sábado, 12 de junho de 2010

Brasileiros poderão ver Copa ao vivo pela internet

Portal Exame - 12/06/2010


São Paulo - Todo ano de Copa do Mundo é a mesma coisa: muitos jogos bons para assistir, não só da seleção brasileira, e, devido ao horário das partidas, em regra, voltado para o continente europeu, muita dificuldade dos amantes do futebol para poder acompanhar.

Normalmente, as companhias tentam ajudar os seus funcionários, possibilitando que os seus empregados assistam aos jogos no próprio local de trabalho. Mesmo assim, essa opção é restrita apenas aos jogos do Brasil.

Outra estratégia é liberar o funcionário mais cedo, ou deixá-lo entrar mais tarde, mas a distância entre casa e trabalho faz com que os loucos por futebol sofram um bocado. Muitos acabam perdendo boa parte do espetáculo.

Mas há uma terceira opção: assistir aos jogos da Copa de 2010 no próprio computador. Isso mesmo! A TV Globo irá transmitir as partidas, ao vivo, também pela internet.

A exemplo do que aconteceu na última Copa das Confederações e vem ocorrendo na Uefa Champions League, maior competições de clubes do mundo, o internauta brasileiro poderá acompanhar os jogos ao vivo da seleção brasileira - bem como de outras equipes do Mundial - no site GloboEsporte.com.

A emissora carioca, dona dos direitos de transmissão do evento esportivo no país, é a única que passará os jogos na web no Brasil.

De acordo a Fifa, entidade máxima do futebol, os direitos de transmissão das partidas são comercializados juntamente com os direitos de televisão (no Brasil, a Globo transmite por meio de seu canal na tv aberta e também no Sportv, canal fechado, especializado em programação esportiva).

A Globo, como de costume, a cada Copa, vendeu parte dos direitos para outras redes, que poderão passar o Mundial, casos da TV Bandeirantes (canal aberto) e das fechadas ESPN Brasil e Bandsports (empresa do grupo da Band).

"Aproximadamente 60% dos mercados em todo o mundo têm os direitos de transmissão via internet incluídos no seu pacote. Os demais ficam apenas com a transmissão pela tv", diz a FIFA.

Recentemente, o diretor de tecnologia da emissora, Fernando Bittencourt, destacou que 2010 é o ano do HD. "Boa parte dos jogos será de manhã ou de tarde. Acreditamos que a audiência deve crescer muito na internet, com o desenvolvimento da banda larga, e na tv móvel", disse o executivo.

Além da transmissão pela web, a TV Globo revelou no último dia 5 que irá exibir os jogos em 3D, em 25 salas de cinema da Rede Cinemark, fruto de parceria com a entidade maior do futebol.

Horário dos jogos

Na primeira fase do Mundial, a seleção brasileira joga contra Coreia do Norte e Costa do Marfim, dias 15 e 20 de junho, no horário das 15h30 (horário de Brasília, e fecha a sua participação na etapa de classificação jogando contra Portugal, em 25/6, às 11h.

Além desses dois horários, haverá jogos dessa fase inicial às 8h30, como a segunda partida da Argentina, do astro Lionel Messi, contra a Coreia do Sul, no dia 17/6.

A etapa decisiva de mata-mata da Copa do Mundo da África do Sul reserva jogos apenas às 11h e 15h30. Em se classificando – e essa é a torcida dos brasileiros –, a seleção do técnico Dunga jogará no horário da tarde.

No site da Fifa já está disponível o calendário de jogos da Copa, com datas e horários das partidas. O Mundial da África do Sul começa no dia 11 de junho, com o jogo entre a seleção local e o México, às 11h.

César Alvarez: o senhor inclusão digital do Governo Federal

IDG Now - 18/09/2007

Assessor especial da Presidência da República, ele tem participação ativa nos projetos de levar PCs e infra-estrutura aos mais pobres.

Assessor especial da Presidência da República em Brasília, César Alvarez é mais conhecido como o homem da inclusão digital no Brasil, devido ao seu empenho e participação em vários projetos do governo para incluir digitalmente escolas públicas e usuários.

Teve participação crucial no polêmico projeto Computador para Todos do governo Lula, que baixou a alíquota de impostos para compras de PCs de baixo custo e com financiamento facilitado. Oficialmente, em abril deste ano assumiu a posição de coordenador dos projetos de inclusão digital do governo que, além do Computador para Todos, inclui o Um Computador por Aluno (UCA).

Alvarez tenta organizar, dentro do governo, um grupo de trabalho interministerial com representantes de vários ministérios que tenham iniciativas de governo eletrônico ou demanda para o uso de novas tecnologias. A prioridade é levar a banda larga para mais de 170 mil escolas públicas até o final do mandato do presidente Lula em 2010, incluindo escolas técnicas e pré-escolares.

Hábil articulador, Alvarez também foi figura crucial na negociação do governo com as operadoras de telecomunicações para oferecer acesso à internet ilimitado por R$ 7,50, vinculado à compra de um PC no programa Computador para Todos.

Hoje, o principal desafio de Alvarez é articular a quantidade de projetos de inclusão digital, não apenas no Governo Federal, mas também em governos municipais e estaduais.

Apenas na esfera federal, o governo tem os projetos Casa Brasil, Governo Eletrônico, Serviço de Atendimento ao Cidadão, Computador para Todos, Telecentros de Informação e Negócios, Programa Nacional de Informática na Educação, entre outros.

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Entrevista: Cezar Alvarez, Coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal

Estadão - 16/11/2009

Quais são as principais dificuldades em inclusão digital no Brasil?

É difícil promover inclusão digital quando se trabalha com uma população de mais de 190 milhões de habitantes em um país com desigualdade de renda e proporções continentais, em que a infraestrutura de telecomunicações ainda está bastante concentrada.

Como levar conexão de qualidade aos apagões?

Não é possível falar de solução única. Grande parte das soluções passa por incentivos regulatórios, mas também é preciso discutir o papel do Estado nesse processo para além da questão regulatória – seja por meio de seu poder de compra, de investimentos diretos ou de financiamento de soluções.

Há inclusão sem banda larga?

Não. Trabalhamos com o conceito de que a inclusão digital representa a possibilidade de o cidadão de dispor de meios e capacitação para acessar, utilizar, produzir e distribuir informações e conhecimento. E participar da sociedade do conhecimento tem como condição essencial estar conectado em rede e, mais ainda, ser capaz de produzir e acessar conteúdos por meio dela.

Os programas de inclusão digital eram direcionados a projetos de acesso coletivo, como banda larga em escolas e telecentros. Por que nesse momento está se falando em planos populares ?

Uma medida não exclui as demais. Precisamos ampliar o número de cidadãos que têm acesso domiciliar, mas também seria ingenuidade acreditar que vamos conseguir atingir o universo da população com conexões individuais. Além do mais, a banda larga nas escolas e nos telecentros tem outro papel que é a qualificação das pessoas e a apropriação da tecnologia enquanto fonte de lazer e cidadania. Não podemos deixar de falar nas lan houses também, que representam cerca de 50% dos acessos à internet. É preciso discutir a qualificação desse importante instrumento de inclusão digital.

Dá para pensar, no futuro, em acesso à banda larga como já temos hoje com gás e telefone?

Na medida em que acreditamos na inclusão digital como um direito do cidadão, não é possível pensar diferente. É claro que o desafio é enorme e ainda há muito para percorrer. Em serviços essenciais como energia elétrica, mesmo com o êxito do Programa Luz para Todos, ainda há excluídos. Mas um bom exemplo de meio de comunicação já bastante disseminado é a televisão, e a TV digital terá um importante papel na democratização do acesso à informação.

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Entrevista de César Alvarez sobre o PNBL

TV Brasil - 26/04/2010



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Entrevista com César Alvarez sobre o lançamento do PNBL

Palácio do Planalto - 06/05/2010




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César Alvarez, em um dos momentos em que conduziu o lançamento do PNBL junto com Erenice Guerra

TV Convergência - Youtube



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Entrevista gravada com César Alvarez

Dzaí/Correio Braziliense - 31/05/2010



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Cezar Alvarez defende velocidade de 1 Mbps do PNBL

IP News - 07/06/2010

O coordenador dos programas de inclusão digital do governo esteve na sede da Abinee, em SP, em disse que 2/3 das conexões hoje são de 256 Kbps.

Em coletiva de imprensa junto a Abinee, o coordenador dos programas de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, afirmou nesta segunda-feira (7), que será disposta a internet rápida via fibra óptica (Plano Nacional de Banda Larga) para as operadoras no valor de R$ 230, para que as conexões cheguem ao consumidor custando, em média de R$ 30 ou R$ 35.

Alvarez também respondeu a perguntas sobre a participação da Telebrás no Plano Nacional de Banda Larga e disse que o fórum com as entidades que representarão o Plano Nacional de Banda Larga deverá ser composto por aproximadamente trinta endidades e que sua instalação e lançamento se darão no dia 23 de junho às 10h30.

