sábado, 19 de junho de 2010

Um outro (e tão valioso) pré-sal

É o agronegócio, que, assim como o petróleo, pode trazer bilhões em divisas e também gerar energia nas fronteiras agrícolas do País - desde que exista infraestrutura

Isto É Dinheiro - 18/06/2010


E uma sexta-feira de junho, às dez da manhã. O sol abrasador do Cerrado baiano torna tudo mais difícil para quem está acostumado ao frio do Sul do País. Walter Horita sabe bem o que é isso. Vinte e cinco anos atrás, ele migrou do Paraná para o Oeste da Bahia. Foi plantar soja nos arredores de Luís Eduardo Magalhães, município 900 quilômetros distante de Salvador.

A sorte é que ele não se abateu com os números da primeira safra. Horita plantou 135 hectares e colheu 14 sacas. Já na safra passada, a colheita rendeu nada menos que 62 sacas de soja por hectare e um recorde: Horita tem a maior produtividade do mundo, superior até à dos norte-americanos.

Assim como ele, centenas de empresários transformaram a terra pouco promissora em uma nova fronteira agrícola. A região hoje responde por 80% da produção de grãos do Estado da Bahia e apresenta uma boa diversificação de culturas. São estes polos rurais, como outros existentes no Maranhão, no Piauí e no Tocantins, que estão criando uma grande oportunidade econômica – tão relevante quanto o pré-sal.

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De acordo com um estudo da FAO, braço da ONU para a alimentação, o Brasil é o único país capaz de suprir a demanda global por alimentos, que será crescente nos próximos anos. “Até estrangeiros estão vindo para cá porque não têm onde plantar”, diz Horita, que produz soja, milho e algodão em 42 mil hectares.

A FAO prevê que, em 2050, a população mundial terá aumentado 50%, passando dos atuais 6 bilhões para 9 bilhões de habitantes. A produção de alimentos, por sua vez, terá de crescer 70% no mesmo período. E o interesse internacional pelo Brasil é crescente. Ao tomar posse como presidente da Associação dos Produtores de Soja, em maio passado, Glauber Silveira disse acreditar que pelo menos um milhão de hectares já esteja em mãos estrangeiras.

O quadro não passa despercebido pelo governo federal. Dias atrás, ao anunciar investimentos de R$ 100 bilhões para a próxima safra, o presidente Lula disse ser necessário criar mecanismos que limitem a compra de terras brasileiras por estrangeiros. Segundo Jairo Vaz, superintendente de política do agronegócio da Secretaria da Agricultura da Bahia, o grupo chinês Pallas, de geração de energia e produção de alimentos, quer comprar 250 mil hectares na região e tem “centenas de milhões de dólares” para investir no Oeste baiano.

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Hoje as exportações do agronegócio somam US$ 62 bilhões e podem dobrar, ou mesmo triplicar, em menos de uma década. Comparando as receitas dos novos campos de petróleo, talvez o agronegócio não chame tanto a atenção. No entanto, diferentemente do pré-sal, que já está demandando bilhões em investimentos do governo, as novas fronteiras agrícolas já receberam fortes injeções de capital, especialmente, o privado. A principal queixa dos agricultores é a falta de infraestrutura.

A construção do aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, por exemplo, está parada. Walter Horita lembra que há pelo menos quatro anos se fala na ferrovia Leste-Oeste. Com 1.490 quilômetros de extensão, ela deverá sair de Ilhéus, no litoral baiano, passando pelo Oeste do Estado e seguindo até Figueirópolis, no Tocantins, onde se conectaria com a Ferrovia Norte-Sul. “Gasto US$ 60 para levar uma tonelada de soja até o porto por rodovia e pagaria US$ 20 se fosse por ferrovia”, diz o produtor.

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O caso do agricultor e prefeito da cidade baiana, Humberto Santa Cruz, é também emblemático. Natural do Rio de Janeiro, ele migrou com a família para a Bahia há mais de duas décadas. Lá construiu o Grupo Agronol, do qual é acionista. Dos 20 mil hectares da fazenda, 1,4 mil estão ocupados com plantação de café, outros 550 hectares produzem mamão e, em cerca de 1 mil hectares, estão os cítricos – laranja, limão e tangerina.

Boa parte da diversificada produção, cerca de 80%, vai para o mercado externo. E é aí que começa o calvário da Agronol. Só há uma estrada, a BR-242, para levar a produção até o porto mais próximo, que é Salvador. Até lá, a empresa contrata caminhões refrigerados para não correr o risco de perder a carga.

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Mais estradas: a região terá um rodoanel ligando suas principais cidades

Embarcar uma tonelada de algodão no porto de Santos, por exemplo, representa 7,6% dos custos. Se o mesmo algodão for embarcado no porto de Salvador, este custo cai para 3,7%. Mas há um outro problema. Como não há estrutura para atender a toda a demanda, o porto de Salvador não é rota para a marinha mercante.

A distância não seria um problema se a Leste-Oeste saísse do papel. Os investimentos estão previstos no PAC, e a expectativa dos empresários de Luís Eduardo Magalhães é de que a primeira etapa da obra – de 530 quilômetros, entre Ilhéus e Caitité, seja concluída no primeiro semestre do ano que vem.

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Força dos EUA: empresa americana de bioenergia também vai se instalar na Bahia

No plano rodoviário, a demanda da iniciativa privada local é a construção da Rodoagro. São 200 quilômetros de estradas ligando Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto, Barreiras e Riachão das Neves. Mas não é só a falta de estradas que compromete os negócios. Um dos maiores grupos do Nordeste, o Icofort, de beneficiamento de algodão, escolheu Luís Eduardo Magalhães para abrir sua terceira unidade de extração de óleo de algodão.

A fábrica, a maior do grupo, consumiu investimentos de R$ 24 milhões, e a parte de tecnologia da informação recebeu atenção especial, pois a ideia era ter informações em tempo real da produção da nova unidade. “Da porta para dentro, está tudo certo, agora só falta um detalhe: a gente não tem telefone aqui, logo, não dá para usar a internet”, lamenta Décio Alves Barreto Júnior, diretor-presidente do Icofort.

De acordo com o empresário, para usar o celular, ele e os funcionários do Icofort têm de sair da fábrica e ir até o centro da cidade de Luís Eduardo Magalhães. “Não temos telefone, não temos internet, não posso instalar banda larga e não temos aeroporto. Só temos promessas”, lastima Barreto Júnior. “Também queremos implantar uma refinaria de óleo, mas, se a gente tiver que andar sete quilômetros só para usar o celular, vai ficar difícil.”

Enquanto o poder público promete, os empresários da região fazem o que podem para minimizar a falta de infraestrutura. Foi assim há mais de dois anos, quando Humberto Santa Cruz, o atual prefeito, junto com um grupo de mais 12 empresários, doou uma área de 84 hectares próxima a sua fazenda para ser construído um aeroporto com terminais para cargas e passageiros.

Hoje, o aeroporto mais próximo fica na cidade de Barreiras, cerca de 95 quilômetros de Luís Eduardo Magalhães. De dimensões modestas, o aeroporto de Barreiras é só para passageiros e, ainda assim, só opera com aviões de pequeno e médio porte, de segunda à sexta. Avaliado a preços atuais em R$ 12 milhões, o espaço doado pela iniciativa privada chegou a receber investimentos de R$ 4 milhões no cascalhamento e outros R$ 2,9 milhões, investidos pelo governo estadual, no asfaltamento da pista de pouso. Isso é tudo o que existe hoje.

Para o professor Roberto Pedrosa, coordenador do curso de MBA em gestão estratégica do agronegócio da Fundação Getulio Vargas, o único fator que pode barrar a expansão das novas fronteiras agrícolas é exatamente a falta de infraestrutura, principalmente para armazenagem e transporte da produção.

“Não se sai de Luís Eduardo Magalhães aos fins de semana, porque não tem voo e a única rodovia é a BR-242, que já está sobrecarregada”, diz ele. Por outro lado, lembra o professor, o Oeste da Bahia tem atraído gente de todos os pontos do Brasil – especialmente do Sul.

“Temos duas turmas de MBA em Luís Eduardo Magalhães, com 40 alunos cada uma, e já estamos abrindo a terceira, agora em agosto”. Pedrosa chama a atenção não só para o perfil dos desbravadores da região como também para o alto nível de tecnologia empregada nas lavouras.

“Não tenho dúvida de que, no futuro próximo, estas regiões, o Oeste baiano e o chamado Mapito, terão índices de terra plantada e de produtividade equivalentes a áreas consolidadas como Mato Grosso ou Paraná.” Resta saber quando o governo e a sociedade brasileira passarão a tratar as novas fronteiras agrícolas do País com a importância com que o pré-sal foi recebido. E não custa lembrar que o agronegócio responde por 42% das exportações e 100% do superávit comercial brasileiro.

Dilma Rousseff interessada na experiência portuguesa de aplicação da banda larga

Lisboa, 19 jun (Lusa) -- A experiência portuguesa na aplicação da banda larga nas telecomunicações interessa muito a Dilma Rousseff, que vai concorrer pelo Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições presidenciais de outubro próximo no Brasil, revelou hoje em Lisboa a candidata.

