sábado, 2 de outubro de 2010

RedeSanca e Banda Larga vão abrir novas oportunidades em São Carlos

Prefeitura Municipal de São Carlos - 28/09/2010





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A cidade de São Carlos vai oferecer mais oportunidades de negócios e serviços com a chegada de novas tecnologias. A instalação da RedeSanca e a inclusão no Programa Nacional de Banda Larga e a instalação do 13º Ponto de Troca de Tráfego (PTT) do país vão garantir à população a possibilidade de acesso mais rápido e serviços diferenciados de acordo com os participantes do seminário São Carlos, Banda Larga e RedeSanca: Perspectiva e Oportunidades. O evento foi realizado nesta terça-feira, dia 28, no auditório do Paço Municipal.

O prefeito Oswaldo Barba ressaltou a importância da RedeSanca, que faz parte do projeto do Governo Federal denominado Rede Comep, que são Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa. “Essa rede só era instalada em grandes capitais, mas devido às características de São Carlos, conseguimos sua implantação no município”, afirmou. Barba disse que vários setores vão se beneficiar com a rede, melhorando os serviços para a população. “Vai permitir modernizar a gestão pública”, destacou.

Carlos Jordão, diretor de Tecnologia da Informação da Prefeitura, apresentou levantamento da implantação da banda larga em outros países. “O Banco Mundial estima que para cada 10% da população com banda larga registra-se aumento de 1,38% no PIB”, ressaltou.

Regina Borges de Araújo, coordenadora do Comitê Gestor da Rede Comep de São Carlos (RedeSanca), apresentou diversos benefícios com a implantação da rede no município. “A RedeSanca vai promover o desenvolvimento de soluções, aplicações e pesquisas inovadoras em diversas áreas”, ressaltou. Na área hospitalar, por exemplo, vai permitir a telemedicina, com a possibilidade de médicos conversarem de diversas partes do mundo para buscar soluções para eventuais doenças. Na Educação, ela apontou a possibilidade de maior integração entre as escolas, inclusive internacionais, além da garantia de acesso a acervos culturais em várias partes do mundo.

A implantação da banda larga vai garantir ainda mais investimentos públicos e privados no setor, avaliou Ricardo Lopes Sanchez, presidente da Associação Brasileira de Pequenos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrappit). “Isso vai permitir maior integração dos atores do mercado e maior integração entre o setor público e privado para oferta de banda larga”, explicou. Sanchez destacou ainda os três pilares para a inclusão digital: garantia de acesso à tecnologia digital, capacidade de operar a tecnologia do ponto de vista técnico e capacidade de aplicar essa tecnologia.

Milton Kashiwakura, professor assistente mestre da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e diretor de projetos do NIC.br ligado ao Comitê Gestor da Internet brasileira e Moderador do NAPLA, ressaltou que os investimentos em internet banda larga e infraestrutura de comunicação colocaram o país em um novo patamar internacional. “O Brasil acaba de se tornar atrativo para empresas internacionais”, destacou. O professor lembrou ainda que os investimentos em São Carlos vão se refletir também na região. Além disso, a cidade vai atrair empresas, que terão mais opções de serviços. “Estive no Fórum Brasil Conectado e testemunhei o empenho do prefeito Barba para incluir São Carlos no PNBL”, destacou durante sua apresentação.

A RedeSanca vai interligar universidades, centros de pesquisas, parques tecnológicos, equipamentos de saúde municipal como Hospital-Escola, Samu e Ceme, unidades escolares, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros na transmissão de conteúdo por meio da construção de um grande anel em fibra óptica de alta velocidade de transmissão de dados. Essa rede terá 36 km e investimentos aproximados de R$ 780 mil com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia. A sua conclusão está prevista para fevereiro de 2011.

São Carlos foi selecionado ainda entre os 100 primeiros municípios brasileiros que serão atendidos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que vai oferecer acesso mais barato à internet. Também conhecido como Brasil Conectado, o programa foi criado pelo Governo Federal com o objetivo de ampliar o acesso à internet em banda larga no país. O governo considera a banda larga uma importante ferramenta de inclusão, que contribui para reduzir as desigualdades e garantir o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

PTT
Ponto de Troca de Tráfego (PTT) é definido como uma rede ou comutador de alta velocidade a que um número de redes pode se conectar através de roteadores, com o propósito de trocar tráfego ou interoperar. De acordo com o representante da NIC.br que esteve em São Carlos, atualmente o Brasil possui doze PTT em diversos estados. Em São Paulo somente Campinas possui o PTT e o próximo deve ser instalado em São Carlos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Telebrás coloca em consulta proposta de construção de backhaul

Teletime - 01/10/2010

A Telebrás colocou em consulta pública nesta sexta-feira, 1º, seu quarto Termo de Referência para a contratação futura de equipamentos que permitirão à estatal voltar a operar serviços de telecomunicações. O documento divulgado hoje tem as diretrizes para a compra de equipamentos para a composição do backhaul público do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Ou seja, é por meio deste futuro edital que a Telebrás poderá, de fato, atender os municípios próximos ao backbone estatal, composto pelas fibras ópticas das grandes empresas do setor elétrico.

Basicamente, o termo indica a contratação de "enlaces de rádios digitais compostos de equipamento de radiocomunicação, sistema irradiante, torres, postes, sistemas de gerência, serviços de instalação" para a nova rede. Com esses componentes, a Telebrás constituirá um backhaul via rádio, permitindo o atendimento com banda larga dos municípios distantes até 100 km do backbone da empresa.

A proposta de fazer um backhaul via rádio é coerente com a definição dada a esta parte da rede pela estatal nos Termos de Referência publicados ontem para consulta, no qual a empresa estabelece as diretrizes para a contratação de equipamentos que comporão a rede IP do PNBL. Nos documentos de quinta, o conceito técnico estabelecido para o backhaul é que ele "poderá ser de dois tipos: rádio enlace, usando rádios ponto-a-ponto de alta velocidade, ou óptica em anéis metropolitanos para atendimento de grandes cidades e capitais".

Assim, o termo divulgado nesta sexta atende a primeira opção de construção da rede de banda larga. A projeção feita pela estatal é que esta rede sem fio cubra 3,045 mil municípios brasileiros, localizados a distâncias de até 50 km ou até 100 km do backbone. A maior cobertura prevista é para o Anel Nordeste, onde calcula-se que 1,285 mil municípios possam ser atendidos por meio dos rádio-enlaces da nova rede. No Anel Sudeste, está projetada a cobertura de 989 municípios, enquanto no Anel Sul há a perspectiva de atendimento de 547 municípios. A menor cobertura é a do Anel Norte, onde o backbone da estatal ainda não cobre toda a região. Lá, a projeção é de que o backhaul atinja 224 municípios. Além dos estados da Região Norte, o Anel Norte também cobre parte do Centro-Oeste.

O Termo de Referência ficará aberto para consulta e contribuições dos fornecedores interessados em participar do processo de licitação até o dia 15 de outubro. O documento pode ser acessado pela página oficial da Telebrás (www.telebras.com.br). Após o término da consulta, a estatal deve publicar formalmente o edital da concorrência, que se dará pela modalidade "Tomada de Preço", permitindo a aquisição de equipamentos da empresa ou consórcio vencedor pelos próximos dois anos.


Telebrás: Lançada proposta de edital para backhaul sem fio

Convergência Digital :: 01/10/2010

A Telebrás publicou nesta sexta-feira (1º/10) mais um Termo de Referência. Desta vez, para colher sugestões ao futuro edital de aquisição, por meio de pregão, de "enlaces de rádios digitais, equipamento de radiocomunicação, sistema irradiante, torres, postes, sistema de gerência e serviços de instalação".

A estatal prevê infraestrutura para atender 241 Pontos de Presenças (POPs) que ligarão um total de 3.045 municípios, sendo 2.026 com distância de até 50 km de distância do backbone óptico e 1.019 até 100 km.

A maior concentração de equipamentos estará na região Nordeste (1.285 municípios). Já o Norte, pelas características da região, terá o menor número de municípios atendidos (224), sendo todos com distância de até 50 km do backbone óptico. O Sudeste contará com 989 municípios e o Sul com 547.

O objetivo é fazer a conexão via rádio a partir da rota das fibras ópticas, ou seja, construir um backhaul 'sem fio' para que as cidades situadas a até 100 km das fibras tenham acesso à internet. Para isso, os rádios terão capacidades variadas, de 5 GHz a 23 GHz – sendo que a taxa de transmissão útil deverá ser, no mínimo, de 200 Mbps.

As condições do pregão são semelhantes às demais propostas de aquisição já divulgadas – equipamentos DWDM e camada IP. Ao contrário da primeira, será possível a formação de consórcios, mas em todas haverá preferência a equipamentos e serviços com tecnologia desenvolvida no Brasil.

