sábado, 25 de setembro de 2010

Internet falha e pode prejudicar eleição no Amazonas

Tribunal utiliza o link da Embratel para fazer a transmissão dos dados das urnas eletrônicas

A Crítica, 25 de Setembro de 2010

Lucy Rodrigues*

Problemas de internet podem prejudicar a apuração dos votos no dia da eleição

Problemas de internet podem prejudicar a apuração dos votos no dia da eleição

Um problema no satélite da operadora Oi atrapalhou o primeiro simulado em campo da transmissão dos dados das Eleições 2010, realizado na manhã deste sábado (25) pelo Tribunal Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). O problema, que pode vir a acontecer no dia 3 de outubro, pode atrasar o trabalho dos 500 técnicos de transmissão de dados da capital e do interior, pessoas envolvidas na totalização dos votos.

“Nosso estado é crítico nesse sentido. Esta semana mesmo ficamos sem o link da Embratel durante cinco horas - de meio dia às 17h - e isso afeta todos nós. Agora, durante o simulado, fomos avisados de que o satélite da Oi caiu e por conta disso ficamos praticamente uma hora parados, sem poder fazer transmissão nenhuma. Os técnicos da capital vão usar as linhas telefônicas das escolas e os do interior, o satélite para transmitir os dados criptografados dos resultados das urnas”, afirmou o Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal, Jander Valente.

São 150 técnicos que participam do processo de transmissão de dados na capital e 350 no interior. Eles pertencem a várias universidades da área de informática e foram selecionados por meio de convênio com a Universidade Estadual do Amazonas (UEA). O simulado do último sábado foi feito nas escolas, com a metade dos técnicos e na véspera das eleições, próximo sábado dia 2, acontecerá com a outra metade. A intenção do TRE é testar o sistema e corrigir os possíveis problemas, visando dar celeridade e transparência ao processo eleitoral.

Valente explicou que se no dia da eleição houver problemas de transmissão por causa da internet, o plano B já definido é o de que os disquetes das urnas sejam encaminhados imediatamente ao TRE ou para a sede dos municípios mais próximos para que o trabalho seja concluído. "O máximo que pode ocorrer é um atraso na apuração dos votos", minimizou o secretário.

Na última quinta-feira (23), a cidade de Manaus ficou mais de quatro horas sem os serviços de internet. A Embratel informou que um rompimento no cabo de fibra ótica ocasionado nas proximidades do município de Autazes, em função de um acidente envolvendo um caminhão que transportava um trator, foi a causa do apagão. O problema foi solucionado no mesmo dia mas causou atrasos nas rotinas de milhares de usuários.

PREOCUPAÇÃO

A péssima qualidade do serviço de internet prestado pelas empresas no Brasil foi a tônica das discussões realizadas nesta quinta-feira (23) no encontro 'Ajudando o Brasil a se organizar para a Copa' realizado em Manaus.

A iniciativa reuniu especialistas na área de TI das empresas IBM, Bosch, Samsung e de órgãos de Segurança do Governo como a Polícia Federal que evidenciaram suas preocupações com a qualidade da Internet, uma vez que o Brasil tem pela frente o desafio de oferecer uma capacidade de transmissão de dados 50% maior do que a África ofereceu na Copa de 2010.

A situação do Amazonas foi classificada como a mais deficitária de todas as cidades que serão sede dos jogos do mundial.

Em agosto deste ano, o governo anunciou a lista das 100 primeiras cidades que serão cobertas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Nenhum município do Amazonas foi contemplado nesta primeira fase.

Na lista das 100 contempladas, aparecem apenas seis municípios da região Norte - todos em Tocantins - e nenhum município do Sul do País.

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, confirmou que a relação contempla apenas municípios das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

SEM PREVISÃO

Dois meses depois da prometida conclusão da rede de fibra ótica da Oi no Estado, o amazonense continua sem esse serviço da empresa. As obras deveriam ter sido finalizadas em julho deste ano. Por enquanto, a companhia diz apenas que “trabalha para concluir os trabalhos no menor tempo possível” e acrescenta que “está dentro do prazo estabelecido pela Anatel para o projeto”, mas não cita, em nenhum momento, quando as obras serão concluídas ou o início da operação da fibra ótica em Manaus, cuja promessa é de acesso a uma Internet mais barata, além de conexão e transmissão de dados mais confiáveis.

Relatório aponta banda larga como prioridade comum do Brasil e União Europeia

Trabalho da Cullen International e da associação EUBrasil mostra que neste domínio o Brasil está focado no aumento do acesso e a Europa na melhoria da qualidade.

Portugal Digital - 25/09/2010

Brasília - Tanto o Brasil quanto a União Europeia colocaram em marcha planos para o desenvolvimento da banda larga, mas com importantes diferenças nas suas abordagens. Na Europa, a velocidade gera muito do debate sobre as políticas a seguir, enquanto o Brasil, pelo contrário, está mais focado na acessibilidade e na garantia de banda larga básica para todos, de acordo com um relatório publicado pela Cullen International e pela associação EUBrasil.

O Brasil pretende mais do que triplicar a penetração da banda larga até 2014, dando acesso a mais de 40 milhões de famílias. A agenda digital da Comissão Europeia estabeleceu metas que prevêem o acesso a banda larga básica a todos os europeus até 2013, bem como um mínimo de 30 Mbps de velocidade para todos até 2020 e uma penetração de 50% de banda larga de 100 Mbps também em 2020.

"A abordagem tomada pela Comissão Europeia demonstra que uma das questões essenciais na União Europeia é como estimular o investimento privado ao mesmo tempo que se assegura a concorrência", refere Elena Scaramuzzi, da Cullen International. "O Brasil, por outro lado, parece mais focado em elevar os níveis de penetração da banda larga", acrescenta a mesma responsável.

O relatório da Cullen International e da associação EUBrasil foi apresentado esta semana no Parlamento Europeu.

"O notável crescimento do Brasil está a atrair um crescente interessse internacional, inclusive da Europa. O Brasil tornou-se um dos grandes players no mundo tanto no plano político como no económico. Acreditamos que também o interesse do Brasil em investir na Europa pode intensificar-se", comentou Alfredo Valladão, administrador da EUBrasil e presidente do seu conselho consultivo.

A lavanderia do ex-ministro

IstoÉ - 24/09/2010

Documento em poder da Procuradoria-Geral da República aponta indícios de lavagem de dinheiro no caso do desvio de R$ 169 milhões da Telebrás, envolvendo o candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa

Investigado por causa de um acordo que, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), provocou um prejuízo de R$ 169 milhões na Telebrás, o ex-ministro das Comunicações e candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, é agora apontado como suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro. Os indícios que comprometem o ex-ministro estão relacionados em um documento entregue na última semana ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Trata-se de um relatório elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, emitido como resposta a uma consulta feita pelo procurador Marinus Marsicus.

Ele está apurando o desvio dos R$ 169 milhões da Telebrás e pediu que o Coaf investigasse as movimentações financeiras do ex-ministro e de mais sete pessoas (uma jurídica) ligadas a ele: Ana Catarina Figueiredo Xavier Costa, mulher de Hélio Costa; Eugênio Alexandre Tollendal Costa, filho do ex-ministro; Jorge da Motta e Silva, ex-presidente da Telebrás; Manoel Elias Moreira, assessor da Telebrás; Uadji Moreira e Jaciara Menezes Moreira. O Coaf constatou a existência de indícios de lavagem de dinheiro nas movimentações financeiras realizadas por diversas pessoas listadas pelo procurador Marsicus. Há movimentações financeiras atípicas de algumas pessoas indicadas, registra o documento. O procurador-geral não se manifestou sobre detalhes do caso, por se tratar de investigação sob sigilo, mas uma nova frente de apuração será aberta na Procuradoria-Geral da República.

“Temos a convicção de que o acor­do feito pelo ex-ministro com seu amigo Uadji Moreira é irregular e nosso objetivo é rastrear os R$ 169 milhões desviados da Telebrás para tentar reaver esse dinheiro”, diz o procurador Marsicus, que atua junto ao Tribunal de Contas da União. “Pedimos a colaboração do Coaf exatamente para saber os caminhos percorridos pelo dinheiro.” A sangria dos R$ 169 milhões dos cofres da Telebrás ocorreu a partir de um acordo firmado pelo então ministro Hélio Costa, em 2006. O empresário Uadji Moreira, amigo de Costa há mais de 30 anos, proprietário da VT Um Produções, cobrava judicialmente uma dívida da estatal decorrente de serviços de 0900 para sorteios em programas de tevê.

