sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Telebrás passa a funcionar em novo endereço

Tele.Síntese - 08/10/2010

A partir da próxima semana estatal estará atendendo no Setor Comercial Sul

A partir de quarta-feira (13), a Telebrás estará funcionando em seu novo endereço, edifício Parque Cidade Corporate, situado no Setor Comercial Sul (SCS), Quadra 09, Bloco A, Torre B, 3º Pavimento, em Brasília. A mudança foi necessária para abrigar os quase 40 funcionários cedidos que retornaram à estatal. A antiga sede, no edifício Varig, não comportava a nova equipe.

Além das instalações e móveis novos, a Telebrás também está com o site na internet remodelado. A estatal estréia ainda os serviços especializados em Tecnologia da Informação e Gerenciamento de Conexões à Infovia Brasília, contratados do Serpro por R$ 165,6 mil anuais; a solução de segurança da rede de computadores, contratada da Cipher Informática por R$ 412 mil e 100 novos microcomputadores, adquiridos da Itautec por R$ 147,4 mil.

O aluguel da nova sede custará R$ 196 mil mensais ou R$ 2,35 milhões anualmente. Todas as aquisições foram feitas com dispensa de licitação, prevista na lei 8.666/93.
Rede da Telebrás deve entrar em operação já integrada à do Ceará

Tele.Síntese - 08/10/2010

A troca de tráfego entre redes estaduais e Telebrás não deve envolver dinheiro, mas troca de capacidade.

Em reunião realizada hoje, em Vitória, no Espírito Santos, a convite da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de TIC (Abep), os diretores técnicos das companhias discutiram, com representantes do governo federal, a integração das redes estaduais com a rede da Telebrás.

De acordo com José Luiz Aquino, do gabinete pessoal da Presidência da República, o encontro tratou de questões técnicas e da moeda que será usada na troca de tráfego entre as duas redes. “A tendência é que a remuneração seja feita com troca de capacidade e não envolva dinheiro”, comenta Aquino.

Na reunião foi decidido que a primeira rede estadual a se integrar à da Telebrás é a do estado do Ceará. “Nosso objetivo é que a rede da Telebrás entre em operação já com a rede do Ceará integrada”, contou Aquino.

A expectativa é de que a rede da Telebrás comece a operar em dezembro e atenda, nessa primeira fase, cem cidades. Para isso, a empresa ainda precisa contratar equipamentos e sistemas para iluminar as fibras do backbone óptico. Os termos de referência para a contratação dos equipamentos estão sendo submetidos à consulta pública e o primeiro leilão, na modalidade de registro de preço, está previsto para o dia 15 deste mês.
PNBL e Telebrás - uma guinada na estratégia eleitoral para o segundo turno?

Insight - Laboratório de Idéias - 08/10/2010


A matéria distribuída pela Reuters e trazida hoje pelo portal argentino Infobae e pelo chileno El Mercurio, pode estar simbolizando uma mudança na estratégia do PT e de Lula com relação ao Plano Nacional de Banda Larga.

Ausente dos eventos e das discussões públicas sobre o PNBL desde abril - talvez até por estratégia de uma campanha onde sua candidata liderava com folga as pesquisas - é possível que Lula tenha agora entendido que tem nas mãos um dos maiores trunfos para este segundo turno, já que José Serra não possui nenhum plano semelhante e, inclusive, declarou publicamente que, se eleito, iria fechar as portas da Telebrás, descartando-a.

No Brasil, onde a legião dos chamados "sem @" representa uma parcela da população bem maior que todos os votos recebidos por Dilma, ter em marcha um plano que pode proporcionar a inclusão digital de todos os brasileiros, especialmente dos desassistidos e dos que moram em favelas ou nos rincões do País, realmente pode fazer uma significativa diferença, caso haja um engajamento público de Lula nessa reta final de campanha.

Além disso, nos mais de 30 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média nos últimos anos, o acesso ao computador e, simultaneamente, às facilidades da Internet, é uma das maiores aspirações. Grandes eventos populares no Brasil, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ambos presentes na mídia diária, ajudam a potencializar essa aspiração, pois requererão a participação interativa, mesmo que virtual, de toda a população.

Outro fator ainda não colocado na balança é o fato de a Telebrás ser a empresa brasileira - estatal ou privada - que possui a maior quantidade de pessoas físicas como acionistas. Seus quase 2,1 milhões de sócios representam uma significativa parcela de eleitores que não pode ser desprezada, mormente nesta hora em que qualquer voto poderá fazer a diferença.

Se o Presidente e seu partido souberem aproveitar esse trunfo, poderá acontecer um rápido deslocamento do eixo do noticiário e das discussões, migrando de "Marina / PV /aborto" para um tema totalmente confortável ao governo e que vai ao encontro dos desejos dos brasileiros.

Tornando o PNBL na última e mais importante medida que deixará como herança de seus oito anos de governo, aí sim será possível que Lula viabilize uma maior e mais decisiva transferência de seus votos para Dilma, em curto espaço de tempo e com potencial, inclusive, para atingir a massa de abstenções do turno anterior.
La compañía brasileña Telebras revive para Internet

Reuters - 08/10/2010

La estatal brasileña de telecomunicaciones Telebras espera levantar la primera parte de una capitalización de 3.000 millones de reales (1.278 millones de euros) este año para llevar Internet de banda ancha a los hogares de bajos ingresos, dijo a Reuters su presidente. Seguir leyendo el arículo

Telebras, cuyos activos fueron vendidos a inversores privados en 1997, fue revivida este año como parte de una iniciativa más amplia del Gobierno para aumentar el rol de empresas estatales en industrias clave, incluyendo el petróleo y la electricidad.

Telebras espera la aprobación del Congreso en las próximas semanas para obtener los primeros 600 millones de reales de capital del Gobierno, dijo el presidente de la compañía, Rogerio Santanna, en una entrevista el jueves por la noche.

La empresa, con sede en Brasilia, prevé una inyección gubernamental de 3.220 millones de reales en los próximos tres años. Si se consideran fondos de accionistas minoritarios, la cantidad total recaudada sería mayor, añadió Santanna.

El Gobierno tiene alrededor del 90 por ciento de las acciones comunes de Telebras, que cuenta con cerca del 73 por ciento de su capital total. El resto está conformado por papeles preferentes en circulación, según datos del regulador brasileño.

La compañía espera ampliar su red de Internet de banda ancha a bajo coste a 115 ciudades, incluyendo 15 capitales estatales, a fin de año, y a 4.283 municipios en 2014, aseguró Santanna.

"Incluso en las grandes ciudades, la banda ancha está siempre en los barrios más ricos, pero no en las regiones pobres", agregó.

Bajo el plan de negocios, empresas del sector privado como Oi y Telesp, unidad local de la gigante española Telefónica, se encargarían de la denominada "milla final" que conecta la red principal con los hogares.

"Sólo en caso de que no encontremos a nadie disponible para hacer este servicio, pensaremos en actuar directamente", explicó Santanna, quien agregó que todas las ciudades a las que se quiere llegar han encontrado interés por parte de proveedores del servicio.


Lula se puso una última meta: llevar internet a los más pobres

Infobae - 08/10/2010

La antigua empresa estatal de telecomunicaciones volverá a ver la luz, ahora de la mano de internet. Llevará banda ancha a hogares de bajos recursos económicos

La estatal brasileña de telecomunicaciones Telebras espera levantar la primera parte de una capitalización de 3.000 millones de reales (1.780 millones de dólares) este año, para llevar internet de banda ancha a hogares de bajos ingresos, dijo a Reuters su presidente.

Telebras, cuyos activos fueron vendidos a inversores privados en 1997, fue revivida este año como parte de una iniciativa más amplia del gobierno de Luiz Inácio "Lula" da Silva para aumentar el rol de empresas estatales en industrias clave, incluyendo el petróleo y la electricidad.

Telebras espera la aprobación del Congreso en las próximas semanas para obtener los primeros 600 millones de reales de capital del gobierno brasileño, dijo el presidente de la firma, Rogerio Santanna, en una entrevista el jueves en la noche.

La estatal publicó el pliego de licitación para la contratación y compra de equipamientos que componen la infraestructura de implementación del Plan Nacional de Banda Ancha (PNBL). El concurso se realizará de manera electrónica en el sitio de compras del gobierno brasileño el 20 de octubre.

El pliego contempla la contratación de infraestructura básica para la activación de la red nacional e incluye la provisión de contenedores, gabinetes y materiales necesarios para el funcionamiento y protección de los equipos de telecomunicaciones —ópticos, radio e IP. También se contempla la contratación de soluciones para la instalación, operación inicial, soporte técnico y capacitación.

Para desplegar el PNBL se utilizarán las redes de fibra óptica de Eletrobras y Petrobras. Telebrás venderá banda ancha mayorista a proveedores y operadores que ofrecerán el acceso a usuarios finales.

Reviven a brasileña Telebras para llevar internet de banda ancha a hogares más pobres


El Mercurio - 08/10/2010


Activos fueron vendidos a privados en 1997, pero fue revivida este año como parte de una iniciativa más amplia para aumentar el rol de empresas estatales en industrias claves.

BRASILIA.- La estatal brasileña de telecomunicaciones Telebras espera levantar la primera parte de una capitalización de 3.000 millones de reales (US$1.780 millones) este año, para llevar internet de banda ancha a hogares de bajos ingresos, dijo a Reuters su presidente.

