sábado, 20 de fevereiro de 2010

Presidente fala e ações da Telebrás disparam

Zero Hora - 20/02/2010 (Matéria de página inteira)

Lula confirma que estatal restante de privatização vai ser reativada para operar a banda larga

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esquentou ainda mais as especulações sobre a intenção do governo em utilizar a Telebrás para fornecer acesso à internet de alta velocidade (banda larga) à população.

Ontem, Lula confirmou essa proposta, durante discurso em Três Lagoas (MS) em resposta a perguntas sobre a valorização significativa das ações da companhia desde o início de seu governo, em 2003:

– Se (a cotação) cresceu 35.000%, é novidade, mas que ela vai crescer, vai. Porque nós vamos recuperar a Telebrás. Vamos utilizar a Telebrás para fazer banda larga neste país – disse Lula, ao visitar fábricas da Fibria e da International Paper, empresas que produzem celulose e papel, respectivamente.

Lula admitiu, pela primeira vez em público, que a Telebrás vai ser mesmo usada para a montagem de uma estrutura estatal de banda larga no país. A afirmação, que desmente nota divulgada no dia 11 passado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, elevou em 14,8% a cotação das ações preferenciais da empresa na Bolsa de São Paulo no pregão de ontem. Até a manifestação do presidente, as ações da Telebrás subiam por volta de 4%. As ações ordinárias fecharam com valorização de 14,21% (veja gráfico ao lado).

Reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que a valorização dos papéis coincidiu, nos últimos sete anos, com declarações sem embasamento oficial e publicações, em blog e no Twitter, de informações sobre planos do governo de reativar a empresa.

Reativação depende de processo judicial

Lula negou que, no decorrer de seu mandato, informações sobre a recuperação da empresa – que perdeu funções com a privatização das telecomunicações – possam ter vazado para beneficiar especuladores:

– Não saíram informações de dentro do governo. No meu governo, as ações de todas as empresas cresceram. Se a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) entender que houve vazamento, aí cabe investigação.

A rigor, a reativação da Telebrás não depende apenas da vontade do presidente, mas, principalmente, da solução de um processo judicial no qual credores privados e empresas estatais disputam a posse de uma estrutura de cabos de fibra ótica que seria a espinha dorsal da nova Telebrás.

O governo federal trabalha em um Plano Nacional de Banda Larga com a meta de universalizar o acesso rápido à internet. O papel da Telebrás no projeto nunca foi explicitado. Porém, há especulações de que possa levar cabos até pequenos e médios municípios. Com isso, criaria infraestrutura para que pequenos provedores possam prestar serviço a preços reduzidos.

A reportagem da Folha de S. Paulo publicada na quinta-feira mostrou que as ações da estatal cresceram 35.000% durante a gestão Lula e que isso seria efeito da suposição de que a companhia seria reativada, agora para a implantação do programa de banda larga, que prevê levar o acesso à internet 68% das casas brasileiras até 2014.

Na privatização em 1998, a Telebrás foi dividida em 13 holdings, das quais 12 foram privatizadas, e uma permaneceu estatal. E é essa que o governo pretende reerguer para a banda larga. O projeto de banda larga extrai a Telebrás da condição de inativa. Após a privatização das companhias estaduais e da empresa nacional de longa distância (Embratel) – no governo FHC–, a empresa deixou de ter relevância no setor.

A CVM abriu dois inquéritos administrativos em 2009 relacionados à Telebrás, uma companhia que perdeu praticamente todos os seus ativos com o seu fatiamento. Um apura indícios de uso de informação privilegiada em negócios com papéis da companhia em 2007 e 2008 e outro investiga se houve irregularidades relacionadas na divulgação de programa governamental de inclusão digital. Os inquéritos ainda estão em andamento, portanto, sem conclusão sobre a existência ou não de irregularidades.

As declarações e os efeitos
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA,
presidente, em visita em Três Lagoas (MS)
Se (a cotação da Telebrás) cresceu 35.000% (durante o governo Lula), é novidade, mas que ela vai crescer, vai. Porque nós vamos recuperar a Telebrás. Vamos utilizar a Telebrás para fazer banda larga neste país.
No meu governo, as ações de todas as empresas cresceram. Se a CVM enternder que houve vazamento, aí cabe investigação.
NA MEMÓRIA
- A Telebrás foi vendida em 1998. A empresa foi fatiada em 13 holdings. Doze delas foram privatizadas. A que restou permaneceu estatal, perdeu relevância durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e ficou praticamente inativa.
Google e banco HSBC na ampliação da banda larga brasileira?

Tele.Síntese - Por Miriam Aquino - 19 de February de 2010

Image O tema do momento é o Plano Nacional de Banda Larga do Poder Executivo, como não poderia deixar de ser, devido à sua importância para a sociedade brasileira. Mas, desta vez, vou deixar a discussão terrena e mirar o espaço sideral. E não é que lá em cima existe uma parceria inusitada, que promete integrar as bilhões de pessoas que continuam completamente excluídas do mundo digital? Pois é o projeto O3b – Other Three Billion – uma constelação de satélites, que foi idealizada e está sendo bancada pelo portal de busca Google, pelo banco HSBC, pela operadora de TV a cabo norte-americana, Liberty Global, e pela North Bridge Venture Partners.

Depois do fracasso de anos atrás da constelação de satélites da Motorola, que prometia revolucionar as telecomunicações mundiais, mas foi derrubada em uma montanha de dívidas pelo estonteante avanço da tecnologia da telefonia celular, este é o primeiro projeto de relançamento de constelação de satélites que conta com braços financeiros já equacionados.

Esta constelação tem algumas características técnicas que pode sustentar o modelo de negócios escolhido, que é o de atender aos países e regiões mais pobres do planeta. Os satélites são de órbita baixa e todos na nova banda Ka (que tem mais capacidade de propagação de dados), e por isso podem oferecer capacidade de banda de 1Mbps a 10 Gbps. Eles irão ocupar as órbitas equatoriais (para atingir, mesmo, os países emergentes).

Se há dúvidas quanto à capacidade de tecnologias que não sejam as destinadas às bandas C de irradiar por áreas sujeitas a muitas chuvas e trovoadas, típicas das florestas tropicais, este projeto terá que mostrar ao que veio. Técnicos acreditam porém que, por ser de órbita baixa, os satélites de banda Ka atuarão bem na região Amazônica.

Brasil

E é aí que entra o plano de banda larga nacional. Já há integrante do governo federal torcendo para que esse lançamento dê certo. Há pelo menos 90 municípios brasileiros onde o satélite é a única alternativa de comunicação e o O3b pode vir a ser o parceiro da Telebrás para a estatal chegar a essas localidades, já vislumbram alguns formuladores do plano nacional.

Aqui no Brasil a O3b já procurou a Anatel para apresentar o projeto, mas ainda não deu entrada a qualquer pedido de licença. Há ainda poucas informações sobre o projeto. Não se sabe, por exemplo, quantos são os satélites a serem lançados e a que custo. Sabe-se, apenas que a ativação comercial está prevista para o final de 2010.

