sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Telebras quer fomentar indústria nacional de equipamentos para satélites

Teletime - 24/01/2014

Para estimular a indústria nacional de equipamentos para satélites, a Telebras pensou em um modelo de negócio para comercializar a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) que seja capaz de dar volume a esses equipamentos.

Em vez de a Telebras entregar o link de satélite para o provedor, que depois distribuiria o sinal por rede própria para os seus clientes finais, o modelo será diferente. O cliente final do provedor é que receberá as antenas VSATs, mas o provedor terá plena capacidade para gerenciar a banda que ele tenha contratado da Telebras.

"O sistema de gerência que a gente está desenvolvendo para o satélite permite que seja criada uma operação virtual. Ou seja, em vez de levar um link para o provedor e ele distribuir como ele faz hoje, ele pode atender direto os usuários dele com as VSATs. E aquela banda que ele necessita, ele gerencia. O sistema de gerência permite esse seccionamento", explica o gerente do projeto Satélite da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto.

Segundo ele, o objetivo é que os equipamentos tenham uma escala tal que desperte o interesse da indústria nacional em desenvolvê-los. Além disso, a Telebras já deu entrada do projeto no Regime Especial de Tributação da Banda Larga (REPNBL) para que os gateways e terminais sejam adquiridos com isenção de impostos.

O SGDC terá um total de cinco gateways nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, Campo Grande, Florianópolis e Salvador. Os gateways são equipamentos que estão conectados ao backbone da Telebras e recebem o sinal do satélite. "Cinco gateways é um número otimizado. Tivemos também propostas de sete a nove gateways", afirma o executivo.

Sebastião Neto acaba de voltar da reunião de "kick off" do projeto com a Alenia Space na França. Segundo ele, como não há muitos satélites operando em banda Ka no mundo, e portanto poucos projetos como referência, o desenvolvimento é sempre mais trabalhoso. Além disso, desde a criação das especificações até o momento já se passaram quatro anos, período em que a demanda estimada pela Telebras mudou. Por isso, o trabalho inicial será acertar junto com o fabricante um "remanejamento de massa" para adequar a cobertura à demanda atual.

"A gente está trabalhando nessa otimização. Esse é um processo que deve demorar uns oito meses até que a fabricação dos elementos que dependem dessa definição seja concluída. Isso não quer dizer que o satélite está parado", explica Sebastião Neto. O satélite terá cobertura sobre o Brasil inteiro, sendo que a capacidade de cada spot beam depende da demanda esperada para aquela região. Também será coberto todo o mar territorial brasileiro e o Pré-Sal.

Apesar de o momento atual ser de ajustes em relação à especificação, a expectativa do executivo é que se os trabalhos se mantiverem nesse ritmo o satélite pode ser entregue com um ou dois meses de antecedência, em relação aos 30 meses previstos.

Transferência de tecnologia

Está previsto para abril o início da execução do plano de absorção e transferência de tecnologia que deve envolver cerca de 30 engenheiros brasileiros. A primeira fase são cursos com o objetivo de nivelar o conhecimento dos engenheiros, período que deve durar cerca de um mês. "Daí para frente começam os on the job trainnee. Significa que o cara não vai ficar mais em sala de aula. Vai para as bancadas, aprender como que a coisa é feita, como se faz as partes do satélite, trabalhar junto com o pessoal de lá", diz Neto.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sky inicia oferta de banda larga no Alagoas

Serviço utiliza tecnologia TD-LTE e conta com planos de 2MB e 4MB

Tele.Síntese - 22/01/2014

A SKY, operadora de TV por assinatura via satélite, iniciou a oferta de banda larga fixa nos municípios de Maceió e Rio Largo, em Alagoas. A oferta de internet utiliza tecnologia TD-LTE. A possibilidade de oferecer pacotes combo (internet e TV) é uma das apostas da Sky para manter-se competitiva no mercado brasileiro, que vem mostrando novos contornos a partir das mudanças promovidas pela lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC).

“Estamos ampliando nossa atuação no Nordeste com a entrada no mercado de Alagoas. O início da operação nessas praças faz parte do plano de expansão do serviço, e visa a atender à crescente demanda por internet de qualidade no país”, explica o VP de Banda Larga da SKY, Edison Kinoshita.

O acesso à rede de quarta geração da SKY é feito por meio de um modem 4G, que capta o sinal da internet e o redistribui para acesso por diversos dispositivos. A SLKY oferece duas opções de velocidade – 2MB e 4MB. Computadores e outros dispositivos poderão ser conectados sem fio, via wi-fi ou com cabo ethernet.

