sábado, 14 de agosto de 2010

Salto adiado

Diário de Pernambuco / Miriam Leitão - 15/08/2010

O governo teve duas ideias sobre banda larga: uma ruim, outra pior. Primeiro, a de ressuscitar uma estatal; a outra, que tem rondado certas cabeças coroadas, é a de entregar tudo para uma empresa privada, a Oi. Ampliar os serviços da internet rápida é importante, os caminhos é que são discutíveis. Há países com maior ou menor intervenção estatal, mas competição é fundamental.

Funcionários da Anatel estão indo para a Telebrás. Como eles têm hoje acesso a informações confidenciais prestadas pelas operadoras ao órgão regulador, as empresas não querem mais enviar seus dados à Agência.

Técnicos do setor dizem que ainda não se sabe o que é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Provavelmente, nem o governo ainda sabe. A reportagem do repórter Valdo Cruz, da Folha de S.Paulo, esta semana, mostrando que algumas alas brigam para entregar a operação do PNBL à Oi é um exemplo disso. Só há uma coisa pior do que o monopólio estatal: o monopólio privado.

Nada aconteceu nos quase oito anos do governo Lula. Dinheiro sempre houve, no Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, o Fust, formado com um percentual do faturamento das empresas. Essa foi uma das boas heranças recebidas do governo anterior. Inicialmente se pensou num programa de informatização e conexão das escolas do país, mas isso nunca foi executado. Agora, o governo oscila no dilema entre recriar uma estatal ou privilegiar uma empresa privada para executar seu plano, mal formulado, mas com o objetivo declarado de ampliar dos atuais 14 milhões de residências com internet rápida para 32 milhões de residências em 2014. Tenta fazer um plano piloto em algumas cidades em tempo de usar no palanque.

- A meu ver, não temos um Plano de Banda Larga como em outros países, como Itália, Estados Unidos e Austrália. O que foi apresentado é um conjunto de intenções. O governo primeiro recriou uma estatal para depois pensar num plano, afirmou o presidente da Teleco, Eduardo Tude.

Advogados como Cláudia Domingues, especialista em telecomunicações, continuam explicando que a recriação da estatal fere a lei.

- Quando a Telebrás foi criada, em 1972, ficou definido que seu objetivo social seria o de promover a implantação dos serviços de telecomunicações por meio das subsidiárias. O governo mudou isso por decreto. Um decreto não pode alterar o que está definido por lei, diz.

E é ela que conta também o outro problema preocupante:

- A Anatel tem acesso a informações confidenciais. Algumas operadoras estão reclamando que não vão mandar seus dados à agência porque seus funcionários estão indo para a Telebrás.

O analista José Roberto Mavignier, da consultoria Frost & Sullivan, acha que a recriação da Telebrás tem três problemas: a empresa possui limites de investimentos, os funcionários não estão qualificados pela nova função, e a perda de quadros pela Anatel enfraquece a agência.

A Fundação Getúlio Vargas fez um estudo sobre os programas de banda larga no mundo e concluiu que fundamental é que haja competição.

- A literatura mostra que a concorrência entre as empresas é mais importante que a estrutura da propriedade, diz Luiz Schymura, ex-presidente da Anatel e autor da Carta do IBRE da FGV sobre o assunto.

"Países como Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha, Dinamarca, Nova Zelândia adotaram a intervenção mínima, com incentivos gerados por forças de mercado para suprir os gaps" (de conexão), diz a Carta do IBRE.

Mas, Coreia do Sul, Austrália, Cingapura e Noruega estão executando planos de mais intervenção estatal e planejamento sócio-econômico do Estado. Em todos eles, há um plano objetivo com metas, financiamento, e escolhas tecnológicas claras. A Austrália, por exemplo, oferece internet banda larga de segunda geração, com velocidade de 100 Mbps. Aqui no Brasil, toda essa discussão é para oferecer um serviço de apenas 512 Kbps.

Ainda no exemplo australiano, lembra Schymura, a Telstra é dominante na oferta de banda larga tanto fixa quanto através de cabo. É a proprietária da única rede nacional de comunicações. Não há competição entre plataformas. "A Austrália, então, criou uma empresa estatal com o objetivo de construir e operar a infraestrutura de uma rede de acesso aberto que atinja 90% das residências e dos negócios de fibra ótica com tecnologia wireless para o restante dos usuários", explica a FGV. Essa empresa será privatizada no futuro.

Em alguns países, os planos incluem esforços de alfabetização digital da população, porque não basta o acesso. Todos têm incentivos financeiros para a população de baixa renda. Em nenhum país há uma carga tributária sobre os serviços de telecomunicações como no Brasil: os impostos somam mais de 40% do custo do serviço.

Estudos da GSM consultoria trazem comparações internacionais que mostram que o país está se atrasando e não resolveu um problema básico: apenas 32% dos domicílios brasileiros têm computador e isso é um limitador ao uso dos serviços.

Há várias questões técnicas sobre plataformas de oferta dos serviços, a melhor regulação para universalizar o acesso. Em vez de tratar isso à sério, o governo se perde entre a recriação de uma estatal ou a escolha de uma empresa privada para ser beneficiada. E tenta achar um jeito de usar esse plano apressado no palanque.

A privatização, no governo Fernando Henrique, permitiu que o país saísse de 1 milhão de celulares, no começo dos anos 90, para 180 milhões e permitiu que 82% dos domicílios tivessem telefone celular ou fixo. Esse foi o primeiro grande salto. O governo Lula está atrasando o segundo salto.
Trânsito congestionado no ar

O fim dos planos de dados ilimitados nas redes de celular pode mudar para sempre a internet móvel

Exame - 14/08/2010


Navegando no telefone celular: capacidade das redes de transportar dados no limite
Navegando no telefone celular: capacidade das redes de transportar dados no limite

Em um restaurante bufê livre, o cliente tem sempre certeza. Certeza de quanto vai gastar, afinal o preço é fixo e independe do que estiver no prato. Certeza também de poder comer o quanto quiser: o consumo, nesses estabelecimentos, é liberado. Os primeiros bufês à vontade surgiram em bairros populares americanos no início dos anos 30, mas foi somente em meados da década de 70, com o crescimento de companhias como a Golden Corral (atualmente, uma rede de 450 filiais cuja especialidade são bifes à vontade em troca de um preço único), que o conceito se popularizou. Com base sobretudo na certeza de que o consumo de um indivíduo chega, em algum momento, a um limite, eles extrapolaram os restaurantes para se firmar como modelo de negócios de diversos ramos.

Assim foi idealizado, durante muito tempo, o modelo de banda larga móvel mundo afora: um grande bufê livre com preços fixos - e utilização aparentemente sem limites - para todos. Enquanto houve lugar à mesa, a conta fechou sem grandes complicações. De um lado, consumidores sempre satisfeitos. De outro, operadoras cuja clientela só crescia.

E como. Somente entre 2008 e 2009, o número de conexões de internet pela rede celular aumentou 60%, passando de 680 milhões em todo o mundo. Só que a cozinha começou a ficar pequena: no mesmo período, o consumo global de dados nessas redes mais que dobrou. E então junho trouxe uma notícia que muitos antecipavam: a AT&T, segunda maior operadora de celular dos Estados Unidos, que detém exclusividade sobre a comercialização de iPhones no país, anunciou o fim dos planos de dados ilimitados. A justificativa para a medida foi a alegação de que os novos pacotes - com consumo mensal limitado a 2 gigabytes - atenderiam 98% da base de clientes. Uma semana depois, a O2, operadora da Telefônica na Europa, também terminou com os planos sem limite de tráfego. Desde então, circulam rumores de que a Verizon, maior operadora americana, deverá seguir caminho parecido. Seria o fim do bufê livre da internet móvel?

Provavelmente sim, diz Alan Hadden, presidente da Global Mobile Suppliers Association: "Planos ilimitados não são viáveis no longo prazo". Acostumadas ao baixo volume de dados consumido por serviços de segunda geração, as operadoras se viram da noite para o dia carregadas de tráfego de vídeo, redes sociais e intensa navegação, um fenômeno provocado por modelos de smartphones cada vez mais sofisticados.

Tecnicamente, o desafio está em dar conta do crescimento da demanda por dados. Segundo a Cisco, fabricante de equipamentos que controlam o tráfego de bits da internet, a demanda por banda larga móvel deve aumentar 39 vezes entre 2009 e 2014. Até aí, não há muita novidade. Os prognósticos sobre expansão de internet móvel sempre foram agressivos. O que muda, desta vez, é que a solução apresentada pelas operadoras sugere um alinhamento direto entre o que se consome de dados e o que se deve pagar por eles. A criação de planos distintos, de fato, tornou o serviço mais barato para usuários que consomem pouco. Mas também escancarou o caráter limitado das redes, que enfrentam sérios gargalos a despeito de contínuos - e vultosos - investimentos em infraestrutura (apenas no caso da AT&T, foram 17 bilhões de dólares em 2009). A promessa de acesso ilimitado à internet de qualquer lugar, a qualquer momento, parece cada vez mais apenas isso: uma promessa.

A internet móvel é hoje o serviço que mais cresce no Brasil. Em março, pela primeira vez, os acessos por banda larga móvel ultrapassaram os acessos pela fixa - já são 11,9 milhões ante 11,8 milhões. Mas há diferenças entre o congestionamento verificado no Brasil e o nos mercados mais ricos. A principal delas é o crescimento das vendas dos modems 3G. Em todo o país, já são mais de 3,2 milhões de unidades. O que foi concebido como um serviço auxiliar, porém, acabou se tornando a principal porta de acesso à internet. "Os modems são hoje a internet principal de mais de 80% dos clientes", diz Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado e roaming da Claro. Os motivos são a pouca oferta e concorrência nos serviços de internet fixa, pelas redes de telefone ou de TV paga. Em média, usuários desses dispositivos chegam a consumir até dez vezes mais dados que os de smartphones, segundo as operadoras.