Já Humberto Barbato, presidente da Abinee, complementou com a informação que o investimento em equipamentos de internet é alto e, portanto, de longo prazo. De acordo com Barbato, a Abinee apóia o incentivo à tecnologia e produção nacional.

Já quanto aos consórcios, segundo Alvarez, não surtirão efeito se não obtiverem licitação. Logo, qualquer empresa ou consórcio poderá obter incentivo do governo.

“O aspecto do capital fica um pouco superado, porque o que importa agora é o desafio e o que é investido dentro da lei da informática”, disse Barbato.

Alvarez também informou que o Plano atenderá inicialmente seis cidades e que em 2010 pouco será feito devido a baixa capilaridade de fibra optica, hoje em torno de 11 mil quilômetros.

Ele defendeu a velocidade previstas para as conexões no PNBL, de 1 Mbps, contestando que a mais de 2/3 dos lares com internet no País, possui links compartilhados inferiores a 256 Kbps. "Logo, esta capacidade suprirá a necessidade atual dos brasileiros." Alvarez não comentou comparações do PNBL com planos internacionais de banda larga.

PNBL, em números

Alvarez e Barbato afirmaram que o plano é muito novo e que a meta de quatro anos (2014) é de curto prazo, devendo gerar resultados conforme seu tempo. Nos quatro primeiros anos, a expectativa é de alcançar vinte e cinco capitais, com investimento de aproximadamente R$ 5,7 bilhões.

Já o setor privado, segundo os porta-vozes, terá financiamento de R$ 6,5 bilhões, com custo zero de PIS e Cofins.

“É importante ter a equalização do tesouro para diminuir a taxa de juros”, concluiu Alvarez.
César Alvarez poderá presidir o Conselho de Administração da Telebrás

Revista Veja - 12/06/2010

O novo presidente do Conselho de Administração da Telebrás deverá ser César Alvarez, secretário particular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A indicação de um homem de sua confiança para o lugar hoje ocupado por Ronaldo Dutra de Araújo reflete a decisão de alterar todo o comando da estatal antes do início do plano de popularização da banda larga. Atualmente, o conselho é composto de indicados do PMDB mineiro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aposta da Vivo na banda larga reforça pressão para Telefónica subir oferta

Jornal Económico - 11/06/2010

O CA da PT reafirma que a oferta de 6.5 mil milhões de euros não  reflecte o valor estratégico da Vivo.
O CA da PT reafirma que a oferta de 6.5 mil milhões de euros não reflecte o valor estratégico da Vivo

Operadora brasileira vai investir na banda larga móvel. A aposta assenta como uma luva no discurso da PT, que insiste que a actual oferta da Telefónica, de 6,5 mil milhões de euros, não reflecte o valor da Vivo.

O futuro do mercado brasileiro de telecomunicações passa pela Internet em banda larga, pelo que a Vivo vai investir numa rede que chegue a 85% da população do Brasil. Este anúncio feito pelo presidente da Vivo, na quinta-feira, acabou por reforçar a posição da administração da Portugal Telecom (PT), que continua a defender que a oferta da Telefónica para compra da sua participação na Vivo não reflecte todo o potencial da operadora brasileira.

Segundo Roberto Lima, presidente da Vivo, a operadora detida pela PT e pela Telefónica vai expandir a sua rede móvel de terceira geração (3G) dos actuais 600 para 2832 municípios brasileiros, até ao final do próximo ano. Esta expansão permitirá à Vivo entrar em força no mercado da banda larga móvel, considerado pelos analistas como o próximo filão do mais apetecido mercado da América Latina. O que significa maiores receitas nos próximos anos, especialmente se a Vivo for integrada com a operadora fixa da Telefónica, a Telesp, que é o objectivo último dos espanhóis.

Com a integração, além de consideráveis poupanças de custos, a Vivo passaria a oferecer pacotes ‘quadruple play', com comunicações de voz e de dados fixos e móveis numa só factura. Actualmente, a Vivo é já líder de mercado nas telecomunicações móveis, com cerca de 54 milhões de clientes.

Este anúncio, que coroa uma semana de contra-ataque da PT, assenta como uma luva na estratégia da operadora liderada por Zeinal Bava. Até porque na recente visita a Portugal, o presidente brasileiro afirmou que pretende que a PT continue no Brasil para levar a Internet móvel a todo o país. Actualmente, a PT só poderá fazer isto através da Vivo, pelo que estas palavras de Lula da Silva foram vistas como um apoio à sua posição. Além disso, está em cima da mesa a valorização da Vivo.

Uma tevê na sua mão

Isto É Dinheiro - 11/06/2010

Cerca de 5% dos celulares vendidos no Brasil terão o recurso de tevê digital em 2010. É uma onda que vai além da febre da Copa do Mundo

Quando o Brasil entrar em campo no estádio Ellis Park, em Johan-nesburgo, para iniciar sua participação na Copa do Mundo da África do Sul contra a Coreia do Norte, na terça-feira 15, uma parcela dos torcedores estará com o olhar fixo numa tela pequena. Eles vão assistir à partida ao vivo de um celular ou de uma tevê portátil com tecnologia digital.

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Rodrigo Ayres, da LG: 2,5 milhões de celulares com tevê digital devem ser vendidos no Brasil em 2010

Estes equipamentos são o radinho de pilha do século XXI”, afirma Rodrigo Ayres, gerente de produto da LG Electronics, uma das muitas fabricantes que estão apostando neste novo filão. A companhia estima que 5% dos aparelhos móveis vendidos no mercado brasileiro em 2010 terão o recurso de tevê, o que significa 2,5 milhões de celulares. Além da LG, a lista de fornecedores que apostam neste segmento inclui a AOC, Nokia, Samsung, TecToy e Tele System.

E a aposta faz sentido. Segundo uma pesquisa realizada pela Telegent Systems, empresa que produz chips que são colocados em celulares para a tevê móvel, 71% de brasileiros e mexicanos assistiriam ao vivo aos jogos da Copa do Mundo em um celular enquanto trabalham, se seus aparelhos tivessem o recurso de televisão.

No mundo, há 80 milhões de aparelhos capazes de receber imagens de redes de tevê gratuitamente. A maioria deles se concentra em países emergentes. A Telegent diz que está vendendo aproximadamente 750 mil chips por mês a fabricantes de celulares de países como Brasil, Peru, Argentina, Rússia, Nigéria, Tailândia, Egito e China. O lugar com o maior mercado é a Coreia do Sul, com 27 milhões de pessoas assistindo regularmente à tevê de seus aparelhos.

Uma das razões para o crescimento deste segmento é a tevê digital. Implantada há pouco mais de dois anos, só agora ela está nas principais regiões metropolitanas do Brasil. Com isso, os donos desses aparelhos conseguem uma qualidade de imagem perfeita, livre de chuviscos, bem diferente da de modelos semelhantes, mas que usavam a tecnologia analógica.

A durabilidade das baterias aumentou, o que permite agora assistir a um jogo de duas horas sem a necessidade de recarregá-la ou de ficar preso a uma tomada. Isso significa mobilidade. O crescimento da demanda estimulou também a produção local. Foi o caso da empresa taiwanesa AOC, que passou a fabricar uma tevê portátil em Manaus. “O preço ficou cerca de 30% menor”, diz Audiene Oliveira, gerente de produtos da companhia.

Apesar do crescimento da demanda em razão da Copa do Mundo, a onda de tevê portátil e móvel não deve ser passageira no Brasil, em razão do campeonato de futebol. A coreana LG fez uma pesquisa com 400 consumidores de seus aparelhos e de concorrentes e constatou que 90% deles querem que o recurso esteja no seu próximo celular.

Entre aqueles que usavam a tecnologia analógica, apenas 20% pensavam dessa forma. “A função de tevê tende a substituir outros recursos de entretenimento”, acredita Ayres, da LG. O certo é que os torcedores brasileiros vão continuar a reclamar dos juízes nos estádios de futebol. Dessa vez, com muito mais razão. Eles estarão assistindo aos jogos ao vivo com seu novo radinho de pilha.


SU33-Wb, da Nokia: é um adaptador para tevê digital que funciona com nove modelos de celulares da empresa. Por R$ 199

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GPS TS 7100 PND: é um GPS, da Tele System, que conta com tevê digital. Por R$ 1.999

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TV TPD-100, da AOC: tela de 3,5 polegadas e bateria com duração de três horas e meia. Por R$ 299

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Star Lte, da Samsung: grava até oito horas de programação. Pesa 92 gramas. Por R$ 499

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TDP-200, da Tectoy: tela de 3,5 polegadas e peso de 275 gramas. A bateria dura duas horas. Por R$ 399

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Quem tem medo do PNBL?

Três perguntas e três respostas com Rogério Santanna, presidente da Telebrás, gestora do Plano Nacional de Banda Larga

1 - O senhor afirma que as reclamações das operadoras contra o Plano Nacional de Banda Larga são, na verdade, medo da retaliação de clientes insatisfeitos. Por quê?