Dilma Rousseff, que falava à imprensa no final de um encontro com o primeiro ministro José Sócrates, a que se seguiu um almoço na residência oficial em São Bento, frisou que o "desenvolvimento tecnológico vai ser uma das prioridades" do seu Governo, caso seja eleita.

"Fizemos uma conversa muito interessante sobre a questão da banda larga. E eu não sabia disso, mas fiquei muito interessada. Há um grande empenho do Governo português em fazer banda larga em todas as escolas aqui em Portugal, com uma capacidade bem considerável", frisou.

"Se o Estado tiver de intervir, ele o fará"

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, diz que o governo tem mandato popular para defender o interesse público e não deve ter receio de ser acusado de intervencionista ao fazê-lo.

Isto é Dinheiro - 18/06/2010

Se há necessidade de intervir um pouco mais, nós o faremos”, afirmou, citando o exemplo da banda larga, que prevê a possibilidade de a Telebrás atuar diretamente no mercado consumidor. Erenice, que assumiu o segundo posto mais importante do governo em março, quando Dilma Rousseff saiu para disputar a eleição, coordena a formação do consórcio que vai construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, com participação estatal de 49%. Ela diz que uma disputa acirrada entre os fornecedores vai ajudar a baratear o custo da obra, que pode ser adiantada para setembro. Ao contrário da Petrobras, não haverá reserva de mercado para indústrias brasileiras. “Elas vão competir, vão disputar o preço com os chineses”, disse na entrevista a seguir.

DINHEIRO
– Quando a ministra Dilma saiu, pela importância dela no governo, ficou a impressão de que o ministério seria enfraquecido e que o trabalho dela seria dividido entre várias pessoas. A Casa Civil continua com as mesmas atribuições de antes? O que mudou?

ERENICE GUERRA – Nada. Continua do mesmo jeito. O que existe são perfis. Cada um tem uma forma de trabalhar. A Dilma tem um perfil que a colocou sempre numa posição de destaque. Eu tenho um perfil um pouco mais discreto. Mas nós continuamos fazendo a coordenação de todas as ações do governo, trabalhando naquelas que são estratégicas, estruturantes, importantes para o governo.

DINHEIRO – Quais são as prioridades do governo no momento?

ERENICE –
As obras do PAC, é claro. Precisamos consolidar as obras deste ano e deixar preparado o PAC 2, que é uma prateleira de projetos para o próximo governo, para que ele possa continuar os investimentos em infraestrutura. O pré-sal é outra prioridade. Precisamos capitalizar a Petrobras para que ela se prepare para os investimentos no pré-sal. Outro desafio deste governo é o enfrentamento do crack. Desenvolvemos um programa de enfrentamento desta droga com medidas em várias frentes: na prevenção, no combate ao tráfico e no tratamento da dependência.

DINHEIRO – Como vai ser a capitalização da Petrobras? Existe um sentimento no mercado de que o governo quer ampliar a presença estatal na empresa.

ERENICE –
Nós não precisamos reestatizar. Nós temos o controle. Temos a maioria das ações com direito a voto. Vamos capitalizar a empresa dentro das regras da Lei 6404, das regras da CVM e na proporção da nossa participação. Se houver sobra da oferta de ações, poderemos exercer. Mas só se houver, não sei se haverá. Como pretendemos fazer a capitalização com barris de óleo, precisamos certificar esses poços que serão usados como pagamento. É um processo desenvolvido por empresas internacionais, que fa-zem suas projeções.

DINHEIRO – E se não der certo a certificação dos barris, o que será feito?

ERENICE – Se não der certo com os barris, faremos com recursos do Tesouro. Mas não estamos fazendo as contas ainda.

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"Das obras previstas para este ano, a execução será de quase 100%"
Construção de rodovia em Roraima, obra do PAC

DINHEIRO – Como estão as negociações para a formação da empresa que vai construir a usina de Belo Monte? Qual será a participação final do governo?

ERENICE –
Aquela que já estava prevista, de 49%. As estatais do sistema Eletrobrás compõem no total 49%. Os 51% estão sendo estruturados dentro dos participantes da licitação mais fundos. Vão entrar Petros, Previ e Funcef, em parceria com outra empresa. E há um pool de autoprodutores: Sinobras, Mineração Buritirama, Cibrasa, Votorantim Energia, Sanave, IRCC, Vale e ArcelorMittal, com empresas que vão fazer investimentos no Norte.

DINHEIRO – É correto que a licença ambiental pode ser antecipada e as obras podem começar já em setembro?

ERENICE –
Estamos trabalhando para isso. Porque temos aí um período de chuvas e, se começarmos em setembro, já ganharemos tempo. O prazo original era assinar o contrato em setembro.

DINHEIRO – Como está o interesse dos fornecedores? Tinha muitas empresas de fora querendo participar?

ERENICE –
Está ótimo porque tem disputa. Para o fornecimento de turbinas, temos interessados chineses, russos, japoneses, europeus e argentinos. Os chineses e russos não querem produzir aqui. Os outros, sim. Eles estão disputando. E isso é ótimo. Reduz o custo.

DINHEIRO – E dá para saber se vai caber no orçamento de R$ 19 bilhões?

ERENICE –
Vai, com certeza. Estamos vendo algumas soluções. Uma delas é esta disputa entre os fornecedores. As modificações e adequações técnicas, como o uso de um canal, em vez de dois, estão trazendo redução de custo das obras civis, redução de escavação.

DINHEIRO – Vai ter exigência de fornecedor com conteúdo ou produção nacional, como no caso da Petrobras?

ERENICE –
Não, não tem essa exigência. O que temos é o PSI (Programa de Sustentação de Investimento, que dá financiamentos e benefícios fiscais à indústria nacional), que vai dar vantagens e condições de competição às empresas brasileiras. No caso da Petrobras, nós queríamos incentivar a recuperação da indústria naval brasileira, que exigia um planejamento agressivo. No caso do setor elétrico, já existe uma cadeia de produção. Não é nossa primeira hidrelétrica. A avaliação é que elas vão competir, vão disputar o preço com os chineses. E o consórcio vai fazer a avaliação das empresas. É um grande fornecimento. É o maior que vamos fazer nos próximos anos.

DINHEIRO – Quando entrará em vigor o plano nacional de banda larga? A Telebrás só vai cuidar da infraestrutura ou vai também vender planos para o consumidor, como diz o plano?

ERENICE –
Ela não está impedida de vender na ponta. Mas não é nossa ideia que ela faça isso. A ideia é que ela faça a gestão de rede, do backbone. Mas o plano prevê que ela pode vender na ponta porque tem de prever situação de não ter operador, não ter atrativo, ou ter um operador com preço exorbitante. O que nos interessa é ter banda larga acessível a todo mundo. A Telebrás vai exercer um efeito regulador no mercado à medida que disponibiliza o serviço por um bom preço.

DINHEIRO – E quando o plano vai sair do papel? Dá tempo até o fim do governo?

ERENICE –
Dá tempo, sim. Para este ano, a Telebrás já tem metas. Ela tem de atingir 100 cidades e todas, ou quase todas, as capitais. O fórum que vai discutir o assunto será lançado nesta semana, e dele vão sair definições sobre acesso, rede de governo e definição de conteúdo. As operadoras privadas já estão sendo chamadas para conversar, para começar a interagir, formar parcerias e potencializar a capacidade de cada um.

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"A Telebrás vai exercer um efeito regulador no mercado para disseminar a banda larga"
Jovens utilizando a internet em lan house em São Paulo

DINHEIRO – Várias ações do governo nos últimos meses – banda larga, Belo Monte, Petrobras – vão na direção do aumento da participação estatal na economia. Qual deve ser o papel do governo na economia?

ERENICE –
O nosso entendimento é que a participação do governo deve sempre atender ao interesse público. Se para isso é preciso uma intervenção maior do governo, não há por que não fazer. O governo tem um mandato dado pelo povo para bem gerir o Estado e os recursos públicos. E acho que estamos fazendo isso bem. E eu vou ser ousada e dizer que eu acho que gestão é a nossa praia.

DINHEIRO – Há áreas em que as empresas não estão dando conta de atender ao interesse público e o governo precisa intervir?

ERENICE –
Não sei. Existem situações inversas, em que a gente faz a concessão, como estradas. Aquilo que funciona bem na gestão privada não tem por que não continuar.

DINHEIRO – Apesar de todos os investimentos nos últimos anos, a economia brasileira ainda tem muitos gargalos na infraestrutura. Quando isso vai mudar?

ERENICE –
Foram muitos anos estagnados. Isso criou um passivo que ainda vai demorar muito para ser recuperado. Ainda precisamos de investimentos pesados em aeroportos, em portos, em rodovias para escoamento da produção. Estamos crescendo a produção, e nossos portos estão ficando estrangulados. Temos gargalos e sabemos que ainda é preciso muito investimento.

DINHEIRO – Daqui a um ano, o Brasil terá crescido 6%, talvez até mais, e esses gargalos serão muito maiores.