Embora no Brasil não existam planos ilimitados de dados no sentido estrito (usuários que ultrapassam a franquia pagam pelo tráfego excedente ou sofrem diminuição de velocidade), há mudanças em curso também por aqui. Desde o início do ano, as quatro maiores operadoras do país vêm realizando alterações em seus portfólios de internet móvel. Todas elas tornando mais nítido, de alguma maneira, o vínculo entre consumo e limite de franquia. Em uma cartilha produzida recentemente para ser distribuída entre clientes, a Vivo prega o "uso consciente" da internet móvel. "Quando o objetivo do acesso é utilizar um volume muito grande de dados (...) de forma frequente, a internet fixa é mais adequada", diz o manual. "É importante que os usuários saibam fazer uso inteligente das redes", afirma Hugo Janeba, vice-presidente de marketing da Vivo.

Mas a questão do afogamento das redes e do fim dos planos ilimitados não diz respeito apenas aos dilemas enfrentados pelas operadoras. O que está em jogo é o futuro de toda a internet móvel. Negócios inteiros foram construídos com a premissa de que, num futuro não tão distante assim, a banda larga móvel seria ilimitada. A lista é extensa e inclui desde aparelhos feitos para a internet, como o iPad, até serviços de transmissão de vídeos. "Podemos esperar um 'efeito psicológico' agora que as pessoas têm de estar atentas a seu consumo", diz Craig J. Mathias, analista do Farpoint Group, consultoria especializada em mobilidade com sede nos Estados Unidos.

Se um usuário precisa fazer as contas antes de acessar um vídeo pelo celular, por exemplo, é mais razoável imaginar que o YouTube vá perder muito da audiência que clica por impulso. "Existem mudanças no comportamento de navegação dos usuários, e precisamos ficar cada vez mais atentos a isso", diz Fernando Madeira, presidente do Terra. Em breve, a companhia deverá estabelecer parcerias com operadoras para transmitir serviços de streaming, como o Sonora, de música, em franquias de dados separados. "Será uma maneira de não consumir diretamente a franquia mensal dos usuários", afirma Madeira. Iniciativas como essa deverão se tornar cada vez mais comuns. Eis o provável legado do fim do bufê livre da internet móvel: clientes mais seletivos a cada prato que consomem.

Grupo PT. Acordo com brasileira Oi finalizado até meados de Setembro

Internacionalizações serão a meias com Oi. Empresa terá papel "igual aos outros" na banda larga do Brasil.

ionline - 14/08/2010

O acordo formal que vai marcar a entrada da Portugal Telecom (PT) no capital da Oi, e a entrada da operadora brasileira na estrutura accionista da PT, deverá estar concluído em meados de Setembro. A convicção é de Luiz Eduardo Falco, CEO da Oi, que também avançou à imprensa brasileira que "as expansões internacionais" das duas empresas "possam ser feitas na base de 50% para cada empresa". América do Sul e África, garantiu na quinta-feira passada, serão as geografias prioritárias para o crescimento das empresas.

A Oi, no âmbito do acordo celebrado com a Portugal Telecom, vai tornar-se a maior accionista da operadora portuguesa - com uma fatia de 10% -, substituindo assim os espanhóis da Telefónica enquanto parceiros de eleição de Zeinal Bava.

Banda larga não é certa
Apesar de ser apontado como um dos grandes atractivos do negócio entre a PT e a Oi, o Plano Nacional de Banda Larga no Brasil - que visa cobrir o país todo com esta infra-estrutura - não vai ser algo exclusivo da Oi/PT.

"A parceria é para todos, todos contribuirão", avançou no início do mês o presidente da Telebrás, empresa responsável pela gestão do plano. Segundo Cezar Alvarez, a Oi/PT terá o mesmo papel que qualquer outra operadora de telecomunicações, sublinhando que outras gigantes do mercado brasileiro estão interessadas no plano. "Não existirá jamais ''a'' empresa do plano, seria um desperdício não ter todas a contribuir", sublinhou também. "Nunca foi pensada uma terceirização exclusiva do plano", concluiu.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Telebrás diz que compartilhamento não funcionou

Criação da estatal para gerenciar infraestrutura do plano de banda larga confirma que desagregação de redes não se concretizou como fator de competição

m&m Online - 13/08/2010

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, que participou da ABTA 2010, praticamente admitiu que o unbundling (desagregação de redes), considerado, ao lado da portabilidade e da interconexão, o tripé que estabeleceria a competição da telefonia fixa, não aconteceu como esperado e desejado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Dos três elementos competitivos imaginados pela Anatel para a telefonia fixa, apenas a portabilidade numérica foi efetivamente implantada. O unbundling existe e as operadoras até fazem ofertas de compartilhamento de redes. Mas, efetivamente, a desagregação de redes nunca produziu os resultados esperados pela agência. A interconexão, terceira perna da concorrência na telefonia fixa, de fato, nunca chegou a ser acordada entre as operadoras fixas e móveis, que ainda divergem sobre as taxas que se pagam sobre o tráfego sainte e entrante em suas redes.

Assim, da mesma forma que o unbundling não se materializou para a oferta de voz fixa, também para a banda larga a desagregação, que poderia ser usada para a expansão do PNBL, não funciona.

Santanna disse que a separação da estrutura das redes dos respectivos serviços aos quais estão atreladas "depende da maturidade de cada mercado". O presidente da Telebrás citou alguns casos internacionais e disse que apenas a Inglaterra efetivou a desagregação das redes para que a competição se estabelecesse na última milha (last mille) entre incumbents (operadoras dominantes, proprietárias das redes) e entrantes (start-ups que começam do zero).

Na Inglaterra, o OfCom, órgão regulador independente do mercado de comunicações, conseguiu fazer com que houvesse a desagregação de redes porque o mercado britânico estava maduro para receber empresas entrantes e pela própria firmeza do OfCom como agência independente. O fruto do unbundling britânico é a alta competição, inclusive com a presença de operadoras móveis virtuais (MVNOs). O Reino Unido tem atualmente 29,5% de penetração de banda larga.

Nos EUA, ao contrário, o unbundling nunca foi cortejado pela Federal Communication Comission (FCC) assim como a Anatel o fez no Brasil. O mercado norte-americano é amplamente atendido pela alta capilaridade da rede de TV a cabo e isso, aliado à força da FCC, fez com que se estabelecesse a competição. Nos EUA, a densidade da banda larga chega a 26,4%.

Por fim, um outro modelo, da Austrália, em que as telecomunicações são dominadas pela Telstra, incumbent daquele país, o governo terá que construir uma outra empresa para oferecer acesso à banda larga em alta escala. Na Austrália, a penetração de banda larga é de 23,3%. Os dados sobre a penetração de banda larga são de dezembro de 2009 e foram publicados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no final do ano passado.

O presidente da Telebrás citou esses exemplos justamente por conta do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que, como a Austrália, terá uma empresa estatal própria - a Telebrás - para oferecer rede de transporte ao invés de trabalhar com a desagregação das redes das incumbents - Oi, Telefônica e Embratel.

O levantamento sobre banda larga da OCDE não inclui o Brasil. Segundo o portal Teleco, até o terceiro trimestre do ano passado, o Brasil tinha uma penetração de 5,8% de banda larga.
TIM descarta plano de fusão no Brasil

Convergência Digital :: 13/08/2010

A TIM Brasil reagiu aos rumores de possíveis fusões com uma comunicação interna. A informação foi dada aos funcionários da operadora por meio de uma carta assinada pelo presidente da tele, Luca Luciani. No documento, o executivo descarta uma possível fusão com a Vodafone ou com qualquer outra empresa. Os boatos surgiram em função das recentes movimentações do mercado local - a Telefônica incorporando a Vivo e a Portugal Telecom entrando no capital da Oi e a Embratel costurando sua integração com a Net.

Na carta, divulgada pela Agência Reuters nesta sexta-feira, 13/08, e que teve a sua veracidade confirmada pela empresa, Luciani garante que "os rumores sobre uma eventual associação entre Telecom Italia e Vodafone para atuar no Brasil, assim como outros que a imprensa publicou, são totalmente infundados". Também sustenta que "A TIM Brasil não está a procura de parceiros e o fortalecimento consistente da sua operação, trimestre a trimestre, comprova que ela está cada vez mais competitiva".

Os boatos sobre o futuro da TIM no Brasil ganharam força após a incorporação da Vivo à Telefónica - que deve acontecer num prazo de até 60 dias, em função de uma posição da Anatel, e da entrada a Portugal Telecom na Oi e da costura para integrar as empresas do grupo Telmex, em especial, entre Embratel e Net, e mais à frente, a Claro.

Isso porque para analistas, a tele teria ficado na 'berlinda', uma vez que não tem condições, no momento, de ofertar o pacote completo de serviços, já que não tem operação de TV por assinatura. Em contrapartida, a GVT, comprada pela Vivendi, não possui serviço de telefonia móvel, o que permitiria um 'casamento de interesses'. A situação da TIM poderia ainda abrir frente para uma operadora ainda não estabelecida no Brasil, como é o caso da Vodafone.

Na carta encaminhada aos funcionários da TIM, Luca Luciani, reiterou que a tele brasileira é o ativo que proporciona mais crescimento à controladora Telecom Italia e que as premissas para o segundo semestre são muito boas, com a empresa bem preparada e colhendo os frutos de melhorias de integração com a Intelig, operadora fixa de longa distância adquirida no fim de 2009.
Para Telebrás, projeto de banda larga do governo será um novo Plano Real

Brasil Econômico - 13/08/2010

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, defendeu ontem que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deve ser absorvido pelo próximo governo como medida essencial para o desenvolvimento do país.

Santanna disse que não foi procurado pelas equipes de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), candidatos da oposição à Presidência, e que o plano está fora das discussões políticas porque nenhum candidato possui alternativa à proposta do governo.

"Essa questão tem passado ao largo do debate político, até porque não há contraponto", diz.