Rogério Santanna - As operadoras falam na interferência da Telebrás como se fossem perder mercado, mas na verdade nosso plano pode exatamente criar mercado: expandindo as redes, será possível que as operadoras cheguem a lugares onde hoje não atuam, como é o caso da Telefônica no Nordeste, por exemplo. O choro é livre, mas, na verdade, é temor de perder clientes maltratados, que fazem das operadoras líderes em reclamações no Procon.

2 - Qual a expansão de infraestrutura prevista pelo PNBL?

Santanna - Em 2010, implantaremos backhaul em Brasília e em 15 capitais do Sudeste, Nordeste e Norte, além de outras 100 cidades a serem definidas em breve. Sul e Centro-Oeste não são prioridade porque as estruturas de banda larga estão mais desenvolvidas. Até 2014, a meta é chegar a 25 capitais, totalizando 30.803 km de backbone.

3 - E quanto ao preço?

Santanna - Hoje, o pacote médio de banda larga vendido no Brasil fica em 256 Kbps e R$ 49,00. É quase cinco vezes mais caro do que no Japão, tanto que a média de gasto com banda larga é de 4,5% da renda per capita do brasileiro. Nossa meta é alcançar, este ano, pacotes de 512 Kbps por R$ 35,00 com isenção do ICMS. Já para 2014, a projeção é de que o preço diminua para até R$ 10,00, sem o ICMS, à velocidade de 512 Kbps, com limitação de download, chegando a 39 milhões de lares.

Plenário pode votar banda larga nas escolas em sessão na terça-feira (15)

Agência Câmara - 11/06/2010

As propostas sobre a ampliação do acesso à internet de banda larga nas escolas (Projeto de Lei 1481/07 - FUST) e a garantia do direito de visita dos avós aos netos no caso de divórcio dos pais são os destaques da sessão extraordinária convocada para a terça-feira (15), às 18h30.

A oposição é contra o projeto, pois considera que falta clareza sobre a escolha dos programas a serem financiados com dinheiro do Fust por meio de licitação.
Estão abertas as inscrições para a 9ª Oficina para Inclusão Digital

Este ano, o evento será realizado em Brasília, entre os dias 22 e 24/6, no Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CET/CNTC).

O que Encontro
Quando 22/06/2010 00:00 até
24/06/2010 00:00
Onde Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio
Nome do Contato Ministério do Planejamento
E-Mail do Contato
Adicionar evento ao calendário vCal
iCal

Estão abertas as inscrições para a 9ª Oficina para Inclusão Digital. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficina.inclusaodigital.gov.br.

O evento ocorre no momento em que governo, sociedade e iniciativa privada discutem a implantação do Plano Nacional da Banda Larga (PNBL), cujo objetivo é universalizar a Internet de alta velocidade para cidadãos, instituições do governo, entidades da sociedade civil e empresas, de modo a promover oportunidades, desconcentrar renda e incorporar os cidadãos hoje excluídos desse serviço. A meta é expandir de 11,9 milhões para cerca de 40 milhões o número de domicílios com esse tipo de conexão até 2014.

A oficina é organizada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (SLTI/MP), em conjunto com o Comitê Técnico de Inclusão Digital do Governo Federal, atualmente coordenado pela Dataprev, e pelas instituições Sampa.org, RITS (Rede de Informações para o Terceiro Setor), Cidadania Digital, Coletivo Digital, Projeto Saúde & Alegria e IPSO (Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos).

Oito cidades da Copa terão internet a R$ 35 já em 2010, diz Telebrás

Até dezembro, PNBL deve chegar a 16 capitais, incluindo SP e RJ.
Outras quatro sedes do próximo Mundial também devem receber sistema.

G1 - 11/06/2010

Oito das 12 capitais que serão sede dos jogos da Copa 2014 no Brasil terão banda larga a R$ 35 ainda este ano: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Natal e Salvador. A informação foi confirmada ao G1 na tarde desta sexta-feira (11) pela assessoria de imprensa da Telebrás – órgão reativado pelo governo federal para ser o responsável por implementar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

De acordo com o plano de gestão da Telebrás, além das cidades-sede do Mundial de 2014, serão interligadas ao sistema mais oito capitais – Palmas, Aracaju, Goiânia, Maceió, São Luís, Teresina, Vitória e João Pessoa – e outras 100 cidades do Nordeste e Sudeste do país.

“A meta para esse ano é implantar o núcleo principal da rede, chamado de backbone, em 16 capitais e interligá-lo com mais 100 cidades, além de ligar 96 pontos corporativos do Governo Federal nas capitais. Até 2014, chegaremos a 4.278 municípios”, afirmou o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, ao blog da 9ª Oficina para Inclusão Digital, evento que será realizado entre os dias 22 e 24, em Brasília.

“O governo vai vender banda larga no atacado para quem quiser oferecer o serviço. Vamos fazer um contrato com fornecedores interessados em disponibilizar o sinal de alta velocidade para o usuário final ao preço de R$ 35. Nos locais onde não houver cobertura suficiente, preço suficiente ou velocidade suficiente, o governo vai fornecer diretamente”, explicou Santanna.

O presidente da Telebrás é um dos convidados da 9ª Oficina para Inclusão Digital, que terá o PNBL como tema de uma plenária e será transmitida ao vivo pela internet. O evento reunirá monitores de telecentros, representantes de instituições de apoio à inclusão digital, gestores de projetos governamentais e privados, membros de conselhos gestores, além de profissionais, estudantes e pesquisadores da área. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site oficial do evento.

Com investimento total é estimado em R$ 13,5 bilhões, o PNBL tem o objetivo de expandir de 11,9 milhões para cerca de 40 milhões o número de domicílios com conexão à internet rápida até 2014 a um preço máximo de R$ 35.

A ideia é possibilitar que os mais de 1,7 mil provedores atuantes hoje no país tenham condições de participar do processo de expansão da banda larga, atualmente dominado por três grandes operadoras – Grupo Embratel Net, Telefônica e Oi, que detém 86% da conexão do Brasil.

“A banda larga é cara, só existe nos grandes centros, é mais barata nos grandes centros e regiões mais ricas e, em geral, está em regiões com concentração populacional. As pesquisas mostram que as regiões mais pobres estão excluídas desse processo. Essa infra-estrutura tem de baixar de preço para que o país possa multiplicar os acessos, expandir as possibilidades de negócios e de projetos nas áreas de educação, saúde e segurança”, afirmou Santanna.

AL é a região do mundo que mais cresce em audiência de Internet

Teletime - 11/06/2010

A América Latina foi a região do mundo que apurou o maior crescimento no uso de internet: 23% na comparação de fevereiro deste ano com o mesmo mês de 2009, chegando a representar 8% de todos os internautas do mundo, segundo dados da comScore.

O relatório da empresa de pesquisas apontou que em fevereiro deste ano a América Latina contabilizou 99,3 milhões de visitantes únicos de web, entre usuários maiores de 15 anos com acesso à internet em casa ou no trabalho. Este número era de 80,93 milhões em fevereiro de 2009. No Brasil esta audiência saltou 20% na mesma base de comparação, fechando fevereiro deste ano em 34,24 milhões de visitantes únicos.

De acordo com Alejandro Fosk, vice-presidente sênior da comScore para a América Latina, o mercado on-line da região está registrando taxas de expansão sem precedentes. “À medida que cresce a penetração e diminuem os custos dos serviços de conexão banda larga, esperamos que o uso da internet siga avançado na América Latina”, disse ele.

O analista ressaltou que esse movimento cria oportunidades tanto para marcas locais quanto globais de alcançar e fidelizar a audiência. Entre os destaques, a pesquisa mostrou que as ferramentas de busca são o maior destino da audiência da internet, somando cerca de 137 buscas por mês por usuário. O Google detém participação de 88,9% sobre este total.

Outro dado relevante da amostra foi o fato da audiência do Twitter ter expandido 13 vezes na América Latina entre fevereiro de 2009 e fevereiro deste ano, enquanto que o avanço no mundo fora de 5%. O Brasil é o maior país da região em uso do Twitter.
Internet: "neutralidade da rede deve ser regulada pela Anatel"



Miriam Aquino - Tele.Síntese - 11/06/2010

ImageO marco civil da internet, projeto de lei do governo que será enviado ao Congresso Nacional em agosto, virá com algumas novidades frente à consulta pública no que se refere às responsabilidades pelo conteúdo que trafega na Web. Conforme um dos coordenadores do projeto, Guilherme Almeida, chefe de gabinete da secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, o ministério ainda não se sente confortável com a posição de que só sejam retirados conteúdos do ar mediante decisão judicial, pois esta medida, se preserva a liberdade de expressão, pode prejudicar aqueles que querem se proteger dos abusos pornográficos.

A neutralidade da rede, se é um princípio previsto na proposta, deve, no entender de Almeida, ser regulada pela Anatel, agência responsável pela infraestrutura de telecomunicações. Quanto à proteção à privacidade dos dados, ele observa que a proposta também traz somente os princípios gerais, mas que a preservação dos dados individuais deve ser regulada por uma outra lei, que também está em discussão no Ministério da Justiça.