Telebras, cuyos activos fueron vendidos a inversores privados en 1997, fue revivida este año como parte de una iniciativa más amplia del Gobierno para aumentar el rol de empresas estatales en industrias clave, incluyendo el petróleo y la electricidad.

Telebras espera la aprobación del Congreso en las próximas semanas para obtener los primeros 600 millones de reales de capital del Gobierno, dijo el presidente de la firma, Rogerio Santanna, en una entrevista el jueves en la noche.
Telebrás completa mudança para a nova sede

Insight - Laboratório de Idéias - 08/10/2010

Durante o dia de hoje, a Telebrás já deverá ter completada sua mudança para a nova sede, localizada no Edifício Parque Cidade Corporate, situado no Setor Comercial Sul, Quadra 09, Bloco A, Torre B, 3º Pavimento.

As novas instalações, muito mais amplas e funcionais, foram alugadas por três anos, e têm condições de abrigar todos os funcionários previstos, entre diretores, gerentes, engenheiros, assistentes administrativos, técnicos em telecomunicações, economistas, administradores, analistas de sistemas, além de auxiliares técnicos e pessoal de apoio, muitos destes provindos da Anatel, onde estavam cedidos.

A previsão do presidente da estatal, Rogério Santanna, é de que a Telebrás tenha entre 100 e 120 funcionários, quadro que será completado com a criação de novas diretorias e de gerências, todos cargos de confiança. A realização de concurso público está prevista apenas para 2011.
Tecnologia para Copa e Olimpíada motivam novos investimentos

Folha de São Paulo - 08/10/2010

Os dois grandes eventos previstos para o Brasil nos próximos seis anos, Copa do Mundo, de 2014, e os Jogos Olímpicos, de 2016, já despertam interesse de diversos fundos de capital de risco. Os investidores estão olhando para empresas de tecnologia que poderão ser aproveitadas pelos eventos.

"Acompanhamos de perto empresas de pequeno e médio portes com disposição para desenvolver sistemas pensando nos dois eventos", diz Marcos Regueira, da FIR Capital."Buscamos as "startups" que precisam desenvolver sua governança corporativa ou necessitam de apoio estratégico", diz.

Hoje, dos recursos da FIR, 20% são concentrados em "startups", e 80%, em empresas com receita anual de até R$ 150 milhões. O fundo investe em dez empresas.

A Confrapar também olha com atenção empresas digitais que estejam desenvolvendo sistemas para os Jogos Olímpicos.

Empresas que desenvolvam sistemas digitais de segurança estão no radar do fundo, desde que tenham faturamento de, no máximo, R$ 2,5 milhões.
Telebrás reformula seu site, mas ainda de forma provisória

Insight - Laboratório de Idéias - 08/10/2010

Após sua reativação e definição como empresa líder do Plano Nacional de Banda Larga-PNBL, a Telebrás concluiu ontem a primeira reformulação em seu site, a fim de poder adequá-lo às diversas informações que necessitam ser divulgadas via Internet.

Ainda com poucos funcionários, em processo de mudança de sede e totalmente focada para a montagem dos novos editais e consultas públicas, a empresa optou por realizar uma reformulação provisória, haja vista que o site anterior não atendia às requisições mínimas.

O novo layout visa, assim, disponibilizar todos os documentos de interesse público que estão sendo trabalhados pela estatal, as principais notícias sobre a empresa e os canais de relacionamento e informação de interesse dos internautas, fornecedores e investidores.

Pequenos problemas técnicos e de atualização de textos ainda existentes deverão ser corrigidos em breve.

O portal internet definitivo está sendo pensado e planejado, mas ainda não tem data prevista para ser disponibilizado ao público.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Gesac vai contratar mais 1.460 conexões para telecentros e escolas rurais

Tele.Síntese - 07/10/2010


Contratos aditivos preveem também aumento das velocidades de acesso, que ficarão com mínimo de 512 Kbps.

Ainda sem definição da data do pregão que elevará para 55 mil as conexões do Gesac, o Ministério das Comunicações deve assinar, nos próximos dias, contratos aditivos com a Embratel para ampliar em mais 1.460 pontos e para elevar a velocidade dos 11.919 já em funcionamento. As novas conexões poderão ser via satélite ou por tecnologia fixa.

As novas conexão do Gesac beneficiarão parte das unidades de inclusão digital selecionadas pelo programa Telecentros.BR, que já estão funcionando, mas ainda não têm acesso à internet. A outra parte, será destinada à conexões de escolas públicas rurais e de telecentros implantados pelo Minicom. Ou seja, para atender parte da demanda reprimida por conexões.

Em relação ao aumento da velocidade das conexões, ponto muito criticado pelos usuários dos telecentros, o diretor de Serviços de Inclusão Digital do Minicom, Heliomar Medeiros Lima, disse que a mais baixa atual – de 256 Kbps – será dobrada. Assim, os 2.458 pontos que recebem até hoje, ficarão com 512 Kbps. As conexões em 1 Mbps, que até agora atendem a 140 unidades. E os acessos à internet em velocidades iguais ou superiores a 2 Mbps (máxima de 8 Mbps), limitados a 206 pontos, passarão a 391, após a assinatura dos aditivos.

Lima disse que as conexões com velocidades mínimas de até 512 Kbps que atendem a 9.115 pontos do Gesac, cairão para 8.147, com os aditivos “principalmente pelo forte aumento das conexões de 1Mbps”, disse. Os contratos com a Embratel, assinados em 2008 após pregão, ainda têm dois anos de validade.
Banda larga: acesso universal

O acesso universal à banda larga é fundamental porque propicia a igualdade de alcance do conhecimento

Folha de São Paulo - 07/10/2010


NAS ÚLTIMAS colunas comentei situações e oportunidades para quem a conexão à internet já é realidade -em casa, no trabalho e no celular.

Mas ainda somos uma parcela relativamente pequena da população com acesso a serviços de banda larga e os muitos benefícios que a web oferece. Felizmente no mundo essa realidade começa a mudar.

Recentemente, a Finlândia tornou-se o primeiro país a declarar que o acesso à internet é direito fundamental de todo cidadão. Isso dá à web status e importância de telefone, eletricidade e água corrente.

É o que se conhece por "serviço universal", conceito cada vez mais presente na regulamentação de telecomunicações e que prega a disponibilidade geral de certos serviços básicos para toda a população de um país.

Na América Latina, o Chile foi o primeiro a anunciar subsídios para suprir a demanda de acesso para a população. Voltado inicialmente a empresas que levam banda larga a áreas distantes de grandes centros, com tarifas fixadas pelo governo, o projeto deve ser intensificado, com subsídios mais pesados que ajudem a massificar a internet no país, especialmente em áreas urbanas de baixa renda.

A iniciativa terá investimentos de quase US$ 500 milhões (R$ 840 milhões) nos próximos dois anos, com meta de que, em 2014, 70% da população chilena tenha banda larga.

Hoje, só 33% do país tem acesso ao serviço -média bem menor do que os 65% dos países-membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

Com essa medida, o governo chileno também começou a liderar esforços multilaterais para reduzir os custos de internet no mundo.

A iniciativa, proposta e coordenada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, prevê que cada país assuma sua própria demanda interna de banda larga, gerando economia de escala que permitiria reduzir o custo internacional atual e consequentemente os preços para os usuários finais.

No Brasil, o governo federal criou o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), que também pretende democratizar o acesso à rede, embora de maneira diferente da chilena.

Aqui, a Telebrás foi reativada para realizar a tarefa de levar a internet a 40 milhões de brasileiros até 2014, com planos a preços populares. A estratégia quer aproveitar as redes de fibra óptica ociosas instaladas no país, contando com investimento privado, enquanto o Estado terá um papel complementar.


Segundo dados publicados na própria Folha, atualmente apenas 12,2 milhões de brasileiros possuem banda larga. Por aí, é possível ver o tamanho do desafio que o governo tem pela frente.

Para tocar o PNBL, o governo vai investir R$ 3,32 bilhões nos próximos anos e as cem primeiras cidades já foram anunciadas. A estimativa é de que mais de 14 milhões de brasileiros se beneficiem desse investimento.

Além do PNBL, existem outros esforços para conectar a população carente. Os mais de 100 mil moradores da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, têm acesso gratuito à web graças a uma iniciativa do governo fluminense e da PUC-RJ.

Esse programa, o Rio Estado Digital, também abrange outras comunidades, como Santa Marta, Pavão-Pavãozinho e Cidade de Deus.

O princípio do acesso universal à banda larga já pode se considerado uma tendência real. Algo a se comemorar, porque propicia a igualdade de acesso ao conhecimento.

Diz o Manifesto para a Banda Larga, que circula em sites chilenos: "Banda larga é educação, é comunicação, é o mundo em nossa casa, é biblioteca e conhecimento. Banda larga para aprender, para trabalhar, para inovar, para negócios, para lazer e para conquistar o mundo, quebrando o ciclo preconceituoso entre classes sociais e democratizando o conhecimento e a cultura".

Para quem já está acostumado a ter acesso à informação, pode parecer apenas mais uma manifestação panfletária. Mas, para a população que tem pela primeira vez a chance de ter acesso imediato à informação, isso tem um peso realmente libertador e revolucionário.