Apesar de considerar que "eleições podem mudar tudo", Santanna argumenta que a necessidade de o governo ter um plano de banda larga é clara para todos os candidatos, embora possam existir divergências quanto à forma de implementá-lo.

"O Brasil aprendeu que é preciso preservar conquistas, como o Plano Real, que foi mantido pelo governo Lula. Não tenho dúvidas de que é preciso preservar a estratégia para ter infraestrutura barata".

Competição

Santanna voltou a dizer que a função da Telebrás será reduzir os custos de pequenos provedores à infraestrutura que dá acesso à internet, aumentando a oferta de serviços a consumidores finais.

"O papel é introduzir a concorrência onde não há. Hoje, 85% do mercado de banda larga está nas mãos da Net, da Oi e da Telefônica. O negócio é controlado por quem detém as redes de transporte", diz. A expectativa dele é que 2.135 pequenos provedores em operação no país possam usar a infraestrutura pública para levar conexão à internet em alta velocidade a residências.

Segundo o jornal português Diário Econômico, a Oi deverá ser escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para gerir o Plano Nacional de Banda Larga. "O governo tem interesse em priorizar os investimentos do Plano Nacional de Banda Larga por meio da Oi", declarou uma fonte citada pelo jornal. Ela frisou, no entanto, que "isso não quer dizer que a Oi terá o monopólio, pois existem outras empresas, grandes e pequenas, que também prestam serviços de banda larga".

De acordo com Santanna, a Telebrás está aberta a parcerias para a chamada última milha - trecho da rede que chega às residências. "Se a Telefônica quiser atuar fora de São Paulo, poderá usar a rede pública. Qualquer empresa pode ser parceira, basta baixar o preço".

Santanna diz que a recente decisão da Agência Nacional de Telecomunicações, que retomou o processamento de mais de mil pedidos de outorga de TV a cabo, faz parte das ações que a agência teria de fazer este ano para dar suporte ao plano.

Os primeiros editais da Telebrás para a compra de equipamentos serão colocados em consulta pública em agosto. A meta da empresa é conectar 100 cidades, além das capitais, à sua rede até o fim do ano.
Presidente da Telebrás completa 53 anos

Insight - Laboratório de Idéias

Há sete anos lutando por um plano que pudesse levar a inclusão digital a todos os brasileiros, independente da classe social e do lugar onde morassem, o gaúcho Rogério Santanna dos Santos, que completa hoje 53 anos de idade, está se tornando em uma figura ímpar no setor de telecomunicações brasileiro.

Estudioso, determinado, persistente e profundo conhecedor do assunto, é reconhecido internacionalmente por sua luta nesse mister e pelo sucesso de suas empreitadas na área de inclusão sócio-digital.

Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento entre janeiro de 2003 e maio de 2010, Santanna graduou-se em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1984. Em 1987 conclui a Especialização em Gerência e Engenharia de Software e, em 1996, a Especialização em Gestão Empresarial, ambas pela UFRGS. Dois anos mais tarde, em 1998, finalizou a especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas de Porto Alegre.

De 1992 a 2003, Rogério Santanna presidiu a Procempa (Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre), período durante o qual a entidade tornou-se a primeira empresa pública de processamento de dados a se transformar em uma empresa de telecomunicações, com outorga da Anatel. Durante esse tempo, também foi presidente do Conselho de Ciência e Tecnologia da Cidade de Porto Alegre. Em 2001, Santanna foi também vice-presidente de projetos especiais da Sucesu nacional e em 2003 assumiu seu cargo no governo federal.

No Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, Rogério Santanna também exerceu a função de Secretário Executivo do Comitê Executivo do Governo Eletrônico, devendo-se a sua liderança e iniciativas a implantação e o sucesso do Governo Eletrônico (gov.br), do Portal de Serviços e Informações de Governo (e.gov) e da maioria das demais ações de governo na área digital, incluindo a questão do software livre.

Como representante do Ministério, também é membro destacado do Comitê Gestor da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil) e conselheiro no Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.Br). Exerce, ainda, a Vice-Presidência do Conselho de Administração do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.Br).

Para conhecer um pouco de seu pensamento sobre a questão da banda larga e da inclusão digital, basta ler seu artigo "O Brasil precisa democratizar o acesso à banda larga", o qual está publicado no blog que mantém.

A indicação de seu nome para a presidência da Telebrás foi um reconhecimento à luta que travou nesses sete anos e uma garantia de que a empresa responsável pela condução do Plano Nacional de Banda Larga será dirigida por um profissional competente, experiente, reconhecido no meio e de largo conhecimento no assunto.

É sua intenção - expressa claramente em suas declarações públicas - que a Telebrás tenha uma gestão profissional, calcada em critérios técnicos e balizada pelos princípios da governança corporativa e da utilidade social.
Banda Larga: Paraná isenta ICMS de provedores que comprarem fibra óptica da Copel

Convergência Digital :: 13/08/2010

Acelerar a chegada de banda larga aos municípios paranaenses, utilizando fibras óticas da rede elétrica e oferecendo um preço mais baixo para acesso. É este o objetivo de um decreto assinado no dia 10 de agosto, pelo governador do Paraná, Orlando Pessuti, isentando de pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os pequenos provedores de internet desde que estes ofereçam serviços de acesso à web a preços populares – R$ 15 por conexão de 256 Kbps e R$ 30 pela de 512 Kbps, revela reportagem publicada no Guia das Cidades Digitais (www.guiadascidadesdigitais.com.br)

O decreto prevê que a internet deve ser comprada da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que atualmente tem fibra ótica chegando a 227 dos 399 municípios paranaenses, e faz parte de um acordo costurado pelo governo estadual e pela Copel para disseminação da banda larga no Estado.

Além de isentar de ICMS os pequenos provedores, o acordo prevê redução na margem de lucro da Copel quando a venda de acesso à internet for feita para pequenos provedores e prefeituras com projetos de Cidades Digitais. Nestes casos, o megabit por segundo será vendido por R$ 230.

O acordo entre o governo paranaense e a Copel vai, na prática, adiantar-se ao oferecimento de acesso que o próprio Plano Nacional de Banda Larga faria, tão logo a Telebrás, responsável por sua execução, esteja operante. Assim, não seria mais óbvio aguardar um pouco mais e deixar a Telebrás fazer o serviço? Para Carlos Eduardo Moscalewsky, diretor da Copel, a iniciativa se justifica.

"Demanda um investimento alto e um tempo longo até a Telebrás poder se tornar operacional, começar a oferecer serviços nessas cidades menores", acredita o executivo. "A verdade é que a Telebrás não está nas cidades em que estamos vendendo", continua. "É um programa interessante e socialmente justo. Resolvemos aproveitar a potencialidade", completa.

Segundo ele, a Copel hoje já concentra o oferecimento de internet no Paraná, tendo redes de alta capacidade chegando em 227 municípios, que representam 90% da população do Estado. Até o final do ano serão 240 municípios paranaenses e, em três anos, a Copel pretende chegar a todas as cidades do Estado.

De acordo com Moscalewsky, a cada cidade a que chega, a Copel cria um POP (ponto de presença) gigabit, ou seja, de capacidade de transmissão de pelo menos um gigabit por segundo, alta para os padrões praticados em cidades pequenas.

Ele garante que os municípios terão direito de comprar internet mais barata da companhia, bastando para isso comprovar que tem ou está implementando um programa de Cidade Digital, com telecentros, acesso internet nas escolas, etc. "O município precisa fornecer parte da internet para esses programas para poder usufruir da redução de preço que a Copel vai praticar", explica o diretor da empresa.

A municipalidade ou o pequeno provedor não precisará se preocupar com a chegada do sinal até si (a Copel entrega no provedor ou na prefeitura), tendo que cuidar apenas da última milha. Além de satisfazer uma necessidade cada vez maior de internet e de conseguir atender ao pedido do governo estadual que procurou se antecipar ao governo federal, a Copel enxerga no projeto uma vantagem competitiva para a própria empresa.

Com mais clientes, sejam provedores ou prefeituras, a Copel também comprará mais sinal de internet no atacado e, com isso, pode ter vantagens para negociar. "Na medida em que somos concentradores de rede cada vez maior, podemos ter melhores condições de compras e conectividade aos backbones internacionais", resume Moscalewsky.
CONSEGI 2010 acontecerá em Brasília, de 18 a 20 de agosto

Insight - Laboratório de Idéias

O III Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico (CONSEGI 2010) acontecerá de 18 a 20 de agosto, em Brasília-DF. O evento é promovido pela Escola de Administração Fazendária (ESAF) do Ministério da Fazenda em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO).

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O CONSEGI é realizado anualmente desde 2008 e já na primeira edição valorizou o papel do software livre para o desenvolvimento de serviços e funcionalidades para o cidadão desde a esfera pública. Neste ano, o tema é a Computação em Nuvem, descrita no projeto institucional do evento como um modelo tecnológico em que recursos como programas, espaço de armazenamento e ambientes web, por exemplo, são oferecidos em um conjunto virtual hospedado em redes de grande capacidade.

Entre os palestrantes convidados estão grandes personalidades da Tecnologia da Informação, como Linus Torvald (criador do Linux) e Guido van Rossum (Google), além de representantes das melhores iniciativas nacionais na área, como o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, e o coordenador de pós-graduação da COPPE/UFRJ, Geraldo Xexeo.

A exemplo das edições anteriores, foi eleito um país focal, selecionado pelas inovações que tenha realizado na área de TI em cooperação com o Brasil. Em 2010, a Coréia do Sul é o destaque, com base no forte investimento em educação que fomentou grande aperfeiçoamento tecnológico em diversas áreas.
Projeto que garante banda larga a escolas públicas está pronto para ir a plenário

Rádio Câmara - 09/08/2010

Já está pronto para inclusão na pauta do plenário projeto (PL 1481/07) que prevê a utilização de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações na ampliação do acesso à internet em banda larga.