A empresa já começa vender capacidade – principalmente para operadoras e governos africanos. Conforme informa a O3b já há compromisso de venda de 7 Gbps e firmadas algumas parcerias com fabricantes de antenas e equipamentos terminais.

No final do ano passado, foi escolhido o novo CEO – Greg Clarke – que substitui Greg Wyler, que passa a presidir o board da empresa. Clarke vem da Cable and Wireless, resultado da fusão da Mercury Communications com outras operadoras de TV a cabo norte-americanas.

Observação:  No dia 03 de fevereiro, divulguei aqui que julgava estar sofrendo um boicote do Google (veja a matéria), pois o código de rastreamento da ferramenta Google Analytics havia sumido sem causa aparente. Após ter sanado manualmente o problema, descobri que a Google Inc. havia visitado o blog por diversas vezes, juntamente com diversas grandes empresas mundiais ligadas ä área de telecomunicações.

Hoje, em uma rápida análise, verifiquei que, entre janeiro e fevereiro, integrantes da Google Inc. visitaram o blog por 92 vezes.

Assim, a matéria acima pode explicar as visitas e, talvez, o problema havido.
Presidente Lula confirma que vai reativar a Telebrás - Globo News

19/02/2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Humor: Comentarista de TV desmaia ao vivo ao saber da reativação da Telebrás e da alta das ações


Lula afirma que Telebrás será recuperada para universalizar banda larga no país

Zero Hora Online - 19/02/2010
 
Logo após as declarações de Lula, as ações da Telebrás na Bovespa tiveram valorização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que a Telebrás será recuperada para "fazer a banda larga neste país". O projeto que está sendo elaborado pelo governo tem o objetivo de universalizar o acesso rápido à internet utilizando redes de fibra ótica da Petrobras e da Eletronet para a transmissão de dados.

— Agora que ela (Telebrás) vai crescer, vai. Porque nós vamos recuperar a Telebrás. Porque nós vamos utilizá-la para fazer banda larga nesse país — disse o presidente, durante visita a fábricas de papel e celulose em Três Lagoas (MS).

Sobre a grande valorização das ações da empresa durante seu governo, Lula disse a jornalistas que todas as empresas tiveram valorização no período e que não houve vazamento de informação por parte de integrantes do governo.

— Olha, primeiro não saiu informação de dentro do governo. No meu governo as ações de todas as empresas cresceram. Se o jornal que você trabalha tiver ações na bolsa, pode ficar certa de que ela cresceu muito também. Se a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) entende que houve o vazamento e por isso alguém foi privilegiado aí cabe a investigação — ponderou o presidente.

Logo após as declarações de Lula, as ações da Telebrás na Bovespa tiveram valorização e figuraram entre as maiores altas do pregão desta sexta. O papel preferencial teve o terceiro maior volume de negócios do mercado à vista (R$ 219,5 milhões), atrás apenas dos papéis preferenciais da Vale do Rio Doce e da Petrobras.

O papel preferencial da Telebrás fechou o pregão com valorização de 14,81%, sendo negociado a R$ 2,48. A ação ordinária valorizou-se 14,22%, negociada a R$ 2,41
Lula diz que vai usar Telebrás para banda larga

Plantão | Publicada em 19/02/2010 às 20h27m
Reuters/Brasil Online

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o governo vai recuperar a Telebrás.

Questionado por jornalistas sobre a expressiva valorização das ações da Telebrás na bolsa nos últimos anos, Lula disse que "as ações de todas as empresas cresceram" durante seu governo.

"Que ela (Telebrás) vai crescer, vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás. Nós vamos utilizar ela para fazer banda larga neste país", disse o presidente em visita a Três Lagoas (MS), sem dar mais detalhes.

O governo está trabalhando num Plano Nacional de Banda Larga, com objetivo de universalizar o acesso rápido à Internet no país.

Mais tarde, falando a jornalistas durante o Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que "no menor cenário", o governo estima em 3 bilhões de reais os investimentos da Telebrás nos próximos 10 anos.

"Tem mais de 300 engenheiros da antiga Telebrás na ativa. Destes, 200 estão na Anatel. Nós já avisamos a Anatel que vamos tirar uns 50 (para a Telebrás)", disse Bernardo, acrescentando que o plano de banda larga do governo priorizará os rincões, mas também buscará melhorar a oferta de serviços e preços nos centros urbanos.

As ações da Telebrás têm exibido forte valorização na Bovespa diante da expectativa de que a empresa será o braço do governo na iniciativa.

Às 17h20, as ações preferenciais da Telebrás subiam 18,06 por cento, para 2,55 reais. Os papéis da empresa subiam ao redor de 3 por cento antes das declarações de Lula, e aceleraram a alta após os comentários do presidente da República.

Os papéis da Telebrás respondiam pelo quarto maior giro financeiro da bolsa paulista, com mais de 160 milhões de reais, atrás apenas das preferenciais de Vale e Petrobras e das ordinárias da BM&FBovespa.

No início de fevereiro, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, sinalizou, após reunião com Lula e representantes do setor de telecomunicações, que a Telebrás tinha "grandes chances" de ser a empresa pública no Plano Nacional de Banda Larga.

Nenhuma decisão foi tomada até o momento e a expectativa é de que isso aconteça em março.

Em documento encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no último dia 11, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que a inclusão da Telebrás no plano de banda larga "continua sendo objeto de estudos".

Executivos do setor de telefonia têm se posicionado contra a reativação da Telebrás, afirmando que as empresas privadas têm condições de liderar o Plano Nacional de Banda Larga e que a competição em bases desiguais de uma estatal poderia desestimular investimentos pela indústria.

A privatização do Sistema Telebrás ocorreu em 1998, mas a holding não operacional continuou a existir.

Atualmente, a Telebrás mantém em seu quadro funcional empregados cedidos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Presidência da República e alguns ministérios.

Presidente Lula diz que vai reativar a Telebrás - Jornal da Band


Plano de banda larga pode ter teles como parceiras, diz ministro

Rede do governo pode atender até 80% da população, diz Paulo Bernardo.
Lula disse que Telebrás será reativada para expandir acesso à internet.

19/02/10 - 20h50 - Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta sexta-feira (19), durante congresso nacional do PT, em Brasília, que o governo pode fazer o Plano Nacional de Banda Larga em parceria com as companhias telefônicas, desde que elas pratiquem preços menores e levem o acesso aos lugares mais remotos. O plano prevê a universaliação do acesso à internet de alta velocidade no país.

“Se as empresas fecharem um acordo com o governo e assumirem a responsabilidade de atender os consumidores em todo país a um preço decente, nós podemos fazer um acordo para levar o plano adiante com elas”, disse o ministro.

Segundo ele, hoje as empresas cobram preços muito elevados para o acesso à internet e não atendem os lugares mais distantes.

Se as empresas fecharem um acordo com o governo e assumirem a responsabilidade de atender os consumidores em todo país a um preço decente, nós podemos fazer um acordo para levar o plano adiante com elas "
.

A declaração de Paulo Bernardo acontece horas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que o governo vai recuperar a Telebrás para ampliar a oferta de acesso à rede de internet de banda larga no país. A fala do presidente fez as ações da empresa dispararem na Bovespa, fechando com valorização de 14% após atingir pico de 18%.

