Telebrás - o contra-ataque das oposições
*Leonardo AraujoApós constatarem que o governo pretende mesmo adotar o desenho do Plano Nacional de Banda Larga formatado por Rogério Santanna, César Alvarez, Erenice Guerra e outros colaboradores, com a aprovação de Lula e de Dilma Rousseff, os setores que pregam um PNBL conduzido unicamente pelas grandes operadoras privadas de telefonia mudaram radicalmente sua estratégia. Afinal, são cerca de 20 bilhões de reais e a próxima presidência do Pais que estão em jogo...
Serrvindo-se de poderosas ligações com órgãos de imprensa e com políticos de oposição ao atual governo (inclusive de dentro do PMDB - aliado teórico de Lula nas próximas eleições), contando com uma generosa e "isenta" verba de patrocínio privado e sob orientação de alguns experientes "marketeiros", decidiram focar a nova estratégia em uma "demonstração pública" de que o governo Lula estaria agindo para beneficiar os acionistas da Telebrás, em aparente contraposição aos princípios ideológicos que prega.
Em linha com o ataque contra a Telebrás, a nova estratégia procurá evidenciar que a candidata do PT - uma ex-guerrilheira de esquerda - não abandonou seus antigos princípios marxistas, possuindo um "preocupante cunho estatizante que poderá ser estendido a outros setores da iniciativa privada".
Com isso, a nova idéia é colocar o governo em cheque e tentar constrangê-lo, fazendo-o passar à defensiva e forçando-o a dar explicações públicas à sociedade.
"Casualmente", as reportagens de hoje sobre a "absurda valorização das ações da Telebrás no governo Lula", publicadas na Folha de São Paulo e já repercutidas no blog do Noblat (Globo) e em diversos outros órgãos, chegam no mesmo dia em que o PT inicia o seu IV Congresso Nacional e às vésperas de anunciar Dilma Rousseff como pré-candidata à presidência do País.
Assim, é de se esperar, para os próximos dias, uma intensificação dessa nova campanha, onde grandes órgãos de imprensa, que até ontem pouco ou nada haviam comentado sobre o PNBL, passem a exibir manchetes explorando o novo foco.
Serrvindo-se de poderosas ligações com órgãos de imprensa e com políticos de oposição ao atual governo (inclusive de dentro do PMDB - aliado teórico de Lula nas próximas eleições), contando com uma generosa e "isenta" verba de patrocínio privado e sob orientação de alguns experientes "marketeiros", decidiram focar a nova estratégia em uma "demonstração pública" de que o governo Lula estaria agindo para beneficiar os acionistas da Telebrás, em aparente contraposição aos princípios ideológicos que prega.
Em linha com o ataque contra a Telebrás, a nova estratégia procurá evidenciar que a candidata do PT - uma ex-guerrilheira de esquerda - não abandonou seus antigos princípios marxistas, possuindo um "preocupante cunho estatizante que poderá ser estendido a outros setores da iniciativa privada".
Com isso, a nova idéia é colocar o governo em cheque e tentar constrangê-lo, fazendo-o passar à defensiva e forçando-o a dar explicações públicas à sociedade.
"Casualmente", as reportagens de hoje sobre a "absurda valorização das ações da Telebrás no governo Lula", publicadas na Folha de São Paulo e já repercutidas no blog do Noblat (Globo) e em diversos outros órgãos, chegam no mesmo dia em que o PT inicia o seu IV Congresso Nacional e às vésperas de anunciar Dilma Rousseff como pré-candidata à presidência do País.
Assim, é de se esperar, para os próximos dias, uma intensificação dessa nova campanha, onde grandes órgãos de imprensa, que até ontem pouco ou nada haviam comentado sobre o PNBL, passem a exibir manchetes explorando o novo foco.
*Leonardo Araujo é analista de TI
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