A prioridade da proposta é garantir a banda larga em todas as escolas públicas até 2013. O texto também obriga a oferta de um computador com acesso à internet para cada grupo de dez alunos, nos diferentes turnos escolares.

Conforme o texto aprovado na comissão especial que analisou a matéria, o Ministério das Comunicações deverá fixar anualmente, até 2013, a parcela dos recursos do Fust que será aplicada para execução da meta estabelecida.

A proposta chegou a ser incluída algumas vezes na pauta do plenário no final do semestre, mas não houve acordo para sua votação. Para o deputado Antonio José Medeiros (PT/PI), o Congresso já está atrasado na regulamentação do projeto.

"Há muitos anos existe o Fust, que é um fundo de telecomunicações, e 30% desse fundo devem ser gastos em educação, em informática educativa. A expansão da banda larga para todas as escolas públicas estaduais e municipais é uma necessidade urgente, uma vez que através de vários programas, nesses últimos anos, o governo federal, em convênio com prefeituras e governo estadual, implantou laboratórios de informática na grande maioria das escolas."

O texto do projeto também prevê a universalização do acesso à internet para pessoas de baixa renda. O deputado Alexandre Cardoso (PSB/RJ) considera esse acesso um instrumento importante no combate a um eventual apagão profissional no País.

"O que eu estou defendendo? É que tenha recursos para se implantar a internet pública em todo o território brasileiro. Agora, não é só para ter a internet. Você tem que botar um programa de qualificação profissional a distância, semipresencial, dentro da internet."

Alexandre Cardoso considera inadmissível que as famílias de baixa renda não tenham acesso à internet porque o instrumento existe justamente para facilitar a vida das pessoas.
Infraestrutura e neutralidade de rede na pauta do Fórum Brasil Conectado

Na reunião serão discutidas 17 ações do PNBL, entre elas, a criação de um modelo de licitação, qualidade da banda larga e neutralidade da rede.

Tele.Síntese - 13/08/2010

Criar um modelo de licitação que pontue, nas licitações de radiofrequência, obrigações de interesse público (instalação de infraestrutura, menor preço para usuário final, maior oferta de capacidade, etc.) em vez da maior oferta de preço. Regulamentar e monitorar parâmetros de qualidade da banda larga, de maneira a disciplinar padrões para o cumprimento da taxa de transmissão contratada, bem como preservar os princípios da neutralidade da rede. Estabelecer os critérios pelos quais a Telebras vai atender usuários finais, dentro do princípio da intervenção mínima, de maneira que a empresa atue no mercado de acesso o menos possível.

Essas são três das 17 ações do Plano Nacional de Banda Larga a serem debatidas, dentro de 11 sessões temáticas, no próximo encontro do Fórum Brasil Conectado, entre os dias 24 e 26 de agosto, em Brasília. A maior parte das sessões é relacionada a temas de infraestrutura – compartilhamento de dutos e fibras, implantação de backbone, integração da rede nacional com a dos entes federados, integração de PTTs.

O fórum também vai debater ações relacionadas a estímulos (isenção de impostos) para baratear o acesso em banda larga. Uma das propostas é oferecer taxa de transmissão mínima de 512 kbps, com possibilidade de franquia mínima para download de 150 MB, a um preço mensal de até R$ 10,00 (dez reais), excluído o ICMS, indiscriminadamente a todos os usuários, em toda a área de prestação do serviço pela operadora, de forma autônoma (desvinculado de modem) e não condicionado à prestação de outros serviços.

O fórum é, na prática, a maneira encontrada pelo governo para garantir que as partes interessadas expressem suas posições sobre as ações a serem realizadas pelo Plano Nacional de Banda Larga. Não tem poder de decisão, mas é um dos canais de comunicação entre o governo e a sociedade. Conta com representantes de cerca de 60 associações, sindicatos, empresas, órgãos do governo federal e outras partes interessadas, como o Banco Mundial.

As sessões temáticas definidas pelo governo, assim como as aspirações relacionadas a cada uma delas, as ações propostas e as dificuldades envolvidas podem ser consultadas no ambiente criado pelo Fórum da Cultura Digital para a formulação de propostas ao PNBL. http://culturadigital.br/pnbl/
A explosão da Banda Larga

Uma revolução está para acontecer neste país. Ela se chama Banda Larga. Seja pelo Plano Nacional de Banda Larga, seja pelas empresas privadas, o Brasil não pode mais se dar ao luxo de ocupar a 66ª posição no ranking mundial elaborado pela Ookla, empresa responsável pelo teste online Speedtest, o Net Index que classifica os países de acordo com os testes de velocidade feitos por usuários domésticos de banda larga. Não dá mais. Todos os investimentos, planos de desenvolvimento, convergências e modelos de negócios das operadoras de TV paga, Teles, provedores de internet e TV aberta Digital para os próximos anos, perpassam pela infra-estrutura de Banda.

Este foi o tema do 3º Painel no congresso da ABTA, realizado em São Paulo nos dias 10, 11 e 12 de agosto/10. A mesa de debates contou com a presença de representantes das principais operadoras do mercado de TV paga e Banda Larga no país, e também, com a participação do presidente da Telebrás, Rogério Santana, questionado várias vezes sobre o PNBL.

Na abertura do Painel, Carlos Kirjner, um dos responsáveis pela estruturação do plano de banda larga nos EUA, apresentou os principais fatores que levaram aquele país a ocupar um lugar privilegiado no fornecimento de Banda Larga. Atualmente, 95% da população americana têm acesso a Banda Larga. Este sucesso se deu devido a dois fatores importantes: a competição entre as empresas privadas e a utilização da infra-estrutura do setor de telefonia que veio se desenvolvendo desde o século XIX. Kirjner faz algumas críticas ao PNBL brasileiro, principalmente à criação de uma empresa estatal para atuar no setor. Para ele, uma empresa governamental poderá comprometer o nível de investimentos das operadoras privadas.

Entretanto, a posição da Telebrás é firme neste sentido, e aposta no PNBL para ampliar a concorrência no setor e, principalmente, atender as cidades que não são comercialmente atraentes para as grandes ou pequenas operadoras. Veja vídeo abaixo.




Se as grandes operadoras são desfavoráveis ao PNBL, as pequenas prestadoras do serviço de TV a cabo e acesso a Banda Larga não. Muito pelo contrário, esperam ansiosamente a concretização do plano para que possam competir no mercado. “Pela primeira vez, vamos poder competir com as grandes”, afirmou Aldo Roberto Silva, gerente geral da Cabo Natal.

E há um mercado enorme para aqueles que queiram entrar no negócio. Ana Luiza de Melo, gerente de regime geral da Anatel, apresentou dados animadores. Desde 2000 pouquíssimas outorgas de TV a cabo foram liberadas pela Anatel. Entretanto, a agência reguladora retomou a liberação de outorgas a cerca de 900 municípios e ainda está analisando o processo de mais de 1000 pedidos que estavam parados. Em sua fala, Ana Luiza instigou os presentes a investirem em novas empresas, apresentando dados de regiões do país onde a prestação de TV a cabo é baixa ou inexistente.

O presidente da Telebrás ainda afirmou que até o final do ano, 100 cidades já contarão com PNBL, sendo assim possível, estabelecer novas empresas e concorrência em um setor tão importante para o desenvolvimento do país.
Banda larga lenta

Folha de São Paulo - 13/08/2010

É oportuna a consulta pública promovida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para discutir regras básicas, hoje inexistentes, para o serviço de banda larga móvel no país.

Trata-se da principal tecnologia usada no Brasil para se ter acesso à internet com alta velocidade de dados. No primeiro semestre deste ano, pela primeira vez o número de usuários dos serviços 3G superou o daqueles que utilizam a banda larga fixa. Estima-se que neste ano 18 milhões de pessoas se conectem à rede dessa forma.

Ainda é muito precário, no entanto, o serviço oferecido pelas maiores operadoras do país. Quase nunca a velocidade anunciada corresponde à qualidade de conexão a que os consumidores efetivamente têm acesso.

Em testes realizados pela reportagem desta Folha, o recebimento de dados não ultrapassou 60% da velocidade contratada, nos momentos de maior fluidez. Não é incomum que downloads não atinjam a metade da rapidez prometida. O serviço também é instável, com grande variação da velocidade de recebimento de dados e quedas frequentes de conexão.

Alguma oscilação na qualidade de acesso à internet é inevitável. Os aparelhos que ligam os computadores portáteis à rede estão sujeitos a fatores externos, como condições climáticas, distância da antena ou número de usuários simultaneamente conectados.

Isso, contudo, não justifica que não se atinjam padrões mais elevados de qualidade. A Anatel propõe que a prestadora garanta, nos horários de maior uso, pelo menos 30% da velocidade máxima prevista no plano. Nos de menor tráfego, 50%. Está previsto o aumento gradativo dos percentuais exigidos, a partir da implementação das novas regras.

A consulta se encerra no dia 26 deste mês. Uma vez concluída a necessária etapa de debate público, é dever da agência implementar o novo conjunto de regras o mais rápido possível.
Na ABTA, Santanna evita responder detalhes do PNBL pelo fato de que "a Telebrás é uma companhia de capital aberto"

Perto das eleições, plano de banda larga segue indefinido


Telebrás quer ter 100 localidades conectadas até o fim do ano, mas ainda não tem rede funcionando

O Estado de S.Paulo - 13/08/2010

Três meses depois de ter sido instituído por um decreto da Presidência da República e a apenas dois meses das eleições, o Plano Nacional de Banda Larga continua cheio de indefinições. Ontem, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, voltou a dizer que a primeira meta é levar a conexão a 100 cidades brasileiras ainda neste ano, mas não explicou quando nem como o serviço será implementado nesses municípios. "O decreto só estabelece grandes diretrizes. É no Fórum Brasil que vamos detalhar o plano", justificou Santanna. A estatal é responsável por implementar o plano.