ERENICE –
A quantidade de investimento que está sendo feita no País é extraordinária e busca compatibilizar o crescimento da economia com a infraestrutura. Mas em que momento geramos o passivo? Não sei dizer. O crescimento da economia aumenta o passivo. E, se a economia continuar crescendo, poderemos continuar investindo muito. Não sei quando empatamos o jogo, mas sei que estamos jogando firme.

DINHEIRO – O PAC foi muito criticado por causa de atrasos nas obras. Qual a previsão de cumprimento das metas até o fim do ano?

ERENICE –
Das obras previstas para ser concluídas este ano, a nossa previsão é chegar perto de 100%. Não estamos com atrasos significativos. O que está no cronograma de 2010 continua em andamento. O PAC já mudou o Brasil.

DINHEIRO – A sra. é muito procurada por empresários querendo fazer investimentos?

ERENICE –
Muito, especialmente nos últimos três anos. Tem muita gente querendo investir, tanto brasileiros quanto estrangeiros. Eles dizem que o Brasil já tem maturidade e segurança jurídica. Estamos saindo daquela fase de buscar retorno rápido. Eles querem de fato investir e ficar.

DINHEIRO – A partir de agora, a agenda do Congresso vai ficar muito devagar e vai ser difícil aprovar projetos. O que faltou fazer?

ERENICE –
Tem muita coisa. Projetos importantes que nós queríamos ter aprovado e não conseguimos avançar: lei do Cade, lei das agências reguladoras, criação de fundações públicas para gestão de hospitais. Tem muita coisa.

Oi pede ajuda a Lula contra rivais

Sócios da Oi se reúnem com Lula e pedem blindagem para evitar tentativa de compra pela Portugal Telecom e proteção contra os mexicanos

Estadão - 19/06/2010

A Oi bateu na porta do governo pedindo ajuda para "blindá-la" de uma possível investida da Portugal Telecom, e impedir que o controle da companhia passe para a mão dos portugueses.

Em reunião que durou duas horas e meia na tarde de quinta-feira, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, e os sócios privados controladores da operadora - os empresários Sérgio Andrade, dono da Andrade Gutierrez, e Carlos Jereissati, dono da La Fonte Telecom - fizeram uma exposição detalhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dados de crescimento da base de clientes, nível de endividamento, planos de investimento e de expansão foram apresentados ao presidente como argumento para pedir apoio. Há 18 meses, a Oi recebeu o aval do governo para adquirir a Brasil Telecom (BrT) e criar a "supertele" brasileira, que agora pode ser alvo do apetite de uma operadora estrangeira, caso a Portugal Telecom venda a participação de 50% da Vivo para a Telefónica.

"O foco da reunião foi o fortalecimento da Oi/BrT como empresa brasileira", revelou ao Estado uma fonte do governo. Segundo essa fonte, o presidente Lula foi receptivo ao pleito da Oi e teria dito que o governo não apoia a venda da companhia, já que uma das bandeiras defendidas pelo Planalto ao apoiar a incorporação da BrT foi a criação de uma empresa brasileira forte. "Não é para vender não. Pelo contrário", teria dito o presidente Lula. Também participaram da reunião a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e o assessor especial da Presidência da República, Cezar Alvarez.

O pleito da Oi ocorreu no dia em que o BNDES reduziu sua participação na Oi de 31,36% para 16,89% das ações com direito a voto, em leilão realizado na BMF&Bovespa. Os fundos de pensão Petros (dos funcionários da Petrobrás) e Funcef (dos funcionários da Caixa) arremataram lotes iguais dos papéis e passaram a deter 10% de participação cada um. A Previ (dos funcionários do Banco do Brasil) já tinha 12,96% do controle da operadora e manteve seu porcentual. Fontes ligadas às negociações afirmam que a PT já negocia com os representantes do fundo a compra de uma fatia do controle da Oi, razão pela qual a operadora teria pedido ajuda ao governo.

Outro temor da Oi é a concorrência do grupo do mexicano Carlos Slim, que controla a Claro e a Embratel. O grupo está integrando várias empresas que estão sob o seu guarda-chuva e, em breve, deve lançar ofertas agressivas no Brasil, unindo telefonia fixa, móvel, banda larga e TV por assinatura. Hoje, a Oi é a única empresa que oferece o pacote com os quatro serviços.

"Eles reclamaram muito dos mexicanos, que são o grande adversário da Oi", ressaltou a fonte do governo. Os empresários saíram "felizes" da reunião com o presidente. "Eles saíram sorridentes, pois o presidente disse que também quer uma empresa brasileira forte e que não quer vendê-la", relatou a fonte.

Para portugueses, não interessa ser minoritários

Problema na associação entre Portugal Telecom e Oi seria acertar estrutura acionária e governança corporativa

Em tese, a entrada da Portugal Telecom (PT) na Oi parece ser uma solução natural, caso a venda da fatia dos portugueses na Vivo venha a se concretizar. A PT teria os bolsos cheios e todo o interesse de permanecer no Brasil, motor de crescimento e fonte de mais da metade da receita do grupo.

Do lado da Oi, o investimento ajudaria a reduzir a dívida e, no caso de uma participação cruzada, seria uma saída para a internacionalização do grupo, movimento que nunca se concretizou e foi usado como um dos argumentos para a compra da Brasil Telecom (BrT). Além de Portugal, a PT tem negócios na África.

Na prática, trata-se de uma negociação difícil, no que diz respeito a acertar uma estrutura acionária e uma proposta de governança corporativa que atendam a todos os lados. A Andrade Gutierrez e o grupo La Fonte, do empresário Carlos Jereissati, controladores da Oi, estariam dispostos a aceitar o sócio estrangeiro somente como minoritário.

Os acionistas privados da Oi estão acostumados a tocar a empresa, desde a sua privatização, em 1998, com recursos públicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos fundos de pensão de estatais, mas sem interferência desses controladores.

Os portugueses, por outro lado, não aceitam ser minoritários. Segundo fontes de mercado, a posição deles é a de que "não são fundos de investimento", para deixarem de se envolver na operação. A PT acredita que poderia trazer recursos e conhecimento de mercado que melhoraria o desempenho da Oi, que tem enfrentado dificuldades desde a compra da BrT.

Esta semana, a Oi teve rejeitada pelos minoritários uma proposta de incorporação das ações da BrT. A própria compra da BrT, em 2008, foi cercada de polêmica, com mudança de regras para permitir a aquisição e forte presença dos bancos oficiais na operação.

Na visão dos portugueses, no entanto, a Oi não tem outra opção de sócio. A PT seria a única empresa internacional que não enfrentaria oposição, porque a compra da BrT foi carregada de um forte discurso nacionalista. Antes de a operação ser fechada, chegou a ser discutida a criação de um grupo "lusófono" de telecomunicações, sem resultado.

No começo do mês, a Telefónica apresentou uma proposta de 6,5 bilhões pela fatia de 50% que a PT possui na Brasilcel, controladora da Vivo. A oferta será apreciada em assembleia de acionistas no próximo dia 30. Os acionistas portugueses da PT consideram a proposta baixa e fazem campanha para que os espanhóis aumentem a oferta.

Existem hoje dois grandes grupos internacionais de telecomunicações no Brasil: a Telefónica (com a operadora fixa de São Paulo e a Vivo) e a América Móvil (com Claro, Embratel e Net). Além disso, a francesa Vivendi comprou a GVT e os italianos têm a TIM e a Intelig. A Telefónica é acionista da Telecom Italia, dona da TIM.

Surpresa

A tentativa de "blindagem" da Oi foi uma surpresa para Júlio Puschel, analista sênior da Informa Telecoms & Media. "Me surpreende essa procura por blindagem. Fico surpreso com esse discurso, pois na época da venda da BrT o governo queria que houvesse golden share, exatamente para impedir que a empresa pudesse ser alvo de compra de grupos estrangeiros, mas a Oi conseguiu que essa imposição fosse retirada na última hora", lembrou.

O especialista acha improvável que a blindagem contra a venda seja o principal objetivo da aproximação da Oi com o governo. Por trás desse discurso, segundo Puschel, está a preocupação com o fortalecimento dos mexicanos no mercado. "Como única operadora convergente no mercado, a Oi terá em pouco tempo um player que concorrerá, rapidamente, no mesmo mercado que ela, oferecendo os mesmos serviços", observou.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Banda larga atrai mais usuários à internet, diz Ibope Nielsen

Número de usuários ativos chegou a 37,3 milhões em maio, crescimento de 8% sobre maio de 2009

Agência Estado - 18/06/2010

SÃO PAULO - O número de usuários ativos na internet - pessoas que acessaram a rede ao menos uma vez em 30 dias - chegou a 37,3 milhões em maio, no País. O número representa um crescimento de 1,8% ante abril e de 8% ante maio de 2009, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 18, pelo Ibope Nielsen Online. Segundo José Calazans, analista de mídia da organização, o avanço do número de brasileiros que se conectaram à internet pode ser explicado pela expansão dos serviços de banda larga (internet rápida), que atraiu mais crianças e idosos para a frente do computador.