O primeiro pregão eletrônico, dos equipamentos DWDM, para "iluminar" as fibras, está previsto para meados de outubro. O segundo - da camada IP, cuja proposta de edital está em consulta pública até 14 de outubro - e o divulgado nesta sexta-feira, devem se dar na primeira quinzena de novembro, segundo a expectativa da própria Telebrás.


Telebrás publica termo de referência para compra de enlaces de rádios


Tele.Síntese - 01/10/2010

Pela primeira vez, a estatal evoca o caráter estratégico da rede do PNBL, que pode restringir a compra a produtos nacionais ou com PPB.

A Telebrás abriu, nesta sexta-feira (1º), a consulta pública sobre o último termo de referência para a contratação de equipamentos que tornarão apta a rede pública de fibras ópticas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Nesse termo estão propostas as condições para aquisição de enlaces de rádios digitais compostos de equipamento de radiocomunicação, sistema irradiante, torres, postes, sistema de gerência, serviços de instalação. Também fazem parte do escopo todas as licenças de software necessárias para o funcionamento da solução, incluindo sistemas operacionais, sistemas de gerenciamento de bancos de dados, quando necessários, e licenças de módulos de softwares embarcados nos equipamentos.

Pela primeira vez, a estatal evoca o caráter estratégico da rede de suporte ao PNBL, informando que pode restringir a participação na licitação a produtos com tecnologia desenvolvida no Brasil e produzidos de acordo com o Processo Produtivo Básico (PPB). A legislação de suporte a esta decisão é o decreto 7.175/2010, que institui o PNBL, a lei 8.666/93, de licitações dos órgãos públicos, que foi alterada pela Medida Provisória 495/2010 e a lei 10.175/2001, do PPB. Esta determinação reforça o impedimento de empresas estrangeiras que não produzem equipamentos no Brasil de participar da licitação.

A participação de consórcios de empresas está assegurada na proposta, desde que ele seja liderado por fabricante nacional. A contratação se dará pela modalidade de pregão eletrônico por registro de preço, que dá um prazo de 12 meses para aquisição dos equipamentos, de acordo com a disponibilidade orçamentária da Telebrás. O contrato terá prazo de 42 meses.

As especificações técnicas dos produtos estão disponíveis no termo de referência, que pode ser consultado a partir do site da Telebrás (www.telebras.com.br). A consulta pública vai até o dia 15 deste mês.
Telebrás publica mais uma Consulta Pública

Insight - Laboratório de Idéias / 01/10/2010

A Telebrás publicou hoje em seu site mais uma Consulta Pública, desta vez para a contratação de enlaces de rádios digitais. A Consulta estará disponível para colaborações entre hoje e o dia 15 de outubro.


Detalhes da Consulta

Consulta: 0043 - Contratação de solução de enlaces de rádios digitais

Órgão Responsável: Telecomunicações Brasileiras S.A. - TELEBRÁS

Descrição: Contratação de solução de enlaces de rádios digitais, sendo estes compostos de equipamento de radiocomunicação, sistema irradiante, torres, postes, sistema de gerência, serviços de instalação, garantia, treinamento, operação inicial e demais itens necessários ao perfeito funcionamento do enlace, a serem utilizados na rede nacional de telecomunicações e em conformidade com as especificações e quantidades estimadas constantes deste instrumento e seus anexos.

Data de Publicação: 01/10/2010

Documentos

Documento de Referência - Contratação de solução de enlaces de rádios digitais baixar arquivo no formato PDF baixar arquivo compactado

Período para Contribuições

Início: 01/10/2010 00:00

Término: 15/10/2010 23:59

Itens da Consulta

Termo de Referência - Aquisição de enlaces de rádios digitais compostos de equipamento de radiocomun [Ver Contribuição]
Objeto [Ver Contribuição]
Introdução [Ver Contribuição]
Justificativa [Ver Contribuição]
Modalidade da Contratação [Ver Contribuição]
Descrição do Objeto [Ver Contribuição]
Da proposta e Julgamento [Ver Contribuição]
Regime de Execução [Ver Contribuição]
Vigência [Ver Contribuição]
Condições de Participação [Ver Contribuição]
Habilitação [Ver Contribuição]
Dos Prazos de Fornecimento dos Equipamentos e Serviços [Ver Contribuição]
Da Amostra [Ver Contribuição]
Forma de Pagamento [Ver Contribuição]
Da Garantia de Execução do Contrato [Ver Contribuição]
Das Obrigações da Contratada [Ver Contribuição]
Das Obrigações da Contratante [Ver Contribuição]
Sanções Administrativas [Ver Contribuição]
Gestão e Fiscalização [Ver Contribuição]
Das Despesas [Ver Contribuição]
Disposições Gerais [Ver Contribuição]
Anexo I [Ver Contribuição]
Anexo II [Ver Contribuição]
Anexo III [Ver Contribuição]
Anexo IV [Ver Contribuição]
Anexo V [Ver Contribuição]
Anexo VI [Ver Contribuição]
Anexo VII [Ver Contribuição]
Anexo VIII [Ver Contribuição]
Anexo IX [Ver Contribuição]
Anexo X [Ver Contribuição]
Anexo XI [Ver Contribuição]
Capa [Ver Contribuição]
Entrada em operação e eleições poderão influenciar ações da Telebrás

Insight - Laboratório de Idéias - 01/10/2010

A matéria sobre o fato de a Telebrás estar prestes a iniciar a prestação de seus serviços está em vários dos grandes jornais do País. Isso significa que somente hoje a maioria dos investidores e da população tomará conhecimento dela. Para todos, o que há de novo é a real entrada em operação da empresa, coisa de que muitos ainda duvidavam até bem pouco tempo.

Se a eleição for definida no 1º turno, a vitória do partido que lidera o PNBL irá materializar, já no dia 04 próximo, a consolidação da existência e da importância da Telebrás no cenário brasileiro das telecomunicações, podendo assim potencializar os efeitos nas ações da empresa, gerando a famosa "estilingada" prevista por alguns analistas e possibilitada pela acumulação evidenciada na figura gráfica que se formou.

Tais cenários certamente estão sendo visualizados por grandes investidores, como a Corretora Cruzeiro do Sul, maior e mais persistente compradora das ações ON da empresa e detentora da posição mais expressiva nos papéis com direito a voto, fora o Governo. Segundo estimativas do mercado, a corretora da família Índio da Costa já possuiria cerca de 7% das ON.

Evidentemente, não se espera que a Cruzeiro do Sul esteja praticando atos de sandice, de benemerência ou qualquer outro que não vise atingir um resultado muito positivo com tais ações, seja através do lucro futuro, seja pelo direito de influir nos destinos da empresa ou, o que é mais provável, por ambos.

O grupamento de ações, previsto para ser autorizado na próxima reunião do Conselho de Administração, e a possibilidade de as ações PN virem a compor o Índice Bovespa a partir de janeiro, são também perspectivas positivas a se somarem ao rol de informações capazes de influenciar no rumo das ações da Telebrás, tanto no curto como no médio prazo.

Banda larga do governo inicia em dezembro

Cem cidades do Nordeste e do Sudeste participarão da experiência-piloto do plano

Folha de São Paulo - 01/10/2010

A Telebrás confirmou para dezembro o início da conexão das primeiras cem cidades do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), projeto do governo para levar internet em alta velocidade a preços baixos a 40 milhões de casas, ou 75% dos lares, até 2014.

Dessa forma, o governo terá apenas um mês para executar a primeira etapa do plano. O atendimento a essas cidades, do Nordeste e do Sudeste, ainda em 2010, será uma experiência-piloto.

Segundo a estatal, os equipamentos e serviços necessários para dar início ao plano serão contratados até novembro, com tempo hábil para o cumprimento da meta. O edital de infraestrutura sai até a próxima semana.

Foram divulgadas ontem as especificações técnicas dos equipamentos, dos softwares e dos serviços que formarão a rede do governo.

Hoje será divulgada consulta pública para contratação de enlaces de rádios digitais, equipamentos para distribuição de sinal do "backbone" do governo -espécie de espinha dorsal da estrutura de banda larga- até os municípios contemplados.

De acordo com a estatal, os editais vão permitir inspeções de segurança nos códigos-fonte, o que evitaria sabotagens, exigência comum nos EUA e na Índia. "Isso significa que poderemos verificar se houve ou não a inclusão de códigos maliciosos", afirmou Rogério Santanna, presidente da estatal.

A Telebrás informou que as contratações serão feitas por pregão eletrônico, por meio do sistema de registro de preços. As licitações deverão ocorrer de outubro a novembro. O governo dará prioridade aos produtos com tecnologia desenvolvida no Brasil, como estabelece medida provisória editada em julho.

A Telebrás vai reativar as fibras ópticas da Eletrobras e da Petrobras para vender banda larga no atacado para provedores e operadoras. O governo quer que as empresas ofereçam conexão de até 512 kbps a um preço médio de R$ 35. Hoje, o preço desse serviço no Brasil é R$ 100.