O fórum, instalado em junho, tem seis meses para estabelecer metas de curto, médio e longo prazo. Entre as primeiras cidades a receber o serviço estarão 15 capitais. As demais serão escolhidas com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e na existência de "projetos sociais interessantes". Essa lista ainda não foi definida.

Durante evento da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Santanna se esquivou de responder perguntas que exigiam algum detalhamento do plano, justificando não poder falar porque a Telebrás é "uma companhia de capital aberto".

Ao lado de Santanna, estava o brasileiro Carlos Kirjner, que participou da elaboração do plano americano de banda larga. Kirjner disse que, nos EUA, a criação de uma "TeleUSA" está fora de cogitação. "Não há respaldo legal para isso e a perspectiva é de que o setor privado tem a capacidade de investir. O papel do governo é se voltar para saúde, educação e segurança."

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Presidente da Telebrás crê que a telefonia móvel tem um papel importante na universalização da banda larga

"O fio de cobre vai derreter", diz Marcio Carvalho, da Net

Teletime - 12/08/2010


A recente decisão da Anatel, de reduzir de 190 MHz para 50 MHz o espaço ocupado pelas empresas de TV por assinatura em MMDS e destinar esse espectro para as empresas de telefonia móvel causou polêmica no primeiro painel do último dia da ABTA. O presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, aproveitou a presença do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, para se queixar da decisão da agência. "Essa medida da Anatel está na contramão de um plano nacional de massificação da banda larga. A plataforma MMDS poderia ser a solução para levar pay tv e banda larga de uma forma que as soluções das teles móveis levarão anos para prover", disse.

Santanna, no entanto, crê que a telefonia móvel tem um papel importante na universalização da banda larga. "Há um espectro ocioso (na faixa de 2,5 GHz), que acabou não se materializando em serviços para o usuário, assim como existe uma demanda mundial por espectro. A possibilidade de termos mais soluções wireless para ampliar a última milha é fundamental", disse, ressaltando que ele não tem como falar pela Anatel e que a agência, provavelmente, tem estudos para ter tomado a decisão que tomou.

Em linha com Santanna, o consultor Carlos Kirjner, um dos idealizadores do plano de banda larga americano, afirmou que a mobilidade é a bola da vez. "As pessoas valorizam mais a conexão móvel em seus smartphones e iPads do que links de 40 Mbps ou 50 Mbps", disse.

O contra-ataque veio com Marcio Carvalho, diretor da NET, que concorda que a mobilidade é importante, mas aposta que na era de convergência de serviços, onde o vídeo se destacará como o principal serviço, os links de maior capacidade prevalecerão. "O fio de cobre vai derreter, pois não vai conseguir entregar tudo", disse.

Para Kirjner, é impossível estabelecer um cenário competitivo apenas com fibra, por outro lado a telefonia móvel consegue entregar 5 Mbps ao assinante e atendê-lo nos próximos cinco anos. Carvalho, no entanto, alerta. "A demanda do futuro não será a mesma de hoje".
Telebrás publicará editais do PNBL em setembro

A estatal, responsável pela infraestrutura (backbone) que pretende popularizar a banda larga, não foi procurada por nenhuma operadora

M&M Online - 12/08/2010

A Telebrás, empresa estatal que foi reativada para gerenciar o backbone nacional (infraestrutura da rede de fibras ópticas de 16 mil Km da Eletronet que se somará a outras redes conforme acordos futuros), deve publicar, ainda em setembro, os quatro editais para as licitações de aquisição de equipamentos - roteadores, transmissores, estações radiobase (ERBs) e antenas - para começar a viabilizar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, que esteve nesta quinta-feira 12 na ABTA 2010, disse, no entanto, que, exceto pela Oi, que manifestou interesse pelo PNBL, nenhuma outra operadora procurou a estatal para se informar ou negociar eventuais acordos.

Nessa primeira fase, pós-licitação, a Telebrás deverá "acender" a rede de fibras ópticas, fase na qual a rede é ativada. O objetivo é levar o backbone a 100 cidades e mais 15 capitais até o final do ano. Numa segunda fase, a Telebrás desenvolverá o backhaul (camada de rede que fica entre o núcleo ou backbone e o acesso à casa do cliente).

O custo do backbone da Telebrás é de 10% do investimento total programado para tornar operacional o PNBL. Para o backhaul, calcula-se que a Telebrás deve investir entre 30% a 40% do programado. Pelas metas, o plano prevê a implantação, até 2014, de links de banda larga em 4.278 localidades e os investimentos são estimados, para todo o plano, em R$ 15 bilhões. Esses links serão usados para fornecer transporte de dados, ou seja, o PNBL não oferecerá a última milha (last mille) ao usuário final. O acesso de banda larga do PNBL,portanto, terá que ser contratado de provedores que contratarem os links da Telebrás.

Monopólio das teles

"O backbone público introduz concorrência onde não há. Cerca de 85% do market share de banda larga, atualmente, pertence à Oi, Embratel/NET e Telefônica. Somadas as operações da GVT e da CTBC, esse market share chega a 94%. O backbone público da Telebrás deve ativar a concorrência na rede de transportes", afirma o presidente da Telebrás. Assim como ocorria antes na telefonia, as principais operadoras de telefonia detêm o monopólio do fornecimento de acesso de banda larga.

Santanna diz que apenas 184 cidades brasileiras (acima dos 100 mil habitantes), que concentram 83 milhões de pessoas, são plenamente atendidas por vários concorrentes. Outros 2.135 municípios brasileiros têm apenas uma operadora para prover serviços de banda larga. E os mais de 3 mil municípios restantes não têm nenhuma alternativa na oferta de banda larga.

As 100 primeiras cidades escolhidas para inaugurar o PNBL serão apuradas segundo alguns critérios como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a proximidade entre o backbone e a localidade até a distância de 50 Km, o interesse da respectiva prefeitura em ter essa infraestrutura e conforme as determinações do Fórum Brasil Conectado (aberto à participação pública). No máximo, de acordo com o presidente da Telebrás, em dois meses devem ser anunciadas essas 100 cidades. O PNBL deve chegar ao usuário final a R$ 35, nos cálculos da Telebrás. Atualmente, o preço de entrada médio para uma assinatura de banda larga a 256 Kbps gira em torno de R$ 96.

Rogério Santanna participou do painel "A Explosão da Banda Larga" no último dia de realização da ABTA 2010, evento que reúne os players de TV paga e telecomunicações e que ocorre em São Paulo entre os dias 10 a 12 deste mês.
"O imposto é um tapete onde a sujeira é varrida para baixo", ataca Santanna

Teletime - 12/08/2010


O diretor-executivo de clientes residenciais da Telefônica, Fabio Bruggioni, e o diretor de produtos e serviços da Net, Márcio Carvalho, aproveitaram a presença do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, no primeiro painel do último dia da ABTA para externar uma reivindicação recorrente no setor: a necessidade de redução da carga tributária para a massificação dos serviços. "Um dos principais entraves para o crescimento dos serviços são os impostos, responsáveis por 40% do valor da tarifa dos clientes", reclamou Carvalho. "Bastou o governo paulista adotar uma redução de impostos que conseguimos oferecer banda larga popular por R$ 29", acrescentou. Bruggioni concordou com o colega, apesar de acreditar que a redução de impostos não é a solução para todos os problemas. "Fizemos recentemente um estudo que mostrou que 35% das pessoas sem banda larga não contratariam o serviço nem que ele fosse oferecido por R$ 10", disse.

Até aí, nenhuma novidade. O que ninguém esperava era a resposta ríspida do presidente da Telebrás. "O imposto é um tapete onde a sujeira é varrida para baixo", atacou. "O serviço popular no Brasil custa, em média, R$ 28. Sem os impostos seria R$ 16, ainda o dobro do praticado na Europa, que é equivalente a R$ 7", comparou.

Santanna acredita que essa é uma questão complexa, que merece uma discussão mais ampla e uma reforma política. "Não houve presidente até hoje que conseguisse emplacar a reforma tributária", disse. "Temos de trabalhar juntos para viabilizar isso", acrescentou.
"Governo e indústria devem trabalhar juntos para massificar a banda larga", diz Carlos Kirjner

Teletime - 12/08/2010


Brasileiro que teve papel central na formulação do Plano Nacional de Banda Larga dos EUA, o consultor Carlos Kirjner esteve presente no painel de abertura do último dia da ABTA para compartilhar sua experiência como "senior advisor" da FCC (Federal Communications Commision) no maior mercado do mundo.

Como uma missão praticamente impossível, de resumir em alguns minutos as 400 páginas, 17 capítulos e 200 recomendações do projeto, anunciado em março passado, ele preferiu destacar alguns pontos do plano que julga importantes e até "inspiradores" ao Plano Nacional de Banda Larga brasileiro.

Adoção

Segundo Kirjner, se a inclusão digital é um objetivo nacional, é fundamental que a indústria e o governo trabalhem de forma conjunta para levar a banda larga às camadas mais pobres. E o consultor acredita que a inclusão não é apenas uma prioridade de política pública porque também interessa à iniciativa privada. "Se a penetração da banda larga nas camadas mais ricas já é alta, a única forma de se manter um crescimento sustentado é levando o serviço para os mais pobres também, com renda inferior a um ou dois salários mínimos", explica. De acordo com ele, um contingente considerável, 20% da população brasileira, vive com menos de meio salário mínimo por mês. "Nos EUA, 30% do povo não está conectado. Estamos falando de 100 milhões de pessoas, que não estão na web, em sua maioria, por razões financeiras", acrescenta.

Por isso, diz Kirjner, antes de pensar em massificar a banda larga, era preciso universalizar a telefonia fixa. Foi destinado US$ 1,2 bilhão por ano para subsidiar a telefonia para as pessoas que se encontram abaixo da linha da pobreza. O plano de massificação funcionou é 98% da população possui telefone em casa. "A banda larga entra aí como a 'sobremesa', pois 95% dessas residências podem agora ter acesso à Internet via xDSL", acrescenta.