"Com mais opções no mercado, cresceu a procura por internet de maior velocidade", avaliou Calazans. Segundo ele, essa melhora na qualidade da conexão atraiu grupos de usuários que normalmente mostram menor afinidade e interesse pelo computador. O número de acesso entre usuários de 2 a 11 anos de idade cresceu 27% entre maio de 2009 e maio de 2010, enquanto entre pessoas maiores de 50 anos, a evolução foi de 30%. "Quando a conexão é mais rápida, as pessoas têm mais paciência e gostam mais de navegar."

Entre abril e maio deste ano, a categoria que mais ganhou acesso foi a de Ocasiões Especiais, que engloba sites relacionados a temas específicos da época. É o caso de sites de mensagens e cartões virtuais, que atraem mais acessos em datas como o Dia das Mães. Já na comparação com maio de 2009, a categoria Viagens liderou os índices de crescimento, com avanço de 36,9% e 19,9 milhões de usuários.

A evolução foi puxada pela subcategoria Mapas, que registrou o maior aumento anual em números absolutos, ao ganhar mais de 6 milhões de usuários únicos e chegar a 17,3 milhões em maio de 2010. "Nos últimos três meses, cresceu no Brasil o fluxo de audiência de microblogs para serviços de mapas e localização", disse Calazans.

Segundo o Ibope Nielsen, 87% dos brasileiros que acessaram a internet passaram por redes sociais, blogs, bate-papos, fóruns e outros sites de relacionamento em maio de 2010. O índice coloca o Brasil na liderança entre os países acompanhados com a mesma metodologia. Em segundo lugar aparecem empatadas Itália e Espanha, com abrangência de 77%, e, em terceiro, o Japão, com 76%.

Oi: Quarta maior empresa de Telecom desperta interesse do mercado

Win News - 18/06/2010

A Oi (ex-Telemar) foi destaque dos principais noticiários nos últimos dias. Pautas não faltaram! Primeiro, a companhia se mostrou interessada em ter uma participação especial no Plano Nacional de Banda Larga, despertando a ira de seus concorrentes. Depois, a Portugal Telecom foi quem demonstrou interesse em ingressar em seu capital. Por fim, a novela de sua reestruturação societária com a Brasil Telecom ganhou mais um capítulo neste mês com a recusa dos minoritários à relação proposta para a troca de ações.

A recente decisão dos acionistas derrubou as ações da Oi na Bolsa, mas não o suficiente para apagar o bom desempenho alcançado em maio, quando três papéis da empresa, criada em 1998, figuraram entre as cinco maiores altas do Índice Bovespa. A ação ON (TNLP3) ficou em segundo lugar no Ibovespa, com uma valorização de 14,35%, seguida pelos papéis PN (TNLP4) e PNA (TMAR5), que subiram 13,45% e 11,61%, respectivamente. Neste mesmo período, o termômetro da Bolsa paulista acumulou uma queda de 6,6%, aos 63.046 pontos.

Aproveitamos o ótimo desempenho dos papéis da companhia no último mês e a possível oportunidade que surge agora com a queda para dar uma visão do que o investidor precisa saber e o que esperar da companhia que, com 62,2 milhões de usuários, ocupa a 4ª colocação no ranking do setor de Telecomunicações no Brasil. Veja!

Portugal Telecom e Oi

As recentes investidas da Telefónica para adquirir a parte da Portugal Telecom na Vivo levantaram uma nova possibilidade dentro do setor das Telecomunicações brasileiro: a entrada da empresa portuguesa no capital da Oi. Entretanto, esse acordo, que ainda não está em negociação, teria uma participação recíproca da empresa brasileira no capital da PT e estaria restrito a uma parcela minoritária, com a Oi podendo obter parte dos 10% que a Telefónica tem na companhia portuguesa.

“Na verdade, essa história é apenas especulação ainda. Primeiro, a Portugal Telecom precisa de uma definição sobre o caso de venda de sua parte da Vivo para a Telefónica. Ainda não há nada concreto, mas, caso essa transação se confirme, há uma possibilidade maior da empresa portuguesa entrar no capital da Oi, pois já demonstrou esse interesse”, afirma José Góes, economista e analista de mercado.

A entrada da PT no capital da Oi seria pela holding Telemar Participações, mas Góes não acredita que isso possa trazer grandes consequências para os papéis da companhia brasileira. “Isso não terá muito impacto nas ações da Oi. Caso a PT venha adquirir o controle da empresa, pode haver um efeito nos papéis ON, mas é um cenário pouco provável. Acredito que para a Oi, ter um sócio a mais não causará muito impacto. Seria mais um voto de uma empresa que conhece bem o setor e acho que seria positivo pelo fato de o controle da companhia brasileira não ser muito confiável”, diz o economista e analista.

Bom desempenho e altos dividendos

Os ótimos resultados divulgados no primeiro trimestre pela Oi foram os principais responsáveis pela alta dos ativos da empresa em maio, fato que também traz otimismo a José Góes sobre seu desempenho na Bolsa. “Acredito que seja uma excelente oportunidade de compra. Do setor de Telecom, é a empresa que mais me agrada. É uma boa aposta de longo prazo, pois alia bom desempenho, altos dividendos e uma perspectiva de crescimento”, diz o economista e analista.

A Oi anunciou um lucro líquido de R$ 496 milhões no primeiro trimestre de 2010, o que representou um enorme avanço frente aos R$ 11 milhões registrados no mesmo período do ano passado, resultado do aumento na base de clientes e das sinergias com a Brasil Telecom. Os custos e despesas operacionais consolidados apresentaram redução de 7% em relação a 2009. Além disso, em um ano, a companhia conquistou 4,6 milhões de novos clientes entre os serviços de telefonia fixa, telefonia móvel, banda larga e TV por assinatura.

Tamanho crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento das operações da companhia em São Paulo. No primeiro trimestre, a Oi obteve 16,4% de participação na Grande São Paulo e 13% no Estado, com 5,7 milhões de assinantes. A meta da empresa é ter 25% de participação e entre 6,5 milhões e 7 milhões de clientes até o final deste ano nessa região.

Segundo Góes, outro fator que colabora com o bom desempenho das ações em um setor tão concorrido, são os altos dividendos pagos pela empresa. “É um setor que tem bastante concorrência e é até complicado vislumbrar crescimentos muito grandes. Em contrapartida, a Oi paga dividendos muito altos e não há perspectiva, pelo menos no curto prazo, de que essa política mude. Para o investidor que pretende lucrar com dividendos o papel tem um preço muito atrativo”, constata o analista.

A diminuição em seu endividamento é outro quesito positivo do desempenho da empresa do setor das Telecomunicações. A dívida líquida da companhia no final de maio era de R$ 21,27 milhões, o que representa 2,1 vezes o Ebtida no final do primeiro trimestre, contra 2,2 vezes ao final de 2009.

Bons resultados, mas com um controle conturbado

Na opinião de José Góes, os controladores da empresa são o seu ponto fraco. A questão sobre a incorporação das ações da Brasil Telecom, prevista desde 2008, quando foi anunciada a compra da empresa pela Oi, exemplifica a desconfiança dos investidores a respeito do controle da companhia.

Com o intuito de brigar pelas primeiras posições do setor de Telefonia nacional, a Oi investiu R$ 11 bilhões e adquiriu, em abril de 2008, 49% da Brasil Telecom (BrT), que hoje vale cerca de R$ 7 bilhões (100% do capital na Bolsa). No último dia 16, os acionistas minoritários da BrT rejeitaram a troca de ações da empresa pelos papéis do grupo Oi. Essa era a última etapa do processo de reorganização societária e tinha como objetivo acelerar a integração dos negócios, os ganhos de sinergia e a redução da dívida.

A incorporação das ações seria uma forma de a empresa fazer um preço médio mais baixo pelo ativo, diluindo o elevado custo de aquisição de controle, fato que desperta insatisfação dos minoritários. “Nessa nova relação de troca, a Oi está oferecendo um preço abaixo do mercado para os acionistas que, nitidamente, não estão satisfeitos com isso. Essa situação revela, mais uma vez, a falta de confiabilidade de seus controladores”, constata Góes.

O laudo para a nova relação de troca, feito pelo Credit Suisse, desagrada os investidores, pois parte do princípio de que as provisões eram conhecidas em abril de 2008, desta forma, apenas o valor da BrT foi reduzido na avaliação. Com mais uma recusa dos minoritários, a única saída será uma nova avaliação de preço, desgastando ainda mais a relação investidor x controlador.

Em maio, o papel ON da Brasil Telecom (BRTO3) obteve uma alta de 11,13%, enquanto a ação PN (BRTO4) subiu 6,54%.

Plano Nacional de Banda Larga

Rogério Santana, presidente da Telebrás, holding estatal responsável por gerir a infraestrutura de rede do Plano Nacional de Banda Larga, disse recentemente que a Oi será uma parceira especial nesse processo, devido à abrangência de sua rede. Porém, a empresa acredita que é cedo para definir o papel da operadora dentro do PNBL. Entre as incertezas da empresa estão o preço de acesso ao usuário, o modelo de uso das redes das operadoras privadas e a participação da Telebrás no fornecimento de serviços para o Governo.