Tele.SínteseAcabou a segunda rodada da consulta pública ao Marco Civil da Internet, que recebeu mais de mil contribuições. Quais são os próximos passos?
Guilherme Almeida – Analisar todos os cometários, fazer alterações nos artigos, manter integrado o texto. Consultar os órgãos de governo a respeito da versão final, e encaminhá-lo para o Congresso Nacional.

Tele.Síntese
Será um projeto de lei simples ou complementar?
Almeida – É um projeto de lei simples.

Tele.Síntese- A dúvida é: se é um projeto de lei simples, ele não prevalece sobre as demais proposições que tramitam no Congresso Nacional, com propostas bem antagônicas. Por que então lançar mais um projeto?
Almeida – Até por isso é que ele existe. Existem muitos projetos de lei que ignoram a natureza da internet. Por exemplo: tem projeto que obriga a cadastrar todos os e-mails enviados por 10 anos. É uma medida anacrônica e irreal para a internet. Ou eles vão travar a internet, ou vão ser desrespeitados. Entendemos que seria necessária uma lei que tivesse uma camada de tradução, que ajudasse o Direito a respeitar a internet.

Tele.Síntese
- Quando a minuta do projeto seráa enviada o Congresso Nacional?
Almeida- A previsão é para o final deste mês. Mas considerando que ele ainda terá que ser aprovado por diferentes instâncias do governo, acredito que deverá ser encaminhado ao Legislativo no final de julho.

Tele.Síntese O governo pedirá que sua tramitação se dê em regime de urgência?
Almeida – Acredito que não. Essa iniciativa será definida pela Casa Civil. Embora o pedido de urgência seja uma iniciativa do presidente Lula, acredito que é melhor o debate estar mais amadurecido.

Tele.SínteseQuais os princípios que nortearam o Ministério da Justiça na elaboração da proposta?
Almeida – Trazer os usos e costumes da internet para serem reconhecidos pelo Direito. Questões como neutralidade da rede, proteção a dados pessoais, garantia da privacidade, liberdade de expressão, intimidade, segurança. Premissas e valores, a inimputabilidade dos meios de transmissão. Uma série de elementos da natureza da internet para que sejam interpretados pelo judiciário. Que possam ser usados por promotores, advogados em suas petições. E também pautar o debate legislativo a esse respeito.

Tele.Síntese
Há críticas sobre o alcance da proposta.
Almeida – O projeto não se propõe a esgotar o tema. Por exemplo, ele não trata da comunicação social eletrônica de massa; certificação digital; direito autoral, spam, e uma dúzia de temas. Ele é uma base, a partir da qual esperamos que cada tema seja revisado segundo os seus princípios. Ele não tem uma forma vinculante, mas deve pautar o debate.

Tele.Síntese Hoje existem dois movimentos importantes no mundo. Um, liderado pelos países europeus questiona o livre download através do P2P. Há outro movimento que quer maior controle da internet aí envolvendo diferentes potências mundiais. Em minha avaliação, o projeto de lei do Ministério da Justiça está na contramão destes movimentos, mais em prol da liberdade. Concorda?
Almeida – Seu diagnóstico está bom. Existe um conflito entre liberdade e controle na internet.É um dilema é legítimo: combate à criminalidade à honra a preservação do direito intelectual por um lado e a defesa da liberdade e direitos fundamentais de outro. Nossa função é tentar buscar um equilibrio, com a determinação de que os direitos fundamentais não sejam sonegados. O debate que busque a repressão, o controle, a criminalização, etc., pode ser duplamente perigoso: primeiro porque, com o argumento da segurança corre-se o risco de suprimir direitos fundamentais das pessoas. O segundo risco é da própria internet. O excesso de dominação e controle pode – caso da China – prejudicar a estrutura e desenvolvimento da rede.

Tele.Síntese
No momento em que os países desenvolvidos tendem a um maior controle, de que forma esse movimento afeta o projeto brasileiro?
Almeida – É uma resposta brasileira a esta situação.

Tele.Síntese
- Você acha que o Brasil não vai precisar passar por esta discussão?
Almeida- Acho que o Brasil está apresentando para si e para o mundo um novo caminho possível de regulamentação. No âmbito internacional, está-se apontando para o maior controle como único caminho possível. Estamos tentando construir uma alternativa. Achamos importante algum grau de controle, procedimentos de segurança e cooperação internacional. Não somos contra, mas este não pode ser o principal argumento para regulamentar a internet.

Tele.SínteseDa mesma forma em que existe a discussão liberdade versus controle. Há também a questão liberdade versus privacidade. Nos últimos tempos temos assistido denúncias de usos indevidos das informações de seus usuários. Como projeto trata a questão da privacidade?
Almeida- Há uma lacuna ainda maior em nossa legislação. O Brasil não tem uma lei clara para a proteção de dados pessoais. Este é um passo importante e necessário. No ministério estamos trabalhando com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) para formularmos um novo projeto de lei neste sentido. Este tema não estará presente do Marco Civil da Internet.

Tele.Síntese
Por que não?
Almeida – Porque o Marco Civil é um projeto transversal. E a questão dos dados pessoais não trata apenas da internet. O cartão de crédito, de fidelidade, do banco, do mercado também carregam dados pessoais. Antecipamos no Marco Civil três premissas para internet: o princípio da privacidade, na forma da lei; o provedor de conexão não pode filtrar, monitorar o tráfego que passa por ele. Ou seja, não cabe àquele que transporta violar a comunicação.

Tele.Síntese O princípio da inviolabilidade da comunicação está na Constituição
Almeida – Só para as comunicações telefônicas e telemáticas. Queremos deixar claro para a internet. Outro ponto que deixamos claro refere-se ao destinatário da comunicação, com o princípio da auto-determinação afirmativa, dá ao titular dos dados o poder de decidir o que fazer com eles. Ou seja, para se fazer algo com os dados de alguém, tem que haver o consentimento da pessoa, e tem que ser livre, não compulsório, além de se informar com clareza sobre o seu uso.

Tele.Síntese
As polêmicas da proposta estão concentradas em três grandes temas: a neutralidade da rede; a guarda de registros e responsabilidades na remoção de conteúdo. Vocês já mexeram em uma delas, não?
Almeida – Sim na de remoção de conteúdo. O “x” da questão é: na situação atual, não existe uma clareza sobre a responsabilidade civil daqueles que recebem conteúdos de terceiros. Em alguns casos eles respondem por comentário, postagem, etc. Seja pequeno ou grande portal.

Tele.SínteseEm relação à neutralidade da rede, também há um debate mundial. As empresas de telecomunicações alegam que há um desbalanceamento entre a procura por bits e oferta da infraestrutura. Elas não querem se meter no controle do conteúdo, mas argumentam que uma única corporação, ou produto, ou site que consumir 80% do tráfego da rede é um privilegiado em relação aos pequenos provedores. Como o Marco Civil trata esta questão?
Almeida - Ela é complexa, mas parte da lógica da não-discriminação. O que não quer dizer, por exemplo, que não se pode estabelecer que a pessoa que paga “x” tenha até 300 Kbps e a que paga “x” mais “y” tenha mais capacidade. Isto não quer dizer, que está-se ferindo a neutralidade da rede.

Tele.Síntese Mas em relação às grandes corporações? Exemplo: um site de busca, sei lá, consome 80% do tráfego da rede mundial. Outro que não consome, cai. Como lidar com isso?
Almeida – É um tema que merece debates mais aprofundados e que a a sua exata regulamentação tem um “q” de regulamentação de telecom. Temos uma tarefa para a Anatel. A função do Marco Civil é apontar o fundamento legal que permita a regulamentação posterior. E que já estabeleça algumas vedações. Assim como a Lei Geral estabelece algumas obrigações de interoperabilidade, seria possível obter obrigações de não discriminação com mais clareza.

Tele.Síntese E o que o Marco Civil traz para esta questão?
Almeida – Em primeiro lugar, traz a neutralidade da rede para a internet. Ele trata com uma premissa (artigo 12) de não discriminação de conteúdo em relação a sua origem, formato, padrão, protocolo, salvo por questões técnicas. Uma pessoa que compra um carro 1.0 não vai ter o mesmo potencial de correr em uma estrada do que uma pessoa com um carro 3.0, mas a estrada não deveria proibir que essa pessoa corresse menos do que a outra.

Tele.Síntese O problema é como você assegura isso?
Almeida – Buscamos assegurar a não-discriminação como princípio geral. O detalhamento disto pode vir por normas de telecomunicações ou eventualmente pode-se estender para a defesa do consumidor ou Ministério Público.

Tele.SínteseO marco Civil não remeteu esta questão à Anatel.
Almeida – Há uma dúvida se deveríamos remeter esta questão à Anatel nesta lei, visto que a LGT já trata disso. Existe uma discussão maior sobre a natureza do provimento de serviço de internet. Uma discussão de fundo, que também o projeto não quis entrar ( se internet é SVA ou telecom). Não quisemos tratar de infraestrutura, mas da camada de garantia de direito e responsabilidades, poderes, deveres e restrições.

