huawei apresentou um preço de R$ 71,6 mil para fornecer um transceptor por fibra óptica, enquanto que a PADTEC, como segunda colocada não conseguiu baixar o valor para menos de R$ 149,2 mil.

Ao informar aos concorrentes que a PADTEC entregara dentro do prazo estimado a documentação que comprovaria a sua habilitação para participar do pregão, o pregoeiro da Telebrás anunciou o adiamento da sessão para esta quinta-feira, em função de negociações que a estatal terá de fazer com esta empresa visando uma queda nos preços.

"Esclareço ainda que no momento oportuno pretendemos promover as negociações com a mencionada licitante, no intuito buscar a obtenção de proposta mais vantajosa para a Telebrás", disse o pregoeiro para os concorrentes no Comprasnet. Tarefa considerada difícil, mas não impossível, na agenda dos técnicos da estatal.



Padtec vence leilão da Telebrás

Valor - 04/11/2010

A estatal Telebrás fez valer a sua decisão de dar prioridade à indústria nacional para a compra de equipamentos. Nem que isso custe alguns milhões de reais a mais no orçamento. A Padtec, sediada em Campinas (SP), venceu ontem o pregão eletrônico para fornecer o primeiro lote de componentes que darão vida ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A empresa levou a melhor na disputa, mesmo tendo apresentado a proposta mais cara entre os quatro concorrentes que participaram da licitação. A transação, no entanto, ainda depende da avaliação de documentos de habilitação e de negociação com a Telebrás.

Pelos preços sugerido à Telebrás, quem fez a melhor oferta financeira foi a chinesa ZTE, que pediu R$ 63,106 milhões para atender ao projeto. A segunda melhor proposta foi a da também chinesa Huawei, que chegou a R$ 63,678 milhões. O lance da sueca Ericsson ficou em terceiro lugar, com R$ 63,993 milhões. Única brasileira no páreo, a Padtec propôs R$ 68,990 milhões.

Dos 58 itens de equipamentos que compõem o pacote licitado pela Telebrás, a fabricante nacional ficou em primeiro lugar em apenas 23. Chama a atenção a discrepância de valores oferecidos pelas empresas em itens como "prestação de serviços de operação do sistema" (item 50), no qual a oferta de menor preço - da Huawei - é de R$ 44,5 mil, ante R$ 398,1 mil da Padtec para fazer o mesmo serviço. A situação se inverte no item 32, por exemplo, que trata do "sistema de gerência, composto de hardware, software e licenças", em que a Padtec quer R$ 39,8 mil para atender ao pedido e a Huawei, R$ 600 mil.

O que, na prática, mais pesou na conta foi o fato de a Padtec ser a única companhia entre os concorrentes com fabricação local de equipamentos, apoiada pelos incentivos fiscais do Processo Produtivo Básico (PPB), regra que desonera a produção nacional.

Nas últimas semanas, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, fez questão de deixar claro que as compras da estatal adotariam as regras previstas na Medida Provisória 495, que dá preferência às empresas - nacionais os estrangeiras - que fabricam no país, mesmo em situações em que o valor do produto nacional seja superior ao importado. A MP 495 está em tramitação no Congresso, mas vale até o fim de novembro. Até lá, a Telebrás quer garantir suas principais encomendas baseada nas regras dessa MP.

Fundada em 2001, a Padtec tem 250 funcionários e neste ano deve faturar R$ 200 milhões, sem incluir na conta o contrato que pode ser fechado com a Telebrás. A empresa tem fábrica em Campinas e escritórios em São Paulo, Brasília, Rio, Argentina, Peru, México e Israel. Seu controle está nas mãos do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), que tem 65,7% da companhia. Os demais 34,3% pertencem à Ideiasnet, holding de investimentos em empresas de tecnologia. Fundação de direito privado, o CPqD era o braço tecnológico da Telebrás, antes da privatização do sistema de telefonia do país.