A banda larga figura entre as prioridades da Oi para 2010, com 42% dos investimentos de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões previstos pela empresa para este ano. Segundo o presidente da operadora, Luiz Eduardo Falco, se a parceria com a Telebrás se confirmar e tiver o devido planejamento, a Oi teria condições de dobrar a capacidade de instalação de novos pontos de banda larga para até três milhões de acesso por ano.
2º Fórum Nacional de Cidades Digitais debate democratização da informação

A conexão em alta velocidade a ser provida pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é o tema principal do 2° Fórum Nacional de Cidades Digitais, que termina nesta sexta-feira, dia 18, em Brasília

Jornal da Ciência - 18/06/2010

Organizado pela Network Eventos, o fórum reúne representantes do governo, da sociedade e de empresas privadas empenhadas nas ações de inclusão digital. Na cerimônia de abertura, na manhã desta quinta-feira, dia 17, o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Roosevelt Tomé Silva Filho, disse que o ministério está bastante envolvido com o PNBL.

De acordo com Tomé, desde 2007 são apoiados 18 projetos de inclusão digital em diversas cidades. "Entendemos inclusão digital e cidade digital como instrumentos para levar ciência e tecnologia para o cidadão", disse.

O secretário ressaltou o papel da sua secretaria como promotora da capacidade de emprego e renda. "Não adianta levar banda larga se não houver capacitação de pessoas, acesso a informação e melhoria da qualidade de vida. O MCT tem também essa função".

Tomé afirmou que o PNBL impulsiona a instalação de novas cidades digitais. "Esse é um instrumento de democratização da informação. O estudante pode ter conhecimento dentro na escola e também em casa. Tudo isso a um baixo custo operacional", destacou.

O Projeto Cidade Digital é um conjunto de projetos de inclusão digital com compartilhamento de infraestrutura de comunicação. Entre 2008 e 2009, o MCT apoiou 18 projetos. No total, foram investidos R$ 34,2 milhões.

Além da implementação do PNBL, o secretário defendeu a participação do setor privado nas cidades digitais. "O governo federal, estadual e o municipal instalam e colocam a rede para funcionar em toda a cidade. A participação das empresas é importante para a criação dos telecentros", disse.

Os telecentros são salas com computadores, internet e impressora. No local, são desenvolvidas atividades para crianças e adultos. De acordo com Tomé Silva Filho, as salas são a garantia transferência de conhecimento e continuidade nos projetos.

Participaram ainda da abertura o presidente da Telebrás, Rogério Santanna; o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni, e representantes da Casa Civil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Nas mesas redondas e nos painéis programados serão debatidos os impactos da disseminação da banda larga nos setores da educação, saúde e economia. O cenário regulatório brasileiro e os telecentros também estão na agenda de discussão. O Fórum Nacional de Cidades Digitais ocorre no Centro de Convenções Brasil 21.

(Daniela Cardoso, Assessoria de Comunicação do MCT)
Brazil Broadband Plan Aims To Shake Up Existing Oligopoly

SAO PAULO -(Dow Jones)- The Brazilian government's plan to provide cheap broadband Internet across the country will shake up the big five providers, forcing them to offer a more competitive service, said Rogerio Santanna, the president of Telecomunicacoes Brasileiras SA (TBH), or Telebras, Friday.

The head of the former government monopoly revived to run the plan said that the service would allow smaller providers to compete and ultimately allow for a better service for the consumer.

"Telebras is set to shake up this market and break the current oligopoly," Santanna told Dow Jones Newswires.

The executive said Telebras is awaiting federal government approval for a change in its statutes that would allow it to start implementing the government's plan, which involves a 3.2 billion Brazilian real ($1.8 billion) capitalization of Telebras over the next two years and the extension of broadband Internet to 22 cities.

Santanna said that the company statutes could be changed in 30 days and the company could start organizing to implement the plan in 60 days.

The government has an informal goal of starting to provide Internet services by the end of the year. Telebras will run the backbone, while service to the final consumer will be offered by small providers.

The plan is designed to extend broadband services to all parts of Brazil-- the long term goal is to reach 4,278 cities--and provide cheaper internet access for poorer Brazilians.

Local providers, including Telecomunicacoes de Sao Paulo SA , known as Telesp (TSP), Net Servicos de Comunicacao/Embratel (NETC), Tele Norte Leste Participacoes SA, known as Oi (TNE), CTBC and GVT Holding SA (GVTT3-BR), have questioned whether the government should be spending money on duplicating existing broadband backbones. Santanna retorted that the only reason they complain is to protect margins and to stop broadband from further eroding voice revenues.

"Our plan costs BRL5.7 billion. I don't believe that is much to spread broadband across Brazil," he said.

-By Alastair Stewart; Dow Jones Newswires; 5511 3544-7072; alastair.stewart@dowjones.com

Banda Larga móvel: Brasil poderá fechar 2010 com 18 milhões de assinantes

Terceira Geração - Convergência Digital - 18/06/2010

Estudo da Huawei/Teleco, divulgado nesta sexta-feira, 18/06, mostra que no primeiro trimestre deste ano, houve uma adição líquida de 4,9 milhões de acessos móveis no país. Com isso, a banda larga móvel já superou a fixa em número de assinantes - 11,9 milhões contra 11,8 milhões.Com isso, há uma estimativa de que até dezembro, o país chegue a 18 milhões de assinantes na banda lara móvel e 13 milhões na banda larga fixa.

Mas há ainda senões. O serviço 3G pega na competição. Dados do levantamento comprovam que as quatro operadoras - preocupadas em reforçarem suas redes - concorrem diretamente em apenas 1,2% dos municípios brasileiros, e esse número permanece inalterado desde o trimestre passado. E ainda há 86,8% de localidades nacionais não cobertas pelo 3G.

O relatório apura que há 416 cidades não cobertas no Centro Oeste; 420 na região Norte; 1577 na região Nordeste; 1353 na região Sudeste e 1066 na região Sul. A cobertura 3G é mais presente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. E está bastante concentrada nas grandes capitais e nas cidades com mais de 500 mil habitantes.

O levantamento Huawei/Teleco apura ainda que a receita com serviços de dados apresentou um crescimento expressivo de quase 30% ao longo de um ano e representa 15% do faturamento com serviços de telecomunicações das operadoras brasileiras. No entanto, este percentual é quase três vezes inferior ao da NTT Docomo, principal operadora japonesa, e metade do percentual obtido pela Verizon e pela AT&T nos Estados Unidos.

Em relação aos planos de serviço no Brasil, os pacotes de 500MB e 1GB custam, em média, R$ 69,90 e R$ 84,90 respectivamente. Na Argentina, é possível pagar o equivalente a R$ 31,65 por 500MB, enquanto que no Reino Unido, o custo do plano de 3GB equivale a R$ 39,94, menos da metade do que é cobrado no Brasil para um volume de dados três vezes superior.

“O preço médio do modem sofreu queda de 21,6% no primeiro trimestre do ano, com o valor mínimo apurado de R$ 135,00 para os dispositivos sem subsídios. “A discrepância entre os valores praticados pelo mercado é ainda muito grande, e o valor do modem cai quando associado a um plano de serviços, podendo chegar a zero em alguns casos”, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.
Plenária sobre banda larga abre 9ª Oficina para Inclusão Digital

Brasília recebe na próxima semana a 9ª Oficina para Inclusão Digital.

O evento ocorre de 22 a 24 de junho e será aberto com uma plenária sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com a participação do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, e do coordenador de projetos de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez.

A plenária será na próxima terça-feira (22/06), às 14h20, na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficina.inclusaodigital.gov.br.

O evento também vai debater as ações do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades - Telecentros.BR. A programação prevê ainda discussões sobre o Marco Civil da Internet, lixo eletrônico, redes sociais, educação a distância, balanço das ações de inclusão digital realizadas no país de 2001 a 2010, além de oficinas práticas.

A programação completa está disponível no endereço http://oficina.inclusaodigital.gov.br/files/2010/Grade_9OficinaID.pdf.

Serpro também irá contratar rede com a Telebrás

Convergência Digital - 18/06/2010

Tal como anunciou recentemente na CDTV do portal Convergência Digital, a vice-presidente de TI da Caixa Econômica Federal, Clarice Copetti, o presidente do Serpro, Marcos Mazoni, diz que a empresa irá dar preferência à Telebras na sua futura contratação de serviços de rede de Telecomunicações.

Entretanto, em entrevista à CDTV, durante a sua participação no II Fórum das Cidades Digitais, evento realizado em Brasília, Mazoni explica que o objetivo do Serpro será o de garantir maior capacidade de transmissão de dados e não apenas centrar na questão do menor preço.




Defesa do consumidor, Câmara, Senado e Justiça incluídos no fórum do PNBL

Tele.Síntese - 1/06/2010

Na próxima quarta-feira (23), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será instalado em Brasília o Fórum Brasil Digital, órgão que permitirá a interlocução do governo com a sociedade civil organizada sobre ações e metas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Entidades de proteção e defesa do consumidor, Câmara, Senado e órgãos da justiça foram incluídos na relação de integrantes discutida na segunda-feira (14), durante a primeira reunião do Conselho Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), que é o responsável pela gestão do plano.