Tele.SínteseEm relação ao segundo tema polêmico, com a mudança feita ao longo da consulta pública, como ficou a proposta do Ministério?
Almeida – A linha de fundo da proposta é que os que são meros intermediários da comunicação, que hospedam conteúdos de terceiros, não devem ser responsabilizados pelo conteúdo que não é deles. Após essa premissa, precisamos estabelecer as responsabilidades. E a primeira alternativa foi a de criar um mecanismo de ajuda a quem se sentiu prejudicado. Mas, a partir da demanda da sociedade, mudamos as regras para que a remoção de um conteúdo só possa ocorrer por ordem judicial. Esta forma é benéfica à liberdade de expressão, mas pode ser prejudicial a outros direitos

Tele.Síntese
Do tipo?
Almeida- Do tipo honra, do tipo imagem, do tipo abusos de pornografia, bullying. A menina que sofreu uma montagem por pornografia divulgada na internet, conforme a proposta modificada, precisará contratar um advogado e ir à justiça e esperar uma, duas, três, cinco semanas para tirar do ar o conteúdo que lhe causa esse grande prejuízo. Mas este foi, até o momento, o caminho que se formou para preservar a opção da sociedade pela liberdade de expressão.

Tele.Síntese
- É uma questão que poderá ser revisitada?
Almeida – O ministério ainda não se sente satisfeito com a proposta. O próprio ministro (do STF) Gilmar Mendes apontou com clareza o problema dos Tribunais Judiciais Especiais, criados para melhorar o acesso ao Judiciário e que funcionaram tão bem, mas que agora têm 3 milhões de ações em menos de um ano. Eles entupiram. Achamos que judicializar a questão não é a solução. Ainda estamos buscando um meio-termo para preservar a liberdade de expressão, mas criando algum mecanismo que possibilite a pessoa a voltar atrás do que fez ou que facilite a vida do judiciário no processo.

Tele.SínteseAlguns afirmam que o marco civil trará mais ônus para os provedores
Almeida – Mesmo que prevalecesse a primeira proposta, de o provedor notificar os afetados pela comunicação, ainda assim os benefícios certamente seriam maiores do que os prejuízos. A eliminação da responsabilidade dos intermediarios já é um ganho incontestável. Além do mais, o custo do armazenamento de dados cai a cada dia.

Tele.Síntese
E as lan houses e telecentros serão tratados como provedores de internet para esta lei?
Almeida – Não, eles são encarados como usuários. Os provedores são as telefônicas, que teriam o registro.
VIACABO TEM NOVA DIREÇÃO E NOVOS SERVIÇOS DE INTERNET BANDA LARGA PARA O INTERIOR DO PAÍS

Portal Rondônia - 11/06/2010


Marcelo Lacerda e Silvia de Jesus, dois pioneiros da internet no país, assumem o controle da empresa de TV por assinatura Viacabo para levar o serviço de banda larga ao interior do país


Campos dos Goytacazes: cidades de médio porte são o alvo principal da empresa

Quando a internet começou a ser explorada comercialmente no Brasil, alguns empreendedores tornaram-se conhecidos por dar os passos certos em um terreno novo e ainda desconhecido para a maioria das pessoas. Entre eles estava o gaúcho Marcelo Lacerda, criador da NutecNet, um dos primeiros provedores de internet do Brasil. Vendida em 1996 para o grupo de mídia RBS, a NutecNet deu origem ao ZAZ, que foi posteriormente adquirido pela Telefônica por cerca de 240 milhões de dólares e transformou- se no Terra, um dos maiores portais e provedores de acesso do país. Depois da venda da empresa, Lacerda ficou sumido por quase cinco anos. Como ele mesmo diz, não fez muita coisa nesse período. "Não tem nada de errado com isso", brinca. Mas há três anos, quando prestava algumas consultorias informais e gerenciava sua fortuna pessoal, ele recebeu um telefonema de um amigo americano que o fez reconsiderar a aposentadoria precoce. Esse amigo, um consultor especializado na área de telecomunicações, deu a Lacerda uma dica preciosa: por que não olhar para a Viacabo, uma empresa de TV paga presente em 14 cidades do país? A americana Adelphia, uma das acionistas da Viacabo, havia declarado falência nos Estados Unidos e queria vender sua parte na companhia brasileira. Talvez houvesse aí a oportunidade de um bom negócio.

Na avaliação de Lacerda, havia. Depois de mais de dois anos de negociações, ele e uma porção de sócios renomados fecharam a compra de 75% da empresa, que foi rebatizada de Blue Interactive. A aquisição deve ser oficializada nos próximos dias pela Anatel, a agência reguladora do setor de telecomunicações. Lacerda não voltou sozinho. Junto com ele está Silvia de Jesus, ex-executiva do grupo RBS que foi seu braço direito durante os tempos de ZAZ e Terra. Silvia é sócia da nova empresa e terá o cargo de presidente. No grupo de acionistas, há nomes como Pedro Parente, presidente da Bunge, Francisco Valim, presidente da Experian Serasa e ex-NET, e Sérgio Pretto, do time de fundadores da Nutec. A ideia, nas palavras de Silvia, é criar um novo modelo de empresa de telecomunicações: "Seremos uma transportadora de informações digitais, pronta para transmitir qualquer tipo de dado por uma rede altamente capacitada". Mais que isso: Lacerda e Silvia querem atuar em cidades que não costumam ter acesso às tecnologias mais modernas empregadas pelas operadoras de telefonia fixa nem pelas grandes da TV paga. Apesar da grande digitalização que ocorre hoje no Brasil, muitas cidades de médio porte ainda não contam com as mesmas infraestruturas de dados encontradas nas principais capitais.

Essa desigualdade digital é um dos pontos centrais da estratégia da Blue Interactive. A NET, maior operadora de TV paga e internet banda larga do país, está em apenas 100 municípios, e mesmo nessas cidades mira os clientes das classes A e B. Mas 80% das residências de classe C brasileiras estão em outras cidades. "Existe uma oportunidade enorme de levar conectividade a essas famílias", diz Lacerda. Ele acredita que a demanda por banda larga vai aumentar dramaticamente num futuro próximo. Uma conexão de 1 ou 2 megabits por segundo pode ser suficiente, mas em três anos não será incomum ver casas que exijam uma velocidade cinco vezes maior, afirma Lacerda. A migração do entretenimento para a web, tanto em sites gratuitos e independentes como YouTube como em serviços online de venda e aluguel de filmes e programas de televisão, é inevitável, e alguém vai ter de deitar os cabos para que eles se tornem realidade. Silvia e Lacerda planejam unir a infraestrutura atual da Viacabo com a compra de equipamentos para a atualização da rede. Nos próximos dois anos, a meta é investir mais de 25 milhões de reais na modernização das redes de cidades como Dourados, em Mato Grosso do Sul, Macaé, no Rio de Janeiro, Varginha, em Minas Gerais, e Porto Velho, em Rondônia. A Blue Interactive quer oferecer serviços interativos de classe mundial nos rincões do país.

É claro que a nova empresa não vai estar sozinha. Além da Oi, que opera as redes de telefonia fixa nos municípios atendidos pela Blue Interactive, a concorrência pode vir também da GVT. Comprada pela francesa Vivendi no ano passado, a GVT está de olho em cidades de médio porte. A empresa entrou, por exemplo, em Sorocaba, no interior de São Paulo. "Mas os bons resultados da GVT são prova de que novas empresas podem ganhar mercado rápido se venderem serviços integrados de qualidade", diz Luiz Cuza, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp). Cuza lembra que a criação de pacotes triplos (telefone, TV e internet), há três anos, fez o crescimento do setor mais que dobrar, de uma média de 7% ao ano para 18%. Pode haver também a competição das operadoras celulares. As licitações para as redes de próxima geração ainda nem sequer aconteceram, mas todos sabem que a banda larga sem fio, também conhecida como 4G, será um competidor importante no novo desenho das telecomunicações. E, é claro, existe a grande incógnita do Plano Nacional de Banda Larga. De acordo com o que foi divulgado até agora, a ideia do governo é que a Telebras fique responsável por levar a internet até as cidades, e que empresas como a Blue Interactive façam a venda no varejo. "Pelo que vimos até agora, o plano pode ser bom para a empresa", diz Silvia.

Na rede

Os mercados de TV paga e internet vêm crescendo rapidamente na última década

A Blue Interactive deve chegar ao fim do ano com 100 000 assinantes, em 14 cidades. Lacerda e Silvia não comentam, mas sabe-se que eles estão negociando a compra de outras empresas pelo interior do país. O movimento é semelhante ao que fez a NET mais de uma década atrás nas grandes cidades. Existem cerca de 45 outras operadoras de menor porte que podem ser alvo da Blue Interactive. O capital para isso virá da busca por novos acionistas ou por meio de empréstimos. "Como nosso negócio é levar conexão a mercados secundários, nos quais as grandes empresas não têm tanto interesse, já que buscam altíssimos volumes, não deve ser difícil conseguir levantar recursos", diz Silvia de Jesus.