Bernardo disse que a alternativa de parceria com as teles pode mesmo ser implementada e exige “uma grande soma de investimento”. Segundo ele, o cenário mais barato do Plano Nacional de Banda Larga custará cerca de R$ 3 bilhões ao governo federal em dez anos.


Ele revelou ainda que o presidente conversou recentemente com os empresários do setor de telecomunicações e ouviu deles que há interesse no setor privado de se integrar ao Plano.
Pelo nosso plano, em 2015 conseguiremos levar a internet para o dobro de consumidores do que atual ritmo de mercado indica

“Pelo nosso plano, em 2015 conseguiremos levar a internet para o dobro de consumidores do que atual ritmo de mercado indica”, afirmou. O ministro afirmou que a rede de fibras óticas da antiga Eletronet já foi reintegrada judicialmente ao patrimônio do governo federal e que, sozinha, ele atinge cerca de 60% do território nacional e 80% dos lares brasileiros.

O ministro do Planejamento informou ainda que o governo pode fazer isenções fiscais à produção de aparelhos de modem para facilitar o acesso da população. “A gente também pode colocar esses modens como item obrigatório dos computadores do programa Computador para Todos”, comentou.
A gente também pode colocar esses modens como item obrigatório dos computadores do programa Computador para Todos

Bernardo disse que considera um preço justo se o consumidor tiver que pagar até R$ 30 para ter acesso à internet banda larga. “O problema é que as operadoras de telefonia cobram muito mais e não querem ganhar no volume e sim no preço”, disse.

O governo ainda não concluiu os debates sobre o plano e, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, só haverá uma definição sobre o modelo que será adotado apenas no começo de março.

Ações da Telebrás disparam após declaração de Lula

Presidente afirmou que estatal será recuperada para acesso à banda larga.
Papéis chegaram a subir mais de 18% durante o pregão desta sexta.
18/02/2010 - Do G1, em São Paulo

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula em visita à fábrica de papel e celulose em Três Lagoas (MS) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (19), em evento no Mato Grosso do Sul, que o governo vai recuperar a Telebrás para usar a antiga estatal de telecomunicações para ampliar a oferta de acesso à rede de internet de banda larga. A declaração fez disparar a cotação das ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo.

Antes da fala de Lula, os papéis da empresa subiam ao redor de 3%. Durante a tarde, chegaram a subir mais de 18%. No fim dos negócios, as ações ordinárias da empresa fecharam com alta de 14,21%, a R$ 2,41. Já as ações preferenciais subiram 14,81%, para R$ 2,48. Mais cedo, os papéis chegaram a subir mais de 18%. A Bovespa, no entanto, fechou em leve queda, de 0,35%.


A declaração do presidente foi em resposta a uma pergunta sobre a valorização das ações da companhia, que teria sofrido um aumento de 35.000% desde o início do governo Lula devido aos boatos de reutilização da infraestrutura da empresa para a ampliação do serviço de banda larga, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal "Folha de S. Paulo".

“Se ela cresceu 35.000% é novidade. Agora que ela vai crescer vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás, disse Lula. “Vamos utilizar [a empresa] para fazer banda larga nesse país.” Ele não deu mais detalhes de como a empresa vai ser utilizada para aumentar a oferta de acessos. A privatização do Sistema Telebrás ocorreu em 1998, mas a holding não operacional continuou a existir.

O governo está trabalhando num Plano Nacional de Banda Larga, com objetivo de universalizar o acesso rápido à Internet no país. As ações da Telebrás têm exibido forte valorização na Bovespa diante da expectativa de que a empresa será o braço do governo na iniciativa.

Em documento encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no último dia 11, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que a inclusão da Telebrás no plano de banda larga "continua sendo objeto de estudos".

Com informações da Reuters
Ação da Telebrás sobe 14,8%, após Lula dizer que vai recuperar a estatal

Por: Equipe InfoMoney
19/02/10 - 18h43
InfoMoney
SÃO PAULO - Durante visita a uma fábrica de celulose na cidade de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, nesta sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que pretende recuperar a Telebrás (TELB3, TELB4), como parte do programa de inclusão digital. Em resposta, as ações ordinárias da companhia fecharam em alta de 14,22% nesta tarde, cotadas a R$ 2,41, enquanto que os papéis preferenciais subiram 14,81%, cotados a R$ 2,48.

Os ativos PN da Telebrás também se destacaram por movimentarem R$ 219,5 milhões ao longo do dia, sendo este o terceiro maior volume financeiro da bolsa brasileira, ficando atrás apenas de PETR4 (R$ 409,8 milhões) e VALE5 (R$ 620,4 milhões). O total de negócios concretizados com os papéis da companhia de telecomunicações chegou a 14.139.

"Vamos recuperar a Telebrás"
Indagado por jornalistas presentes no local, Lula disse: "ela (Telebrás) vai crescer, vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás. Nós vamos utilizar ela para fazer banda larga neste país", sem dar mais detalhes. 

O presidente também respondeu a questões sobre a recente valorização dos papéis da estatal, que acumulam 200% de ganho neste ano. "No meu governo as ações de todas as empresas cresceram". Reportagem recente da Folha de São Paulo deu ênfase ao fato de os papéis subirem 35.000% no governo Lula.

O presidente também abordou a questão da Telebrás em entrevista ao jornal Estado de São Paulo divulgada, também, nesta sexta-feira. "Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo" ao invés de uma companhia com três ou 4 mil funcionários.

CVM
A Telebrás se tornou alvo de investigação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), de acordo com informações apuradas pela Agência Estado. Vale lembrar que o nome da companhia tem requentando as manchetes do País nas últimas semanas por conta da expressiva valorização dos papéis da companhia.

Dois inquéritos administrativos relacionados à estatal teriam sido abertos: um apura indícios de uso de informação privilegiada em negócios com ações da companhia e outro investiga se houve irregularidades relacionadas na divulgação do programa governamental de inclusão digital. "Se a CVM entender que houve vazamento (por parte do governo), aí cabe investigação", disse, por fim, Lula.

Lula diz que Telebrás será reativada para acesso à banda larga

G1 -19/02/10 - 17h49 - Atualizado em 19/02/10 - 17h57

Presidente não deu detalhes sobre o papel da estatal na oferta de acessos.
Governo retoma em março discussão do Plano Nacional de Banda Larga.
Do G1, em Brasília

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula em visita a fábrica de papel e celulose em Três Lagoas (MS) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (19) que o governo vai recuperar a Telebrás para usar a antiga estatal de telecomunicações para ampliar a oferta de acesso à rede de internet de banda larga no país. A afirmação foi feita durante visita a uma fábrica de papel e celulose do Grupo Votarantim em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

A declaração foi em resposta a uma pergunta sobre a valorização das ações da companhia, que teria sofrido um aumento de 35.000% desde o início do governo Lula devido aos boatos de reutilização da infraestrutura da empresa para a ampliação do serviço de banda larga, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal "Folha de S. Paulo".