A legislação determina que, em casos como esse, os organismos estatais devem esgotar todos os recursos jurídicos antes de fazer qualquer acerto financeiro. Não foi o que fez Hélio Costa. Na condição de ministro responsável pela Telebrás, ele determinou a realização do acordo antes que o Judiciário se manifestasse em última instância. Com o aval de Hélio Costa, a Telebrás assinou um acordo com Uadji se comprometendo a pagar R$ 253 milhões. O Ministério Público já havia pedido ao Coaf levantamento de todas as transferências financeiras feitas pela Telebrás para a VT Um Produções. Uma das transferências foi feita logo depois de fechado o acordo, no valor de R$ 59,5 milhões. A partir desse pagamento, Uadji passou a receber da Telebrás 40 parcelas mensais de R$ 900 mil. Parte do acordo, no valor de R$ 107 milhões, seria paga em créditos que a Telebrás tem com a Receita Federal.

As autoridades envolvidas na investigação suspeitam que o acordo foi uma espécie de negócio entre amigos. Hélio Costa é íntimo de Uadji há mais de 30 anos, desde que trabalharam juntos em uma emissora de tevê. Processo semelhante ao promovido contra a Telebrás também foi movido por Uadji contra a Embratel, a quem prestara os mesmos serviços pelo mesmo período. Nesse último caso, porém, ficou determinado que a dívida a ser paga para a VT Um era de R$ 44 milhões, 17% do valor que a Telebrás pagou com o aval de Hélio Costa. A comparação entre os dois casos foi uma das razões que levaram a AGU a concluir que o desvio da Telebrás foi de R$ 169 milhões.

Desde que foi descoberta a falcatrua, o caso da Telebrás vem sofrendo uma investigação com o objetivo de reaver o dinheiro e comprovar irregularidade administrativa. Com os dados levantados pelo Coaf na última semana, a investigação ganhará outro rumo. “O relatório indica a necessidade de inquérito criminal”, diz o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). “O ex-ministro Hélio Costa fala que o assunto já foi encerrado, mas isso é uma falácia”, conclui o deputado. Hélio Costa argumenta que o STF já arquivou um inquérito que pretendia investigar o acordo. É verdade. Mas o ministro do STF Ricardo Lewandowski não tinha em mãos, à época, o levantamento da AGU acusando prejuízo de R$ 169 milhões, o que já possibilitou a reabertura das investigações.

Para o Ministério Público junto ao TCU, o que aumentou ainda mais a suspeita em torno do acordo do amigo de Hélio Costa foram as declarações de pessoas ligadas ao ex-ministro. Em agosto, o diretor da Rede Globo Roberto Talma disse à ISTOÉ que recorreria ao STJ para receber 20% do acordo fechado por Uadji, com quem mantinha uma parceria. Talma suspeita que parcela do dinheiro do acordo de Uadji foi parar na atual campanha de Hélio Costa ao governo de Minas.

Os procuradores que acompanham o caso também estão de olho no patrimônio do ex-ministro das Comunicações. Em 2002, Hélio Costa declarou bens no valor de R$ 359 mil. Este ano, ele apresentou ao TSE uma ­declaração de renda com um patrimônio de R$ 1,3 milhão. Um dos bens adquiridos por Hélio Costa após o acordo foi um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões no sofisticado edifício Top Green, no bairro Belvedere, em Belo Horizonte. Hélio Costa declarou à Justiça ter comprado “uma fração do apartamento em Belvedere” por R$ 1 milhão. As contas de Hélio Costa, agora, estão na Procuradoria-Geral da República.
Controle remoto agora é um mouse

Fabricantes de tevês apostam em modelos com acesso à internet. Será que desta vez a união da televisão com a web decola?

IstoÉ Dinheiro - 29/09/2010

Em 1950, quando foi feita a primeira transmissão da televisão brasileira, bastavam apenas parcas imagens em movimento em preto e branco para conquistar a audiência. Hoje, elas são coloridas, digitais e em alta definição, mas cada vez fascinam menos. Aos 60 anos da televisão no Brasil, a internet e o computador, que desde 2007 vende mais do que as tevês, se transformaram em um rival de peso.

Os fabricantes de aparelhos resolveram, então, usar uma velha máxima: se não pode com ele, junte-se a ele. Apesar de a tecnologia 3D estar na moda, a conexão à internet integrada aos televisores é a principal aposta de médio e longo prazo das empresas do setor para transformar o controle remoto em um mouse. Mas será que desta vez a união entre tevê e internet vai decolar?

Há alguns indícios de que pela primeira vez esse casamento, tentado há vários anos, pode dar certo. O gigante de internet Google promete para o final do ano um aparelho desenvolvido pela Sony. A Apple renovou seu aparelho que faz integração do computador com a tela do televisor e passou a oferecer acesso, nos EUA, a aluguel de filmes direto da web. Os principais fabricantes de televisão presentes no Brasil estão lançando no mercado modelos com o recurso disponível.

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Luciano Bottura, da sony: todas as tevês vendidas no Brasil têm recurso de acesso à internet

Todas as tevês da Sony, por exemplo, já saem de fábrica com a possibilidade de o usuário se conectar à internet. Samsung, LG e Panasonic também aderiram a este filão. Em outubro, será a vez da Philips. “É um movimento que veio para ficar”, afirma José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen Online. “Seu crescimento está diretamente ligado ao aumento do acesso à banda larga e do número de parceiros de conteúdo das fabricantes.”

É verdade. Desde o final da década de 70, tenta-se desenvolver uma forma mais interativa de assistir à televisão. Mas ela nunca vingou. O sucesso é limitado por uma série de fatores, como a qualidade da conexão à web e a ausência de conteúdo específico. Agora, essas barreiras estão se rompendo.

Os modelos de tevês vendidos no mercado brasileiro chegam às mãos dos consumidores com acesso a determinados sites, como YouTube, TerraTV, UOL Mais, Skype, Picasa e Twitter, além de previsão do tempo. O problema é que ainda não dá para navegar fora desses limites, pois os aparelhos não vêm com os navegadores de internet que funcionam nos computadores. Para ter uma boa definição, o consumidor ainda precisa de uma conexão mínima de 2 Mbps.

Há outras barreiras a vencer. A Sony, cujos 25 modelos têm acesso à internet, revela que apenas 20% dos consumidores que compram um aparelho com essa função acessam a internet. “É uma tecnologia nova e o consumidor ainda conhece pouco os seus benefícios”, diz Luciano Bottura, gerente de televisores da Sony Brasil.

Mesmo nos Estados Unidos, a adesão ainda é relativamente baixa. Cerca de 5% dos domicílios possuem aparelhos com o recurso ativo. Em 2015, serão pelo menos 35%, de acordo com dados da empresa de pesquisa Forrester Research. Esses números não levam em conta consoles de videogames que podem se conectar à web, como o Xbox 360, da Microsoft, e o PlayStation 3, da Sony.

Mas o que leva os consumidores a usarem suas tevês para acessar a internet? Pesquisa mundial da LG revelou que 69% das pessoas afirmam preferir assistir a vídeos na web à programação tradicional. O motivo? A liberdade de escolher o que e quando assistir, revelou o relatório da empresa coreana.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Telebrás já tem demanda para 20 GB em conexões

Convergência Digital :: 24/09/2010

A Telebrás ainda nem começou a oferecer conexões à internet no atacado, como previsto no Plano Nacional de Banda Larga, mas a divulgação da lista das 100 primeiras cidades beneficiadas com acesso ao backbone público já movimentou pequenos provedores. Até aqui, a estatal recebeu pedidos equivalentes a um tráfego de 20 GB.

Para efeito de comparação, trata-se de uma capacidade de tráfego semelhante à de toda a Rede Ipê, da Rede Nacional de Pesquisa, que interliga cerca de 400 instituições de ensino em todo o país.

“Entre provedores que já prestam serviço, a conta é de que poderão oferecer capacidades até cinco vezes superiores pagando o mesmo que pagam hoje”, completa Santanna.

A previsão do PNBL é de que a Telebrás oferte cada MB por R$ 230, valor que, segundo a estatal, é muito inferior ao praticado no mercado. “Faço diversas reuniões com provedores e ouço deles que o custo médio está em R$ 1,8 mil por MB”, diz o presidente da Telebrás.