Em cinco anos, a empresa espera estar em 50 cidades brasileiras, com receita de 1 bilhão de reais, proveniente da assinatura de 1 milhão de clientes. Desde 2006, quando a NET comprou a Vivax e iniciou um movimento mais forte de consolidação no setor, esta foi a primeira vez que uma aquisição não foi feita pela NET ou pela Telefônica. "É um sinal de que estamos caminhando para mais competitividade, pois alguém está olhando para as empresas menores", diz Neusa Risette, diretora executiva da NeoTV, associação que reúne as empresas de TV paga de pequeno e médio porte. Os ventos parecem estar soprando a favor da Blue Interactive. Além do PNBL, a Agência Nacional de Telecomunicações anunciou recentemente que voltará a fornecer concessão de operação de televisão por assinatura depois de 15 anos. Tratase de mais um caminho para a Blue Interactive abrir novos mercados.

Revolutionary Powerline Communications Technology With MIMO Announced by Sigma Designs

11/06/2010

MILPITAS, CA, Jun 11, 2010 (MARKETWIRE via COMTEX) ----Sigma Designs (NASDAQ: SIGM), a leading provider of system-on-chip (SoC) solutions used to deliver entertainment and control throughout the home, today announced it is the first company to deliver MIMO (multiple input, multiple output) features over power line communications chipsets. Adding MIMO functionality will deliver up to twice the performance of existing power line solutions when used in conjunction with the new ITU standard, G.hn.

MIMO delivers a substantial improvement in power line performance because it utilizes all three wires in a power outlet: the phase, the neutral and the ground. By using all three wires, instead of just two, multiple inputs and outputs can be created. This opens up more channels of communications across the home which results in higher guaranteed throughput, increased robustness, better immunity to noise, and improved coverage across outlets. With this new technology, Sigma Designs' products work much better with surge protectors and across multiple phases -- the leading inhibitors to mass deployment of power line today. By using MIMO, Sigma will be able to deliver multiple HD video streams to over 99% of the power outlets worldwide.

"We see great interest from the market for Sigma's new MIMO features," said Gabi Hilevitz, Vice President and General Manager, Home Connectivity Group of Sigma Designs. "We already have multiple design wins with our powerline solutions that use these features."

"Installation complexity and cost are among the biggest impediments to IPTV deployment success," said Gary Schultz, Chief Executive Officer of Multimedia Research Group. "This new announcement by Sigma could simplify the installation process and change the cost structure for deploying IPTV. As a result, the industry could grow even faster than the 30% we are predicting." MRG expects the IPTV market to grow to 83 million households by 2013.

"This is potentially a real breakthrough," said Schultz. "It could change the industry landscape by making G.hn powerline communication a standard networking technology embedded into consumer electronics devices, gateways and set top boxes."

Sigma's MIMO technology will fully comply with the newly-ratified G.hn recommendations and Sigma has already tested the technology in Europe, Asia and North America.

Availability

Early MIMO functionality will first deploy in the Sigma CG2110 HomePlug AV solution starting in July 2010 and will ship in more advanced versions that will double performance in Sigma's new G.hn solution expected later this year.
Executivos internacionais avaliam potencial do Brasil como provedor de softwares


Agência Brasil - 11/06/2010


Rio de Janeiro - Cerca de 50 CEOs (chief executive officer, na sigla em inglês), ou diretores presidentes, de companhias estrangeiras participaram nessa quinta-feira (10), no Rio, de reunião para avaliar o potencial brasileiro como provedor de softwares (programas de computador) e serviços na área de tecnologia da informação (TI). As delegações eram compostas por executivos dos Estados Unidos, do Japão, da China e de países europeus, principalmente da Inglaterra.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, afirmou que a possibilidade de realização de negócios pelo Brasil na área de TI é muito grande. Disse que o país saiu da estaca zero há cerca de cinco anos em matéria de exportação de softwares e serviços. No ano passado, o Brasil exportou US$ 3 bilhões e em 2010 a meta é exportar em torno de US$ 3,5 bilhões, atingindo US$ 5 bilhões em 2011.

“É um crescimento fantástico”, disse Gil. Ele reconheceu que em termos de volume, ainda é um número pequeno, tendo em vista que o mercado global de exportação de software e serviços atinge US$ 100 bilhões, dos quais US$ 60 bilhões são detidos pela Índia. “Entretanto, é um número que cresceu muito nos últimos cinco anos e tem potencial de crescimento bastante grande”.

Segundo o presidente da Brasscom, o Brasil apresenta vantagens para atingir esse objetivo. Entre elas, está o mercado interno de TI que envolve US$ 60 bilhões anuais. “É o oitavo maior [mercado] do mundo e um dos mais sofisticados”, ressaltou Antonio Gil.

O Brasil se destaca na área de TI em serviços e programas relativos a governo eletrônico, votação eletrônica e serviços financeiros, entre outros. Além disso, tem profissionais capacitados, conhecimento de indústria. “Falta agora sermos mais agressivos nas exportações”, acrescentou.

O cenário, contudo, não é feito só de vantagens. Existem problemas a serem superados com urgência, disse o presidente da Brasscom. Ele explicou que os custos trabalhistas e os impostos diminuem de forma considerável a competitividade brasileira diante dos países concorrentes. Sugeriu que na reforma tributária seja tributado o faturamento e não a folha de pagamento.

Para Gil, outra dificuldade é a língua inglesa. “Porque tudo é feito em inglês. Então, o país precisa se preparar mais para se comunicar melhor”. Além disso, é preciso que haja maior divulgação da sofisticação e do tamanho do mercado do Brasil no exterior.

A perspectiva é de que o evento resulte em negócios para as empresas nacionais, a curto prazo, da ordem de U$$ 100 milhões. Os setores financeiro e de seguros, além de empresas manufatureiras, de distribuição e automotivas estão entre os principais futuros clientes do produto de TI brasileiro, informou Gil.

“Nós não estamos iguais à Índia, mas estamos no segundo pelotão, que tem a China, Rússia, o Brasil, as Filipinas, que estão brigando pelo segundo lugar”, disse o presidente da Brasscom.

O fórum foi organizado pela Brasscom, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O potencial da telefonia

DCI - 11/06/2010


A disputa por espaço no mercado brasileiro de telefonia mostra o potencial de crescimento do setor e do País. Por outro lado, também indica que temos uma infraestrutura de telecomunicações frágil e pouco abrangente. Obviamente, se compararmos o que existe hoje com o que tínhamos antes da privatização do setor, saímos do tempo das cavernas para, no mínimo, a Idade Média em pouco mais de uma década. Mas ainda estamos muito longe de ter uma infraestrutura adequada. Enquanto nos países desenvolvidos a internet móvel (3G) já é uma realidade há alguns anos, no Brasil ela ainda engatinha. Além disso, os serviços são caros e de pouca qualidade.

As operadoras culpam, entre outras coisas, a carga tributária pelos preços praticados no setor. Não se trata, porém, apenas do que elas pagam ao fisco. Os investimentos são concentrados nas grandes regiões metropolitanas, enquanto o interior do Brasil, que busca acesso aos serviços, paga muito por muito pouco.

A estratégia da Telefónica em buscar o controle da Vivo é uma clara demonstração desse cenário. A operadora espera unir Telesp (telefonia fixa) e Vivo (telefonia móvel) em uma única empresa. Além de colher os frutos da demanda reprimida por telecomunicações no Brasil e conseguir sinergia bilionária, a empresa busca formas de oferecer serviços integrados e de melhor qualidade.

A recusa da Portugal Telecom (PT), sócia da Telefónica na Vivo, para uma oferta de 6,5 bilhões de euros da espanhola apenas reforça a importância que o Brasil terá para grandes operadoras mundiais nos próximos anos. Apesar de já haver quase um celular por habitante no Brasil, a Portugal Telecom sabe que os serviços não se restringem a telefonia, e sabe também que a maior parte da população brasileira ainda não tem acesso a um serviço de banda larga adequado. Diante disso, a PT vê um enorme potencial de valorização para a Vivo e se dá ao luxo de recusar uma oferta que representa quase o valor de mercado da companhia, de pouco mais de 7 bilhões de euros.