“Se ela cresceu 35.000% é novidade. Agora que ela vai crescer vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás, disse Lula. “Vamos utilizar [a empresa] para fazer banda larga nesse país.” Ele não deu mais detalhes de como a empresa vai ser utilizada para aumentar a oferta de acessos.

No início do mês, reunião ministerial para definir as bases do Plano Nacional de Banda Larga, de universalização do acesso à internet rápida no país, terminou sem decisões tomadas. Uma nova reunião foi marcada para o começo de março.


Costa havia revelado que um dos pontos debatidos na reunião de fevereiro foi a desoneração tributária dos aparelhos de modem. “É muita informação e muita coisa sendo apresentada e precisa de um detalhe de cada ministério. Por exemplo, no caso da desoneração, que começa pelo modem e que é fundamental no processo de implantação da banda larga, temos a Fazenda que tem que avaliar cada detalhe”, afirmou Costa.
Telebrás no PNBL - o novo Modelo de Telecom para o Brasil

*Clóvis Marques - 18/02/2010

Sei que é difícil para quem vive de notícia ter que assimilar um mundo enorme de informações em poucos dias a respeito de áreas nas quais nunca navegou antes, mas é lamentável ver publicações que simplesmente ignoram fatos relevantes.

As matérias contrárias à reativação da Telebrás não se dão conta que:

- A reativação da Telebrás está anunciada desde 2007 em fato relevante enviado à CVM (basta entrar no site e pesquisar).

- O Governo é o principal acionista da Telebrás, concentrando 80% das ações da Empresa. Ou seja, se alguns (mais de 2 milhões de acionistas) estão ganhando bastante, o Governo está ganhando muito mais.

- O valor de mercado da Telebrás, que é atualmente de mais de R$ 2 bilhões, será multiplicado muitas vezes assim que a Empresa estiver operacional.

- O Governo já capitalizou a Telebrás em R$ 200 milhões (também disponível no site da CVM).

- A Rede da Eletronet já é de posse do Governo e é a Espinha dorsal do PNBL. Ela será transferida à Telebrás.

- Os investimentos previstos para fazer chegar Banda Larga à 70% da população até 2014 são estimados em R$ 20 Bilhões. Essa capitalização será realizada através da Telebrás, aumentando ainda mais seu valor de mercado.

- A Telebrás tem funcionários (cedidos a outros Orgãos de Governo) e muitos deles retornarão, pois todos já foram chamados de volta para tocar o PNBL.

Os críticos estão deixando de lado também declarações relevantes proferidas pelas próprias Operadoras Privadas sobre a impossibilidade de atenderem a demanda do mercado, seja nos grandes centros por falta de capacidade das redes, seja nas Regiões menos privilegiadas por falta de "viabilidade" financeira. Também não perceberam (ou estão se fazendo de desentendidos) que boa parte das Operadoras e Provedores Locais estão torcendo para a reativação da Telebrás para que elas possam concentrar investimentos nas redes de acesso (mais baratas) e tenham assim sua participação garantida no PNBL.

Gostaria de lembrar àqueles que viveram a época da Privatização do antigo Sistema Telebrás, arduamente conduzida pelo saudoso Ministro Sérgio Mota, que, naquele momento após quase 30 anos de existência do antigo Sistema, o modelo estava esgotado porque o Governo não possuia capacidade de investimento para realizar a ampliação do sistema, as Operadoras eram cabide de emprego de políticos e a corrupção corria solta, apesar dos excelentes quadros que muitas Operadoras possuiam (alguns deles até hoje na ativa nas Teles Privadas). Há méritos enormes no modelo Privatizado, que presenciamos nesses quase 12 anos, mas não podemos deixar de apontar falhas insanáveis, como a falta de abrangência dos serviços, falta de qualidade dos serviços e do atendimento aos clientes, preços fora da realidade do país e, provavelmente, a falta de um benchmark que estimule as Operadoras atuais a buscar a excelência nos serviços. Tenho certeza que se o Ministro Sergio Mota tivesse tido mais tempo ou se seus sucessores no Ministério e na Anatel tivessem tido mais competência e comprometimento, certamente não teriam deixado nossa área de Telecom chegar onde se encontra atualmente.

Vivemos um novo momento no país e precisamos de um modelo novo. Que venha então o novo modelo.

Por fim, minha opinião: uma vez atingido o objetivo do Governo de universalizar o acesso à Banda Larga, o que deve ocorrer até 2014, conforme previsto no PNBL, quem disse que a Telebrás não pode ser privatizada novamente? Afinal de contas, a primeira privatização rendeu R$ 30 Bilhões aos cofres do Governo (em moeda de 1998) e pode render outros R$ 30 Bilhões (em moeda de 2014), simplesmente porque a Telebrás irá ocupar um espaço que NUNCA será ocupado pelas Operadoras Privadas no Brasil.

* Clóvis Marques é engenheiro eletrônico e especializado em Business Administration e Small Caps. Sua vida profissional pode ser assim resumida:
Professional experience of 26 years. 22 years acting in large Multinationals from Europe, America and Asia, having held Executive positions in the past 16 years. Career dedicated to the Telecom and Technology areas. Experience in Corporate Market Sales, Public Sector, Strategic, Business and Marketing Planning, Market Research, Products and Services Management and Launch for Corporate and Mass Markets. Sales Teams Management for Direct and Indirect Sales and E-Commerce.
CLARO - General Sales Manager; VIVO - Corporate Sales Manager; Detecon, T-Systems, Intech AS, Interbanc, HP- Senior Consultant; CTP - Companhia Telefônica Paulista - Managing Director; Samsung Electronics - Sales Manager; Vesper - Advanced Services Marketing - Manager; BCP Telecomunicações – Advanced Services Marketing Manager; Siemens AG – Brazil - Marketing Consultant; AT&T Network Systems - Lucent Technologies - Market Manager - Transmission & WLL.
Google e banco HSBC na ampliação da banda larga brasileira? 

Tele.Síntese - Por Miriam Aquino - 19 de February de 2010

Image O tema do momento é o Plano Nacional de Banda Larga do Poder Executivo, como não poderia deixar de ser, devido à sua importância para a sociedade brasileira. Mas, desta vez, vou deixar a discussão terrena e mirar o espaço sideral. E não é que lá em cima existe uma parceria inusitada, que promete integrar as bilhões de pessoas que continuam completamente excluídas do mundo digital? Pois é o projeto O3b – Other Three Billion – uma constelação de satélites, que foi idealizada e está sendo bancada pelo portal de busca Google, pelo banco HSBC, pela operadora de TV a cabo norte-americana, Liberty Global, e pela North Bridge Venture Partners.

Depois do fracasso de anos atrás da constelação de satélites da Motorola, que prometia revolucionar as telecomunicações mundiais, mas foi derrubada em uma montanha de dívidas pelo estonteante avanço da tecnologia da telefonia celular, este é o primeiro projeto de relançamento de constelação de satélites que conta com braços financeiros já equacionados.