Pregão

Mas a tarefa de colocar a rede de fibras óticas do setor elétrico e da Petrobras à disposição dos provedores interessados ainda depende da compra de equipamentos e serviços. O primeiro dos quatro editais está em consulta pública – referente aos equipamentos DWDM (do inglês Dense Wavelength Division Multiplexing), tecnologia escolhida para “iluminar” as fibras óticas.

“O DWDM é a camada mais básica, sem ele não há como resolver os demais. Mas a ideia é que tudo esteja pronto para que o pregão eletrônico aconteça por volta de 15 de outubro”, calcula Santanna. Além desse, a estatal ainda precisa concluir as propostas relativas à camada IP (roteadores), aos equipamentos de rádio-enlace e aos serviços de infraestrutura, como a construção de torres.

Na próxima semana deve ser apresentado o termo de referência sobre a camada IP e talvez o do rádio-enlace. No caso dos serviços de infraestrutura, podemos partir direto para o edital”, explica. Rogério Santanna mantém a meta de chegar as 100 cidades já escolhidas para a primeira fase do PNBL até dezembro. Confira a entrevista do presidente da Telebrás à CDTV, do portal Convergência Digital.


Conforme descoberta da Pyramid, o desempenho lento do Brasil na banda larga apressa ação do governo

PRNewswire/Yahoo - 24/09/2010

CAMBRIDGE, Massachusetts, 24 de setembro /PRNewswire/ -- A iniciativa do Brasil para estimular a disponibilidade da banda larga irá melhorar significativamente o acesso ao serviço de banda larga durante os próximos quatro anos, mas possivelmente não atingirá o objetivo agressivo do governo de 40 milhões de residências com banda larga até 2014, conforme um novo relatório da Pyramid Research ( www.pyr.com ).
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O relatório Brazil Puts Its National Broadband Plan into Hyperdrive (Brasil Dá Super Impulso ao Seu Plano Nacional de Banda Larga) examina o ímpeto por trás da decisão do governo de continuar com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e identifica os principais obstáculos que afetam o desenvolvimento da banda larga na economia mais dinâmica da América do Sul. O relatório inclui uma previsão completa da atividade da banda larga no Brasil até 2014.

Baixe um trecho no endereço: http://www.pyramidresearch.com/downloads.htm?id=5&sc=PRN092410_INSLA2.6

Compre o relatório no endereço: http://www.pyramidresearch.com/store/ins_la_100914.htm?sc=PRN092410_INSLA2.6

A expansão da rede de banda larga até a data se concentrou nos centros urbanos e na região sudeste do Brasil, onde as operadoras identificam um claro caso de negócios. Poucas operadoras anunciaram planos para ampliarem suas redes para áreas rurais ou remotas, tornando claro a necessidade de ação do governo. O PNBL promete ampliar o backbone (rede de telecomunicações) de fibra ótica do Brasil para quase todos os estados brasileiros e também cuidar do desafio da acessibilidade financeira através da redução dos custos do backbone para as operadoras e cuidando da considerável carga de impostos associada com a assinatura da banda larga.

"Depois de considerar as contas de companhias e a propriedade dupla de contas de banda larga, a Pyramid prevê que existirá um total de 27 milhões de residências com banda larga no final de 2014, chegando aproximadamente a 48 por cento das residências, não os 72 por cento pretendidos", disse Luis Portela, Analista Itinerante da Pyramid. "Apesar de o plano ser destinado principalmente para a expansão do acesso tradicional da última milha de acesso da rede fixa, a Pyramid acredita que as operadoras de serviços móveis e de TV por assinatura têm o mesmo a ganhar, senão mais, a partir da construção de um backbone de fibra ótica nacional".

Apesar de a Pyramid Research acreditar que o plano ajudará a aumentar a penetração da banda larga, ela contesta a eficácia de se ter o plano liderado por uma instituição governamental. "Por exemplo, o governo é culpado pelo problema da acessibilidade financeira no Brasil", explicou Portela. "Os impostos são um problema significativo, mas que será considerado pelo Plano Nacional de Banda Larga, o qual irá dispensar impostos em algumas das ofertas menos caras, direcionadas aos clientes de baixa renda. Existe um papel claro para o governo, mas acreditamos que o pêndulo balançou muito mais em direção de uma abordagem intervencionista", ele acrescentou.
Sucessão na Anatel

Luiz Queiroz - Capital Digital - 22/09/2010

O cenário político de hoje sobre a sucessão na Anatel é o seguinte:

1 – Antonio Bedran não terá o mandato de conselheiro renovado a partir de outubro.

2 – O nome que for escolhido por Dilma Rousseff para o lugar de Bedran, será o próximo presidente da Anatel ( considerando que a candidata do PT já está eleita no 1º turno).

3 – A candidatura de João Rezende para presidente da Anatel, ao que parece, naufragou.

4 – Com bom trânsito na Casa Civil, nos tempos de Erenice Guerra, será lucro se Rezende conseguir manter-se incólume nas próximas semanas, diante de possíveis novas denúncias que revistas semanais andam rastreando dentro da agência reguladora.

4 - César Alvarez, que até então figurava como um dos padrinhos da indicação de Rezende, agora começou a despontar como o nome provável para ocupar a vaga deixada por Bedran.

5 – Para engrossar ainda mais esse angu, o Palácio do Planalto também cogita em exonerar o ministro das Comunicações, José Filardi. Na mesma proporção em que crescem as novas confusões nos Correios e os votos de Antonio Anastasia (PSDB) para governador de Minas Gerais. O padrinho de Filardi e ex-ministro, Hélio Costa (PMDB), perde força eleitoral e o restinho de prestígio que ainda mantinha no governo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Manaus ficou sem internet por mais de quatro horas

Um caminhão que transportava um trator, ao tentar passar pelo cabo de fibra ótica, rompeu a fiação. O fato ocorreu na área do município de Autazes

A Crítica - 23/09/2010

No dia em que Manaus sediou um dos mais importantes eventos destinados a discussão dos investimentos na área de infraestrutura destinada à tecnologia da informação, visando preparar a Capital amazonense para sediar a Copa2014, a cidade ficou sem os serviços de internet por mais de quatro horas.

O apagão iniciou ao meio-dia e somente após às 16h a rede de informação voltou a ser restabelecida. A assessoria de imprensa da Embratel informou que a suspensão no serviço de Internet se deu por causa do rompimento de um cabo de fibra ótica, ocorrido na BR 319 nas proximidades do município de Autazes, cidade distante 118 quilômetros de Manaus.

De acordo com a assessoria, um caminhão que transportava um trator foi o responsável pelo rompimento do cabo, pois o veículo estava com altura irregular. Técnicos da empresa estiveram no local e já concluíram os reparos.

No encontro “Ajudando o Brasil a se organizar para a Copa” realizado em meio aos problemas de internet ocorridos hoje em Manaus, especialistas na área de TI das empresas IBM, Bosch, Samsung e de órgãos de Segurança do Governo como a Polícia Federal evidenciaram suas preocupações com a qualidade da Internet no Brasil, uma vez que o País tem pela frente o desafio de oferecer uma capacidade de transmissão de dados 50% maior do que a África ofereceu na Copa de 2010.

A situação do Amazonas foi classificada como a mais deficitária de todas as cidades que serão sede dos jogos do mundial.

Em agosto deste ano, o governo anunciou a lista das 100 primeiras cidades que serão cobertas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Nenhum município do Amazonas foi contemplado nesta primeira fase.

Na lista das 100 contempladas, aparecem apenas seis municípios da região Norte - todos em Tocantins - e nenhum município do Sul do País. O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, confirmou que a relação contempla apenas municípios das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Santanna explicou que os critérios de escolha da Telebrás levaram em conta municípios com menor densidade de banda larga, menor índice de desenvolvimento humano (IDH), com programas de inclusão social e distribuição por Estado.

O executivo disse que a implantação do PNBL na região Norte, onde são grandes as dificuldades de conexão à internet, deverá ocorrer até 2014 - prazo final para que todo o País esteja conectado.

Questionado sobre a exclusão do Amazonas, o presidente da Telebrás citou a falta de infraestrutura, como as redes de energia elétrica, para a instalação da fibra ótica. Mas, garantiu que a região será contemplada mesmo que a banda larga seja feita via satélite, sistema mais caro e ainda mais complexo por conta da densidade da floresta amazônica.
Trinta e oito funcionários já retornaram à Telebrás

A maioria (35) saiu da Anatel e três, do Minicom. Todos têm direito a gratificação

Tele.Síntese - 23/09/2010

A Telebrás já conta com 38 dos 221 funcionários que estavam cedidos à Anatel e ao Ministério das Comunicações. O retorno está sendo gradativo porque a estatal ainda não foi transferida para o novo endereço e no antigo não tem espaço físico suficiente para abrigar os mais de 60 servidores que deverão voltar nesta primeira etapa.

