quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brasil lidera internet móvel

Estadão - 09/09/2010


O Brasil é o país da América Latina que tem maior penetração da banda larga móvel entre os usuários conectados, segundo uma pesquisa feita pela Frost & Sullivan. São 15 milhões de conexões desse tipo, o que corresponde a aproximadamente 3% da população da região.

Mas quantidade não é qualidade. O estudo também mostra que o Brasil é líder em custos nesse tipo de serviço, principalmente por causa da alta carga tributária. E, na análise da empresa, a média da velocidade da internet móvel na América Latina é baixa: entre 128 e 256 kilobits por segundo (Kbps).

Devido à limitada cobertura oferecida pelos serviços de banda larga fixa, como o DSL e o cable modem, a Frost & Sullivan aposta que a banda larga móvel irá superar a fixa nos próximos anos. A empresa espera que em 2015 a banda larga móvel chegue a 40% do total da população.

“Os investimentos na rede de banda larga móvel, a crescente necessidade por conexões móveis, o aumento do uso de aparelhos que possuem conectividade 3G – como smartphones, tablets e e-readers – e a escassa cobertura da banda larga fixa serão os principais motores desse mercado nos próximos anos”, explica José Roberto Mavignier, gerenciador da área de indústria da Frost & Sullivan.

A elevada carga de impostos e o atraso dos órgão reguladores para definir questões importantes que interferem no mercado de tecnologia estão entre os maiores desafios listados pela empresa para o crescimento da banda larga móvel na América Latina.
Serviço [de banda larga] no Brasil é um dos mais caros entre 160 países

Valor - 09/09/2010

Levantamento da União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostra que o usuário no Brasil paga o equivalente a 4,5% de sua renda mensal pela assinatura de banda larga, com o serviço sendo um dos mais caros entre 160 países avaliados.

Em comparação, a Coreia do Sul, que não tem as pretensões geopolíticas e econômicas do Brasil no cenário global, oferece o acesso mais rápido do mundo à internet, com os usuários gastando um terço do que gastam os brasileiros, ou 1,4% de sua renda mensal com o serviço.

O secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, diz que o preço e o acesso são os maiores problemas para as populações de países em desenvolvimento, por causa do alto custo para conexão internacional, ou mesmo da falta de escolha de operadores.

"Mesmo se a internet estiver disponível em suas áreas, com conteúdo interessante em sua língua, as pessoas frequentemente não podem pagar as altas taxas para usar (a web mais veloz)", afirmou Touré ao Valor.

A disponibilidade de banda larga (alta velocidade) é considerada um indicador essencial do desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação. O Banco Mundial estima que países de renda média e baixa onde a densidade de banda larga aumenta 10%, o crescimento econômico é acelerado em mais de 1%.

O diretor da UIT nota que o mercado para banda larga cresce aceleradamente em todo o mundo. O número de assinantes de acesso por linha fixa, que era 479 milhões ao fim de 2009, deve superar "facilmente" 500 milhões este ano.

Por sua vez, as conexões por banda larga sem fio (móvel), que atualmente "oferecem a mais promissora conexão para o maior número de pessoas", pode chegar a 900 milhões de assinantes em dezembro, em meio a um total de 5 bilhões de assinantes de telefonia celular. Ou seja, quase um quinto de todos os usuários de celulares estarão habilitados a acesso em banda larga.

"Em termos de evolução tecnológica, estamos vendo velocidade maior, aparelhos novos e mais capazes e dispositivos com mais funcionalidades, além de alguns desenvolvimentos intrigantes de conteúdo e aplicações", afirma.

Ele sugere que os governos tomem medidas para se evitar uma internet com "duas velocidades", tanto entre usuários de países desenvolvidos e em desenvolvimento, quanto entre as zonas urbana e rural.

Touré defende firme atuação de reguladores e autoridades para minimizar o impacto de barreiras aos usuários de países em desenvolvimento, inclusive para reforçar a expansão econômica.

A consultoria Booz & Company calcula que o aumento de 10% na taxa de acesso à internet rápida pode elevar a produtividade do trabalho em 1,5% nos cinco anos seguintes.

A situação do mercado de banda larga varia muito de acordo com o país avaliado. A Dinamarca e a Holanda são os líderes mundiais na cobertura do serviço sob essa tecnologia, com acesso por cerca de 40% da população, comparado a 26% nos Estados Unidos.

Na Finlândia, o governo decidiu que é um direito legal de todos os cidadãos ter acesso a uma velocidade de pelo menos 1 megabit por segundo (Mbps) de conectividade. A Letônia é o país na Europa que tem a maior rede de fibras implantada em relação a outras tecnologias. O acesso sem fio, que permite sobretudo conexão a computadores portáteis, ganha força na Áustria, Suécia, Portugal e Irlanda.

A Dinamarca quer garantir conexão de 200 Mbps até 2015. E o governo conservador da Grã-Bretanha considera um "escândalo" que menos de 1% da população do país tenha acesso à internet por meio de fibra óptica, comparado aos 10%, em média, nos outros paises europeus.

De maneira geral, Touré se diz otimista sobre o papel e as perspectivas da banda larga e do setor de telecomunicações no rastro da crise econômica global.
Dilma já tem embrião de núcleo político

Valor - 09/09/2010

Assim como seu mentor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, já tem o seu núcleo político. Ele é integrado pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, pelo ex-ministro Antonio Palocci e pelo deputado José Eduardo Cardozo. Os três abriram mão de disputar cargos eletivos para se dedicar exclusivamente à campanha de Dilma. Se ela vencer a disputa, serão nomes fortes do governo a partir de janeiro.

Fora da campanha, além do presidente Lula, o principal interlocutor de Dilma é o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Cotado para continuar em caso de vitória da petista, Martins tem jurado a seus amigos que não ficará no cargo. Seu nome vem sendo cogitado para a Pasta das Comunicações, que crescerá de importância na gestão Dilma, com o Projeto Nacional de Banda Larga e o renascimento da Telebrás. A intenção do ministro, no entanto, é sair, mas, antes, sugerir pelo menos três nomes a Dilma nessa área.

O núcleo político da candidata reúne-se periodicamente em Brasília, no Palácio da Alvorada, em encontros comandados pelo presidente Lula. Na quarta-feira da semana passada, de forma discreta, Lula, Dilma, Dutra, Palocci e Cardozo tomaram café da manhã para tratar do andamento da campanha, especialmente da crise provocada pela quebra do sigilo fiscal da filha do candidato da oposição à Presidência, José Serra (PSDB).

Além de atuar nos bastidores da campanha, o presidente Lula terá um papel importante nos primeiros seis meses de uma possível gestão Dilma. "Nesse período, Dilma vai falar pelo menos uma vez por semana com o Lula", assegura um aliado da candidata.

Dos integrantes do núcleo da campanha de Dilma, apenas um não deverá ser ministro - José Eduardo Dutra. Embora tenha aumentado seu prestígio junto à candidata nos últimos meses, Dutra deve permanecer na presidência do PT. "Alguém precisa cuidar "do" lojinha", brinca um conselheiro da candidata.

Originária do PDT de Leonel Brizola, tendo se filiado ao PT há apenas dez anos, Dilma não tem ligação com as correntes que dominam a legenda. Mesmo aclamada hoje pelos militantes do partido, seu nome foi imposto por Lula. Por essa razão, explica um integrante da campanha, existe a necessidade de ela ter um nome de sua confiança para controlar o PT.

Antonio Palocci, que no passado teve embates com Dilma, é hoje seu principal operador político. É o interlocutor da candidata junto a representantes do sistema financeiro e do empresariado. Discreto, tem conversado também com empresas de comunicação e dialogado com os chefes políticos de todos os partidos. Quem o aproximou de Dilma para a campanha foi o presidente Lula.

No ano passado, quando já tinha claro que a então ministra da Casa Civil seria sua candidata, Lula chamou Palocci para uma conversa em Brasília. No encontro, propôs que ele se lançasse à presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A ideia era aproveitar o desgaste do atual presidente da instituição, o colombiano Luis Alberto Moreno, com o governo Barack Obama, para emplacar um brasileiro. Palocci declinou da oferta. Lula pediu, então, que ele se engajasse na campanha de Dilma.