Esta constelação tem algumas características técnicas que pode sustentar o modelo de negócios escolhido, que é o de atender aos países e regiões mais pobres do planeta. Os satélites são de órbita baixa e todos na nova banda Ka (que tem mais capacidade de propagação de dados), e por isso podem oferecer capacidade de banda de 1Mbps a 10 Gbps. Eles irão ocupar as órbitas equatoriais (para atingir, mesmo, os países emergentes).

Se há dúvidas quanto à capacidade de tecnologias que não sejam as destinadas às bandas C de irradiar por áreas sujeitas a muitas chuvas e trovoadas, típicas das florestas tropicais, este projeto terá que mostrar ao que veio. Técnicos acreditam porém que, por ser de órbita baixa, os satélites de banda Ka atuarão bem na região Amazônica.

Brasil

E é aí que entra o plano de banda larga nacional. Já há integrante do governo federal torcendo para que esse lançamento dê certo. Há pelo menos 90 municípios brasileiros onde o satélite é a única alternativa de comunicação e o O3b pode vir a ser o parceiro da Telebrás para a estatal chegar a essas localidades, já vislumbram alguns formuladores do plano nacional.

Aqui no Brasil a O3b já procurou a Anatel para apresentar o projeto, mas ainda não deu entrada a qualquer pedido de licença. Há ainda poucas informações sobre o projeto. Não se sabe, por exemplo, quantos são os satélites a serem lançados e a que custo. Sabe-se, apenas que a ativação comercial está prevista para o final de 2010.

A empresa já começa vender capacidade – principalmente para operadoras e governos africanos. Conforme informa a O3b já há compromisso de venda de 7 Gbps e firmadas algumas parcerias com fabricantes de antenas e equipamentos terminais.

No final do ano passado, foi escolhido o novo CEO – Greg Clarke – que substitui Greg Wyler, que passa a presidir o board da empresa. Clarke vem da Cable and Wireless, resultado da fusão da Mercury Communications com outras operadoras de TV a cabo norte-americanas.

No MS, Lula diz que recriará a Telebrás

 



Lula: vamos usar Telebrás para fazer banda larga neste país

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 13:47:24

SÃO PAULO, 19 de fevereiro (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, em visita a Três Lagoas (MS), que o governo vai recuperar a Telebrás.

Questionado por jornalistas sobre a expressiva valorização das ações da Telebrás na bolsa nos últimos anos, Lula disse que "as ações de todas as empresas cresceram"
durante seu governo.

"Que ela (Telebrás) vai crescer, vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás. Nós vamos utilizar ela para fazer banda larga neste país", disse o presidente, sem dar mais detalhes.

O governo está trabalhando num Plano Nacional de Banda Larga, com objetivo de universalizar o acesso rápido à Internet no país.

As ações da Telebrás têm exibido forte valorização na Bovespa diante da expectativa de que a empresa será o braço estatal na iniciativa.

Às 16h12, as ações preferenciais da Telebrás subiam 12,96 por cento, para 2,44 reais.(atualizado)

(Texto de Cesar Bianconi; Edição de Alexandre Caverni)
Governo retoma em março discussão sobre Plano de Banda Larga 

Gerusa Marques /Agência Estado
/19/022010

O governo retomará no próximo mês a discussão sobre o Plano Nacional de Banda Larga. Em reunião com dez ministros, prevista para a primeira quinzena de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá decidir as linhas básicas do programa de expansão dos serviços de internet rápida no País, que deverá ter a Telebrás como operadora. Em entrevista ao jornal O Estado S. Paulo, publicada na edição de hoje, Lula disse que quer uma empresa "enxuta" e não uma Telebrás com 3 mil ou 4 mil funcionários. Segundo ele, o governo só vai poder fazer uma proposta à sociedade se "tiver um instrumento" e "capacidade de barganhar".

O objetivo do programa, confirmado pelo presidente, é levar a banda "a preço acessível" a toda a população, inclusive aos lugares mais afastados do País. Pelo diagnóstico traçado por técnicos do governo, os serviços de internet rápida custariam de R$ 15 a R$ 35, dependendo da velocidade de conexão. Também chegou a ser proposta uma banda larga popular, a um preço de R$ 10.

A proposta de reativação da Telebrás, que deverá ser feita por decreto presidencial, também faz parte dos estudos técnicos que vêm sendo elaborados pelo governo desde o fim do ano passado. Os vários cenários traçados preveem que a estatal da banda larga poderá atuar apenas no atacado, na transmissão de dados, ou atender também ao consumidor final. O alcance da cobertura desta nova empresa deverá ser decidido na reunião de março, mas para cada cenário está previsto um montante de investimento, que pode variar de R$ 3 bilhões a R$ 14 bilhões. As negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontam para financiamento de até R$ 20 bilhões.

A meta de atendimento sugerida nos estudos é de se chegar a 2014 com mais 20 milhões de conexões em banda larga. Ainda não está certa, no entanto, qual a participação que as empresas do setor privado terão no plano. "Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora", disse o presidente, na entrevista ao jornal.

As empresas de telefonia chegaram a apresentar um programa para a expansão da banda larga, elaborado em conjunto com o Ministério das Comunicações. O projeto tem meta de chegar a 2014 com 90 milhões de acessos, contra os cerca de 21 milhões atuais. Para isso, seriam necessários investimentos de R$ 75 bilhões, sendo R$ 49 bilhões das empresas e R$ 26 bilhões do governo, na forma de desoneração fiscal para produtos e serviços e liberação de recursos de fundos setoriais.
 

Lula dá tom da campanha e promete não voltar em 2014

Ao defender a pré-candidatura de Dilma Rousseff, o presidente afirma que estará "espiritualmente ao lado dela" durante a corrida eleitoral, mas que não vai interferir em um eventual mandato da ministra 
 
Publicado em 19/02/2010, 14:05
Última atualização às 14:07

(Foto: Ricardo Stuckert/Pr)
Lula dá tom da campanha e promete não voltar em 2014
Em 15 dias, Lula promete anunciar plano de banda larga 
 
A ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff é a pré-candidata à Presidência da República escolhida por Luiz Inácio Lula da Silva por ser "a pessoa mais preparada" para a função. Em entrevista concedida a O Estado de S.Paulo, Lula negou que tenha a intenção de voltar a disputar o cargo em 2014 e considera que sua indicada tem capacidade para dois mandatos com autonomia e sem precisar de sua interferência.
O início da escolha ocorreu na definição de Dilma para o Ministério da Casa Civil, o que tornou a indicação "quase uma coisa natural". "A dedicação, a capacidade de trabalho e de aprender com facilidade as coisas foram me convencendo que estava nascendo ali mais do que uma simples tecnocrata", elogia. "Estava nascendo ali uma pessoa com potencial político extraordinário, até porque a vida dela foi uma vida política importante", bajula.
Lula criticou, sem citar nomes, análises de figuras como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou que, se eleita, a ministra seria um fantoche. "Somente quem não conhece o comportamento das mulheres e somente quem não conhece a Dilma pode falar uma heresia dessas", esquivou-se Lula. Ele sustenta que Dilma não será nem aceitaria ser "vaca de presépio".
Sobre a campanha eleitoral, disse que vai permanecer "espiritualmente" ao lado de Dilma, numa forma de ironizar o risco de ela ficar "só" na corrida eleitoral. Lula sugere que a ministra será apresentada como uma pessoa preparada para governar por conhecer a máquina e ter uma história política de lutas e determinação. E ainda ensaiou alguns ataques à oposição.
O presidente não explicou qual será o tom de sua conversa com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que insiste em disputar a Presidência enquanto Lula e o PT preferiam uma eleição mais plebiscitária, em que apenas tivessem chances de vitória o nome governista e um de oposição. Ciro acredita que é importante ter outra candidatura de situação como forma de assegurar um segundo turno.
"Não farei nada que possa prejudicar o companheiro Ciro Gomes. Eu pretendo conversar com ele, ver se chegamos à conclusão sobre o melhor caminho", disse. Nenhuma informação foi citada sobre o teor da conversa e as intenções de Lula, apenas que, se ele dissesse, a "conversa ficará prejudicada" e que quer mais é discutir.