ALEXANDRE HOHAGEN, 42, jornalista e publicitário, fundou a operação do Google no Brasil em 2005 e desde 2009 é presidente da empresa na América Latina. Escreve mensalmente, às quintas-feiras, nesta coluna.
Fornecedores veem Telebrás abrindo novo mercado

Brasil Econômico - 07/10/2010

A Telebrás, estatal que foi recriada para atuar como gestora do Plano Nacional de Banda Larga, deve dar início a suas operações em dezembro.

Para isso, apresentou ao mercado recentemente três consultas públicas de editais para a aquisição de equipamentos.

A empresa pretende privilegiar a contratação de fornecedores que produzam e tenham centros de pesquisa e desenvolvimento no país.

Para Raul Antônio Del Fiol, presidente da fornecedora Trópico Sistemas e representante do grupo Gente, que reúne fornecedores brasileiros, a Telebrás abre um novo mercado para o setor.

Como o grupo Gente analisa os editais apresentados pela Telebrás?

Essa oportunidade está vinculada a uma estratégia de desenvolvimento tecnológico do governo com prioridade ao desenvolvimento tecnológico e produção local, independentemente da origem do capital.

Hoje, há produção no Brasil para suprir a demanda da Telebrás?

Sim, exceto no caso de roteadores de alta capacidade. No caso de alguns produtos, inclusive, há sobreposição e, nesses casos, as empresas do grupo Gente vão entrar isoladamente [na disputa].

As empresas estão prontas para dar início à produção e atender o prazo da Telebrás?

O prazo é curto, mas as empresas aceitam o desafio e já temos capacidade. Vamos dobrar a produção e aumentar os empregos diretos de 3,5 mil para 5,5 mil.

Em pesquisa e desenvolvimento, passaremos de 1,2 mil funcionários para 2 mi empregados. O faturamento das empresas do grupo foi de R$ 800 milhões em 2009 e deve passar para R$ 1,6 bilhão ao ano até 2014.
Para Anatel, oferta de telecom aos consumidores via smart grid ainda demora

Convergência Digital :: 07/10/2010


Ainda que exista um consenso sobre as possibilidades a serem abertas com a implantação no país do smart grid – a rede inteligente de energia elétrica – o uso da capacidade dessa rede para as telecomunicações ainda está distante dos consumidores, de acordo com a visão de integrantes do grupo de trabalho que discute uma política nacional para essa infraestrutura.

Mesmo a Anatel não vê aplicações imediatas para os usuários fora dos ganhos previstos para o setor elétrico – ou seja, a possibilidade de melhor gerenciar o consumo de energia, as vantagens econômicas nas operações de distribuição e consequentes ganhos para as tarifas e, até, a eventual possibilidade de transformar consumidores em fornecedores de eletricidade.

Isso significa que o primeiro passo se dará no uso das telecomunicações dentro do próprio setor elétrico – naquelas aplicações esperadas como telemetria, cortes e religações remotas, monitoramento da rede e gestão eficiente do consumo. É um território em que já existem associações de distribuidoras com empresas especializadas em smart grid, especialmente com tecnologia de radiofrequência.

A Anatel não tem assento formal no grupo de trabalho criado para discutir uma política para o smart grid, mas tem participado das reuniões. Até aqui, o principal quebra-cabeça das discussões está na elaboração de um modelo econômico viável, que atraia investimentos e ao mesmo tempo não resulte em impactos tarifários.

De acordo com integrantes do GT, o tema é tratado como questão estratégica e pelo leque de oportunidades que o smart grid abrirá para o país – e nesse caso o uso disseminado em telecomunicações faz parte do escopo a médio e longo prazo – é bastante provável que o Estado arque com pelo menos parte dos recursos para viabilizar a modernização da rede.

Nesse campo econômico-financeiro, a agência tem procurado encontrar uma solução relativa à cobrança das taxas relativas à infraestrutura de telecomunicações. Afinal, pelas regras atuais cada equipamento sofre impactos de taxas como o Fistel, mas a ideia é buscar uma saída para evitar que, por exemplo, cada novo medidor seja considerado como uma estação de comunicações.

É bastante reconhecida, porém, a capacidade do uso da nova rede inteligente para as telecomunicações. Experiências foram apresentadas ao GT por fornecedores, inclusive de aplicações práticas de construção de rede com uso da tecnologia WiMax, utilizada nos EUA pela associação da Sprint com a Grid Net.

Mesmo assim, a visão do GT do smart grid parece se manter restrita às aplicações diretamente ligadas ao setor elétrico. “É uma nova oportunidade e claro que essa rede abre grandes possibilidades, mas ainda é difícil vislumbrar a oferta de telecomunicações para os usuários agora”, afirma um dos integrantes do grupo.
Telebrás vai às compras e anima fornecedores

DCI - 07/10/2010

SÃO PAULO - Interessa nas compras de equipamentos de rede para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a chinesa ZTE estuda montar uma fábrica de equipamentos no Brasil, para atender às licitações como pregão eletrônico anunciado pela Telebrás para o próximo dia 20. Segundo fontes ligadas à empresa, a intenção é atender às especificações do governo brasileiro para entrar nas licitações de equipamentos para operadoras, para pequenos provedores e principalmente para a estatal que vai às compras para iniciar o PNBL ainda neste ano.

A Telebrás publicou ontem o primeiro edital de licitação para a contratação da infraestrutura que vai abrigar 241 Pontos de Presença (PoPs) que serão instalados até 2012 na rede de telecomunicações do governo federal. Serão adquiridos contêineres, gabinetes e materiais necessários para o funcionamento e proteção dos equipamentos óticos, de rádio e de IP.

Segundo a empresa, essa infraestrutura garantirá o fornecimento de energia elétrica, climatização, segurança física como sistema de vigilância, controle de acesso e sistema de aterramento, entre outros.

A Rede Nacional de Telecomunicações, administrada pela Telebrás, implementará o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem o objetivo de levar banda larga de alta velocidade e baixo custo a 4.283 municípios brasileiros até 2014. O pregão eletrônico será realizado pelo Portal de Compras do governo federal.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pregão eletrônico do plano de banda larga será no dia 20, diz Telebrás

Valor - 06/10/2010

BRASÍLIA - A Telebrás abriu nesta quarta-feira o processo de licitação para a contratação de infraestrutura básica de proteção dos equipamentos de rede a ser utilizada no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). As empresas que vão participar do pregão eletrônico, marcado para o próximo dia 20, devem oferecer garantia e assistência técnica, instalação, treinamento e operação inicial.

Ao todo, serão licitados 146 itens. As propostas podem ser encaminhadas a partir de hoje pelo sistema Comprasnet. Esse é o primeiro processo de licitação para a contratação de equipamentos do PNBL.

A contratação da maior parte dos equipamentos e dos serviços de suporte à infraestrutura operada pela Telebrás deve ocorrer na primeira quinzena de novembro. Atualmente, os termos de referência para contratação, com as especificações técnicas, estão em fase de consulta pública.
Diretor do Projeto 2014 alerta que o País está deficiente em volume de transmissão de dados e velocidade da banda larga

Portal 2014 - 06/10/2010

Termina nesta quarta-feira (6) o Seminário Copa 2014, que promove debates e palestras nas 12 cidades que realizarão os jogos daqui a quatro anos. A capital federal foi a última a receber o evento, que tem como objetivo orientar, preparar e apresentar as principais necessidades estruturais e tecnológicas que as cidades terão com a Copa do Mundo.

Na ocasião, Marcelo Castro, diretor do Projeto 2014 –que oferece o seminário em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas– falou sobre as impressões que teve após visitar as 12 capitais. “Muita gente confunde organizar uma Copa do Mundo e um Campeonato Brasileiro. O primeiro é um modelo de negócio e o outro é um evento esportivo”, afirmou.

Castro comparou o direito de sediar a Copa a uma franquia. Segundo ele, os gestores têm que entender que o Brasil firmou o contrato com a Fifa para realizar os jogos e tem uma série de acordos para cumprir – que estão no caderno de encargos da Fifa. Só depois disso é que o país vai poder pensar nos lucros que poderá ter com a Copa.

Marcelo Castro alertou que o pais está deficiente em infraestrutura tecnológica, como volume de transmissão de dados por cabos de fibra ótica e velocidade da banda larga. Esse problema não só afetará o país em 2014, mas já complica o desenvolvimento do país hoje.

Para o diretor do Projeto 2014, para desenvolver a área tecnológica o país precisa aproveitar o serviço de empresas com experiência. Não adianta, segundo ele, tentar criar essas tecnologias no país. Ainda assim, o Brasil ganharia um legado neste setor. “Ao contrário da Copa da África, não vamos alugar estruturas e tecnologia. Vamos buscar empresas que sabem fazer e que já estão no nosso país. Ficaremos com a tecnologia aqui”, disse.
Telebrás marca para dia 20 primeiro pregão de equipamentos do PNBL

Convergência Digital :: 06/10/2010

A Telebrás abriu nesta quarta-feira, 6/10, o processo para aquisição de infraestrutura básica para proteção e guarda dos equipamentos que serão utilizados na rede pública de fibras ópticas, parte do Plano Nacional de Banda Larga. A compra será na modalidade de pregão eletrônico com registro de preços, marcado para o próximo dia 20, via Comprasnet.

O objetivo é adquirir solução de infraestrutura básica, com fornecimento de contêineres, gabinetes e materiais, necessária para o funcionamento e proteção dos equipamentos ópticos, rádio e IP, a serem utilizados na rede nacional de telecomunicações. Isso inclui garantia e assistência técnica, instalação, treinamento e operação inicial.