A participação foi selada numa conversa demorada entre Lula, Dilma e Palocci. Desde então, a candidata e o ex-ministro da Fazenda ficaram muito próximos. "Palocci é jeitoso e hábil. Dilma o tem hoje em alta conta", conta um amigo dos dois. Curiosamente, foi Palocci quem, em 2002, ao chefiar a equipe de transição de governo, sugeriu o nome de Dilma para a primeira equipe ministerial de Lula.

Palocci ficara impressionado, durante aquela campanha, com a desenvoltura de Dilma durante um debate sobre o setor elétrico em evento promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). No primeiro momento, Lula não chegou a se entusiasmar com a indicação de Palocci, mas, depois de se reunir a sós com Dilma, teve certeza de que deveria ser ela a ministra de Minas e Energia.

Se Dilma for eleita, Palocci deverá ser seu ministro da Casa Civil, mas tudo vai depender do perfil que a Pasta tiver. A tendência é que ela opte por uma Casa Civil mais voltada para a articulação política, uma área com a qual tem pouco intimidade. Neste caso, Palocci reúne os pré-requisitos - é do PT, tem trânsito na oposição e já vem atuando como operador de Dilma. Se optar por uma Casa Civil no molde atual, ou seja, com perfil de coordenação das ações administrativas, a candidata deve manter a ministra Erenice Guerra no posto.

Nos últimos dias, surgiram especulações dando conta de que Palocci iria para o Ministério da Saúde numa possível gestão Dilma. Os rumores são atribuídos a desafetos do ex-ministro no seu partido e mesmo na campanha. A ideia faria sentido se Palocci desejasse, como fez Serra no governo Fernando Henrique Cardoso, usar essa plataforma para voltar à disputa político-eleitoral em 2014 - a ambição seria o governo de São Paulo -, mas ele não quer.

O deputado José Eduardo Cardozo aproximou-se da candidata apenas durante a campanha, mas já conquistou seu espaço. Procurador do município de São Paulo, Cardozo pode ir, num governo Dilma, tanto para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga deixada por Eros Grau, quanto para o Ministério da Justiça. A opção do Supremo lhe cairia bem caso ele estivesse cansado da política, como chegou a anunciar em março, mas um aliado garante: "Isso não existe. O Cardozo nunca esteve tão engajado na política quanto agora". Sendo assim, ele deve mesmo ir para a Pasta da Justiça.

Ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao Senado por Minas Gerais, Fernando Pimentel é, além de Dutra, Palocci e Cardozo, um nome dado como certo num possível ministério Dilma. É verdade que Pimentel, asseguram dois expoentes da campanha, já teve mais prestígio junto à candidata, de quem é amigo há 40 anos. O ex-prefeito afastou-se para cuidar de sua campanha, mas não foi isso que o desgastou.

A candidata não teria apreciado o comportamento recente de Pimentel. "Ele passava a ideia de que era o "dono" da Dilma e isso a irritou", conta um conselheiro da ministra. O ex-prefeito teria perdido pontos também por causa das fissuras abertas em Minas com o PT e o PMDB. Teria pesado negativamente também a sua associação com um dos próceres da oposição, o ex-governador Aécio Neves (PSDB). "Pimentel é muito amigo da Dilma, mas nunca foi seu operador político", observou uma fonte. "Eleito ou não para o Senado, ele deve ser ministro, mas não da Casa Civil", assegurou um amigo da candidata.

Num modelo ainda preliminar de ministério - a candidata não gosta de falar do tema para evitar o clima de "já-ganhou" predominante em sua campanha -, Dilma deve promover Miriam Belchior, atual coordenadora-geral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para o comando do Ministério do Planejamento. Há quase seis anos no cargo, o atual ministro - Paulo Bernardo - deixará a Pasta, mas assumirá outro cargo importante no primeiro escalão.

Se eleita, Dilma pretende ter maior presença feminina em sua equipe. Sua grande amiga - Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras - deve ser ministra, embora ainda não se saiba de qual Pasta. Isabela Teixeira, ministra do Meio Ambiente, é cotada para permanecer onde está.

Outro nome cogitado para uma possível gestão Dilma é o do senador Aloizio Mercadante (PT). Se perder a disputa para o governo paulista, ele poderá ir, por exemplo, para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Para o Banco Central (BC), a tendência é nomear um funcionário da Casa - possivelmente, Alexandre Tombini, hoje diretor de Normas -, caso o atual presidente, Henrique Meirelles, não queira permanecer na função.

Para o Ministério da Fazenda, o sonho da candidata do PT é o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. A eleição ainda nem ocorreu e esse tema já é considerado delicado por participantes da campanha. Ao ver especulações em torno de seu emprego, Guido Mantega, atual ocupante do cargo, começou a trabalhar para ficar. O primeiro movimento nessa direção foi ordenar a seus assessores que espalhassem a informação de que ele não pretende deixar o ministério.

A estratégia pode funcionar. Um ministro muito próximo de Dilma diz que, se Mantega quiser ficar, ela se sentirá constrangida em substitui-lo. Outra hipótese é Lula pedir a ela que o mantenha. "Um pedido do Lula terá muito peso", admitiu um interlocutor da candidata. Dilma considera, no entanto, que Coutinho, que foi seu professor na Unicamp, tem o perfil mais adequado para enfrentar os principais desafios da economia brasileira nos próximos anos.

Pelo menos um grupo tradicional do PT - o dos sindicalistas ligados ao setor bancário - terá menos influência numa gestão Dilma. Esse grupo, a quem se atribui desgaste por causa de atividades suspeitas, como a fabricação de dossiês para desestabilizar adversários dentro e fora do governo, já vinha perdendo força dentro da gestão Lula. Perdeu, por exemplo, todos os cargos importantes que possuía no Banco do Brasil - a única exceção é Sérgio Rosa, ex-presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) que assumiu recentemente a Brasilprev, o braço de previdência aberta do banco.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Recife ativa sua rede óptica metropolitana

Convergência Digital :: 08/09/2010


Recife ativou oficialmente na última sexta-feira, 03/09, a sua rede metropolitana de alta velocidade. Batizada de Rede Ícone, a infraestrutura utiliza tecnologia óptica para interligar 32 instituições em velocidade de 1 Gbps. As instituições participantes da Ícone podem trocar informações com agilidade e utilizar aplicações avançadas de comunicação, o que possibilita a ampliação das atividades de cooperação científica.

Com 67,7 quilômetros de extensão, a Rede Metropolitana de Recife recebeu R$ 1,1 milhão para ser implementada. Falando do atraso para sua implantação o ministro Rezende explicou que "o motivo pela demora da inauguração em Pernambuco foi devido a articulação entre as diversas instituições e a instalação das fibras ópticas, realizada pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). No entanto, a partir de agora é importante que as instituições e redes de ensino usufruam o serviço que estamos levando para toda a população", disse.

A Rede Ícone faz parte da iniciativa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), organização responsável pela Internet acadêmica nacional (Rede Ipê). A Redecomep é uma iniciativa do MCT, custeada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), que prevê a instalação de redes de alta velocidade integrando as principais instituições de ensino e pesquisa em 27 cidades. Todas as redes metropolitanas serão interligadas à Rede Ipê, que conecta cerca de 600 Instituições de Ensino Superior (IES) e centros de pesquisa em todo o País e atende, hoje, a mais de um milhão de usuários.

“Hoje, a velocidade é 1Gbps, mas estamos com uma perspectiva de aumentar ainda mais a velocidade da conexão até o final do ano para 10 GB/s com uma tendência ainda mais crescente para os próximos anos”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, Anderson Gomes.

Uma vez inaugurada, a Rede Ícone passa a ser gerida por um consórcio formado pelas instituições integrantes. Hoje, a rede é integrada pelos centros de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar); de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene); de Preparação de Oficiais da Reserva do Recife (CPOR); Regional de Ciências Nucleares (CRCN); Embrapa Solos; Empresa Municipal de Informática (Emprel); Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe); Faculdade Damas; Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe); Faculdade Integrada do Recife (FIR); Faculdade Marista do Recife (FMR); Fundação Gilberto Freyre; Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj); Centro de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) e Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP).