Além do desafio da implantação da rede de fibra óptica pública, que dará suporte ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), os servidores estão sendo atraídos pela gratificação oferecida, que varia de acordo com o cargo. Com o extra, alguns funcionários passaram a ganhar mais do que recebiam na Anatel.

Segundo a assessoria da Telebrás, a gratificação foi estipulada em função da defasagem do plano de cargos e salários da empresa, que foi revisto pela última vez em 1989, muitos anos antes, portanto, de entrar em processo de liquidação, em 1998. Outros funcionários que estão na Anatel e no Minicom já manifestaram interesse em retornar à estatal, além dos 60 negociados.

Sobre qualquer alteração do Plano de Indenização por Serviços Prestados (PISP) criado na época da proposta de extinção da estatal, ainda não há uma definição. O tema chegou a ser debatido na reunião do Conselho de Administração, realizada no início de agosto, mas nada foi resolvido.

Dos 38 funcionários que retornaram à Telebrás, apenas três saíram do Minicom. Os outros 35 saíram da Anatel e são engenheiros, técnicos em telecomunicações, administradores, auditores, analistas de sistemas, advogados e auxiliares administrativos.

A mudança para a nova sede somente deve ocorrer em outubro.

O retorno dos funcionários se tornou mais importante porque os cerca de 30 servidores terceirizados, que estão ainda na Telebrás, terão os contratos encerrados em dezembro sem possibilidade de renovação. O Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu no início deste ano nova prorrogação, alegando que a estatal tem fuincionários cedidos.
Super Wi-Fi ganha espaço no espectro americano

Com a decisão dos Estados Unidos de ceder espaço das televisões analógicas para redes wireless, desenvolvedores prometem Wi-Fi bem mais potente

Olhar Digital - 23/09/2010

Hoje, durante a comissão federal de comunicação em Washington D.C (FCC), a Microsoft, Google e outras empresas de tecnologia tiveram uma bela surpresa. A novidade é que o governo americano decidiu o que fazer com os espectros que pertenciam às redes de televisão analógicas.

Para quem não sabe, o espectro tem frequências reservadas para cada serviço. Por exemplo: uma parte é destinada à televisão, outra à rádio, e assim por diante. Com a ascensão da TV digital nos Estados Unidos, os espaços que pertenciam às televisões analógicas passaram a ser dos dispositivos Wireless. Um ganho imenso para a indústria tecnológica.

Julius Genachowski, da FCC Chairman, acredita que o anúncio vai gerar um mundo de possibilidades nos Estados Unidos. "Sabemos por experiência que um lugar no espectro pode ser um grande benefício. Anos atrás havia uma faixa de espectro, de baixa qualidade, em repouso, que a FCC decidiu liberar. O resultado foi uma onda de novas tecnologias, como babás eletrônicas e telefones sem fio, que revolucionaram o mundo. E isso é o que vai acontecer hoje com o Wi-Fi", diz.

Outra novidade é que com a liberação desses espectros, um Wi-Fi de maior alcance pode surgir em dispositivos móveis. O chamado "Wi-Fi on Steroids" precisa de menos pontos de acesso e oferece maior penetração nos obstáculos. Uma parede não traria problemas para o sinal, por exemplo. A Microsoft tem feito diversos testes com os aparelhos e, segundo o vice-presidente da empresa, Dan Reed, os consumidores poderão usufruir desse sistema em dois ou três anos.

"Quanto mais informações as pessoas tiverem por meio de celulares e outros dispositivos inteligentes, mais estarão exigindo das redes wireless existentes. Com a decisão da FCC, será possível oferecer maior conectividade de banda larga para consumidores e promover o crescimento, e investimento, de uma nova geração de tecnologias", finaliza Dan.
Internet acelera desenvolvimento de países emergentes

Terra Tecnologia - 23/09/2010

Tecnologias de Internet aceleram o crescimento econômico e ajudam países emergentes a se desenvolverem em um ritmo mais rápido que aconteceu com os países desenvolvidos, afirmaram o presidente-executivo da Cisco John Chambers, e o co-fundador do Twitter Jack Dorsey, entre outros executivos, nesta quita-feira.

Chambers disse, em palestra durante reunião filantrópica de grupo do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que a capacidade de colaborar com o desenvolvimento global usando as comunicações da Internet foi um dos avanços mais fundamentais depois da Revolução Industrial.

"De repente, nós podemos mudar as vidas das pessoas a uma velocidade tremenda", disse o executivo da Cisco, fabricante de equipamentos de rede, em mesa de debates. "Se olharmos a mudança na velocidade que está ocorrendo agora, é quase como se o que antes acontecia em 10 anos agora acontece em um".

Mais de 1.300 pessoas, incluindo chefes de estado, executivos, militantes de direitos humanos e celebridades participaram do encontro de três dias do Clinton Global Initiative. O atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o co-fundador da Microsoft, Bill Gates, também devem palestrar nesta quinta-feira.

O executivo do Twitter, Jack Dorsey, afirmou que os sites de rede sociais permitem que o ponto de vista ou o conselho de uma pessoa se torne global, apontando que a tecnologia é tão simples e barata "que qualquer um pode acessá-la".

Mas ele também afirmou que, já que há tanta informação disponível, "descobrir o que é mais importante e o que é relevante é um dos maiores desafios da tecnologia".

O presidente-executivo da Suntech Power Holdings, Zhengrong Shi, afirmou que a tecnologia permitiu que países com a China desenvolvessem rapidamente pelo aprendizado sobre o progresso em outros países. Enquanto o acesso à Internet banda larga já era padrão em hotéis na China, ainda havia muitos hotéis na Europa sem Internet rápida, disse Shi.

Ratan Tata, presidente do conselho do mais antigo e famoso conglomerado da Índia, Tata Sons, disse na mesa: "a tecnologia vai possibilitar e ser o motor das mudanças na qualidade de vida e mudar os níveis de vida de pessoas ao redor do mundo".

Mais de 300 participantes do evento prometeram doar mais de 6 bilhões de dólares neste ano, até agora.
PNBL: Consultoria prevê que metas não serão atingidas em 2014

Convergência Digital :: 23/09/2010

O Plano Nacional de Banda Larga não atingirá as metas pretendidas para 2014. Esta é a análise de estudo da Pyramid Research, divulgado nesta quinta-feira, 23/09.

Em levantamento sobre a evolução do serviço na América Latina, e especificamente, sobre a realidade no Brasil, a consultoria calcula que daqui a cinco anos, 27 milhões de lares brasileiros terão acesso à banda larga rápida, o que corresponderá a 48% do total de domícilios, quando a estimativa dos elaboradores do Plano Nacional de Banda Larga é de chegar a 72% dos lares em 2014.

A ação governamental se faz mais do que necessária para a evolução da banda larga no país, salienta ainda a Pyramid Research. Isso porque, destaca o estudo, as operadoras concentram seus investimentos nas grandes cidades e na região Sudeste do país.

Poucos provedores, reporta a Pyramid, assumem projetos para levar o serviço para as áreas remotas ou rurais. Neste cenário, prossegue a consultoria, a participação do governo para massificar o acesso à banda larga, como instrumento de desenvolvimento econômico e social, é indispensável.

No entanto, a consultoria duvida da eficácia das metas programadas para o Plano Nacional de Banda Larga, especialmente, porque para liderá-lo foi escolhida uma empresa estatal, referindo-se à reativação da Telebrás. "A participação do governo é necessária, haverá, sim, um incremento dos acessos, mas houve uma tendência forte de intervencionismo", observa Luis Portela, analista da Pyramid.

Ainda na sua análise, a Pyramid salienta que apesar de o plano de banda larga possuir forte foco na banda larga fixa, no acesso de última milha, as teles móveis e as operadoras de cabo despontam como as grandes beneficiárias do backbone nacional governamental.

E mesmo acreditando que para o PNBL, o governo mexerá num ponto sensível ao setor - a alta carga tributária - uma vez que haverá, sim, benefícios fiscais para levar o serviço às classes de menor poder aquisitivo, a consultoria insiste numa posição cética. "Sabemos que o Governo tem um papel crucial no jogo da banda larga, mas tememos que o pêndulo tenha balançado demais para a abordagem intervencionista", conclui o estudo.