Em defesa de Sarney

Questionado sobre os presidentes da Câmara e do Senado, Lula fez defesas de Michel Temer (PMDB-SP) e de José Sarney (PMDB-AP). Classificou o primeiro como "companheiro inestimável" desde que "resolveu ficar na base", mas que a escolha do vice depende do PMDB, de Dilma e do PT.
Em relação a Sarney, a defesa foi mais contundente. Afirma que a postura do senador foi "muito digna" e que "das acusações que vocês (o jornal) fizeram contra o Sarney, nenhuma se sustenta juridicamente". Ele ainda acusou o DEM de ter participação na formulação dos atos secretos do Senado, motivo por que a invetigação foi abandonada pela oposição.

Banda larga e estatal

Lula prometeu, em 15 dias, apresentar o programa nacional de banda larga, para universalizar o acesso a internet em alta velocidade. Defendeu que a Telebras seja reativada como uma "empresa enxuta" para garantir ao Estado poder de barganha com agentes privados.
Na mesma linha, anunciou a intenção de reativar a Eletrobras para criar uma "megaempresa de energia" no Brasil. "Quero empresa que seja multinacional, que tenha capacidade de assumir empréstimos lá fora, de fazer obras lá fora e fazer aqui dentro. Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer 'se vocês não forem, eu vou', a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado", analisa.

De braçada

Em diferentes momentos, Lula recorre ao humor para se livrar de perguntas mais duras. Em relação ao questionamento sobre o papel do Estado na economia defendido pelo governo, ele apela ao elogio aos repórteres: "Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão".
Para explicar por que afirma que não faz campanha antecipada por Dilma, saiu-se com: "Eu dizer que vou fazer meu sucessor é o mínimo que espero de mim". Isso porque "a grande obra de um governo é ele fazer seu sucessor".
Ao alfinetar José Serra (PSDB), governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, e Gilberto Kassab (DEM) por causa das enchentes na capital paulista, a opção foi evitar ataques diretos e culpabilizar os governantes, colocando-se como vítima do excesso de chuvas. "No meu apartamento, em São Bernardo, está caindo mais água dentro do que fora. Choveu tanto que vazou. Há dias o meu filho me ligou, às duas horas da manhã, e disse: 'Pai, estou com dois baldes de água cheios'", relata.
Em entrevista ao Estadão, Lula declara que quer a Telebrás




Trecho trasncrito da entrevista ao ESTADÃO:

Estadão: A banda larga precisa de uma Telebrás?

Lula: Se as empresas privadas que estão no mercado puderem oferecer banda larga de qualidade nos lugares mais longínquos, a preço acessível, por que não?

Estadão: Mas precisa de uma Telebrás?

Lula: Depende. O governo só vai conseguir fazer uma proposta para a sociedade se tiver um instrumento. Não quero uma nova Telebrás com 3 ou 4 mil funcionários. Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo. Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga. Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora. Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar. "

A entrevista completa está publicada na edição impressa do Estadão de 19/02/2010.

Lula defende volta da Telebrás


lula
Em entrevista ao Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre a reativação da Telebrás:
“O governo só vai conseguir fazer uma proposta para a sociedade se tiver um instrumento. Não quero uma nova Telebrás com 3 ou 4 mil funcionários. Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo. Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga. Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora. Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar.”
Foto: Agência Brasil

SEÇÕES



Estadão

Telebrás - um tiro no pé para as oposições?

*Leonardo Araujo

As repercussões da publicação da Folha já começam a pipocar nos setores da imprensa diretamente interessados. Inicialmente, no mesmo dia, a replicação chegou aos influentes blogs do Noblat (O Globo) e do Reinaldo Azevedo (Veja). Ainda hoje e nos próximos dias estará também em blogs e boletins ligados à oposição e/ou sob patrocínio das grandes operadoras de telefonia. No final de semana é provável que já esteja em mais órgãos de grande circulação regional e/ou nacional.

É o jus esperneandi (o direito de espernear) sendo exercido com toda a força que o dinheiro e a política podem produzir, mas nada que deva ser surpresa para quem está "mexendo em ninho de marimbondos".

No entanto, antes de continuar argumentando, vale colocar três considerações fundamentais para o momento:
- não há tempo hábil para criar uma nova empresa estatal até junho e fazê-la gerir algo tão complexo como o PNBL;

- não há como repassar o PNBL para uma outra empresa estatal existente (uma elétrica tipo Eletrobrás, por exemplo), pois as alterações estatutárias e práticas teriam que ser tantas que só daqui há um ano ou mais estariam prontas. Além disso, o ministério que as gere não é do PT;

- não há como o PT abrir mão ou adiar o PNBL, pois, embora habitação e saneamento sejam bandeiras importantes, a "alma" do PAC-2 é esse plano, já que encarna a filosofia do Novo Desenvolvimentismo da candidata e é o programa que mais frutos políticos imediatos poderá render neste ano eleitoral junto ao "povão".

Voltando à publicação da Folha e às demais que estão sendo feitas, é possível que estes sejam apenas o início dos fogos da artilharia inimiga. Há ainda a força aérea, a cavalaria e a infantaria a serem empregadas... ou seja, a batalha está apenas começando.

No entanto, não nos enganemos pensando que as grandes operadoras de telefonia não querem o PNBL - querem sim, pois isso lhes garantirá excelentes lucros futuros! O tiroteio todo apenas sinaliza ao governo que elas têm um bom poder de fogo e que podem causar estragos se não forem ouvidas.

Com isso, a resposta do PT poderá ir em dois sentidos básicos:

1) Cenário 1: aceita a luta e parte para o combate frontal, o que não é recomendado em nenhum manual de estratégia política ou militar, desde Sun Tzu, Maquiavel e Golbery.

2) Cenário 2: aceita a luta (como não poderia deixar de ser), mas manobra com muita força pelos flancos no sentido de "virar o jogo" a seu favor, implementar o PNBL e, simultaneamente, garantir às teles uma fatia um pouco mais gorda do plano - que é o verdadeiro interesse destas.

Ainda quanto às teles, uma das chaves para resolver essa equação chama-se Hélio Costa. Se o "simpático" e televisivo ministro ganhar o apoio do PT em suas pretensões políticas, a coisa toda pode mudar de figura repentinamente - e essa é mais uma peça importante a ser manobrada nesse xadrez a que estamos assistindo.