Banda larga aberta

O outro ponto fundamental do plano norte-americano de banda larga citado por Kirjner é o que ele chama de "banda larga aberta". Trata-se de um link mínimo oferecido de forma gratuita pela operadora. "A tele, neste caso, financia o serviço por meio das propagandas. Parece inviável, mas determinados setores acreditam muito neste plano", diz.

Disponibilidade

O terceiro e último ponto destacado é a disponibilidade ou alcance da rede. "Convém perguntar como os EUA chegaram a 95% da população com pelo menos 1 provedor de banda larga no qual pode se conectar? Como 285 milhões de habitantes podem se conectar a serviços de 4 Mbps ou mais?", indaga o especialista, que em seguida responde a questão. "Os números são grandes pois o programa de universalização da telefonia funcionou", diz.

Segundo Kirjner, foi instituído nos EUA um fundo como o FUST brasileiro, de US$ 23 bilhões, subsídio integral para o serviço de banda larga, uma vez que as operadoras gastam US$ 32 bilhões entre custo inicial (US$ 15 bilhões) e operacional (US$ 17 bilhões), porém obtém receitas estimadas de US$ 8,9 bilhões. Kirjner aproveitou para criticar o PNBL brasileiro, cujo foco está bastante voltado ao backbone. "Desses gastos, apenas 5% são no backbone. A maioria dos custos é na rede de acesso e operação. Mesmo que no Brasil o backbone seja cinco vezes mais caro ainda representaria somente 25% do total do investimento", diz.

Não menos importantes

Kirjner também considera outros pontos importantes no plano americano, tais como ações que estimulem a competição entre as teles; a revisão e mudança dos direitos de passagem de cabos e de estações radiobase; transparência e ações de longo prazo; reforma de regras de atacado (backhaul) e de uso de microondas; competição entre fabricantes de set-top-boxes; e desenvolvimento de aplicações para os usuários finais. "Não adianta ter fibra se não há um sistema de saúde pública ou de educação para as escolas", finalizou.
Para Rogério Santanna, PNBL independe do próximo presidente

Teletime - 12/08/2010


Uma das preocupações do governo norte-americano na elaboração do seu plano nacional de banda larga foi que ele não pudesse sofrer alterações ao longo das sucessões presidenciais, de acordo com o brasileiro Carlos Kirjner, que participou da equipe que elaborou o plano dos EUA. "É importante que as medidas que estão sendo tomadas hoje levem em conta que o poder vai mudar", argumenta ele, lembrando que na Austrália a oposição ameaça alterar o plano caso seus representantes sejam eleitos.

Esse é um assunto que não preocupa o presidente da Telebrás e idealizador do PNBL brasileiro, Rogério Santanna. Segundo ele, até agora na disputa eleitoral nenhum candidato chegou a se manifestar sobre o PNBL. Para Santanna questões importantes de outros governos foram mantidas em sucessões presidenciais anteriores, como é o caso do Plano Real. "A sociedade brasileira já aprendeu que é preciso preservar as boas ações dos governos anteriores", afirma.

Em relação à ação do DEM que alega inconstitucionalidade do PNBL, Santanna acredita que ela não será vitoriosa. "Em se tratando do DEM acho que isso não é um risco porque o partido está se desintegrando".

Telebrás

Mas não é apenas essa a diferença que existe entre o plano brasileiro e o norte-americano. Talvez a diferença mais relevante no caminho tomado pelo Brasil seja o uso de uma empresa pública para oferecer redes de transporte nas cidades carentes de infraestrutura. Segundo Kirjner, nos EUA o custo da infraestrutura é em torno de 5% do custo total para levar a banda larga à população sem acesso.

Santanna estima que no Brasil o custo com redes de transporte (backbone e backhaul) seja em torno de 40%. Ou seja, o Brasil tem uma realidade diferente da americana, o que, segundo Santanna, justifica a criação de uma rede pública. "O negócio de banda larga é controlado por quem detém a rede de transporte. O papel da Telebrás é introduzir um backbone neutro que possa ser usado por quem que seja", afirma.

Pequenos provedores

Outra diferença entre os planos brasileiro e norte-americano é o papel do pequeno provedor. Nos EUA não há nenhum tipo de incentivo previsto para eles. "A estratégia nos EUA não depende dos pequenos provedores, porque a gente acha que o mercado será concentrado nos players que tem escala e escopo", justifica Carlos Kirjner.

Já no Brasil, os pequenos provedores tem papel importante no plano. A idéia do governo é que a disponibilização de infraestrutura de baixo custo em cidades onde só existe a rede da incumbent vai viabilizar o negócio para as pequenas empresas.

Tamanho

O plano dos EUA tem 400 páginas distribuídas em 17 capítulos que tratam de temas mais diversos como privacidade, neutralidade de rede, direito de passagem entre outros. Além disso, cinco meses após seu anúncio, a FCC segue detalhando a parte técnica do projeto. No Brasil, o PNBL se materializou através de um decreto do presidente Lula que reativou a Telebrás. Carlos Kirjner, entretanto, foi cuidadoso ao deixar claro que os mercados são bastante diferentes e por isso não é possível transpor a solução de um mercado para outro. "Mas a experiência internacional tem valor", ressaltou.

Santanna explicou que o decreto que ressuscitou a Telebrás cria as condições gerais do plano e que todos os detalhes serão discutidos no Fórum Brasil. "Estamos falando de mercados diferentes e maturidade diferente. Aqui o mercado é concentrado em menos de 200 cidades. Os países que tiveram sucesso em tecnologia criaram as suas próprias soluções", afirma.
Presidente da Telebrás nega que a Oi irá ter privilégios no PNBL

Insight - Laboratório de Idéias

Em reportagem publicada hoje pelo boletim Convergência Digital, ao ser questionado sobre o papel da Oi no PNBL - a operadora tem uma capilaridade significativa - Santanna afirmou que a concessionária será tão parceira como qualquer outra que venha a ter interesse de participar do programa. "A capitalização da Oi, com a entrada da Portugal Telecom, poderá nos ajudar no sentido que a empresa poderá retomar investimentos em rede. Mas não há qualquer privilégio. Se a Telefónica quiser nos usar para entrar no Nordeste, por exemplo, estaremos preparados para atuarmos em sintonia", sustentou.
PNBL deveria ter a relevância do plano Real na campanha eleitoral

Convergência Digital :: 12/08/2010

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, ao participar de painel na ABTA 2010, admitiu que o Plano Nacional de Banda Larga não está na pauta dos candidatos à sucessão eleitoral, ao ser indagado se a iniciativa seria mantida caso os candidatos de oposição, José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do PV, venham a vencer o pleito de outubro. E lamentou a ausência de debate público sobre o tema.

"Estou convicto que o PNBL é estratégico para o futuro do Brasil e será sustentado pelos candidatos de oposição como o foi o Plano Real, pelo Governo Lula. A banda larga é e será cada vez mais essencial para a competitividade do país globalmente. Sem ela, as empresas brasileiras perderão negócios e oportunidades. É questão de sobrevivência estar no jogo", sustentou Santanna.

Mesmo ciente da relevância da banda larga para o projeto de expansão do país, o presidente da Telebrás admitiu que o futuro do PNBL - em caso de mudança de governo - não está delineado pela oposição. "O que me parece é que banda larga não está na lista de prioridade da campanha. Me parece uma questão absorvida pelos candidatos, que pouco tocam no assunto. O PNBL, no entanto, é uma estratégia de curto, médio e longo prazo", reforçou.

Do ponto de vista do governo Lula - que termina seu mandato no final do ano - Santanna assegurou que a proposta desenhada para o PNBL está sendo posta em prática e a meta de levar conexão para 100 cidades, via backbone da Telebrás, será cumprida até dezembro. Lembrou ainda que todas as medidas que estão sendo tomadas pela Anatel - como a revisão das outorgas de cabo e/ou a realocação de espectro, como foi feito, agora com o 2,5GHz - estão, sim, condicionadas às diretrizes do PNBL.

"O governo com todos os seus meios,entre eles a Anatel, tenta agilizar o cumprimento desse objetivo. Fato é que infraestrutura barata é crucial e o backbone público é o único meio de levar concorrência para onde, hoje, ela não existe", disse Santanna, remorando que, atualmente, a banda larga é competitiva em pouco menos de 200 cidades do país, com um preço de serviço ainda muito acima do desejado.

Em cerca de 2000 localidades, salientou, ela é monopolizada e ofertada pela concessionária de telefonia, e em pouco mais de 3000 municípios, o serviço simplesmente não chega por falta de interesse comercial das prestadoras privadas. "Não se muda esse cenário de um dia para o outro, mas é preciso, sim, tratar infraestrutura de banda larga como essencial".

Confrontado mais uma vez sobre a necessidade de se ter uma empresa estatal para conduzir o PNBL, Santanna reafirmou que mais de 40 milhões de brasileiros permanecem sem qualquer chance de acesso ao serviço porque as prestadoras privadas não têm interesse de atendê-los e que é política pública de governo levar o acesso para essa população. "Se o mercado não quer atender,nós temos que fazer", disse.

Questionado ainda sobre o papel da Oi no PNBL - a operadora tem uma capilaridade significativa - Santanna afirmou que a concessionária será tão parceira como qualquer outra que venha a ter interesse de participar do programa. "A capitalização da Oi, com a entrada da Portugal Telecom, poderá nos ajudar no sentido que a empresa poderá retomar investimentos em rede. Mas não há qualquer privilégio. Se a Telefónica quiser nos usar para entrar no Nordeste, por exemplo, estaremos preparados para atuarmos em sintonia", sustentou.