PNBL só alcançará 27 milhões de domicílios em 2014, estima Pyramid

Tele.Síntese - 23/09/2010

Empresa de pesquisa defende o papel do governo no plano, mas critica excesso de intervencionismo.

Apesar de a iniciativa do governo brasileiro de expandir a banda larga no país ser vista como positiva, um estudo da Pyramid Research, divulgado nesta quinta-feira, dia 23, estima que não será possível atingir a meta de 40 milhões de domicílios com banda larga até 2014.

Segundo o relatório, a ação governamental com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para garantir a banda larga também das áreas rurais é necessária no País, uma vez que poucas operadoras anunciaram, até aqui, planos de expandir a rede para o campo ou locais distantes. No entanto, a Pyramid estima que o País contará apenas com 27 milhões de domicílios com banda larga em 2014, abrangendo 48% dos domicílios e não os 72% propostos.

Segundo o analista Luis Portela, ainda que o plano seja dirigido inicialmente para a expansão dos acessos de última milha fixos tradicionais, quem mais terá a ganhar com a iniciativa serão as operadoras móveis e os provedores da TV paga.

O estudo, apesar de afirmar que o PNBL deverá, de fato, ampliar significativamente a penetração da banda larga, questiona a eficiência da tutela de organizações governamentais. Para ele, o governo tem um papel importante a desempenhar. No entanto, o a abordagem intervencionista pode ter ido além do necessário, acredita.
Presidente Lula fala sobre banda larga ao Portal Terra

Trecho da entrevista ao portal Terra, onde Lula fala sobre banda larga

Notícias Terra - 23/09/2010


Mas deixa eu contar uma coisa para vocês... Acho que as pessoas não estão entendendo ainda o que aconteceu na comunicação nesse País. Lá em casa, ninguém compra mais jornal. Em casa, a molecada toda lê o que tiver que ler na internet, em tempo real, sem ter que esperar: "ah, vamos ver o que vai acontecer amanhã ou depois de amanhã". São 68 milhões de brasileiros que acessam a internet. Um quarto das residências brasileiras que já tem computador.

A tendência natural é isso crescendo de uma forma tão rápida, que daqui a pouco serão 150 milhões brasileiros... é por isso que o governo se interessou tanto na questão da banda larga. Porque você sabe que no Brasil é assim... todo mundo fala que vai resolver o problema, mas todo mundo só quer cuidar daquilo que tem rentabilidade. Então vamos fazer as coisas no Rio de Janeiro, vamos fazer em São Paulo, nas capitais, cidades grandes, mas quando vai se afastando e não tem rentabilidade, as pessoas não querem. Por exemplo, veja se não fosse o programa Luz Para Todos... ele está custando ao governo federal talvez o investimento de quase R$ 14 bilhões.

Que governo doido iria fazer um programa Luz Para Todos se não fosse o meu? Quem das pessoas que governaram esse País estavam preocupadas em levar luz para uma aldeia indígena? Então, nós fizemos um investimento, que é o seguinte: nós já colocamos mais de 1,1 milhão km de fio neste País. Já colocamos 6 milhões de postes neste País. Já colocamos mais de um milhão de transformadores. Às vezes uma ligação custa R$ 10 mil, mesmo assim... muita gente diria: "Lula, você é louco. Gastar R$ 10 mil para atender um cara que está lá não sei onde!".

Esse "cara" é tão brasileiro quanto quem mora em Copacabana ou mora na avenida Paulista. Ele tem direitos. E se a iniciativa privada não faz porque não é rentável, o governo tem de fazer. Então, esse "cara" vai ter internet. Daqui a pouco a gente vai ter numa tribo indígena de qualquer lugar deste País um cidadão (bate na mesa simulando um teclado de computador) navegando.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

UIT quer promover banda larga a direito universal

Tek - 21/09/2010

A proposta foi apresentada pelo secretário-geral da agência da ONU para as telecomunicações, que desafiou os líderes mundiais a transformarem o acesso à Internet de banda larga num direito universal já em 2015.

O secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações (ITU), Hamadoun L. Touré, desafiou os líderes mundiais a assegurarem que, até ao ano de 2015, todos os habitantes do globo terão acesso à Internet de banda larga.

O repto do responsável máximo pela agência da ONU para as telecomunicações foi lançado durante a reunião da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital, que decorre esta semana em Nova Iorque (EUA).

"A banda larga é o próximo ponto viragem, a próxima tecnologia verdadeiramente transformadora", defendeu Hamadoun Touré, afirmando que as ligações de alta velocidade têm potencialidades para "criar empregos, promover o crescimento e a produtividade e, no longo prazo, melhorar a competitividade económica", cita o El Mundo.

Esta "é também a ferramenta mais poderosa que temos à nossa disposição para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio, que estão a apenas cinco anos de distância", realçou ainda o responsável.

O relatório final da Comissão apresenta uma estratégia detalhada para acelerar o desenvolvimento da banda larga e estabelece 10 propostas de acções destinadas a mobilizar interessados e a convencer os líderes governamentais a darem prioridade ao estabelecimento de redes de acesso ao serviço. O documento inclui uma Declaração de Alto Nível pedindo uma adopção global da banda larga e cita estudos recentes que sugerem uma forte relação entre a penetração da banda larga e o crescimento económico.

"No século XXI as redes de banda larga serão tão importantes para a prosperidade social e económica como os transportes, a água ou a energia", sustentam os signatários, acrescentando que estas serviram como fonte de inovação, representando também um estado de "maturação da revolução digital".

O documento foi apresentado ao secretário-geral das Nações Unidas, durante uma reunião que decorreu em paralelo com o encontro da Comissão da Banda Larga.
Classe C já usa internet como veteranos

Perfil de navegação da nova classe média é similar ao das classes A e B ao pesquisar produtos antes de comprar

Usuários buscam fotos e vídeos sobre produtos e endereços de lojas, além de comentários no microblog Twitter

Folha de São Paulo - 21/09/2010

Usuários de internet da classe C já têm um perfil de navegação semelhante ao de internautas maduros, especialmente no que diz respeito ao uso da rede como ferramenta de decisão para a compra de eletrônicos.

Essa é uma das conclusões do estudo da consultoria americana TNS Research encomendado pelo Google Brasil e obtido com exclusividade pela Folha.

Segundo o levantamento, conduzido com 500 pessoas em São Paulo, 52% dos entrevistados da classe C utilizam a internet como primeiro recurso para procurar produtos eletrônicos, ante 63% dos usuários avançados -os "early adopters", cuja maioria (68%) é composta de internautas das classes A e B.

"O poder de compra que está trazendo a classe C para a economia vem ao mesmo tempo em que os recursos da internet estão mais maduros, e isso influencia positivamente no uso", afirma Leonardo Tristão, diretor de vendas diretas do Google Brasil.

A relevância da rede é superior inclusive à pesquisa nas lojas físicas, declarada por 23% dos participantes como principal fonte de informação para a classe C.

As ferramentas de busca são o principal local de procura de lançamentos de eletrônicos desses internautas, indicada por 64% da base. Esse percentual ultrapassa inclusive a participação dos buscadores entre os usuários avançados (61%).

Segundo Tristão, desde 2008, as buscas relacionadas a aparelhos de telecomunicações cresceram 98% no Google, e as de produtos de informática saltaram 120%. O buscador não revela os números absolutos.


INTERAÇÃO
Entre as principais informações buscadas pelos usuários da classe C, estão fotos e vídeos sobre os produtos (60%), endereço do site de lojas (34%) e de fabricantes (30%).

Opiniões de amigos também são consideradas no momento de decisão sobre a compra, segundo 45% dos entrevistados.

Nesse contexto, as redes sociais são fundamentais. De acordo com o estudo, 50% dos usuários da classe C procuram comentários sobre o produto no Orkut, e 17%, no Twitter.

"O que se vê é um ciclo, que pode começar a partir da busca sobre o lançamento, passando pela visualização dos recursos e pela materialização do produto em vídeo, e depois partindo para a opinião dos amigos", afirma Tristão.

COMPRA OFF-LINE
Apesar da densa participação da internet para pesquisa e consulta sobre produtos, a rede ainda tem pouca penetração no ato da compra.

Segundo a pesquisa, apenas 22% dos entrevistados da classe C pesquisaram e compraram os produtos na rede.

São consumidores como a empregada doméstica Edenildes da Silva, 36, que há dois anos tem computador com internet em casa e recorre à rede para ganhar tempo. Em geral, porém, costuma realizar as suas compras nas lojas tradicionais.

