*Leonardo Araujo
Ao discorrer sobre os prazos de implantação do PNBL via reativação da Telebrás, o jornalista do Estadão apenas escreveu o "óbvio ululante", pois a dimensão das ações a realizar pressupõe um tempo mínimo e certo para cada coisa: normatização legal, assembléias, reorganização, contratações, planejamentos, aquisições de bens e serviços e uma série de "n" outras coisas que devem acontecer para que uma empresa saia do "zero" para uma situação onde será a atriz principal do Plano Nacional de Banda Larga.
Ninguém em sã consciência poderia esperar que tudo isso fosse acontecer em poucos meses. Afinal, é um projeto estratégico que visa mudar a face do Brasil em Educação, Saúde, Economia, Segurança Pública, Segurança Nacional, Comunicações e em tantas outras áreas vitais para o País.Este fato, além de ser empresarialmente previsível, não tem influência maior ou menor sobre expectativas iniciais dos atuais acionistas, pois elas têm relação direta apenas com a concretização da reativação da empresa.
A Telebrás está, atualmente" próxima a "zero" em termos empresariais. Ao ser reativada, passará a uma situação em que será capitalizada, operacionalizada, prestigiada e, de acordo com Lula, deverá gerar lucros. Com isso, tornar-se-á alvo de uma forte expectativa por parte do mercado, capaz de multiplicar suas cotações para patamares bem mais elevados do que as promessas, boatos e notícias dispersas já produziram até agora.O que acontecerá em um momento posterior será outra história, pois dependerá de variáveis políticas e econômicas que só poderão ser conhecidas mais tarde.
Portanto, é mister que o acionista não misture os dois momentos e mantenha a calma e o foco no objetivo inicial, deixando para analisar o restante quando houver informações ou, no mínimo, indícios suficientes.*Leonardo Araujo é analista de informações
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