Com a inauguração da Rede Metropolitana de Recife, serão 21 redes metropolitanas em operação. Já foram inauguradas redes em Belém, Vitória, Manaus, Florianópolis, Brasília, Natal, São Paulo, Fortaleza, Macapá, São Luis, Goiânia, Campina Grande, Salvador, Cuiabá, Aracaju, Curitiba, Rio Branco, Campo Grande, Boa Vista e Porto Alegre.
Termo de referência de editais da Telebrás ainda sem prazo

Tele.Síntese - 08/09/2010

Publicação estava prevista para a semana passada e os textos terão que passar por consulta pública antes do lançamento dos editais

A Telebrás ainda não tem data prevista para publicação dos termos de referência dos editais para compra de equipamentos que irão acender a rede de fibra ótica. A previsão inicial é de que os quatro textos seriam colocados em consulta pública na última semana, colocados em consulta pública por 15 dias antes da licitação, tudo a tempo de ligar ainda esta ano as 100 cidades
previstas na primeira etapa do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

O tema foi tratado durante reunião do Conselho de Administração da estatal, realizada na última sexta-feira (3), que decidiu também, entre outras coisas, aprovar a realização de estudo para efetuar o agrupamento de ações de emissão da Telebrás. A estatal dispõe de 1,09 trilhão de ações, sendo 896,9 bilhões de ações ordinárias e 210,2 bilhões de ações preferenciais.

A medida será mais um passo para a companhia alcançar um nível de governança corporativa maior e até mesmo ingressar no Novo Mercado da Bovespa, grau máximo de governança corporativa do mercado de capitais brasileiro. Porém, ainda não há uma previsão de quando isso irá ocorrer. Isto porque a estatal precisará excluir as ações preferenciais, porque nesse nível de mercado só há espaço para ações que deem direito a voto, ou seja, as ordinárias.

O Conselho de Administração da estatal discutiu também a aplicação do Plano de Indenização por Serviços Prestados (PISP) e o quadro de pessoal da companhia, além dos recursos aplicados mo programa até julho de 2010. A proposta é de que haja um ajustamento ao plano em prazo ainda a ser definido.

Foi ainda aprovada a nomeação do contador Antonio Hiroyuki Yamada como gerente de Auditoria Interna da Telebrás, em substituição ao contador Adailton de Brito Góis, que respondia pela área. A reunião já foi comandada pelo coordenador de programas de Inclusão Social da Presidência da República, Cezar Alvarez, que assumiu em agosto a presidência do Conselho de Administração da estatal.
Universalização: governo pode abrir mão de 2% do faturamento das concessionárias

Tele.Síntese - 08/09/2010

As estimativas são de que nos próximos cinco anos R$ 1,5 bilhão, que iriam para os cofres da União poderão ser aplicados na universalização.

Os novos contratos de concessão, que terão que ser assinados pelas operadoras de telecom até 31 de dezembro deste ano, virão com mudanças no que se referem às receitas arrecadadas pela União. Segundo a superintendente de universalização da Anatel, Enilce Versiani, já está acertado pelo governo (o que inclui o Ministério da Fazenda), que, para o próximo quinquênio as concessionárias de telecom não precisarão depositar, a cada dois anos, o equivalente a 2% de seu faturamento nos cofres da União, como ressarcimento pela outorga da União para poderem investir nas metas de universalização estabelecidas.

Ela afirmou, no entanto, que a Anatel está segura de que as metas de universalização propostas (orelhão em todas as escolas e postos de saúde públicos rurais, ampliação do backhaul (rede de banda larga estadual) para todas as localidades com mais de mil habitantes e ampliação da oferta de banda em até quatro vezes) já têm os recursos das próprias concessionárias garantidos. Segundo Versiani, a previsão de déficit de R$ 734,23 milhões não deverá se confirmar, visto que ainda precisa ser feito o encontro de contas da implantação do backhaul, e que, no mínimo, irá gerar mais de R$ 530 milhões de receitas extras às concessionárias.

Conforme a superintendente, com essa iniciativa, o governo estará abrindo mão de R$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos, visto que o último pagamento das concessionárias à União somou R$ 700 milhões.

Capex

Nesta segunda-feira, a Anatel reuniu a imprensa para dar mais detalhes de sua metodologia de cálculo. E,conforme seus técnicos, para cumprir as novas metas propostas, as empresas irão gastar R$ 2,118 bilhões (entre investimento e custeio das novas obrigações).
Orçamento de 2011 prevê R$ 1,4 bilhão para Comunicações

Convergência Digital :: 08/09/2010

O orçamento de 2011 prevê a destinação de R$ 1,4 bilhão para Comunicações. Desse valor, R$ 400 milhões farão parte do orçamento da Telebrás, dinheiro que o Ministério do Planejamento descreve a ser utilizado “para dar início à implantação da infraestrutura da Rede Nacional de Banda Larga”.

A proposta de Orçamento, assim, vem em linha com o que já fora antecipado pelo presidente da Telebrás, Rogério Santanna. Além desses recursos, a estatal tem um pedido de suplementação de R$ 600 milhões ainda para 2010. E existe a possibilidade, a depender do uso do dinheiro, de uma nova suplementação, de R$ 400 milhões, no próximo ano.

No Orçamento 2011, outros R$ 181,4 milhões serão destinados para a rubrica Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia. O objetivo é utilizar esse dinheiro no fomento e desenvolvimento de processos e produtos inovadores em telecomunicações – entre eles o Sistema Brasileiro de Televisão Digital.

Para os programas de inclusão digital – como Telecentros – estão previstos R$ 131,4 milhões. Parte dos recursos serão voltados para a concessão de financiamentos a projetos de desenvolvimento de tecnologias nas telecomunicações. Outros R$ 65,6 vão para atividades de “fiscalização e regulamentação dos serviços de telecomunicações”, ou seja, para a Anatel.

Ciência e Tecnologia

A proposta de Orçamento prevê, ainda, R$ 7,5 bilhões para a área de Ciência e Tecnologia. Desse total, R$ 3,7 bilhões vão para a área de Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia, que inclui grande parte dos recursos destinados à Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) e o fundo setorial que aloca recursos em projetos de implantação e recuperação da infraestrutura de pesquisa das instituições públicas (CT-Infra).

Outros R$ 1,2 bilhão estão previstos para a área Desenvolvimento Científico, em especial para o programa de concessão de bolsas de estudos e de pesquisas a cargo do CNPq, cujo montante para 2011 é de R$ 856 milhões para atender mais de 72 mil bolsistas. Do total discriminado na proposta de Orçamento, R$ 1,3 bilhão serão destinados ao pagamento de pessoal – custeio.
Google anuncia internet de graça na TV

AdNews - 08/09/2010


O outono no hemisfério norte será marcado pela nova investida do Google: a internet para os televisores norte-americanos. O lançamento mundial será feito no próximo ano, segundo a reportagem de Nicola Leske - da Reuters.

O serviço será gratuito e permitirá a navegação completa na internet através da TV. O presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, explicou que o gigante das buscas vai trabalhar com diversos fabricantes de programas e de eletrônicos.

"Nós iremos trabalhar com provedores de conteúdo, mas é muito improvável que nós façamos produção de conteúdo", disse Schmidt a jornalistas após um discurso na feira de eletrônicos de consumo IFA, em Berlim.

A Sony divulgou na última semana que o Google TV será equipado em seus televisores. Já a Samsung informou que estuda a parceria.

O anúncio do Google acirra ainda mais a disputa com a Apple - que revelou recentemente a sua versão da Apple TV.
Regulamento do MVNO prevê atuação de órgãos públicos e estatais

Convergência Digital :: 08/09/2010

Depois de analisadas as 364 contribuições feitas durante a consulta pública do Regulamento do Serviço Móvel Virtual, mais conhecido pela sigla MVNO, a área técnica da Anatel propôs algumas alterações no regulamento sugerido. Está mantida a proibição de que credenciadas ou autorizadas do MVNO sejam controladores, controladas ou coligadas às operadoras, mas foi criada uma exceção para órgãos ou entidades da administração direta ou indireta dos governos federal, estaduais ou municipais.

Segundo a área técnica da Anatel, existem instituições como Banco do Brasil, Serpro, Correios ou Petrobras, além de concessionárias de energia, que podem se tornar importantes credenciados da rede virtual no futuro. Mas como existe participação societária do governo federal em prestadoras do SMP, aquela vedação a controladores, controlados e coligados impediria a participação dessas instituições no novo mercado.