"Em vez de passar parte do fim de semana rodando nas lojas para pesquisar, olhei primeiro na internet. Ganhei tempo para ficar com o meu filho", diz sobre dois celulares, adquiridos há menos de seis meses.

Como motivação para a compra on-line, os entrevistados da classe C citaram a necessidade de mais segurança (48%) nos sites e melhores preços (40%).

Sites mais fáceis de navegar e de comprar também foram considerados por 26% da base.

Entre os usuários avançados, principalmente das classes A e B, os fatores determinantes na compra são promoções e descontos (42%) e melhores preços (40%).

Jovens na faixa de 18 a 24 anos representam 68% dos usuários

A maioria dos usuários de internet da classe C pesquisados pela consultoria TNS Research utiliza a web diariamente e fica até quatro horas conectado.

Segundo o levantamento que foi realizado com 500 pessoas -sendo metade da classe C-, 71% dos entrevistados utilizam a internet diariamente, percentual equivalente ao das classes A e B (74%).

A maioria dos internautas (65%) fica conectada de uma a quatro horas por dia, enquanto 21% navegam por mais de seis horas.

Na divisão por idade, a maioria (68%) dos usuários têm e 18 a 24 anos. Mais da metade (52%) é mulher, perfil semelhante ao das classes A e B.
Projetos públicos de banda larga criam polêmica em vários países

Valor - 21/09/2010

Governos de todo o mundo vêm lançando, nos últimos dois anos, iniciativas para aumentar o acesso à internet em alta velocidade em seus países. Cada qual com sua fórmula, o objetivo é inserir a população ainda não atendida com banda larga, ou mesmo melhorar o acesso, ainda precário mesmo em países desenvolvidos. Independentemente da intenção dos governantes, esses projetos não têm consenso. Enquanto alguns os consideram como estimuladores do mercado, outros os veem como intervenção do Estado na atividade privada.

Brasil, Estados Unidos, Austrália e Finlândia são alguns de uma lista de pelo menos 13 nações com planos nacionais de banda larga já delineados. "Todos os países estão trabalhando em planos de alguma forma", confirma Raul Katz, professor da Columbia Business School.

O governo Barack Obama destinou à ampliação e melhoria da infraestrutura de banda larga na zona rural e comunidades pobres dos EUA, US$ 7,2 bilhões do pacote de US$ 860 bilhões para estimular a economia. O objetivo é conectar cerca de 14 milhões de pessoas sem acesso à internet rápida. Na Espanha, a proposta é transformar a banda larga em um serviço básico como a telefonia fixa.

A vizinha Argentina avalia a possibilidade de liberar até 1,4 bilhão de pesos (cerca de R$ 700 milhões) para financiar um projeto de levar rede de banda larga a regiões que não oferecem rentabilidade para as operadoras locais.

Até mesmo a Comissão Europeia entrou no jogo. Na semana passada, o bloco anunciou um plano para estimular investimentos nos 27 países-membros. Pela estratégia, os europeus deverão ter acesso à internet em banda larga até 2013 e conexão com velocidade acima de 30 megabits por segundo (Mbps) em 2020, comparado a 2 Mbps hoje. Em dez anos, o objetivo é de que 50% ou mais de residências europeias tenham acesso à internet por fibra óptica com conexões acima de 100 Mbps.

Acesso veloz à internet é visto como meio de reduzir a distância educacional entre nações emergentes e ricas

Não está em jogo o simples desejo dos governos de interferir mais na economia, e sim a busca por formas de acelerar o crescimento e o desenvolvimento das nações. A universalização dos serviços de internet em banda larga tem sido vista como um impulso para as economias em um momento de crise e incertezas no cenário econômico global.

Nos países emergentes há ainda outro estímulo: o acesso à internet veloz é visto como uma forma de reduzir a distância que separa essas nações das mais ricas em termos de educação e produção de conhecimento, fatores que interferem diretamente no crescimento econômico.

Isso é comprovado por números. Segundo estudo do Banco Mundial, um aumento de 10% na penetração da banda larga pode contribuir com 1,21 ponto percentual de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) de países desenvolvidos. Já nos países emergentes, a evolução das riquezas produzidas pode chegar a 1,38 ponto percentual.

Os planos são projetados, na verdade, para corrigir deficiências criadas ao longo dos anos, em cada mercado, envolvendo preço. As iniciativas dos governos forçam o estabelecimento de conexões mais baratas e o lançamento do serviço em áreas remotas, lembra Márcio Couto, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV).

De acordo com Katz, da Columbia Business School, existem três modelos nos quais os governos têm baseado seus planejamentos. No primeiro, o governo traça objetivos e metas e trabalha na melhoria do ambiente regulatório para que elas possam ser atingidas pela iniciativa privada. No segundo, os governos destinam linhas de crédito específicas para inclusão digital. No terceiro modelo, o governo entra diretamente na prestação de serviço, ou oferece infraestrutura de banda larga.

Dependendo do país, as medidas são adotadas de forma isolada, como aconteceu no Canadá, ou até mesmo em conjunto, caso de Cingapura. Para Katz, a interferência do Estado é bem-vinda. "Ninguém pode esperar que a inciativa privada invista em regiões onde é mais difícil ganhar dinheiro, como áreas afastadas dos grandes centros e zonas rurais", diz. O consultor afirma, no entanto, que é preciso deixar claro até onde vai a influência estatal.

Peter Sondergaard, vice-presidente global de pesquisa da consultoria Gartner , acredita que é preciso pensar além da banda larga. "A conexão em alta velocidade só será a plataforma sobre a qual você vai construir alguma coisa, se houver pessoas com habilidade para usá-la e uma percepção de que esse cenário demanda uma mudança do ponto de vista de modelos de negócios das empresas", opina Sondergaard.

Para o executivo, é preciso construir uma política econômica em torno da tecnologia da informação que combine investimentos públicos e privados para criar a infraestrutura e a capacitação necessárias para o novo cenário. "Se só uma dessas coisas acontecer, o valor do investimento em banda larga será limitado."

No Brasil, meta é atender a 40 milhões de domicílios

Com um dos serviços de internet mais caros e e de menor densidade do mundo, o Brasil criou, em maio, o Plano Nacional da Banda Larga. A meta é levar internet rápida e barata a 40 milhões de domicílios até 2014. Hoje, o número está na casa dos 12 milhões. Grande parte do plano será implantada pela Telebrás. A estatal, que só existia por conta de disputas judiciais de fornecedores, foi reativada com o objetivo de criar uma rede nacional de fibras ópticas. O modelo foi inspirado, em grande parte, no plano criado na Austrália. A diferença é que lá o governo sairá do serviço depois de cinco anos, por meio de privatização da estatal envolvida no projeto.

A Telebrás tem hoje R$ 280 milhões em caixa para iniciar suas operações. Os primeiros investimentos virão com a compra de equipamentos de grande porte usados para interligar a malha de fibra que a empresa tem distribuída pelo país. São roteadores e "switches" para gerenciar o tráfego de dados que passam pela rede. Com isso, a empresa pretende chegar a cem cidades e 15 capitais brasileiras até o fim do ano, começando pelas regiões Nordeste e Sudeste. Para 2011, o plano de expansão inclui a injeção de mais R$ 1,5 bilhão vindos dos cofres do Tesouro. Em 2012, a projeção é aplicar mais R$ 1,5 bilhão.

Os clientes da Telebrás, inicialmente, não serão os consumidores comuns de serviços de banda larga, mas os provedores de acesso à internet. O objetivo da empresa é oferecer links de rede para 1,7 mil provedores licenciados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar no país, ampliando a concorrência no setor. Mas o decreto 7.175/2010 prevê que a Telebrás poderá vender banda larga aos usuários finais em localidades "onde inexista oferta adequada" do serviço.

Márcio Couto, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), diz que o governo brasileiro não precisava ter ido direto para o modelo de intervenção estatal para resolver o problema, pois os planos de regulamentação da Anatel preveem uma série de medidas nesse sentido. Para Couto, o aprimoramento do marco regulatório poderia ter vindo primeiro. Caso as medidas não funcionassem, poderia se evoluir para a presença mais forte do Estado.

Na Espanha, serviço será tão essencial quanto telefonia fixa

Inclusão digital: Governo abriu linha de crédito de € 200 milhões para financiar projetos de operadoras

O governo espanhol quer incluir a banda larga no serviço básico de telefonia oferecido aos seus cidadãos. A ideia é que, a partir do ano que vem, o acesso às redes de alta velocidade seja um direito de qualquer espanhol, assim como atualmente ocorre com o serviço de telefonia fixa.