A estatal pediu ao Ministério das Comunicações R$ 1,4 bilhão para sua capitalização e para a execução do PNBL até 2011. Do total, R$ 600 milhões serão executados em 2010, prazo para que o plano chegue a cem cidades, além de 15 capitais e o Distrito Federal. Os valores passarão por aprovação no Congresso.


Plano de banda larga terá início em dezembro

O Estado de S.Paulo - 01/10/2010

A Telebrás vai começar a atender as primeiras 100 cidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) em dezembro. Segundo a estatal, todos os equipamentos e serviços necessários para a operação da rede nacional de telecomunicações e início da conexão das primeiras cidades dos anéis Sudeste e Nordeste contempladas pelo programa constam nos termos de referência e no edital de infraestrutura que será publicado até o início da próxima semana no Diário Oficial da União.

A estatal divulgou ontem as especificações técnicas dos equipamentos, softwares e serviços que farão o roteamento das demandas de tráfego na rede, a chamada rede IP, para consulta pública no site da empresa. Entre hoje e amanhã, vai divulgar também uma consulta pública para a contratação de enlaces de rádios digitais e o edital para a contratação da infraestrutura para os 241 Pontos de Presença (POPs) da rede que serão instalados no País até 2012.

Segundo a empresa, essa é a infraestrutura que abrigará todos os equipamentos para o funcionamento da rede nacional de telecomunicações e garantirá o fornecimento de energia elétrica, climatização, segurança física, controle de acesso e sistema de aterramento. As licitações devem ocorrer em outubro e novembro.
Múltis desaprovam modelo de compras da Telebrás para PNBL

Valor - 01/10/2010

A Telebrás anunciou ontem que até dezembro pretende começar a conectar as primeiras cem cidades que serão interligadas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A empresa divulgou especificações de equipamentos para dar partida à rede nacional de 19 mil quilômetros. Anunciou também os termos de edital para compra de infraestrutura de rede elétrica. Hoje e na próxima semana abre novas consultas públicas.

Mas a empresa, que nasceu polêmica alimentando a discussão de recriação de uma estatal e com rede semelhante à do setor privado, na primeira consulta pública, divulgada em 17 de setembro, causou reações entre fabricantes e fornecedoras de equipamentos de telecomunicações de capital estrangeiro.

O modelo de compras da Telebrás se baseia nos critérios fixados na Medida Provisória (495/2010) que privilegia as soluções com tecnologia desenvolvida no país nas compras do governo. No caso da estatal, a questão é que quem ficar de fora perderá a oportunidade de participar de investimentos previstos em R$ 5,7 bilhões, até 2014.

Para multinacionais do setor, o modelo que está sendo definido pela Telebrás é "destrutivo" e desestimula as indústrias de capital estrangeiro a produzir aqui, diz o presidente do conselho de administração da Nokia Siemens, Aluízio Byrro. "Afasta empresas que estão no país há anos investindo, desenvolvendo tecnologia e fabricando quando o mercado permite a produção local", completa o presidente da Alcatel-Lucent, Jônio Foigel.

A avaliação entre empresas de capital estrangeiro é que o modelo que a Telebrás pretende implantar parte de pressuposto ultrapassado diante da tendência mundial de desenvolvimentos, que seria não se concentrar em um só país, beneficiando-se de capacitação pulverizada em diversos pontos do globo.

Entre as empresas nacionais há, ainda, certa insegurança quanto aos prazos anunciados de contratação e disponibilidade de recursos da estatal dentro dos prazos que estão sendo anunciados. A estatal depende de votação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para iniciar as compras.

Desde o final do ano passado, Asga, Padtec, Trópico, Digitel, Parks, Icatel, WxBr, CPqD uniram-se e criaram o Grupo de Empresas Nacionais em Tecnologia (Gente). Acompanharam de perto a montagem do PNBL e mantiveram contato em Brasília com os formuladores do projeto.

"Quando percebemos que a proposta do governo seria de privilegiar a tecnologia nacional, começamos a conversar. Há desenvolvimento local para atender entre 80% e 90% de toda a rede que a Telebrás vai contratar", afirma o presidente da Asga Tecnologia, José Ellis Ripper.

"São equipamentos já desenvolvidos e estão no mercado. A proposta do Gente era de montar um consórcio para oferecer soluções completas à Telebrás", diz o presidente da Trópico, Raul del Fiol. Mas a formatação em consórcio foi vetada pela Telebrás.

O presidente da estatal, Rogério Santana, diz que não está fazendo aqui algo muito diferente do que chineses e americanos exigem de empresas de alta tecnologia ao se instalam naqueles países. "A reclamação das multinacionais não procede. A MP não alienou a possibilidade de participarem", afirmou Santana. "O que precisam fazer é desenvolver aqui. Têm grandes multinacionais em diferentes setores atuando assim. Os Estados Unidos fizeram chineses e indianos abrir seus códigos-fonte (de software) para que atuem lá."

Independentemente da origem da tecnologia, há também no setor dúvidas quanto à permanência da MP 495/2010, editada em julho, que tem validade de 120 dias. Para se tornar lei precisa ser votada no Congresso Nacional, o que não evoluiu em boa parte devido ao processo eleitoral que está em curso.

Tanto para Santana quanto para o deputado Jorge Bittar (PT/RJ), parlamentar que acompanha de perto o setor de telecomunicações, privilegiar o desenvolvimento no país é uma política do governo Lula. A avaliação de Bittar é de mesmo a MP não se tornando lei no prazo adequado, outro mecanismo será adotado para preservar a decisão de estimular a criação de tecnologia dentro do país.

O projeto do PNBL, em caso de vitória de Dilma Rousseff na disputa à presidência da República, será mantido, avalia Santana. "Quando era ministra da Casa Civil, Dilma acompanhou de perto as discussões e no momento que considerou que o projeto estava maduro, ela mesma o levou ao presidente Lula", disse Santana. Para ele, a criação de infraestrutura própria baseada nas redes das empresas do sistema Eletrobras e da Petrobras não só atenderá ao próprio governo como também pequenos provedores que dependem hoje das operadoras privadas. "Temos pedidos de mais de 400 pequenos provedores que se sentem prejudicados pelas operadoras", afirma.

A primeira consulta pública, centro da polêmica, termina de receber contribuições hoje. Engloba o termo de referência da infraestrutura para instalação de 241 pontos de presença em três anéis ópticos e uma rede cobrindo a região Norte do país. A licitação está prevista para este mês.

Ontem, foram divulgadas para consulta pública na internet as especificações para a chamada rede IP (que usa o protocolo da internet). A licitação está estimada para a primeira quinzena de novembro. Neste caso é que está prevista a "inspeção de segurança nos códigos-fonte". Hoje, será a vez da consulta pública para contratação de enlaces de rádios digitais para distribuir o sinal no chamado "backbone", a espinha dorsal da rede.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Telebrás: Termo de referência para compra de enlaces de rádios sai nesta sexta

Tele.Síntese - 30/09/2010

Telebrás anuncia também a publicação de edital para a contratação da infraestrutura de rede já nos próximos dias

A Telebrás confirmou para dezembro o início da conexão das primeiras 100 cidades priorizadas no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, dia 30, todos os equipamentos e serviços necessários para a operação da rede nacional de telecomunicações estão contemplados nos termos de referência e no edital de infraestrutura, que a estatal publica até o início da próxima semana.

Na sexta-feira, dia 1º de outubro, será publicada na internet mais uma consulta pública para a contratação de enlaces de rádios digitais, cuja função será distribuir o sinal do backbone (espinha dorsal da rede) até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL. Todas as contribuições encaminhadas para os documentos em consulta pública serão avaliadas pela Telebrás para a elaboração dos editais licitatórios.

O edital, que será publicado nos próximos dias, vai estabelecer as condições e o preço mínimo para contratar a infraestrutura para os 241 Pontos de Presença (POPs) da rede que serão instalados no país até 2012. Essa é a infraestrura que abrigará todos os equipamentos para o funcionamento da rede nacional de telecomunicações e garantirá o fornecimento de energia elétrica, climatização, segurança física como sistema de vigilância, controle de acesso e sistema de aterramento, entre outros.

Nesta quinta-feira, dia 30, foram colocadas para consulta pública na internet as especificações técnicas dos equipamentos, softwares e serviços que farão o roteamento das demandas de tráfego na rede, a chamada rede IP. As contribuições para os três termos de referência anunciados hoje serão aceitas até o dia 14 de outubro e analisadas pela área técnica da Telebrás para a elaboração dos editais. A licitação deve ocorrer na primeira quinzena de novembro.

Código-fonte
O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, explicou a possibilidade de inspeções de segurança nos códigos-fonte nos software a serem contratados, incluída nos termos de referência publicados hoje. “Isso significa que poderemos verificar se houve ou não a inclusão de códigos maliciosos”, salientou. Esse procedimento já é adotado pelos Estados Unidos e pela Índia nas compras governamentais realizadas nessa área, explicou.