E sem perder o seu viés crítico, o presidente da Telebrás sinalizou que desde o anúncio do PNBL e da retomada da Telebrás, os custos de conexão já tiveram uma redução significativa no Brasil. "A possibilidade da concorrência já estimulou ações voltadas para a queda do custo. Isso é muito bom para o usuário, para o pequeno provedor, mas queremos mais e vamos trabalhar para isso", completou. Rogério Santanna participou do debate " A explosão da Banda Larga", realizado nesta quinta-feira, 12/08, na ABTA, evento do setor de TV por assinatura,na capital paulista.
Expectativa de banda larga na Oi leva PT a subir mais de 1%

As acções da operadora portuguesa sobem mais de 1% com a possibilidade do governo brasileiro escolher a Oi para gerir a rede de banda larga no Brasil.

Jornal de Negócios - 12/08/2010


Caso a Oi seja a escolha do presidente Lula da Silva, o projecto da operadora poderá receber apoios estatais de 27 mil milhões de reais (11,8 mil milhões de euros), noticia a edição de hoje do "Diário Económico".

Para o BPI, esta notícia tem um impacto "potencialmente positivo" para a Portugal Telecom e "potencialmente negativo" para a Telefónica.

A escolha da Oi "poderá impulsionar o seu negócio de banda larga e permitir à empresa capitalizar os conhecimentos da PT no negócio de banda larga e IPTV".

No entanto, os analistas do BPI sublinham que existe ainda um elevado nível de incerteza em torno deste negócio.

No início do ano, o governo brasileiro anunciou que pretendia investir 20 mil milhões de reais na estatal Telebras para a implementação do Plano Nacional de Banda Larga e vender os serviços por metade do preço que é cobrado pelas operadoras locais.

O plano que envolve a Telebras, envolve também outras operadoras. Já a possível escolha da Oi iria reduzir a participação de outras empresas e penalizar operadoras como a Telesp e a Vivo.

"Acreditamos que existem alguns riscos para as operadoras brasileiras, tanto fixas como móveis, e por agora é difícil perceber qual vai ser o impacto das eleições presidenciais (que vão ter lugar em Outubro) neste negócio", escreve o BPI.

As acções da PT sobem 1,18% para os 8,61 euros.
Lula prefere a Oi para gerir a banda larga no Brasil

O Presidente brasileiro deverá escolher a Oi para gerir a futura rede de banda larga. Apoio de Brasília pode ascender a 11,8 mil milhões.

Diário Económico - 12/08/2010


A Oi, operadora brasileira que em breve terá a Portugal Telecom (PT) como principal accionista, com 23%, deverá ser a empresa escolhida pelo Presidente Lula da Silva para gerir a futura rede de banda larga do Brasil, adiantaram ao Diário Económico várias fontes do sector das telecomunicações brasileiro. Em causa está um projecto que poderá receber apoios do Estado no valor de 27 mil milhões de reais (11,8 mil milhões de euros) e que visa levar Internet a 40 milhões de lares brasileiros até 2014.

"O Governo tem interesse em priorizar os investimentos do Plano Nacional de Banda Larga através da Oi", disse ao Diário Económico uma fonte conhecedora do processo, que não quis ser identificada. O mesmo responsável frisou, no entanto, que "isso não quer dizer que a Oi terá o monopólio, pois existem outras empresas privadas, grandes e pequenas, que também prestam serviços de banda larga, via cabo e satélite".

O Plano Nacional de Banda Larga quer quadruplicar as ligações com ajuda dos privados.

O Governo brasileiro tinha por objectivo iniciar este semestre a implementação efectiva do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que promete elevar o total de domicílios conectados à Internet rápida dos actuais 12 milhões para 40 milhões até 2014.

O anúncio do programa feito no início de Maio, em Brasília, e passo um, na altura pela confirmação da reactivação da estatal Telebrás para ser gestora e "espinha dorsal" do PNBL. Uma situação que poderá vir a inverter-se.
São Carlos investirá cerca de R$ 800 mil em rede de fibra ótica

TI Inside - 11/08/2010

A cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, vai investir R$ 780 mil para implantar uma rede de fibra ótica de alta velocidade para transmissão de dados, denominada RedeSanca. Os recursos serão provenientes do Ministério da Ciência e Tecnologia. O anel de fibra ótica terá extensão de 36 quilômetros e a previsão é que entre em operação dentro de seis meses.

A rede será responsável por interligar universidades, centros de pesquisas, parques tecnológicos, equipamentos de saúde municipal como hospital-escola, Samu, unidades escolares, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Segundo Regina Borges Araújo, secretária geral de informática da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o sistema tem o objetivo de melhorar a infraestrutura de comunicação entre os mais variados segmentos de São Carlos. Ela diz que a interligação na transmissão de dados também reduzirá os custos de tráfego no acesso às informações.

Regina ressalta ainda a importância do sistema para os órgãos públicos e para a segurança pública, já que permitirá o aprimoramento dos serviços prestados à população, como a vigilância da cidade por meio de câmeras, por exemplo.
Banda larga fixa deve chegar a 100% das cidades neste ano

AdNews - 11/08/10

A Telebrasil, associação que representa as operadoras de telefonia no país, apresenta nesta quarta-feira (11) um estudo apontando que as redes de banda larga fixa (backhaul), devem chegar a todos os municípios do Brasil até o final de 2010. As informações foram divulgadas pelo site Computer World.

Segundo a associação, os serviços de banda larga instalados pelas concessionárias privadas de telefonia fixa já estão em mais de 4.800 municípios. No fim de 2009, 88% dos municípios já usufruíam do produto, e em 85,7% deles já havia serviços de internet rápida. Em 2011, as redes de acesso deverão cobrir 80% da população brasileira.

O estudo
Elaborado em parceria com a consultoria Teleco, o estudo revela que o uso das redes da iniciativa privada cresceu 42% no primeiro semestre deste ano, com 7,7 milhões de novos acessos ativados, alcançando o total de 26,1 milhões de acessos - considerando as malhas fixa e móvel. Isso significa um crescimento 42% em relação a dezembro de 2009, que registrou 18,4 milhões de acessos.

De janeiro a junho, a banda larga fixa passou de 11,4 milhões de acessos para 12,2 milhões. Já na banda larga móvel, o número de celulares de terceira geração (3G) saltou de 4,3 milhões para 10,4 milhões e o total de modems de acesso à internet subiu de 2,7 milhões para 3,5 milhões.

Os resultados da pesquisa da Telebrasil contradizem estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que diz que a cobertura da banda larga no Brasil era de apenas 46,6% dos municípios.

A Telebrasil argumenta que o Ipea considerou somente os municípios onde a densidade era superior a 0,5 acesso por grupo de 100 habitantes. Segundo a Telebrasil, o instituto também teria trabalhado com dados do 1º trimestre de 2009, ou seja, com nove meses de defasagem em relação ao fim do ano passado.

E considerado exclusivamente os dados da banda larga fixa, desconsiderando a penetração da banda larga móvel, que já superara em quantidade de acesso os de banda larga fixa – são 13,9 milhões de acessos, entre celulares 3G e modems, contra 12,2 milhões da banda larga fixa.

De acordo com o estudo da Telebrasil, o principal desafio para o aumento da penetração é a alta carga tributária, que contribui para a imagem de serviço caro. A empresa afirma que os impostos sobre os serviços de telecomunicações oneram o cidadão em mais de 43%. Ainda assim a associação afirma que o preço médio cobrado pelos serviços no Brasil está na média internacional. E a velocidade das conexões brasileiras é a terceira mais rápida da América Latina.

Sobre os valores, um levantamento realizado no ano passado pela UIT foi citado pela Telebrasil, que afirma que em comparação com países da América Latina, o Brasil tem o segundo menor preço de banda larga (US$ 28,03, em média, para uma conexão de 256 Kbps, com franquia de dados de um gigabyte), sendo superado apenas pelo México, onde o valor médio é de US$ 16,24.

O estudo da UIT aponta também que o preço da banda larga no Brasil corresponde a 4,58% da renda mensal per capita, abaixo de outros países que têm perfil de desenvolvimento semelhante ao Brasil, como a China (7,19%) e Índia (5,84%).
Rede HFC é a opção mais barata de acesso para banda larga, diz Via Embratel

Teletime- 11/08/2010


O projeto da Embratel de construir redes HFC (redes híbricas de cabos coaxiais e fibra, típicas de operações de TV por assinatura) tem, antes de tudo, um motivador econômico: é a forma mais barata de entregar a melhor qualidade de serviço possível, entre todas as tecnologias de acesso banda larga disponíveis. Essa é a avaliação de Luiz Fernando Bourdot, gerente de tecnologias HFC da Via Embratel, braço de TV paga da operadora de telecomunicações. Ele afirma que a tecnologia de acesso por fibra até pode ter, no longo prazo, um custo menor de manutenção e upgrade, mas no investimento inicial e no médio prazo, a rede HFC é muito mais barata, com praticamente a mesma capacidade. Bourdot falou durante debate na ABTA 2010, em São Paulo.

Apesar da capacidade de oferecer todos os serviços, as redes HFC que a Embratel está construindo em diversas cidades brasileira só serão utilizadas, por enquanto, para a oferta de serviços de banda larga e telefonia. E com apenas estes serviços, essa infraestrutura se viabiliza, diz Bourdot.

A tecnologia que está sendo utilizada pela Via Embratel foi chamada de "ultra HFC", por conta de algumas características específicas de engenharia. É uma rede com muito mais redundância do que a arquitetura HFC convencional, pois há vários aneis ópticos interconectados. Além disso, a modulação utilizada é 4096 QAM, que permite velocidades muito maiores por canal (cerca de 10 Gbps). Bourdot, contudo, enfatizou que o projeto da Embratel não tem nenhuma relação com a Net Serviços, em que a Embratel também é acionista.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Até 2014 haverá 622 cidades digitais no Brasil

IPNews - 11/08/2010

Governo também aposta no projeto Floresta Digital, que pretende ampliar a inclusão digital no Acre.

Projeto Cidades Digitais deve chegar a 163 municípios

A Red Network promoveu nesta terça-feira (10) um workshop sobre as cidades digitais, que são iniciativas para promover infra-estrutura de comunicação, tanto para os governos locais, como para os cidadãos.