Ontem, após encerrar a disputa pelo PNBL, o pregoeiro afirmou que irá "promover as negociações com a mencionada licitante, no intuito buscar a obtenção de proposta mais vantajosa para a Telebrás".

Para Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, a proposta final feita pela empresa considerou os preços praticados nos mercados brasileiro e mundial. "Já vendemos equipamentos para companhias como Telefônica, Oi, GVT, Global Crossing, CTBC e Embratel", disse Pereira. "Atuamos com preços muito agressivos, mas vamos verificar o que podemos fazer."

Desde a tarde de ontem, a Padtec tem negociado reduções de preço com seus fornecedores de insumos. Hoje, os equipamentos da empresa dependem de circuitos integrados e componentes ópticos importados dos Estados Unidos e do Japão.

Para Hélio Graciosa, presidente do CPqD, o preço superior oferecido pela Padtec em relação à proposta mais baixa - uma diferença de R$ 5,884 milhões - não foi alto. "O valor não superou 10% do preço total, foi ligeiramente superior", compara. "Além disso, teremos uma tecnologia 100% nacional, gerando emprego no país."


Com MP 495, Padtec é primeira colocada no leilão da Telebrás

Teletime - 03/11/2010

O leilão para a compra dos equipamentos que irão compor a nova rede pública de telecomunicações da Telebrás foi suspenso mais uma vez nesta quarta-feira, 3. A disputa, que teve início na última sexta, 29, só deve ter seu resultado divulgado amanhã. O pregoeiro, no entanto, apresentou o resultado da análise da documentação apresentada pelas quatro empresas em disputa. E, até o momento, a brasileira Padtec está à frente na disputa pelas regras do leilão.

A colocação da Padtec em primeiro lugar deve-se à empresa ser a única que conseguiu comprovar que possui Processo Produtivo Básico (PPB) e desenvolvimento de tecnologia no Brasil, requisitos do edital que dão preferência à companhia para vencer a disputa. Esses requisitos foram regulamentados pela Medida Provisória (MP) nº 495, editada com o intuito de promover o desenvolvimento tecnológico no país por meio de incentivos nos editais públicos.

Após a análise das propostas e da documentação apresentada, a disputa ficou com a seguinte classificação de acordo com o sistema ComprasNet, do Ministério do Planejamento: 1º Padtec; 2º ZTE; 3º Huawei; e 4º Ericsson. A Padtec, contudo, não tem o melhor preço.

A Telebrás suspendeu por um dia a divulgação do resultado final para negociar com a Padtec possíveis reduções nos preços ofertados. Isso porque, apesar de a empresa ser a primeira colocada, sua oferta de preços global é superior às das demais concorrentes.

Um outro documento que regulamenta a Lei de Inovação, o decreto nº 7.174/2010, dá o direito às empresas brasileiras de reduzir suas ofertas caso elas sejam até 10% maiores do que as das demais concorrentes. Além disso, a modalidade de pregão escolhida pela Telebrás, a "tomada de preços" abre espaço naturalmente para que o comprador pressione para uma queda no preço final da contratada, com base na observação da média de preços praticada no mercado.

Com este cenário, o mais provável é que a Padtec seja a grande vencedora para oferta de equipamentos DWDM para a Telebrás. Apenas uma falha na documentação pode ainda afastar a empresa da vitória, já que a empresa não precisa fazer nenhum ajuste de preços caso não queira. Na hipótese de haver algum problema nos documentos, a empresa que poderia ganhar a precedência é a Ericsson que, apesar de não desenvolver tecnologia no país, possui PPBs no setor.

Próximos lances

As próximas licitações da Telebrás devem seguir o script em que uma empresa nacional sairá vencedora. Isso porque os editais serão sempre restritos à regra de priorização de empresas brasileiras. A exceção será o leilão para os equipamentos do core da rede IP, onde não haveria ninguém com tecnologia desenvolvida no Brasil e por isso o leilão será sem restrições.