O SKY Banda Larga já está disponível no Distrito Federal e em mais de 10 cidades dos Estados de São Paulo, Sergipe, Pernambuco, Espírito Santo e Alagoas. (Da redação)

Atualmente, no Brasil, a Sky tem licença para operar o serviço LTE na faixa de 2,5 Ghz em 665 cidades - incluindo 15 capitais principalmente no Norte e Nordeste, mais Distrito Federal -, o que lhe permite cobrir até 16 milhões de domicílios, cerca de 27% do total. De acordo com os cálculos da operadora, as cidades nas quais tem licença de operação contribuem com 31% do PIB do país.

A companhia tem buscado o compartilhamento de sites sempre que possível, além de compartilhamento de backbone, em que mantém um acordo com a Telebras. De acordo com Marchezetti, do total de sites usados, 50% são compartilhados. Para equalizar o custo de instalação de sites, o recurso tem sido implantar CPEs externas quando for necessário, o que é mais caro, mas vale a pena para dispensar a instalação de antenas.



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Internet pode ficar mais barata no Brasil com novo cabo submarino

Terra - 21/01/2014

A construção do novo cabo submarino de fibra óptica que vai ligar o Brasil à Europa deve começar a partir de julho. A expectativa é que em 2016 ele já esteja em plena atividade. O projeto, estimado em US$ 185 milhões (cerca de R$ 430 milhões) dará ao Brasil uma alternativa de transmissão de dados via internet.

A Telebras estima que o novo cabo deva gerar uma economia em torno de 15% em relação aos custos atuais – e parte disso poderia ser repassada ao consumidor. As tubulações sairão de Fortaleza, chegarão a Portugal e deverão acelerar o fluxo de informações entre o Brasil e o continente europeu. "Esse novo cabo submarino possibilita a conexão direta com o continente europeu, diminuindo a latência, ou seja, o tempo de resposta das transmissões. Espera-se que com isso haja uma diminuição do custo", conta à DW Brasil o coordenador do projeto de cabos submarinos da Telebras, Ronald Valladão.

Atualmente, qualquer comunicação digital precisar passar pelos Estados Unidos. Ou seja, quando um usuário da rede na América do Sul digita um endereço de um site hospedado em um servidor na Europa ou Ásia, essa informação segue primeiro para os EUA, de onde é enviada para o destino. Assim, é necessário pagar duas vezes para que esses dados sejam transmitidos.

Cerca de 80% do tráfego de dados sul-americanos ocorrem dessa forma. O Brasil possui apenas uma ligação direta entre América do Sul e Europa, o cabo Atlantis II. Porém, além de ser antigo e possuir uma capacidade limitada, ele é usado quase que exclusivamente para a telefonia. Além do Atlantis II, o país possui outros quatro cabos submarinos, todos ligando o Brasil aos Estados Unidos.

Infraestrutura
O cabo será construído e operado por uma empresa privada brasileira, a chamada JVCo (Joint-Venture Company), que ainda está sendo formada. A Telebras possuirá 35%, a espanhola IslaLink Submarine Cables ficará com 45%, e outro sócio brasileiro, provavelmente um fundo de investimentos, terá os 20% restantes.

Além desse projeto, o Brasil tem outros planos na expansão dessa infraestrutura, que prevê a criação de um chamado anel óptico sul-americano. Ele deverá ligar os 12 países do continente por cabos de fibra óptica, além de conectá-los à África e à Europa. Ao todo, cerca de 10 mil quilômetros de cabos de fibra óptica devem ser construídos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Telebras alia-se a grupo espanhol para instalar cabo submarino

Valor Econômico - 16/01/2014

A Telebras anunciou, ontem, o plano para formar uma joint venture com a espanhola IslaLink Submarine Cables para instalar o cabo submarino que vai ligar o Brasil à Europa, ao custo de US$ 185 milhões. Um pré-acordo foi aprovado nesta semana pelo conselho de administração da estatal. Falta, agora, a definição dos fundos de investimentos que vão compor a parte brasileira no negócio e que ficarão com uma fatia de 20%. A Telebras assumirá participação de 35% e o grupo espanhol, os demais 45%.

O novo presidente da Telebras, Francisco Ziober Filho, informou que o cabo de comunicação começará a ser construído no segundo semestre. A assinatura do acordo será feita ainda na primeira metade do ano. A expectativa é que infraestrutura entre em funcionamento no prazo de 18 meses após o início de sua construção.

Segundo a Telebras, já existente uma conexão via cabo submarino com a Europa, destinada ao uso praticamente exclusivo da comunicação de voz. Essa rede foi construído por uma associação de várias empresas, entre elas a Embratel.

A Telebras já teve como prioridade a construção de rede de comunicação de dados de alta capacidade com os Estados Unidos, para reduzir os custos de links internacionais. Com as denúncias da espionagem pela agência de segurança americana, em 2013, a companhia deixou o plano de lado, seguindo a determinação do governo de buscar um canal de comunicação direta com a Europa, sem depender de rotas pelos EUA.