Entidades representativas dos estados e municípios também terão presença significativa no fórum, uma vez que o entendimento do governo é de que, sem adesão dos governos estaduais e das prefeituras, o PNBL não alcançará plenamente seus objetivos.Já os órgãos representativos da sociedade civil não empresarial terão participação reduzida, caso seja confirmada a relação proposta no CGPID.

Uma das possibilidades avaliadas na reunião foi a mudança do nome do órgão, que poderá se chamar Fórum Brasil Competitivo. A coordenação do fórum deverá ficar a cargo do CGPID, já que sua criação, funcionamento e atribuições não foram contemplados no decreto que instituiu o PNBL.

Veja a relação das entidades propostas para integrarem o fórum:

Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores)
Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão)
Abemtic (Associação Brasileira de Entidades Municipais de Tecnologia da Informação e Comunicação)
Abep (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação)
Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica)
ABM (Associação Brasileira de Municípios)
Abrafix (Associação Brasileira de Concessionárias do Serviço Telefônico Fixo Comutado)
ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura)
Acel (Associação Nacional das Operadoras Celulares)
Anatel
Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação)
Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação)
BNDES
Câmara dos Deputados
CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil)
CNJ (Conselho Nacional de Justiça)
CNM (Confederação Nacional de Municípios)
Comitê Executivo do PNBL (CGPID)
Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)
Consecti (Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I)
Conseplan (Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento)
Consórcio GENTe (Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia)
CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações)
FNDC (Fórum Nacional para Democratização da Comunicação)
FNP (Frente Nacional de Prefeitos)
Fórum Nacional de Secretários Municipais de Ciência e Tecnologia
Grupo Temático de Conteúdo do CGPID (cinco vagas)
Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor)
Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor)
RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa)
RTS (Rede de Tecnologia Social)
SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)
Senado Federal
SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal)
TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas)
Telebrás

Além de entidades representantes de pequenos provedores e de estudos e pesquisas, não especificadas.
Plano da banda larga vai impulsionar as cidades digitais

ABN - 18/06/2010

BRASÍLIA [ ABN NEWS ] - “As cidades digitais e os telecentros são muito mais do que acesso à Internet. São ferramentas de conhecimento e desenvolvimento”, disse o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Roosevelt Tomé Silva Filho. Ele representou o MCT no 2º Fórum Nacional das Cidades Digitais, em Brasília.

A inclusão digital é um dos eixos de trabalho do ministério que apoia estados e municípios com projetos de cidades digitais. O tema principal do encontro é o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL). Tomé afirmou que o PNBL impulsiona a instalação de novas cidades digitais. “Esse é um instrumento de democratização da informação. O estudante pode ter conhecimento dentro na escola e também em casa. Tudo isso a um baixo custo operacional”, destacou.

O Projeto Cidade Digital é um conjunto de projetos de inclusão digital com compartilhamento de infraestrutura de comunicação. Entre 2008 e 2009, o MCT apoiou 18 projetos. No total, foram investidos R$ 34,2 milhões.

Além da implementação do PNBL, o secretário defendeu a participação do setor privado nas cidades digitais. “O governo federal, estadual e o municipal instalam e colocam a rede para funcionar em toda a cidade. A participação das empresas é importante para a criação dos telecentros”, disse.

Os telecentros são salas com computadores, Internet e impressora. No local, são desenvolvidas atividades para crianças e adultos. De acordo com Tomé Silva Filho, as salas são a garantia transferência de conhecimento e continuidade nos projetos.
Banda larga móvel supera acesso fixo no Brasil

Valor Online - 18/06/2010

SÃO PAULO - O Brasil registrou 11,9 milhões de conexões à internet em banda larga via celulares e dispositivos móveis no primeiro trimestre deste ano, ultrapassando o volume de 11,8 milhões de usuários de serviços de banda larga fixa - via cabo, fibra óptica e rede de telefonia.

Os dados fazem parte do "Balanço da Banda Larga Móvel" divulgado hoje pela fabricante de equipamentos de rede Huawei e pela consultoria Teleco. Somente nos três primeiros meses do ano foram registrados 4,9 milhões de novos acessos móveis no país.

A pesquisa destaca que o crescimento da internet móvel brasileira foi impulsionado principalmente pelos celulares 3G que tiveram um salto de quase seis vezes em vendas em um ano. No período de janeiro a março os dispositivos conectados somaram 8,7 milhões ante 1,5 milhão no primeiro trimestre do ano passado.

As conexões via modems 3G apresentaram um crescimento de mais de 100% em um ano. No primeiro trimestre o Brasil registrou 3,2 milhões de conexões banda larga móvel pelo dispositivo.

Mundialmente, o volume de usuários de acesso 3G atingiu 642 milhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 43% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A análise da Teleco destaca que a participação dos smartphones atingiu 19,3% do total de celulares vendidos no mundo nos primeiros três meses do ano.
Com PNBL, Serpro mira a venda de soluções de gestão para prefeituras

Convergência Digital - 18/06/2010

Com a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, o governo fderal acredita na realização de parceirias com os governos estaduais e municipais para incrementar ações de governo eletrônico. Sendo assim, o Serpro vislumbra a oportunidade de poder vender soluções de gestão para as prefeituras e governos estaduais nesse segmento. Presidente do Serpro, Marcos Mazoni diz, entretanto, que essa estratégia não significa que a empresa irá competir com empresas privadas pela prestação dos serviços de informática nessas localidades.




quinta-feira, 17 de junho de 2010

Santanna: Má administração não é prerrogativa de empresa pública

Convergência Digital :: 17/06/2010


Ao defender incentivos governamentais para a implantação das cidades digitais, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, disse que se faz necessária discussão de critérios para se garantir o apoio de projetos nesse sentido.

Segundo ele, independentemente de quem seja o próximo presidente do Brasil esse debate sobre uma articulação nacional em favor da exclusão digital não poderá escapar da agenda do próximo governante.

Santanna aproveitou para rebater críticas do mercado sobre o futuro papel da Telebrás e do problema dela ter de iniciar as operações prevendo que haverá prejuízos. Segundo ele, o importante é saber se uma empresa está cumprido o seu papel social.

Até porque, o presidente da Telebrás disse que má administração não é e nem nunca foi problema que atinge somente empresa estatal.

Alvarez deve assumir Conselho Administrativo da Telebrás

Tele.Síntese - 17/06/2010

O coordenador dos programas de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, deve assumir o Conselho Administrativo da Telebrás. A decisão final ainda depende da realização de assembléia-geral da estatal, ainda sem data marcada. Atualmente, o conselho é presidido por Ronaldo Dutra de Araújo.

A informação foi confirmada pelo presidente da empresa, Rogério Santanna, que espera apresentar mais novidades sobre a nova estrutura da Telebrás na primeira quinzena de julho, após prévia comunicação ao mercado. Ele adiantou que está estudando a mudança da sede da estatal para um espaço maior e que continua negociando com a Anatel a devolução de pelos menos 50 dos 179 funcionários cedidos. A contratação de novos funcionários por meio de concurso somente poderá ser pensada no próximo ano, disse.

Santanna disse que não há discussão sobre o fechamento de capital da Telebrás, embora reconheça que isso possa ser feito. Ele, pessoalmente, se diz contra porque vê vantagens na transparência, exigida para as companhias abertas, para sua administração. “O Tesouro Nacional detém 89% das ações da empresa com direito a voto, portanto não vejo necessidade disso”, disse.

Outra possibilidade da empresa, de vender ações por meio de oferta pública (OPA) também não está sendo discutida. “Os fundamentos da Telebrás não são bons, já que a estatal tem dado prejuízos, mas isso poderá ser debatido mais para frente”, disse. Pelos estudos preliminares, a ativação da Telebrás poderá apresentar resultados positivos após quatro anos.

Para Santanna, mesmo sem ainda atuar no mercado, a reativação da Telebrás já está dando resultado, com a oferta de serviços mais baratos pelas operadoras e até em cidades onde ainda não atendiam. “O principal papel da estatal é fazer isso mesmo, incentivar a competição e reduzir o preço final da conexão em um terço e isso, de alguma forma, já começou a acontecer”, disse.

Rogério Santanna participou hoje da abertura do II Fórum Nacional de Cidades Digitais, que acontece em Brasília.
Santanna defende rápida legalização das Lan Houses

Convergência Digital - 17/06/2010

As Lan Houses terão papel preponderante no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) depois que receberem a devida atenção, do ponto de vista jurídico, para garantir o acesso aos incentivos financeiros e fiscais previstos no programa de inclusão digital, defendeu nesta quinta-feira, 17/06, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna.

O executivo participou do II Fórum Cidades Digitais, que este ano debate o tema: "Banda Larga fixa e móvel e o crescimento no Brasil e no mundo", organizado pela Network Eventos, e realizado em Brasília. A CDTV gravou a palestra do presidente da Telebrás:




Vivo foi a única grande operadora a interessar-se em redes da Telebrás

O Globo - 17/06/2010

BRASÍLIA - O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, disse hoje que a Vivo foi a única grande prestadora de serviços de telecomunicações a comunicar oficialmente interesse na utilização da estrutura de transmissão de dados gerenciada pela estatal.