Já o leilão mais aguardado, de rádios IP, que deve movimentar a maior quantidade de dinheiro (fala-se de valores superiores a R$ 1,5 bilhão), esse será restrito, ou seja, empresas brasileiras com desenvolvimento local e PPB terão prioridade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lula prorroga mandado de Sardenberg na presidência da Anatel

O Globo - 03/11/2010

BRASÍLIA - O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, está sendo reconduzido ao cargo por um período de mais 12 meses, até 5 de novembro de 2011, quando termina também o seu mandato de conselheiro. A decisão foi tomada no final da tarde desta quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois de se reunir com o ministro das Comunicações, Jose Artur Filardis. O decreto com a nomeação deverá ser publicado até sexta-feira.

Quanto a outra vaga no conselho da Anatel, que será aberta com o fim do mandato do conselheiro Antonio Bedran, não houve nenhuma indicação de nomes. Segundo o ministro, Lula prefere conversar com a presidente eleita Dilma Rousseff antes de fazer qualquer indicação. Cabe ao Senado sabatinar e depois aprovar o nome indicado pelo Executivo.

Alguns dos nomes que estão sendo apontados por fontes como possíveis para ocupar a vaga da Anatel são o de André Barbosa, assessor especial da Casa Civil, que trabalhou diretamente com Dilma Rousseff, e de Cezar Alvarez, o principal coordenador do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
Telecom para o sertão

Como uma empresa indiana está conectando os milhões de excluídos com lucro, e o seus planos para a América Latina

Olhar Digital - 03/11/2010

A VNL (Vihaan Networks Ltd.) apresentou no Brasil uma antena para repetição de sinal GSM de baixo custo que tem revolucionado os mercados de telecom no sudeste asiático e na África. O CEO e fundador da empresa Rajiv Mehrotra se mostrou otimista quanto ao papel do país sul-americano nesta revolução. "Nós acreditamos que temos um ótimo conjunto de soluções que é ideal para os mercados da América Latina. A demanda por redes de alta velocidade de transmissão de dados não está atendida, e nós estamos aqui no momento certo". Segundo informações reveladas por representantes da empresa no país, cada unidade é capaz de repetir o sinal de voz e dados por um raio de 40 quilômetros e custa aproximadamente 30 mil reais, uma fração do valor das torres atuais.

Universalização da banda larga

A universalização da banda larga é um tema recorrente nas discussões sobre tecnologia. Segundo dados do Ibope/Nielsen, existiam no Brasil 67,9 milhões de internautas com mais de 16 anos em dezembro de 2009, notando-se um crescimento acelerado principalmente entre pessoas da classe C. Se compararmos este número com o de celulares em operação no país (191 milhões em setembro de 2010) vemos que existe um potencial enorme para crescimento.

O acesso à rede de transferência de dados torna possível uma transformação nas bases da sociedade. A conexão ao serviço de banda larga melhora a viabilidade da criação de sistemas de microcrédito, torna possível o acesso à educação de qualidade (e-learning) em áreas remotas e, como tem acontecido em outros países em desenvolvimento, possibilita o diagnóstico de saúde por médicos especialistas à distância, com o auxílio de técnicos em campo. É devido às novas soluções tecnológicas que se utilizam das redes e que se traduzem em benefícios para os usuários e também ao potencial de lucro para a indústria que existem muitas pessoas pensando em soluções para o assunto.

A solução para os "desconectados"

A empresa indiana VNL é um caso de sucesso ao criar uma solução tecnológica inovadora para atender aos "desconectados" - consumidores da "base da pirâmide". O fundador da empresa é o engenheiro eletrônico Rajiv Mehrotra, um veterano na indústria de telecom que foi pioneiro ao fabricar um sistema de recepção de TV por satélite de baixo custo em 1974. Sua invenção possibilitou o acesso a conteúdo de qualidade para milhões de indianos que estavam acostumados a assistir (se é que assistiam) apenas ao canal estatal. Esta inovação causou uma transformação cultural no país asiático e foi inspirado por esta revolução que Rajiv decidiu levar a frente o projeto de instalar sistemas de telefonia móvel em mais de 100.000 vilas em seu país. Fundada em 2004, a VNL tem a missão declarada de "levar a telecomunicação até a próxima fronteira, conectando os bilhões de desconectados do mundo".