Caio Bonilha, que antecedeu Ziober Filho na direção da Telebras, participou da entrevista e disse que para cada comunicação feita diretamente com a Europa, outras 600 passam primeiro pelos Estados Unidos. "Este projeto tomou um caráter estratégico a partir da necessidade de maior segurança de rede", afirmou Bonilha.

Ziober Filho prevê alcançar o equilíbrio de contas da companhia neste ano. Ele disse que esse equilíbrio não será obtido apenas com o lucro financeiro decorrente das aplicações, mas do lucro operacional a partir da remuneração prevista em contratos comerciais firmados na oferta de serviços de rede.

Bonilha ressaltou que as contas de 2014 serão impactadas, especialmente, pelos contratos com a Fifa relacionados à rede de transmissão de imagens para a Copa do Mundo no Brasil. "Teremos um valor muito grande. Isso muda a perspectiva de relação entre despesa e receita", disse, sem relevar os valores.

Ziober disse que um dos principais focos de atuação da Telebras sob sua gestão será atender às demandas do governo por serviços de rede. Essa foi outra tarefa assumida pela companhia a partir das ações do governo para responder à espionagem internacional.

Sob essa estratégia, a Telebras partirá para investimentos em redes metropolitanas. A empresa passou os primeiros anos, após a sua reativação, concentrando seus esforços na implementação de redes regionais de alta capacidade (backbone). "Até agora, não tínhamos avançado muito no atendimento à demanda do governo, porque faltava a edição dos regulamentos que saíram apenas no ano passado", disse Ziober, ao comentar a dificuldade de assinar acordos comerciais com órgãos e empresas públicas federais.
Para 'fugir' dos EUA, Brasil costura acordo óptico com saída no Pacífico

Convergência Digital :: 16/01/2014

Além da nova saída para a Europa, com um cabo submarino prometido para 2016, a Telebras costura mais um trecho de fibras ópticas, desta vez em direção ao Pacífico. A estatal firmou um memorando de entendimento com o grupo argentino que controla uma rede que se estende até Santiago do Chile.

É um primeiro passo para um acerto comercial com redes da Silica Networks, operadas pelo grupo argentino Datco, que além de infraestrutura fornece serviços, inclusive OTT. Segundo informou a estatal à CVM, o acerto “possibilitará à Telebras o acesso às redes na costa do Pacífico”.

O fato de a Datco também oferecer serviços está na equação, mas os detalhes ainda secretos. Para chegar lá, porém, é preciso construir um pequeno trecho de fibras, basicamente nos 6km que separam a gaúcha Uruguaiana de Paso de Los Libres, inclusive cruzando cerca de 1,5 km do rio Uruguai.

Embora atenda por tabela um interesse político da região – a Unasul defende a interligação de comunicações entre os países da região sem escala nos EUA – a engenharia é essencialmente comercial, tanto que nem deve repetir o tradicional swap de fibras de diversos acordos da Telebras com empresas no Brasil.

Parte da lógica é que há retorno em apostar no tráfego de dados entre o Chile e o Brasil. Não é nada, não é nada, trata-se do quarto maior investidor estrangeiro direto no país, de longe o maior da América Latina. É certo que o datacenter do Google entrou na conta. Mas até a maior empresa aérea brasileira a TAM, tem como acionista uma chilena.

Além disso, esse tráfego seria complementar ao cabo europeu, agora em estágio avançado segundo a Telebras, que pretende iniciar a construção no segundo semestre. O tráfego do Chile para a Europa é maior que o brasileiro, especialmente por conta dos observatórios astronômicos no norte do país.

Telebras promete novo cabo submarino para Europa até 2016

Convergência Digital :: 15/01/2014

Depois que as denúncias de espionagem maciça dos Estados Unidos inverteram prioridades de conectividade, a Telebras acelerou os entendimentos com a espanhola IslaLink para viabilizar o que, até então, era o patinho feio do projeto de três novos cabos submarinos internacionais.

O projeto em si está pronto há pelo menos dois anos. Mais difícil foi chegar a um entendimento societário. O cabo submarino para a Europa não vinha encontrando interessados suficientes para financiar a empreitada, além de uma certa disputa entre brasileiros e espanhóis pelo controle da operação.

Segundo a Telebras, no entanto, o negócio andou e a ideia é iniciar as obras ainda em 2014. Seguindo o modelo de atuação da estatal, será criada uma empresa onde a IslaLink Submarine Cables terá 45%, a própria Telebras 35% e outros 20% ainda precisam encontrar um segundo sócio verde-amarelo.

“Fizemos questão de que o controle da empresa seja nacional, por razão estratégica, mas ao mesmo tempo é um projeto comercial. A Telebras e mais um sócio brasileiro vão ter a maioria do capital da empresa”, explicou o presidente da estatal, Caio Bonilha, em sua última entrevista no cargo.