Não foi à toa também que o governo fez tantos esforços para criar uma gigante nacional de telecomunicação, com a fusão entre Oi e Brasil Telecom, assim como espera lucrar com a reativação da Telebrás e a oferta de infraestrutura de rede às operadoras que atuam no Brasil.
Esquenta a briga na banda larga

Anúncio da Vivo de que levará internet 3G para quase 3 mil cidades movimenta concorrência, que promete ir atrás

O Estado de Minas - 11/06/2010

O plano da operadora de telefonia Vivo de levar internet móvel 3G (terceira geração) para 2.832 municípios do Brasil até dezembro de 2011 (no celular ou em computador) vai mexer com o mercado. E não apenas entre as operadoras de telefonia móvel. Segundo avaliação de Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, especializada no mercado de telecomunicações, as empresas de banda larga fixa também vão sentir a pressão. “O baque será maior no mercado de banda larga do que no de telefonia móvel propriamente dito. Isso porque, dentro das cidades em que atuam, ainda há muitas áreas que não são cobertas pelas empresas de banda larga. Com isso, o serviço acaba não atendendo todos os habitantes como esperado”, pondera Tude.

Outra reação causada pelo anúncio é de confronto ao governo federal que, para ressuscitar a Telebrás, antiga estatal das telecomunicações, alegou que as teles não tinham interesse em levar a internet de banda larga a lugares distantes e de baixo poder aquisitivo. “Nessa fase do plano, vamos estender nossa cobertura 3G para cidades com população entre 837 habitantes, como Borá (SP), o menor município do Brasil, até 149 mil habitantes”, informou o presidente da Vivo, Roberto Lima.

Mesmo concorrendo com a estatal na expansão do serviço, Lima reconhece a importância da Telebrás para que o plano da Vivo saia do papel mais rápido. “Precisamos que as redes de transmissão de dados que estão ociosas e subutilizadas sejam disponibilizadas o mais rápido possível. Caso contrário, continuaremos usando redes compartilhadas com nossos parceiros (Claro, Embratel e Oi).

Com uma rede 3G que abrange atualmente 600 cidades do país, a Vivo é a empresa com a maior cobertura, seguida pela Claro, Oi e TIM, num total de 732 localidades atendidas. A empresa pretende fechar o ano com 1.461 municípios beneficiados pelo Plano Vivo Internet Brasil, o equivalente a 75% da população nacional. Até 2011, 85% dos habitantes serão contemplados. No primeiro mês, o usuário pagará o valor promocional de R$ 29,95 para o equivalente a 250 MB de dados trafegados. A partir do segundo mês, a tarifa passa a ser de R$ 59 para todo o país.

Em Minas Gerais, a oferta do serviço vai passar das atuais 49 cidades para 214 até o fim deste ano e 500 até dezembro de 2011, um aumento de mais de 10 vezes. Segundo a operadora, o estado tem o maior número de municípios previstos pelo plano de expansão de internet móvel no país. Isso significa que 84% dos mineiros poderão ter acesso à internet 3G até o fim de 2011. Segundo o levantamento mais recente da Teleco, apenas 113 dos 853 municípios mineiros têm acesso à tecnologia 3G, o equivalente a 13,2% das cidades. A população atendida alcança 11,2 milhões de pessoas ou 56,3% dos habitantes. Hoje, a Claro é a que detém a maior presença no estado, com o atendimento de 100 municípios.

O investimento da Vivo está contemplado na previsão já anunciada de R$ 2,49 bilhões para este ano. “A operadora terá que levar toda a rede de transmissão para garantir banda larga com capacidade razoável de conectividade. Não basta colocar o 3G, tem que ter toda uma infraestrutura para suportar o tráfego”, avalia Tude.

A TIM planeja investir R$ 3,5 bilhões em infraestrutura de voz e dados, sendo cerca de 30% desse volume destinado ao aumento e melhoria da cobertura e qualidade da banda larga móvel (3G) em todo o Brasil. Hoje, a operadora cobre 48% da população urbana e, até o fim do ano, chegará a 60%. (Com agências)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Novo plano da Vivo para internet põe discurso da Telebrás em xeque

(ou Vivo considera que o papel da Telebrás será importante para que seu plano da seja realizado mais rápido)

Folha de São Paulo - 10/06/2010

O plano de expansão da cobertura de internet pela rede móvel (3G) anunciado pela Vivo é uma resposta ao governo federal que reativou a Telebrás para ser gestora do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), que pretende levar internet a 68% dos domicílios até 2014.

Para ressuscitar a antiga estatal das telecomunicações, o governo alegou que as teles não têm interesse em levar a internet em banda larga a lugares distantes e de baixo poder aquisitivo.

O presidente da Vivo, Roberto Lima, afirmou que 2.832 municípios do país estarão conectados até 2011. Hoje, 600 têm cobertura 3G. Dentre as 2.232 localidades que faltam, 72% têm menos de 30 mil habitantes. Borá, no interior de São Paulo, conta com 837 habitantes.

"Não estamos brigando por clientes nas cercanias dos shoppings de São Paulo", disse Lima. "Estamos levando a internet a lugares distantes porque acreditamos que podemos ajudá-los a se desenvolverem e justamente por sermos os primeiros a fazer isso teremos receita lá na frente."

Apesar de contar com a concorrência da Telebrás, Lima considera que o papel da estatal será importante para que o plano da Vivo seja realizado mais rápido.

"Precisamos que as redes de transmissão de dados que estão ociosas e subutilizadas sejam disponibilizadas o mais rápido possível." [Ele se refere ao aluguel de infraestrutura das redes de fibras ópticas que a União diz ter em posse, principalmente da Eletronet]. "Caso contrário, continuaremos usando redes compartilhadas com nossos parceiros [Claro, Embratel e Oi]."

Também na velocidade o plano da Vivo coloca o discurso do governo em xeque. O PNBL promete velocidades de 512 kbps (kilobits por segundo). A Vivo diz que oferecerá velocidades de até 1 Mbps para o tráfego de 250 MB (megabytes). Acima disso, poderá haver redução da velocidade. Nos EUA, que também lançaram um plano para a banda larga, a velocidade é 100 Mbps (99 vezes superior).
Receita de serviços de comunicação de dados fatura US$ 4,02 bi em 2009 na AL

TI Inside - 10 de junho de 2010, 18h00


A receita do mercado de serviços de comunicações de dados da América Latina deve saltar de US$ 4,02 bilhões, em 2009, para US$ 6,18 bilhões em 2015, apurando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 7,4% entre o período, prevê a Frost & Sullivan.

Segundo a consultoria, devido a crise financeira mundial, esta indústria contabilizou expansão moderada em 2009, com o Brasil e México sendo os mercados mais importantes da região latino-americana, principalmente pelo fato de ambos os países estarem à frente em termos de oferta e penetração no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs) do segmento.

“Os principais fatores que impulsionam esse mercado incluem o crescimento do PIB de cada país, a expansão do segmento de PMEs, a oferta integrada de serviços de telecomunicações e de TI, tais como centros de dados e voz e serviços geridos, e o desenvolvimento de setores específicas, como governo e finanças", explica José Roberto Mavignier, Gerente de Pesquisa da Frost & Sullivan.

Soluções customizadas para pequenas e médias empresas, oferta de serviços agregados, bem como o desenvolvimento de novas aplicações são outros drivers de crescimento para o mercado latino-americano total, pontuou a consultoria. O estudo revelou ainda que o segmento de grandes empresas está mais maduro em termos de adoção de serviços de comunicações de dados e, em 2009, representou cerca de 68,3% da receita total do mercado. No entanto, a Frost & Sullivan ponderou que a evolução desse setor na América Latina tende a ser limitada pela sua saturação, combinada com o ambiente macro económico de certos países, como Venezuela.

A pesquisa informou ainda que em mercados mais desenvolvidos da América Latina, a saturação do setor aliado a intensa competição tendem a resultar em uma alteração do poder de barganha das operadoras para os clientes. “Com as empresas exigindo mais segurança e qualidade em suas transmissões de dados, espera-se melhorias no atendimento ao cliente, na robustez das redes e nos níveis de acordo de serviços, tornando as ofertas mais competitivas”, avaliou a consultoria.
Banda Larga e Comunicação: muito a ver

ABERJE - 10/06/2010 - *Marcos Ernesto Rogatto

Recentemente, a internet completou 20 anos de existência. De acordo com o site World Stats são mais de 1.8 bilhões de internautas, ou aproximadamente 25% da população mundial. Nenhuma mídia ganhou tão rápido reconhecimento e crescimento como a Web. Hoje, de alguma forma, tudo passa por ela e tudo que cai na rede movimenta milhões, seja em audiência ou em faturamento. Projeção do instituto Outsell mostra que nesse ano, nos Estados Unidos, os meios online e digital receberão mais investimentos publicitários que a mídia impressa.

Comércio eletrônico, páginas pessoais, portais corporativos, hot sites para lançamentos, aulas online, chats, blogs, publicação de vídeos e redes sociais se espalharam pelos 233 países que acessam a World Wide Web.

Cada vez mais surgem novas oportunidades de acesso a bons conteúdos, como sites dos quais se pode baixar livros gratuitos. Obras de domínio público de escritores conceituados como Fernando Pessoa, Machado de Assis e Franz Kafka, por exemplo. Mas, no Brasil, em plena era da informação, dos livros digitais e das duas décadas da Web, apenas 29% das bibliotecas públicas brasileiras têm internet.