O Plano Nacional de Banda Larga, anunciado em maio pelo governo federal, deve criar pelo menos 500 novas cidades digitais até 2014 e potencializar as 122 já existentes.

Durante o evento, que abordou redes mesh e cases de sucesso relacionados ao tema, o diretor de vendas para a América Latina e Caribe da GoNet Systems, Ronen Doley, falou da tecnologia bean forming de antenas inteligentes, que buscam maior alcance na transferência dos sistemas.

O executivo apresentou, também, o projeto Floresta Digital, do Governo estadual do Acre, que pretende ampliar a inclusão digital do Estado, ao criar uma rede corporativa para as instituições governamentais e uma infraestrutura de acesso público em banda larga para a população, ambas com tecnologia sem fio.
Inclusão digital chega ao setor pesqueiro

Convergência Digital - 11/08/2010

Numa iniciativa inédita no Brasil, as empresas Qualcomm, Vivo, ZTE e o Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS) lançaram hoje (11/08), com apoio do município de Santa Cruz Cabrália (BA), o projeto: "Pescando com Redes 3G", que irá fomentar o desenvolvimento da economia e aumentar a segurança pública, promovendo a inclusão digital e social de pescadores e maricultores (cultivo de ostras) que vivem isolados.

O projeto fornece financiamento para implementação e assistência técnica ao Instituto Ambiental Brasil Sustentável, uma organização brasileira que trabalha em iniciativas de apoio ao desenvolvimento sustentável. Essa iniciativa cria um sistema que integra aplicativos móveis e baseados na web a dispositivos portáteis para apoiar as operações de negócios e entregar informação de segurança em tempo real para os pescadores de Santa Cruz Cabrália.

A pesca é uma das principais atividades econômicas na região e muitas famílias dependem dela para sua subsistência. Recentemente, o setor tem sofrido com a pesca excessiva, a falta de investimento e infraestrutura ultrapassada. Como resultado, os rendimentos diminuíram para as pessoas e para a comunidade local, o que levou à redução de oportunidades e à migração de familiares em busca de trabalho.

O projeto "Pescando com Redes 3G" chega em um momento crucial, quando os pescadores de Cabrália precisam modernizar suas operações e instituir táticas de pesca sustentáveis. Como parte do programa de inclusão digital, os participantes receberam dispositivos móveis e crédito móvel para acessarem a rede sem fio 3G HSUPA da Vivo.

Estes dispositivos permitem que os participantes se conectem diretamente do mar com a terra, comunicando-se com parceiros de negócios e consumidores através de voz e dados. Aplicativos de softwares personalizados foram projetados para equipá-los com navegação, condições meteorológicas, marketing, vendas diretas, coleta de dados e suporte técnico. Os pescadores terão, assim, apoio para suas atividades com análise em tempo real e informações relevantes.

Acesso à informação
"Nosso trabalho com o Município de Santa Cruz Cabrália, a ZTE, a USAID, o IABS e a Vivo permitiu aos pescadores e agricultores nestas comunidades carentes obterem acesso a informações que irão melhorar o seu trabalho”, disse Peggy Johnson, vice-presidente executiva da Qualcomm para Américas e Índia. “A tecnologia móvel 3G está fazendo a diferença nestas áreas que, de outra maneira, não teriam acesso a informações essenciais para sua segurança e desenvolvimento econômico".

Além dos dispositivos, centros de treinamento foram estabelecidos na cidade de Santa Cruz Cabrália e em um barco que possibilita alcançar comunidades de pescadores mais remotas para treiná-las.

"Agradecemos a gentil assistência da Qualcomm, da Vivo, da USAID, da ZTE e do Município de Santa Cruz Cabrália”, disse André Macedo Brugger, presidente interino do Instituto Ambiental Brasil Sustentável. “Este projeto ajuda os trabalhadores a modernizar suas atividades por meio de práticas sustentáveis e de assistência de negócios e irá, em última instância, fomentar o crescimento econômico nas nossas comunidades”.

O objetivo do IABS é criar modelos e condições necessárias para o desenvolvimento sustentável das comunidades de pesca local por meio do fortalecimento de ações, gerenciamento socioambiental e desenvolvimento econômico, integrando o conhecimento tradicional e as práticas dos pescadores locais às alternativas atuais e tecnologias possíveis, apoiadas pela tecnologia 3G.

De acordo com o presidente da Vivo, Roberto Lima, o conhecimento, as iniciativas educacionais e sociais, além de novas experiências comerciais podem ser intensificados com a conexão móvel. Para ele, o projeto Pescando com Redes 3G é uma demonstração prática de que o acesso às telecomunicações é indutor do desenvolvimento socioeconômico, principalmente nas áreas mais isoladas de um país de dimensões continentais como o Brasil.

Além da ampliação da conectividade – a área urbana do município de Santa Cruz Cabrália já contava com cobertura 3G da Vivo - a empresa doou dispositivos e serviços de dados para serem utilizados nos barcos e no laboratório de informática montado na Casa do Pescador (sede da associação dos pescadores da região).

Assim, a comunidade pesqueira passa a acessar em tempo real – na terra ou no mar – informações de navegação, condições climáticas, além de utilizar o tráfego de dados e voz para comunicação com parceiros de negócios e clientes.

Vivo é a empresa de telefonia móvel líder no Brasil e, recentemente, anunciou seu projeto para instalar sua rede 3G HSUPA em mais de 2800 cidades do país até o final de 2011. A empresa tem uma forte agenda de apoio ao fortalecimento de comunidades distantes através de uma rede sem fio, que permite às pessoas dessas comunidades conectarem-se com o resto do mundo, como o caso de sucesso em Belterra, na região Nordeste do Brasil.

“Como uma fabricante de equipamentos de telecomunicações, nós entendemos a importância de viabilizar uma sociedade sustentável”, disse Eliandro Neves Ávila, CEO da ZTE Brasil. “A responsabilidade social corporativa está intimamente integrada aos nossos negócios e estamos honrados em contribuir com nosso conhecimento técnico para ajudar a melhorar as vidas das pessoas que vivem nesta parte remota do Brasil”.

“A aplicação prática da tecnologia é essencial para expandir a economia no Brasil e aumentar o valor de bens e serviços locais”, disse Lisa Kubiske, Encarregada de Negócios, a.i., Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. “A parceria entre Estados Unidos e Brasil será reforçada através da aplicação de tecnologia inovadora usada para fomentar a segurança e sustentabilidade do setor pesqueiro, bem como para melhorar o sustento econômico dos pescadores”.

“Estou muito orgulhoso de nossa comunidade e vejo as coisas positivas que todos podemos conseguir quando trabalhamos juntos”, disse o prefeito Jorge Pontes. “Espero ansiosamente pelos muitos benefícios que estes centros de treinamento e acesso à tecnologia irão trazer para nossa gente”.

* Fonte: Assessoria de Imprensa da Qualcomm.
Embratel vai competir no mercado de banda larga residencial

Plano é cobrir 4 milhões de residências com redes de fibra e cabo em três anos e ofertar o serviço junto com telefone e TV paga, por DTH.

Tele.Síntese - 11/08/2010

A Embratel iniciou por Osasco um plano nacional de instalar redes de fibra óptica e cabo nas cidades para entrar no mercado de banda larga residencial -- até agora, o serviço era ofertado apenas para o mercado corporativo. A meta é, em três anos, oferecer o serviço de banda larga para 4 milhões de residências. "A estratégia é fazer uma oferta combinada de produtos, usando as redes de fibra e de cabo para banda larga e telefonia e o serviço de TV por assinatura por meio de satélite (DTH)", informou, ao Tele.Síntese, Antônio João Filho, diretor executivo de televisão da Via Embratel. A operadora não pode, pela regulamentação atual, oferecer TV paga por meio do cabo. Por outro lado, vem liderando o crescimento no serviço de TV paga por DTH, já ofertado em mais de 4,5 mil municípios.

"Começamos com a oferta de banda larga residencial há um mês, com velocidades acima de 1 Mbps até 120 Mega", informou Antônio João. Na fase inicial, o serviço está disponível para cerca de 50 mil residências e a cidade de Osasco foi escolhida por ter "um perfil de consumo bom" e por ser uma área onde Net Serviços não opera. "A estratégia é não competir com a Net", ressaltou o executivo. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, a banda larga de R$ 1 Mega está sendo oferecida por R$ 29,80 a mensalidade, no plano Via Completo, que combina a aquisição da banda larga com serviços de telefonia e de TV por DTH. O serviço de telefonia, por enquanto, não está sendo comercializado, mas a empresa está oferecendo para testes, por seis meses, gratuitamente. A oferta combinada tem diferentes pacotes. No menor, o pacote essencial, o assinante pode contratar a TV paga, com 55 canais, por 12 meses, mais a banda larga de 1 Mega, pagando mensalidade de R$ 84,7 (e tem seis meses de telefone fixo para testar). O maior pacote "TV Família Cinema" é combinado com a banda larga de 12 Mega e custa R$ 234,8 mensais (também num contrato de 12 meses) e o cliente tem direito a 96 canais, além do telefone para teste.

Meta de 1 milhão no DTH
O serviço de TV por assinatura por meio do satélite é o que mais tem crescido no país, segundo os dados da Anatel. A Embratel, que lançou o seu Via Embratel em dezembro de 2008, encerrou junho deste ano com 655,7 mil assinantes. A meta para o final de 2010 é ter 1 milhão de clientes no serviço de TV paga, segundo Antônio João.

A operadora, que focava inicialmente as classes econômicas de menor poder aquisitivo, está oferecendo sua TV paga para todas as classes sociais e está investindo no conteúdo de alta definição. No início de junho lançou nove canais de HD. O pacote HD oferece 96 canais SD, mais os 9 canais HD e o acesso a banda larga de 12 Mega por mensalidade de R$ 309,8.