Ainda nesta sexta-feira (1º) termina o prazo de contribuições à consulta pública para aquisição dos equipamentos com a tecnologia DWDM (do inglês, Dense Wavelength Division Multiplexing). Essa solução, segundo a Telebrás, possibilitará a transmissão de dados da ordem de terabits por segundo em um único par de fibras ópticas. Também agregará flexibilidade e a escalabilidade à rede porque permite estender gradualmente a sua capacidade, por meio da adição de comprimentos de onda, atendendo as demandas de crescimento do tráfego de dados.

A estatal informa que todas essas contratações serão feitas por pregão eletrônico por meio do sistema de registro de preços. Segundo o presidente da Telebrás, as licitações deverão ocorrer em outubro (infraestrutura e DWDM) e em novembro (rede IP e enlaces de rádio). Ele destacou que a Telebrás dará prioridade aos produtos com tecnologia desenvolvida no Brasil, conforme prevê a Medida Provisória N° 495/2010. (Da redação)
Telebrás: Acesso aos códigos-fonte é procedimento de segurança

Convergência Digital :: 30/09/2010

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, defendeu nesta quinta-feira, 30/9, a decisão da estatal de exigir que os fornecedores abram os códigos-fonte dos programas utilizados na camada IP a ser contratada pela estatal. Segundo divulgou em nota oficial, a prática é comum e serve como garantia de segurança para o Brasil.

"Isso significa que poderemos verificar se houve ou não a inclusão de códigos maliciosos. Procedimento este já adotado pelos Estados Unidos e pela Índia nas compras governamentais realizadas nessa área", afirmou Santanna.

A estatal também divulgou que pretende concluir até a próxima semana a divulgação dos termos de referência para os editais de compras de equipamentos e serviços, necessários para fazer funcionar a rede pública de fibras óticas, parte do Plano Nacional de Banda Larga. E mantém a expectativa de começar a conectar os 100 primeiros municípios escolhidos ainda em dezembro.

O primeiro pregão eletrônico, dos equipamentos DWDM, para “iluminar” as fibras, está previsto para meados de outubro. O segundo – da camada IP, cuja proposta de edital está em consulta pública até 14 de outubro, deve se dar na primeira quinzena de novembro, segundo divulgou nesta quinta-feira a Telebrás.

Nesta sexta-feira, 1° de outubro, também será disponibilizada na internet mais uma consulta pública para a contratação de enlaces de rádios digitais cuja função será distribuir o sinal do backbone (espinha dorsal da rede) até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL. Todas as contribuições encaminhadas para os documentos em consulta pública serão avaliadas pela Telebrás para a elaboração dos editais licitatórios.

Nos próximos dias será publicado o edital que vai contratar a infraestrutura para os 241 Pontos de Presença (POPs) da rede que serão instalados no país até 2012. Essa é a infraestrutura que abrigará todos os equipamentos para o funcionamento da rede nacional de telecomunicações e garantirá o fornecimento de energia elétrica, climatização, segurança física como sistema de vigilância, controle de acesso e sistema de aterramento, entre outros.

Ainda nesta sexta-feira também termina o prazo para participar da consulta pública para aquisição dos equipamentos com a tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing). Essa solução possibilitará a transmissão de dados da ordem de terabits por segundo em um único par de fibras ópticas. Também agregará flexibilidade e a escalabilidade à rede porque permite estender gradualmente a sua capacidade, por meio da adição de comprimentos de onda, atendendo as demandas de crescimento do tráfego de dados.

Todas essas contratações serão feitas por pregão eletrônico por meio do sistema de registro de preços. Segundo o presidente da Telebrás, as licitações deverão ocorrer em outubro (infraestrutura e DWDM) e em novembro (rede IP e enlaces de rádio). Na nota oficial, Santanna reiterou que a Telebrás dará prioridade aos produtos com tecnologia desenvolvida no Brasil.
Telebrás se prepara para começar plano de banda larga em dezembro

A expectativa da empresa é começar a conectar os municípios previstos no projeto-piloto do PNBL ainda este ano

Agência Estado - 30/09/2010

BRASÍLIA - A Telebrás vai começar a atender as primeiras 100 cidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) em dezembro. A empresa divulgou nota informando que todos os equipamentos e serviços necessários para a operação da rede nacional de telecomunicações e início da conexão das primeiras 100 cidades dos anéis Sudeste e Nordeste contempladas pelo programa constam nos termos de referência e no edital de infraestrutura que a Telebrás publica até o início da próxima semana no Diário Oficial da União. A expectativa da empresa é começar a conectar os municípios previstos no projeto-piloto do PNBL ainda em dezembro.

A estatal divulgou as especificações técnicas dos equipamentos, softwares e serviços que farão o roteamento das demandas de tráfego na rede, a chamada rede IP, para consulta pública na internet no site da empresa. As contribuições para os três termos de referência serão aceitos até 14 de outubro (www.telebras.com.br). Expirado esse prazo, serão analisadas pela área técnica da Telebrás para a elaboração dos editais.

A Telebrás informou que amanhã estará disponível no site da empresa mais uma consulta pública para a contratação de enlaces de rádios digitais, cuja função será distribuir o sinal do backbone (espinha dorsal da rede) até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL.

Nos próximos dias, também será publicado o edital para a contratação da infraestrutura para os 241 Pontos de Presença (POPs) da rede que serão instalados no País até 2012. Segundo a empresa, essa é a infraestrutura que abrigará todos os equipamentos para o funcionamento da rede nacional de telecomunicações e garantirá o fornecimento de energia elétrica, climatização, segurança física como sistema de vigilância, controle de acesso e sistema de aterramento, entre outros.

Todas as contratações serão feitas por pregão eletrônico por meio do sistema de registro de preços. A previsão do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, é que as licitações ocorram em outubro (infraestrutura e DWDM) e em novembro (rede IP e enlaces de rádio).

As sugestões para os termos de referência postos em consulta pública podem ser encaminhadas por meio do endereço http://www.telebras.com.br/ ou https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/index.do, pelo fax (61) 3415-2783, pelo e-mail licitacao@telebras.com.br ou por carta, que deve ser encaminhada para o endereço: Telecomunicações Brasileiras S.A - Telebrás. Diretoria de Administração; SCN Quadra 04 - Bloco "B" - 9º andar - Sala 903; Centro Empresarial Varig; CEP: 70714-900, Brasília - DF


Telebrás iniciará plano de banda larga em dezembro

Valor Online - 30/09/2010

BRASÍLIA - A Telebrás informou hoje que começará a conectar os primeiros municípios do Plano Nacional de Banda Larga em dezembro. A fase inicial de implementação do programa deve disponibilizar a rede nacional operada pela estatal em 100 cidades, com a meta de oferecer conexão de 512 kilobits por segundo (kbps) ao preço de R$ 35 por mês.

Entre as 100 primeiras cidades estão incluídas 15 capitais, além do Distrito Federal. Até novembro, serão realizadas as licitações que vão garantir o suporte à rede de telecomunicações do governo federal. O PNBL deve levar conexão de alta velocidade e baixo custo para os usuários de 4.283 municípios até 2014.

A Telebrás também informou que hoje foi aberta a consulta pública, pela internet, sobre as especificações técnicas dos equipamentos, softwares e serviços que farão o roteamento das demandas de tráfego de dados, a chamada rede IP. As contribuições sobre os termos de referência da licitação serão recebidas até o dia 14 de outubro e as licitações devem ocorrer na primeira quinzena de novembro.

Já a contratação de equipamentos e serviços da tecnologia de cabos ópticos, conhecida por DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) deverá ocorrer em outubro. O prazo para entrega de contribuições sobre os equipamentos que vão ativar a fibras óticas administradas pela Telebrás termina nesta sexta-feira.

Amanhã (1°/10), também será aberta mais uma consulta pública. Desta vez, será para contratar os equipamentos de comunicação por radiofrequência que vão distribuir o sinal da rede primária (backbone) até as redes secundárias (backhaul) localizadas nas sedes dos municípios do PNBL.

A Telebrás também informou que será publicado, nos próximos dias, o edital para contratar a infraestrutura que abrigará todos os equipamentos da rede nacional de telecomunicações, denominada de Pontos de Presença (POPs). Ao todo, serão instalados no país 241 POPs até 2012.

Todas essas contratações serão feitas por pregão eletrônico pelo sistema de registro de preços. A Telebrás dará prioridade aos produtos com tecnologia desenvolvida no Brasil. Alguns editais serão divididos em grupos, o que permitirá que mais de uma empresa vença a licitação.

(Rafael Bitencourt | Valor)
Com foco na segurança nacional, Telebrás quer acesso aos códigos-fontes

Teletime - 30/09/2010

O início, nesta quinta-feira, 30, da consulta pública dos termos de referência que orientarão os futuros editais de compra da Telebrás confirmou a predileção da estatal em contratar equipamentos que usem códigos abertos. Uma evidência está no estabelecimento de que a Telebrás poderá exigir a abertura do código-fonte dos softwares usados pelas fornecedoras. De acordo com o texto, a regra só será aplicada "em casos excepcionais" para garantir o sigilo das comunicações e a segurança nacional. Mas ainda assim, a medida tem potencial para gerar muita polêmica entre os grandes fabricantes que usam softwares proprietários e, por isso, costumam tratar com absoluto sigilo esse tipo de dado.