Apesar dessa lacuna, a Telebras e a IslaLink já assinaram um pré-acordo. “Antes de escolhermos um terceiro sócio de comum acordo, temos necessidade de apresentar a empresa para a Comunidade Europeia, e possivelmente teremos fundos de ambos os lados para pesquisa e desenvolvimento”, disse Bonilha.

Nas contas indicadas, o cabo ‘europeu’ envolve investimentos de US$ 185 milhões. E de acordo com o coordenador dos projetos de cabos submarinos na estatal, Ronald Valladão, “a expectativa é que no início do segundo semestre começa a construção do cabo, sendo entregue no começo de 2016”.

Nova prioridade

O grande empurrão para o projeto do cabo europeu veio de Edward Snowden. As denúncias do ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos de que o mundo é submetido à espionagem maciça dos americanos alterou a ordem dos projetos de novos cabos brasileiros.

“Esse cabo para a Europa é um projeto antigo que estávamos desenvolvendo, mas tomou um caráter estratégico a partir da segurança de rede. Hoje, grande parte do trafego do Brasil para Europa passa pelos Estados Unidos, algo da ordem de 600 para 1”, explica o, agora, ex-presidente da Telebras.

Será apenas o segundo cabo submarino de conexão direta entre o Brasil e a Europa - o único em operação é o Atlantis 2, liderado pela Embratel, Deutsche Telekom, Telecom Italia e France Telecom. Essa opção, porém, está no limite, sendo usado basicamente para comunicações de voz entre os dois continentes.

O cabo entre Brasil e África, segundo Bonilha, “está nos ‘finalmentes’ para o início da construção”. Nesse caso, o acerto foi um dos primeiros diante do grande interesse – e da disponibilidade de recursos – do outro lado do Atlântico, liderado pela Angola Cables. Já o cabo para os EUA, subiu no telhado. “O dos EUA trocamos de prioridade e ele ficou com a prioridade menor”, completa.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Telebras ambiciona mais contratos e mais governo

Convergência Digital :: 15/01/2014

Com a Copa do Mundo no Brasil, em cinco meses, a prioridade do novo presidente da Telebras não poderia mesmo ser outra que não o evento que começa em 12 de junho. Mas o analista de sistemas Francisco Ziober Filho acredita que a estatal concluiu a fase de estruturação e verá crescer os contratos, tanto com o governo como no mundo privado.

“Começamos a virar a página. Estamos dando o passo seguinte que é buscar mais negócios. Um fato muito relevante foi a procura da última Futurecom, muito mais forte, inclusive com empresas de telecom vendo na empresa uma parceira. Então, esperamos assinar mais contratos e consolidar o que foi iniciado”, afirmou nesta quarta-feira, 15/1, em sua primeira entrevista como presidente.

Mas se, como diz Ziober, “a própria Copa está gerando novas oportunidades de negócio”, parece evidente que há razoável expectativa em aprofundar a relação dentro do governo. O campo, apesar de previsto na origem da reestruturação da estatal, só foi clareado depois das denúncias de espionagem americana sobre o resto do mundo.

“Temos a parte de governo que devemos ampliar o portfolio. Não temos ainda prazo, porque temos trabalho de infraestrutura, revisão do planejamento contemplando essa perspectiva, para a qual não tínhamos uma regulamentação clara”, lembra o novo presidente. Em essência, o Decreto 7175, que instituiu o Plano Nacional de Banda Larga, já previa que a Telebras atenderia as redes de governo.

Mas a administração Dilma Rousseff se mostrou menos interessada em mexer nos contratos, até que Edward Snowden contasse ao planeta que mesmo o e-mail da mandatária brasileira foi violado pela Agência de Segurança Nacional dos EUA. Tanto que no dia 05 de novembro, editou o o Decreto 8135/13, que prevê o atendimento das comunicações de governo por redes estatais e, especialmente, dispensando de licitação a contratação desse serviço.

A Telebras promete ampliar a capilaridade das redes metropolitanas, notadamente em capitais ou cidades onde haja órgãos federais. A estatal espera assumir papel predominante nesse serviço. “Na questão de rede, o foco será a Telebras, mas temos negociações com Serpro e Dataprev, que podem envolver até migrações de backbone e que esperamos concluir até o fim do mês”, diz.

Mas ainda que haja “foco em atender o governo”, os negócios privados estão na conta do equilíbrio financeiro da Telebras. “A meta é chegar ao equilíbrio operacional este ano. Estamos negociando com Ministério das Comunicações o contrato de atendimento da Copa, que é um contrato bastante grande. Mas até em função da Copa das Confederações estamos sendo procurados por várias empresas para prestar serviços”, revela Ziober.