Daí a proposta para que se crie uma exceção à regra geral, de maneira que as entidades da administração direta e indireta possam atuar como credenciadas no mercado de MVNOs. A flexibilização atende um pedido feito pela Companhia Paranaense de Energia em carta enviada à agência. Ou seja, a Copel, que já demonstrou interesse no mercado de banda larga, também está interessada na telefonia móvel.

O novo texto em estudo pelo Conselho Diretor prevê ainda outras mudanças em relação à proposta original. Uma delas é a que equipara, em termos práticos, as autorizadas do MVNO às autorizadas do SMP. O objetivo é permitir que as autorizadas do MVNO possam atuar como prestadoras de origem para os credenciados da operação virtual. Elas poderão, por exemplo, manter contrato de compartilhamento de rede com mais de uma prestadora de origem numa mesma área de registro.

Com a mudança, as autorizadas virtuais passam a ter os mesmos direitos – e as mesmas obrigações – das operadoras móveis. A única exceção é que elas não seriam automaticamente caracterizadas como detentoras de Poder de Mercado Significativo. Isso porque a agência, conforme prevê o PGR, vai tratar especificamente do tema em regulamento próprio. Até lá, as autorizadas do MVNO não são consideradas como detentoras de PMS.

Mediação

Um dos itens que mais provocou debates nas audiências realizadas pela Anatel sobre o MVNO foi a sugestão de que as operadoras estivessem obrigadas a aceitar acordos de credenciamento e autorização. A ideia era evitar que as teles impedissem o desenvolvimento desse novo mercado.

A agência, no entanto, sustenta que o regulamento deve manter a maior flexibilidade possível, fazendo da livre negociação a tônica da operação móvel virtual. Nesse sentido, além da qualificação prévia dos candidatos a credenciados junto à Anatel – o que fortaleceria o poder de negociação desses interessados – está previsto um “procedimento célere” para a resolução de conflitos.

O regulamento do MVNO prevê que as operadoras terão 60 dias para responder, de maneira conclusiva, aos pedidos das credenciadas ou autorizaadas . Caso o motivo de uma eventual recusa não seja aceito pelo interessado, ele poderá recorrer à Anatel. A agência, então, terá 30 dias – prorrogáveis uma única vez por igual período – para chegar a uma solução.
IBGE: uso de Internet nas regiões Norte e Nordeste avança

No Brasil todo, crescimento do número de usuários de internet foi de 21,5%

Exame - 08/09/2010


Rio de Janeiro - O número de usuários de Internet no Brasil cresceu em cerca de 12 milhões entre 2008 e 2009, ou 21,5 por cento, revelam dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD).

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que no ano passado o Brasil tinha 67,9 milhões de usuários de Internet, contra 55,9 milhões em 2008. Segundo o IBGE, 41,7 por cento da população estava conectada em 2009, acima dos 34,8 por cento no ano anterior.

De 2005 a 2009, o salto no número de usuários de Internet no país foi de 112,9 por cento, de acordo com o IBGE. Em 2005, eram 31,9 milhões de pessoas com 10 anos ou mais acessando à rede mundial de computadores.

As regiões mais pobres do Brasil --Norte e Nordeste-- apresentaram os maiores aumentos de usuários nos últimos anos. O salto no total de internautas na região Nordeste foi de 213,9 por cento e na Norte de 171,2 por cento.

"O percentual nas regiões mais pobres subiu em função do barateamento do serviço e do seu acesso, bem como o barateamento do próprio computador no Brasil", disse a pesquisadora do IBGE Maria Lúcia Vieira. "O aumento do rendimento tem impacto em todos os acessos a bens também."

Ainda assim, enquanto no Sudeste 48,1 por cento da população possui acesso à rede, no Nordeste o patamar é de 30,2 por cento e no Norte estava em 34,3 por cento no ano passado.

Mais casas com PC

Segundo o IBGE, o percentual de domicílios com computadores no Brasil passou de 23,8 em 2008 para 27,4 em 2009. Em 2004, apenas 12,2 por cento das residências brasileiras tinham PCs.

O acesso à Internet é mais frequente entre os mais jovens, de acordo com a PNAD, mas os adultos estão aderindo cada vez mais à tecnologia. Nas faixas etárias de 10 a 14 anos, o percentual de acesso era de 58,8 por cento; entre 15 e 17 anos subiu de 62,9 para 71,1 por cento; e de 18 e 19 anos aumentou de 59,7 para 68,7 por cento.

Apenas 15,2 por cento da população na faixa de 50 anos ou mais usava Internet em 2009, de acordo com a PNAD. "O percentual é menor , mas é um pessoal que está se atualizando. Essa é um ferramenta fundamental para quem está no mercado de trabalho", observou a pesquisadora do IBGE.
Operadora America Net investirá R$ 5 mi para atuar em todo País

Aporte será aplicado pela operadora nos próximos dois anos, quando a tele quer expandir sua presença no mercado de pequenas e médias empresas

Computerworld - 08/09/2010

Nos próximos dois anos, a operadora de telecomunicações America Net planeja investir 5 milhões de reais para expandir sua operação em todo o território nacional. De acordo com a tele, o principal objetivo é aumentar a participação no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs), que hoje constitui a maior parte do faturamento do grupo.

O plano da tele é, até 2012, quadruplicar sua capilaridade, passanto das atuais 25 cidades atendidas hoje para 100 municípios, a partir de uma infraestrutura própria.

Do investimento total, 3 milhões de reais serão aplicados neste ano para a expansão do backbone de rede. O objetivo da America Net é, até dezembro, atender quatro novas praças: Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Salvador (BA).

Criada há 15 anos para explorar o mercado corporativo com oferta de dados por rede de fibra óptica e rádio, a America Net atuou até 2009 como uma prestadora de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). No ano passado, no entanto, recebeu o sinal verde da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para disputar também o segmento de voz, com outorga para operar no território nacional também o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC).

Atualmente, a tele espelhinho cobre as regiões metropolitanas de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). “Queremos atuar em todo o Brasil com rede própria. Somente em alguns lugares é que usaremos infraestrutura de terceiros”, explica o diretor de telecomunicações da America Net, José Luiz Pelosini.

Por ser uma operadora pequena, o executivo destaca que é importante marcar presença com equipe própria em cada mercado e prestar atendimento personalizado, com o intuito de se diferenciar de concorrentes maiores como Telefônica, Embratel, Oi e GVT. “Na America Net não encaixamos a PME nos mesmos planos, procuramos criar uma solução só para ela, de acordo com a sua necessidade”, destaca o executivo.

Foi com essa estratégia que a operadora viu uma oportunidade para conquistar clientes insatisfeitos com suas prestadoras de serviços, principalmente de telefonia fixa. “Hoje 80% dos meus clientes de voz fizeram a portabilidade numérica”, diz Pelosini. A America Net atende 450 PMEs e um dos seus alvos são condomínios empresariais, que têm demanda por uma solução compartilhada da infraestrutura de TI e Telecom.

Outra aposta da tele são os pequenos provedores de internet, com venda no atacado dos serviços de voz e dados. Segundo o diretor, essas empresas exploram o mercado com conexões web e podem ofertar para seus clientes também telefonia da America Net.

Novos negócios
O diretor de telecomunicações da America Net acredita que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo federal, que será administrado pela Telebrás, abrirá oportunidades para ampliar contratos com pequenos provedores, fornecendo links de banda. “Achamos que o PNBL é iniciativa competitiva e saudável. Queremos fazer negócios com a Telebrás quando o processo estiver maduro”.

A America Net opera com uma rede construída com rádio e fibra óptica. Seu plano é integrar WiMax a essa infraestrutura e demonstra interesse na liberação da frequência de 2,5 GHz pela Anatel.

“Já dominamos a tecnologia sem fio. Poderemos colocar fibra numa cidade inteira ou cobrir com WiMax, que pode ficar mais barato”, explica o executivo.