A proposta é um dos itens do projeto da chamada Lei da Economia Sustentável, um pacote de reformas lançado pelo presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no âmbito das medidas de combate à crise econômica.

O texto, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, determina que um assinante de telefonia fixa tenha automaticamente o direito a uma conexão de banda larga com velocidade mínima de 1 megabit por segundo (Mbps).

Em paralelo, o plano plurianual do governo para o período 2010-2015 também prevê entre seus objetivos a universalização do serviço. No mês passado, o governo abriu uma linha de crédito de € 200 milhões para financiar as operadoras interessadas em implantar novos acessos de 1 Mbps ou investir em redes de nova geração, em que a velocidade de baixar arquivos seja de pelo menos 50 Mbps.

Com isso, a Espanha e a Finlândia seriam os primeiros países europeus a garantir o acesso à banda larga como um direito da cidadania.

A obrigação de prestar o serviço universal ficará a cargo da Telefónica, a concessionária de telefonia fixa da Espanha - que atua em regime público e, portanto, está sujeita à regulamentação. A operadora poderá oferecer o acesso à internet em banda larga com qualquer tecnologia, desde que se respeite a velocidade mínima exigida.

A pressa da Espanha está diretamente relacionada à grave crise na qual o país está mergulhado há mais de dois anos e que tem levado o governo a propor uma série de reformas - algumas, bastante impopulares - para reestruturar o país. No segundo trimestre, o PIB espanhol encolheu 0,1% e a taxa de desemprego supera os 20% da população economicamente ativa.

"O uso generalizado e produtivo de tecnologias da informação e comunicação (TIC) em todos os setores econômicos e em benefício dos cidadãos é uma condição 'sine qua non' para que nosso país saia fortalecido da conjuntura atual", afirmou Daniel Torres, diretor do Observatorio Nacional de las Telecomunicaciones y de la Sociedad de la Información (ONTSI), órgão do governo que produz análises sobre o setor.

Ao mesmo tempo, universalizar o acesso à banda larga não chega a ser um projeto desafiador para o país, uma vez que 99% da população vive em áreas cobertas pelas redes de alta velocidade. Isso significa que grande parte do investimento em infraestrutura já foi feito. O que falta é disseminar o serviço e garantir preços melhores.

Atualmente, 63% dos espanhóis navegam na internet, segundo dados do ONTSI. Há 10,1 milhões de linhas de banda larga no país e mais da metade dos lares está conectada às redes de alta velocidade - o que é um pouco inferior à média europeia. Os preços também são mais elevados se comparados aos de outros países da Europa.

Entre 2005 e 2008, a Espanha implantou um programa para estender as redes de banda larga às zonas rurais do país, onde vive um quinto dos espanhóis. Antes disso, essa infraestrutura só chegava a 80% da população.

"O governo criou esse plano ao ver que o atendimento das áreas rurais era muito inferior se comparado ao das cidades, pois não era rentável para as operadoras", explica María de los Ángeles Barragán, subdiretora geral para a sociedade digital do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio. "No final, 8 milhões de pessoas foram beneficiadas em mais de 5,7 mil municípios."

A ampliação recebeu investimentos totais de € 90 milhões. Parte do dinheiro (€ 65 milhões) surgiu de aporte das próprias operadoras, enquanto os € 25 milhões restantes foram oferecidos pelo governo na forma de empréstimos e de subvenções a fundo perdido.

As operadoras participantes - Telefónica e Telecable - eram obrigadas a garantir conexões de 256 quilobits por segundo (kbps), mas como essa velocidade logo foi superada, María de los Ángeles explica que as empresas elevaram suas ofertas a pelo menos 3 Mbps.

Além de estimular o investimento nas redes, a Espanha também tem impulsionado o uso da web por meio da oferta de serviços de governo eletrônico. Desde 2006, a antiga carteira de identidade dos espanhóis vem sendo gradativamente substituída por um cartão com chip. Ao receber seu documento, o cidadão pode fazer consultas, pagar contas e usar sua assinatura eletrônica a partir de qualquer computador equipado com um leitor de cartões.

Nos EUA, desafio de Obama é chegar à área rural

Setenta anos depois de o presidente Franklin Roosevelt levar eletricidade para o campo, agora é a vez da internet em alta velocidade. O governo Barack Obama destinou US$ 7,2 bilhões de seu pacote de estímulo econômico à ampliação e melhoria da infraestrutura de banda larga na zona rural e comunidades pobres.

O objetivo maior é conectar cerca de 14 milhões de pessoas sem acesso à internet rápida, mas há também preocupações econômicas e políticas por trás do plano nacional de banda larga. Em meio a uma grave recessão, que fez com que o desemprego chegasse a 9,6%, o governo Obama procura associar seu projeto de democratização da internet rápida às iniciativas de eletrificação rural de Roosevelt, um herói na galeria de ex-presidentes por ter tirado o país da Grande Depressão dos anos 1930. Com a popularidade em queda, Obama está sob ameaça de perder a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de novembro.

"Como a eletricidade há cem anos trás, a banda larga é a base para o crescimento econômico e criação de empregos", afirma logo na sua introdução o plano nacional de banda larga, que foi lançado no início do ano e já começou a decolar.

Há duas semanas, foi anunciada mais uma leva de subsídios com recursos do programa, e com isso o Ministério da Agricultura já destinou um total de US$ 2,65 bilhões para a construção de 231 projetos de internet de alta velocidade nas zonas rurais de 45 dos 50 Estados americanos.

O plano, porém, é mais ambicioso do que simplesmente levar eletricidade para os agricultores. Está para sair do forno um pacote que prevê mudanças legislativas para ampliar a competição e a redistribuição de frequências. Uma das medidas mais polêmicas em estudo na Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) fará com que a infraestrutura de internet tenha o mesmo tratamento que as comunicações telefônicas, o que significa que estarão sujeitas a regulação mais rigorosa.

No ano passado, o governo Obama lançou um plano de US$ 860 bilhões para tirar o país da recessão, que inclui incentivos para a construção de redes ferroviárias de alta velocidade, produção de energia limpa e o projeto de banda larga. A ideia é o governo dar um impulso na demanda agregada, num momento em que, por causa da crise do mercado de hipotecas e do alto desemprego, os americanos relutam em consumir e as empresas adiam investimentos.

Para alguns, porém, o plano de Obama é excessivamente intervencionista. A rede de banda larga já cobre 95% das residências americanas, de acordo com dados do próprio FCC, e o número se assinantes saltou de 8 milhões para 200 milhões em apenas uma década. "Os números mostram que o nosso livre mercado está funcionando", disse Cliff Stearns, deputado do partido oposicionista Republicano, numa sessão da Câmara que debateu o projeto de Obama.

As estatísticas divulgadas pelo FCC, no entanto, são questionadas por especialistas, que acreditam que a metodologia usada superestima a cobertura real dos serviços de banda larga. Alguns cálculos dão conta de que a cobertura, na verdade, é de apenas 80% do território americano.

"Mesmo quando a banda larga está disponível, é extremamente cara, por isso muita gente não contrata os serviços", afirma ao Valor Sascha Meinrath, diretor da iniciativa para acesso de tecnologias da New America Foundation, um importante centro de estudos de Washington.

Os Estados Unidos se saem relativamente mal no ranking do acesso à banda larga elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube que reúne países ricos. Pelo critério de penetração da infraestrutura de banda larga, está em 15º lugar, com 26,4 assinantes por cem habitantes. Em primeiro lugar, vem a Holanda, com 37,1.

Os serviços também são caros nos Estados Unidos. O país está em 11º lugar num ranking com 30 economias de maior desenvolvimento que coloca no topo os preços mais altos. A velocidade média dos serviços oferecidos é de 14 megabits por segundo (Mbps), metade da média de 30 Mbps dos países da OCDE e dos 107 Mbps do Japão.

Dados do próprio FCC mostram que, embora a cobertura chegue a 95% das residências, cerca de 100 milhões de habitantes não são assinantes do serviço. "Eles não acessam por causa do alto custo", afirma Meinrath. Há cerca de 14 milhões de pessoas, segundo o FCC, fora do alcance das redes de banda larga, grande parte nas zonas rurais.

Quando há internet rápida disponível, a concorrência é baixa. Entre os que têm acesso em banda larga, 96% estão em áreas com dois ou menos competidores. Para muitos, falta regulação adequada para ampliar a competição, melhorar os serviços e baixar os preços.