Daí o destaque dado à implantação de escritórios regionais da Telebras – ainda em 2014 em Belém-PA, Fortaleza-CE, Salvador-BA, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Porto Alegre-RS e em Brasília-DF, para negócios locais. “Haverá algum deslocamento da equipe mais experiente, mas em geral serão os novos concursados. Serão principalmente escritórios comerciais para estarmos mais perto dos clientes.”

O ‘equilíbrio operacional’ é a expectativa da estatal de fechar no azul em 2014, mas sem repetir as aplicações em fundos de investimento que, em 2012, deram à empresa o primeiro lucro desde a reativação – feito que, segundo os executivos da empresa, não foi repetido no ano passado.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Telebras avança na criação de empresa de cabo submarino para Europa

Conselho aprovou criação de empresa

Tele.Síntese - 14/01/2014

O Conselho de Administração da Telebras, reunido nesta terça-feira (14), autorizou a assinatura de um pré-acordo de acionistas por parte da Telebras para constituição de empresa de cabo submarino para ligar o Brasil à Europa. Atualmente, apenas um cabo submarino liga o país ao continente, com capacidade de 40 Gbps, já saturado.

A meta da Telebras é construir três cabos submarinos, um ligando o país aos EUA, outro à Europa e um terceiro à África, por meio de parcerias. Somente o contrato de construção para a África estava fechado até agora, com a participação da Angola. A construção do cabo submarino para a Europa passou a ser prioridade após as denúncias de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos utilizando as redes.
Telebras fecha parceria com Silica Networks

Agência Estado - 14/01/2013

A Telebras celebrou memorando de entendimento com as empresas Silica Networks Argentina e Silica Networks Chile para estabelecer parceria para construir, operar e manter uma rede de fibra ótica para estabelecer uma conexão entre o Brasil, na cidade de Uruguaiana (RS), e a Argentina, na cidade de Paso de Los Libres, província de Corrientes, com ligação direta ao Chile, o que possibilitará à Telebras o acesso às redes na costa do Pacífico.

Silica Networks Argentina e Silica Networks Chile são detentoras de redes de fibras ópticas com backbones de alta capacidade que interligam as cidades de Santiago do Chile, Mendoza, Córdoba, Rosário, Buenos Aires, Bahía Blanca, Neuquen, Bariloche, Osorno e Paso de Los Librés, segundo a Telebrás.

Cabo submarino
A companhia brasileira informa ainda que seu Conselho de Administração autorizou nesta terça-feira, 14, a assinatura de um pré-acordo de acionistas por parte da Telebras, nos termos apresentados pelo termo de compromisso, que deverá reger a relação entre as partes na qualidade de acionistas da sociedade que irão constituir para desenvolver o Projeto Cabo Submarino Brasil-Europa.
Caio Bonilha renuncia à presidência da Telebras

Convergência Digital :: 14/01/2014

O comando da Telebras vai mudar de mãos novamente. O atual presidente, Caio Bonilha, acertou a saída com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e deixou o cargo nesta terça-feira, 14/1, quando oficializou a renúncia junto ao Conselho de Administração da estatal. O diretor comercial, Francisco Ziober Filho, assume interinamente.

Bonilha estava na presidência desde junho de 2011, quando ocupava a diretoria comercial e foi alçado ao lugar de Rogério Santanna, afastado por divergências com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Ele teria sido escolhido pela própria presidenta Dilma Rousseff para assumir o comando da estatal.

Embora de relação sem conflitos com o governo, o agora ex-presidente já manifestara o desejo de se afastar da Telebras – o que ajudou a alimentar, em mais de uma ocasião, boatos de sua saída. Colegas mais próximos indicam, no entanto, que Bonilha já acertara a despedida com o ministro.

Nem o ‘briguento’ Santanna, nem o cordial Bonilha lograram, porém, impor um ritmo mais acelerado ao Plano Nacional de Banda Larga, cujas metas passavam pela implantação de uma rede nacional de fibras ópticas que fizesse frente às redes das operadoras privadas e, assim, impor competição na infraestrutura.

Santanna foi para a Telebras ainda no governo Lula, mas, como visto, não sobreviveu às mudanças trazidas pelo governo Dilma. Bonilha foi para o posto já sob uma administração aparentemente menos interessada no papel do Estado em pressionar as teles privadas.

Francisco Ziober Filho foi para a Telebras em setembro de 2012, já tendo passado pela diretoria de tecnologia do Banco do Brasil e pela vice-presidência de tecnologia dos Correios. Até aqui é o único nome indicado para a estatal pelo ministro Paulo Bernardo.

Telebras já pode explorar satélite

Capital Digital - 14/01/2013

Por meio do Ato nº 76, de 7 de janeiro, a Anatel autorizou a Telebras explorar satélite no espaço brasileiro. 