Com os novos investimentos e a ampliação da cobertura, a America Net espera que os negócios cresçam. No ano passado a companhia fechou com um faturamento de 15 milhões de reais.
Taxa do Fistel vai bancar orçamento da Telebrás

Tele.Síntese - 08/09/2010


A proposta orçamentária destina R$ 400 milhões à estatal. O dinheiro sai da taxa de fiscalização paga pelo usuário de telecom

O orçamento da Telebrás para o ano de 2011, enviado pelo poder Executivo para a aprovação do Congresso Nacional, inferior às necessidades estimadas, será custeado pelas taxas recolhidas pelas operadoras privadas para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (o Fistel).

Conforme a proposta orçamentária, o governo está destinando R$ 400 milhões à estatal em 2011 e esses recursos virão do Fistel, fundo que é formado pelas taxas recolhidas em grande parte pelas operadoras de celular (para cada aparelho novo habilitado, as celulares pagam R$ 26,00 para o Fistel e, a cada ano, pagam R$ 13,00 para cada celular em serviço) e pelas demais empresas de telecomunicações, que pagam pelo número de usuários em cada central de telefonia ou de TV a cabo o de comunicação de dados.

O dinheiro do fundo, a princípio, deveria ser destinado a custear as atividades de fiscalização e regulamentação da Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações -, mas a maioria dos recursos é desviada para o Tesouro Nacional arcar com seus compromissos da dívida pública e demais programas de governo. A estimativa do Executivo é de que serão arrecadados quase R$ 5 bilhões este ano com essas taxas, dos quais R$ 400 milhões vão para a Telebrás, R$ 326 milhões irão para a Anatel e no mínimo R$ 3,46 bilhões arrecadados com as duas taxas irão para os cofres do Leão. Em 2009, a arrecadação do Fistel extrapolou as estimativas, e chegou a R$ 5,3 bilhões.

A verba total da Anatel para o próximo ano será de R$ 467 milhões, 4,52% maior do que a deste ano (de R$ 448 milhões), sem considerar os recursos para o pagamento com a previdência e pessoal.

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, informou que pretende conseguir, ainda este ano, outros R$ 600 milhões em créditos suplementares - que precisam ser aprovados pelo Congresso Nacional - e outros R$ 400 milhões no próximo ano, para alcançar as projeções de investimento de R$ 1,4 bilhão para este e próximo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Portuguesa ONI estuda aquisições de teles brasileiras

Reuters / Folha - 07/09/2010

A portuguesa do setor de telecom ONI, focada em mercados corporativos, está olhando oportunidades de aquisição de operadoras no Brasil para acelerar o seu crescimento, visando elevar a atual participação de 30% das receitas provenientes do exterior, disse o presidente da companhia.

'(No Brasil) temos estado permanentemente em conversas, mas não temos fechado acordos porque não tem havido convergência, o perfil que procuramos são empresas do segmento 'corporate', muito direcionadas ao IP (Internet Protocol), com receitas entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões', disse Xavier Rodríguez-Martín, presidente da ONI.

As receitas vindas do negócio internacional, organizado no modelo "operador exportador", representam 30% das receitas do grupo, e o presidente explicou que a forma de prosseguir com a internacionalização irá variar conforme o mercado, sendo que na Espanha o crescimento será orgânico, enquanto no Brasil virá via fusões e aquisições.

A ONI anunciou nesta terça-feira que teve um lucro anual de 6 milhões de euros entre julho de 2009 e junho de 2010, contra ganhos de 7 milhões de euros um ano antes, resultado de maiores custos financeiros. Além disso, em 2008 e 2009 a empresa se beneficiou de ganhos extraordinários, explicou o executivo em entrevista à Reuters.

Neste período, a empresa aumentou a sua cota de mercado no setor 'corporate' de Portugal de 21,6% para 23%. 'Acho que vamos chegar até os 25% no âmbito do nosso 'business plan' até o ano fiscal de 2012', sublinhou o presidente da ONI, acrescentando que, embora não seja estruturalmente fácil chegar aos 30% de participação de mercado, é possível que isso aconteça num horizonte de cinco anos.

Segundo o presidente, a operadora de telecomunicações tem dois futuros possíveis, um de 'independência', após expansão para um mercado de grande potencial como o Brasil ou a participação em uma operação de fusão ou aquisição em Portugal, num movimento de convergência fixo-móvel ou proporcionando a criação de um segundo grande operador.

Xavier Rodríguez-Martin salientou ainda que, olhando para os resultados consolidados, a ONI está preparada para um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), sendo possível que a entrada em bolsa ocorra já em 2011, se for verificada uma menor incerteza macro-econômica e se for essa a vontade dos acionistas.

A internet muda a TV. Para melhor?

IDG Now - 07/09/2010

Vivemos a era da convergência. Anos atrás achávamos que o computador ia ser o equipamento central das residências. Hoje, por uma série de movimentos de mercado, o televisor é o equipamento central das residências. E a maioria já tem
entrada de internet e permite comunicação com qualquer tipo de dispositivo. Interagimos com ele através do controle remoto. Mas em alguns meses poderemos estar interagindo via o celular.

É fato. A internet já começou a mudar a TV. O consumidor decidiu consumir cada vez mais mídia digital e vem forçando mudanças do mercado. Quer interatividade. O mundo virou multiscreen. Para muita gente com mais de quarenta anos ou mais pode parecer estranho pensar em um mundo no qual qualquer conteúdo deva, necessariamente, estar disponível para múltiplas telas (a do celular, a do computador, a da TV e a do cinema). Mas essa já é a realidade da geração Y, a geração hiper conectada.

Resultado: a oferta do serviço ficou mais complexa, com cada um querendo manter o seu quinhão na cadeia de ofertas, principalmente para cobrir os investimentos obrigatórios no aumento de capacidade e capilaridade das próprias redes, para suportar a demanda. Do lado do produtor de conteúdo, o alcance da propriedade começou a ser questionado.

A remuneração também começou a mudar. O provedor do serviço passou a ser pressionado para remunerar todos os players que passaram a trafegar na sua rede, seja ela a rede broadcast, a banda larga fixa, a banda larga móvel, ou a rede de comércio de aplicativos, sabendo que o consumidor não está disposto a pagar mais pelo serviço convergente que recebe.

Em resumo, estamos assistindo a uma enorme mudança na cadeia de valor do vídeo. Mas essas mudanças teimam em ser mais lentas que as mudanças tecnológicas e de comportamento do consumidor.

De concreto mesmo, apenas o fato de que stakeholders que nunca trabalharam juntos em uma mesma cadeia de valor estão sendo obrigados a encarar seriamente o desafio de fazê-lo. Operador de telecomunicação, radiodifusor , provedor de conteúdo…. estão, todos, sendo forçados a alinhar seus interesses.

E aí…. Tome modelo de negócio. Há um para cada sabor.

O problema é que, além de ainda pouco compreendidos pelos consumidores, esses modelos convergentes que começam a surgir, aproximando broadcast e internet, continuam avançando pouco no quesito liberdade, o grande desejo do consumidor. Que liberdade? A de grade de programação. A da ampliação da variedade de oferta….

Vejamos as características de cada modelo já na mesa.

TV Digital aberta (SBTVD) – É, hoje, em países como o Brasil, de baixa penetração de banda larga e TV paga e altíssima disseminação da TV aberta, o modelo predileto dos radiodifusores, por manter o controle da interatividade, na maior parte dos casos, na mão das emissoras de TV. Os modelos de negócio que começam a surgir pressupõem a conjugação de interesses dos radiodifusores, das operadoras de telefonia fixas e móveis e dos fabricantes de equipamentos. Sem isso, a interatividade será sempre limitada.

Seu ponto forte é justamente capacidade de transmissão broadcast de dados. Já pensou distribuir, de uma única vez, pelo ar, o software do imposto de renda? Seu ponto fraco, por enquanto, é a falta da comunicação de dados bidirecional. Hoje, os canais de retorno possíveis são controlados pelas empresas de telecomunicações ou operadoras de TV a cabo. O que, na maioria dos casos, exige negociação e partilha de receita entre emissoras e operadoras de telefonia fixa e móvel. Será sempre assim? Provavelmente não. E a prova está nas experiências que já fazem uso dos canais de retorno disponíveis (a internet via cabo, por exemplo, ou o pacote de dados ilimitado da internet móvel).