No entanto, interesses econômicos são relativamente fáceis de acomodar, pois têm um viés prático e objetivo.

O problema maior são os interesses políticos, pois possuem uma componente subjetiva muito forte que, ao contrário do que alguns pensam, não se acomodam facilmente apenas com dinheiro.

A oposição jogará pesado e sujo, com ou sem as teles como aliadas, pois há um projeto político e muitas vaidades e interesses futuros nessa arena. Todavia, as raposas velhas do PT não se mantém no poder há tantos anos por serem ingênuas, fracas ou incompetentes.

A tendência agora, logo após Dilma ser entronada como pré-candidata, será o governo mostrar o peso da "mão do poder", agindo em defesa daquilo em que acredita e que sabe necessário para lhe garantir os dois próximos mandatos presidenciais que almeja.

Foram 32 milhões de brasileiros que ascenderam das classes "E" e "D" para a classe média ("C") em poucos anos. Com o PAC-2/PNBL, a estes e a outros tantos cidadãos de poucas posses estarão sendo oferecidas novas oportunidades em habitação, saneamento e, principalmente, em inclusão digital - e isso tem um peso enorme!

Neste novo cenário, "o interesse do povo e dos pobres" tende a ser reforçado como o principal argumento do governo para emplacar o PNBL no desenho por ele formatado. Afinal, não foi isso que garantiu a Lula cerca de 80% de popularidade? Não foi assim que prevaleceram as "bolsas" de todo o tipo, apesar dos esperneios da chamada "burguesia" e da oposição inteira? Não foi isso que manteve o PT no poder nos últimos oito anos?

Cutucar o governo através da Telebrás pode ter sido uma jogada muito arriscada e perigosa para as oposições – um legítimo “tiro no pé”, pois, ao tentar sensibilizar a opinião pública desta maneira, está atacando, não só o cerne da campanha de Dilma Rousseff, como também o que é mais caro para a imensa massa populacional que faz de Lula um dos presidentes mais populares na história deste País.

Como consequência, a campanha eleitoral que se avizinha poderá passar a exprimir uma batalha entre alguns "ricos" e milhões de "pobres", e isso tenderá a levar para Dilma os votos que até agora Lula não tinha conseguido lhe repassar.

*Leonardo Araujo é analista de informações

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ações da Telebrás explodem

Ethevaldo Siqueira - 18 de fevereiro de 2010

Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o lote de mil ações da Telebrás subiu de R$ 0,01 para R$ 2,95, segundo o jornal Folha de S. Paulo. A valorização nominal acumulada é de 29.000%. Incluindo dividendos e juros sobre capital próprio, os ganhos chegam a 35.000%.

Os papéis subiram em meio a especulações de que a empresa será usada no Plano Nacional de Banda Larga.

Apesar de a volta da Telebrás ter sido anunciada por ministros e pelo próprio presidente Lula, até agora o governo não comunicou oficialmente sua decisão ao mercado de ações. A valorização está sendo investigada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Mantega dá o sinal verde para o PAC 2

*Guilherme Barros

Em reunião em Brasília com o presidente Lula na quarta-feira de cinzas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu o sinal verde para o governo dar a partida ainda neste ano para a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2. 

Mantega afirmou a Lula que existe espaço fiscal no orçamento do governo para a realização do PAC 2 sem comprometer a meta de superávit primário, que é de 3,3% do PIB para este ano. 

Além de Mantega, também participaram da reunião com Lula os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento). 

O objetivo do PAC 2 é de construir um cronograma de investimentos para os próximos anos  principalmente na área de infraestrutura. O governo quer dar prioridade aos setores de ferrovias, hidrovias, logística e projetos voltados para o meio ambiente. 

O PAC 2 também irá dar ênfase a obras visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. 
Num ano eleitoral como este, o PAC 2 certamente será visto como um combustível importante para impulsionar a candidatura de Dilma Rousseff.

Há chances inclusive de o PAC 2 ser anunciado ainda neste próximo final de semana, durante o Congresso do PT, que vai consagrar o nome de Dilma como candidata do partido.

*Guilherme Barros é jornalista e escreve sobre economia, negócios e finanças.

Telebrás - o contra-ataque das oposições

*Leonardo Araujo


Após constatarem que o governo pretende mesmo adotar o desenho do Plano Nacional de Banda Larga formatado por Rogério Santanna, César Alvarez, Erenice Guerra e outros colaboradores, com a aprovação de Lula e de Dilma Rousseff, os setores que pregam um PNBL conduzido unicamente pelas grandes operadoras privadas de telefonia mudaram radicalmente sua estratégia. Afinal, são cerca de 20 bilhões de reais e a próxima presidência do Pais que estão em jogo...

Serrvindo-se de poderosas ligações com órgãos de imprensa e com políticos de oposição ao atual governo (inclusive de dentro do PMDB - aliado teórico de Lula nas próximas eleições), contando com uma generosa e "isenta" verba de patrocínio privado e sob orientação de alguns experientes "marketeiros", decidiram focar a nova estratégia em uma "demonstração pública" de que o governo Lula estaria agindo para beneficiar os acionistas da Telebrás, em aparente contraposição aos princípios ideológicos que prega.

Em linha com o ataque contra a Telebrás, a nova estratégia procurá evidenciar que a candidata do PT - uma ex-guerrilheira de esquerda - não abandonou seus antigos princípios marxistas, possuindo um "preocupante cunho estatizante que poderá ser estendido a outros setores da iniciativa privada".

Com isso, a nova idéia é colocar o governo em cheque e tentar constrangê-lo, fazendo-o passar à defensiva e forçando-o a dar explicações públicas à sociedade.

"Casualmente", as reportagens de hoje sobre a "absurda valorização das ações da Telebrás no governo Lula", publicadas na Folha de São Paulo e já repercutidas no blog do Noblat (Globo) e em diversos outros órgãos, chegam no mesmo dia em que o PT inicia o seu IV Congresso Nacional e às vésperas de anunciar Dilma Rousseff como pré-candidata à presidência do País.

Assim, é de se esperar, para os próximos dias, uma intensificação dessa nova campanha, onde grandes órgãos de imprensa, que até ontem pouco ou nada haviam comentado sobre o PNBL, passem a exibir manchetes explorando o novo foco.

*Leonardo Araujo é analista de TI
Ações da Telebrás sobem 35.000% no governo Lula
Papéis disparam com rumores e declarações não confirmadas sobre reativação da empresa
Valorização se baseia na suposição de que Telebrás dará suporte a plano sobre banda larga; CVM investiga o assunto desde 2008


Folha de São Paulo - 18/02/2010

Declarações sem confirmação oficial e rumores sobre a criação de uma estatal para vender serviços de acesso à banda larga inflaram em 35.000% as ações da Telebrás desde 2003, sem que, no período, nada tenha acontecido.

A valorização se baseou na suposição, até hoje não transformada em realidade, de que a Telebrás será reativada na implantação do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) -um projeto do governo para levar o acesso à internet a 68% dos domicílios brasileiros até 2014.