Os sinais de telecomunicações da estatal ocuparão, sem exclusividade, a posição orbital 75º O, pelo prazo de 15 anos. 

O Ato foi publicado hoje (14) no Diário Oficial da União.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Minicom e MEC resgatam plano para melhorar acesso à Internet nas escolas

Convergência Digital :: 08/01/2014
Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e das Comunicações, Paulo Bernardo, prometem desengavetar uma conversa iniciada há cerca de ano e meio para turbinar as conexões à Internet nas escolas públicas. O principal motor desse desejo são os quase meio milhão de tablets distribuídos a professores do ensino médio.

“Estamos discutindo um grande investimento para dar impulso as escolas. Começamos a falar em 10 Mbps por escola, mas entendo que deve ser diferenciado pela demanda, pois escolas de 2 mil alunos podem precisar de mais, 100 Mbps, 150 Mbps”, disse Bernardo após a reunião desta quarta-feira, 8/1, no MEC. “A presidenta Dilma quer uma revolução na educação”, emendou.

O encontro – que também contou com o presidente da Anatel, João Rezende – a terminou mais ambicioso. Segundo Paulo Bernardo, a iniciativa deve ser ampliada para reunir diferentes recursos no campo da infraestrutura, mas também de beneficiados. “São escolas urbanas e rurais, mas também centros de pesquisa e hospitais universitários, assim como centros de saúde.”

“O governo tem muitas iniciativas que precisam ser coordenadas, para não corrermos o risco de pagar duas vezes. Por exemplo, muitas vezes uma escola pública fica ao lado de um posto de saúde, não preciso fazer duas contratações. Por isso, montamos um grupo e teremos um plano em 15 ou 20 dias”, disse o ministro.

Na prática, fortalecer as conexões das escolas não é ideia nova. Ainda em 2012 os mesmos Bernardo e Mercadante discutiam exatamente isso. Mesmo a ampliação para centros de pesquisa e hospitais universitários já fez aniversário – e, em verdade, é um projeto que a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) já vem tocando, batizado Veredas Novas, e que já conta com parceria da Telebras.

A recuperação das propostas tem natural relação com a distribuição de tablets aos professores do ensino médio, para quem já teriam sido comprados 462,9 mil. Parte dessa leva, no entanto, deve ser também entregue a docentes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, conforme indicou o próprio Mercadante há pouco mais de um mês – etapa que só terá início em 2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Mais de 70 satélites irradiam sobre o Brasil, mas banda larga ainda é muito cara

O lançamento de novos satélites em banda Ka pode reverter a situação, avalia o Mincom


O Brasil conta atualmente 72 satélites – das mais diferentes constelações – irradiando sobre o seu território, conforme o último levantamento da Anatel, de outubro de 2013. Para o Ministério das Comunicações, no entanto, a maioria dos satélites, por serem estrangeiros, acaba atuando em pequenos nichos do mercado brasileiro. A tecnologia usada pelos satélites brasileiros (que ocupam posições orbitais do país e que por isto têm como mercado principal o nacional) é ainda de banda C e banda Ku, propícias para a transmissão de sinais de TV, mas não para a de comunicação de dados. “ A banda larga satelital é ainda muito cara no país", afirma o diretor de banda larga do MiniCom, Artur Coimbra.

Segundo ele, o custo do Megabit de comunicação de dados em um satélite de banda Ka é 10 vezes menor do que os satélites de banda C e Ku. E um único satélite, desta constelação de mais de 70 tem esta banda para oferecer ao mercado brasileiro. Além da escassez de banda, ele aponta problemas com a alta carga tributária, transporte, instalação e equipamentos como fatores que contribuem também para os altos custos da banda larga satelital no país.

Conforme o levantamento feito pelo ministério, enquanto as ofertas de 1 a 18 Mbps da banda Ka podem ser encontradas no mercado mundial a preços que variam de US$ 30 a US$ 740 por mês, no Brasil, os preços praticados pela banda Ku para 256 Kbps a 3 Mbps (maior capacidade oferecida encontrada) variam de R$ 500 a R$ 3,5 mil por mês.

Mais oferta, menos preço

Para reverter este cenário, só mesmo o ingresso de novos satélites com tecnologia Ka, acredita o Minicom. A partir do próximo ano até 2018, estão previstos os lançamentos de seis novos satélites geoestacionários que vão se dedicar integralmente ao território nacional ( D1 e D2, da Star One; Amazonas 4, da Hispasat; SGDC, da Telebras; satélite da Etelsat e da Hughes) além da constelação de satélites de órbita baixa do Google/SES (o O3b), cujo lançamento, previsto para este ano, foi adiado para 2014.