Com a disponibilidade do acesso internet para comunicação de dados bidirecional, produtores de software e de equipamentos começam a vislumbrar também novas oportunidades de receita, alem da mera venda de licenças e produtos. É o caso da solução recém lançada pela Totvs, e abraçada pela rede de supermercados Extra, inspirada no modelo de negócio da APP Store da Apple. E que já começa a despertar nos demais produtores de software o desejo de criação de uma opção, dizem mais democrática, como a do Android Market, para lhe fazer frente.

Broadband TV – É o modelo que mais agrada a indústria de recepção. Em especial, os fabricantes multinacionais como as coreanas Samsung e LG, pelos ganhos de escala que oferece, alem do modelo de negócio sob o qual tem total controle. Para integrar o NetCast, que dá acesso aos conteúdos vindos da Internet (no caso, aqui no Brasil, conteúdos do Terra, UOL, Climatempo, Youtube, etc) é preciso fazer parceria com o fabricante.

Do ponto de vista do consumidor, é um modelo ilusório, já que eu acesso a esses conteúdos é restrito. Nem tudo o que consegue ver na Internet, nesses sites, está disponível também na TV. Apenas o que foi carregado para o servidor mantido pelo fabricante.

Tem, como ponto alto, a possibilidade de rápida migração para um modelo de oferta VDO (vídeo on demand). E como ponto fraco, a limitação da velocidade de banda para garantia da qualidade de imagem, principalmente no caso dos vídeos disponíveis apenas na modalidade streaming.

Como a TV Digital, os adeptos do modelo Broadband TV também começam a flertar também com o modelo da loja de aplicativos. Hoje, a Samsung anunciou, durante a IFA 2010, que passará a usar o sistema operacional Android em seus televisores. O que deverá facilitar, e muito, a criação de um ecossistema de desenvolvedores no entorno da loja que pretende lançar.

Apple TV – Tem os mesmos problemas do Broadband TV, com uma diferença: a maior disponibilidade de oferta de conteúdos, especialmente nessa segunda geração, recém lançada, que dá acesso a todo o catálogo do serviço Netfix. Todo o relacionamento com a Internet é feito através da Appl. E agora, com o modelo de negócio focado em streaming, faz todo sentido para uso em países onde a banda larga por cabo é abundante. Por isso mesmo, aqui no Brasil, um produto ainda restrito aos grande centros urbanos.

Google TV – É, de todos, o modelo que promete dar maior liberdade aos telespectadores, ao incluir um navegador internet para realização de buscas de conteúdo na Web. O modelo de negócio é o mesmo modelo baseado em busca que notabilizou o Google na Internet. Um alternativa promissora e lucrativa ao Social TV, recém abraçado pela Apple para o iTunes com a rede Ping.

Que modelo tem mais chance e sobreviver?

Eu aposto em um futuro onde a TV Digital se casará com a Google TV. Dependendo do interesse por conteúdo, não descartaria também a Apple TV como uma opção diferenciada de consumo de vídeo, especialmente no modelo VOD. São caminhos que, na minha opinião, melhor promoverão a integração da internet com a TV, ampliando a experiência dos consumidores na sala de estar, com total liberdade, juntando o melhor dos dois mundos.

O Broadband TV é, de longe, hoje, o menos convergente, embora pareça o contrário. Mas pode mudar rapidamente, se começar a praticar o mantra integração sim, exclusão não, pregado à exaustão pelo assessor especial da Casa Civil, André Barbosa.

Quem parece caminhar na direção desse modelo TV Digital aberta + Google TV é a Sony, parceira da Google lá fora, e já totalmente adaptada aos padrões da TV Digital terrestre aberta aqui no Brasil.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Plano de expansão da telefonia vai custar R$ 2,1 bilhões, diz Anatel

Folha de São Paulo - 06/09/2010

A nova versão do PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização) custará R$ 2,1 bilhões, informou nesta segunda-feira a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), valor muito inferior às estimativas do mercado, que apostavam em R$ 12 bilhões de custos.

Esse dinheiro será investido em infraestrutura e manutenção, de 2011 a 2015. As metas revisadas de universalização da telefonia contemplam áreas pobres e rurais, com a instalação, por exemplo, de orelhões em todas as escolas rurais e postos de saúde rurais do Brasil.

Há também a meta de criar o 'Bolsa Telefone', serviço de telefonia fixa a um custo médio de R$ 25 para as famílias inscritas no programa Bolsa Família. A meta do governo é oferecer 13 milhões de benefícios.

Segundo a agência reguladora, uma das fontes de financiamento para investimento e manutenção do plano virá da meta reduzida de orelhões do PGMU. O governo vai remanejar os orelhões do país, reduzindo sua quantidade e concentrando em áreas mais carentes, o que deve gerar R$ 840 milhões de economia.

Parte do financiamento virá também do lucro e economia com a instalação de infraestrutura de banda larga, o chamado backhaul. Outra fonte de recursos vai depender na mudança nos contratos com as concessionárias.

O governo quer aprovar antes de dezembro o pagamento, por parte das concessionárias, de uma taxa de 2% sobre o faturamento em telefonia fixa, a cada dois anos. Essa taxa seria equivalente a R$ 1,5 bilhão a cada cinco anos.

"Não estamos tirando, nem pondo. Vamos transferir o que já existe para programas que a sociedade tem mais expectativa de receber", afirmou a conselheira Emília Ribeiro.
Redes 3G: Claro e Oi não crescem em 2010. Vivo e TIM ampliam cobertura

Convergência Digital - 06/09/2010


A Claro, que já chegou a disputar com a Vivo pela liderança dos municípios atendidos com o serviço da Terceira Geração em 2009, em 2010, não expandiu sua oferta em uma única localidade no país. Estratégia semelhante foi adotada pela Oi. Apenas Vivo e TIM investiram e ampliaram a capilaridade das suas infraestrutura de redes.

Os dados, divulgados pelo portal Teleco, nesta segunda-feira, 06/09, revelam que a Claro se mantém, em 2010, com os mesmos 396 municípios atendidos no final do ano passado. A Oi também estagnou os investimentos e manteve a mesma cobertura de 2009: 168 municípios.

No ritmo atual, a TIM, por exemplo, que terminou 2009, com 35 municípios atendidos com 3G, deverá superar a Oi. Isso porque, hoje, a TIM possui 155 municípios com infraestrutura 3G.

A Vivo é a operadora com maior número de municípios atendidos pela rede 3G. Em 2009, eram 579 localidades. Em agosto deste ano, o serviço estava disponível em 655 localidades.
Telebrás anuncia grupamento das ações

Empresa irá estudar o grupamento dos papéis hoje negociados em lotes de mil

Exame - 06/09/2010

São Paulo - A Telebrás (TELB3); (TELB4) anunciou hoje que estuda realizar o grupamento das suas ações negociadas na BM&FBovespa. Atualmente, os papéis da companhia são negociados em lotes de mil ações, quando o mais usual na bolsa são as operações com lotes de 100 papéis.

"O Conselho autoriza a Diretoria a promover o estudo para efetuar o grupamento das ações de emissão da Telebrás", revela a curta nota publicada pela administração e assinada por Rogério Santanna dos Santos, presidente e diretor de relações com investidores.

A companhia foi reativada pela União com o objetivo de transformá-la em líder do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A notícia, confirmada em maio deste ano, deu um novo fôlego para os papéis em bolsa e as ações chegaram a subir mais de 40% em apenas um dia. Em 2010, os papéis preferenciais já acumulam valorização superior a 70%.

No final de agosto, Santanna anunciou a relação das cem cidades que terão acesso à internet rápida até o final de 2010. No total, nesta primeira fase, serão atingidas mais de14 milhões de pessoas. O valor cobrado pelo uso da internet rápida será de R$ 35 ao mes, com a possibilidade de haver redução (se houver redução de impostos). A velocidade mínima disponível será de 512 kbps.
Anatel coloca metas em consulta pública

IT Web - 06/09/2010


Consulta tratará da atualização da proposta do Plano Geral de Metas Para Universalização da Telefonia

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu consulta pública para tratar da atualização da Proposta do Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) prestado em regime público para o período 2011-2015. A abertura da consulta foi publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (03/09).

As contribuições poderão ser enviadas até o próximo dia 22 de setembro. Também está prevista a realização de uma audiência pública em Brasília.