A Folha apurou que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) faz, desde 2008, uma ampla investigação sobre o assunto, por meio de uma equipe que inclui não só fiscais do órgão como procuradores.

Em dezembro de 2002, o lote de mil ações ordinárias da Telebrás valia R$ 0,01. No dia 8 de fevereiro passado, ela foi negociada a R$ 2,95 (variação nominal de 29.000% ou de 35.000% -considerando dividendos e juros sobre o capital próprio, segundo a Economática).

O investidor que colocasse R$ 10 mil na empresa no dia 31 de dezembro de 2002 teria R$ 3,5 milhões no dia 8 de fevereiro. Já com um investimento de R$ 100 mil o dono do dinheiro tiraria R$ 35 milhões.

No clima de euforia em torno das ações da Telebrás, o valor de mercado das ações ordinárias da companhia saltou de R$ 3,4 milhões (custo do camarote expresso 2222, no Carnaval de Salvador) para R$ 2,6 bilhões (valor equivalente ao empréstimo do BNDES para a formação da BrT-Oi, maior companhia privada brasileira).

Twitter
Dois episódios retratam a forma como os papéis da empresa se valorizaram. No último dia 2, o representante da Associação Software Livre, Marcelo Branco, usou o Twitter para divulgar, em tempo real, um encontro fechado entre o presidente Lula e entidades da sociedade civil interessadas no assunto.

Dizendo-se autorizado pelo Planalto a usar um telefone no encontro, Branco relatou, citando palavras do próprio presidente Lula, nunca desmentidas pelo palácio, que a Telebrás seria, sim, reativada, na esteira do PNBL. Credita-se às "tuitadas" de Branco uma valorização de 33% em apenas dois dias.
Após o episódio, o ministro Hélio Costa (Comunicações) negou que já houvesse decisão sobre a reativação da Telebrás, apesar de o Planalto não ter desmentido Branco.

Costa, aliás, protagonizou o maior impulso das ações da Telebrás, em novembro de 2007. Ao participar de evento, ele disse que o governo criaria uma estatal para atender locais onde não há a prestação de serviços tradicionais de telefonia.

Simultaneamente, o presidente da Telebrás, Jorge da Motta e Silva, disse que essa seria uma reparação "tardia" para a empresa. Resultado: as ações subiram 572% em dois dias.

Até 1998, a Telebrás era a holding que agregava todas as empresas de telecomunicações do país. Na privatização, seus ativos foram vendidos e, embora suas ações tivessem continuado a ser negociadas na Bovespa, ela se manteve como espécie de empresa de gaveta.

A rigor, a proposta do governo Lula de criar uma estatal para a banda larga enfrenta forte reação das companhias telefônicas privadas. Elas dizem que a iniciativa desestimulará investimentos privados.

A existência do PNBL foi revelada pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. As informações divulgadas por ele entraram em choque com as do ministro Costa, que, desde o início, defendia a participação das teles no programa -algo que não havia sido considerado no plano de Santanna.

Após discussões entre os dois ministérios, muitas travadas em público, quase sempre inflando o valor das ações da empresa, Lula decidiu delegar o assunto a Cesar Alvarez, assessor especial do presidente e coordenador dos programas de inclusão digital do governo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


Datas importantes a observar

Há datas importantes neste mês e no próximo que deverão ser observadas, pois podem produzir notícias relevantes.

17 de fevereiro: alteração na agenda presidencial, com reunião ministerial não-programada sobre o PAC-2.

18 a 20 de fevereiro: IV Congresso Nacional do PT. No dia 19 será votada um proposta sobre a Telebrás.

20 de fevereiro: Dilma Roussef será lançada como pré-candidata do PT.

23 de fevereiro: Seminário "Os Desafios da Banda Larga", promovido pelo boletim Tele.Síntese, contando com figuras de proa no planejamento do PNBL (Santanna, Alvarez, etc.). Nessa data, através do que for dito por tais figuras, poderá ser inferido o desenho básico do PNBL e, talvez, qual será a participação da Telebrás.

Primeira semana de março: reunião ministerial com Lula sobre o PNBL, quando cada ministro levará as últimas sugestões e, talvez, o Presidente já tome uma decisão, o que não é muito provável. Participarão também Rogério Santanna, César Alvarez e Erenice Guerra.

Foto oficial da última reunião no dia 10 de fevereiro
 






08 de março: Dia Internacional da Mulher. Como a já pré-candidata é mulher, pode escolher a data para potencializar o impacto de alguma divulgação.

26 de março: divulgação do PAC-2, com medidas de fomento ao saneamento, habitação e banda larga (atualizado às 23h11).
Novo fato relevante não segura alta nas ações da Telebrás
Teletime - quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010, 18h19
Às vésperas do feriado do Carnaval, a Telebrás encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) um novo fato relevante tentando deter a especulação que atinge os papéis da estatal por conta dos debates sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). 

A Telebrás é a principal cotada para ser a gerente da rede pública que poderá permitir ao Estado a prestação direta de serviços de Internet ao consumidor. O comunicado encaminhado ao mercado, no entanto, não foi capaz de deter a movimentação das ações da Telebrás, que registrou nova alta expressiva nesta quinta-feira, 17, primeiro pregão após o feriado.

As ações ordinárias da estatal subiram 25,42% hoje, sendo negociadas a R$ 2,22 no fim do pregão. Já os papéis preferenciais tiveram alta de 26,37%, com valor de face de R$ 2,30 no fechamento. Apenas um efeito positivo para o governo pode ser observado nas movimentações dos papéis da Telebrás após o novo comunicado: as ações da estatal saíram do ranking dos títulos mais negociados no mercado à vista. Ao longo de toda a semana passada, a Telebrás esteve entre as principais movimentadoras do mercado, dividindo o ranking com empresas do porte da Vale do Rio Doce e Petrobras.

Sem definição

Os esclarecimentos ao mercado foram prestados pelo presidente e diretor de relações com investidores da estatal, Jorge da Motta e Silva, na última quinta-feira, 11, e divulgados no site da Bovespa no dia seguinte. O executivo encaminhou um ofício do ministro das Comunicações, Hélio Costa, informando que o governo ainda não se decidiu sobre a revitalização da Telebrás nem qual papel a empresa poderá exercer no PNBL.

No ofício, Costa diz estar preocupado com as repercussões sobre o mercado de uma matéria publicada pela Folha de S.Paulo dando como certa a reativação da estatal. "Ao contrário do que se possa inferir da leitura da matéria, não há ainda qualquer decisão tomada pelo governo acerca da inclusão da Telebrás no Plano Nacional de Banda Larga - PNBL", declara o ministro. Costa informou ainda que a última reunião sobre o PNBL, realizada no dia 10 de fevereiro, não foi conclusiva e reafirmou que um novo encontro ministerial está agendado para março.

Por fim, o ministro reforça que "a inclusão da referida empresa no âmbito do PNBL continua sendo objeto de estudos, não se podendo afirmar com segurança, neste momento, que, efetivamente, a companhia será parte do programa". Também não estaria claro dentro do governo qual o papel que a Telebrás pode vir a ter no programa, de acordo com o ofício.