"A questão filosófica que se coloca é se a internet rápida é uma infraestrutura essencial, como a eletricidade, ou você deve tratá-la como um bem qualquer, como carros", afirmou ao Valor Robert Faris, diretor de pesquisa do Berkman Center para Internet & Sociedade da Universidade de Harvard. "Se é um serviço essencial, há um papel para o governo desempenhar."

O projeto do governo Obama é investir dinheiro público para ampliar sobretudo as chamadas milhas intermediárias. Essas milhas intermediárias irão conectar as regiões sem internet rápida, geralmente comunidades pobres e zonas rurais, à grande espinha dorsal de fibras ópticas que corta os Estados Unidos.

As empresas privadas seriam responsáveis por oferecer o serviço na chamada última milha. Ou seja, vão ligar a milha intermediária, que está sendo construídas com ajuda do dinheiro público, às casas dos consumidores, usando tecnologias das mais variadas, como cabos de televisão, DSL (internet rápida oferecida por companhias telefônicas), telefonia celular e acesso sem fio via tecnologia Wi-Fi. O governo também está destinando dinheiro à instalação de internet nas chamadas "instituições âncora", como escolas, hospitais e bibliotecas.

"Se você quer manter o crescimento econômico dessas áreas, é absolutamente necessário conectá-las à internet rápida", afirma Faris, de Harvard. "A internet faz parte de praticamente todas as atividades de uma pessoa, seja na cidade ou no campo, como fazer negócios, comprar bens, manter relacionamentos sociais, estudar e procurar atendimento médico."

A meta do plano é que toda a população tenha acesso a serviços de banda larga, e que pelo menos 100 milhões de residências tenham internet com velocidade de pelo menos 100 megabits por segundo até 2020. Todas as comunidades, segundo o plano, devem ter acesso a internet de pelos menos 1 gigabit por segundo para atender as suas instituições âncora.


Argentina ainda não tem plano


Sem nenhum plano anunciado até agora para a migração dos clientes da Fibertel, empresa que detém 25% do mercado de banda larga e tem mais dois meses de prazo para encerrar suas operações, a prestação de serviços de internet está em risco na Argentina. O governo olha com lupa a experiência brasileira de reativar a Telebrás. Enquanto isso, avalia a possibilidade de liberar até 1,4 bilhão de pesos (cerca de R$ 700 milhões) para financiar um projeto de levar rede de banda larga a regiões que não oferecem rentabilidade para as operadoras. O dinheiro provém de um fundo que, à semelhança do Fundo para Universalização das Telecomunicações (Fust) no Brasil, absorve 1% do faturamento das empresas de telecomunicações por ano.

Mais do que os planos de uma "Internet para Todos", como o mercado já chama o projeto estudado ainda em caráter preliminar pelo governo, o que preocupa 1,1 milhão de assinantes é a simples continuidade na prestação dos serviços da Fibertel.

Pertencente ao Grupo Clarín, que está em confronto aberto com a Casa Rosada, a empresa recebeu um ultimato do governo em agosto. Terá 90 dias para fechar suas operações, e os 4 milhões de usuários deverão migrar para outras companhias.

O Grupo Clarín se coloca na condição de vítima de perseguição da Casa Rosada e diz ter recebido todos os avais necessários - da Comissão Nacional de Comunicações, da Comissão Nacional de Defesa da Concorrência e da Secretaria de Comunicações - em 2006, quando comprou a Fibertel de seus antigos controladores. Para o governo, a Secretaria de Comunicações está apenas negando agora, mas ainda em tempo, uma autorização que poderia ter dado àquela época e havia ficado pendente.

O mercado de banda larga na argentino movimenta 5,7 bilhões (R$ 2,8 bilhões) por ano e tem três grandes atores. A Fibertel tem participação mais relevante em Buenos Aires e na classe média alta. A maior fatia é do Speedy (Telefónica), com 34%, e da Arnet (Telecom Argentina), com 30% do total. Outras operadoras têm os 11% .

Enquanto a empresa de banda larga do Grupo Clarín busca uma decisão judicial a favor de sua continuidade, seus usuários convivem com o fantasma de uma queda brusca na qualidade dos serviços. "Há só duas infraestruturas adicionais à da Fibertel (Arnet e Speedy). Quando as empresas projetam o consumo e a demanda de serviços para o ano seguinte, decidem os montantes que deverão investir para cobrir essa demanda potencial, ampliando e melhorando suas redes", afirma o diretor-geral da Fibertel, Carlos Moltini. "A única maneira de poder substituir a Fibertel em 90 dias é degradando e provocando o colapso do serviço", alega.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

World leaders agree: The future will be Built on Broadband

As high-speed networks transform our world, ITU Secretary-General Hamadoun Touré calls for a ‘broadband boom’ and urges all governments to move broadband to the top of their agendas

International Telecommunication Union - 19/09/2010

New York, 19 September 2010 - ITU Secretary-General Dr Hamadoun Touré today challenged global leaders to ensure that more than half of all the world’s people have access to broadband networks by 2015, and make access to high-speed networks a basic civil right.

Dr Touré threw down the challenge to politicians, UN agency chiefs and industry heavyweights at the second meeting of the Broadband Commission for Digital Development, which delivered its final outcome report earlier today to UN Secretary-General Ban Ki-moon in New York.

“Broadband is the next tipping point, the next truly transformational technology. It can generate jobs, drive growth and productivity, and underpin long-term economic competitiveness. It is also the most powerful tool we have at our disposal in our race to meet the Millennium Development Goals, which are now just five years away,” said Dr Touré.

The Commission outcome report, which includes a High-Level Declaration calling for ‘Broadband Inclusion for All’, comprises a detailed framework for broadband deployment and ten Action Points aimed at mobilizing all stakeholders and convincing government leaders to prioritize the roll-out of broadband networks to their citizens.

Recent research suggests a strong link between broadband penetration and economic growth. “In the 21st century, affordable, ubiquitous broadband networks will be as critical to social and economic prosperity as networks like transport, water and power. Broadband will serve as tomorrow’s fountain of innovation. It represents the ripening of the digital revolution, the fruits of which have yet to be invented or even imagined.”

The report was presented to the UN Secretary-General during a side-event held in conjunction with the UN MDG Summit, which is set to begin tomorrow at UN headquarters. Receiving the report, Mr Ban noted the power of technology to inject new impetus into the development paradigm.

“Information and communication technologies are playing an increasingly important role as drivers of social and economic development, but it will take partnerships such as the Broadband Commission to ensure that those technologies live up to their extraordinary potential,” said Mr Ban. “The Commission’s report is an important contribution to our efforts to ensure that the benefits of information and communication technology can further the United Nations goals of peace, security or development for all.”

The report stresses the need for leaders to focus on building a ‘virtuous broadband development dynamic’, noting that broadband has the power to “cut a swathe through the silos associated with health, education, energy, transport, the environment and other key sectors.”

It also asks: “What price will be paid in the brave new world of digital opportunity by those who fail to embrace broadband inclusion for their citizens?” – a stark warning in light of huge disparities in broadband affordability worldwide, which means that those who can least afford it pay the most for access, relative to average national monthly income.

While subscribers in the developed world – for example the UK, US, Canada or Australia – pay under 1% of average national monthly income for a fast broadband connection, in many of the world’s UN-designated Least Developed Countries, such as Ethiopia, Malawi or Niger, even a relatively slow broadband connection costs many times an average monthly salary.

Affordability has a clear and direct correlation to take-up, so that while around 30% of people in the highly ‘wired’ countries of Western Europe, Oceania and North America have a broadband subscription, in BRIC countries penetration is modest at around 10%, and in the world’s poorest nations broadband reaches less than 1% of the population.

The Commission outcome report stresses the importance of promoting cultural diversity and multilingualism in the online world. It urges governments not to limit market entry nor tax broadband and related services too heavily, and to ensure ample availability of spectrum to support mobile broadband growth. ITU forecasts a total of 900 million broadband subscribers by 2010 – and predicts that mobile broadband will be the access technology of choice for millions in the developing world, where fixed link infrastructure is sparse and expensive to deploy.

The new realities and opportunities for digital development must be firmly fixed in the minds of world leaders as a leadership imperative,” says the report, urging leaders to replicate the ‘mobile miracle’ of the first decade of the 21st century in a ‘broadband boom’ that will created shared high-speed resources accessible and beneficial to all.