O objetivo é aumentar a oferta de telefones individuais e coletivos, reduzir desigualdades e ampliar o acesso da população à telefonia fixa. A proposta é resultado de um processo que contou com uma Consulta Pública (nº 13/2009) e seis audiências realizadas em 2009. A decisão de submeter o texto novamente à sociedade levou em consideração a edição do Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010, que instituiu o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Os principais pontos propostos pela Anatel são:

Instalação de novos telefones públicos:

* 79.025 escolas públicas rurais;
* 14.284 postos de saúde pública em área rural;
* 8.923 assentamentos de trabalhadores rurais;
* 4.366 aldeias indígenas;
* 1.622 organizações militares das Forças Armadas;
* 841 comunidades remanescentes de quilombos ou quilombolas;
* 741 aeródromos públicos;
* 498 populações tradicionais e extrativistas fixadas nas unidades de conservação de uso sustentável;
* 209 postos da Policia Rodoviária Federal.

Ampliação das metas do backhaul:

Com a elaboração do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), foram propostas complementações e alterações na minuta anteriormente apresentada na Consulta Pública nº 13/2009.

Acesso Individual Classe Especial (Aice):

O Aice, previsto originalmente no Decreto n.º 4.769/2003, deverá ser reformulado para atender assinantes de baixa renda inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, criado pelo Decreto n° 6.135, de 26 de junho de 2007.

Acesso Individual Rural:

A proposta prevê a inclusão de dispositivo que obriga as concessionárias a ofertarem planos de serviços em zona rural.

Densidade de Telefones de Uso Público - TUP (orelhões):

O Plano propõe uma adequação de 6 TUPs/1000 habitantes por setor do Plano Geral de Outorgas (PGO) para 4,5 TUPs/1000 habitantes por município, o que resulta em uma melhor distribuição dos telefones públicos.

Posto de Serviço Multifacilidades (PSM):

A instalação de Postos de Serviço Multifacilidades (PSM) em Unidades de Atendimento a Cooperativas Rurais, em substituição aos Postos de Serviço de Telecomunicações (PST), tem como objetivo incentivar o uso de equipamentos mais modernos e estimular novos modelos de atendimento aos usuários.

Contribuições poderão ser feitas por carta, fax ou e-mail:

Agência Nacional de Telecomunicações / Superintendência de Universalização

Consulta Pública nº 34, de 1º de setembro de 2010

Atualização da Proposta do Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado prestado em regime público - PGMU 2011-2015. Setor de Autarquias Sul - SAUS - Quadra 6, Bloco F, Térreo - Biblioteca - 70070-940 - Brasília - DF - Fax. (61) 2312-2002

E-mail: biblioteca@anatel.gov.br
Mayor acceso a la banda ancha

Lula apunta a que todo el país ingrese a la era de internet aumentando las conexiones en las zonas más alejadas

Empresarios temen que la reactivación de Telebras anuncie el retorno a las prácticas monopólicas del Estado brasileño

El País - 06/09/2010


Muchos brasileños se lamentan porque el acceso a la banda ancha de internet es caro y de baja calidad en su país. En los años noventa, el fin del monopolio estatal de las telecomunicaciones permitió a los usuarios tener un servicio telefónico menos costoso y más eficiente, pero las compañías privadas se han quedado atrás en la prestación de servicios en la web. Actualmente el gobierno quiere acelerar el proceso para darle al Estado un rol protagónico en la expansión de las conexiones de banda ancha.

Los brasileños han hecho uso con entusiasmo de las herramientas basadas en internet toda vez que han tenido la oportunidad de aplicarlas. El presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunció recientemente un ambicioso plan para extender el acceso a la banda ancha de internet a 40 millones de hogares en un plazo de cuatro años. De acuerdo con datos oficiales, el país ya cuenta con 64 millones de internautas en una población de 193 millones y el tiempo promedio que los brasileños destinan a navegar en la web es de 30 horas y 13 minutos semanales, lo cual los coloca entre los usuarios más constantes en el mundo.

Sin embargo, el potencial de uso de internet ha sido perjudicado en Brasil por una tasa relativamente baja de cobertura de las conexiones de banda ancha. Según el gobierno federal, el país se halla por debajo de otras economías emergentes como Argentina, Chile y México, así como China. El crecimiento del acceso a la banda ancha alcanzó un promedio del 49% anual entre 2002 y 2008, pero la tasa se ha desacelerado desde entonces. Si no se consigue inversión fresca, se estima que unos 18,4 millones de hogares tendrían conexiones de banda ancha en 2014. Aunque esta cifra significa un aumento con respecto a los 12 millones conectados actualmente, representa 31,7 puntos de acceso por cada 100 hogares, un ratio mucho más bajo que los 37 puntos porcentuales de acceso que exhiben economías emergentes de similares características.

NO ES TAN BUENO. Para el gobierno brasileño, esas cifras indican que está fallando el actual sistema administrado por el sector privado. Esa constatación ha impulsado el lanzamiento del plan gubernamental que gastará 12.800 millones de reales (equivalentes a US$ 7.300 millones) para garantizar el acceso a internet a un costo más económico. Las autoridades oficiales creen que el precio constituye el mayor obstáculo para lograr una mayor demanda de servicios más veloces y se ha comprometido a rebajar las tarifas entre 15 y 35 reales por mes en comparación con los niveles actuales que oscilan entre 49 y 96 reales.

Con el propósito de desafiar el predominio del oligopolio existente, con cinco empresas que tienen el 96% de participación en el mercado, y de administrar el plan de expansión, el gobierno ha reactivado a Telebras, una ex compañía estatal de telecomunicaciones que había quedado relegada luego de la privatización de las operaciones regionales de sus empresas de telecomunicaciones en 1998. Está previsto que Telebras reciba una inyección de 3.200 millones de reales para cumplir con sus cometidos.

El énfasis inicial apuntará a extender el acceso a la banda ancha a regiones aisladas y menos densamente pobladas del país, más que a proporcionar servicios de mayor velocidad, quedando limitado el ancho de banda a 512 Kbps. Se dará prioridad en la atención de esa mejora a quince estados y a la capital Brasilia, cuyos usuarios estarán disfrutando el nuevo servicio de banda ancha antes de fin de año.

Esta medida ha sorprendido a las empresas establecidas en el mercado. Temen que los instintos monopólicos latentes en el Estado podrían derivar en el cierre de la actividad privada en el sector de las telecomunicaciones. El gobierno, sin embargo, sostiene que Telebras sólo administrará la red de fibra óptica a través de la cual se prestará el servicio. Otras firmas se encargarán de la comercialización de los paquetes de banda ancha, aumentando la competencia y contribuyendo a bajar las tarifas.

FUTURAS INVERSIONES. El acceso generalizado a internet podría dar otro impulso a una economía que está en pleno crecimiento. Aumentar la competitividad de las Pymes es, en realidad, uno de los objetivos expresos del plan, así como fomentar el desarrollo de la industria de las tecnologías de la información y sectores anexos.

Se aguarda una importante inversión en empresas de telecomunicaciones y, seguramente, las tarifas de banda ancha más económicas contribuirán a que florezcan los negocios basados en servicios de internet. Raúl Katz, un académico de Columbia Business School de Nueva York, estima que sólo el sector privado podría invertir casi US$ 10.000 millones entre 2011 y 2015 en la expansión de los negocios de banda ancha con el objetivo de asegurarse una participación en los beneficios de un mercado que está creciendo rápidamente.

RBS, un grupo estadounidense de publicidad y medios de comunicación, ha informado que una buena parte de su inversión de US$ 250 millones proyectada para el período 2010-12 se dirigirá a la producción de contenidos para los usuarios de banda ancha. La meta de OI, la principal empresa proveedora de servicios de telecomunicaciones en Brasil, es usar la infraestructura que genera el plan del gobierno para impulsar su oferta de internet móvil. A su vez, los fabricantes de equipos electrónicos prevén que dicho plan los habilitará para invertir a largo plazo en su capacidad de producción.