Conversamos com Didio Loures, empresário que está apoiando a VNL no Brasil, e ele nos contou que na Índia existem subsídios governamentais para viabilizar o acesso às redes de celular em vilarejos distantes. Como quase não existe infra-estrutura nestas regiões remotas, o governo local oferece licenças de uso das bandas de transmissão (no Brasil este direito é reservado às operadoras) para comunidades ou operadores privados (microempresas locais) e financia a aquisição de equipamentos. Este conjunto de incentivos aliado à inexistência de impostos possibilita a utilização de comunicação de voz e dados ao custo médio de 2,5 dólares por usuário ao mês.

O Sistema

O equipamento propaga o sinal GSM e utiliza apenas a energia que é fornecida por placas de captação solar na base da plataforma. O kit é fornecido em caixas e pode ser facilmente transportado por meio de veículos simples (camionetes, barcos ou mesmo veículos de tração animal). O local de instalação também não é motivo de preocupação e frequentemente é o telhado de uma casa comum. O sistema de transmissão também não precisa de ar condicionado e nenhum tipo de gerador de energia elétrica.

Segundo a empresa, a torre pode ser instalada facilmente por 2 pessoas sem treinamento em um prazo de seis horas.

A situação brasileira

As operadoras de celular representam a maior oportunidade e a maior ameaça para o desenvolvimento deste mercado. Se por um lado elas podem se beneficiar dos baixos custos do equipamento para cobrir áreas com baixa densidade populacional e com alto risco financeiro, por outro são elas as detentoras do direito de explorar as bandas de sinal GSM e podem se opor à utilização por terceiros destas frequências em áreas geográficas que não queiram atender. Segundo Lores, a Anatel considera outorgar a licença para a utilização da banda GSM em espaços geográficos limitados, seguindo o exemplo do governo indiano.

Ponderando sobre a viabilidade da utilização do equipamento da VNL no Brasil, Lores explica que no caso da utilização da torre para propagação do sinal de dados, "não haveria necessidade de licenças para os provedores destes serviços" e sugere que "uma vez superada a questão regulatória seria possível oferecer para comunidades remotas ou de baixa renda acesso à telefonia celular de ultima geração bem como à Internet de banda larga de baixo custo", lembrando que ela está cada dia mais está se tornando uma "commodity".
Telebrás deve decidir amanhã sobre vencedor do 2.o pregão

A PadTec atendeu aos requisitos do edital para fornecimento de equipamentos DWDM, mas Telebrás quer negociar proposta antes de bater o martelo.

Computerworld - 03/11/2010

A Telebrás suspendeu nesta tarde, 03/11, o pregão para contratação do fornecedor que acenderá as fibras da rede do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), sem anunciar o nome da empresa vencedora. A fabricante nacional PadTec foi a primeira colocada no quesito preço a atendimento das exigências da Medida Provisória 495/2010, que dá preferência para tecnologia nacional.

Uma nova sessão do pregão foi marcada para amanhã, 04/11, às 17h30. Segundo informou o pregoeiro do leilão no site de compras do governo federal Comprasnet, a PadTec atendeu aos requisitos do edital e entregou toda a documentação para as análises necessárias.

“Esclareço ainda que, no momento oportuno, pretendemos promover as negociações com a mencionada licitante, no intuito de buscar a obtenção de proposta mais vantajosa para a Telebrás”, informou o pregoeiro, que disse que o leilão está sendo realizado no prazo previsto.

Essa segunda licitação é para contratação dos equipamentos baseados na tecnologia Dense Wavelength Division Multiplexing (DWDM). Além da PadTec estão concorrendo ao contrato as multinacionais ZTE do Brasil, Huawei do Brasil e Ericsson Telecomunicações.