Além dessas satélites, que deverão todos vir com transponders em banda Ka, a Anatel promete colocar na rua a venda de mais quatro posições orbitais até o início do próximo ano, o que garante a oferta de mais capacidade para dentro de quatro a cinco anos. O edital de venda das posições foi aprovado na última reunião do conselho diretor da agência, mas o seu preço ainda dependia de aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), que só iria liberar os valores em 2014.

Centros urbanos

Para Coimbra, o incremento da oferta de satélites voltados quase que integralmente para o mercado brasileiro de banda Ka irá gerar um novo fenômeno, além de reduzir sensivelmente o preço da banda larga via satélite: ampliar a oferta da banda larga também nas periferias dos grandes centros urbanos. “Os novos satélites serão importantes não apenas para as áreas rurais e a Amazônia. Eles poderão também suprir com ofertas de até 10 Mbps as periferias das grandes cidades que hoje contam com ofertas de baixíssima velocidade”, afirmou.

Quem é Quem

Dezenove são ou pretendem ser os satélites que ocupam posições orbitais brasileiras. A Star One, subsidiária da Embratel, é a que possui a maior constelação. Conforme a Anatel, são oito satélites, e novos três ainda serão lançados para substituir aqueles com vida útil prestes a se encerrar ou aqueles ocupando novas posições orbitais compradas pela empresa.

A Echostar tem dois satélites brasileiros e pretende lançar mais um; a Hispamar tem mais dois satélites e lançará outro no próximo ano. A Telesat Brasil tem um satélite brasileiro e a Eutelsat ainda vai lançar o seu.

Da lista dos satélites internacionais que “chovem” no território nacional, a Intelsat Licence LLc e a Intelsat Brasil são as empresas com a maior constelação: 20 satélites. A canadense Inmarsat Solutions também tem forte presença no país, com três satélites, a Astrium Services Business também conta com três desses meios de transmissão e a Eutelsat com outros quatro satélites estrangeiros. A Hispasat, Xantic, Telecom Italia, Stratos, MorsvtazsPutinik, Telesat, Satelites Meixcanos, SES Astra, SES American, Skynet, New Skies e Direct TV Group também têm entre um a três satélites posicionados para o mercado brasileiro.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Projetos da Net e Telebras largam na frente

Valor Econômico - 20/12/2013

A Net e a Telebras foram as primeiras a terem projetos de isenção fiscal aprovados pelo governo no novo plano nacional de banda larga. A Telebras porque, como estatal, está acostumada a atender a todos os detalhes exigidos em processos relacionados ao governo. A Net porque foi criteriosa na interação com os técnicos. O esforço valeu a pena. Roberto Catalão, vice-presidente financeiro da Net, não diz quantos projetos foram submetidos ao governo, mas ainda faltam muitos para serem liberados. A Telebras cadastrou 72 projetos, mas a grande maioria ainda não foi submetida à aprovação.

O orçamento da Telebras para este ano era superior a R$ 250 milhões, mas foi reduzido para R$ 200 milhões, devido a dificuldades para importar, disse o presidente da empresa, Caio Bonilha. A empresa é atacadista e não atende clientes finais, só operadoras, provedores de internet e governo.

A Claro está trabalhando no programa e pretende apresentar seus projetos até junho. A meta é atingir 90% da rede com fibras ópticas. Atualmente, a tele conta com 120 mil km de fibras.

Com 240 mil km de fibras no país, a Embratel e o grupo América Móvil já submeteram alguns projetos ao governo e preparam outros, diz o diretor-executivo da Embratel, André Sarcinelli. O aporte para expansão da rede neste ano é de R$ 3 bilhões.

A Telefônica/Vivo está adaptando seus projetos. A Oi não informa detalhes, diz apenas que sua rede de fibra tem 330 mil km.

José Gontijo, diretor do Ministério das Comunicações, diz que ainda há grandes operadoras que não enviaram projetos. O ministério recebeu pedido de teles para segurar a análise de projetos enviados até que elas entendam melhor o processo e corrijam as falhas, diz Gontijo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Inova Telecom destina US$ 1 bi para expansão da banda larga no Brasil

Programa lançado pelo governo federal terá recursos repassados pelo BNDES, Finep e Funtel para financiar projetos de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação tecnológica no setor.


As empresas brasileiras do setor de telecomunicações vão ganhar um incentivo para desenvolver novas tecnologias. O Ministério das Comunicações (Minico) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) lançaram ontem (18/12), em Campinas (SP), o Inova Telecom, programa de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação tecnológica no setor.

Para o ministro Paulo Bernardo, a expectativa é de que o Inova Telecom ajude a impulsionar projetos do governo como o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), as comunicações estratégicas e também da área de segurança.