Além dos itens, deverá ser fornecido um sistema de vigilância por câmeras IP com sensores de presença, gravação, armazenamento local e a transmissão das imagens pela estrutura de rede IP do sistema. Deverá ser fornecido também um elemento de rede que faça a agregação das imagens das diversas câmeras e que possa ser interconectado à rede IP do sistema.

A escolha dos fornecedores se dará pelo menor preço por grupo. O edital permite a participação de empresas reunidas em consórcio e será adotado, como critério de desempate, a preferência de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte – por empate entende-se propostas que sejam iguais ou até 5% superiores à proposta mais bem classificada.

O registro de preços valerá por 12 meses. Já os prazos de vigência dos contratos serão de 42 meses a partir da data de assinatura. Além do edital divulgado nesta quarta-feira, 06/10, a Telebrás já apresentou cinco termos de referência para recebimento de contribuições relativos aos equipamentos DWDM, tecnologia escolhida para “iluminar” as fibras ópticas, três propostas para a camada IP da rede e ainda um para equipamentos de rádio enlace.

A expectativa da estatal é concluir os pregões até meados de novembro. E embora o prazo seja cada vez mais curto, mantém como meta a conexão das 100 primeiras cidades a serem atendidas pelo PNBL até o fim deste ano.
Falta rumo

Capital Digital - 06/10/2010

Li na Folha, que ontem na reunião de Lula com políticos eleitos no primeiro turno, o tema privatizações da era FHC voltou ou voltará à pauta, neste segundo turno. E será explorado pela candidata Dilma Rousseff.

Minha humilde opinião sobre o tema.

Se esperam que o candidato José Serra fique acuado com esse assunto, acho que quem pensou nessa estratégia parou no tempo. Serra terá a oportunidade de ouro de devolver ao PT o seguinte:

Se as privatizações foram tão ruins para o país, sobretudo as do setor de telefonia, então por que o PT, depois de oito anos no poder, não auditou a venda dessas estatais?

Dilma responderá o quê?

* O importante seria Dilma não desperdiçar oportunidades como as que teve no último debate da TV Globo.

Ao falar no resgate de empresas públicas demolidas, somente se lembrou da capitalização da Petrobrás. Esqueceu de informar ao eleitor, que o governo Lula tirou do limbo a Telebrás e que esta empresa será a responsável, daqui para a frente, em oferecer Internet nos locais onde as empresas de telefonia não se interessam no serviço porque não dá lucro.

Dilma nem se lembrou de mostrar o pedágio que o paulistano é obrigado a pagar nas rodovias privatizadas pelo PSDB. Assunto que irritou profundamente Serra no primeiro turno, ao ponto dele até pedir a cabeça de jornalistas que o incomodaram com o tema.
Consórcio diz estar preparado para exigências do PNBL

Fabricantes brasileiros defendem regras atuais

Valor - 06/10/2010

Raul Del Fiol, presidente da Trópico: "Estados Unidos, China, Japão, Coreia e Europa têm práticas semelhantes de estímulo ao desenvolvimento local"

Cinco empresas de capital nacional e Fundação CPqD que produzem e desenvolvem soluções de telecomunicações decidiram reagir - em coro - a posições de multinacionais do setor sobre a decisão da Telebrás de privilegiar o uso de produtos criados no país nas compras da estatal.

Em entrevista ao Valor, por teleconferência, dirigentes da Trópico, Padtec, Asga, Datacom, Icatel e a Fundação CPqD rejeitam afirmações de que a tecnologia desenvolvida no país seja mais antiga e de geração anterior à produzida em outros países, e que não tenha competitividade.

A Telebrás iniciou o processo de lançamento de editais para implantar a rede que atenderá ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A controvérsia é em torno do texto colocado para consulta pública referente ao primeiro edital divulgado. O documento trata dos sistemas de rede com tecnologia de multiplexação de ondas transmitidas em uma fibra óptica (tipo DWDM, a sigla em inglês).

A consulta pública terminou na sexta-feira. Jorge Salomão, presidente da Padtec, uma das empresas produtores de sistemas que se enquadram na demanda da Telebrás, diz que concorre com as multinacionais no mercado. "Temos o estado da arte (tecnologia atual), todas as operadoras como clientes, competimos, vencemos 80% das concorrências e exportamos para 40 países. Fomos pioneiros na aquisição de empresa de tecnologia em Israel e chegaremos muito longe. Vamos faturar R$ 200 milhões este ano", afirmou.

"Hoje, as empresas nacionais atendem a cerca de 10% das compras totais de infraestrutura de telecomunicações no país, mas há segmentos que respondem por mais da metade. O PNBL cria um horizonte mais promissor para quem desenvolve tecnologia", diz Salomão.

Para Raul Del Fiol, presidente da Trópico, a opção da Telebrás de basear-se na Medida Provisória 495, estimulando a compra de equipamentos desenvolvidos no país, é um mecanismo semelhante ao que já existe em vários mercados externos.

"A proposta não é discriminatória. Quem desenvolver aqui, independentemente da origem do capital da empresa poderá apresentar proposta", afirma.

A Trópico produz redes transmitindo voz sobre IP, mas que integram diversos protocolos, e segundo Del Fiol, as teles que atuam no Brasil não discriminam a origem do capital, buscam preço competitivo. "Mas a participação de mercado está muito vinculada não só à tecnologia e qualidade, como as linhas de financiamento internacionais a juros baixos aliados a bônus para outras compras", afirma Igor Slaru, presidente da Icatel. A empresa, que estima faturar R$ 180 milhões este ano, é voltada à telefonia pública e criptografia eletrônica.

Del Fiol lembra que países como Estados Unidos, China, Coreia, Japão, Israel, França, Itália, Dinamarca e Finlândia têm práticas semelhantes de estímulo ao desenvolvimento local. E destaca que a alegação da Telebrás - em torno de segurança nacional em determinados sistemas para atender ao governo e às Forças Armadas - levanta a questão do software contendo vírus ou dispositivos de espionagem, baseada em fatos já ocorridos no exterior, que demonstraram
fragilidade em redes.

O diretor da Asga, Francisco Mecchi Neto, também participou da entrevista. A empresa desenvolve equipamentos para acesso óptico e rádios digitais. Por outro lado, a Fundação CPqD, presidida por Helio Graciosa, que já foi do sistema Telebrás, é voltada para o desenvolvimento de tecnologia em telecomunicações.

Empresas e pessoas físicas que fizeram contribuições à consulta pública divulgada pela Telebrás para a contratação de infraestrutura óptica reclamam da falta de isonomia na licitação da estatal.

Outra observação recorrente é a preocupação com a obsolescência da tecnologia. "A Alcatel-Lucent acredita que há soluções tecnológicas mais atualizadas do que aquelas especificadas na consulta, o que permitiria que a administração pública pudesse ter acesso à tecnologia óptica de ponta", diz a contribuição assinada pelo diretor da companhia, Wagner Ferreira.

A exigência de equipamentos desenvolvidos no país é objeto da contribuição de José Antonio Morgado. Em sua visão, o país detém apenas 0,025% de patentes na área da tecnologia óptica requerida pela Telebrás. "Torna-se complexo, portanto, referir-se aqui ao conceito de 'tecnologia desenvolvida no Brasil', particularmente no âmbito das regras do comércio internacional", afirma. Uma das alternativas apontadas pela Alcatel é permitir a participação a fabricantes com Processo Produtivo Básico, sem excluir os demais fabricantes que já atuam no país.

Outra observação é quanto à contratação de um único fornecedor. Uma das contribuições propõe a divisão da licitação por enlaces de anéis ópticos ou por região geográfica para que a Telebrás não fique refém de um único fornecedor em um projeto de âmbito nacional.
Telebrás publica edital para implantação de infraestrutura da rede

Tele.Síntese - 06/10/2010

Pregão eletrônico, na modalidade de registro de preço, está marcado para dia 20.

A Telebrás publicou nesta quarta-feira (6) edital para contratação de solução de infraestrutura básica com fornecimento de contêineres, gabinetes e materiais necessários para o funcionamento e proteção dos equipamentos ópticos, radio e IP, a serem utilizados na rede nacional de telecomunicações incluindo garantia e assistência técnica, instalação, treinamento e operação inicial. A licitação, na modalidade de pregão eletrônico e contratação mediante registro de preço, será realizada no dia 20 deste mês no site www.comprasnet.gov.br.

Este será o primeiro pregão para aquisição de equipamentos necessários para ativar a rede de fibras ópticas que dará sustentação ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Novo edital deverá ser lançado no final do mês para contratação de solução baseada na tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) para compor a rede de telecomunicações nacional, incluindo fornecimento, com garantia e assistência técnica, equipamentos, plataforma de gerência, serviços de instalação, treinamento e operação inicial.

TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A
AVISO DE LICITAÇÃO
PREGÃO Nº 2/2010
Objeto: Pregão Eletrônico - Contratação mediante registro de preço de solução de infraestrutura basica com fornecimento de conteineres, gabinetes e materiais necessaria para o funcionamento e proteção dos equipamentos opticos, radio e IP, a serem utilizados na rede nacional de telecomunicações incluindo garantia e assistencia tecnica, instalação, treinamento e operação inicial.
Total de Itens Licitados: 00146
Edital: 06/10/2010 de 08h00 às 12h00 e de 14h às 17h00 .
ENDEREÇO: SCN Q.4 Bloco B 9.andar sl 903 - Centro empresarial Varig Asa norte - BRASILIA - DF .
Entrega das Propostas: a partir de 06/10/2010 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br . Abertura das Propostas: 20/10/2010 às 10h00 site www.comprasnet.gov.br
ADAILTON DE BRITO GOIS
Pregoeiro

Banda larga: Telebrás lança edital de plano

O Globo - 06/10/2010

Estatal já solicitou à Anatel uma licença para prestação de serviço multimídia no país

BRASÍLIA. A Telebrás divulga hoje o edital para contratação da infraestrutura que será montada para coordenar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), programa de inclusão digital que o governo iniciará no fim deste ano. Esse era o passo que faltava para a estatal ser realmente reativada como provedora de rede de internet de alta velocidade. Até agora, 400 provedores já procuraram a empresa estatal interessados nos serviços para oferecer banda larga aos consumidores finais.

A estatal também já encaminhou, na segunda-feira, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) um pedido de licença para a prestação do serviço multimídia autorização sem a qual a Telebrás não pode exercer o papel para o qual foi ressuscitada pelo governo. O órgão regulador não tem data para conceder a autorização, mas a Telebrás trabalha com uma janela de dois meses, que coincide com o prazo em que espera começar a oferecer conexão aos provedores para o atendimento das cem primeiras cidades com o acesso rápido à internet.

Programa de internet rápida vai começar em Brasília
O PNBL deverá começar por Brasília e se estenderá para Palmas e Goiânia, além das 13 capitais das regiões Sudeste e Nordeste. Em 2011, mais 1.063 municípios serão beneficiados com o acesso a banda larga. O plano prevê levar o serviço de internet em alta velocidade para 4.283 municípios, atendendo a 88% da população brasileira até 2014.

O primeiro pregão para contratar equipamentos, serviços de instalação, treinamento e operação inicial, incluindo garantia e assistência técnica, deverá ser realizado pela Telebrás no fim deste mês. Somente para a elaboração desse edital a empresa recebeu mais de cem contribuições durante a primeira consulta pública.

Consulta a outros dois editais já foi aberta A Telebrás já publicou, para consulta pública, outros dois editais para contratação da rede necessária para a implantação do PNBL.

Um deles é para contratar os Sistemas Auxiliares da Rede IP, infraestrutura necessária para prover o trânsito de dados para a integração de redes de longa distância para prestação de serviços internet. O outro edital já publicado é para a contratação da solução de rede de comunicação de dados em protocolo IP/MPLS, solução composta por equipamentos de comutação de dados, servidores, softwares e serviços profissionais de planejamento técnico, instalação, treinamento, configuração e operação inicial.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Brasileiro paga caro por telecomunicações

Monitor Mercantil - 05/10/2010

A mais recente edição da revista Conjuntura Econômica, da Fundação Getúlio Vargas, aborda telecomunicações. Na mensagem do editor, Cláudio Conceição destaca pontos importantes. Afirma que, após a privatização, houve mudanças e, agora, deverá haver nova onda de fatos novos no setor.

A missão atual é possibilitar acesso a banda larga de Internet à maioria da população e o próximo passo será saber como a convergência tecnológica juntará TV e banda larga para transporte, estocagem e redistribuição de som, vídeo, voz e dados. Já há fusões à vista entre empresas de telefonia móvel e fixa. Lembra que a espanhola Telefônica ficou com 100% da Vivo, enquanto a Portugal Telecom, ao desembarcar da Vivo, comprou 23% da brasileira Oi. E o mexicano Carlos Slim, dono da Telmex, quer ser o único proprietário da Net. Constata que, na América Latina, os grupos majoritários são Telmex e Telefônica.

A revista cita o especialista Márcio Couto, ao afirmar que a estratégia dos menores grupos não está definida: "Podem ser comprados pelos gigantes ou manter operações em nichos de mercado". Couto é ex-diretor da agência do setor, a Anatel. Por fim, Conceição destaca que, entre 2000 e 2010, os preços de serviços de comunicações, no Brasil, subiram 1,5% acima da inflação, enquanto, nos Estados Unidos tiveram queda de 32% e na União Européia, redução de 36%. "A explicação para essa alta foi a de que o setor estava em precárias condições, por causa do período estatal e havia necessidade de investimentos".

No Rio de Janeiro, energia e comunicações pagam ainda mais caro do que no resto do país, em razão de acréscimo no ICMS para um tal de Fundo de Combate à Pobreza - criado por Rosinha Garotinho e mantido por Sérgio Cabral. Em energia, já houve admissão por parte do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, de que os preços são realmente altos.

Falta pronunciamento das autoridades de comunicações.
Telebrás entra na última etapa para gerir PNBL

AdNews - 05/10/2010


Na última segunda-feira (4), a Telebrás enviou para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) um pedido de licença de comunicação multimídia, a peça que falta para a estatal passar a comercializar banda larga aos provedores.

A autorização é a última etapa necessária para que a empresa se torne oficialmente a gestora do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, disse à Folha de S.Paulo que deve demorar cerca de dois meses até que a Anatel conceda a licença.

A Telebrás funcionava como uma holding do setor até 1998, quando houve a privatização. Agora, ela precisa da autorização não só para voltar a atuar, mas porque vai vender conexão a preços mais baixos a provedores associados – o que estimularia a concorrência. Mais de 400 provedores já fizeram pedidos à Telebrás para comprar a banda larga do governo – isso só na primeira fase do PNBL, que compreende cidades do Nordeste e Sudeste ainda neste ano.

De acordo com Santanna, a intenção é deixar a rede pronta já em dezembro, mas ele admite que podem acontecer imprevistos que atrasariam os planos. Brasília deve ser o primeiro município contemplado pelo Plano, já que a sede da Talebrás fica na cidade. A rede será espalhada a partir daí, com Tocantins e São Paulo como próximas da fila.
Banda larga: quase 500 milhões de usuários no mundo

Levantamento mostra crescimento de acesso no mundo; Inclusão Digital do Serpro fala sobre os reflexos no Brasil.

Portal Inclusão Digital - 04/10/2010

Em reportagem publicada pela revista britânica PC Advisor, na última semana, o Fórum Banda Larga, organização responsável por definir padrões e especificações para conexões de Internet de alta velocidade, divulgou que, em junho de 2010, cerca de 498 milhões de pessoas em todo o mundo possuíam acesso à banda larga. A pesquisa foi realizada em parceria com a consultoria Point Topic.

O CEO do Fórum Banda Larga, Robin Mersh, disse: "Este é um marco extremamente importante e que reflete a importância crucial da banda larga no nosso cotidiano, tanto para negócios, quanto lazer". Os dados indicam que 41% das conexões de alta velocidade no mundo estão concentradas na Ásia, que é seguida pela Europa, com 30%.

Na América Latina, de acordo com o relatório, o crescimento trimestral de pontos de acesso, entre 5 e 7% em relação ao mesmo período de 2009, é considerado baixo, embora consistente. Já os EUA e Canadá reduziram significativamente a sua expansão. A África responde apenas por 2,98% do total de conexões.

Entre as nações em desenvolvimento do chamado BRIC, a China é a principal responsável pelo crescimento no número de conexões no mundo, com 120 milhões de linhas com banda larga. Ela responde sozinha por 24% do total de pontos de acesso no mundo. Já os russos deverão em breve tornar-se o nono mercado mundial para conexões de alta velocidade, ultrapassando o Brasil, que é caracterizado no relatório como tendo uma expansão "anda/para" (start/stop). A Índia não figurou entre os principais mercados do mundo.

No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, 23,8% das residências possuíam acesso à Internet, o que representa um universo de 13,7 milhões de pessoas. No entanto, 7,98 milhões destes pontos de acesso estavam concentrados no Sudeste, mostrando a grande desigualdade regional ainda persistente.

Este é um dos principais motivos que fazem Luiz Cláudio Mesquita de Souza, coordenador estratégico de Inclusão Digital do Serpro, defender uma maior penetração dos serviços de banda larga no Brasil. "Temos aí a Telebrás que vai atuar como reguladora e forçar o avanço da banda larga em regiões que ainda não são atendidas", declarou. De acordo com ele a ação governamental também proporcionará redução de preço e maior qualidade da banda larga no país.

Para Luiz Cláudio, o aumento da oferta de conexões à Internet também proporcionará à população o acesso mais fácil a serviços governamentais eletrônicos já existentes, bem como irá permitir a criação de novos. "Hoje, o cidadão consegue fazer sua declaração de imposto de renda via web, mas para marcar uma consulta ainda é preciso se dirigir a um posto de saúde ou hospital". O avanço da banda larga poderia proporcionar sistemas que melhoram a vida da população.

A Inclusão Digital do Serpro também seria impulsionada com este avanço. Segundo Luiz Cláudio, uma infraestrutura de banda larga que atinja os pontos mais distantes do país seria fundamental para as ações da empresa neste sentido. "Nós temos tentado priorizar as comunidades mais remotas do Brasil - ribeirinhos, quilombolas, e aldeias indígenas -, em regiões onde a situação da banda larga é mais complexa. A ampliação da banda larga favorece esse trabalho", finalizou.
Como Será Este Segundo Turno?

Stephen Kanitz - 05/10/2010

Apesar do PSDB ter considerado o segundo turno uma vitória, Serra está indo para o segundo turno graças a campanha bem sucedida da Marina.

Algo me diz que Marina teria tido melhores chances contra a Dilma do que Serra num segundo turno. Primeiro Marina teve muito pouco espaço na TV e num segundo turno seria bem mais recohecida.