Santanna afirma que recebeu uma ligação do presidente da operadora, Roberto Lima, e que neste contato o executivo manifestou interesse sobretudo pelas redes do Norte do país, região em que a Vivo não dispõe de infraestrutura de serviços.

A utilização das redes administradas pela Telebrás se daria nos modelos estabelecidos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Recentemente, Lima teria demonstrado interesse em usar as redes públicas somente se houvesse isonomia.

As prestadoras temem que o governo privilegie os pequenos e médios provedores de acesso. Ao comentar tal questão, Santanna afirmou que as empresas seriam tratadas de forma justa. " Tratar com justiça pode ser tratar os desiguais de forma desigual ' , disse o executivo ao se referir à definição de preço das redes.

O objetivo do governo, segundo o presidente da Telebrás, é oferecer condições para que empresas de pequeno porte possam competir com as grandes prestadoras, possibilitando queda nos valores cobrados dos usuários finais.

As primeiras 100 cidades que serão atendidas pelo plano de banda larga ainda deverão ser definidas pelo governo. O critério de escolha será elaborado pelo Fórum Brasil Digital, que será instituído no próximo dia 23.

A Telebrás informou nesta semana que pelo menos oito cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014 serão atendidas nesta primeira fase. Trata-se das capitais localizadas nas regiões Nordeste e Sudeste, além de Brasília.
Santanna admite possível troca no Conselho da Telebrás

Estadão - 17/06/2010

BRASÍLIA - O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, admitiu a possibilidade de troca no comando do Conselho de Administração da estatal. Com a dança das cadeiras, o atual presidente do Conselho, Ronaldo Dutra de Araújo, pode ser substituído por César Alvarez, assessor especial da Presidência da República e coordenador dos programas de inclusão digital do governo.


Santanna disse ainda que não está sendo discutida pelo governo a possibilidade de fechar o capital da Telebrás. "É desnecessário", afirmou. Ele admite, no entanto, que no médio prazo a estatal pode migrar para o novo mercado da BM&FBovespa, o que facilitaria a captação de recursos. O presidente da Telebrás informou também que recebeu uma ligação do presidente da Vivo, Roberto Lima, afirmando estar disposto a cooperar com a expansão da banda larga.
PNBL: Telebrás quer prioridade para definição das primeiras 100 cidades a serem atendidas

Convergência Digital - 17/06/2010


Embora a Telebrás ainda precise superar algumas dificuldades para começar a operar as redes públicas de fibras óticas, o presidente da estatal, Rogério Santanna, espera que o Fórum Brasil Digital, que será instalado no próximo dia 23, comece a definir os critérios para a seleção das 100 primeiras cidades do país a serem conectadas dentro do Plano Nacional de Banda Larga.

O Fórum, previsto no PNBL como espaço de debates entre governo, empresas e sociedade civil, deve ser aberto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e terá que se debruçar sobre temas importantes, como eventuais ampliações nas desonerações tributárias previstas no plano para incentivar especialmente a produção de equipamentos - como aqueles necessários à implantação das redes ou mesmo dos modems.

Um dos primeiro passos, porém, é a definição das primeiras cidades a serem conectadas à rede de fibras óticas do setor elétrico, que serão usadas na massificação do uso da internet no país. “Temos que começar já a definir os critérios para a escolha das primeiras 100 cidades, além das capitais já previstas”, afirmou Santanna, que nesta quinta-feira, 17/6, participa do 2o Fórum Nacional de Cidades Digitais, organizado pela Network Eventos, em Brasília.

Segundo Santanna, a definição desses critérios é importante inclusive para evitar alegações de que o plano privilegiou escolhas políticas. “Não queremos ficar a mercê de comentários de que tal cidade foi escolhida porque o prefeito é do partido A, ou do partido B”, disse o presidente da estatal. Ele lembrou, no entanto, que a escolha leve em conta a boa disposição dos prefeitos para o desenvolvimento do plano. “O projeto da prefeitura é um elemento muito importante”, afirmou.

O presidente da Telebrás aproveitou o encontro das Cidades Digitais para rebater algumas críticas que ainda são feitas ao PNBL, em especial sobre as velocidades das conexões previstas no plano, de 512 kbps. “É bom lembrar que 34% da população com acesso à internet no país contrata velocidades de no máximo 256 kbps, enquanto uma minoria tem acesso acima de 8 Mbps. Portanto, vamos ofertar o que é a velocidade média“, disse.

Uma eventual alteração nessa perspectiva, porém, também deve ser objeto de discussões do Fórum Brasil Digital, bem como eventuais ampliações de desonerações tributárias, por enquanto restritas às possibilidades do governo federal e que tratam somente de PIS e Cofins. “Os maiores impactos são do ICMS, mas isso é algo que o governo federal não pode decidir. Daí a importância de que secretários estaduais participem dos debates”, avaliou Santanna.

A reestruturação da nova Telebrás ainda precisa superar alguns obstáculos, desde questões simples, como a definição de uma nova estrutura física que possa comportar os esperados 60 funcionários da fase inicial da empresa. Também é preciso modificar o estatuto da estatal para adequá-lo ás novas funções. Mais trabalhosa é a recuperação de parte dos funcionários atualmente cedidos à Anatel, ainda objeto de negociação entre a Telebrás e o órgão regulador.

Entre essas definições, no entanto, Santanna descarta a oferta de ações da empresa como forma de capitalização da estatal - que é uma companhia aberta com papéis Bolsa de Valores, ainda que o governo a controle com mais de 90% das ações. “Isso não faz parte das conversas sobre a Telebrás no governo e creio que isso nem deva ser cogitado agora, até porque nesse momento os fundamentos da empresa ainda não são favoráveis, ela ainda dá prejuízo”, explicou.
Telebrás vê mudança de estatuto como obstáculo

Agência Estado - 17/06/2010

Brasília - O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, informou que o maior obstáculo para a empresa retomar as atividades é a mudança no estatuto, que depende do aval dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e das Comunicações. A Telebrás foi desativada na época da privatização do sistema de telecomunicações, mas nunca deixou de existir, mantendo inclusive ações em Bolsa. Para que a empresa desempenhe as funções que lhe foram atribuídas no decreto que instituiu o Plano Nacional de Banda Larga, é preciso que o estatuto da Telebrás seja alterado.

Santanna estima que esse problema será resolvido até julho. "Espero que não atrase", afirmou. Outro fator que tem impedido a retomada imediata das atividades da empresa é a falta de funcionários. Atualmente, a maioria dos funcionários da Telebrás está cedida para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O presidente da Telebrás já encaminhou ofício à agência, solicitando o retorno de cerca de 60 funcionários até o mês que vem, mas, segundo Santana, ainda não houve resposta.

Fórum

Santanna confirmou também para a próxima quarta-feira, em Brasília, a realização do Fórum Brasil Digital, que vai propor as diretrizes de médio e longo prazos para a inclusão digital no País. No evento, que será aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, serão anunciadas as entidades que vão compor o Comitê Gestor de Inclusão Digital (CGPID), que será uma das principais ancoras para a implantação do Plano Nacional de Banda Larga.

Esse grupo definirá, por exemplo, os critérios para relacionar as 100 primeiras cidades onde será implantado o Plano Nacional de Banda Larga. Segundo Santana, o Fórum definirá questões como se a banda larga será oferta ou não em regime público, diretrizes para a produção de conteúdo nos meios audiovisuais e regras para a oferta de serviços como governo eletrônico e telemedicina. Santanna chegou hoje para abertura do Forum Cidades Digitais, em Brasília.
Governo não tem interesse em fechar capital da Telebrás

O Globo - 17/06/2010

BRASÍLIA - O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, disse hoje que o governo sequer discutiu a possibilidade de fechar o capital da estatal. "Eu, particularmente, considero isso desnecessário", afirmou o executivo referindo-se à hipótese de retirada da empresa da Bolsa.

Santanna acredita que pode ser estudada a possibilidade de a Telebrás levantar novos recursos com uma emissão de ações; entretanto, tal medida só poderia ser adotada a médio prazo, no momento em que a companhia apresentar condições de obter lucro.

O presidente da Telebrás destacou ainda que "há boas chances" de o assessor especial da Presidência da República, Cezar Alvarez, assumir a presidência do Conselho de Administração da estatal. Se confirmada a hipótese, o técnico do governo responsável pelo trabalho de coordenação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) assumiria o posto no lugar de Ronaldo Dutra de Araújo.