"Precisamos de um plano para melhorar a cobertura de internet no País, de segurança na arquitetura das redes, de programas e softwares mais seguros, além de ferramentas e estudos que nos auxiliem nesse sentido. Assim, saio desta cerimônia com a expectativa e confiança de que os pesquisadores e órgãos que receberão estes recursos nos auxiliem nestes desafios", afirmou Bernardo.

O desenvolvimento de novos equipamentos e tecnologias por meio do programa será distribuído por quatro áreas temáticas: comunicações ópticas, comunicações digitais sem fio, redes de transporte de dados e comunicações estratégicas.

O orçamento inicial, de R$ 1 bilhão, será dividido em três linhas: financiamento (R$ 600 milhões), investimento (R$ 300 milhões) e subvenção/fomento (R$ 100 milhões).

A linha de investimento é uma novidade. Por meio dela, será criado um fundo de investimento por meio do qual o governo deverá se tornar acionista de empresas para ajudar a expandi-las. Os recursos deverão ser utilizados no período de quatro anos.

A linha de crédito é destinada tanto a operadoras de telecom e quanto a fornecedores de produtos e serviços. Poderão participar do processo empresas líderes, que possuam receita operacional bruta ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 30 milhões. As outras empresas que não se enquadrarem nesse requisito poderão participar como parceiras das empresas líderes.

A ideia é que as linhas de crédito incentivem a formação de uma cadeia que reúna as operadoras, grandes empresas fornecedoras de produtos e serviços, empresas de menor porte e Instituições Científicas Tecnológicas (ICTs). As operadoras de telecom, por exemplo, deverão apresentar planos com encomendas já pré-definidas com as empresas.

Fonte dos recursos

A maior parte dos recursos iniciais do programa é proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), que vai entrar com R$ 640 milhões. Os R$ 360 milhões restantes serão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A previsão é de que o lançamento do edital do Inova Telecom ocorra no início de 2014. O programa é uma parceria do Minicom, MCTI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Anatel.

A operacionalização do programa envolve Funttel, Finep e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Inova Telecom integra o Plano Inova Empresa, lançado pelo Governo Federal em março, com um total de R$ 32,9 bilhões para 2013 e 2014.
Dilma quer PNBL com velocidade média de 10 Mbps

Minicom apresentará nova versão do PNBL ao Planalto até março

Tele.Síntese - 19/12/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje, durante solenidade do lançamento do Inova Telecom, que vai destinar R$ 1,5 bilhão a projetos nas áreas de telecom e saúde, que a presidenta Dilma Rousseff quer que a nova versão do PNBL contemple velocidades médias mais altas, se possível de 10 Mbps. "Ela me disse que quer não só a universalização da banda larga, mas que ela tenha velocidade mais rápida e mais qualidade", anunciou ele, durante a solenidade realizada no Centro Renato Archer, em Campinas (SP).

Para fazer a nova versão do PNBL, Bernardo disse que o governo conta com o leilão das frequências de 700 MHz, que deverá ter como contrapartida ampliação da cobertura da banda larga e o aumento da velocidade oferecida. Informou, também, que se for necessário, o governo poderá colocar recursos orçamentários. "Foi isso que me sinalizou a presidenta."

Na avaliação do ministro das Comunicações, o Inova Telecom terá contribuição fundamental para a universalização da banda larga e a oferta de serviço de qualidade em todo o país. "Foi por isso que definimos as tecnologias necessárias à infraestrutura da banda larga como as estratégicas para os projetos que serão desenvolvidos. E incluímos todas as tecnologias, pois o país tem uma grande diversidade de demanda. Temos regiões bem atendidas que precisam da fibra, e áreas onde a transmissão terá que ser feita por rádio e até mesmo por satélite", salientou.

Em seu pronunciamento, também destacou a importância de projetos inovadores para a segurança na internet. "Depois dos episódios de espionagem dos dados de brasileiros, do governo brasileiro e de suas empresas, uma atitude inaceitável pois fere a privacidade das comunicações pessoais, temos que ter sistemas mais seguros", disse, ao explicar o motivo da inclusão dos sistemas de segurança no Inova Telecom.
Visiona fecha acordo para receber satélite

O Vale - 18/12/2013

A Visiona Tecnologia Espacial S/A assinou contratos com as empresas Thales Alenia Space (TAS) e Arianespace, que concordaram em fornecer, respectivamente, o satélite geoestacionário brasileiro e seu lançamento.

O contrato com o fornecedor do satélite também prevê a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).
A Visiona é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, controlada pela Embraer, e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro.

O orbitador vai atender às necessidades de comunicação satelital do governo federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa.
O contrato, inclui também um centro de controle e de missão completo e suporte operacional, precedido de um programa de treinamento completo para os operadores brasileiros. Cerca de 30 engenheiros se integrarão à equipe do projeto do satélite.