Segundo Guilherme Leal, somente 40% dos eleitores conhecem de fato a Marina, o que significaria que seus 19% na realidade representam 47% de uma população inteira.

Tanto isto parece ser verdade que Marina teve 45% dos votos no Distrito Federal, onde todos a conheceram como Ministra.

Serra não terá o apoio de Aécio, Alckmin nem FHC, apesar de querer. Ele brigou com os três, e brigou feio porque nenhum deles o apoiou de fato. Serra também tem o maior índice de rejeição dos candidatos, e isto pesa.

Nas eleições de 2002 e 2006, Lula teve os mesmos 47% no primeiro turno e acabou com 61% no segundo. Era o Lula Bicho Papão de 2002, e Lula do Mensalão de 2006. Dilma portanto está numa posição bem melhor.

Se os votos de Marina se dividirem meio a meio, Dilma termina com 56%.

Dilma terá o apoio redobrado de Lula, que tem como trunfo a capacidade de fazer um discurso emocional se precisar. Vamos ver.

A lição que o PSDB tirou desta eleição foi que esconder o FHC foi um erro, dada a vitória surpreendente do Aníbal para Senador, que não o escondeu.

Acho que trazer FHC na campanha agora é que seria um erro, novamente falariam do passado, quando o eleitor quer ouvir sobre o futuro.

E, o governo FHC não foi exatamente tudo o que a imprensa afirma continuadamente.

1. O Plano Real foi no Governo Itamar.

2. A Telebrás já era uma empresa privada, 83% das ações pertenciam àqueles que compraram um "plano de expansão", financiando seus próprios telefones, se tornando acionistas SEM DIREITO DE VOTO.

O governo FHC pulverizou a Telebrás em 18 pequenas e pouco competitivas empresas, e vendeu os 17% que tinha, que era o bloco de ações de controle, com um ágio questionável.

Questionável, porque estes 17% estariam valendo hoje uma fortuna, já que a Telebrás passou a ser bem administrada e aumentou a base de 10 milhões para 200 milhões de telefones em menos de 10 anos.

Se tivessem mantido os 17% e simplesmente dado o direito de voto a nós acionistas, teríamos colocado os mesmos administradores profissionais e não políticos, e teríamos mais uma empresa de classe mundial. Compraríamos a Telefonica da Espanha e não vice versa.

3. Lei da Responsabilidade Fiscal. Todo mundo acha que a lei limita o endividamento dos Estados e Municípios, mas na realidade limita os gastos de salários a 60% do orçamento.

Erraram de métrica. Deveria ter limitado dívidas, e não salários a x% dos ativos, ou receitas, ou então os juros pagos a x% das receitas. Usaram a métrica totalmente equivocada, e pior dispensaram o Governo Federal desta lei. Ou seja, "meia" responsabilidade fiscal, só para os outros, como sempre. O governo federal não precisa limitar gastos com pessoal a 60%, o que o Governo Lula demonstrou.

Do lado negativo:

1. aumentou a dívida interna para 54% do PIB,

2. indexou a dívida interna ao dólar, a âncora cambial,

3. aumentou os impostos para 34% do PIB,

4. os juros para 26% ao ano,

5. entregou um governo sem reservas e com uma dívida com o FMI

6. destruiu o sistema de avaliação gerencial e todos os balanços publicados das empresas brasileiras, congelando seus valores em 31 de dezembro de 1995, algo que só contadores reclamam e sabem o estrago que isto acarreta.

Esta historia que Lula recebeu uma situação mais do que tranquila de Pedro Malan, é propaganda de economistas tucanos, que dominam a nossa imprensa descaradamente, e escondem a tranquilidade que Dilma receberá de Meirelles, um administrador tucano a serviço do PT.

Portanto, cutucar o passado pode ser um grande equívoco do PSDB, Serra estava correto na sua estratégia no primeiro turno.

Jogo complexo: com a disseminação da internet, a grande mídia não está sozinha

Escrevinhador - 05/10/2010

Há diversas iniciativas na internet hoje, desde criações individuais que se disseminam por todo o mundo até tentativas de grandes empresas de se apropriar deste espaço, passando ainda pelas ações governamentais na área.

Para discutir este amplo panorama, o Escrevinhador conversou com o sociólogo e doutor em ciência política Sergio Amadeu que falou sobre os avanços e ameaças que pairam sobre a rede atualmente. Amadeu é um dos maiores especialistas sobre o tema no Brasil e concilia em seu conhecimento a parte técnica e o debate político acerca da internet.

Nesta primeira parte da entrevista, o ativista do software livre explica o Plano Nacional de Banda Larga e sua importância no cenário de comunicação no Brasil.

Em seguida, publicaremos o debate sobre a neutralidade da rede e como sua vigência é fundamental para que a internet siga sendo um espaço de criação e comunicação.

Você poderia explicar o que é o Plano Nacional de Banda Larga e qual a sua importância?
O Plano Nacional de Banda Larga é um conjunto de ações do governo para levar a internet com velocidade razoável para todo território nacional. Hoje grande parte do nosso território tem acesso apenas à conexão discada. Isto impede que se faça uma série de coisas: acesso à prestação de serviços online, acesso à multimídia…

Portanto o Plano Nacional tenta levar as redes de alta velocidade a todos municípios, a todas periferias das grandes cidades porque as empresas operadoras de telefonia, responsáveis pela banda larga, não fizeram isso até hoje. Nada impedia que essas operadoras levassem banda larga para o nordeste ou mesmo para a Cidade Tiradentes. Há mil restrições em locais onde não é rentável ter banda larga. Aí vem a questão: a banda larga que foi implementada no Brasil é cara e de baixa qualidade, muito instável.

O Plano Nacional de Banda Larga amplia a rede de banda larga fazendo parcerias também com pequenos empreendedores, com empresas estatais e retomando a Telebrás – não como a empresa estatal que era mas como um gestor do sistema. Este será mais amplo em relação ao gerado pelas privatizações, que é um sistema de grande operadoras que querem uma alta taxa de remuneração e por isso deixam abandonadas as regiões carentes.

O Plano Nacional de Banda Larga no fundo é o reconhecimento de que a Anatel não conseguiu que a empresas operadoras, simplesmente por medidas regulatórias, expandissem a banda larga. Até porque a banda larga, ao contrário da telefonia fixa, não tem metas de universalização. Então as operadoras cobram o que querem e não são obrigadas a cobrir todo o território. Já o reconhecimento de que elas não estão dando conta dessa necessidade urgente do nosso país, fez com que o governo retomasse a Telebrás pra criar uma competição justa e importante com essas operadoras. E elas vão ter baixar preço, vão ter que ampliar sua malha.

E que deficiências você vê no projeto do governo?
O que o governo está propondo ainda não é o ideal porque ele está trabalhando com 512k de velocidade, isso é completamente insuficiente. Em relação ao custo, não sabemos ao certo mas deve ser em torno de 15 ou 25 reais, que não é o ideal para a realidade socioeconômica brasileira.

Acho que a gente tem que observar que as operadoras fracassaram nesse modelo só do mercado, nada impede ou impedia que colocassem banda larga em todo o lugar então o que o governo está fazendo é uma ação competitiva também que é necessária ao modelo de privatização que houve.

Se você tirar todos os impostos do custo de banda larga hoje, você ainda tem um dos serviços mais caros do mundo. O argumento das operadoras é que são muito tributadas, podem até ser mas não é esse o problema. O problema é que eles tem um modelo de remuneração absurdo, eles querem controlar o tráfego da rede. É uma coisa muito absurda, um dos dirigentes dessas operadoras dizia “olha vocês não podem navegar no horário que vocês querem, vocês tem que navegar no horário que tem menos tráfego”. Ora, eu pago caro e ele ainda quer dizer que horário eu devo usar.

Se deixarem que as forças de mercado atuem livremente nós estamos perdidos, nós não vamos conseguir ter atendidas as necessidades informacionais da sociedade. É básico isso. E por isso que o plano é bem interessante apesar de que espero que ele melhore, que o governo reconheça a necessidade de preços mais baixos e banda mais alta.

A retomada da Telebrás é o ponto do plano que está sendo mais atacado.

Claro, porque as operadoras queriam receber o dinheiro, queriam tirar o imposto e manter praticamente os preços que elas praticam. Ou seja, o governo daria bilhões para elas fazerem no modelo absurdo, de desrespeito ao consumidor que elas vêm praticando.

Então seguindo a lógica de vários outros países extremamente modernos,como a Holanda, o governo montou uma empresa que vai articular a competição. Daí é obvio q as operadoras disseram “não, isso é incorreto”. Incorreto para o modelo de privatização que houve no Brasil que premiou essas empresas sem exigir padrão de qualidade e baixo preço.

A Telebrás será uma empresa de gerenciamento e de articulação. Tem vários pequenos provedores de conexão que ficam sufocados por essas grandes empresas. Com a Telebrás , eles poderão competir com as grandes. Isso é bom. A Telebrás poderá ajudar também as prefeituras que desejarem abrir o sinal, já que hoje as que fazem isso são altamente taxadas pelas operadoras. Então elas sufocam as possibilidades de uso coletivo, de um programa social e de direito humano à comunicação que é dar o sinal de rede gratuitamente.