A velha mídia ainda tem futuro no Brasil

claudiohumberto.com.br - 16/06/2010

A tese do professor Jeffrey Cole, diretor do Centro para o Futuro Digital da Universidade do Sul da Califórnia, com a qual ele sustenta que os jornais impressos, de mercados como o Brasil e a Austrália, irão desaparecer em 10 ou 15 anos, merece uma reflexão frente à realidade brasileira. Suas previsões devem ser consideradas em realidades onde a banda larga está definitivamente implantada e com tecnologias avançadas permitindo velocidades que o Brasil desconhece. O desinteresse pela velha mídia está na mesma proporção em que a inclusão digital se processa. Quanto mais gente com acesso à banda larga veloz, mais gente interessada nas novas plataformas de comunicação. Não existe nada mais maçante, irritante até, que a leitura de um texto ou a abertura de uma imagem na velocidade de kpbs, ou na internet por acesso discado. É insuportável. E notícias ainda não é o primeiro item na navegação embora seja um dos principais.

Para a web ameaçar de verdade a velha mídia é necessário que o Brasil esteja integrado à banda larga. Hoje esse acesso só é possível para uma minoria, principalmente nas capitais, e apenas 20 por cento dos domicílios estão ligados à internet de alta velocidade. De alta velocidade para os nossos padrões, pois o Brasil, na lista da União Internacional de Telecomunicações, entidade da Organização das Nações Unidas,(ONU), é o 62 na lista de qualidade com relação à banda larga. Estamos atrás de países como a Lituânia e Bulgária. E em matéria de preços caros é o 77 da lista. O brasileiro paga hoje, em média, dez vezes mais caro que os habitantes de países desenvolvidos.

Só para ilustrar, a França “que não é lá essas coisas” em matéria de inclusão digital, vende uma assinatura de banda larga na cidade de Paris, sua capital, com 100 megas, mais TV por assinatura e telefone por cem reais mensais. Mesmo se colocasse em cima os 45 por cento de imposto que pagamos nós, iria para 145 reais/mês. Não há comparação com os preços do Brasil. Pra começar, 100 megas por aqui é uma quimera. Uma assinatura de 7 megas, sozinha, na TIM, custa 129 reais, e quando você vai usar não passa de um mega. Mesmo os planos baratos que são vendidos em São Paulo pelas teles, e onde o governo perdoa o ICMS, são mais caros 18 vezes que o plano correspondente nos Estados Unidos, segundo o IPEA, órgão do Ministério do Planejamento.

Na cidade de Rio Verde de Goiás, um dos celeiros agrícolas do Brasil, a prefeitura municipal oferece de graça, para aqueles que estiverem com o IPTU em dia, uma assinatura de banda larga de 50 a 100 kpbs, isto é, menos de um mega. È tanto o interesse que a inadimplência foi a quase zero. Mas navegar com essa velocidade é para enlouquecer qualquer um. Mas antes de brigarmos por banda larga de qualidade, algumas etapas precisam ser vencidas.

Primeiro a cobertura da rede. Apenas metade das cidades brasileiras está contemplada. O esforço terá que ser gigantesco e os investimentos também. Por causa disso o governo criou o PNBL, Programa Nacional de Banda Larga e o entregou a Telebrás. Para este ano a previsão era levar banda larga de até 100 kbps para 300 cidades, isso já foi reduzido para 100 cidades. A meta de atingir 23 capitais ainda este ano passou para 17. Os pontos públicos foram reduzidos também, de 150 para 100. Além disso, resta a disputa jurídica entre as teles e o governo, mais a definição pela Anatel sobre a disputa das teles com as TVs por assinatura para ver quem vai ficar com a tecnologia WIMAX, (banda larga sem fio), e a espera pela regulamentação da MMDS, outra tecnologia de ponta para o setor. E dinheiro, muito dinheiro para investimentos. Pois além de atender ao anseio e o direito da população pela universalização da banda larga, (65 por cento dos brasileiros anseiam por isso), a implementação será uma medida que irá gerar impacto em todos os setores da vida nacional.

Estudo do Banco Mundial que analisou a influência da expansão da internet em 120 países concluiu que cada 10 por cento de avanço na penetração e rapidez nos serviços de banda larga gera automaticamente um aumento de mais de um por cento no PIB de uma nação. É por isso que o governo americano irá investir 100 bilhões de dólares nos próximos 10 anos para levar banda larga barata aos mais necessitados.

É pelas razões expostas que a velha mídia ainda sobreviverá por muito tempo entre nós aqui no Brasil.

*Hildeberto Aleluia - é jornalista

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ENTREVISTA: Rogério Santanna, Presidente da Telebrás

Portal do Consecti - 14/06/2010

Com o lançamento do Plano Nacional de Banda Larga, feito em maio pelo Governo Federal, a Telebrás ficou definida como gestora do plano que pretende universalizar a internet rápida no Brasil. Confira a seguir a entrevista concedida pelo Presidente da estatal, Rogério Santanna, para o CONSECTI, em que explica como a Telebrás pretende levar internet para mais de 4 mil municípios, reduzir os custos de acesso a banda larga no Brasil e como essa inclusão digital beneficiará o desenvolvimento socioeconômico do País.

Presidente, um dos temas mais caros aos secretários de Ciência e Tecnologia é a inclusão digital da população mais carente. O senhor acredita que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) permitirá uma inclusão efetiva da população carente à internet?

Rogério Santanna: Eu acho que o Plano Nacional de Banda Larga pode dar uma grande contribuição. Não é só conexão a questão central nisso. Populações mais carentes não têm computador, nem infra-estrutura, então é necessária a criação de um conjunto de telecentros públicos gratuitos para o acesso da população. E uma questão chave é a conexão à Internet. O Plano Nacional de Banda Larga vai intervir no sentido de baixar esse custo e, de fato, conseguir uma redução importante. O PNBL contribui sim e deve baixar o custo da conexão e permitir a conexão de telecentros mais distantes.

De que forma a Telebrás poderá contribuir para os programas de inclusão digital apoiados pelas secretarias de Ciência e Tecnologia?

Rogério Santanna: Uma das pretensões da Telebrás é aproximar-se das redes dos governos estaduais e municipais, no sentido de trabalhar em conjunto a criação de cidades digitais e, naturalmente, conectar centros e telecentros públicos. A Telebrás é uma parceira estratégica para isso e vai estar muito próxima aos secretários de Ciência e Tecnologia para viabilizar esse intento.

Na opinião do senhor, o PNBL ajudará a diminuir a desigualdade sócio-econômica nas diversas regiões do País?

Rogério Santanna: A exclusão digital é a filha mais nova da exclusão social. Um estudo feito em vários países mostra claramente que, para cada 10% de crescimento do acesso à banda larga, há um crescimento de 1,4% no PIB. Então nós acreditamos que, massificando o acesso à banda larga, vamos estar diminuindo os custos do País e melhorando as condições de acesso ao Governo, através do Governo Eletrônico. Então incidirá na melhoria das condições sociais, dando mais oportunidades às pessoas para se qualificar, obter melhores empregos e ter acesso ao conhecimento, que é chave para a sociedade no futuro.

Como a Telebrás planeja cumprir a meta de oferecer o acesso a banda larga nas comunidades mais distantes e com pouca infra-estrutura?

Rogério Santanna: Nós estamos trabalhando para desenvolver uma infra-estrutura tecnológica que permita chegar à grande parte dos municípios do Brasil. Nossa meta nos próximos 4 anos é ligar 4.278 municípios e, certamente, com a parceria dos estados e municípios, poderemos até chegar a números melhores que esses, dando condições de ligar centros e telecentros que não poderiam ser ligados de outra forma.

Para que o PNBL seja bem sucedido em sua meta, está prevista a utilização de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Entretanto, a atual lei do Fust só permite investimentos em telefonia fixa e o Projeto de Lei que desata o Fundo ainda não foi votado pelos nossos congressistas. Como o senhor avalia esta situação?

Rogério Santanna: Eu acho fundamental que essa votação aconteça. O Projeto de Lei já foi ao plenário várias vezes, mas tem sido obstruído pelos partidos de oposição e, lamentavelmente, num ano eleitoral essas coisas se tornam mais sensíveis. Mas eu espero que ele seja votado ainda nesse ano e resolva essa questão. A chamada Lei Mercadante Lustosa, que é a nova versão do Fust, de fato ajudará muito, sobretudo nos telecentros mais carentes, em pontos mais distantes, que não têm como se financiar hoje. Os recursos do Fust para a banda larga ajudariam muito. O Fundo tem uma renda de mais ou menos R$ 700 milhões por ano.

Finalmente, como o senhor acredita que a Telebrás diminuirá os custos para o serviço de banda larga?

Rogério Santanna: Hoje no Brasil a banda larga é dominada por 5 empresas, sendo que 3 delas detêm 85% do negócio e são todas detentoras das chamadas redes de transporte, redes de longa distância que fazem com que se torne impossível aos pequenos provedores de competir. A proposta da Telebrás é de reduzir para 1/3 o preço médio praticado no Brasil que, segundo levantamento recente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), é de R$ 96 para um acesso de pacote médio de 256 kilobits por segundo. Nós pretendemos dobrar essa velocidade, passando o pacote de entrada, o acesso mínimo, para 512 kbps e reduzir o preço a 1/3. Nossa pretensão é ter um preço-alvo de R$ 35. E a Telebrás pode ajudar colocando a disposição uma rede de transporte neutra e mais barata, para que todos possam ter acesso.