Em contrapartida, o material divulgado hoje sugere que a Telebrás está disposta a assinar um Termo de Sigilo com a contratada. O documento é um dos anexos listados no material em consulta, embora a estatal ainda não tenha divulgado o texto do termo, informando que o ele está em fase de "construção". Além disso, já existe entre as obrigações da contratante uma cláusula onde a Telebrás se compromete a "respeitar os direitos de propriedade intelectual relativo ao uso, proteção e segurança dos programas, notificando a contratada de eventuais violações".

A declaração de respeito à propriedade intelectual pode ser considerada uma praxe nos editais de contratação de serviços que envolvam o uso de software. Ainda assim, é uma garantia expressa de que o eventual acesso ao código-fonte se dará dentro dos limites legais. Também seguindo a filosofia de outros editais na área, a Telebrás fixou que a futura contratada deverá privilegiar o uso de solução com "algoritmos de criptografia não proprietários" no core da rede, mostrando predileção por sistemas de softwares livre (códigos abertos).
Telebrás estabelece conceito técnico do backhaul

Teletime - 30/09/2010

A Telebrás divulgou nesta quinta-feira, 30, três termos de referência que balizarão a compra dos equipamentos para a construção da rede pública de telecomunicações do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Uma grande inovação presente nos termos é o estabelecimento de uma definição técnica para o backhaul. Desde que o termo surgiu na regulamentação do setor de telecomunicações brasileiro, com o decreto presidencial de 2008 que incluiu a expansão dessa rede como meta de universalização, as autoridades do setor jamais fixaram um parâmetro mínino sobre quais equipamentos compõem o famoso backhaul.

A Telebrás, então, fez sua interpretação do que pretende comprar para construir essa infraestrutura. Pela definição da estatal, o backhaul "realiza a distribuição da capacidade de trânsito de dados aos municípios vizinhos ao backbone" e "poderá ser de dois tipos: rádio enlace, usando rádios ponto-a-ponto de alta velocidade, ou óptica em anéis metropolitanos para atendimento a grandes cidades e capitais".

O conceito técnico estabelecido pela estatal, como se pode notar, não discrimina claramente qual será o parâmetro para que se considere um link "de alta velocidade". Ainda assim, a descrição é um avanço em comparação com a definição pré-estabelecida no decreto nº 6.424/2008, onde o backhaul é descrito apenas como a "infraestrutura de rede de suporte do STFC para conexão em banda larga, interligando as redes de acesso ao backbone da operadora".
Telebrás aceitará consórcios no pregão da camada IP

Convergência Digital :: 30/09/2010


Os três novos termos de referência publicados nesta quinta-feira, 30/9, pela Telebrás tratam da camada IP do sistema a ser montado pela estatal de forma a viabilizar o Plano Nacional de Banda Larga. Trata-se da aquisição de roteadores, placas de interface, módulos SFP, SFP+ ou XFP, sistema de gerência, serviços de instalação, treinamento, suporte, garantia e operação inicial da rede, planejamento técnico para a rede IP e cordões ópticos.

Os três termos estão em consulta pública até 14 de outubro e com eles a Telebrás decidiu dividir a compra de equipamentos e serviços em três grupos – um para o núcleo IP e planejamento técnico, um segundo para as redes de borda e de acesso IP e ainda outro para soluções auxiliares – translação de nomes e endereços, sistema de autenticação e autorização, centralização de registros de auditoria, sincronia de tempo, medidores de desempenho e correção de falhas, rede de gerência e treinamento.

Segue mantida a diretriz de dar preferência para as empresas ou grupos que forneçam serviços e equipamentos com tecnologia desenvolvida no Brasil. No entanto, essa restrição se dará somente nos itens referentes aos roteadores, switches e respectivas placas de interfaces.

Diferentemente do primeiro termo de referência, relativo aos equipamentos DWDM – tecnologia escolhida para “iluminar” as fibras óticas – os editais da camada IP permitirão a formação de consórcios na disputa. As restrições, nesse caso, são de que uma mesma empresa não pode participar de mais de um consórcio ou, além de um consórcio, oferecer proposta de forma independente.

Nos termos de referência, a Telebrás listou os diversos equipamentos necessários. No entanto, o critério para julgamento das propostas será o de menor preço por grupo – ou seja, será considerada vencedora aquela empresa ou consórcio que apresentar o menor valor global, resultante da soma dos valores de todos os itens.

A proposta de edital também determina que os equipamentos sejam entregues de 15 a 30 dias a partir da assinatura da ordem de serviço, a depender de cada item. A partir dessa entrega as instalações estão previstas para períodos que variam de 7 a 15 dias, restando à Telebrás homologá-los nos 90 dias seguintes.

Além da proposta para o edital de DWDM e os publicados nesta quinta-feira, resta o termo de referência para os equipamentos de rádio enlace. A aquisição de torres, antenas e os respectivos serviços de montagem não devem entrar em consulta pública, pois a estatal deve partir direto para o edital.
Telebrás publica editais para novas compras e consulta pública do Plano da Banda Larga

O Globo - 30/09/2010

BRASÍLIA - A Telebrás publicou nesta quinta-feira, para consulta pública até o dia 14 de outubro, mais dois termos de referência de editais para contratação da rede necessária para a implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) - Brasil Conectado, que levará o serviço de internet em alta velocidade para 4.283 municípios, atendendo a 88% da população brasileira até 2014.

O primeiro termo de referência é para contratar junto às empresas privadas os "Sistemas Auxiliares da Rede IP", composto por equipamentos de comutação de dados, servidores, softwares e serviços profissionais de instalação e operação. É uma infraestrutura necessária para prover o trânsito de dados em protocolo IP/MPLS, para a integração de redes de longa distância para prestação de serviços Internet, além de sistemas de gerência para os equipamentos, treinamento, garantia, operação inicial, suporte e assistência técnica.

O outro edital é para a contratação da solução de rede de comunicação de dados em protocolo IP/MPLS, referente ao CORE IP e Planejamento Técnico. A solução é composta por equipamentos de comutação de dados, servidores, softwares e serviços profissionais de planejamento técnico, instalação, treinamento, configuração e operação inicial.

O tipo de contratação será por pregão eletrônico, utilizando o Sistema de Registro de Preços. As propostas deverão ser apresentadas em reais, e conter todos os tributos e encargos do fornecimento dos equipamentos e da prestação dos serviços. A Telebrás fará a comprovação técnica da proposta no prazo máximo de 15 dias. O prazo de vigência dos contratos 42 meses, a contar da data de sua assinatura do contrato.

Estão proibidas de participar da licitação companhias estrangeiras que não funcionem no país. Além disso, empresas em consórcio, fundações e cooperativas também não poderão participar do pregão.

E termina na sexta-feira a oferta pública do primeiro termo de referência de edital para contratação de equipamentos da Telebrás, referente a contratação da equipamentos, serviços de instalação, treinamento e operação inicial, incluindo garantia e assistência técnica. A expectativa da estatal é de que o edital definitivo seja publicado na primeira quinzena de outubro depois da análise das contribuições.

Este ano, deverá começar a ser prestado o serviço de banda larga no país nas primeiras 100 cidades do país, além do Distrito Federal e das 15 capitais das regiões Sudeste e Nordeste. Em 2011, serão mais 1.063 municípios beneficiados pelo PNBL.
Telebrás publica termos de referência para implantação de rede IP

Tele.Síntese - 30/09/2010

Abertura do código-fonte dos softwares contratados pode ser exigido

A Telebrás publicou nesta quinta-feira (30) mais três termos de referência para iluminação da rede de fibras ópticas que levará a banda larga a 100 cidades. Desta vez, estão as especificações para contratação de equipamentos e software para implantação da rede de comunicação de dados em protocolo IP/MPLS. Os documentos ficarão em consulta pública até o dia 14 de outubro.
Entre as obrigações da empresa contratada, a estatal incluiu a possibilidade de abertura do código-fonte dos softwares que rodam nos sistemas e equipamentos fornecidos. O argumento é de garantir o sigilo das comunicações e a segurança nacional.

A compra das soluções será feita mediante pregão eletrônico, por registro de preço e em três contratos distintos, em função da diversidade técnica entre os vários elementos necessários para a construção da solução de rede IP/MPLS:
1. Core IP e Planejamento Técnico.
2. Redes de Borda e de Acesso IP.
3. Soluções auxiliares (translação de nomes e endereços, sistema de autenticação e autorização, centralização de registros de auditoria, sincronia de tempo, medidores de desempenho e correção de falhas, rede de gerência e treinamento)

Outro item do termo destaca que, além do menor preço, a empresa interessada deve incluir na proposta todos os tributos e encargos decorrentes do fornecimento dos equipamentos e da prestação dos serviços relativos a esta contratação. O prazo de validade dos contratos será de 42 meses.