Das grandes operadoras, quantas são que dominam o mercado nacionalmente?
Elas estão se fundindo, hoje talvez sejam quatro no máximo. É um mercado oligopolizado, ou seja, poucos ofertantes de serviço. Isso é um problema. E eles tem muito dinheiro.

O processo de convergência de digital, ou seja de tudo ir pras redes digitais, gera uma economia de rede mais forte. Ou seja as empresas vão se coligar, é uma tendência mundial. E o capital é concentrador, enquanto houver capitalismo vai ser concentrador. Só uma operadora em São Paulo fatura mais que todo setor de radiodifusão no Brasil, que deve ter faturado 18 bilhões. Só uma operadora fatura mais, ou seja, tem muito mais poder econômico.

Quais obstáculos estão postos para a implementação do Plano Nacional de Banda Larga?
A Dilma ganhando, eu acho que fica tudo bem mas se ela perder, o plano vai ser feito do jeito q as operadoras querem. E para eles é uma briga econômica. Tomara que dê certo mas vai ter que dar porque isso é estratégico. As empresas já estão percebendo isso. Vai ter que ter, não tem jeito.

O que significa a democratização do acesso à internet? Como as pessoas se beneficiam disto?
Eu acho, apesar de ser bastante controverso, que as pessoas ganharam mais poder comunicativo. A internet, por ser uma rede distribuída, dá mais condições das pessoas se comunicarem, muito mais que no período antes da internet. O telefone não permitia que eu mandasse uma informação que pudesse ser vista por milhares de pessoas, hoje você tem pontos na rede que tem capacidade de dialogar com muitas pessoas. Então ela aumentou o poder comunicativo, sem dúvida nenhuma.

Por outro lado, ela reduziu este mesmo poder de grandes grupos. A Globo é muito mais poderosa que um blogueiro, não tem cabimento achar que não. Mas ela começa a enfrentar movimentos e críticas, ela começa a enfrentar ondas na rede. Como foi o #dilmafactsbyfolha.

A Folha atua como um partido politico, não só ela mas principalmente. Então ela faz combinações com as campanhas de José Serra e Geraldo Alckmin, ela coloca as manchetes de acordo com a campanha…E ela fez uma manchete completamente descabida e aí gerou um reação. Ninguém sabe exatamente com quem começou, mas se você for ver foi de uma pessoa comum indignada e as pessoas acharam legal e começaram a falar, a tirar sarro da Folha. A manchete era “Dilma erra e dá prejuízo de 1 milhão para consumidor” e o pessoal começou a colocar toda a culpa do que acontecia na Dilma. Isso gerou uma desmoralização da Folha de S.Paulo e isso não tende a diminuir.

Esta retirada de poder dos grupos é importante. Agora isso quer dizer que vai acabar a empresa jornalistica? Claro que não. Só que essas empresas, se elas forem querer atuar achando que tem o poder que tinha antes, elas vão de dar mal. Elas terão que conviver com a rede. Então acho q isso beneficia mto a nossa sociedade.

A mídia de massas era importante por um lado porque fiscalizava os governos mas quando ela queria atuar de modo classista contra interessantes populares e democráticos, ela atua com a maior tranquilidade. Então hoje você tem um jogo mais complexo. E eu acho isso extremamente positivo, teremos uma diversidade maior de atores. Isso é o que está acontecendo hoje.
Futura estatal gaúcha de banda larga reforçará o PNBL no RS

Insight - Laboratório de Idéias - 05/010/2010

A Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE já tem praticamente concluido o desenho do Plano de Negócios da nova estatal que o Governo Estadual criará para atender serviços na área de TI, com ênfase para serviços de transmissão de dados para voz, áudio e dados propriamente ditos.

O grupo CEEE já possui 1.300 km de fibra ótica e, com mais 1.500 km, cobrirá todo o Estado do RS. Para fazer isto, serão necessários investimentos estimados de R$ 60 milhões.

A CEEE Telecom quer seguir o mesmo caminho da Copel Telecom, do Paraná, 100% estatal, que faturou R$ 150 milhões no ano passado. Somente em telefonia, o governo paranaense economizou a metade do que gastava por ano.

Segundo informações do jornal Zero Hora de hoje, o governador eleito do RS, Tarso Genro, dará seguimento à idéia e implementará a estatal em seu governo, o que poderá significar um considerável reforço ao Plano Nacional de Banda Larga no Sul do País.

A iniciativa já estava prevista na "Carta aos gaúchos e gaúchas", divulgada pelo então candidato ao governo do Estado em sua plataforma de campanha:

Tecnologia da Informação
• Ampliação do acesso via Banda Larga e Inclusão Digital com implementação de rede de telecentros em todas as regiões do estado, em parceria com o Programa Nacional de Banda Larga, através da Procergs e da criação da CEEE Telecom.
Intel: Independente da tecnologia utilizada, banda larga é fundamental para o Brasil




ITEwb - 05 de outubro de 2010

Nesta edição da série “Vozes do Mercado”, o diretor de marketing da empresa, Cássio Tietê, comenta sobre 4G, LTE, Wimax, além de mercado de dispositivos móveis


É realidade que, com a rápida evolução da tecnologia, os consumidores exigem, cada vez mais, qualidade e diferencial dos produtos e serviços. Na série "Vozes do Mercado" desta semana, o diretor de marketing da Intel Brasil, Cássio Tietê, em entrevista exclusiva ao Portal IPNews, comenta o que a evolução e o crescimento da demanda no setor acarreta para grandes players do mercado.

Dispositivos Móveis

O que você acha do atual mercado de notebooks e netbooks? Este tem tendência a aumentar?
O mercado de notebooks e netbooks no Brasil tem crescido de uma forma significativa e bastante acelerada. As nossas previsões feitas no inicio do ano vêm se confirmando. Notebooks já alcançam também a classe C, a qual somente comprava desktops até o ano passado. O crescimento desta categoria já é, inclusive, superior a 25%. O mercado de netbooks também cresceu, de 2009 para cá, 20%. Estas são duas categorias que tendem a se manter no mesmo patamar como nicho.

Você acha que os tablets ameaçam o mercado dos netbooks e notebooks?
Os tablets fazem parte de uma categoria que traz uma nova forma de uso e vai conquistar seu espaço. Já há uma média de 70 mil computadores instalados entre consumidores e corporações. Nos domicílios, as pessoas já não se conformam em dividir os computadores. Isto é um estimulante para compra de novos dispositivos. No entanto, os tablets são apenas mais uma categoria que vai encontrar seu nicho, ou seja, não vai interferir no mercado de netbooks e notebooks.

Você acha que, com a vinda de mais smartphones e a futura implantação do 4G, a demanda por netbooks, notebooks e tablets pode diminuir?
O brasileiro é midiático e voraz no consumo de tecnologia e vai aumentar, portanto, o numero de dispositivos que ele vai portar. Além disso, nós temos que olhar a chegada do 4G de uma forma mais ampla e não especificamente no smartphone. A tecnologia é muito importante no mercado de banda larga mesmo, para a conexão. Agora as regras do PNBL são mais claras e podemos dar um salto qualitativo e quantitativo da utilização desses espectros de internet. Esse aspecto do 4G ele é muito mais abrangente e gera mais oportunidades do que uma canibalização. Eu acho positiva a entrada do 4G aqui, porque cada vez q é fomentada a utilização de uma conexão de qualidade, é possível maior avanço no Plano e nos players que oferecem a cobertura aqui no Brasil.

Tecnologias alta qualidade para banda larga

O que você acha que a vinda do 4G e das redes LTE vão acarretar para as empresas fabricantes?
LTE, fazendo jus ao nome - evolução de longo prazo -, foi criado como uma resposta ao Wimax, no que se refere a ter uma solução de banda larga de alta qualidade. Por enquanto não temos o LTE, ainda há somente promessas. Tanto o LTE como o Wimax dependem das vontades dos incumbents. Num cenário onde ainda se tem grande demanda por 3G e por banda larga fixa, os incentivos pra que isso aconteça o mais rápido possível não estão do lado das operadoras.

O Wimax gerou polêmica por, aparentemente, ser uma tecnologia mais cara. Como ficará este setor, com a vinda do 4G e, futuramente, LTE?
A Intel sempre apostou no Wimax, porque acreditamos que, ao contrário do que todos pensam, é uma tecnologia mais barata, por não haver necessidade de pagamento de royaltie. Esta é uma solução alternativa que busca nichos, principalmente em países como Estados unidos, Coréia e Rússia. É fácil entender que existe a predominância das redes 3G e, em breve, de 4G. Mas o importante é que exista banda larga acessível de qualidade, pois isso reflete superávit no crescimento econômico. Recentemente o Gartner apontou, que no Brasil, em 2014, as TICs vão representar 10% do PIB.

Sabemos que o Wimax pode ser uma alternativa para muitos lugares que ainda não possuem cobertura de banda larga. Neste caso, quais os setores que esta tecnologia continua competitiva?
O Wimax ainda é competitivo em todos os segmentos, porque ele consegue ter uma cobertura muito grande, com qualidade boa. É meramente uma questão econômica feita pelas operadoras. O custo de migração pra Wimax também é igual ao do LTE. Esta tecnologia é extremamente viável em todas as circunstâncias em regiões de alta densidade.

PNBL

A Intel possui alguma ligação ou pensa em fornecer algum produto para suprir demanda do Plano Nacional de Banda Larga?
O negócio da Intel é na área de processadores. Não existe envolvimento direto com relação de fornecimento de servidores para o PNBL. No entanto, colaboramos com a construção de agenda nacional de TIC. Queremos que, até 2015, cerca de 15 bilhões de dispositivos estejam conectados.