Levantamento realizado pelo Ibope Nielsen Online sobre o acesso à rede mostrou que, em dezembro do ano passado, o número de internautas chegou a 66,3 milhões de brasileiros. Cada um deles passou média de 66 horas conectado, especialmente para trocar e-mails e acessar a sites de relacionamento. Uma razoável porcentagem de acessos e de tempo dedicado à Web.

Por outro lado as empresas paulistas ainda não estão usando o e-commerce como ferramenta de vendas. Estudo da Associação Comercial de São Paulo mostra que 62% das empresas, do setor de serviços, ainda não realizam negócios pela internet. Nas grandes companhias ainda são poucas as que se utilizam das ferramentas de comunicação como TV Corporativa, transmissões ao vivo, murais eletrônicos ou palestras online para integrar, informar e treinar colaboradores. O papel - em suas variáveis folder, jornal e revista -, ainda é utilizado na grande maioria das organizações em detrimento de mídias mais atuais e sustentáveis.

De acordo com os dados do Barômetro Cisco, em dezembro do ano passado, o Brasil chegou a mais de 15 milhões de acessos de banda larga. (22% dos que navegam). As velocidades média de conexão mais frequentes ainda são as de 512 Kbps a 999 Kbps (26,6% do total). Como a maioria dos países considera banda larga acima do patamar de 2 Mbps podemos observar que ainda somos tartarugas digitais.

Uma das explicações para o baixo uso corporativo das ferramentas de comunicação, que se relacionam com a Web, é a limitação da banda. A sua largura é diretamente proporcional às possibilidades de utilizar a rede para potencializar a comunicação e a gestão do conhecimento. Produções em vídeo e Digital Signage necessitam de boa conexão para chegarem aos displays eletrônicos e veicularem suas mensagens. Além das limitações de banda e da falta de hábito em meios eletrônicos, as empresas brasileiras são as que exercem mais controle sobre o uso de mídias sociais no trabalho, segundo pesquisa da empresa Manpower.

No seu Raio X Anual a União Internacional de Telecomunicações aponta que o acesso à banda larga no país é caro e lento. No geral, um brasileiro gasta 4,1% de sua renda para pagar por tecnologias de comunicação. Essa taxa é a pior do BRIC e superior à de 86 outros países. Para dar inveja, na França, a Numericable oferece plano de 100 Mbps por US$ 32,44 ou US$ 0,32 por Mbps. No Brasil, o preço médio de 1 Mbps é de US$ 21 (média entre Net e Telefônica). Na Coréia do Sul paga-se US$ 25 para ter 50 Mbps, sem limitações de dados baixados ou levantados.

A banda larga via telefone móvel 3G é assinada por quase meio bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo os dados da 3G Américas. Esses assinantes representam 11,4% de toda a base mundial de 4,3 bilhões de usuários de telefonia móvel. As redes baseadas no padrão 4G começam a evoluir nas operadoras. No primeiro trimestre deste ano a banda larga móvel registrou expansão de 81% nas três Américas. Enquanto se discute a internet das coisas e muitos já navegam em 4G o Brasil precisa de intervenção da Agência Nacional de Telecomunicações para obrigar as operadoras de internet móvel a informar, nas peças publicitárias, a velocidade mínima do serviço. Isso porque os consumidores acabam navegando em velocidade bem inferior à contratada. Ao mesmo tempo, apenas 5% das maiores empresas em atuação no Brasil têm um pé na mobilidade. Esse é o baixo número apontado em pesquisa realizada pela Mowa.

Enquanto há meses o governo discute a volta da Telebrás, cada dia era um CEO de operadora que partia para a ofensiva se oferecendo para capitanear o processo. O decreto que instituiu o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) prevê triplicar a base de acessos do Brasil e chegar a 40 milhões de residências. É voltado principalmente para as classes C e D e terá planos, com limitação de downloads, a uma velocidade de até 512 Kbps, por R$ 15 mensais. O custo do PNBL, até 2014, está estimado em R$ 12,8 bilhões. Parte desse recurso virá do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

O decreto do PNBL prevê responsabilidades da Telebrás como a implantação da rede de comunicação da administração pública federal, o provimento de links a empresas privadas e administrações federal, estadual e municipal e a prestação do serviço final quando a localidade não for atendida por nenhuma outra operadora de banda larga. Com isso o governo terá que dar vida à extensa malha de fibras óticas já implantadas pela falida Eletronet.

Creio que seria bem melhor não haver tanto dinheiro público para potencializar a inclusão digital e melhorar a sofrível conexão Web brasileira. Reduzir a carga tributária também ajudaria a melhorar a universalização da banda larga. A iniciativa privada tem que participar, mas a discussão é salutar e deveria envolver vários outros setores. Competição é sempre bem vinda e pode aumentar acessos, melhorar qualidade e baixar preços.

A cultura da internet já se fixou por aqui, mas falta aproveitar melhor os potencialidades que se abrem, como o armazenamento de vídeos, interatividade na Comunicação, Web TV, transmissões ao vivo e on-demand. A Cisco, maior fabricante mundial de equipamentos de comunicação, lançou um roteador com capacidade para suportar 1 bilhão de videochamadas simultâneas. Para a companhia o vídeo é a próxima onda tecnológica mundial, pois terá grande presença na Web e em aplicações como teletrabalho, telemedicina e teleeducação.

Apesar dos progressos, comparativamente a países como Coréia, França e Espanha, estamos meio que na idade da pedra digital. Afinal, a internet ainda é inacessível a mais de 105 milhões de brasileiros, ou 65% da população acima dos 10 anos. Essas redes são as estradas do conhecimento e o acesso a elas têm que ser também um serviço público, um direito de todos e fazer parte dos preceitos da cidadania.

*Marcos Ernesto Rogatto é jornalista e trabalhou na Revista Veja e TV Globo São Paulo. Atualmente é diretor da produtora Vista Multimídia. É formado pela PUC Campinas, cursou Ciências Sociais na Unicamp e fez Mestrado em Multimeios também na Unicamp. Foi colaborador do jornal Gazeta Mercantil e mantém o Blog Vista Multimídia sobre Comunicação e Marketing.
Executivos acreditam em mudança de foco da TI no Brasil

Convergência Digital - Cobertura Ciab Febraban 2010 - 10/06/2010

Executivos de grandes empresas de TI no Brasil revelaram otimismo para os negócios do setor no curto prazo. Em mesa redonda realizada na manhã desta quinta-feira (10) durante o Congresso Ciab Febraban 2010, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg fez uma rápida análise sobre o comportamento da indústria de TIC durante a crise econômica de 2009: em resumo, o setor, especialmente no Brasil, foi o que mais rapidamente se recuperou.

Sardenberg mediou a discussão sobre o mercado de TI no atual cenário econômico. Na ocasião, Juarez Zortea, vice-presidente comercial da HP Brasil, disse acreditar que o país experimentará crescimento expressivo do segmento de TI nos próximos dois anos. Para ele, portanto, este crescimento não virá sozinho: trará em seu bojo a demanda por uma remodelagem no foco da indústria brasileira de TI. "Os bancos investem na automação de processos, mas precisam voltar a atenção para a oferta de serviços especializados", destaca Zortea, acrescentando que a Geração Y, que constitui o novo grupo de consumidores de seus serviços, bem como os brasileiros que ainda não possuem contas correntes devem ser foco desses esforços.

Thomas Elberg, diretor-presidente da Perto, concorda ao dizer que estas instituições decidiram não apenas crescer, mas também incrementaram seus investimentos em TI. "O período atual incentiva a criatividade, e as empresas devem considerar diferentes tipos de soluções", sugere.

João Abud Júnior, presidente da Diebold, concorda com Zortea e Elberg. Para o executivo, o potencial tecnológico também é subexplorado no que diz respito à capacidade de exportação do mercado brasileiro. "O Brasil atravessa um excelente momento. O brasileiro é criativo, entende de processos, principalmente na área bancária. Agora é hora de vender o nosso peixe'", afirma.

De fato, a pouca promoção do potencial brasileiro de exportação de serviços e tecnologia é algo que vem sendo tratado esta semana pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), a Brasscom trouxe para o país uma comitiva com representantes de 50 grupos internacionais, incluídos formadores de opiniões, potenciais investidores e potenciais compradores de serviços tupiniquins de TIC. “Esses profissionais serão expostos à realidade brasileira. Terão contato com fornecedores, clientes e autoridades do governo local, que demonstrarão a importância que a oferta de serviços de TI tem para o Brasil”, explica Anotonio Gil, presidente da Brasscom. Além do Ciab, o grupo participou esta semana do Gartner Outsourcing Summit 2010 – Latina America, em São Paulo.

Rogério Oliveira, presidente da IBM para a América Latina e executivo da Brasscom, é outro dos diretores presentes ao debate desta quinta-feira no Ciab. Ele compartilha a opinião dos colegas da HP e Diebold, e diz que os bancos ainda não aproveitam as informações como poderiam e isso impede o uso mais eficiente da tecnologia no desenvolvimento de novos serviços.