A participação de empresas estrangeiras que não funcionem no País está vedada, mas abre a possibilidade que elas participem de consórcio de empresas, desde que seja liderado por empresa brasileira.

As íntegras dos termos de referências estão publicadas no site da Telebrás (www.telebras.com.br). A publicação no Diário Oficial da União se dará ainda hoje, em edição extraordinária.


Telebrás divulga termos de referência para montagem da rede IP

Teletime - 30/09/2010


A Telebrás iniciou nesta quinta-feira, 30, processo de consulta pública de três Termos de Referência que servirão como base para o processo de compra dos equipamentos para a montagem da rede IP da estatal. Os documentos dão início oficialmente ao mais aguardado processo de compras desde que o governo federal resolveu revitalizar a estatal e dar início ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Os três processos de compra - que serão realizados pela modalidade "Tomada de Preço" - são essenciais para que a Telebrás possa cumprir sua primeira meta dentro da nova política pública de telecomunicações: conectar 100 cidades com a rede estatal de banda larga.

O processo de compra foi dividido em três partes, com editais separados para a aquisição dos equipamentos para o core da rede; a borda e acesso IP; e soluções auxiliares. No caso do core, o protocolo que deverá ser usado é o IP/MPLS. A pretensão da Telebrás é que, uma vez escolhido o comprador no futuro edital, os equipamentos sejam entregues em, no máximo, 30 dias, tendo a contratada mais um mês para instalação. Caso o cronograma corra sem sustos, a Telebrás poderá iniciar sua oferta de serviços no limite do prazo projetado pelo governo, no último mês deste ano.

O prazo máximo sugerido pela estatal para que toda a rede esteja montada e pronta para uso, incluindo a execução de um roadmap de soluções específicas exigidas pela Telebrás, varia entre junho de 2011 e dezembro de 2011. Nesta segunda fase de implantação da rede são exigidos, por exemplo, a implantação de planos de redundância e robustez da rede. Os três termos ficarão abertos à contribuições dos interessados até 14 de outubro.
Telebrás: Governo exigirá código-fonte de software em equipamentos de rede IP

Convergência Digital :: 30/09/2010

A Telebrás publicou nesta quinta-feira, 30/09, três Termos de Referências que servirão de base para futuro edital de pregão eletrônico para aquisição de equipamentos e softwares para montagem de rede de comunicação de dados IP/MPLS. Porém, a estatal adotou uma decisão polêmica, que poderá beneficiar os chineses em eventual pregão eletrônico: possibilidade de exigir a abertura de código-fonte dos softwares embarcados nos equipamentos.

Até agora os chineses foram os únicos a admitir, no exterior, a intenção de facilitar o acesso à raíz dos seus sistemas proprietários. Isso poderá pesar no futuro pregão eletrônico da Telebrás numa decisão em favor dos equipamentos chineses.

A decisão está contida no item 15.43 (Obrigações da Contratada), no Termo de Referência nº 40, que trata da "Contratação de Solução de Core IP":

"Em casos excepcionais, e com o objetivo de garantir o sigilo das comunicações e a segurança nacional, a Telebrás poderá exigir a abertura do código-fonte dos softwares que rodam nos sistemas e equipamentos fornecidos pela contratada", informa a estatal.

A Telebrás também separou em dois ambientes - roteadores de grande porte e de borda - as compras de equipamentos para a dere IP/MPLS. A decisão foi tomada no sentido de facilitar a aplicação da norma, que estipula o direito de preferência para as aquisições de equipamentos produzidos no Brasil.

Os três documentos emitidos pela Telebrás podem ser acessados no seguinte link: https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/andamento.do?acao=confirmarPesquisaAndamento

São 3 Termos de Referência para futuro edital da Telebrás:

Capital Digital - 30/09/2010

Para deixar claro, a Telebrás soltou hoje três Termos de Referência, para receber sugestões do mercado com relação ao futuro edital de contratação de rede de comunicação de dados na plataforma IP/MPLS.

São eles:

Contratação de SOLUÇÃO DE CORE IP 0040_referencia ( já publicado por mim na nota anterior)

Contratação de SOLUÇÃO DE BORDA E DE ACESSO IP 0041_referencia

Contratação de SOLUÇÕES AUXILIARES DE REDE IP 0042_referencia

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Consulta à minuta de edital da Telebrás vai até esta sexta-feira (1º)

Tele.Síntese - 29/09/2010

Indústrias brasileiras afirmam que têm produtos competitivos na tecnologia escolhida

A consulta pública do termo de referência para compra de equipamentos que servirão para iluminar a rede de fibra óptica da Telebrás, aberta no dia 15 deste mês, ainda não havia recebido contribuições até a tarde desta quarta-feira (29). O último dia para apresentar sugestão é à meia noite desta sexta-feira (1º). A tecnologia proposta é a DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing), solução que possibilita a transmissão de dados da ordem de terabits por segundo em um único par de fibras óptica.

Dirigentes das empresas de tecnologia nacional ainda estão avaliando o documento para decidir se irão fazer contribuições ou não ao texto. Uma das queixas é a impossibilidade de participar da licitação por meio de consórcio de empresas, mas não há ainda um entendimento de que essa limitação prejudicará a participação delas na licitação. A Telebrás alega que a restrição foi adotada como forma de evitar restrições à concorrência.

Os presidentes da Padtec, Jorge Salomão, e da Trópico, Raul Del Fiol, afirmam que a indústria nacional tem plena capacidade de atender não só o edital em consulta, mas também a toda a demanda do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). “E com produtos bastante competitivos e com tecnologia madura”, disse Salomão. Além disso, diz Del Fiol, as indústrias nacionais instaladas têm capacidade para rapidamente dobrar a produção.

Fortalecimento
Os dois dirigentes admitem que o momento esteja muito propício para o fortalecimento da indústria de tecnologia nacional, sobretudo pela vantagem competitiva promovida pela Medida Provisória 495/10, que permite a preferência de produtos com tecnologia e produzidos no país, mesmo com preço 25% superior. “O importante é que esse benefício atinge também a empresas de capital estrangeiro instaladas aqui, o que garante o desenvolvimento de produtos competitivos e de alto valor agregado”, avalia Del Fiol.

Outro ponto favorável para a indústria nacional é a implantação do PNBL, pelo volume de investimentos necessários para iluminar a rede das elétricas, que serão geridas pela Telebrás. Os investimentos são avaliados em R$ 6 bilhões até 2014. Salomão ressalta que essa percepção de oportunidade também está sendo registrada pelas multinacionais de tecnologia. Ele lembra que a IBM já anunciou a implantação de um centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país.

A Padtec e a Trópico fazem parte do Consórcio GENTe (Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia), formado recentemente por empresas nacionais, para disputar o fornecimento de equipamentos para o backbone da Telebrás. Del Fiol disse que, apesar do consórcio, as empresas poderão participar individualmente da licitação da estatal.

“O objetivo da associação das empresas é trabalhar em solução integrada”, disse Salomão. Isto implica que as oito, que ofertam produtos e serviços diferentes, se unirão em negócios e tecnologia para “vender” apenas uma solução aos clientes, com perspectiva de economia de tempo e dinheiro com esta nova operação. Além das duas empresas, fazem parte do GENTe a Asga (Paulínia - SP), Parks (Cachoeirinha – RS), Gigacom (São Paulo), Datacom (Porto Alegre (RS), CPqD (Campinas) e Icatel (São Paulo). A Trópico e a Padtec funcionam em Campinas.

O primeiro leilão da Telebrás deve acontecer no dia 15 de outubro. Para esta sexta-feira (1º) estão sendo esperadas as publicações de mais duas minutas de editais para aquisição de equipamentos para rádio enlace e de roteadores e switches.
Testes nas 106 cidades ligadas ao PNBL serão feitos no início de dezembro

IP News - 29/09/2010


Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, o governo mantém meta de conectar todos os municípios, mas não tem certeza se esta será alcançada.

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, afirma que no dia 30 de setembro será lançado termo de referência para consulta pública de switch, roteadores e equipamentos IP.

Segundo Santanna, após a segunda semana de outubro os pregões eletrônicos serão iniciados. A partir de 30 dias da data de início, os fornecedores terão 30 dias para entregarem os equipamentos.

Implantação
O presidente estima que no início de dezembro os primeiros testes serão feitos nas 106 cidades que serão ligadas pela fibra óptica. Questionado a respeito do tempo de implantação, Santanna afirma: “estamos trabalhando na meta de ligar as 106 cidades escolhidas pelo PNBL”, mas ainda não sabe se a alcançarão.