Por debajo de la mitad de la tabla
Pese a su reciente crecimiento económico, Brasil aún está ubicado bastante abajo en el ranking global de tecnologías de la información, ocupando el 42° puesto en un total de 70 países evaluados, según la última medición realizada por Economist Intelligence Unit e IBM. Otra tabla, elaborada por el Foro Económico Mundial e Insead, una escuela de negocios europea, coloca a Brasil en el lugar 61 entre 133 países en un ranking de infraestructura informática. La idea del gobierno brasileño es que el país alcance el cuarto puesto de esta lista en el mediano plazo. Si bien ese objetivo parece muy ambicioso, los planes oficiales para captar inversiones en negocios de banda ancha constituyen un buen punto de partida.

Fuente: Business Latin America, publicación semanal del Economist Intelligence Unit.
O telefone que vai à sua porta

O Estado de Minas - 06/09/2010

Operadoras vão à casa dos clientes para realizar pacotes de vendas. Adivinhe quem são os alvos: as classes C e D

Cada vez mais cobiçado, o mercado consumidor das classes C e D está mudando a estratégia de vendas das operadoras de telefonia móvel, fixa e de banda larga que querem aumentar sua penetração junto a este público. Além da famosa venda porta a porta, que hoje chega a representar mais de 30% das vendas das empresas que adotaram a estratégia de abordar o cliente em casa, eventos culturais em cidades do interior do estado e até a instalação de quiosques de vendas em rodoviárias de munícipios mineiros têm se tornado alternativa para fisgar o consumidor com oferta de pacotes e serviços exclusivos.

Prestes a entrar no mercado de vendas de telefonia fixa e banda larga para residências, a Intelig, que hoje é TIM, já prospecta em todo o Brasil agentes de vendas que vão bater na porta dos clientes com a oferta dos produtos TIM Fixo, TIM Fixo Pré e TIM Web. É um modelo simplificado que funciona. Hoje, 30% das vendas de telefonia fixa no mercado são efetivadas através do modelo porta a porta. Identificamos que estes clientes têm familiaridade com o modelo, se sentindo mais prestigiados e capazes de absorver mais informações com o vendedor, avalia Rivo Manhaes, diretor de Vendas Consumer e Business da Intelig.

Uma das pioneiras na adoção do porta a porta como força de vendas, a Oi confirma que um terço de tudo que é comprado na telefonia fixa é proveniente da abordagem na residência do consumidor. "Acreditamos na venda porta a porta como o principal canal ativo para as classes C e D. Em 2002, lançamos este canal como uma alternativa de vender a primeira linha de telefone fixo, já que este tipo de consumidor não poderia ser abordado pelo televendas. Hoje, temos cerca de 80 parceiros com aproximadamente dois mil vendedores, que já representam 30% das vendas do Oi Fixo, afirma Rejane Pamplona, diretora de Estruturação de Canais da operadora. A expectativa é de que o sucesso, que começou na telefonia fixa, chegue à internet banda larga. Agora, além do primeiro telefone fixo, o porta a porta começa a vender a primeira banda larga para as classes C e D", completa.

Em São Paulo, o modelo de negócio também funciona. A Telefónica montou uma equipe de 500 vendedores para atuação porta a porta com o objetivo de alcançar entre 30% e 40% das vendas pelo canal de vendas até janeiro do próximo ano. Além de clientes pré-pagos de celular, a operadora utiliza o método para vendas de seus serviços de banda larga, TV e telefonia fixa.

A TIM também inova com a montagem de estandes e presença de promotores de venda de chips pré-pagos em terminais rodoviários do estado. A ação ocorre em dias estratégicos da semana, especialmente na véspera de feriados, nos terminais rodoviários de Belo Horizonte, Divinópolis, Uberaba e Uberlândia. Como Minas é um estado muito grande, buscamos nos aproximar dos pontos de locomoção do mineiro. A ação ocorre durante quatro dias da semana, de quinta a domingo. Já chegamos a ativar, em um dia, mil novas linhas, calcula Fernando Mota, diretor consumer da TIM em Minas, Rio e Espírito Santo. O autônomo Antônio José dos Santos gostou da ideia e aproveitou a viagem para Juazeiro do Norte, no Ceará, para comprar seu chip. Aproveitei que vim comprar a passagem. Achei mais cômodo comprar aqui (na rodoviária) e gostei das condições, afirma.

A partir do próximo domingo, a Vivo colocará na estrada o Cine Vivo, cinema itinerante que será realizado em 15 cidades do interior de Minas Gerais que não têm sala de cinema. Vamos para regiões carentes, montamos a estrutura do cinema e levamos para este público condições diferenciadas de planos. Quem comprar o aparelho ou linha naquela ação terá uma área vip para assistir ao filme, explica Carlos Cipriano, gerente regional da Vivo em Minas Gerais.

A Claro também monta equipes de vendas e vai para cidades de até 10 mil habitantes que não comportam a abertura de uma loja. Ainda montamos canais de atendimento em bairros populares, feiras e eventos, onde quer que o consumidor esteja, explica o diretor regional da Claro em Minas Gerais, Ricardo César Oliveira.

domingo, 5 de setembro de 2010

Favelas conectadas ao mundo

Programa Rio Estado Digital leva às comunidades dos morros cariocas internet banda larga sem fio gratuita, possibilitando a inclusão digital desde 2008

Agência O Globo - 05/09/2010

RIO - O barbeiro André Castro está com uma nova ferramenta em mãos: a internet gratuita e sem fio, que ele acessa de seu iPhone, num salão do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. Ele é um dos cerca de 6.200 moradores de cinco favelas cariocas que, diariamente, usam o programa Rio Estado Digital, lançado em 2008 pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. André, que entra na rede para trocar mensagens com amigos e ficar bem informado, é o típico usuário das comunidades carentes.

Segundo levantamento do Estado, 25% dos beneficiados nessas áreas se conectam para ler e-mails e notícias. Aproveitar a internet no trabalho é a principal atividade de 21,5% dos usuários. Acessar redes sociais aparece em seguida, na preferência de 21,2% dos internautas.

O Morro Dona Marta, em Botafogo, foi a primeira favela a se conectar, em março do ano passado. Em seguida, o serviço foi levado para a Cidade de Deus, para o Cantagalo, em Ipanema, e para o Pavão-Pavãozinho. Em julho, chegou à Rocinha.

Pesquisas relacionadas ao trabalho estão no topo do ranking de usuários do Dona Marta (24,8%) e do Pavão-Pavãozinho (34,5%). Acessar as redes sociais é a principal atividade na Cidade de Deus (33,6%) e no Cantagalo (21,2%).

Diretor da rádio comunitária Novas Ondas, no Pavãozinho, Ricardo Franklin usa um equipamento para captar o sinal e acessar a internet de dentro do estúdio da emissora. Visito o site de web rádios para saber o que estão tocando e para baixar músicas, diz Ricardo, que agora não precisa pagar para ficar conectado.

André também instalou uma antena em casa para captar o sinal digital sem custo: Com o iPhone, é só chegar à porta do salão para ficar conectado. Em casa, uso o computador. Eu já usava a internet paga. Mas agora que é gratuita, muita gente passou a acessar.

Para o webdesigner José Carlos do Nascimento Reis, morador da Cidade de Deus, o sinal digital está representando uma economia mensal de R$ 180. Mas o ganho mesmo, diz ele, foi na qualidade e na velocidade do sistema: Uso a internet para fazer trabalhos para uma gráfica. Antes, pagava para ter um mega de velocidade. Agora, dependendo do horário de acesso, consigo sinal de até três megas.

Programa faz parceria com universidades

O programa Rio Estado Digital, que oferece internet gratuita e sem fio, foi desenvolvido em parceira com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio).

O pontapé inicial do programa foi dado em Copacabana e no Leme, no fim de 2008 e, aos poucos, o benefício foi estendido para lugares como o Morro Dona Marta, a Cidade de Deus, as orlas de Ipanema e Leblon, parte da Baixada, da Avenida Brasil, um condomínio do PAC em Manguinhos, o Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, a Rua Teresa, em Petrópolis, e a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio.

Ao todo, seis municípios recebem sinal gratuito, total ou parcialmente: São João de Meriti, Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. Em geral, para ter acesso ao serviço, usuários de computador devem instalar uma antena em suas residências. Quem está próximo à antena de transmissão ou usa notebook ou celular compatível tem facilidade para captar o sinal.

Em relação às favelas, nos fins de semana, há picos de mais de 7 mil pessoas conectadas por dia. Segundo o governo do Estado, a utilização nessas áreas cresce, em média, 10% ao mês.