Aquisições

Recentemente a Intel anunciou compra da McAfee. Comente, por favor, a respeito do objetivo da fusão.
A aquisição foi estratégica, pois a Intel vive no futuro. Nossos pesquisadores estão fomentando tecnologias que serão realidade daqui uns 15 anos. Buscamos endereçar questões que fazem parte da vida das pessoas e segurança é um dos assuntos que preocupa sempre, como, por exemplo, conseguir resguardar os direitos de privacidade e dados. A cada lançamento, buscamos melhorar a segurança. Além disso, o Brasil é o país mais infectado do mundo, então esse foi um dos motivos da aquisição, para obter uma sinergia estratégica.

A Intel também anunciou compra da unidade sem fio da Infineon. É intenção da empresa investir no wireless? Em qual setor?
O mercado de PCs cresce rapidamente no mundo inteiro, principalmente em países emergentes. Sendo assim, é natural que, cada vez mais, as pessoas fiquem conectadas e que, em contrapartida nós também expandamos a nossa qualidade e serviços. Essa aquisição também tem valor importante pra Intel, a partir do momento que o mundo se torna mais móvel.

E quanto à parceria da Intel e Nokia, para desenvolvimento de aplicações em 3D?
De acordo com as nossas pesquisas, o item de número um que o consumidor busca é desempenho. Dependendo do perfil de uso, o desempenho móvel é inexorável. Então, a questão do 3D também é uma evolução natural pela riqueza da experiência visual que, cada vez mais, é um requisito dos consumidores. Hoje, por exemplo, já existem notebooks com capacidade de visualização 3D, então isto se torna uma tendência natural.

Connected World

As empresas e as pessoas já estão preparadas para o mundo conectado?
O Connected World é uma tendência, algo que para nós já é realidade. Trabalhamos pra que as nossas plataformas sejam robustas o suficiente pra que suportem integração, garantam segurança e, acima de tudo, assegurem que, para cada dispositivo inteligente, exista um processador adequado e que seja ecologicamente viável.
Telebrás: Fabricantes nacionais querem mudanças na preferência à tecnologia brasileira

Convergência Digital :: 05/10/2010

A preferência a produtos com tecnologia desenvolvida no Brasil, incluída em todas as propostas de edital da Telebrás relacionadas à infraestrutura necessária ao Plano Nacional de Banda Larga, causa dúvida mesmo em fabricantes brasileiros.

Nas contribuições apresentadas ao termo de referência dos equipamentos DWDM (do inglês Dense Wavelength Division Multiplexing), tecnologia escolhida para “iluminar” as fibras ópticas, ficou claro o receio em basear essa preferência na Medida Provisória 495/2010, justamente porque ela pode ser alterada no Congresso Nacional.

“Não deve um processo licitatório de tão grande monta estar regulado por legislação provisória que a qualquer momento poderá ser rejeitada ou alterada. As normas que regem uma licitação não são passíveis de alteração no decorrer do processo, como ficará então o processo licitatório no caso de rejeição ou alteração do teor da Medida?”, diz uma das contribuições.

Outras foram apresentadas no mesmo sentido, mesmo por empresas brasileiras como a Padtec ou o CPqD. “A aplicação da MP 495 ainda se encontra sujeita a modificações e aprovação pelo Congresso Nacional, antes de estabelecer-se como regra de longo prazo”, diz outra sugestão. A MP 495 permite a preferência a produtos e serviços nacionais.

Não causa surpresa que multinacionais como a Alcatel-Lucent ou a Huwaei tenham também apresentado suas restrições à regra proposta. Ambas gostariam de ver a regra de preferência excluída do edital.

A Alcatel chega a sugerir que a preferência levará a Telebrás a adquirir equipamentos “obsoletos”. “A realidade da tecnologia brasileira, no momento, afasta a possibilidade do Programa Nacional de Banda Larga contar com o que há de mais moderno no mercado internacional em termos de estado da arte em equipamentos ópticos.”

Isso não significa que os fabricantes nacionais sejam contrários à preferência aos produtos com tecnologia desenvolvida no país. Mas sugerem que a estatal baseie essa preferência nas regras do Processo Produtivo Básico.

“Ao dar exclusividade de participação aos produtos produzidos de acordo com o Processo Produtivo Básico, haverá o incentivo a indústria nacional e abertura de novos postos de trabalho, bem como ocorrerá a necessária transferência tecnológica”, indica outra contribuição ao termo de referência.

A proposta de edital dos equipamentos DWDM atraiu mais de 100 contribuições, especialmente sobre questões técnicas. Mas há sugestões para que a Telebrás divida em lotes distintos a compra de equipamentos para os anéis Sudeste, Nordeste, Sul e para a Rede Norte.

Também há a defesa da participação de consórcios – a princípio permitidas nos demais editais da Telebrás, para a camada IP e os equipamentos de rádio enlace. Outra sugestão defende que todos os softwares empregados na construção da rede sejam de código aberto.
Entidade debate o PNBL em audiência pública, na Bahia

Cotidiano Digital - 05/10/2010

A Abranet (Associação Brasileira de Internet) discutiu a fundo na última semana, o Plano Nacional de Banda Larga – PNBL. Em encontro na Bahia, estiveram presentes o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, Alan Fischer do BNDES, Nailton Lantier, presidente da COGEL, Eduardo Parajo, presidente da Abranet e André Costa, CEO da IB Telecom.

O debate, intitulado “Os Desafios e as Oportunidades com o PNBL”, foi criado para orientar e direcionar os provedores de internet neste momento em que o programa é lançado, e teve mediação do vereador Orlando Palhinha.

Santanna frisou que o governo federal vai massificar o acesso à internet em banda larga para promover oportunidades, desenvolvimento e inclusão social. Segundo ele, apenas 27% dos domicílios têm acesso ao serviço de banda larga no Brasil.

Palhinha declarou que o PNBL deverá levar internet em banda larga para 28 milhões de residências, elevando a sua presença em mais de 40 milhões de lares brasileiros: “Essa banda larga deverá custar entre R$ 10 e R$30, com velocidades compatíveis com o serviço, ou seja, acessíveis às classes C e D”, explicou . “O grande desafio para as empresas e provedores de internet será tornar as cidades aptas a fornecerem esse acesso em todas as regiões do país, sendo não apenas um esforço para a Inclusão Digital por meio de redes locais, mas também uma ação de empreendedorismo”, afirma Eduardo Parajo, presidente da Abranet.

A cidade de Salvador foi escolhida justamente como importante polo econômico localizado fora do eixo Rio-São Paulo, o que proporcionou ao evento um público de mais de 200 pessoas , vindas de todas as regiões do Brasil, inclusive do Sul do país. O evento contou ainda com palestras sobre os paradigmas fiscais, soluções para redução de contas, links de rádio, provedores baratos de Internet e legislação e regulamentação do setor de telecomunicações. Também se falou sobre os desafios da Abranet para o próximo ano, conteúdo multimídia, soluções para service providers, capacitação para double players e redes de acesso wireless.
Telebrás pede licença para vender internet

Autorização da Anatel é a única pendência para que estatal seja operadora do Plano Nacional de Banda Larga

Empresa vai vender conexão do governo a provedores; 400 já pediram compra, para primeira fase do plano

Folha de São Paulo - 05/10/2010

A Telebrás encaminhou ontem para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) o pedido de licença de comunicação multimídia, autorização necessária para que a estatal comercialize internet banda larga para os provedores.

Segundo Rogério Santanna, presidente da empresa, a agência deve demorar até dois meses para dar a autorização, última pendência para que a Telebrás seja a operadora do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).

Antes da privatização do setor, em 1998, a Telebrás era uma holding controlada pelo Estado e tinha participações em empresas de telecomunicações. Com o PNBL, a estatal precisa da licença porque passará a atuar no mercado, vendendo conexão com preços mais baixos a provedores associados, estimulando a competição no setor.

Para o primeiro momento, que compreende a conexão de cem cidades nos eixos Nordeste e Sudeste, a Telebrás recebeu o pedido de mais de 400 provedores interessados em comprar a conexão do governo, entre pequenas e grandes empresas.

A estatal quer deixar a rede pronta para funcionar em dezembro, mas não descarta imprevistos, como problemas no final da licitação de equipamentos e softwares.

"Em editais de grande volume de dinheiro, é muito pouco provável que não haja reclamação, modificação. É bastante provável que ocorra algum evento desse tipo", disse Santanna. Segundo ele, de 70% a 90% dos equipamentos contratados serão desenvolvidos no país.

Brasília será, provavelmente, a primeira cidade a vender a banda larga do governo, já que abriga a sede da Telebrás. As demais conexões vão avançar a partir desse ponto. Tocantins e São Paulo deverão ser os próximos contemplados.

PEQUENOS PROVEDORES
Os pequenos provedores deverão ter papel importante nas cidades mais afastadas, onde o serviço de banda larga não é tão rentável e onde não há competição entre empresas. Santanna considera, inclusive, transformar lan houses de cidades remotas e com baixa demanda em espécie de microprovedores.

A Telebrás também tem seu cronograma de crescimento. Com pouco mais de 40 funcionários -entre eles, 38 de carreira que estavam cedidos à Anatel-, a empresa quer recuperar, no próximo ano, 220 empregados cedidos e contratar mais 140.