Santanna comenta, também, que hoje já há 21 mil quilômetros de backbone e que a estimativa do governo é chegar aos 30.803 km.
Aneel é cautelosa ao associar oferta de banda larga a smart grid

Convergência Digital :: 29/09/2010


Com foco na prestação dos serviços de energia elétrica, a Aneel ainda é cautelosa em relação à proposta do Fórum Brasil Conectado – que acompanha a implantação do Plano Nacional de Banda Larga – de mudanças nas regras sobre a modicidade tarifária que visam incentivar o uso das redes de eletricidade para a comunicação de dados.

Naturalmente, a Aneel tem a preocupação de que as mudanças não desviem o foco das concessionárias – ou seja, que não seja enfraquecido o serviço de fornecimento de energia elétrica. Ainda assim, a agência admite que algumas modificações podem viabilizar os investimentos necessários para transformar as redes atuais no desejado smart grid.

“Esse mundo novo do smart grid traz uma nova realidade que é essa questão da rede de comunicação ter que ser muito pesada para suportar a operação toda. E aí o investimento para isso talvez não possa ser suportado só pela tarifa, teria que ter outras receitas. De repente, em tese, teria que se criar um modelo em que a concessionária pudesse criar outro serviço para ajudar a diminuir a tarifa”, diz o superintendente de Regulação e Distribuição da Aneel, Paulo Henrique Silvestre Lopes.

A proposta foi apresentada pelo Comitê Gestor dos Programas de Inclusão Digital – CGPID e faz parte do rol de medidas que poderiam ser adotadas por Decreto. Pela regra atual, receitas oriundas de serviços diversos ao concedido devem ser revertidas quase que integralmente para reduzir as tarifas da atividade principal – daí o termo modicidade tarifária.

O alvo é a conta atual, na qual 90% das receitas obtidas com serviços externos à concessão devem ser revertidos para abatimento nas tarifas. “O objetivo estabelecer um percentual bem menor, talvez invertendo a lógica atual, que incentive as empresas a se valerem dessa receita”, revelou, em agosto, Gabriel Laender que integra o CGPID e é um dos coordenadores do Fórum.

Silvestre, da Aneel, lembra que o modelo do setor elétrico já dá liberdade para a apropriação de recursos na área de transmissão. “Na transmissão, a receita extra é livre. Ele constrói aquele investimento, opera, e ganha uma receita independente se a linha está sendo usada ou não. Aliado a isso ele bota a fibra ótica e aluga, não tem restrição. Na distribuição é diferente, porque tem tarifa regulada”, explica.

A filosofia de se apropriar desses outros ganhos para a modificade tarifária é de que aqueles empregados que atuam naquela concessão estão prestando um serviço público de energia e estão sendo pagos pela concessão. Qualquer serviço extra deve contribuir para a modicidade tarifária porque quem está pagando a conta são os consumidores de energia elétrica.

“A Aneel tem usado 90% para modicidade e 10% para a concessionária. É como o aluguel de postes, que estão lá para o serviço de energia, agora ele é compartilhado com as telecomunicações e tem uma receita, que deve ser revertida para o consumidor de energia. O foco da concessionária de energia é prestar um bom serviço de energia, não é ser provedor de internet, fornecer voz e imagem”, insiste o superintendente. “Se mudar a política, tem que mudar o regulamento”, completa.


País terá política nacional para smart grid até o fim do ano


Convergência Digital :: 28/09/2010

Até o fim deste ano o país deve contar com um desenho de política pública para o smart grid, a rede inteligente do setor elétrico, mas com capacidade para ampliar a infraestrutura de transmissão de dados. A questão é discutida em um grupo de trabalho criado no Ministério de Minas e Energia que trata das aplicações dessa nova rede, bem como de como ela será financiada.

O foco do smart grid é aliar a transmissão de dados à capilaridade das redes de energia elétrica. Mesmo no Brasil, esse potencial já existe no segmento de transmissão de energia – as longas redes que levam eletricidade das usinas até as cidades contam com cabos de fibras óticas, infraestrutura que inclusive é alugada às empresas de telecomunicações.

Falta definir, no entanto, como multiplicar essa capacidade dentro das cidades. Uma possibilidade é o uso da tecnologia PLC (do inglês Power Line Communications), que se vale do cabeamento existente. Mas a área técnica da Aneel, que acompanha o que se faz mundo a fora no campo do smart grid, acredita que o caminho mais interessante seria o uso de redes sem fio, via radiofrequência.

“O que a gente tem visto no mundo é que o PLC se aplica muito para áreas distantes, rurais. Mas em áreas urbanas talvez a rede mesh de radiofrequência, ou mesmo o GPRS para medição, é viável. Para a rede inteligente, para smart grid mesmo, o GPRS já não é tão confiável. Então estão partindo para redes mais robustas, de RF Mesh, que não podem falhar e têm que ser em tempo real”, explica o superintendente de Regulação e Distribuição da Aneel, Paulo Henrique Silvestre Lopes.

A questão que se impõe é como financiar essa nova infraestrutura. Atualmente, as fibras óticas do setor elétrico chegam até as subestações e a partir delas seriam instalados equipamentos de radiofrequência. “É uma rede mais cara, por isso a Aneel ainda não entrou nessa seara. Precisaria ter um financiamento que a viabilizasse para que o consumidor não tenha que pagar”, diz o superintendente da Aneel. Ele lembra que o relatório em elaboração no MME também tratará dos recursos.

Enquanto isso, a agência reguladora do setor elétrico trabalha no que pode ser considerado o primeiro passo em direção ao smart grid: a substituição dos atuais medidores de consumo por novos equipamentos, com capacidade para comunicação bidirecional. Espera que a proposta entre em consulta pública até o próximo mês e que as regras para a substituição, inicialmente de 45 milhões dos 65 milhões de “relógios” instalados nas residências, passem a valer no início de 2011.

A Aneel prefere não detalhar esse ponto, mas a capacidade de troca de dados entre as residências e a rede elétrica tem potencial para transformar os novos medidores em modems. “Não estamos desenhando com essa finalidade, mas depende da comunicação que está embarcada nele. A gente só diz que ele tem que ter comunicação, mas não define a tecnologia, vai ficar aberta para cada empresa definir a sua. Mas a partir do momento em que ele recebe informações, pode ser um modem”, explica Silvestre.

Longe de ser um tema de ficção, o uso das redes elétricas para a comunicação de dados já faz parte dos planos de negócios de algumas empresas do setor. “Hoje, com a evolução tecnológica, principalmente das telecomunicações, o smart grid é uma realidade e ela já está próxima do Brasil. É simplesmente definir um modelo econômico e técnico que viabilize essas redes”, completa o superintendente de Regulação e Distribuição da Aneel.


IPV6: A migração deve ser imediata?

IP News - 29/09/2010

O IPv6 já é um tema discutido em todo o mundo. Segundo centros de pesquisas, o IPv4 deve acabar ainda este ano ou, no máximo, em 2011. O Brasil, em particular, ainda tem uma reserva de domínios, mas que também pode durar até dois anos. Com o tema em repercussão, muitas empresas já se preocupam em migrar equipamentos e ambientes para o novo protocolo, como é o caso da Alog. Outras, no entanto, acreditam que é necessário haver um estudo para que não haja falhas no sistema posteriormente, quebrando, assim, as expectativas de clientes, como a Locaweb.

Em entrevista exclusiva ao Portal IPNews, estes data centers e o NIC.br explicaram os benefícios, malefícios e importância da migração atual para o IPv6.

Recentemente, a Alog Data Centers anunciou investimento de R$1 milhão em infraestrutura para suporte do novo protocolo. De acordo com o gerente da área de redes da empresa, Rafael Bittencourt, a companhia já opera em fila dupla (IPv4 e IPv6 simultaneamente) desde o ano passado e todos os novos sites criados já possuem os protocolos.

“Vimos a necessidade de investir na migração porque, assim, há acesso fundamental para o nosso crescimento e o de nossos clientes. Nos antecipamos e hoje todos os nossos clientes, que respondem positivamente, já possuem o IPv6 junto ao IPv4”, comenta, destacando que a Alog já possui 850 projetos corporativos com o novo protocolo.

Rafael afirma que, para se obter interoperabilidade e continuidade dos negócios, é necessária a migração imediata, pois “não é uma operação que pode ser feita da noite para o dia. É preciso tempo e costume nas novas redes. Os nossos clientes ainda não utilizam o IPv6, mas já mantêm implantado no sistema”, diz.

Contrário à rápida migração para o novo protocolo, o gerente de redes de segurança da Locaweb, Nelson Murilo, afirma que a operação não deve ser feita às pressas, mesmo com a ameaça de fim dos domínios em vista.

A empresa, que somente possui equipamentos IPv6, mas ainda não migrou o ambiente, criou um grupo de estudos para avaliação dos pontos relevantes e irrelevantes da mudança de protocolo que, segundo Murilo, será importante e não deve ter impactos. Para ele, é importante que não haja brechas para falhas, pois, se tal acontece, os mais afetados serão os clientes.

“O IPv6 tem uma característica própria, então, tentar sair na frente com essa migração talvez não seja a coisa certa, pois podem acontecer falhas e incompatibilidades. Os especialistas ainda estão procurando erros no protocolo”, aponta ele, afirmando que a empresa espera que no início do ano que vem já haja planejamento para todo o ano.

Para entender sobre a eficiência da migração rápida para o IPv6, o Portal IPNews conversou com o coordenador de projetos do NIC.br (braço executivo do CGI.br), Antônio Moreiras.

Segundo o executivo, no Brasil já há uma média de 800 redes com IP e, deste total, 167 já solicitaram blocos de IPv6 e já estão em algum estágio de implantação. Para ele, a migração é importante tanto para os provedores de internet como para as empresas de Telecom, para que os clientes deles também mudem o ambiente.

Moreiras acredita que, em breve, a mudança de IP chegará nos usuários de internet, inclusive os domésticos. “Mesmo que um provedor não queira fazer a implantação imediata é recomendável, pelo menos, adiantar a migração, pois, no início de 2011 o IPv4 se esgota e só contaremos com o estoque brasileiro, que também acabará rapidamente”, alerta ele.

Internet das Coisas

Uma pesquisa recente revela que, até 2020, cerca de 7 trilhões de dispositivos estarão conectados à internet.

Questionado sobre o Connected World, Moreiras afirma que o IPv6, apesar de ser limitado, possui uma quantidade imensurável de domínios, o que não gerará problemas e falhas quando os objetos começarem, de fato, a se conectar à rede.

“Certamente o IPv6 suportará esse número de dispositivos. Para se ter uma idéia, um usuário doméstico, por exemplo, a partir do novo protocolo, poderá ter, dentro de casa, até 256 redes disponíveis. Podem existir novas versões do IPv6, mas acredito que por outro motivo, não por falta de endereços”, aponta.
Telecomunicações, o debate que ficou para depois da eleição

Instituto Telecom - 29/09/2010


Enquanto as telecomunicações e a banda larga são discutidas no mundo todo, no Brasil, às vésperas da eleição presidencial, este debate ainda não aconteceu.

A poucos dias das eleições, está claro que as telecomunicações e a banda larga não tiveram o espaço necessário na pauta dos candidatos à presidência, ao contrário do resto do mundo onde a banda larga ganha cada vez mais destaque.

Na semana passada, Hamadoun I. Touré, secretário-geral da UIT (União Internacional de Telecomunicações), a entidade da Organização das Nações Unidas que trata das tecnologias da informação e comunicação, propôs a instituição do acesso à banda larga como direito civil básico. A proposta foi feita durante a segunda reunião da Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital, realizada no último dia 21. Touré lançou o desafio: que todos os líderes governamentais, chefes da UIT, ONU e gigantes da indústria garantam acesso à banda larga para a metade da população mundial até 2015.

Na União Europeia novas orientações para as redes de banda larga foram definidas para os seus estados-membros. Com base nas sugestões recolhidas em consulta pública recente, os europeus decidiram que embora os investimentos em banda larga devam ser feitos por empresas privadas, os auxílios estatais podem ter um papel importante para que a cobertura de internet chegue às zonas onde não existe interesse do mercado. Os investimentos nas redes de banda larga foram considerados elementos essenciais para o Plano de Relançamento da Economia Européia. A banda larga é prioridade no orçamento da Europa.

No meio de toda esta discussão, no Brasil, nenhum dos candidatos à presidência chegou a apresentar um projeto de governo concreto para o setor, conforme constata reportagem especial da segunda edição da Revista do Instituto Telecom*, “Os Presidenciáveis e as Telecomunicações”.

O que se sabe, com base em declarações à imprensa e depoimentos à Revista, é que a candidata do PT, Dilma Rousseff, pretende expandir o acesso à internet de 12, 2 milhões para 40 milhões de brasileiros; manter a Telebrás e utilizar fibras óticas das estatais de eletricidade para ampliar a rede de internet e reduzir os custos dos serviços.

O candidato do PSDB, José Serra, prometeu acelerar a internet no país e garantiu ter um plano para isso, sem dizer qual. Marina Silva, do PV, propôs a universalização da internet para todos os municípios brasileiros até 2014 e disse que a sua prioridade é a Amazônia e os locais mais afastados dos grandes centros. Já Plínio Arruda Sampaio, do PSOL, criticou a privatização e defendeu a reestatização do setor.

Com ou sem programas concretos, é importante destacar que as propostas dos principais candidatos em relação às telecomunicações brasileiras podem ser avaliadas pela ação dos governos de seus partidos, o PSDB e o PT.

A política PSDB para as telecomunicações ficou marcada pela privatização da Telebrás, que, com o suporte de uma Lei Geral de Telecomunicações e de uma Agência Reguladora – a Anatel – criadas em 1997, desmembrou todo o antigo sistema. De lá para cá houve a criação de postos de trabalho e uma grande expansão dos serviços de telefonia fixa e móvel. Mas, nem de longe, houve a universalização da voz.

Medidas essenciais como a criação de uma política industrial efetiva para as telecomunicações e investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento foram esquecidas. O próprio Centro de Pesquisa da Telebrás – CPqD – uma referência para o desenvolvimento tecnológico do setor, foi reduzido a um simples centro de serviços. As tarifas dos telefones fixos e celulares estão entre as mais caras do mundo. A expansão do número de call centers e a queda na qualificação e nível de salários dos trabalhadores também são marcas da política do PSDB.

Já o governo Lula, não questionou o modelo e basicamente deu continuidade à política implantada anteriormente. No mandato petista houve alguns questionamentos com relação aos altos preços praticados no setor. Mas, tanto o PSDB quanto o PT, esvaziaram o Ministério das Comunicações (Minicom) e não fortaleceram o papel da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na fiscalização e regulamentação do setor. Aspectos negativos das privatizações foram mantidos como a concentração do mercado nas mãos de algumas operadoras e a má utilização dos recursos do Fundo de Universalização (Fust), Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico (Funttel) e Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

O governo Lula também fez escolhas relevantes como a escolha do padrão da TV Digital – ISDB-T, incluindo o Ginga, middleware desenvolvido pela PUC do Rio de Janeiro e a Universidade Federal da Paraíba, que garantiu a interatividada. A realização da troca dos PSTs (Postos de Serviços de Telecomunicações) por backhaul. A garantia de que as concessionárias levassem banda larga a todas as escolas públicas urbanas e a realização do leilão reverso do 3G que possibilitará que todos os municípios brasileiros sejam cobertos pela telefonia celular.

Quase no final do seu mandato, o atual governo tomou medidas positivas como a criação de um Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para promover a universalização da internet. Reativou a Telebrás com o objetivo de fornecer o serviço onde as operadoras não estiverem atuando, ou a oferta for inadequada. Criou o Fórum Brasil Conectado, um grupo formado por representantes de diferentes setores (entidades civis, governo e empresários), responsável por debater políticas e ações para o PNBL. E, finalmente, realizou a I Confecom (Conferência Nacional de Comunicação).

À espera do debate

O debate da banda larga e das telecomunicações não aconteceu. Mas, o Instituto Telecom defende que, mesmo após as eleições, o diálogo entre a sociedade e o novo presidente ou presidenta sobre as políticas para o setor tem que acontecer. Não dá para adiar ainda mais a discussão.

O Brasil vive um momento crucial. Precisa definir um Marco Regulatório para a Comunicação capaz de contemplar a nova realidade da convergência tecnológica e abranger todos os setores, desde a radiodifusão, telecomunicações, TV digital até a internet. E executar um Plano Nacional de Banda Larga que promova a universalização da internet no país.

A própria realização da Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), em dezembro de 2009, e a criação do Fórum Brasil Conectado têm representado mudanças significativas na participação política e social do país. A sociedade civil, contudo, ainda continua à margem do debate das telecomunicações. Não participa e muito provavelmente não compreende como funciona o nosso setor. Uma prova disso é a falta de contribuições da população à Consulta Pública do novo Plano Geral de Metas de Universalização do Serviço Telefônico Fixo (o PGMU III), que entrará em vigor a partir de janeiro de 2011.

Às vésperas da escolha de um novo governo, o Instituto Telecom defende que a banda larga seja vista como é no mundo: um direito básico e uma questão de cidadania. O serviço de banda larga deve ser prestado em regime público.

Estas são algumas das propostas do Instituto para a construção de uma política de comunicação e telecom no novo governo:
• Fortalecimento do papel do Ministério das Comunicações e da Anatel.
• Uma nova Lei Geral de Telecomunicações que abranja toda a área de comunicação e telecomunicação.
• Uma política industrial forte e integrada à área de pesquisa e desenvolvimento.
Implantação urgente do Plano Nacional de Banda Larga.
• Democratização das Consultas Públicas da Anatel . Com a criação de instrumentos e informações que permitam a participação ativa da sociedade nas decisões do setor.